Nefrotoxicidade Medicamentosa

A nefrotoxicidade medicamentosa ocorre quando um medicamento ou substância química causa danos aos rins. Esses danos podem variar desde leves, como uma diminuição temporária da função renal, até graves, resultando em insuficiência renal aguda ou crônica.

Como os medicamentos podem danificar os rins?

Existem diversas formas pelas quais os medicamentos podem causar danos renais, incluindo:

  • Redução do fluxo sanguíneo renal: Alguns medicamentos podem causar vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos) nos rins, diminuindo o fluxo sanguíneo e prejudicando a filtração.
  • Danos diretos às células renais: Outros medicamentos podem agir diretamente sobre as células dos rins, causando inflamação, necrose (morte celular) ou outras alterações.
  • Obstrução dos túbulos renais: Alguns medicamentos podem formar cristais nos túbulos renais, obstruindo o fluxo urinário e prejudicando a função renal.

Quais medicamentos são mais frequentemente associados à nefrotoxicidade?

Uma grande variedade de medicamentos pode causar nefrotoxicidade. Alguns dos mais comuns incluem:

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Como ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco.
  • Antibióticos: Aminoglicosídeos (gentamicina, amikacina), cefalosporinas de terceira geração e vancomicina.
  • Diuréticos: Principalmente os de alça (furosemida, bumetanida).
  • Agentes de contraste iodados: Utilizados em exames de imagem.
  • Alguns medicamentos quimioterápicos.
  • Imunossupressores.

Quais são os fatores de risco para nefrotoxicidade medicamentosa?

  • Idade: Idosos são mais suscetíveis, pois a função renal tende a diminuir com a idade.
  • Doenças pré-existentes: Doenças renais crônicas, diabetes, hipertensão arterial e doenças cardíacas aumentam o risco.
  • Desidratação: A desidratação pode concentrar os medicamentos nos rins, aumentando a toxicidade.
  • Uso concomitante de múltiplos medicamentos: A interação entre diferentes medicamentos pode aumentar o risco de nefrotoxicidade.
  • Dose e duração do tratamento: Doses elevadas e tratamentos prolongados aumentam o risco.

Quais são os sintomas da nefrotoxicidade?

Os sintomas da nefrotoxicidade podem variar dependendo da gravidade do dano renal e podem incluir:

  • Diminuição da produção de urina.
  • Inchaço nas pernas, pés e tornozelos.
  • Fadiga.
  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Confusão mental.

Como a nefrotoxicidade é diagnosticada?

O diagnóstico da nefrotoxicidade geralmente envolve:

  • Exame físico: O médico pode identificar sinais de inchaço, pressão alta e outros sinais de doença renal.
  • Exames de sangue: Os níveis de creatinina e ureia no sangue são indicadores importantes da função renal.
  • Exame de urina: A análise da urina pode revelar a presença de sangue, proteína ou outras anormalidades.
  • Biopsia renal: Em alguns casos, pode ser necessária uma biópsia renal para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

Qual é o tratamento para a nefrotoxicidade?

O tratamento da nefrotoxicidade depende da causa e da gravidade dos danos renais. Em alguns casos, a interrupção do medicamento causador da lesão pode ser suficiente para que os rins se recuperem. Em outros casos, pode ser necessário realizar tratamento de suporte, como diálise, para remover as toxinas do sangue e auxiliar na função renal.

Cuidados de Enfermagem

Quanto a prevenção da Nefrotoxicidade

  • Monitoramento da função renal: Acompanhar regularmente os exames de creatinina e ureia, além de outros marcadores, é essencial para detectar precocemente alterações na função renal.
  • Hidratação adequada: Incentivar a ingestão de líquidos, a menos que haja contraindicações médicas, ajuda a diluir os medicamentos e reduzir a carga renal.
  • Avaliação do uso concomitante de medicamentos: Identificar e comunicar ao médico a utilização de outros fármacos que possam potencializar a nefrotoxicidade.
  • Educação do paciente: Orientar o paciente sobre os sinais e sintomas de nefrotoxicidade, a importância de comunicar qualquer alteração ao profissional de saúde e a necessidade de seguir corretamente o tratamento prescrito.

Cuidados de Enfermagem no Paciente com Nefrotoxicidade

  • Monitorização rigorosa dos sinais vitais: Acompanhar pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e frequência respiratória para identificar possíveis complicações.
  • Avaliação do estado hídrico: Observar presença de edema, turgor da pele, mucosas e peso, ajustando a ingestão de líquidos conforme a necessidade.
  • Coleta de exames laboratoriais: Realizar coletas de sangue e urina para monitorar a função renal e identificar alterações eletrolíticas.
  • Administração de medicamentos: Verificar a prescrição médica e administrar os medicamentos de forma segura, observando possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos.
  • Promoção do conforto: Auxiliar o paciente a encontrar posições confortáveis, controlar a dor e promover o descanso.
  • Orientação nutricional: Oferecer orientações nutricionais adequadas, considerando as restrições alimentares e as necessidades do paciente.
  • Suporte psicológico: Oferecer suporte emocional ao paciente e à família, auxiliando-os a lidar com a doença e as limitações impostas pelo tratamento.

Diagnósticos de Enfermagem Comuns

  • Risco de débito hídrico: Relacionado à diurese excessiva, vômitos, diarreia e uso de diuréticos.
  • Intolerância à atividade: Relacionado à fadiga, fraqueza e desconforto.
  • Deficiência no conhecimento: Relacionada à falta de informações sobre a doença e o tratamento.
  • Risco de infecção: Relacionado à imunossupressão e procedimentos invasivos.

Intervenções de Enfermagem

  • Monitorar o balanço hídrico: Registrar a ingesta e a eliminação de líquidos.
  • Promover o repouso: Oferecer um ambiente tranquilo e livre de estímulos.
  • Incentivar a prática de exercícios leves: Conforme a tolerância do paciente.
  • Promover a higiene: Realizar higiene corporal completa e troca de roupas de cama regularmente.
  • Orientar sobre a importância da adesão ao tratamento: Esclarecer dúvidas e reforçar a necessidade de seguir as orientações médicas.

É importante ressaltar que a nefrotoxicidade medicamentosa é uma condição complexa que exige uma abordagem individualizada. A equipe de enfermagem deve trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para garantir a melhor assistência ao paciente.

Referências:

  1. Sales, G. T. M., & Foresto, R. D.. (2020). Drug-induced nephrotoxicity. Revista Da Associação Médica Brasileira, 66, s82–s90. https://doi.org/10.1590/1806-9282.66.S1.82
  2. Mello, P. A. de, Rocha, B. G., Oliveira, W. N., Mendonça, T. S., & Domingueti, C. P. (2021). Nefrotoxicidade e alterações de exames laboratoriais por fármacos: revisão da literatura. Revista De Medicina, 100(2), 152-161. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v100i2p152-161

Administração “In Bolus” ou “Push” de Medicamentos: O que é?

Na Terapia Medicamentosa, a administração in bolus ou push é importante, quando referimos ao tempo de administração e o efeito quase que imediato de um certo medicamento.

Segundo Ritschel* (1992), qualquer administração com tempo superior a 1 minuto é denominada infusão. Quando inferior a 1 minuto chama-se push (ou bolus).

Portanto, Bolus refere-se à administração de uma medicação, com objetivo de aumentar rapidamente a sua concentração no sangue para um nível eficaz. A administração pode ser efetuada por via intravenosa, via intramuscularsubcutânea ou intraretal.

Bombas de Infusão também possuem Sistema In Bolus!

Algumas marcas de bombas de infusão possuem programações para administração de medicamentos in bolus em casos de drogas controladas, que necessitam de controle rigoroso.

Mas em algumas situações o médico pode solicitar que seja feita, por exemplo, uma dosagem bolus de um sedativo em um paciente que já está recebendo este medicamento por via de bomba de infusão, que seja programa na própria bomba sem necessitar administrar com seringas.

Portanto, deve-se também atentar ao fluxo de infusão e o tempo que o médico solicita a administrar estes bolus nas bombas, o que geralmente é programado padrão pelos fabricantes a 1200ml/h , podendo ser alterado posteriormente juntamente com o tempo de infusão pelo plantonista.

O que devo me atentar quanto a administração in bolus?

Devemos nos atentar quanto a:

  • Ocorrência de potenciais efeitos colaterais dos medicamentos;
  • Desconforto no local da infusão o mais rapidamente possível;
  • Obtenção de todos os sinais vitais necessários.

Como eu administro um medicamento in bolus?

Devo primeiramente separar e estar em mãos os materiais necessários para este procedimento:

  • Relógio com ponteiros de segundos;
  • Prescrição do paciente;
  • Luvas de procedimentos;
  • Chumaço de algodão com antisséptico;
  • Medicação em frasco ou ampola;
  • Fluido para diluição, se necessário;
  • Seringa para a preparação de medicamentos;
  • Solução de soro fisiológico a 0,9% para lavagem ou fluido.

E então:

  1. Faça a higiene das mãos. Prepare a medicação prescrita a partir do frasco ou ampola usando técnicas assépticas. Verifique o rótulo da medicação com a prescrição, cuidadosamente por duas vezes;
  2. Leve o(s) medicamento(s) ao paciente no horário estipulado, de forma imediata, sem demora;
  3. Identifique o paciente;
  4. Compare os dados do paciente com a prescrição médica (se caso necessário dupla checagem com medicamentos MAV);
  5. Explique o procedimento ao paciente. Encoraje-o a relatar qualquer sinal de desconforto;
  6. Calce as luvas;
  7. Administre a medicação por bolus: limpe a porta da injeção com chumaço de algodão, antisséptico e deixe secar; conecte a seringa; puxe suavemente para trás o êmbolo da seringa para aspirar o retorno de sangue; injete a medicação dentro do tempo recomendado (use o relógio para marcar o tempo de administração); retire a seringa; conecte a seringa com a solução salina na porta da injeção ou fluido, conforme a prescrição médica;
  8. Descarte corretamente o material utilizado;
  9. Realize a higiene das mãos.
  10. Relate na anotação de enfermagem a administração ou recusa do medicamento, e possíveis sinais de reações adversas após a infusão.

Lembrando sempre, que:

  • Observe o paciente para reações adversas durante a administração do(s) medicamento(s) e vários minutos após;
  • Relate qualquer efeito adverso imediatamente ao profissional de saúde responsável pelo paciente, uma vez que esses efeitos podem ser fatais;
  • Registre medicação, dose, hora, data, via de administração e resposta do paciente à medicação nos registros de enfermagem.

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Administração Segura de Medicamentos

Administração de Medicamentos em “Dripping”: O que é isso?

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

Referências:

  1. Life Med
  2. Samtronic
  3. B.Braun
  4. Fresenius-Kabi
  5. POP EBSERH “Administração de Medicamentos por via Endovenosa”, Hospital Universitário Lauro Wanderley
  6. * Wolfgang A. RitschelGregory L. KearnsAmerican Pharmaceutical Association

Cateteres Flexíveis: Fluxos de Infusão

Você certamente deve estar familiarizado para qual indicação cada Cateter Flexível, vulgo “Abocath” tem, para cada situação.

Mas você sabe ao certo a taxa de fluxo de cada um?

É importante levar em consideração essas informações ao escolher o calibre do Abocath a ser colocado no paciente!

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Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres Flexíveis

 

Cateter Central Totalmente Implantado

 

Cateter Venoso Central (CVC)

 

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

 

A Via de Administração Intratecal (IT)

 

Extensor Polifix Multivias

Hoje em dia são disponibilizados diversos dispositivos essenciais no auxílio à terapia medicamentosa por via intravenosa.

E uma delas, é o extensor intermediário de duas ou quatro vias para administração de medicações parenterais compatíveis, que podem substituir em algumas situações, as tradicionais dânulas (three-way).

Chamadas de Extensores Polifix, Multivias Ou Extensores Valvulados, elas podem aumentar e prolongar as vias de infusão a partir de um único acesso venoso, permitindo infusões simultâneas de medicações compatíveis a partir de um único acesso venoso, Facilitando a mobilidade do paciente.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • O Extensor é de uso único e descartado, deve-se respeitar o tempo de uso através de protocolos de troca de dispositivos preconizados nos hospitais;
  • O Extensor deve ser trocado antes do prazo caso haja sujidades como grumos de sangue, medicamentoso, que possam obstruir toda a extensão do cateter;
  • Ao vencimento do prazo do Extensor, deve-se trocar o cateter intravenoso periférico flexível, para evitar a disseminação de infecção na corrente sanguínea;
  • Deve-se guardar as tampas em um local limpo e livre de contaminação para posterior uso;
  • Não deixar as vias de acesso dos extensores que não estão sendo infundidas no momento SEM AS TAMPAS!;
  • Em Extensores valvulados, devem ser feitas antissepsias com álcool 70% friccionando-as 3 vezes em movimentos rotativos, também serve no caso dos extensores com saída luer distal fêmea;
  • Caso haja perda das tampas, providenciar tampas valvuladas, caso não há disponibilidade, deve descartar a o extensor realizando uma nova troca;
  • Atentar ao rosqueamento do extensor com a via de acesso dos equipos, para evitar a desconexão acidental de todo o sistema;
  • Ao término de uma infusão, deve-se salinizar toda a extensão e clampear o extensor para que evite extravasamento de fluídos.

Veja também:

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O que é “Salinizar” um Cateter?

Torneira de 3 Vias: “Dânula” ou “Three-way”

A Administração Segura de Medicamentos: O uso do protocolo

O processo da administração correta de um medicamento vai muito além de aplicar uma injeção no paciente. Por ser um processo longo e que envolve mais de um profissional de saúde, está passível de erros. Para minimizar as falhas, há um protocolo “Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos”, publicado pela Anvisa.

“O protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos deverá ser aplicado em todos os estabelecimentos que prestam cuidados à saúde, em todos os níveis de complexidade, em que medicamentos sejam utilizados para profilaxia, exames diagnósticos, tratamento e medidas paliativas”, ressalta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

1 – Paciente Certo

Para certificar-se que a medicação será administrada no paciente certo, indica-se:

  • Usar dois identificadores (nome do paciente e data de nascimento).
  • Perguntar ao paciente seus dados e confirmar com a pulseira de identificação.
  • Verificar se o nome corresponde ao nome identificado no leito, nome identificado no prontuário e nome identificado na prescrição médica.
  • Evitar internar dois pacientes com nomes similares na mesma enfermaria.
  • Evitar que o mesmo funcionário seja responsável pela prestação da assistência de enfermagem a dois pacientes com nomes similares.

2 – Medicamento Certo

Neste momento, deve-se:

  • Conferir se o nome do medicamento que tem em mãos é o que está prescrito. Antes de administrar, deve-se conferir o nome do medicamento com a prescrição médica.
  • Averiguar alergias. Pacientes que tenham alergia a alguma medicação devem ser identificados com pulseira e aviso no prontuário. Se houver associação de medicamentos, deve-se certificar-se de que o paciente não é alérgico a nenhum dos componentes.

3 – Via Certa

Nesta etapa importante, é fundamental:

  • Verificar se a via de administração prescrita é a via tecnicamente recomendada para administrar determinado medicamento.
  • Verificar se o diluente (tipo e volume) foi prescrito. Controlar gotejamento seguindo a velocidade de infusão estabelecida.
  • Analisar se o medicamento tem compatibilidade com a via prescrita. Ver identificação da via na embalagem.
  • Avaliar a compatibilidade do medicamento com os produtos utilizados para sua administração (seringas, cateteres, sondas, equipos, e outros).
  • Esclarecer todas as dúvidas com a supervisão de enfermagem, prescritor ou farmacêutico previamente à administração do medicamento.

4 – Hora Certa

O medicamento deve ser administrado sempre na hora prescrita, evitando atrasos.

É preciso reforçar que:

  • A medicação deve ser preparada na hora da administração, de preferência à beira leito.
  • Em caso de medicações administradas após algum tempo do preparo devemos atentar para o período de estabilidade (como quimioterápicos) e também para a forma de armazenamento.
  • A antecipação ou o atraso da administração em relação ao horário predefinido somente poderá ser feito com o consentimento do enfermeiro e do prescritor.

5 – Dose Certa

É fundamental:

  • Conferir atentamente a dose prescrita para o medicamento. Doses escritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” devem receber atenção redobrada, conferindo as dúvidas com o prescritor sobre a dose desejada, pois podem redundar em doses 10 ou 100 vezes superiores à desejada.
  • Verificar a unidade de medida utilizada na prescrição, em caso de dúvida ou medidas imprecisas (colher de chá, colher de sopa, ampola), consultar o prescritor e solicitar a prescrição de uma unidade de medida do sistema métrico.
  • Conferir a velocidade de gotejamento. Realizar dupla checagem dos cálculos para o preparo e programação de bomba para administração de medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância.

6 – Registro correto da Administração do Medicamento

O registro da administração das medicações é um instrumento importante para garantir a segurança do paciente e a continuidade do tratamento. Lembre-se de registrar:

  • Na prescrição: o horário da administração do medicamento e cheque (novamente)
  • Na anotação de enfermagem: registre o medicamento administrado e justifique em casos de adiamentos, cancelamentos, desabastecimento, recusa do paciente e eventos adversos.

7 – Orientação Correta

Tanto o profissional quanto ao paciente são responsáveis pela orientação correta, pois o paciente é uma barreira para prevenir erros. Por isso, deve ser envolvido na segurança de sua assistência.

Deve-se informar o paciente sobre qual medicamento está sendo administrado (nome), para que “serve” (indicação), a dose e a frequência que será administrado.

8 – Forma Certa

A forma farmacêutica do medicamento também deve ser checada:

  • O medicamento a ser administrado possui a forma farmacêutica e via de administração prescrita.
  • Verifique se forma farmacêutica e a via de administração prescritas estão apropriadas à condição clínica do paciente (por exemplo, se o nível de consciência permite administração de medicação por via oral – V.O).

9 – Resposta Certa

Na última etapa, é preciso observar cuidadosamente o paciente. O objetivo é verificar se o medicamento teve o efeito desejado.

Então, registre tudo em prontuário e informe ao prescritor os efeitos diferentes (em intensidade e forma) do esperado para o medicamento.

E nunca desconsidere relatos do paciente ou da família.

Referências: