Complicações Circulatórias: Entendendo, Reconhecendo e Cuidando

O sistema circulatório é responsável por transportar oxigênio e nutrientes a todas as partes do corpo, garantindo que órgãos e tecidos funcionem adequadamente. Quando esse sistema apresenta falhas, seja por obstrução, dilatação ou fragilidade dos vasos, surgem as chamadas complicações circulatórias.

Elas variam desde condições comuns, como as varizes, até situações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC) ou o aneurisma. Para profissionais e estudantes de enfermagem, compreender essas doenças é essencial para atuar na prevenção, no cuidado e no acompanhamento do paciente.

Varizes: Mais do que um Problema Estético

As varizes são um problema comum, mas que pode ir além da preocupação estética, causando dor e desconforto.

  • O que são: Veias dilatadas e tortuosas que se formam, principalmente, nas pernas. Elas surgem quando as válvulas dentro das veias, que ajudam o sangue a fluir de volta para o coração, se enfraquecem ou falham.
  • Causas: Fatores genéticos, sedentarismo, obesidade, gravidez, longos períodos em pé ou sentado e o envelhecimento.
  • Sintomas: Dor, sensação de peso nas pernas, inchaço, coceira e, em casos mais graves, o desenvolvimento de úlceras venosas.
  • Cuidados de Enfermagem: Acolher o paciente, orientar sobre o uso de meias de compressão, estimular a prática de exercícios físicos (como caminhada), elevar as pernas em repouso e orientar sobre a higiene adequada da pele para prevenir úlceras.

Trombose Venosa Profunda (TVP): O Coágulo Silencioso

A trombose é uma complicação séria que exige atenção imediata para evitar consequências graves.

  • O que é: A formação de um coágulo sanguíneo (trombo) dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas.
  • Causas: Imobilidade prolongada (pós-cirurgia, longas viagens), trauma, uso de anticoncepcionais orais, câncer e predisposição genética.
  • Sintomas: Inchaço, dor, calor e vermelhidão na perna afetada. No entanto, pode ser assintomática, tornando o diagnóstico difícil.
  • Complicação grave: Se o coágulo se solta e viaja até os pulmões, causa uma embolia pulmonar, que é uma emergência médica.
  • Cuidados de Enfermagem: Avaliar os sinais e sintomas (sinal de Homans positivo, por exemplo), estimular a movimentação precoce em pacientes hospitalizados, orientar sobre o uso de anticoagulantes, e educar sobre os riscos e a importância do tratamento.

Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS): A Pressão que Prejudica o Coração

A hipertensão é uma das doenças mais comuns e, muitas vezes, é silenciosa.

  • O que é: A pressão do sangue nas paredes das artérias está consistentemente elevada. É conhecida como “assassina silenciosa” porque raramente apresenta sintomas.
  • Causas: Fatores genéticos, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e álcool, estresse e tabagismo.
  • Complicações: É um dos principais fatores de risco para Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.
  • Cuidados de Enfermagem: Aferir a pressão arterial corretamente, educar o paciente sobre dieta (redução de sal), prática de exercícios, controle de peso e adesão ao tratamento medicamentoso.

Acidente Vascular Cerebral (AVC): Quando o Cérebro Pede Socorro

O AVC é uma emergência neurológica, onde o tempo de atendimento faz toda a diferença.

  • O que é: Acontece quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido.
    • AVC Isquêmico: O mais comum, causado por um coágulo que obstrui uma artéria.
    • AVC Hemorrágico: Causado pelo rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro.
  • Sintomas: Perda súbita de força em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade para falar ou entender, alterações visuais, tontura e dor de cabeça intensa.
  • Cuidados de Enfermagem: Agir rapidamente! Identificar os sinais e encaminhar para a emergência, monitorar sinais vitais, avaliar o estado neurológico, prestar assistência ao paciente e à família e atuar na reabilitação no pós-AVC.

Aneurisma: O Ponto Fraco da Artéria

O aneurisma é uma condição grave, muitas vezes assintomática, que pode levar a um quadro hemorrágico fatal.

  • O que é: Uma dilatação anormal e permanente em uma artéria. A parede do vaso fica enfraquecida e se expande.
  • Causas: Hipertensão arterial, tabagismo, aterosclerose e fatores genéticos.
  • Onde ocorre: Os mais comuns são o aneurisma da aorta abdominal e o cerebral.
  • Complicação grave: O aneurisma pode se romper, causando uma hemorragia interna grave.
  • Cuidados de Enfermagem: Monitorar a pressão arterial rigorosamente, orientar sobre o controle dos fatores de risco (tabagismo, HAS), e prestar cuidados intensivos em caso de ruptura ou cirurgia reparadora.

Insuficiência Cardíaca (IC): O Coração Fraco

A insuficiência cardíaca é uma síndrome crônica, resultado de outras doenças cardíacas.

  • O que é: O coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo.
  • Causas: Hipertensão arterial, Doença Arterial Coronariana (DAC), infarto do miocárdio, valvulopatias.
  • Sintomas: Falta de ar (dispneia), inchaço nas pernas e abdômen (edema), tosse, fadiga e dificuldade para realizar atividades simples.
  • Cuidados de Enfermagem: Monitorar os sinais vitais, balanço hídrico, peso diário, administrar medicamentos (diuréticos, anti-hipertensivos), orientar sobre a dieta (redução de sódio e líquidos) e a importância da atividade física moderada.

Doença Arterial Coronariana (DAC): As Artérias do Coração Entupidas

A DAC é uma das principais causas de mortalidade no mundo.

  • O que é: As artérias que fornecem sangue ao coração (artérias coronárias) ficam endurecidas e estreitadas devido ao acúmulo de placas de gordura (aterosclerose).
  • Causas: Tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e obesidade.
  • Consequência: A redução do fluxo sanguíneo causa dor no peito (angina) e, se a artéria for totalmente obstruída, causa um infarto do miocárdio.
  • Cuidados de Enfermagem: Atuar na prevenção (educação sobre fatores de risco), prestar assistência em casos de angina e infarto, monitorar o paciente, administrar medicamentos e orientar sobre a reabilitação cardíaca.

Doença Arterial Periférica (DAP): O Problema nas Pernas

A DAP é uma aterosclerose que afeta as artérias dos membros, principalmente das pernas.

  • O que é: O acúmulo de placas de gordura nas artérias que levam sangue para os membros inferiores.
  • Causas: Fatores de risco semelhantes aos da DAC (tabagismo, hipertensão, diabetes).
  • Sintomas: Dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente), que melhora com o repouso. Em casos graves, pode causar dor em repouso, feridas que não cicatrizam e, em último caso, gangrena.
  • Cuidados de Enfermagem: Estimular a caminhada supervisionada (mesmo que com dor), orientar sobre o cuidado com os pés (especialmente em pacientes diabéticos), monitorar pulsos periféricos e avaliar a presença de feridas.

O Nosso Papel Essencial na Saúde Circulatória

Todas essas condições, apesar de distintas, compartilham fatores de risco e a necessidade de um cuidado de enfermagem atento e humanizado. Nosso papel é de:

  1. Avaliação: Identificar os sinais e sintomas precoces.
  2. Educação: Ensinar o paciente a viver melhor, controlando a dieta, o peso, o tabagismo e o sedentarismo.
  3. Monitoramento: Aferir e registrar sinais vitais, balanço hídrico, e a resposta ao tratamento.
  4. Apoio: Oferecer suporte emocional e garantir que o paciente e sua família compreendam a jornada da doença.

A saúde circulatória é um tema vasto, mas com nosso conhecimento e dedicação, podemos ser os verdadeiros guardiões do bem-estar dos nossos pacientes.

Referências:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA (SBC). Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. São Paulo: SBC, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/mP54JpG87X573s99hGzBczq/?lang=pt.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR (SBACV). Complicações Circulatórias. Disponível em: https://www.sbacv.org.br/. (O site da SBACV é um excelente recurso para informações detalhadas sobre varizes, trombose, aneurismas e DAP).
  3. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. (Consultar capítulos sobre sistema cardiovascular e cuidados de enfermagem).

Os tipos de Pulso Arterial

A avaliação do pulso arterial é uma das práticas clínicas mais antigas e fundamentais na enfermagem. Ela fornece dados essenciais sobre o sistema cardiovascular, como frequência cardíaca, ritmo, amplitude e regularidade. Observar o pulso é muito mais do que apenas “contar batimentos”: é entender o que está por trás de cada pulsação.

Nesta publicação, vamos explorar os diferentes tipos de pulso arterial, seus significados clínicos e a importância do olhar atento da enfermagem durante o exame físico.

O Que É o Pulso Arterial?

Pense no coração como uma bomba potente. A cada contração (sístole), ele ejeta sangue para a aorta e, em seguida, para as grandes artérias. Essa ejeção de sangue gera uma onda de pressão que se propaga rapidamente pelas paredes elásticas das artérias. É essa onda que nós percebemos como o pulso.

Ao avaliar o pulso, não estamos apenas contando as batidas. Estamos avaliando diversas características:

  • Frequência: Quantas batidas por minuto.
  • Ritmo: Se as batidas são regulares ou irregulares.
  • Amplitude/Força: A intensidade da onda de pulso (forte, fraco).
  • Tensão/Elasticidade: A rigidez da parede arterial.
  • Simetria: Se o pulso é igual nos dois lados do corpo (ex: pulsos radiais).

Agora, vamos aos tipos de pulso que nos dão pistas diagnósticas valiosas:

Pulso Normal (Normosfígmico): O Equilíbrio Saudável

Este é o pulso que esperamos encontrar em uma pessoa saudável.

  • Características:
    • Frequência: Entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) em repouso.
    • Ritmo: Regular, com intervalos iguais entre as batidas.
    • Amplitude: Moderada, fácil de palpar, nem muito forte nem muito fraca.
    • Tensão: Moderada, a artéria é elástica e não oferece resistência excessiva.
    • Simetria: Presente e igual em ambos os lados.
  • Significado: Indica um bom funcionamento cardiovascular, com débito cardíaco adequado e artérias elásticas.

Bradicardia e Taquicardia: As Variações de Frequência

Estas não são exatamente “tipos” de pulso em termos de qualidade da onda, mas sim variações na sua frequência que são cruciais para a avaliação.

  • Bradicardia:
    • Características: Frequência de pulso inferior a 60 bpm.
    • Significado: Pode ser normal em atletas bem condicionados ou durante o sono profundo. Pode ser causada por medicamentos (betabloqueadores), hipotireoidismo, doenças cardíacas (bloqueios atrioventriculares) ou outras condições.
  • Taquicardia:
    • Características: Frequência de pulso superior a 100 bpm.
    • Significado: Pode ser uma resposta fisiológica ao exercício, estresse, ansiedade, febre, dor, desidratação. Pode ser patológica em arritmias, choque, anemia, hipertireoidismo.

Pulso Filiforme (ou Fino/Débil): O Quase Ausente

Este pulso é um sinal de alerta e exige atenção imediata.

  • Características: Muito difícil de palpar, fraco, mal perceptível, como um “fio”. Geralmente é rápido (taquicárdico).
  • Significado: Indica um débito cardíaco muito baixo, ou seja, o coração não está bombeando sangue suficiente para os tecidos. É um sinal clássico de choque (hipovolêmico, cardiogênico, séptico), desidratação grave, hemorragia intensa ou insuficiência cardíaca grave.

Pulso Forte ou Cheio (Magnus): O Batimento Robusto

É o oposto do pulso filiforme.

  • Características: Amplitude aumentada, muito fácil de palpar e sentir, como uma onda “cheia”.
  • Significado: Pode ser encontrado em situações de aumento do débito cardíaco (exercício, ansiedade, febre) ou em condições como hipertireoidismo, insuficiência aórtica (onde há regurgitação de sangue para o ventrículo, aumentando o volume de ejeção) ou hipertensão arterial sistêmica (especialmente com alta pressão de pulso).

Pulso Arrítmico: A Dança Desordenada

Aqui, a questão é o ritmo.

  • Características: Os intervalos entre as batidas não são regulares. Podem ser irregularmente irregulares (sem padrão) ou regularmente irregulares (com um padrão repetitivo de irregularidade).
  • Significado: Indica a presença de arritmias cardíacas, como fibrilação atrial (irregularmente irregular, muito comum), extrassístoles (batidas extras isoladas) ou bloqueios cardíacos. Cada tipo de arritmia tem um significado clínico diferente, e a identificação do pulso arrítmico é o primeiro passo para a investigação.

Pulso Alternante (Pulso de Broadbent): O Forte e Fraco

É um pulso com variações na sua amplitude, intercalando batimentos fortes com batimentos fracos, em um ritmo regular.

  • Características: Batidas regulares, mas uma é forte e a próxima é fraca, e assim por diante.
  • Significado: É um sinal de disfunção ventricular esquerda grave, ou seja, o lado esquerdo do coração está com dificuldade para bombear o sangue de forma consistente. Geralmente indica insuficiência cardíaca avançada.

Pulso Dicrótico: A Dupla Ondulação

Este pulso é caracterizado por duas ondas distintas em cada batimento cardíaco, sendo a segunda onda (dicrótica) mais fraca.

  • Características: Ao palpar, parece que há duas “pancadas” para cada batida do coração.
  • Significado: Geralmente indica condições com baixo débito cardíaco e alta resistência periférica, como febre tifoide grave ou choque cardiogênico ou hipovolêmico (embora seja menos comum de ser identificado clinicamente e mais por exames).

Pulso em Martelo d’Água (ou Pulso de Corrigan): O Impulso Súbito

Também conhecido como pulso colapsante.

  • Características: Uma onda de pulso muito forte e rápida que sobe e desce abruptamente, como um jato d’água que atinge a mão e recua rapidamente. É mais fácil de sentir na artéria radial com o braço elevado.
  • Significado: É um achado clássico de insuficiência aórtica grave, onde a válvula aórtica não fecha completamente, permitindo que o sangue volte para o coração após cada sístole. Também pode ser visto em hipertiroidismo, anemia grave, ou ducto arterioso patente.

Pulso Paradoxal: O Que Engana na Inspiração

Este é um tipo de pulso em que a amplitude diminui significativamente durante a inspiração profunda e aumenta na expiração. Paradoxal porque, fisiologicamente, a inspiração aumenta o retorno venoso e deveria manter ou aumentar a amplitude do pulso.

  • Características: A diferença na pressão sistólica entre a expiração e a inspiração é superior a 10 mmHg. Isso pode ser difícil de sentir apenas palpando, mas pode ser detectado ao aferir a pressão arterial e observar a diminuição dos sons de Korotkoff durante a inspiração.
  • Significado: É um sinal de condições que limitam a expansão do coração durante a inspiração. As causas mais comuns são: tamponamento cardíaco (acúmulo de líquido ao redor do coração que o comprime), pericardite constritiva e asma/DPOC grave (devido às grandes variações de pressão intratorácica).

Cuidados de Enfermagem

A avaliação do pulso não é um ato mecânico; é uma arte que exige prática e sensibilidade. Nossos cuidados envolvem:

  1. Técnica Adequada: Usar a polpa dos dedos (indicador, médio e anelar), não o polegar. Aplicar pressão suficiente para sentir o pulso, mas não ocluir a artéria.
  2. Locais de Palpação: Conhecer os diferentes locais (radial, carotídeo, femoral, pedioso, poplíteo, braquial) e saber qual é o mais adequado para cada situação. O pulso carotídeo é o mais indicado em situações de emergência, como na parada cardiorrespiratória.
  3. Avaliação Completa: Não apenas contar a frequência, mas avaliar o ritmo, a amplitude e a tensão. Sempre comparar os pulsos periféricos dos dois lados do corpo (simetria).
  4. Integração com Outros Dados: Correlacionar as características do pulso com outros sinais vitais (pressão arterial, frequência respiratória, saturação de oxigênio) e com o quadro clínico geral do paciente.
  5. Comunicação Efetiva: Registrar os achados de forma clara e comunicar imediatamente qualquer alteração significativa ao médico.
  6. Intervenção Rápida: Um pulso filiforme, por exemplo, exige intervenção imediata para investigar e tratar a causa do choque.

Dominar a avaliação do pulso arterial é uma das competências mais valiosas para profissional de enfermagem. É uma forma simples, não invasiva e rápida de obter informações cruciais sobre o estado cardiovascular do paciente, permitindo-nos agir com precisão e, muitas vezes, fazer a diferença entre a vida e a morte.

Referências:

  1. JARVIS, C. Bates Propedêutica de Enfermagem. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. (Consultar capítulo sobre Exame Físico do Sistema Cardiovascular).
  2. PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. (Consultar capítulo sobre Exame do Sistema Cardiovascular).
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA (SBC). Diretrizes Brasileiras de Cardiologia. (Disponível em publicações da SBC ou em seus periódicos, como os Arquivos Brasileiros de Cardiologia, para aprofundar em arritmias e insuficiência cardíaca). Disponível em: https://www.portal.cardiol.br/.
  4. BARROS, A. L. B. L. Exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
  5. BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. S. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
  6. MANUAL MERCK. Pulso arterial: avaliação clínica. Disponível em: https://www.msdmanuals.com
  7. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br

Biomarcadores Cardíacos

Você já se perguntou como os médicos conseguem diagnosticar doenças cardíacas com tanta precisão?

Uma das ferramentas mais importantes nesse processo são os biomarcadores cardíacos. Essas substâncias, liberadas na corrente sanguínea em resposta a danos ou alterações no coração, funcionam como verdadeiros detetives, revelando pistas valiosas sobre a saúde do órgão.

O que são biomarcadores cardíacos?

Biomarcadores cardíacos são moléculas ou substâncias que podem fornecer informações importantes sobre a saúde do coração. Eles são liberados na corrente sanguínea em resposta a danos ou alterações no músculo cardíaco ou vasos e podem ser medidos por meio de exames de sangue.

Por que os biomarcadores são importantes?

Diagnóstico

 Os biomarcadores ajudam a confirmar o diagnóstico de doenças cardíacas, como o infarto agudo do miocárdio (IAM), miocardites e insuficiência cardíaca.

Prognóstico

 Ao avaliar os níveis de biomarcadores, os médicos podem estimar a gravidade da doença e prever o risco de complicações futuras.

Monitoramento

Os biomarcadores permitem acompanhar a evolução da doença e a resposta ao tratamento.

Principais tipos de biomarcadores cardíacos

Troponina

Considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, a troponina é uma proteína específica do músculo cardíaco.

Peptídeos natriuréticos (BNP e NT-proBNP)

 Essas substâncias são liberadas em resposta ao estiramento dos ventrículos cardíacos e são utilizadas no diagnóstico e acompanhamento da insuficiência cardíaca.

Mioglobina

 Uma proteína muscular que pode ser liberada rapidamente após uma lesão cardíaca, mas não é específica do coração.

CK-MB

Uma enzima que, embora não seja específica do coração, pode ser útil no diagnóstico de infarto agudo do miocárdio quando combinada com outros marcadores.

Outros biomarcadores

 Existem outros biomarcadores em estudo, como a proteína C reativa, que podem fornecer informações adicionais sobre o risco cardiovascular.

Como os biomarcadores são utilizados na prática clínica?

A dosagem dos biomarcadores cardíacos é realizada através de um simples exame de sangue. Os resultados são interpretados pelo médico em conjunto com outras informações clínicas, como o histórico médico do paciente, os sintomas e os resultados de outros exames.

Cuidados de Enfermagem

A coleta de biomarcadores cardíacos é um procedimento fundamental para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças cardiovasculares. O enfermeiro desempenha um papel crucial nessa etapa, garantindo a qualidade da amostra e o conforto do paciente.

Preparo do Paciente

  • Jejum: Orientar o paciente sobre o período de jejum necessário antes da coleta, geralmente de 8 a 12 horas.
  • Hidratação: Incentivar a ingestão de água nas horas que antecedem a coleta, a menos que haja restrição médica.
  • Medicamentos: Verificar se o paciente está fazendo uso de algum medicamento que possa interferir nos resultados do exame, como anticoagulantes.
  • Explicar o procedimento: Informar o paciente sobre o objetivo do exame, a forma como será realizado e a importância de seguir as orientações.

Coleta da Amostra

  • Identificação: Confirmar a identidade do paciente por meio de duas vias de identificação (pulseira de identificação e verbalmente).
  • Escolha do local da punção: Preferir veias de fácil acesso, como a fossa cubital.
  • Assepsia: Realizar a assepsia do local da punção com antisséptico adequado.
  • Punção venosa: Utilizar agulha e seringa apropriadas para a coleta, realizando a punção de forma rápida e segura.
  • Ordem de coleta: Seguir a ordem de coleta dos tubos, conforme as orientações do laboratório.
  • Volume adequado: Coletar o volume de sangue necessário para cada tubo, evitando hemólise.
  • Enxágue do tubo: Enxaguar o tubo com o anticoagulante, invertendo-o suavemente.
  • Remoção da agulha: Retirar a agulha e aplicar pressão no local da punção com gaze.
  • Etiquetagem: Identificar os tubos com os dados do paciente, data e hora da coleta.

Cuidados após a Coleta

  • Monitorização: Observar o local da punção, verificando a presença de hematomas ou sangramentos.
  • Compressão: Manter compressão no local da punção por alguns minutos.
  • Disposição do material: Descartar o material utilizado de acordo com as normas de biossegurança.

Transporte e Armazenamento

  • Transporte: Transportar os tubos com a amostra em recipiente adequado, protegido da luz e em temperatura ambiente.
  • Armazenamento: Armazenar a amostra no laboratório conforme as recomendações do fabricante do kit.

Prevenção de Erros

  • Verificar a solicitação médica: Confirmar a solicitação médica antes de realizar a coleta.
  • Identificação correta do paciente: Evitar erros na identificação do paciente.
  • Ordem de coleta: Respeitar a ordem de coleta dos tubos.
  • Volume adequado: Coletar o volume correto de sangue para cada tubo.
  • Hemólise: Evitar a hemólise da amostra, manipulando o material com cuidado.

Considerações Adicionais

  • Biosegurança: Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) durante todo o procedimento.
  • Conforto do paciente: Oferecer suporte emocional ao paciente durante a coleta.
  • Registro: Registrar o procedimento no prontuário do paciente.

Referências:

  1. Martinez, P. F., Oliveira-Junior, S. A., Polegato, B. F., Okoshi, K., & Okoshi, M. P.. (2019). Biomarkers in Acute Myocardial Infarction Diagnosis and Prognosis. Arquivos Brasileiros De Cardiologia, 113(1), 40–41. https://doi.org/10.5935/abc.20190131
  2. Spineti, P. P. de M.. (2019). Biomarkers in Heart Failure. Arquivos Brasileiros De Cardiologia, 113(2), 205–206. https://doi.org/10.5935/abc.20190167
  3. PARECER TÉCNICO COREN/PR Nº 12/2023
  4. MENDES, Gustavo Silva. O papel do enfermeiro no cuidado do paciente com infarto agudo do miocárdio. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-9JMN3K/1/o_papel_do_enfermeiro_no_cuidado_do_paciente_com_infarto_agudo_do__mioc_rdio.pdf&gt;

Insuficiência Cardíaca: Esquerda e Direita

Sabemos que a Insuficiência Cardíaca é um distúrbio em que o coração não consegue suprir as necessidades do corpo, causando redução do fluxo sanguíneo, refluxo (congestão) de sangue nas veias e nos pulmões e/ou outras alterações que podem debilitar ou enrijecer ainda mais o coração.

Mas você sabia que ambos os lados do coração são em certo grau afetados pela insuficiência cardíaca?

Todavia, um dos lados pode ser mais afetado do que o outro. Nesses casos, a insuficiência cardíaca pode ser descrita como insuficiência cardíaca Direita ou insuficiência cardíaca Esquerda.

A Insuficiência Cardíaca Esquerda (ICE) provoca falta de ar e fadiga por exemplo, e na Insuficiência Cardíaca Direita (ICD) desencadeia acúmulo de líquidos abdominal e periférico; ambos os ventrículos podem ser afetados em alguma proporção.

Edema Pulmonar: Tratamento Imediato

edema pulmonar

O Edema Agudo de Pulmão, ou Edema Pulmonar, surge de forma abrupta, frequentemente como complicação de uma insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ou taquiarritmia, infarto agudo do miocárdio extenso com comprometimento grave da função ventricular esquerda ou estágios terminais de neoplasias.

Também pode ser causado por obstrução das vias respiratórias gerando aumento da pressão pulmonar para mais de 25mmHg (o normal é 15mmHg) e drenagem do plasma sanguíneo dos capilares pulmonares. Além disso, pode ter causas neurológicas que prejudiquem a regulação da respiração pelo centro pneumotáxico como uma convulsão ou neurotoxina.

EAP Requer tratamento imediato!

Deve ser iniciado o mais rápido possível no pronto-socorro com máscara de oxigênio e remédios diuréticos diretamente na veia, como Furosemida, para aumentar a quantidade de urina e eliminar o excesso de líquidos nos pulmões.

Além disso, também é necessário fazer o tratamento adequado da doença que causou o problema, que pode incluir remédios para pressão alta, como Captopril, ou Lisinopril para tratar a insuficiência cardíaca descompensada, por exemplo.

Normalmente, o paciente precisa ficar internado no hospital durante cerca de 7 dias para aliviar os sintomas, controlar o problema que causou o surgimento do edema pulmonar e fazer fisioterapia respiratória. Durante este período, pode ser necessário utilizar uma sonda vesical para controlar a saída de líquidos do organismo, evitando que acumulem novamente.

 

Insuficiencia cardíaca

Insuficiencia cardíaca

La insuficiencia cardíaca (IC), también conocida como insuficiencia cardíaca congestiva (ICC), es una condición o un conjunto de síntomas en los que el corazón no bombea suficiente sangre para satisfacer las necesidades de su cuerpo.

La insuficiencia cardíaca generalmente se desarrolla gradualmente después de una lesión en el corazón. Algunas lesiones pueden incluir un ataque al corazón, mucho esfuerzo para el corazón debido a años de presión arterial alta y no tratada o una válvula cardíaca enferma.

Las causas comunes de la insuficiencia cardiaca incluyen:

  • Enfermedad arterial coronaria;
  • Ataque cardíaco anterior (infarto de miocardio);
  • Presión arterial alta (hipertensión);
  • Enfermedad de válvula cardiaca;
  • Enfermedad cardíaca congénita (problema con el que nace);
  • Cardiomiopatía (aumento del corazón);
  • Endocarditis;
  • Miocarditis (infección del corazón);
  • Diabetes;

Los síntomas de la insuficiencia cardíaca no siempre son obvios. Algunas personas en las primeras etapas de la insuficiencia cardíaca pueden no tener ningún síntoma. Otras pueden atribuir síntomas como fatiga o falta de aire a las señales de su envejecimiento.

A veces, sin embargo, los síntomas de insuficiencia cardíaca son más obvios. Debido a la incapacidad de su corazón de bombear la sangre eficientemente para suplir sus órganos (como los riñones y el cerebro), usted puede sentir varios síntomas, incluyendo:

  • Falta de aire;
  • Hinchazón de pies y piernas;
  • Falta de energía y cansancio;
  • Dificultad de dormir por la noche debido a problemas respiratorios;
  • Abdomen hinchado o blando, pérdida de apetito;
  • Tos con moco “espumoso” o catarro;
  • Aumento de la micción por la noche;
  • Confusión mental;
  • Memoria débil;

Algunas personas están más sujetas a otras que desarrollan insuficiencia cardiaca. Nadie puede predecir con certeza quién la desarrollará, pero existen factores de riesgo conocidos. Estar conscientes de los factores de riesgo y visitar a un médico para obtener tratamiento temprano son buenas estrategias para tratar la insuficiencia cardiaca. Los factores de riesgo de la insuficiencia cardiaca incluyen:

  • Presión arterial alta (hipertensión);
  • Ataque cardíaco (infarto de miocardio);
  • Válvulas cardíacas anormales;
  • Aumento del corazón (cardiomiopatía);
  • Historia familiar de enfermedad cardíaca
  • Diabetes;

Conozca las 12 señales que pueden indicar problemas en el corazón

Saber qué señales que pueden indicar problemas en el corazón pueden ayudar a prevenir un ataque al corazón, por ejemplo, o facilitar el diagnóstico de alguna enfermedad del corazón como insuficiencia cardíaca.

Así, 12 señales que pueden indicar problemas en el corazón son:

  1. Ansiedad: un ataque al corazón puede causar mucha ansiedad y miedo a la muerte, momentos antes de ocurrir;
  2. Malestar en el pecho: síntoma clásico de un ataque al corazón;
  3. Tos persistente: puede ser el resultado de la acumulación de líquidos en los pulmones, debido a la insuficiencia cardiaca;
  4. Tontura: sentirse mareado y llegar a desmayarse puede ocurrir momentos antes de un ataque al corazón o en casos como arritmia o hipotensión;
  5. Fatiga: sentirse muy cansado todo el tiempo puede indicar insuficiencia cardíaca;
  6. Náusea o falta de apetito: puede estar relacionada con la hinchazón abdominal causada por la retención de líquidos o asociada al dolor del infarto;
  7. Dolor en otras partes del cuerpo: el dolor puede comenzar en el pecho y se extiende hacia los hombros, brazos, codos, espalda, cuello, mandíbula o abdomen o estar relacionada con un ataque al corazón;
  8. Pulso rápido y irregular: cuando está acompañado de debilidad, mareos o dificultad para respirar puede ser evidencia de un ataque al corazón, insuficiencia cardiaca o una arritmia;
  9. Falta de aire: puede indicar también el inicio de un ataque al corazón;
  10. Sudor frío repentino: puede indicar un infarto, hipotensión, hipertensión o arritmia;
  11. Hinchazón: La hinchazón de las piernas y de los pies puede ser signo de insuficiencia cardíaca, ya que esta enfermedad puede causar retención de líquidos;
  12. Debilidad extrema: puede ocurrir en los días anteriores a un ataque al corazón o asociado a insuficiencia cardiaca o hipotensión;

Los individuos que tienen mayores probabilidades de sufrir con enfermedades del corazón son aquellos que tienen antecedentes familiares con problemas de corazón, los que están por encima del peso ideal, fuman y poseen otras enfermedades asociadas, como diabetes e hipertensión. En estos casos, todo el cuidado es poco.

Cuidados de Enfermería con Pacientes en IC

  1. Administrar medicamentos y evaluar la respuesta del paciente al régimen farmacológico;
  2. Evaluar el balance hídrico (ingestión y débito);
  3. Pesar al paciente diariamente en la misma balanza;
  4. Auscultación de los sonidos pulmonares, detectar un aumento o disminución en los estertores pulmonares (por el enfermero);
  5. Determinar el grado de distensión venosa yugular (DVJ);
  6. Identificar y evaluar la gravedad del edema dependiente;
  7. Monitorear la frecuencia de pulso y la presión arterial, verificando si hay hipotensión postural derivada de la deshidratación;
  8. Examinar el turgor de la piel y la mucosa observando signos de deshidratación;
  9. Evaluar los síntomas de sobrecarga hídrica;
  10. Evaluación Sistémica identificando cianosis, edemas.

Prescripción de Enfermería

  1. Mantener al paciente cómodo en su lecho;
  2. Mantener la cabecera elevada;
  3. Mantener la terapia de oxígeno;
  4. Mantener al paciente monitorizado;
  5. Controlar señales vitales;
  6. Anotar el balance hídrico;
  7. Hacer las medicaciones en los horarios prescritos por el médico;
  8. Mantener la higienización oral y corporal.

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El Ataque al Corazón: Infarto Agudo de Miocardio (IAM)

La Dextrocardia

Taponamiento Cardíaco

Insuficiência Cardíaca

Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca (IC), também conhecida como insuficiência cardíaca congestiva (ICC), é uma condição ou um conjunto de sintomas em que o coração não bombeia sangue suficiente para satisfazer as necessidades do seu corpo.

A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve gradativamente após uma lesão no coração. Algumas lesões podem incluir um ataque cardíaco, muito esforço para o coração devido a anos de pressão arterial alta e não tratada ou uma válvula cardíaca doente.

As causas comuns da insuficiência cardíaca incluem:

  • Doença arterial coronariana
  • Ataque cardíaco anterior (enfarte do miocárdio)
  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Doença de válvula cardíaca
  • Doença cardíaca congênita (problema com o qual você nasce)
  • Cardiomiopatia (coração aumentado)
  • Endocardite
  • Miocardite (infecção do coração)
  • Diabetes

Os sintomas da insuficiência cardíaca nem sempre são óbvios. Algumas pessoas nos primeiros estágios da insuficiência cardíaca podem não ter nenhum sintoma. Outras podem atribuir sintomas como fadiga ou falta de ar a sinais de seu envelhecimento.

Às vezes, entretanto, os sintomas de insuficiência cardíaca são mais óbvios. Devido à incapacidade do seu coração bombear o sangue eficientemente para suprir seus órgãos (como os rins e o cérebro), você pode sentir vários sintomas, incluindo:

  • Falta de ar
  • Inchaço dos pés e pernas
  • Falta de energia e cansaço
  • Dificuldade de dormir à noite devido a problemas respiratórios
  • Abdômen inchado ou mole, perda de apetite
  • Tosse com muco “espumante” ou catarro
  • Aumento de micção à noite
  • Confusão mental
  • Memória fraca

Algumas pessoas estão mais sujeitas que outras a desenvolverem insuficiência cardíaca. Ninguém pode prever com certeza quem irá desenvolvê-la, mas existem fatores de risco conhecidos. Estar ciente dos fatores de risco e visitar um médico para obter tratamento antecipado são boas estratégias para se tratar a insuficiência cardíaca. Os fatores de risco da insuficiência cardíaca incluem:

  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Ataque cardíaco (infarto do miocárdio)
  • Válvulas cardíacas anormais
  • Aumento do coração (cardiomiopatia)
  • Histórico familiar de doença cardíaca
  • Diabetes

Conheça os 12 sinais que podem indicar problemas no coração

Saber quais os sinais que podem indicar problemas no coração pode ajudar a prevenir um ataque cardíaco, por exemplo, ou facilitar o diagnóstico de alguma doença do coração como insuficiência cardíaca.

Assim, 12 sinais que podem indicar problemas no coração são:

  1. Ansiedade: um ataque cardíaco pode causar muita ansiedade e medo da morte, momentos antes de ocorrer;
  1. Desconforto no peito: sintoma clássico de um ataque cardíaco;
  1. Tosse persistente: pode ser o resultado do acúmulo de líquidos nos pulmões, devido à insuficiência cardíaca;
  1. Tontura: sentir-se tonto e chegar a desmaiar pode ocorrer momentos antes de um ataque cardíaco ou em casos como arritmia ou hipotensão;
  1. Fadiga: sentir-se muito cansado o tempo todo pode indicar insuficiência cardíaca;
  1. Náusea ou falta de apetite: pode estar relacionada com o inchaço abdominal causado pela retenção de líquidos ou associada à dor do infarto;
  1. Dor em outras partes do corpo: a dor pode começar no peito e se espalhar para os ombros, braços, cotovelos, costas, pescoço, mandíbula ou abdômen ou estar relacionada a um ataque cardíaco;
  1. Pulso rápido e irregular: quando acompanhado de fraqueza, tonturas ou dificuldade em respirar pode ser evidência de um ataque cardíaco, insuficiência cardíaca ou uma arritmia;
  1. Falta de ar: pode indicar também o início de um ataque cardíaco;
  1. Suor frio repentino:pode indicar um infarto, hipotensão, hipertensão ou arritmia;
  1. Inchaço:o inchaço das pernas e dos pés pode ser sinal de insuficiência cardíaca, pois esta doença pode causar retenção de líquidos;
  1. Fraqueza extrema:pode ocorrer nos dias que antecedem um ataque cardíaco ou associada a insuficiência cardíaca ou hipotensão;

Indivíduos que possuem maiores chances de sofrer com doenças do coração são aqueles que têm antecedentes familiares com problemas de coração, os que estão acima do peso ideal, fumam e possuem outras doenças associadas, como diabetes e hipertensão. Nestes casos, todo o cuidado é pouco.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em IC

  1. Administrar medicamentos e avaliar resposta do paciente ao regime farmacológico;
  2. Avaliar o balanço hídrico (ingestão e débito);
  3. Pesar o paciente diariamente na mesma balança;
  4. Auscultar sons pulmonares, detectar um aumento ou diminuição nos estertores pulmonares (pelo enfermeiro);
  5. Determinar o grau de distenção venosa jugular (DVJ);
  6. Identificar e avaliar a gravidade do edema dependente;
  7. Monitorar a frequência de pulso e a pressão arterial, verificando se ha hipotensão postural decorrente a desidratação;
  8. Examinar turgor da pele e mucosa observando sinais de desidratação;
  9. Avaliar sintomas de sobrecarga hídrica;
  10. Avaliação Sistêmica identificando cianose, edemas.

Prescrição de Enfermagem

  1. Manter o paciente confortável em seu leito;
  2. Manter cabeceira elevada;
  3. Manter oxigênio terapia;
  4. Manter o paciente monitorizado;
  5. Controlar sinais vitais;
  6. Anotar balanço hídrico;
  7. Fazer as medicações nos horários prescritos pelo médico;
  8. Manter higienização oral e corporal

 

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