
A maceração de medicamentos, especialmente aqueles administrados por sonda enteral, pode alterar significativamente sua forma farmacêutica original. Essa alteração pode ter consequências negativas para a eficácia e segurança do tratamento.
Por que isso acontece?
- Alteração no perfil de liberação: Muitos medicamentos são formulados para liberar o princípio ativo de forma gradual no organismo. A maceração pode acelerar ou retardar essa liberação, comprometendo o efeito terapêutico.
- Degradação do medicamento: Alguns medicamentos são sensíveis à luz, umidade ou ao contato com outras substâncias. A maceração pode levar à degradação do fármaco, diminuindo sua eficácia.
- Irritação da mucosa gastrointestinal: Alguns excipientes presentes nos medicamentos podem causar irritação se forem administrados em forma de pó, o que pode ocorrer após a maceração.
- Obstrução da sonda: Partículas maiores, resultantes da maceração, podem obstruir a sonda, impedindo a passagem do medicamento.
Quais medicamentos geralmente não devem ser macerados?
- Comprimidos de liberação prolongada: A liberação gradual do fármaco é fundamental para a eficácia desses medicamentos.
- Cápsulas: A cápsula protege o fármaco e controla a liberação.
- Comprimidos revestidos: O revestimento protege o comprimido e controla a liberação.
- Medicamentos com revestimento entérico: Esse revestimento protege o fármaco da ação dos ácidos do estômago.
- Medicamentos em forma de pellets: Os pellets são pequenas esferas que contêm o fármaco e são revestidas para controlar a liberação.
Exemplos de medicamentos que frequentemente não são adequados para maceração:
- Anti-hipertensivos de ação prolongada: como nifedipina de liberação prolongada.
- Medicamentos para o coração: como beta-bloqueadores de longa duração.
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) de liberação prolongada: como diclofenaco de liberação prolongada.
- Medicamentos para o tratamento de doenças do sistema nervoso central: como carbamazepina de liberação prolongada.
Outros Exemplos
| Medicamento |
Motivo |
Alternativa |
| Adalat® (Nifedipino) |
Risco de toxicidade e obstrução da sonda |
Discutir terapia com o prescritor |
| Amaryl® (Glimepirida) |
Falta de estudos sobre eficácia e segurança |
Discutir com o prescritor |
| Amoxil® (Amoxicilina) |
Não recomendado via sonda |
Suspensão oral |
| Allegra® (Fexofenadina) |
Revestimento pode obstruir a sonda |
Claritin® solução ou Allegra® solução |
| Ancoron® (Cloridrato de amiodarona) |
Falta de estudos sobre eficácia e segurança |
Suspensão oral |
| Annita® (Nitazoxanida) |
Risco de obstrução da sonda |
Suspensão oral |
| Apresolina® (Hidralazina) |
Risco de degradação do princípio ativo |
Monitorar pressão arterial |
O que fazer?
- Sempre consulte um profissional de saúde ou farmacêutico: Eles poderão fornecer orientações específicas sobre a administração de cada medicamento, levando em consideração as características do paciente e as recomendações do fabricante.
- Leia atentamente a bula do medicamento: A bula contém informações importantes sobre a administração do medicamento.
- Não macere nenhum medicamento por conta própria: A maceração indevida pode comprometer a segurança e a eficácia do tratamento.
Cuidados de Enfermagem
-
Verificar a compatibilidade:
- Medicamento e sonda: Alguns medicamentos podem interagir com o material da sonda ou com outros medicamentos, formando precipitados ou obstruindo a sonda.
- Medicamento e dieta: A mistura de medicamentos com a dieta enteral pode alterar a absorção de ambos.
-
Preparo da medicação:
- Higienização: Lave as mãos e utilize equipamentos limpos para o preparo.
- Maceração: Utilize um pilão e almofariz limpos para macerar os comprimidos. Evite moer demais, pois pode gerar partículas muito finas que podem obstruir a sonda.
- Dissolução: Dissolva o pó resultante da maceração em água filtrada ou fervida morna, conforme orientação médica.
-
Administração:
- Interromper a dieta: Antes de administrar a medicação, interrompa a infusão da dieta enteral.
- Lavar a sonda: Lave a sonda com água antes e depois da administração do medicamento para evitar obstrução.
- Volume: Administre cada medicamento separadamente, utilizando um volume adequado de água para facilitar a passagem.
- Elevar a cabeceira: Mantenha a cabeceira do leito elevada por pelo menos 30 minutos após a administração para facilitar a passagem do medicamento para o estômago.
-
Registro:
- Anote: Registre todos os procedimentos realizados, incluindo o nome do medicamento, a dose, a hora da administração e qualquer intercorrência.
Precauções:
- Não macere todos os medicamentos: Alguns medicamentos, como os de liberação prolongada, não devem ser macerados.
- Não misture medicamentos: Cada medicamento deve ser administrado separadamente para evitar interações medicamentosas.
- Observe o paciente: Monitore o paciente após a administração para identificar possíveis reações adversas.
Considerações importantes:
- Individualização: As orientações podem variar de acordo com o paciente e o medicamento.
- Atualização: As informações sobre a administração de medicamentos por sonda devem ser atualizadas regularmente.
- Equipe multidisciplinar: A administração de medicamentos por sonda deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros e farmacêuticos.

Referências:
- SILVA, João; PEREIRA, Maria. Insuficiência Cardíaca Descompensada: Diagnóstico e Tratamento. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 70, n. 4, p. 123-130, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ramb/a/4yLq9zCJKqcQyB3HF6P9P9m/?format=pdf&lang=pt
- Hospital Sírio Libanês
- HOSPITAL SÃO CAMILO. Guia Farmacêutico: Administração de Medicamentos por Via Enteral. São Paulo: Hospital São Camilo, 2023. Disponível em: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/wp-content/uploads/2023/02/VIA-ENTERAL.pdf.
- UNIMED. Estabilidade de Sólidos Orais. São Paulo: Unimed, 2023. Disponível em: https://www.unimed.coop.br/site/documents/20922854/20973835/Estabilidade_Solidos_Orais.pdf.

Antitérmicos, também conhecidos como antipiréticos, são medicamentos utilizados para reduzir a febre. Eles atuam inibindo o mecanismo que eleva a temperatura corporal. A febre é uma resposta natural do organismo a infecções e inflamações, mas quando muito alta, pode causar desconforto e até mesmo complicações.
Importante: É fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento, pois a automedicação pode mascarar sintomas importantes e agravar problemas de saúde.
Principais Grupos de Antitérmicos
Os antitérmicos mais comuns pertencem aos seguintes grupos:
- Paracetamol: Um dos mais utilizados, por ser geralmente seguro e bem tolerado. É eficaz no alívio da dor e da febre.
- Marcas comuns: Tylenol, Anador, Lisador.
- Ibuprofeno: Possui ação anti-inflamatória adicional, sendo útil em casos de dor causada por inflamação, como a dor de cabeça por sinusite.
- Marcas comuns: Advil, Nurofen.
- Dipirona: Antitérmico e analgésico potente, mas seu uso deve ser feito com cautela devido a possíveis efeitos colaterais.
- Marcas comuns: Novalgina, Dipirona.
- Ácido acetilsalicílico (AAS): Além de antitérmico, possui ação anti-inflamatória e antiplaquetária. Não deve ser administrado em crianças e adolescentes com quadro viral, devido ao risco da Síndrome de Reye.
Outros Antitérmicos e Combinações
Existem outros antitérmicos e combinações disponíveis no mercado, como:
- Nimesulida: Possui ação anti-inflamatória potente, mas seu uso é restrito devido a possíveis efeitos colaterais hepáticos.
- Complexo B: Algumas vitaminas do complexo B podem auxiliar no alívio da febre e outros sintomas gripais.
- Chás: Chás de camomila, gengibre e hortelã podem auxiliar no alívio dos sintomas gripais e febre.
Cuidados de Enfermagem
Os antitérmicos são medicamentos essenciais no tratamento da febre, mas seu uso requer cuidados específicos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. A enfermagem desempenha um papel crucial nesse processo, oferecendo assistência e orientação aos pacientes.
- Avaliação do paciente:
- Verificar a temperatura corporal, frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial.
- Avaliar a história clínica do paciente, incluindo alergias, doenças preexistentes e uso de outros medicamentos.
- Identificar a causa da febre, se possível.
- Orientações ao paciente:
- Explicar a ação do medicamento e a importância de seguir as orientações médicas.
- Esclarecer sobre os possíveis efeitos colaterais e como lidar com eles.
- Enfatizar a importância de não interromper o tratamento sem orientação médica.
- Administração do medicamento:
- Verificar a prescrição médica e a dosagem correta.
- Administrar o medicamento pela via prescrita (oral, retal, intravenosa), seguindo as técnicas assépticas.
- Monitorar a resposta do paciente ao medicamento.
- Monitoramento dos sinais vitais:
- Acompanhar a evolução da temperatura após a administração do antitérmico.
- Observar o surgimento de quaisquer reações adversas.
- Registro das informações:
- Anotar no prontuário do paciente a hora da administração, a dose utilizada e a resposta do paciente.
Cuidados Específicos
- Idosos: A dosagem e a frequência de administração podem precisar ser ajustadas devido à diminuição da função renal e hepática.
- Crianças: A dosagem é calculada de acordo com o peso e a idade da criança, e a forma farmacêutica deve ser adequada.
- Gestantes e lactantes: O uso de antitérmicos durante a gestação e a lactação deve ser feito com cautela e sob orientação médica.
- Pacientes com doenças crônicas: A presença de doenças como insuficiência renal ou hepática pode afetar a eliminação do medicamento e aumentar o risco de efeitos colaterais.
Efeitos Colaterais Comuns e Raros
- Comuns: Náuseas, vômitos, dor de estômago, sonolência.
- Raros: Reações alérgicas, sangramento, danos ao fígado.
É importante ressaltar que o uso indiscriminado de antitérmicos pode mascarar sintomas importantes e dificultar o diagnóstico de doenças graves.
Prevenção da Febre
Além do uso de antitérmicos, a enfermagem pode auxiliar na prevenção da febre através de orientações sobre:
- Higiene das mãos: A lavagem frequente das mãos é fundamental para prevenir a transmissão de infecções.
- Vacinação: A vacinação contra doenças infecciosas é uma forma eficaz de prevenir a febre.
- Alimentação saudável: Uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico.
- Hidratação: Beber bastante água ajuda a regular a temperatura corporal.
- Repouso: O descanso é essencial para a recuperação do organismo.

Referências:
- Pereira, G. L., Tavares, N. U. L., Mengue, S. S., & Dal Pizzol, T. da S.. (2013). Condutas terapêuticas e uso alternado de antipiréticos no manejo da febre em crianças. Jornal De Pediatria, 89(1), 25–32. https://doi.org/10.1016/j.jped.2013.02.005
- Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris. J Pediatr (Rio J) [Internet]. 2011Jan;87(1):36–42. Available from: https://doi.org/10.1590/S0021-75572011000100007
- COREN-SP

Antigotosos são medicamentos utilizados para tratar a gota, uma doença caracterizada por altos níveis de ácido úrico no sangue, que podem causar inflamação nas articulações e formação de cristais de urato.
Existem diferentes classes de medicamentos antigotosos, cada uma com seu mecanismo de ação específico. As principais classes são:
Inibidores da xantina oxidase
Os inibidores da xantina oxidase atuam diminuindo a produção de ácido úrico no organismo. A xantina oxidase é uma enzima que converte a xantina em ácido úrico. Ao inibir essa enzima, os medicamentos reduzem os níveis de ácido úrico no sangue.
Medicamentos mais utilizados:
- Alopurinol: Inibe a produção de ácido úrico, reduzindo seus níveis no sangue. É usado para prevenir crises de gota e para tratar níveis altos de ácido úrico crônicos.
- Febuxostat: Outro inibidor da xantina oxidase, similar ao Alopurinol em mecanismo de ação.
Uricosuricos
Os uricosuricos aumentam a excreção de ácido úrico pelos rins. Dessa forma, ajudam a eliminar o excesso de ácido úrico do organismo.
Medicamentos mais utilizados:
- Probenecida: Aumenta a excreção de ácido úrico pelos rins, reduzindo seus níveis no sangue. É usado para tratar níveis altos de ácido úrico crônicos, mas não é eficaz em tratar crises agudas de gota.
- Sulfinpirazona: Similar à Probenecida, porém com maior potência.
- Lesinurad: Um uricosurico que funciona em conjunto com o Alopurinol para melhorar a excreção de ácido úrico.
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
- Ibuprofeno, Naproxeno, Diclofenaco, etc.: Reduzem a dor e a inflamação nas articulações afetadas pela gota. São usados para tratar crises agudas de gota.
Colchicina:
- Colchicina: Inibe a migração dos leucócitos para o local da inflamação, reduzindo a dor e a inflamação nas articulações. É usado para tratar crises agudas de gota e também pode ser usado para prevenção de crises.
Corticosteroides:
- Prednisolona, Prednisona, etc.: Reduzem a inflamação e a dor nas articulações, mas não afetam os níveis de ácido úrico no sangue. São usados para tratar crises agudas de gota, especialmente em pacientes que não toleram AINEs ou Colchicina.
Outros medicamentos:
- Pegloticase: Uma enzima que degrada o ácido úrico, usado para tratar casos graves de gota que não respondem a outros tratamentos.
- Crizanlizumab: Um anticorpo monoclonal que reduz a inflamação, usado para tratar gota e outras condições inflamatórias.
Cuidados de Enfermagem
Os cuidados de enfermagem com pacientes em uso de medicamentos antigotosos são cruciais para garantir a eficácia do tratamento, minimizar os efeitos adversos e promover a adesão à terapia.
Monitoramento:
- Função renal: É fundamental monitorar a função renal, especialmente em pacientes idosos ou com histórico de problemas renais, uma vez que muitos medicamentos antigotosos são excretados pelos rins. A dosagem pode precisar ser ajustada.
- Níveis de ácido úrico: O acompanhamento regular dos níveis de ácido úrico no sangue é essencial para avaliar a eficácia do tratamento e ajustar a dose do medicamento, se necessário.
- Sintomas de gota: É importante monitorar a frequência e a intensidade das crises de gota, bem como a resposta ao tratamento.
- Efeitos adversos: Os pacientes devem ser orientados a relatar qualquer efeito adverso, como erupções cutâneas, coceira, dor abdominal, náuseas, vômitos, tontura ou inchaço.
Orientações ao paciente:
- Adesão ao tratamento: É fundamental enfatizar a importância de seguir rigorosamente o tratamento prescrito, mesmo durante os períodos sem sintomas.
- Hidratação: Recomendar a ingestão adequada de líquidos (água) para auxiliar na excreção do ácido úrico pelos rins.
- Dieta: Orientar sobre a importância de seguir uma dieta adequada, evitando alimentos ricos em purinas (carnes vermelhas, frutos do mar, vísceras) e bebidas alcoólicas.
- Medicamentos: Esclarecer sobre a forma correta de administrar os medicamentos, os horários e as possíveis interações medicamentosas.
- Retorno ao médico: Agendar consultas de acompanhamento regularmente para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar a medicação, se necessário.
Outras considerações:
- Educação em saúde: Oferecer informações sobre a gota, suas causas, sintomas e tratamento, para que o paciente tenha um melhor entendimento da doença.
- Apoio emocional: Muitos pacientes com gota podem apresentar ansiedade e depressão. É importante oferecer apoio emocional e incentivar a participação em grupos de apoio.
- Prevenção de crises: Orientar sobre medidas para prevenir crises de gota, como evitar o estresse, manter o peso ideal e realizar atividade física regular.
Referências:
- Azevedo VF, Lopes MP, Catholino NM, Paiva E dos S, Araújo VA, Pinheiro G da RC. Critical revision of the medical treatment of gout in Brazil. Rev Bras Reumatol [Internet]. 2017Jul;57(4):346–55. Available from: https://doi.org/10.1016/j.rbre.2017.03.002
- Afya

A classificação de Vaughan-Williams é um sistema amplamente utilizado para categorizar os medicamentos antiarrítmicos de acordo com seus mecanismos de ação primários. Essa classificação, embora tenha sido proposta há algumas décadas, continua sendo um ponto de referência fundamental na prática clínica e na pesquisa farmacológica.
Por que a classificação é importante?
Compreender como os antiarrítmicos funcionam é crucial para:
- Seleção do medicamento: Escolher o fármaco mais adequado para cada tipo de arritmia, considerando os benefícios e riscos individuais de cada paciente.
- Previsão de efeitos colaterais: Antecipar potenciais efeitos adversos e monitorar os pacientes de forma mais eficaz.
- Combinações medicamentosas: Desenvolver estratégias terapêuticas combinando diferentes classes de antiarrítmicos, quando necessário.
As cinco classes principais
A classificação de Vaughan-Williams divide os antiarrítmicos em cinco classes principais, com base em seu efeito sobre os canais iônicos do coração:
- Classe I: Bloqueadores dos canais de sódio
- Subclasses: IA, IB e IC
- Mecanismo de ação: Retardam ou bloqueiam a fase rápida de despolarização do potencial de ação.
- Exemplos: Quinidina, lidocaína, flecainida.
- Efeitos: Aumentam o período refratário efetivo, diminuem a automatismo e a condução.
- Usos: Taquiarritmias supraventriculares e ventriculares
- Classe II: Beta-bloqueadores
- Mecanismo de ação: Bloqueiam os receptores beta-adrenérgicos, diminuindo a frequência cardíaca e a condução atrioventricular.
- Exemplos: Atenolol, propranolol, metoprolol.
- Efeitos: Reduzem a demanda de oxigênio do miocárdio e estabilizam as membranas celulares.
- Usos: Taquiarritmias supraventriculares, fibrilação atrial, angina e hipertensão.
- Classe III: Bloqueadores dos canais de potássio
- Mecanismo de ação: Prolongam o potencial de ação, aumentando o período refratário efetivo.
- Exemplos: Amiodarona, sotalol, ibutilida.
- Efeitos: Aumentam a variabilidade da frequência cardíaca e podem prolongar o intervalo QT.
- Usos: Taquiarritmias supraventriculares e ventriculares, fibrilação atrial.
- Classe IV: Bloqueadores dos canais de cálcio
- Mecanismo de ação: Reduzem a condução atrioventricular e a contractilidade miocárdica.
- Exemplos: Verapamil, diltiazem.
- Efeitos: Diminuem a frequência cardíaca e a pressão arterial.
- Usos: Taquiarritmias supraventriculares, fibrilação atrial, angina e hipertensão.
- Outras classes:
- Classe 0: Bloqueadores dos canais HCN (marcapasos cardíaco).
- Classe V: Agentes que atuam em canais mecanossensíveis.
- Classe VI: Agentes que modulam a comunicação entre as células cardíacas.
A classificação de Vaughan-Williams é uma ferramenta útil para entender os mecanismos de ação dos antiarrítmicos, mas não deve ser utilizada de forma isolada.
A escolha do tratamento antiarrítmico ideal deve ser individualizada e baseada em uma avaliação cuidadosa do paciente, considerando o tipo de arritmia, a presença de comorbidades e os possíveis efeitos colaterais.

Referências:
- Questões de Cardiologia
- Tá de clinicagem

A flebite é uma inflamação das veias, que pode causar dor, inchaço, vermelhidão e calor na região afetada. Em casos mais graves, pode levar à formação de coágulos sanguíneos (trombose), o que pode ter sérias consequências para a saúde.
Vários medicamentos são vesicantes e podem aumentar o risco de flebite, principalmente quando administrados por via intravenosa (IV).
Medicamentos Vesicantes
Os medicamentos vesicantes são aqueles que, quando extravasados durante a administração intravenosa, causam danos graves aos tecidos no local da infusão.
Efeitos do extravasamento:
- Queimadura química: Dor intensa, vermelhidão, inchaço e formação de bolhas no local.
- Necrose: Morte das células e dos tecidos, podendo levar a úlceras profundas e até mesmo à amputação de membros em casos graves.
- Danos nervosos: Dor persistente, formigamento, dormência e fraqueza muscular.
Medicamentos que podem causar Flebite
Antibióticos
- Vancomicina;
- Benzilpenicilina;
- Aminoglicosideos (gentamicina);
- Cefalosporinas (ceftriaxona);
- Quinolonas (ciprofloxacina);
Soluções intravenosas
- Soluções com alto teor de osmolalidade (açúcar) ou pH alcalino (> 8,5);
Drogas Vasoativas
- Dopamina;
- Adrenalina;
- Amiodarona;
- Noradrenalina;
- Vasopressina;
- Dobutamina;
Nutrição Parenteral Parcial e Total
Eletrólitos
- Cloreto de Potássio 19,1%;
- Cloreto de Sódio 20 %;
- Bicarbonato de Sódio;
- Gluconato de Cálcio;
Hemoderivados
- Hemácias;
- Plasma;
- Plaquetas
Corticoides
Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)
- ibuprofen;
- piroxicam;
- diclofenaco
Contrastes
- Sulfato de bário;
- Ioxitalamato de meglumina e de sódio;
- Iobitridol;
- Iodixanol;
- Ioexol;
- Iomeprol;
- Iopamidol;
- Ácido gadotérico;
- Hexafluoreto de enxofre
Quimioterápicos
- Doxorubicina (Adriamicina);
- Daunorubicina (Cerubidina);
- Vincristina (Oncovin);
- Vinblastina (Velban);
- Mitoxantrona (Novantrone);
- Epirrubicina (Ellence);
- Ifosfamida (Ifex);
Outros
- Azul de metileno;
- Aminofilina;
- Diazepam;
- Fenitoína;
- Prometazina
Fatores de risco adicionais para flebite
Cateteres venosos periféricos (CVPs):
-
- Tempo de permanência do cateter
- Tipo de cateter
- Local de inserção
Idade:
Histórico de flebite:
-
- Episódios anteriores aumentam o risco
Imobilização:
-
- Pacientes acamados ou com pouca mobilidade
Desidratação:
-
- Redução do volume sanguíneo
Câncer:
-
- Tumores malignos e quimioterapia
Doenças inflamatórias:
-
- Doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus
Prevenção da flebite
Inserção e manutenção adequadas do cateter:
-
- Siga os protocolos rigorosos de inserção e manutenção de cateteres.
- Utilize o menor cateter possível pelo menor tempo necessário.
- Troque o curativo do cateter regularmente.
Hidratação adequada:
-
- Mantenha o paciente hidratado com líquidos intravenosos ou orais.
Mobilização precoce:
-
- Incentive o paciente a se mover o máximo possível.
Medicação profilática:
-
- Em alguns casos, medicamentos podem ser usados para prevenir a flebite.
Referências:
- Guia Farmacêutico – Medicamentos Irritantes e Vesicantes: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/medicamentos-de-alerta/lista-de-medicamentos/
- PRAS-TC-002-PROTOCOLO DE EXTRAVASAMENTO DE MEDICAÇÕES VESICANTES NÃO-QUIMIOTERÁPICAS: https://jornal.hcfmb.unesp.br/wp-content/uploads/2022/03/PRC-Amb-ONCO-002-%E2%80%93-PROTOCOLO-EXTRAVASAMENTO-DE-QUIMIOTERAPICOS-atualizado.pdf
- PARECER COREN-SP CAT Nº 019/2009 / – Assunto: Infusão de fármacos antineoplásicos vesicantes: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2012_18.pdf

A chegada de um bebê é um momento de imensa alegria e expectativa. Para garantir a saúde e o bem-estar do seu pequeno, diversos procedimentos profiláticos são realizados logo após o nascimento.
Medicamentos administrados logo ao nascer (Profilaxia)
Nitrato de Prata 1%:
- Objetivo: Prevenir a oftalmia neonatal, uma infecção ocular grave causada por bactérias presentes no canal vaginal da mãe.
- Aplicação: Colírio administrado em ambos os olhos do bebê nas primeiras horas de vida.
Vitamina K:
- Objetivo: Prevenir hemorragias devido à deficiência de vitamina K, comum em recém-nascidos.
- Administração: Uma dose única intramuscular ou oral nas primeiras 6-12 horas de vida.
BCG:
- Objetivo: Imunizar contra a tuberculose, doença infecciosa grave.
- Administração: Vacina aplicada por via intradermica no braço direito do bebê, geralmente entre o 4º e o 6º dia de vida.
Hepatite B:
- Objetivo: Proteger contra a hepatite B, doença viral que afeta o fígado.
- Esquema vacinal: Três doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com 1 mês e meio e a terceira com 6 meses de idade.
Outros medicamentos:
- Em alguns casos, outros medicamentos podem ser necessários, como:
- Antibióticos para prevenir infecções.
- Soro fisiológico para limpar os olhos e vias nasais.
- Vitamina D para fortalecer os ossos.
Lembre-se:
A profilaxia neonatal é um conjunto de medidas essenciais para garantir a saúde do seu bebê. Converse com o pediatra do seu filho para esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. Mantenha o cartão de vacinação atualizado e siga rigorosamente o esquema vacinal recomendado.
Com cuidados preventivos e acompanhamento médico adequado, você contribui para o desenvolvimento saudável e feliz do seu bebê!
Referência:
- Essential Newborn Care and Breastfeeding – Training modules. WHO Regional Office for Europe, 2002.

Os Medicamentos termolábeis são aqueles que têm alta sensibilidade a variações de temperatura e que precisam ser armazenados e transportados em condições específicas para preservar sua qualidade e eficácia.
Especificações
Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 430/2020, da ANVISA, são considerados termolábeis os medicamentos cuja especificação de temperatura máxima seja igual ou inferior a 8°C.
Alguns exemplos de medicamentos termolábeis são insulina, vacinas, hormônios, anticorpos monoclonais e outros produtos biológicos ou imunobiológicos.
Esses medicamentos atuam sobre moléculas endógenas do organismo ou reforçam o sistema imune do paciente.
Para garantir sua integridade, eles devem ser acondicionados em equipamentos adequados com controle digital de temperatura, avaliados periodicamente por profissionais especializados e manuseados por pessoal qualificado e treinado.
Lista de exemplos de alguns medicamentos termolábeis
| Nome genérico |
Dosagem |
Apresentação |
| Alfaepoetina |
40.000UI/mL |
Frasco-ampola 1mL |
| Alprostadil |
500mcg |
Frasco-ampola |
| Anfotericina B |
50mg |
Frasco-ampola |
| Anfotericina B lipossomal |
50mg |
Frasco-ampola |
| Ciclofosfamida |
50mg |
Comprimido revestido |
| Cisatracúrio, besilato |
2mg/mL |
Ampola 5mL |
| Cobre, quelato |
1mg/mL Xarope |
Frasco 30mL |
| Complexo Protrombínico |
500 a 600UI |
Frasco ampola |
| Espironolactona |
2mg/mL Suspensão oral |
Frasco 60mL |
| Filgrastima |
300mcg/mL |
Frasco-ampola 0,5mL |
| Folinato de cálcio |
300mg |
Frasco-ampola |
| Fração Fosfolip. de Pulmão Porcino
(Curosurf ®) |
240mg/3mL |
Frasco-ampola 3mL |
| Fulvestranto |
250mg/5mL |
Seringa |
| Gosserrelina, acetato |
3,6mg |
Seringa |
| Hidroclorotiazida |
2,5mg/mL |
Frasco 60mL |
| Imunoglobulina anti-Rh humana |
300mcg |
Frasco-ampola |
| Imunoglobulina de coelho antitimócito humana |
25mg/frasco |
Frasco-ampola |
| Imunoglobulina humana EV |
5000mg EV |
Frasco-ampola |
| Insulina NPH |
100UI/mL |
Frasco 10mL |
| Insulina Regular |
100UI/mL |
Frasco 10mL |
| Interferon alfa-2b |
5.000.000 UI |
Frasco-ampola |
| Interferon alfa-2b |
3.000.000 UI |
Frasco-ampola |
| Levosimendana |
2,5mg/mL |
Frasco-ampola 5mL |
| Ocitocina |
5UI/mL |
Ampola 1mL |
| Octreotida |
0,1mg |
Ampola1mL |
| Octreotida |
0,5mg |
Ampola 1mL |
| Omeprazol |
20mg/5mL suspensão oral |
Frasco 30mL |
| Pancurônio, brometo |
4mg/2mL |
Ampola 2mL |
| Papaína creme não iônico |
3% |
Sachê 20g |
| Papaína creme não iônico |
6% |
Sachê 20g |
| Papaína creme não iônico |
10% |
Sachê 20g |
| Proximetacaína, cloridrato |
0,5% Solução oftálmica |
Frasco 5mL |
Obs.: alguns medicamentos possuem temperatura de armazenamento variável, de acordo com o fabricante.
Referências:
- ADCON
- Biblioteca Virtual em Saúde

Os opioides são uma classe de medicamentos utilizados para o tratamento de dores moderadas a extremas. Eles atuam no sistema nervoso central, proporcionando alívio analgésico potente.
Embora muitos opioides sejam prescritos por um médico, isso nem sempre significa que uma pessoa não corre o risco de desenvolver dependência.
Na verdade, a potência dos medicamentos opioides varia muito, com flutuações na sua força e risco de adição.
Alguns opioides são notavelmente mais fortes do que outros, o que em alguns casos pode causar uma overdose, se não for tomado conforme prescrito, enquanto outros são relativamente leves.
É importante saber a classificação dos opioides que você está tomando, para ajudar a tomar uma decisão mais bem informada sobre se os benefícios superarão os riscos.
Potência: Dos mais fortes aos mais fracos
- Fentanil – O fentanil é um opioide sintético considerado uma das drogas mais perigosas. Normalmente prescrito para dores intensas após uma cirurgia, o fentanil ganhou popularidade nas ruas como substituto ou frequentemente misturado à heroína. Diz-se que o fentanil pode ser até 50 vezes mais poderoso que a heroína, que já é um opioide notoriamente poderoso. O fentanil é altamente viciante, extremamente potente e, portanto, a droga opioide mais perigosa da nossa lista.
- Buprenorfina – Surpreendentemente, o opioide Buprenorfina, que normalmente é prescrito como um medicamento de substituição de opioides, projetado para aliviar os sintomas de abstinência de opioides, é uma droga altamente perigosa e viciante. É quase 25-50 vezes mais forte que a morfina e, portanto, tem potencial para uma overdose, especialmente se tomada por alguém que não conhece opiáceos. Uma pequena dose desta droga é muito poderosa e, devido ao fato de ser um opioide de ação prolongada, é muito viciante e muito mais difícil de desintoxicar do que os opioides típicos.
- Levorfanol – O levorfanol é um analgésico opioide sintético desenvolvido para tratar dores moderadas a intensas. O levorfanol é muito mais potente que a morfina e é altamente viciante. O levorfanol tem a capacidade de causar problemas respiratórios graves ou potencialmente fatais, especialmente durante as primeiras 24 a 72 horas de consumo e sempre que a dose for aumentada.
- Oximorfona – A oximorfona, comercializada com a marca Opana ®, tem uso medicinal no tratamento de dores moderadas a intensas. Apesar de ter uma finalidade médica legítima, a Oximorfona ainda apresenta alto potencial de abuso. Normalmente, a oximorfona é prescrita em forma de comprimido, mas também vem na forma de um líquido injetável.
- Hidromorfona – A hidromorfona, ou também conhecida como Dilaudid ®, é um analgésico prescrito para tratar dores intensas. Esta droga é muito mais forte que a morfina e produz fortes efeitos sedativos. Pode ser injetado causando efeitos semelhantes aos da heroína e é um substituto comum da heroína.
- Pentazocina – A pentazocina, vendida sob a marca Talwin ® entre outras, é um analgésico prescrito antes ou depois de uma cirurgia, para dores moderadas a intensas. Este opioide é único no sentido de que às vezes é combinado numa formulação oral com Naloxona, para prevenir abusos, como a tentativa de injetar a droga. Apesar destas medidas preventivas, a Pentazocina ainda tem grande potencial para abuso, dependência e overdose.
- Metadona – A metadona é um opioide prescrito usado no tratamento da dependência de opioides como terapia substituta, projetada para ajudar o viciado a sentir alívio dos sintomas de abstinência. Embora a metadona seja prescrita para afastar as pessoas dos opioides, ela ainda tem um grande potencial para abuso. Devido ao fato de ser um opioide de ação prolongada, a metadona é altamente viciante e pode ser muito mais difícil de parar de usar do que os opioides típicos de ação curta.
- Oxicodona – A oxicodona é um dos opioides mais populares da atualidade, vendido sob vários nomes e formulações, como Percocet ®, Roxicodone ® e muito mais. Apesar de ser um dos opioides mais prescritos, ainda apresenta grande potencial para abuso e dependência. Tem um forte efeito sedativo que pode causar depressão respiratória e sobredosagem. A oxicodona também é comumente injetada, inalada e abusada por viciados, o que o torna um opioide muito perigoso.
- Morfina – A morfina é um opiáceo derivado naturalmente da planta da papoula, prescrito para o tratamento da dor. Embora não seja um opioide sintético, ainda é muito potente e apresenta grandes riscos. É mais comumente prescrito na forma de comprimido ou injeção. Muitos usuários preferem injetar esta droga, pois ela produzirá efeitos instantâneos. A morfina tem um elevado potencial de dependência, embora não seja tão forte como os seus homólogos sintéticos, pode levar à dependência.
- Hidrocodona – A hidrocodona é um opioide combinado com paracetamol, prescrito para pacientes com dores ou lesões crônicas. Tem uma força semelhante à da morfina e acarreta riscos semelhantes. Hydrocodone é vendido sob várias marcas, incluindo Vicodin ® e Norco®. A hidrocodona é um dos opioides mais comumente prescritos e pode representar riscos significativos à saúde. Apesar de ser considerada relativamente fraca, a hidrocodona tem alto potencial para abuso e dependência, bem como overdose.
- Tapentadol – o tapentadol é um opioide menos comumente usado, mas ainda apresenta alto risco de dependência e dependência. Normalmente prescrito para dores musculoesqueléticas agudas e crônicas, o tapentadol pode causar dependência com o uso prolongado. Este medicamento tem potencial para causar desconforto respiratório, especialmente quando combinado com álcool, como outras substâncias.
- Dihidrocodeína – a dihidrocodeína é um analgésico opioide semissintético prescrito para a dor. Também tem outros usos, como tratamento de febre e inchaço, pois é combinado com analgésicos, aspirina e cafeína. A aspirina diminui a febre e o inchaço, e a cafeína aumenta a eficácia desta combinação. Efeitos colaterais graves são incomuns após tomar Dihidrocodeína, mas ainda há potencial para abuso. Embora não seja considerado tão perigoso como outros opiáceos, acarreta o risco de overdose, especialmente quando combinado com outras drogas, como heroína ou metadona.
- Tramadol – O tramadol, às vezes vendido sob a marca Tramal®, é normalmente considerado um opioide menos perigoso, pois apresenta menor risco de abuso, dependência e desenvolvimento de tolerância. Embora seja um opioide mais fraco, ainda tem potencial para abuso e pode levar à dependência. O tramadol tem aproximadamente 1/10 da dosagem da morfina, mas tem o potencial de causar overdose ou dependência após uso prolongado.
- Codeína – a codeína é mais comumente encontrada como xarope para tosse prescrito, para reduzir a tosse em pacientes. Também pode ser prescrito para dores leves a moderadas, em comprimido que também contém paracetamol. Embora esta droga seja relativamente fraca, ela pode ser abusada e levar aos efeitos colaterais típicos dos opioides. Muitos pacientes consideram a codeína simplesmente um xarope para tosse, sem perceber que na verdade é um opioide.
Efeitos Colaterais dos Opioides
Os efeitos colaterais dos opioides podem variar de pessoa para pessoa e incluem:
- Sonolência excessiva
- Náuseas
- Vômitos
- Constipação
- Tontura
- Alterações mentais
- Pesadelos
- Respiração lenta
- Dificuldade para respirar
À medida que o corpo se adapta à dosagem do medicamento, esses efeitos tendem a diminuir. No entanto, é importante conversar com um médico se os problemas persistirem.
Receptores Opioides e Tratamento
Os opioides atuam nos receptores opioides no cérebro e na medula espinhal. Esses receptores estão envolvidos na regulação da dor e do humor. O tratamento para dependência de opioides envolve terapias comportamentais, suporte psicológico e, em alguns casos, medicamentos como a naloxona (um antagonista opioide).
Em resumo, os opioides são ferramentas valiosas no manejo da dor, mas seu uso deve ser cuidadosamente monitorado por profissionais de saúde para evitar abusos e efeitos adversos.

Referências:
- Interhelpinternacao
- Exame Toxicológico

A administração de medicamentos é uma das maiores responsabilidades do profissional de enfermagem.
Isso porque o erro na dosagem, a leitura equivocada das prescrições médicas e a falta de atenção podem trazer sérias consequências para o paciente — desde efeitos colaterais agudos até o óbito por falha profissional.
Diante da importância desse tema, muitos profissionais da enfermagem recém-formados ficam com dúvidas sobre como realizar a administração correta de fármacos.
Essa regrinha de ouro dos “4 eus”, pode fortalecer a sua segurança no momento do preparo e administração de um medicamento, lembrando que o conhecimento sobre os medicamentos que você administra, tanto como os seus efeitos adversos é além dos 9 certos na administração segura dos medicamentos fazem parte da etapa do processo da administração.

Referências:
- COFEN
- COREN-SP