Notícias da Enfermagem

Técnica de Enfermagem Paranaense Cria Simulador Inédito de Hemodiálise e Conquista Reconhecimento Internacional

Curitiba, 2 de junho de 2025 – Uma inovação revolucionária na área da saúde, desenvolvida por uma técnica de Enfermagem paranaense, está ganhando o mundo. Renata Cândido da Silva é a mente por trás do ISHÁ, o primeiro simulador nacional de hemodiálise com circulação extracorpórea realista, projetado para transformar o treinamento de profissionais de saúde […]

Função dos Rins

Os rins são órgãos essenciais para o bom funcionamento do corpo humano, desempenhando papéis cruciais na manutenção da saúde e do equilíbrio interno. Localizados na região lombar, esses dois órgãos em forma de feijão são responsáveis por uma série de funções que vão muito além da simples filtragem do sangue.

Nesta publicação, vamos explorar as principais funções do rim e por que cuidar deles é tão importante para a saúde geral.

Filtração do Sangue e Eliminação de Toxinas

A função mais conhecida dos rins é a filtragem do sangue. Eles removem resíduos e toxinas, como ureia, creatinina e ácido úrico, que são subprodutos do metabolismo. Esses resíduos são eliminados do corpo através da urina, ajudando a manter o sangue limpo e livre de substâncias prejudiciais.

Regulação do Equilíbrio Hídrico

Os rins controlam a quantidade de água no corpo, ajustando o volume de urina produzido. Em situações de desidratação, por exemplo, os rins retêm mais água, produzindo uma urina mais concentrada. Já em casos de excesso de líquidos, eles aumentam a produção de urina para eliminar o excesso.

Controle do Equilíbrio Eletrolítico

Os rins regulam os níveis de eletrólitos no sangue, como sódio, potássio, cálcio e fósforo. Esses minerais são essenciais para funções como a contração muscular, a transmissão de impulsos nervosos e a manutenção do pH sanguíneo.

Regulação da Pressão Arterial

Os rins produzem hormônios como a renina, que ajuda a controlar a pressão arterial. Eles também regulam o volume de líquidos no corpo, o que influencia diretamente a pressão sanguínea.

Produção de Hormônios

Além da renina, os rins produzem outros hormônios importantes, como:

  • Eritropoetina (EPO): Estimula a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea.
  • Calcitriol: Forma ativa da vitamina D, que ajuda na absorção de cálcio e na saúde dos ossos.

Manutenção do Equilíbrio Ácido-Básico

Os rins ajudam a manter o pH do sangue em níveis adequados, eliminando ácidos ou bicarbonatos através da urina. Isso é essencial para o funcionamento das células e enzimas do corpo.

Excreção de Medicamentos e Substâncias Estranhas

Os rins também são responsáveis por eliminar medicamentos e outras substâncias estranhas ao organismo, garantindo que essas substâncias não se acumulem no corpo.

Por Que Cuidar dos Rins é Tão Importante?

Os rins são órgãos vitais, e qualquer disfunção pode levar a complicações graves, como insuficiência renal, hipertensão e desequilíbrios eletrolíticos. Para manter os rins saudáveis, é importante:

  • Manter-se Hidratado: Beber água regularmente ajuda os rins a funcionarem melhor.
  • Adotar uma Alimentação Saudável: Evitar excesso de sal, açúcar e gorduras.
  • Controlar a Pressão Arterial e o Diabetes: Essas condições são as principais causas de doença renal crônica.
  • Evitar o Uso Excessivo de Medicamentos: Alguns remédios podem sobrecarregar os rins.

Conclusão

Os rins desempenham funções vitais para o equilíbrio e a saúde do corpo. Cuidar deles é essencial para prevenir doenças e garantir uma boa qualidade de vida.

Referência:

  1. Ministério da Saúde
  2. Sociedade Brasileira de Nefrologia
Notícias da Enfermagem

A Importância do estudante de Enfermagem conhecer os procedimentos da Hemodiálise

A hemodiálise é a principal forma de tratamento no momento em que os rins do paciente param de funcionar da forma correta. Ela atua removendo resíduos que são maléficos para o organismo, como a presença exacerbada de líquidos e sal, por meio da filtração sanguínea. Dessa forma, a hemodiálise é indicada para pacientes que estão […]

Diuréticos que atuam no Néfron

Néfron

💡 Quem já ficou com algum paciente, que recebe uma prescrição médica com dois tipos de diuréticos diferentes?

Quem não vai a fundo ao conhecimento, provavelmente vai achar estranho isso.

Mas saiba que o que todos tem em comum é que elevam a taxa do débito e volume urinário, aumentando a excreção de sódio(Na+) e Cloreto(Cl-), através de uma ação sobre os Rins.

Mas, tais classes de diuréticos atuam nas partes dos néfrons específicos onde ocorrem a maior parte da reabsorção ativa e seletiva de solutos!

Podendo:

– Uns aumentarem a perda de potássio, outros de cloro, e outros de sódio. Podendo poupar também os mesmos!

Cada diurético e sua classe é utilizada para usos clínicos específicos!

A Nefrostomia

Em pacientes com pionefrose (hidronefrose com infecção) a descompressão do trato urinário pode salvar a vida.

Embora a drenagem possa ser conseguida com cateterização ureteral retrógrada, a drenagem por nefrostomia percutânea é freqüentemente preferida em pacientes enfermos e é freqüentemente realizada emergencialmente.

Nesta circunstância, a nefrostomia percutânea é quase sempre tecnicamente bem sucedida e freqüentemente resulta em uma melhora clínica marcante.

O que é a Nefrostomia?

A nefrostomia em método percutâneo é a colocação de um dreno diretamente no interior do rim. Esse procedimento é necessário quando há uma obstrução das vias urinárias na pelve, que impede a drenagem normal da urina para a bexiga.

A medida pode ser implementada para pacientes com tumores da bexiga, tumores avançados de útero e próstata. Ou, ainda, quando ocorrem algumas complicações – que exigem cirurgia ou radioterapia – e nos tratamentos de fístulas e infecções.

Como é realizado?

É realizada por meio de um cateter, geralmente denominada de “Malecot, Skater” que através de uma incisão é inserido diretamente na pelve renal para o desvio temporário ou permanente da urina e exteriorizando próximo a cintura do lado do rim que foi drenado. Este cateter pode ser circular, isolado com formato de alça sendo conectado a um sistema fechado de drenagem.

Antes do procedimento, exames de imagem são realizados para a determinação da posição anatômica exata do rim.

O procedimento é realizado por via percutânea sob guia fluroscópica, ultrassonografica ou tomográfica.

A agulha atravessa a pele, o tecido subcutâneo, as camadas musculares superficial e profunda e o parênquima renal até alcançar o sistema coletor.

O tubo de nefrostomia também pode ser posicionado cirurgicamente, mas os agentes anestésicos podem ser perigosos em pacientes com choque renal iminente.

A nefrostomia sob anestesia locorregional é especialmente importante neste caso.

Complicações

Dentre as potenciais complicações associada a esse procedimento se destacam infecção, sangramento no local de inserção do cateter associada ou não a hematúria, além de complicações mais graves como fistula arteriovenosa renal, pseudoaneurisma, laceração de vasos, pneumotórax e punção de órgãos adjacentes.

Os Cuidados de Enfermagem

No Pós-operatório imediato o enfermeiro realiza o plano de cuidados individualizado conforme a necessidade do paciente.

Estes cuidados auxiliam a detecção precoce de complicações pós-operatórias como evidencia de maior preocupação destacamos a Hemorragias e Obstruções que aumentam o risco de infecções e formação de fistulas.

Os cuidados com curativo e irrigação da sonda deve obedecer ao protocolo de cada instituição.

O enfermeiro prepara o paciente para o procedimento, o acompanha durante a realização e avalia os resultados.

Destaca-se ainda a importância do processo de educação nesta situação sendo assim, imprescindível que o enfermeiro atue como agente ativo no ensino e orientação referentes a implantação e manutenção do cateter.

Os cuidados de enfermagem visam realizar avaliações e intervenções específicas, manter o estoma saudável e funcionante, prevenir complicações, promover orientações com vistas ao autocuidado além de proporcionar conforto ao paciente.

Insuficiência Renal: O que é ?

Insuficiência Renal

A Insuficiência renal é a perda súbita da capacidade de seus rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, que pode ficar fora de equilíbrio.

As causas desta doença são várias, os rins tornam-se incapazes de proceder à eliminação de certos resíduos produzidos pelo organismo.

Existem dois tipos de Insuficiência Renal:

A IRA (Insuficiência Renal Aguda)

É Perda rápida de função renal que pode ser recuperada no espaço de poucas semanas. As causas devem-se desidratação, intoxicações, traumatismos, medicamentos e algumas doenças. Dependendo da gravidade e porque a vida não é possível sem os rins a funcionar, pode ser necessário fazer diálise.

A IRC (Insuficiência Renal Crônica)

Já é a perda lenta progressiva, irreversível das funções renais (é nesta fase que se aconselha os doentes a iniciarem um caminho pessoal de preparação para a diálise).

Lembrando que a IRC é uma patologia progressiva, com elevada taxa de mortalidade, que ameaça tornar-se num grave problema de saúde pública com implicações sérias no Serviço Nacional de Saúde.

Causas que podem levar a uma Insuficiência Renal

  • Condição que diminui o fluxo sanguíneo para os rins;
  • Dano direto aos rins;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Bloqueio nos tubos de drenagem de urina dos rins (uréteres), fazendo com que os resíduos não consigam deixar o corpo através da urina;
  • Glomerulonefrite;
  • Pielonefrite;
  • Rins policísticos;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial.

Há fatores de Risco!

Várias doenças podem concorrer para a anulação funcional permanente dos rins. Atualmente, a mais frequente é a Nefropatia diabética.

A hipertensão arterial, a nefropatia isquêmica, a pielonefrite aguda, as glomerulonefrites e a doença renal policística autossômica dominante são outras doenças que estão na origem da Insuficiência renal crônica (IRC).

Sinais e Sintomas

Os sinais de doença renal aparecem gradualmente, pode nem notar o início destes sinais e sintomas. (Quando a função renal e inferior a 50% podem surgir os seguintes…)

  • Menor produção de urina; necessidade frequente de urinar, mesmo de noite;
  • Inchaço das mãos, pernas, em torno dos olhos;
  • Falta de ar;
  • Dificuldades em dormir;
  • Perda de apetite, náuseas e vômitos;
  • Hipertensão;
  • Sensação de frio e fadiga.

Como é avaliado a função renal?

Clearance de Creatinina

Uma forma mais direta de avaliação da função renal é através da determinação da clearance: a clearance (K) é o volume de sangue a partir do qual uma substância é completamente eliminada pelos rins em cada unidade de tempo (normalmente ml/min.). Matematicamente, essa capacidade pode ser expressa por:

K = Taxa de depuração concentração no sangue

A clearance da creatinina numa pessoa normal saudável é 100-140 ml/min. Isto significa que cerca de 10% do sangue que passa pelos rins (aproximadamente 1200 ml/min) são completamente livres de creatinina. Isto diminui com a idade, sofrendo uma redução de 50% aos 70 anos.

Taxa de Filtração Glomerular (TFG)

O método mais comum para estudar a função renal é calcular a taxa de filtração glomerular (TFG). Na prática clínica, a urina produzida durante um período de 24 horas é recolhida e o volume total e a concentração da creatinina são analisados. Durante este período de colheita da amostra, também é colhida uma amostra de sangue e analisada a concentração no plasma.

Como é o tratamento para os pacientes renais?

O tratamento consiste em todas as medidas clínicas (remédios, modificações na dieta e estilo de vida) que podem ser utilizadas para retardar a piora da função renal, reduzir os sintomas e prevenir complicações ligadas à doença renal crônica.

Apesar dessas medidas, a doença renal crônica é progressiva e irreversível até o momento. Porém, com o tratamento conservador é possível reduzir a velocidade desta progressão ou estabilizar a doença.

Esse tratamento é iniciado no momento do diagnóstico da doença renal crônica e mantido a longo prazo, tendo um impacto positivo na sobrevida e na qualidade de vida desses pacientes. Quanto mais precoce começar o tratamento conservador maiores chances para preservar a função dos rins por mais tempo.

Quando a doença renal crônica progride até estágios avançados apesar do tratamento conservador, o paciente é preparado da melhor forma possível para o tratamento de diálise ou transplante.

O Preparo do paciente para terapia de diálise ou transplante

Essa fase do tratamento inicia-se quando o paciente apresenta em torno de 20% da sua função renal e depende da velocidade com que a sua doença progride; à medida que a função renal se aproxima de 15% é fundamental preparar o paciente para o tratamento de substituição da função renal (diálise ou transplante). A realização desses procedimentos permitirá que o paciente tenha menos complicações quando for iniciar a diálise ou submeter-se ao transplante de rim.

Os Cuidados de Enfermagem na Diálise

  • Monitoração dos SSVV a cada trinta minutos;
  • Monitorar o peso do paciente antes e depois da diálise;
  • Avaliar a via de acesso e monitorar sinais flogísticos;
  • Adotar medidas para controle de infecções;
  • Proporcionar suporte emocional;
  • Avaliar dor e administrar analgésicos prescritos;
  • Aplicar bolsas de calor ou frio;
  • Realizar massagens visando o relaxamento do paciente;
  • Avaliação clínica do paciente;
  • Administrar medicação prescrita;
  • Monitorar o peso do paciente antes e depois da diálise;
  • Manutenção do acesso da diálise;
  • Monitorar níveis anormais de eletrólitos séricos;
  • Ofertar se necessário oxigenoterapia;
  • Verificar SSVV;
  • Realizar curativos do cateter: monitorar os locais das punções, alternando-as;
  • Inspecionar a pele.