Prevenção de Quedas: Principais Medidas

A prevenção de quedas é uma preocupação significativa no ambiente de saúde, visando a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento.

O Protocolo de Prevenção de Quedas integra uma série de medidas proativas que buscam minimizar os riscos e as consequências das quedas nos estabelecimentos de saúde.

Essas medidas incluem a avaliação de risco do paciente, que deve ser realizada diariamente para identificar aqueles que possuem maior probabilidade de queda.

Além disso, é fundamental a implementação de um ambiente seguro, com pisos nivelados, ausência de objetos soltos no chão e sinalização adequada de áreas molhadas ou potencialmente perigosas.

Medidas que integram o protocolo de Prevenção de Risco de Quedas

Avaliação do risco de queda

A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil dos pacientes da instituição. Essa avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Nesse momento, também se deve avaliar a presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda.

Segundo alguns autores, os fatores de risco intrínsecos funcionais incluem:

  • Idade acima de 65 anos
  • Alterações do nível de consciência
  • Distúrbios do equilíbrio
  • Déficit motor
  • Déficit sensorial
  • Síncope
  • Incontinência urinária
  • Incontinência fecal
  • Uso de medicamentos (sedativos, anti-hipertensivos etc.)
  • Hipotensão postural
  • História de queda recente.

Os fatores intrínsecos relacionados às patologias são:

  • Doenças osteomioarticulares
  • Neurológicas
  • Otológicas
  • Cardiovasculares

Prevenção de quedas em instituições de saúde

  • Utilização da Escala de Morse;
  • Após avaliação e identificação do paciente em risco de queda, realize a prescrição de enfermagem com as medidas profiláticas (pelo enfermeiro);
  • Realize a identificação do paciente com risco de queda por meio de pulseira e/ou de sinalização à beira do leito;
  • Identifique o prontuário do paciente com a etiqueta de risco de queda;
  • Os pacientes com risco de queda devem ter supervisão intensiva, sobretudo aqueles que apresentarem confusão mental. Nessa situação, procure conscientizar a família sobre a importância da presença de um acompanhante;
  • Comunique à equipe multiprofissional sobre o risco de queda do paciente;
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que acompanhem o paciente na ida ao banheiro e não o deixem sozinho, inclusive durante o banho. Recomenda-se deixar uma luz do banheiro acesa à noite. Se o paciente tiver vários fatores de risco e estiver sem acompanhante (sozinho no quarto), mantenha a porta do quarto aberta;
  • Deixe a área de circulação do quarto livre de móveis e utensílios;
  • Identifique as solicitações de exames externos com etiqueta de risco;
  • Registre no prontuário do paciente todas as intervenções realizadas;
  • Entregue a orientação institucional sobre a prevenção de quedas (panfletos etc.), ao paciente e ao acompanhante, no primeiro dia de internação;
  • Reforce e acrescente as orientações, à equipe e ao acompanhante, quando surgirem outros riscos (introdução de medicamentos, intervenções cirúrgicas, piora do quadro clínico etc.);
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que auxiliem o paciente na saída e no retorno ao leito, na transferência do leito para a maca, cadeira de rodas e poltrona;
  • Oriente a equipe multiprofissional e o acompanhante para que mantenham as grades do leito do paciente com risco de quedas sempre elevadas;
  • Mantenha a cama na posição baixa, se possível, e com as rodas travadas;
  • Mantenha a campainha e os objetos pessoais ao alcance do paciente;
  • Avalie a necessidade de realizar a contenção mecânica do paciente no leito, em razão de seu estado mental. A contenção somente deve ser realizada quando todas as demais intervenções tiverem sido ineficazes e o paciente estiver em condição de ser um risco para si mesmo;
  • Explique ao paciente e ao acompanhante o tipo de calçado que o paciente deve usar: com solado antiderrapante e fácil de calçar;
  • Sempre que necessário, acione as equipes de manutenção e limpeza do serviço de saúde a fim de manter o ambiente (quartos, corredores, banheiros) em boas condições de circulação (piso limpo, seco, livre de irregularidades e obstruções).

Na ocorrência de queda

  • Em caso de queda, encaminhe o paciente ao leito, comunique a enfermeira e o médico da unidade ou de plantão;
  • Verifique e anote no prontuário do paciente e na ficha de ocorrência de quedas, de maneira clara e completa, as circunstâncias em que ocorreu a queda, incluindo:
    • Risco de queda, identificado no dia em que ela ocorreu;
    • Período do dia em que ocorreu o evento;
    • Local da queda;
    • Como ocorreu a queda;
    • Se o paciente estava sozinho ou com acompanhante;
    • Se o paciente estava confuso;
    • Se houve testemunhas;
    • Se o paciente acionou a campainha ou chamou antes da queda;
    • Quais as medicações em uso;
    • Se havia prescrições voltadas à prevenção de quedas no prontuário do paciente;
    • A conduta médica – registro indispensável.

– Verifique e anote as condições externas que colaboraram para a queda, como a altura da cama, se estava com as grades baixadas, se a campainha do quarto e banheiro estavam
funcionando. Registre também o quadro de pessoal da unidade e como foi feita a divisão de trabalho naquele dia;

– Solicite avaliação médica, mesmo quando parecer que não houve lesões e que o paciente está bem (os pacientes podem não valorizar alguns sintomas porque não os associam com a queda) Preste atenção às reações do paciente nas 24 h seguintes;

– Encaminhe a ficha de ocorrência de queda para a coordenação de enfermagem e para a comissão de prevenção de quedas para análise;

– Acompanhe o monitoramento do paciente após a queda, com a comissão de prevenção de quedas ou com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

Referências:

  1. protocolo-de-prevencao-de-quedas (www.gov.br)
  2. PR.MULT_.002-00-Protocolo-de-Prevencao-de-Queda-1.pdf (ints.org.br)
  3. 13404490571782_Protocolo_Prevencao_de_Quedas__15-10-2009.pdf (saudedireta.com.br)

Conversão de Medidas de Medicamentos

A conversão de medidas de medicamentos é um processo importante para evitar erros de dosagem e garantir a segurança dos pacientes.

As Unidades

As unidades mais comuns de medida de massa usadas em medicamentos são o kilograma (kg), a grama (g), o miligrama (mg) e o micrograma (mcg). Para converter entre essas unidades, basta lembrar que:

  • 1 kg = 1000 g
  • 1 g = 1000 mg
  • 1 mg = 1000 mcg

Assim, para converter uma medida de uma unidade para outra, basta multiplicar ou dividir por 1000, dependendo se a unidade é maior ou menor.

Por exemplo, para converter 5 g em mg, basta multiplicar por 1000 e obter 5000 mg. Para converter 200 mcg em mg, basta dividir por 1000 e obter 0,2 mg.

É importante prestar atenção nas casas decimais e nos zeros à esquerda ou à direita, pois um erro pode levar a uma diferença significativa na quantidade de medicamento administrada.

Por isso, recomenda-se usar uma calculadora ou uma tabela de conversão para facilitar o cálculo e evitar confusões.

​Transformar de: ​ Para: Ação:
​Grama (g) ​Miligrama (mg) ​Multiplicar por 1.000
​Miligrama (mg) ​Grama (g) ​Dividir por mil 1.000
​Grama (g) ​Micrograma (mcg) ​Multiplicar por 1.000.000
​Micrograma (mcg) ​Grama (g) ​Dividir por 1.000.000
​Miligrama (mg) ​Micrograma (mcg) ​Multiplicar por 1.000
​Micrograma (mcg) ​Miligrama (mg) ​Dividir por mil 1.000

Referência:

  1. https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/informacoes-de-apoio/informacoes-de-apoio-equipe-multifuncional/sistema-de-conversao

Antropometria

Epistemologicamente, a palavra “antropometria” deriva do grego anthropos (homem) e metrom (medida).

Portanto, a Antropometria forma parte da Antropologia que estuda as medidas e proporções do corpo humano que envolvem medidas sistemáticas das propriedades físicas do corpo humano: dimensões, tamanho corporal, forma e proporções.

As medidas antropométricas têm sido utilizadas como base mais assertiva para avaliar a condição nutricional de uma pessoa, em função da facilidade e precisão em obter essas medidas.

Quais são os principais tipos de medidas antropométricas?

Os principais tipos de medidas antropométricas são:

  • Peso;
  • Altura;
  • Dobras Cutâneas ;
  • Diâmetro Ósseo
  • Músculos e gordura;
  • Circunferências corporais;
  • Índice de Massa Corporal (IMC);
  • Categorias de índices de padrão de crescimento.

O que é uma avaliação antropométrica?

A avaliação antropométrica usa como base os dados extraídos para compor a tabela de medidas antropométricas.

Dessa forma, ela considera esses valores primários e secundários para entender o estado nutricional e a morfologia da pessoa em questão. Além disso, uma avaliação antropométrica permite, entre outras coisas:

  • Avaliar índices para riscos de  doenças cardíacas;
  • Diferenciação do peso bruto dos tecidos;
  • Avaliar a composição corporal;
  • Avaliação da água intra e extracelular;
  • Classificar o tipo morfológico da pessoa.

Como é realizada a avaliação antropométrica e qual a sua importância?

A forma mais comum de verificar a composição corporal , por exemplo, é através das dobras cutâneas, pois permite chegar a um valor muito próximo da gordura corporal através das espessuras das dobras.

importância da avaliação antropométrica é a precisão de um diagnóstico geral para o paciente.

Para atletas profissionais, essa avaliação antropométrica se mostra ainda mais essencial, pois ajuda a monitorar a composição corporal, que reflete no desempenho das atividades físicas.

Por isso, a realização das  medidas antropométricas são importantes também para os profissionais de educação física.

Quem pode fazer a avaliação antropométrica?

Além de existir muita cautela, a avaliação antropométrica só pode ser feita por profissionais com formação e conhecimento nessa prática.

Isso é um pré-requisito pois dados errados podem prejudicar o diagnóstico e a evolução de um paciente. Os principais profissionais que fazem essa avaliação são:

  • Nutricionistas;
  • Enfermeiros;
  • Profissionais  de educação física;
  • Endocrinologistas;
  • Nutrólogos.

Técnicas para a tomada das medidas antropométricas

Técnica de adipometria

Esse método avalia a densidade corporal, determinando, principalmente, o montante de gordura corporal. Serve para medir as dobras cutâneas, que é uma das principais medidas antropométricas, como citamos anteriormente.

Técnica de perimetria

Para verificar as circunferências corporais, utilizamos a técnica de perimetria. São importantes para o acompanhamento das medidas corporais e avaliar índices como por exemplo risco do perímetro abdominal.

Técnica de paquimetria

Essa técnica é muito utilizada para medir o diâmetro ósseo. Trata-se de uma importante medida para identificar a morfologia do avaliado.

Técnica para medir o peso em crianças maiores de dois anos de idade e em adultos

O paciente deve manter a cabeça e corpo erguidos para que o peso seja avaliado. No caso de balanças eletrônicas, o peso aparecerá no visor.

No caso de balanças mecânicas, é preciso destravá-las e mover os cursores sobre a escala numérica até nivelar a agulha do braço e o fiel.

Após isso, você deverá travar novamente a balança para registar o valor na tabela de medidas antropométricas.

Técnica para medir a altura em crianças maiores de dois anos de idade e adultos

Nesta outra técnica, o profissional deve também pedir para que o paciente retire acessórios volumosos e o sapato, por exemplo, para que isso não influencie na medição.

Além disso, o profissional  deve usar um estadiômetro, também conhecido como antropômetro vertical, podendo estar fixo na parede, acoplado à balança ou ser portátil.

Depois disso, o usuário deverá ficar de costas ou de frente para o instrumento, dependendo do modelo,  com os pés paralelos e o corpo tocando o aparelho ou a parede.

O profissional deve posicionar a cabeça do avaliado  de modo que o orifício do ouvido esteja no mesmo plano horizontal da parte exterior da órbita ocular.

Após isso, deve-se baixar a haste móvel do estadiômetro até encostar na cabeça do avaliado  para medir o valor e fazer o registro na tabela de medidas antropométricas.

Instrumentos para medidas antropométricas

Existem diversos instrumentos que devem ser utilizados na hora de fazer as medidas antropométricas no paciente. Conheça 6 desses instrumentos a seguir.

Balança antropométrica mecânica

A balança antropométrica mecânica é uma das balanças antropométricas mais conhecidas, fácil de encontrar em clínicas e não precisa de energia para funcionar. Sua função é medir o peso e altura do paciente.

Ela também é indicada para academias, hospitais, escolas e outros espaços que envolvam profissionais da área.

Balança antropométrica digital

Já a balança antropométrica digital tem a diferença justamente que o nome sugere e ela é mais precisa para indicar a massa corporal e quando tem estadiômetro acoplado, a altura do paciente.

Balança antropométrica digital para obesos

Esse tipo de balança funciona igualmente como a anterior, mas ela é voltada para pessoas obesas, com uma quantidade de gordura superior ao indicado.

Por essa razão, essas balanças precisam suportar uma quantidade de quilogramas superior à balança antropométrica digital tradicional.

Trena

trena antropométrica ou fita antropométrica tem a função específica de realizar medidas dos perímetros corporais.

Adipômetro

adipômetro, também chamado de plicômetro, é um instrumento que se usa para medir as dobras cutâneas e obter os valores da composição corporal.

Estadiômetro ou Antropômetro

Por fim, o antropômetro, também conhecido como estadiômetro, serve para medir a altura das pessoas em avaliações nutricionais e esportivas.

Referências:

  1. Costa R. Composição Corporal. 1ª ed. Brasil: Manole; 2001.
  2. Baumgartner R. Age. In: Heymsfield S, Lohman T, Wang Z, Going S. Human body composition. 2ªed. USA: Human Kinetics; 2005. p. 259-69.
  3. Wortthington-Roberts B. Introdution to the life cycle: the role of nutrition. In: WortthingtonRoberts B, Williams S. Nutrition throughout the life cycle. 4 ed. EUA: McGraw-Hill; 2000. p. 2-37.
  4. Gaba A, Pridalova M. Age-related changes in body composition in a sample of Czech women aged 18-89 years: a cross-sectional study. Eur J Nutr. 2014; 53(1):167-76.
  5. Hughes VA, Frontera WR, Roubenoff R, et al. Longitudinal changes in body composition in older men and women: role of body weight change and physical activity. Am J Clin Nutr. 2002; 76(2):473-81.
  6. Borrud LG, Flegal KM, Looker AC, et al. Body composition data for individuals 8 years of age and older: U.S. population, 1999-2004. Vital Health Stat 11. 2010(250):1-87.
  7. Kyle UG, Genton L, Slosman DO, et al. Fat-free and fat mass percentiles in 5225 healthy subjects aged 15 to 98 years. Nutrition. 2001; 17(7-8):534-41.
  8. Chumlea WC, Guo SS, Kuczmarski RJ, et al. Body composition estimates from NHANES III bioelectrical impedance data. Int J Obes Relat Metab Disord. 2002; 26(12):1596-609.
  9. Gibson RS. Principles of Nutritional Assessment. 2ª ed. New York; 2005.
  10. Lee RD, Nieman DC. Nutritional Assessment. 6ª ed. New York; 2013.
  11. Charney P, Malone AM. American Dietetic Association pocket guide to nutrition assessment. 2ª ed. Chicago: eat right. American Dietetic Association; 2009.
  12. Shulkin DJ, Kinosian B, Glick H, et al. The economic impact of infections. An analysis of hospital costs and charges in surgical patients with cancer. Arch Surg. 1993; 128(4):449-52.
  13. Reilly JJJ, Hull SF, Albert N, et al. Economic impact of malnutrition: a model system for hospitalized patients. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1988; 12(4):371-6.
  14. Acuña K, Cruz T. Avaliação do Estado Nutricional de Adultos e Idosos e Situação Nutricional da População Brasileira. Arq Bras Endocrinol Metab. 2004; 48(3):345-61.
  15. Sarni R. Avaliação antropométrica e de composição corporal. In: Silva S, Mura J. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca; 2007. p. 131-40.