Mancha Mongólica

As Manchas Mongólicas são um acúmulo irregular de melanócitos, ou seja, de células que possuem melanina, o pigmento responsável por dar a cor para a pele. Essas marcas podem ser observadas na zona lombar e nas nádegas e, por vezes, em outras áreas, incluindo a parte superior das costas, os ombros, os braços e as pernas.

Ao longo da história, alguns mitos relacionavam as manchas mongólicas à indicação de doenças. Mas, essas marcas de nascença não oferecem nenhum risco à saúde do bebê, apesar de serem semelhantes a hematomas, elas são totalmente inofensivas.

Existe tratamento para a Mancha Mongólica?

As manchas mongólicas nos bebês não necessitam de tratamento médico. Isso porque, essas manchas apresentam regressão espontânea.  Dessa forma, as manchas mongólicas costumam desaparecer por volta dos 2 ou 3 anos de idade.

Porém, há casos em que elas persistem até a vida adulta e por isso são chamadas de manchas mongólicas persistentes. Mas esse fato não as torna marcas relacionadas a doenças específicas.

Além disso, vale lembrar que as manchas podem ter tamanhos distintos, em média entre de 2 a 10 centímetros de largura. Somado a isso, as manchas mongólicas não possuem nenhum tipo de textura diferente da pele, não coçam ou causam dor.

Quais os cuidados necessários no local da Mancha Mongólica?

A pele dos bebês que possuem manchas mongólicas não precisa de cuidados especiais. Porém, na primeira infância a pele da criança é sensível e imatura, ou seja, irrita-se facilmente. Por isso, é necessário maior cuidado e atenção contra agentes agressores, como: calor, frio, insetos e até produtos de higiene.

  • Dicas de cuidados com a pele do bebê:

  1. Escolha sabonetes e produtos para o banho formulados especificamente para a pele do bebê: hipoalergênicos, neutros e testados dermatologicamente;
  2. Hidrate o corpo e o rosto do bebê com creme ou loção hidratante sem perfume ou adição de substâncias irritantes. Mas, para isso, é indicado consultar o pediatra ou dermatologista
  3. Os óleos de massagem também devem ser específicos para bebês.
  4. Troque as fraldas do bebê regularmente, isso evita bastante o aparecimento de assaduras;
  5. Escolha produtos sem álcool e perfume para serem utilizados nas trocas de fraldas;
  6. Se utilizar pomadas para prevenção de assaduras, prefira as livres de Petrolato;
  7. A proteção solar deve ser feita através de da limitação de exposição ao sol para crianças menores de 6 meses. Já para bebês maiores de 6 meses, é indicado o uso de protetor solar adequado para a idade;
  8. Assim como o uso de protetor solar, os repelentes são indicados para crianças maiores de 6 meses desde que indicado para o público infantil.

Por fim, é sempre importante que a criança seja acompanhada por um médico pediatra. No caso das Manchas Mongólicas, a avaliação adequada pode atestar a normalidade da marca, mas também pode apontar para outras causas relacionadas a doenças na pele do bebê.

Referência:

  1. Almeida, José Roberto Paes de, Alchorne, Mauricio Mota de Avelar e Rozman, Mauro AbrahãoIncidence of skin conditions in neonates born at a public hospital associated with some variables in pregnant women at risk. Einstein (São Paulo) [online]. 2010, v. 8, n. 2 [Acessado 19 Maio 2022] , pp. 143-148. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1679-45082010AO1504&gt;. ISSN 2317-6385. https://doi.org/10.1590/S1679-45082010AO1504.

Manchas de Gumprecht

Mancha, Sombra de Gumprecht ou “Smudge Cells”, é utilizado para definir achados no esfregaço do sangue periférico que sejam correlatos a restos celulares, sendo esses um achado característico no hemograma de pacientes que têm leucemia linfocítica crônica (LLC).

O que é o LLC?

A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é a leucemia mais comum nos países ocidentais, acometendo indivíduos com idade entre 67 e 72 anos, principalmente do sexo masculino.

Nessa doença, os linfócitos (os subtipos de glóbulo branco afetado pela doença) parecem ser mais frágeis, e quando se preparam as lâminas para análise no microscópio (hematoscopia), eles se rompem.

O resultado, quando se inspeciona a lâmina, são manchas arroxeadas que correspondem a restos do núcleo desses linfócitos.

Como é diagnosticado?

Na maioria dos casos, o diagnóstico da LLC é estabelecido pelo hemograma e imunofenotipagem.

A doença é sempre uma neoplasia de células B, enquanto a anteriormente denominada LLC-T foi reclassificada como Leucemia Prolinfocítica de células T. O diagnóstico requer a presença de pelo menos 5000 linfócitos/uL no sangue periférico com uma duração de no mínimo 3 meses.

A clonalidade dos linfócitos B precisa ser confirmada pela imunofenotipagem (citometria de fluxo). Os linfócitos da leucemia são pequenos, com citoplasma escasso e um núcleo denso, sem nucléolo evidente, com cromatina parcialmente agregada.

Essas células podem ser encontradas juntamente com outras atípicas, células clivadas ou prolinfócitos. A presença de grande quantidade de prolinfócitos favorece o diagnóstico de leucemia prolinfocítica B.

Referência:

  1. Hallek M. Chronic lymphocytic leukemia: 2017 update on diagnosis, risk stratification, and treatment. Am J Hematol. 2017;92:946–965. https://doi.org/10.1002/ajh.24826

Pinguécula

pinguécula é uma degenerescência da conjuntiva que se manifesta como um depósito de cor amarela esbranquiçada na junção entre a córnea e a esclera. Ou seja, é uma alteração do tecido da conjuntiva, que resulta no depósito de proteínas, de gordura e/ou cálcio, alterando a cor da conjuntiva.

Causas

Embora as causas da pinguécula não sejam completamente conhecidas, sabe-se que alguns fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento. O olho seco, por exemplo.

O olho pode estar seco se não existirem lágrimas em quantidade ou em qualidade suficiente que possibilitem lubrificar convenientemente o olho. As pessoas expostas a ambientes muito secos, que utilizam muito tempo o computador, etc, são mais propensas a padecerem de olho seco.

A exposição elevada e prolongada a raios UV é um dos fatores que está frequentemente relacionado. A pinguécula pode, ainda, desencadear-se devido à exposição constante a elementos naturais mais adversos, como o vento ou a poeira, fumos como por exemplo o tabaco, cloro das piscinas, entre outros.

Sintomas

A pinguécula apresenta poucos sintomas associados, no entanto, pode-se apontar uma frequente irritação, como a sensação de ter algo estranho no olho. Em alguns casos pode ocorrer olhos vermelhos e edema, olhos irritados e com secura.

O sinal mais evidente é uma mancha de cor esbranquiçada que pode variar de tamanho conforme o estágio da doença. Essa mancha pode, no início, ser pequena e crescer com o tempo ou, então, manter o seu tamanho estável.

Tratamento

O tratamento não é necessário na maioria dos casos. Contudo, em algumas situações, pode ter algumas complicações que requerem tratamento médico ou cirúrgico. Outro motivo que pode levar à necessidade de tratamento é o fato da aparência da mancha se tornar de tal forma inestética que prejudique a auto-estima.

O tratamento da pinguécula é necessário quando o seu crescimento ameaça comprometer a visão ou se torna desconfortável. Se a mancha mudar de tamanho, forma ou cor deve consultar um médico oftalmologista.

A pinguécula pode ser removida cirurgicamente, podendo a operação ser efetuada sob anestesia local. Trata-se de uma cirurgia simples, em que os riscos e complicações são praticamente nulos.

Referência:

  1. Hospital dos Olhos