Tipos de Infusão em Bolus

A administração de medicamentos é uma parte crucial do cuidado em saúde, e a infusão em bolus é uma das técnicas mais utilizadas para garantir que os fármacos atinjam rapidamente a corrente sanguínea.

Mas o que exatamente é um bolus, e quais são os tipos de infusão em bolus disponíveis?

Nesta publicação, vamos explorar os diferentes tipos de infusão em bolus, suas aplicações e a importância de cada um no tratamento de pacientes.

O Que é uma Infusão em Bolus?

Um bolus é a administração de uma dose única e relativamente grande de uma substância, geralmente em um curto período de tempo (1 a 30 minutos). Essa técnica é usada quando é necessário obter uma concentração terapêutica rápida no organismo, seja para tratar uma condição aguda ou para iniciar um tratamento.

Tipos de Infusão em Bolus

Intramuscular (IM)

  • Como Funciona: A substância é injetada diretamente no músculo, permitindo uma absorção gradual e contínua.
  • Aplicações: Comumente usado para vacinas e antibióticos.
  • Vantagens: Liberação prolongada da medicação.

Subcutânea (SC)

  • Como Funciona: A substância é injetada na camada de tecido adiposo sob a pele.
  • Aplicações: Usado para medicamentos como insulina e heparina.
  • Vantagens: Liberação lenta e prolongada, ideal para medicamentos que precisam de absorção gradual.

Intravenosa (IV)

  • Como Funciona: A substância é injetada diretamente na veia, permitindo uma ação imediata.
  • Aplicações: Utilizado em emergências, como reações alérgicas, ataques cardíacos, controle da dor e anestesia.
  • Vantagens: Efeito terapêutico rápido e preciso.

Intradérmica (ID)

  • Como Funciona: A substância é injetada na camada dérmica da pele.
  • Aplicações: Usado para testes de alergia, testes cutâneos de tuberculina, anestésicos locais e injeções de Botox.
  • Vantagens: Permite uma resposta localizada e precisa.

Epidural

  • Como Funciona: A substância é injetada no espaço epidural da coluna vertebral.
  • Aplicações: Comumente usado para alívio da dor durante o parto e cuidados pós-operatórios.
  • Vantagens: Alívio localizado da dor com minimização de efeitos sistêmicos.

Intratecal

  • Como Funciona: A substância é injetada diretamente no líquido cefalorraquidiano, no espaço intratecal.
  • Aplicações: Usado para condições que afetam o sistema nervoso central, como esclerose múltipla e quimioterapia intratecal.
  • Vantagens: Entrega precisa de medicamentos com impacto sistêmico minimizado.

Alimentação Direta no Estômago

  • Como Funciona: A substância é administrada diretamente no estômago, geralmente através de uma sonda.
  • Aplicações: Usado para nutrição enteral e administração de medicamentos em pacientes que não podem ingerir alimentos ou medicamentos por via oral.
  • Vantagens: Permite a administração direta de nutrientes e medicamentos.

Importância da Infusão em Bolus

A infusão em bolus é essencial em diversas situações clínicas, especialmente quando é necessário um efeito rápido e eficaz. Cada tipo de infusão tem suas particularidades e é escolhido com base nas necessidades do paciente e nas características do medicamento.

Cuidados de Enfermagem na Administração de Bolus

A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial na administração segura e eficaz de bolus. Aqui estão alguns cuidados importantes:

  1. Verificação da Prescrição: Certifique-se de que a dose e a via de administração estão corretas.
  2. Preparação do Medicamento: Siga as técnicas assépticas para evitar contaminações.
  3. Monitoramento do Paciente: Observe sinais de reações adversas durante e após a administração.
  4. Educação do Paciente: Explique o procedimento e os possíveis efeitos colaterais.

A infusão em bolus é uma técnica vital no tratamento de diversas condições de saúde. Compreender os diferentes tipos de infusão e suas aplicações é essencial para garantir um cuidado seguro e eficaz.

Referência:

  1. Natalia Armata, MD, Nikol . “Bolus: What Is It, Different Types, Indications, and More | Osmosis.” Osmosis, 2024, http://www.osmosis.org/answers/bolus

Por que colocar certos medicamentos em bomba de infusão?

A bomba de infusão é um dispositivo médico utilizado para administrar medicamentos intravenosos (IV) de forma controlada e precisa. Ela é amplamente utilizada em hospitais e clínicas para tratar uma variedade de condições médicas, como dor, infecções, câncer e problemas cardíacos.

Por que usar uma bomba de infusão?

Existem várias razões pelas quais os médicos podem optar por administrar medicamentos em bomba de infusão. Algumas das razões mais comuns incluem:

Precisão

 A bomba de infusão permite que os médicos administrem medicamentos com precisão milimétrica, o que é importante para garantir que o paciente receba a dose correta.

Segurança

A bomba de infusão ajuda a evitar erros de dosagem, que podem ser perigosos ou até mesmo fatais.

Conforto

A bomba de infusão é uma maneira confortável e indolor de administrar medicamentos.

Conveniência

 A bomba de infusão permite que os pacientes recebam medicamentos por um longo período de tempo, sem a necessidade de frequentes visitas ao hospital.

Existem vários tipos diferentes de bombas de infusão disponíveis, cada uma com suas próprias vantagens e desvantagens. A escolha da bomba de infusão certa depende do tipo de medicamento que está sendo administrado, da dose e da frequência da administração.

Por que alguns medicamentos são administrados em bomba de infusão?

Alguns medicamentos são administrados em bomba de infusão porque são irritantes para as veias ou porque precisam ser administrados em doses muito pequenas. Outros medicamentos são administrados em bomba de infusão porque precisam ser administrados por um longo período de tempo.

Exemplos de medicamentos que podem ser administrados em bomba de infusão

  • Antibióticos: Os antibióticos são frequentemente administrados em bomba de infusão para tratar infecções graves.
  • Drogas Vasoativas e Sedativas: estes medicamentos são amplamente utilizados em setores de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico e unidades de sala de emergência, com dosagem controlada.
  • Quimioterapia: A quimioterapia é um tipo de tratamento para o câncer que pode ser administrado em bomba de infusão.
  • Analgésicos: Os analgésicos são medicamentos usados para aliviar a dor. Eles podem ser administrados em bomba de infusão para controlar a dor crônica.
  • Insulina: A insulina é um hormônio que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue. Ela pode ser administrada em bomba de infusão para pessoas com diabetes tipo 1.

Como a bomba de infusão funciona?

A bomba de infusão é programada para administrar uma determinada dose de medicamento em um determinado período de tempo. A bomba monitora continuamente a taxa de infusão e ajusta a velocidade de infusão conforme necessário para garantir que a dose correta seja administrada.

Quais são os riscos da bomba de infusão?

A bomba de infusão é um procedimento seguro, mas existem alguns riscos associados, como:

Infecção

Existe um pequeno risco de infecção no local da infusão.

Extravasamento

 O medicamento pode extravasar para fora da veia, causando dor e irritação.

Reações alérgicas

 Algumas pessoas podem ter reações alérgicas ao medicamento administrado em bomba de infusão.

Cuidados de Enfermagem

O profissional de enfermagem desempenha um papel crucial na monitorização e manejo desse dispositivo, garantindo a segurança do paciente e a eficácia da terapia.

Cuidados Essenciais

  1. Verificação da Prescrição Médica:
    • Confirmar a prescrição médica quanto ao medicamento, dose, tempo de infusão e via de administração.
    • Comparar a prescrição com a bula do medicamento para garantir a compatibilidade.
  2. Preparo da Solução:
    • Realizar a higienização das mãos antes e após o preparo da solução.
    • Verificar a integridade do frasco ou bolsa, a data de validade e a compatibilidade da solução com o equipo e a bomba.
    • Calcular a taxa de infusão, utilizando a fórmula adequada.
  3. Conexão da Bomba:
    • Conectar a bomba de infusão ao equipo, seguindo as instruções do fabricante.
    • Verificar se todas as conexões estão seguras e livres de vazamentos.
    • Programar a bomba com a taxa de infusão correta e o volume total a ser infundido.
  4. Monitorização do Paciente:
    • Monitorar o local da punção quanto a sinais de infiltração, extravasamento ou infecção.
    • Observar a presença de reações adversas ao medicamento, como vermelhidão, dor, coceira ou febre.
    • Acompanhar os sinais vitais do paciente regularmente.
    • Avaliar a eficácia da terapia e ajustar a dose ou a taxa de infusão, conforme necessário.
  5. Manutenção da Bomba:
    • Limpar a bomba de infusão de acordo com as instruções do fabricante.
    • Verificar o funcionamento da bomba antes de cada uso.
  6. Documentação:
    • Registrar na prescrição de enfermagem todos os procedimentos realizados, incluindo a hora do início e término da infusão, qualquer ajuste na taxa de infusão e as reações adversas observadas.

Cuidados Específicos

Prevenção de Complicações

  • Obstrução do Equipo:
    • Verificar regularmente se o equipo está obstruído.
    • Trocar o equipo, se necessário.
  • Desconexão Acidental:
    • Fixar bem o equipo ao braço do paciente.
    • Evitar que o paciente puxe o equipo.
  • Alarmes da Bomba:
    • Responder prontamente aos alarmes da bomba e identificar a causa.

Referências:

  1. https://www.ivenix.com/
  2. https://wtcs.pressbooks.pub/nursingskills/chapter/15-2-basic-concepts-of-administering-medications/
  3. https://www.ivwatch.com/2020/05/27/iv-infiltrations-and-extravasations-causes-signs-side-effects-and-treatment/
  4. https://www.researchgate.net/figure/Flowchart-of-nursing-care-with-patient-controlled-analgesia-epidural-IV-and-epidural_fig2_384634142

Tempo de Infusão dos Hemocomponentes

A transfusão de sangue é um procedimento médico fundamental que salva vidas, sendo utilizada para tratar diversas condições médicas, como anemia grave, hemorragias e distúrbios da coagulação.

No entanto, para garantir a segurança e a eficácia desse procedimento, é essencial que todos os profissionais envolvidos compreendam os aspectos técnicos da transfusão, incluindo o tempo de infusão dos hemocomponentes.

O que são Hemocomponentes?

Hemocomponentes são componentes sanguíneos obtidos a partir do sangue doado. Eles podem ser concentrados de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado, entre outros. Cada um desses componentes possui funções específicas no organismo e requer cuidados específicos durante a transfusão.

A Importância do Tempo de Infusão

O tempo de infusão de um hemocomponente é o período durante o qual ele é administrado ao paciente. Esse fator é crucial por diversos motivos:

  • Eficácia da transfusão: Cada hemocomponente possui um tempo ideal de infusão para garantir a máxima eficácia da transfusão. Infusões muito rápidas ou muito lentas podem comprometer os resultados esperados.
  • Reações adversas: A velocidade de infusão pode influenciar a ocorrência de reações adversas à transfusão, como febre, calafrios e reações alérgicas.
  • Sobrecarga circulatória: A infusão rápida de grandes volumes de sangue pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em pacientes com condições cardíacas preexistentes.
  • Risco de coagulação: A formação de coágulos dentro da bolsa de sangue ou no cateter pode ocorrer se a infusão for muito lenta, comprometendo a qualidade do produto.

O Guia para Uso de Hemocomponentes do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde, em seu guia para uso de hemocomponentes, estabelece diretrizes claras sobre o tempo de infusão de cada tipo de hemocomponente. Essas diretrizes são fundamentadas em evidências científicas e visam garantir a segurança e a qualidade da transfusão sanguínea no Brasil.

Tempo de Infusão dos Principais Hemocomponentes

  • Concentrado de Hemácias: O tempo de infusão geralmente varia entre 1 hora e 30 minutos e 4 horas. No entanto, em situações específicas, como em pacientes com sobrecarga volêmica ou doença cardíaca grave, o tempo de infusão pode ser mais prolongado, sempre respeitando o limite máximo de 4 horas.
  • Concentrado de Plaquetas: O tempo de infusão costuma ser mais curto, variando entre 5 e 30 minutos.
  • Plasma Fresco Congelado: O tempo de infusão é de aproximadamente 30 minutos em adultos e crianças, não excedendo a velocidade de infusão de 20-30mL/kg/hora.

É importante ressaltar que esses são valores médios e que o tempo de infusão ideal para cada paciente pode variar de acordo com diversos fatores, como idade, peso, condição clínica e tipo de hemocomponente.

O conhecimento do tempo de infusão dos hemocomponentes é fundamental para garantir a segurança e a eficácia da transfusão sanguínea. O guia para uso de hemocomponentes do Ministério da Saúde oferece orientações valiosas para os profissionais de saúde, mas é essencial que cada caso seja avaliado individualmente.

Ao seguir as recomendações do guia e realizar um acompanhamento rigoroso do paciente durante a transfusão, é possível minimizar os riscos e otimizar os resultados do tratamento.

Referência:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia para o uso de hemocomponentes. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 64 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_uso_hemocomponentes_2ed.pdf

Bomba de Infusão: Infusão Primária e Secundária

A infusão primária e secundária em uma bomba de infusão permite a utilização de um único equipo para infusão de dois medicamentos ou sistema enteral em uma única conexão, sem a necessidade de utilizar mais de 1 equipo em duas conexões diferentes.

No caso do equipo de sistema enteral possui 2 entradas (ponta cruz para administração de dieta) e ponta lancetada (para administração de água de intervalo), e de medicamento as duas entradas são em pontas lancetadas para instalação de bolsas de soro, e ambas possuem conexão em “Y” para interligar na mesma saída para infusão.

A infusão primária sempre será a infusão contínua, e a secundária a infusão “BOLUS”, sem que haja necessidade de desconexão do equipo.

Referências:

  1. Baxter;
  2. Samtronic;
  3. BBraun

Pressurizador de Bolsa de Infusão: A finalidade

A bolsa pressurizadora, conhecida também como bolsa pressórica ou pressurizador de bolsas de infusão, é de grande importância para pacientes com hipovolemia – ou seja, que sofrem com a redução do volume de plasma sanguíneo, atingindo níveis que coloquem em risco a sua saúde.

E também, através de sua pressão exercida, mantém a permeabilidade do sistema de Pressão Arterial Invasiva e Pressão Venosa Central, podendo lavar as linhas através do transdutor que é conectado nas bolsas de infusão dentro destes pressurizadores.

Como funciona?

É constituído por um manguito que envolve e exerce pressão sobre a Bolsa de Infusão, através de um Insuflador Manual em formato de pêra.

Consequentemente, o fluido presente no interior da Bolsa de Infusão passa a ser administrado intravenosamente com uma taxa de fluxo maior nos pacientes hipovolêmicos.

Para controlar a pressão exercida sobre a Bolsa de Infusão, o dispositivo possui um manômetro analógico e uma válvula de controle de entrada e saída do ar de dentro do manguito.

Cuidados de Enfermagem

Quanto ao uso:

  1. Pendure a alça do Infusor de Pressão no suporte I.V. (haste);
  2. Insira cuidadosamente a bolsa de fluido entre a malha e o balão de insuflação. Pendure a bolsa de fluido no gancho interno do Infusor de Pressão;
  3. Gire a alavanca da torneira para apontar na direção da abertura do sistema;
  4. Pressione a pera de insuflação até que o manômetro indique a pressão desejada. Não encha demais;
  5. Para manter a pressão, gire a torneira para cima, em direção à bolsa do infusor;
  6. Para esvaziar, gire a torneira para baixo, em direção à pera de insuflação.

Quanto a limpeza e armazenamento:

  1. Para desinfetar o produto utilize álcool 70%;
  2. Não use se a embalagem estiver danificada;
  3. Este produto só deve ser usado por pessoas que receberam treinamento e sob supervisão de pessoal médico qualificado;
  4. Após a utilização, o método de descarte de resíduos deve ser de acordo com a política de controle de infecção hospitalar da Instituição;
  5. Armazene longe do calor e da luz.

Referências:

  1. MedicalExpo

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Se você está cuidando de um paciente cujo há vários medicamentos para serem administradas intermitente, e o mesmo já possui alguns equipos já instalados e com dânulas o suficiente para que não exteriorize o cateter, muito provavelmente você possa utilizar do Injetor Lateral dos equipos.

A Função do Injetor Lateral

É indicado para uso na perfusão de soluções parenterais que necessite ser administrada lentamente, para seu maior aproveitamento ou evitar que a sua administração muito rápida que venha causar algum problema ao paciente.

E também, assim evita desconectar um equipo em uso e que possa contaminar a via de acesso do paciente.

Mas eu posso conectar mais dânulas, não seria mais fácil e prático?

Avalie bem o paciente quanto a necessidade de muitas dânulas além do suficiente, pois uma das complicações sobre a perda do acesso como função, exteriorização e contaminação é devido a alta manipulação do cateter sem a devida assepsia, além de que muitas vezes infelizmente há precariedade quanto a troca das dânulas onde os mesmos possuem validade de uso, o que pode prejudicar toda a extensão de dânulas (sendo novas e de uso de um certo período, contaminando todas em conjunto) juntas no mesmo ramo, além de que, quanto mais dânulas instaladas no paciente, mais o risco de perder o acesso devido o peso, podendo exteriorizar e perder o cateter.

Por serem de material auto cicatrizante, os injetores laterais dos equipos podem ser utilizadas mais de uma vez, desde que obedeça os protocolos de assepsia e higienização, assim evitando contaminação de todo o ramo do equipo, dânulas e acesso venoso.

Dependendo do modelo, uns podem não possuir o injetor.

Observação

Sempre deve atentar-se quanto a interação medicamentosa com o medicamento a ser injetado pelo equipo. Pode ser que tenha interação com o medicamento que está sendo infundido na via com o que vai ser administrado na seringa.

Para isso, se tem o conhecimento de que este medicamento a ser infundido “in bolus” possa reagir com o fármaco que já está sendo infundido via equipo direto no acesso, evite utilizar o injetor lateral.

É importante ressaltar a importância do conhecimento das interações medicamentosas, para evitar danos e reação adversa ao paciente.

Veja também:

O Equipo Bureta

O Equipo Bomba de Infusão

Extensor Polifix Multivias

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Equipo de Nutrição Enteral

 

Bomba de PCA/ACP: Analgesia Controlada pelo Paciente

Do Inglês “PCA – Patient Controlled Analgesia”, a ACP – Bomba de Infusão de Analgesia Controlada pelo Paciente  é utilizada para a infusão controlada da analgesia com narcóticos, dando ao paciente a possibilidade de comandar e realizar a auto-injeção de uma determinada droga prescrita e instalada na Bomba de PCA, em volumes e tempo pré programado pela equipe multidisciplinar de controle da dor, quando o paciente julgar ser necessário ou sentir dor.

Indicações de uso

É indicada para administração intravenosa, intra-arterial, subcutânea, intraperitoneal, espaço epidural ou espaço de infusão subaracnóide. Fornece um controle de infusão exata pois possui um mecanismo microperistáltico que é projetado para obter uma dosagem mínima, em quantidades muito pequenas de solução.

Como funciona?

As bombas de PCA são equipamentos de infusão que permitem grande número de modalidades de programação e administram o medicamento via venosa ou peridural, continuamente ou por meio de dispositivo para solicitação de doses intermitentes (bolus) de demanda.

O paciente o aciona em caso de necessidade. Essa técnica de analgesia é frequentemente usada em casos de dores agudas, como em pós-operatórios de cirurgias ortopédicas, ou em dores crônicas, como em portadores de neoplasias malignas avançadas, em fase de cuidados paliativos.

Com a Bomba de PCA pode-se programar:

  • Tipo de analgesia: peridural ou venosa;
  • Modo: Contínuo, Contínuo + Bolus, somente Bolus;
  • Bloqueio de tempo: estabelece o intervalo entre as doses efetivas;
  • Limite de 04 horas: limita a dosagem máxima que poderá ser infundida.

Indicações de Pacientes

Quanto ao cateter peridural, depreendemos que este cateter é utilizado para pacientes em pós-operatório ou doentes com dores crônicas de segmento inferior para analgesia, que receberam avaliação criteriosa do médico anestesiologista para este procedimento e quando não necessitam mais deste tipo de suporte, devem novamente serem reavaliados por esse profissional e a retirada do mesmo realizada.

Para tal ato, é necessário que o paciente cumpra alguns cuidados e critérios, como por exemplo um intervalo de 12 horas sem receber heparina ou heparina de baixo peso molecular, além dos doentes em uso de anticoagulantes receberem avaliação criteriosa de resultados dos exames laboratoriais.

Critérios de Responsabilidade

No Manual Técnico Operacional de Informação Hospitalar do SUS, realizado pelo Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de 2012, encontra-se na página 33, a descrição dos procedimentos anestésicos e de sedação, sendo de total responsabilidade do médico anestesiologista a avaliação prévia das condições do paciente, a administração de drogas e cuidados até o restabelecimento total do paciente.

Na literatura, as condutas recomendadas incluem que a retirada do cateter peridural seja feita pelo médico anestesiologista devido ao risco de quebra quando a retirada ocorre por outro profissional que não conheça a técnica de inserção e não esteja treinado em executar a tarefa (Nishio et al, 2001).

Porém, existem hoje em nosso país serviços de excelência trabalhando com a equipe multidisciplinar para o tratamento da dor, os denominados “Grupo da Dor”. Nesses serviços, a indicação, a prescrição, a inserção e avaliação do cateter peridural são de responsabilidade e competência do médico anestesiologista, podendo ser compartilhada com o Enfermeiro a retirada do cateter, o curativo e a manipulação e instalação da Bomba de PCA desde que prescrita pelo médico e o profissional Enfermeiro esteja treinado, habilitado e dotado de capacidade para o procedimento, sendo ainda importante que todo o processo encontre-se respaldado por meio de protocolo institucional.

Referências:

  1. (COREN-SP) ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 018/2016
  2. Aluane Silva Dias, Tathyana Rinaldi, Luciana Gardin Barbosa The impact of patients controlled analgesia undergoing orthopedic surgery Brazilian Journal of Anesthesiology (English Edition), Volume 66, Issue 3, May–June 2016, Pages 265-271

Administração “In Bolus” ou “Push” de Medicamentos: O que é?

Na Terapia Medicamentosa, a administração in bolus ou push é importante, quando referimos ao tempo de administração e o efeito quase que imediato de um certo medicamento.

Segundo Ritschel* (1992), qualquer administração com tempo superior a 1 minuto é denominada infusão. Quando inferior a 1 minuto chama-se push (ou bolus).

Portanto, Bolus refere-se à administração de uma medicação, com objetivo de aumentar rapidamente a sua concentração no sangue para um nível eficaz. A administração pode ser efetuada por via intravenosa, via intramuscularsubcutânea ou intraretal.

Bombas de Infusão também possuem Sistema In Bolus!

Algumas marcas de bombas de infusão possuem programações para administração de medicamentos in bolus em casos de drogas controladas, que necessitam de controle rigoroso.

Mas em algumas situações o médico pode solicitar que seja feita, por exemplo, uma dosagem bolus de um sedativo em um paciente que já está recebendo este medicamento por via de bomba de infusão, que seja programa na própria bomba sem necessitar administrar com seringas.

Portanto, deve-se também atentar ao fluxo de infusão e o tempo que o médico solicita a administrar estes bolus nas bombas, o que geralmente é programado padrão pelos fabricantes a 1200ml/h , podendo ser alterado posteriormente juntamente com o tempo de infusão pelo plantonista.

O que devo me atentar quanto a administração in bolus?

Devemos nos atentar quanto a:

  • Ocorrência de potenciais efeitos colaterais dos medicamentos;
  • Desconforto no local da infusão o mais rapidamente possível;
  • Obtenção de todos os sinais vitais necessários.

Como eu administro um medicamento in bolus?

Devo primeiramente separar e estar em mãos os materiais necessários para este procedimento:

  • Relógio com ponteiros de segundos;
  • Prescrição do paciente;
  • Luvas de procedimentos;
  • Chumaço de algodão com antisséptico;
  • Medicação em frasco ou ampola;
  • Fluido para diluição, se necessário;
  • Seringa para a preparação de medicamentos;
  • Solução de soro fisiológico a 0,9% para lavagem ou fluido.

E então:

  1. Faça a higiene das mãos. Prepare a medicação prescrita a partir do frasco ou ampola usando técnicas assépticas. Verifique o rótulo da medicação com a prescrição, cuidadosamente por duas vezes;
  2. Leve o(s) medicamento(s) ao paciente no horário estipulado, de forma imediata, sem demora;
  3. Identifique o paciente;
  4. Compare os dados do paciente com a prescrição médica (se caso necessário dupla checagem com medicamentos MAV);
  5. Explique o procedimento ao paciente. Encoraje-o a relatar qualquer sinal de desconforto;
  6. Calce as luvas;
  7. Administre a medicação por bolus: limpe a porta da injeção com chumaço de algodão, antisséptico e deixe secar; conecte a seringa; puxe suavemente para trás o êmbolo da seringa para aspirar o retorno de sangue; injete a medicação dentro do tempo recomendado (use o relógio para marcar o tempo de administração); retire a seringa; conecte a seringa com a solução salina na porta da injeção ou fluido, conforme a prescrição médica;
  8. Descarte corretamente o material utilizado;
  9. Realize a higiene das mãos.
  10. Relate na anotação de enfermagem a administração ou recusa do medicamento, e possíveis sinais de reações adversas após a infusão.

Lembrando sempre, que:

  • Observe o paciente para reações adversas durante a administração do(s) medicamento(s) e vários minutos após;
  • Relate qualquer efeito adverso imediatamente ao profissional de saúde responsável pelo paciente, uma vez que esses efeitos podem ser fatais;
  • Registre medicação, dose, hora, data, via de administração e resposta do paciente à medicação nos registros de enfermagem.

Veja também:

O que é “Flushing” em um Cateter?

O que é “Salinizar” um Cateter?

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

Administração Segura de Medicamentos

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Referências:

  1. Life Med
  2. Samtronic
  3. B.Braun
  4. Fresenius-Kabi
  5. POP EBSERH “Administração de Medicamentos por via Endovenosa”, Hospital Universitário Lauro Wanderley
  6. * Wolfgang A. RitschelGregory L. KearnsAmerican Pharmaceutical Association

Cateteres Flexíveis: Fluxos de Infusão

Você certamente deve estar familiarizado para qual indicação cada Cateter Flexível, vulgo “Abocath” tem, para cada situação.

Mas você sabe ao certo a taxa de fluxo de cada um?

É importante levar em consideração essas informações ao escolher o calibre do Abocath a ser colocado no paciente!

Veja Também:

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

 

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres Flexíveis

 

Cateter Central Totalmente Implantado

 

Cateter Venoso Central (CVC)

 

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

 

A Via de Administração Intratecal (IT)

 

Mantendo a Veia Aberta (KVO) em uma Bomba de Infusão: Cuidados a tomar!

Bomba de Infusão

Se você manuseia uma bomba de infusão, certamente já viu esta função, e não está ali de bobeira. Muitos me pediram para explicar qual é o princípio desta função em uma bomba de infusão, já que maioria obtém deste item.

O significado é simples: O sistema KVO, que provém do inglês “Keep Vein Open”, é um dispositivo de segurança que promove a manutenção do acesso venoso. Ou seja, é um sistema que impede a ocorrência de obstrução do acesso venoso pelo qual está sendo realizada a infusão evitando, assim, a perda desnecessária do mesmo.

Mas o que ele realmente faz em uma via de acesso com esta função?

Vejamos por exemplo, tenho uma solução do sedativo Dormonid correndo em BIC à 20ml/h na qual o médico tinha solicitado, e pela ocasião, a solução foi programada para ser infundida com o volume total de 200 ml. E a bomba entende que estes 200ml foram proporcionalmente infundidos no paciente, obtendo o volume restante de 0ml. Mas não esquecendo, que no equipo, ainda deve conter um restante de 20ml (mais ou menos), desta solução, e a bomba automaticamente continua esta infusão, abaixando a infusão para 5ml/h até a bomba ser reprogramada novamente.

Mas a bomba de infusão para de infundir quando está em KVO?

NÃO! A bomba de infusão não para de infundir quaisquer soluções em função de KVO. Ela simplesmente reduz a infusão em um padrão de fábrica, que pode variar de 1ml/h até 5ml/h, para que mantenha a via de acesso permeabilizado até que seja trocado para uma nova solução.

KVO e as Drogas Vasoativas: Tomem cuidado!

Temos que atentar sempre para que as soluções de DVAS não acabem antes do programado, pois pode reduzir drasticamente o fluxo de ml/h em um paciente hemodinamicamente instável!

Se um paciente necessita que a infusão de noradrenalina permaneça em 40ml/h, e a solução na bomba programada termine para que entre em KVO, a infusão da N.E reduz drasticamente 800% da infusão necessária para aquele doente, podendo causar hipotensão severa e proporcionando uma possível PCR. Portanto, sempre atente e evite que termine as soluções vasoativas entrem em KVO ou que acabem!

Saiba mais: