Os Tipos de Diabetes

O diabetes é uma condição metabólica complexa, caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. Embora o diabetes tipo 1 e tipo 2 sejam os mais conhecidos, existem outras formas menos comuns que exigem abordagens específicas.

Esta publicação explora os diferentes tipos de diabetes, suas causas, sintomas e os cuidados de enfermagem essenciais para cada um.

Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1)

  • Causa: Doença autoimune que destrói as células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina.
  • Início: Mais comum em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.
  • Sintomas: Poliúria, polidipsia, perda de peso, fadiga e cetonúria.

Cuidados de Enfermagem:

  • Educação sobre automonitorização da glicemia.
  • Ensino de técnicas de aplicação de insulina.
  • Identificação e manejo de hipoglicemia e hiperglicemia.

Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2)

  • Causa: Resistência à insulina e/ou deficiência relativa de insulina.
  • Fatores de risco: Obesidade, sedentarismo, histórico familiar.
  • Sintomas: Muitos são assintomáticos; em casos avançados, pode haver poliúria, polidipsia e visão turva.

Cuidados de Enfermagem:

  • Promoção de mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios).
  • Acompanhamento de medicação oral ou insulina, se necessário.
  • Rastreamento de complicações (retinopatia, neuropatia).

Diabetes Gestacional (DG)

  • Causa: Intolerância à glicose diagnosticada durante a gravidez.
  • Risco aumentado para: Macrossomia fetal e diabetes tipo 2 pós-parto.

Cuidados de Enfermagem:

  • Monitoramento rigoroso da glicemia capilar.
  • Orientação sobre dieta equilibrada e atividade física segura.
  • Encaminhamento para acompanhamento pós-parto.

Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA)

  • Causa: Autoimune, com destruição lenta das células beta.
  • Semelhanças: Combina características do DM1 e DM2 (diagnóstico em adultos, mas progressão para dependência de insulina).

Cuidados de Enfermagem:

  • Semelhantes ao DM1, com foco na transição para terapia com insulina.

Diabetes de Início na Maturidade dos Jovens (MODY)

  • Causa: Mutação genética que afeta a função das células beta.
  • Herança: Autossômica dominante (histórico familiar forte).

Cuidados de Enfermagem:

  • Aconselhamento genético e manejo personalizado (alguns casos respondem a sulfonilureias).

Diabetes Insipidus

  • Causa: Deficiência de vasopressina (hormônio antidiurético) ou resistência renal a ele.
  • Sintomas: Poliúria extrema, sede excessiva, desidratação.

Cuidados de Enfermagem:

  • Monitorar balanço hídrico e eletrólitos.
  • Administrar desmopressina (se necessário).

Diabetes Neonatal (Transitório ou Permanente)

  • Causa: Mutações genéticas (ex.: gene KCNJ11).
  • Diagnóstico: Nos primeiros meses de vida.

Cuidados de Enfermagem:

  • Controle rigoroso da glicemia em recém-nascidos.
  • Acompanhamento com endocrinologista pediátrico.

Diabetes Mitocondrial

  • Causa: Mutação no DNA mitocondrial (ex.: síndrome MELAS).
  • Associado a: Perda auditiva, miopatia.

Cuidados de Enfermagem:

  • Abordagem multidisciplinar (neurologia, endocrinologia).

O diabetes apresenta diversas formas, cada uma exigindo diagnóstico preciso e manejo individualizado. A enfermagem desempenha um papel crucial na educação do paciente, monitoramento glicêmico e prevenção de complicações.

Referências:

  1. AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (ADA). Classification and Diagnosis of Diabetes. Diabetes Care, v. 46, n. 1, p. S19-S40, 2023. Disponível em: https://diabetesjournals.org/care/article/46/Supplement_1/S19/148055/2-Classification-and-Diagnosis-of-Diabetes.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o Manejo do Diabetes Mellitus. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES (SBD). Diretrizes SBD 2023-2024. Disponível em: https://diabetes.org.br/.
  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diabetes. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diabetes.

Hipoglicemia Neonatal

Hipoglicemia neonatal é uma condição em que os níveis de glicose no sangue de um recém-nascido estão abaixo do normal. Essa condição pode ocorrer por diversos motivos e, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações sérias, incluindo danos neurológicos.

Valores de Glicose nas Primeiras 24 Horas

É importante ressaltar que os valores considerados normais para a glicose em recém-nascidos podem variar ligeiramente entre diferentes instituições e protocolos. No entanto, de forma geral, os valores de glicose nas primeiras 24 horas de vida devem ser mantidos acima de 45 mg/dL.

Por que os valores são mais baixos nas primeiras horas?

  • Adaptação à vida extrauterina: O bebê precisa se adaptar rapidamente à nova forma de obter energia.
  • Estoques de glicogênio: Os estoques de glicogênio, a principal fonte de energia do bebê nas primeiras horas de vida, podem ser limitados em alguns casos (pré-maturos, pequenos para a idade gestacional).
Idade do Recém-Nascido Valores de Glicose (mg/dL) Considerado Hipoglicemia
Primeiras 24 horas > 45 mg/dL < 45 mg/dL
Após 24 horas > 50 mg/dL < 50 mg/dL

Causas da Hipoglicemia Neonatal

As causas da hipoglicemia neonatal são diversas e podem incluir:

  • Fatores maternos: diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, uso de medicamentos.
  • Fatores fetais: asfixia perinatal, macrosomia, infecções congênitas.
  • Fatores neonatais: prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios hormonais.

Sintomas da Hipoglicemia Neonatal

Os sintomas da hipoglicemia neonatal podem ser inespecíficos e variar de um bebê para outro. Alguns dos sinais mais comuns incluem:

  • Tremores
  • Irritabilidade
  • Letargia
  • Dificuldade para mamar
  • Choro fraco
  • Cianose
  • Hipotermia
  • Convulsões (em casos mais graves)

Diagnóstico

O diagnóstico da hipoglicemia neonatal é feito através da medida da glicose no sangue. É importante que o diagnóstico seja realizado o mais rápido possível, para que o tratamento seja iniciado imediatamente.

Tratamento

O tratamento da hipoglicemia neonatal consiste em elevar os níveis de glicose no sangue. As opções de tratamento podem incluir:

  • Alimentação: O leite materno ou fórmula é a principal fonte de energia para o recém-nascido.
  • Solução de glicose: Em casos mais graves, pode ser necessária a administração de uma solução de glicose por via intravenosa.
  • Tratamento da causa subjacente: É fundamental identificar e tratar a causa da hipoglicemia.

Prevenção

A prevenção da hipoglicemia neonatal envolve a identificação dos bebês de risco e o monitoramento cuidadoso dos níveis de glicose.

Bebês de risco:

  • Pré-maturos
  • Pequenos para a idade gestacional
  • Mães com diabetes gestacional
  • Bebês com asfixia perinatal

Consequências da Hipoglicemia Não Tratada

A hipoglicemia não tratada pode levar a complicações sérias, como:

  • Danos neurológicos: A falta de glicose pode causar danos irreversíveis ao cérebro.
  • Convulsões
  • Coma
  • Morte

Cuidados de Enfermagem

Monitoramento:

  • Glicemia capilar: Realizar a monitorização da glicemia capilar com frequência, de acordo com a prescrição médica e o estado clínico do recém-nascido.
  • Sinais vitais: Monitorar a frequência cardíaca, respiratória, temperatura e pressão arterial (quando indicada).
  • Sinais clínicos: Observar atentamente a presença de sinais e sintomas de hipoglicemia, como tremores, irritabilidade, letargia, dificuldade para mamar, cianose e convulsões.

Alimentação:

  • Aleitamento materno: Estimular o aleitamento materno exclusivo e precoce, orientando a mãe quanto à frequência e duração das mamadas.
  • Leite de fórmula: Oferecer leite de fórmula, caso o aleitamento materno não seja possível, seguindo as orientações médicas.
  • Complementação: Em casos de necessidade, oferecer complementação com glicose, conforme prescrição médica.

Prevenção:

  • Identificar os fatores de risco: Reconhecer os recém-nascidos com maior risco de hipoglicemia (pré-maturos, pequenos para a idade gestacional, mães com diabetes, etc.).
  • Manter a temperatura corporal: Evitar a hipotermia, pois ela pode agravar a hipoglicemia.
  • Evitar o estresse: Minimizar o estresse do recém-nascido, proporcionando um ambiente calmo e seguro.

Tratamento:

  • Administrar glicose: Preparar e administrar soluções de glicose, conforme prescrição médica, utilizando técnica asséptica.
  • Monitorar a resposta ao tratamento: Acompanhar a evolução da glicemia após a administração de glicose e comunicar qualquer alteração ao médico.

Outras medidas:

  • Documentar: Registrar todos os procedimentos realizados, incluindo os valores de glicemia, sinais vitais e a resposta do recém-nascido ao tratamento.
  • Educar a família: Orientar os pais sobre a importância do aleitamento materno, os sinais de hipoglicemia e a necessidade de acompanhamento médico regular.
  • Trabalhar em equipe: Colaborar com a equipe médica para garantir a melhor assistência ao recém-nascido com hipoglicemia.

Prevenção de complicações:

  • Identificação precoce: Identificar a hipoglicemia o mais precocemente possível para iniciar o tratamento adequado.
  • Tratamento oportuno: Administrar a glicose de forma rápida e eficaz.
  • Monitoramento contínuo: Acompanhar o estado clínico do recém-nascido de forma constante.

Referências:

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Diretrizes SBP – Hipoglicemia no período neonatal. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/diretrizesssbp-hipoglicemia2014.pdf.
  2. Freitas, P. de ., Matos, C. V. de ., & Kimura, A. F.. (2010). Perfil das mães de neonatos com controle glicêmico nas primeiras horas de vida. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 44(3), 636–641. https://doi.org/10.1590/S0080-62342010000300012
  3. MARINHO, P. C.; SÁ, A. B. de; GOUVEIA, B. M.; SERPA, J. B.; MORAES, J. R. S.; SODRÉ, R. S.; QUARESMA, R. S. A.; SOARES, S. P.; SOUZA, A. C. C. B. de. Hipoglicemia neonatal: revisão de literatura/Neonatal hypoglychemia: literature review. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 16462–16474, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n6-068. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/20050.

Triagem Neonatal

A triagem neonatal é um conjunto de testes simples, rápidos e indolores realizados em recém-nascidos para detectar precocemente doenças graves e passíveis de tratamento.

Principais testes que devem ser realizados ao nascer

No Brasil, esse conjunto inclui o famoso teste do pezinho, mas também outros testes igualmente importantes:

  • Teste do Pezinho: Detecta doenças genéticas e metabólicas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e anemia falciforme. Deve ser realizado entre o 3º e 7º dia de vida.
  • Teste da Orelhinha: Avalia a audição do bebê, identificando possíveis perdas auditivas. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Olhinho: Examina a visão do bebê, detectando doenças como catarata congênita e retinoblastoma. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Coraçãozinho: Identifica doenças cardíacas congênitas, como sopros e cardiopatias. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste da Linguinha: Avalia a sucção, deglutição e freno lingual (língua presa), importantes para a amamentação e desenvolvimento da fala. Realizado entre o 4º e 6º mês de vida.

Por que a triagem neonatal é importante?

  • Diagnóstico precoce: Permite identificar doenças graves em seus estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e pode prevenir sequelas graves e até mesmo o óbito.
  • Tratamento oportuno: Ao detectar a doença precocemente, o tratamento adequado pode ser iniciado rapidamente, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança.
  • Redução de complicações: O tratamento precoce das doenças detectadas na triagem neonatal pode prevenir complicações graves, como deficiências intelectuais, problemas de desenvolvimento e sequelas físicas.

Onde os testes são realizados?

A triagem neonatal é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em maternidades e unidades básicas de saúde em todo o país.

Lembre-se:

  • A triagem neonatal é um direito de todos os recém-nascidos brasileiros.
  • Os testes são simples, rápidos e indolores.
  • O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno podem salvar vidas e garantir uma melhor qualidade de vida para as crianças.

Não deixe de levar seu bebê para fazer a triagem neonatal!

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria
  3. Cuidado Neonatal – Ministério da Saúde

Profilaxia Neonatal

A chegada de um bebê é um momento de imensa alegria e expectativa. Para garantir a saúde e o bem-estar do seu pequeno, diversos procedimentos profiláticos são realizados logo após o nascimento.

Medicamentos administrados logo ao nascer (Profilaxia)

Nitrato de Prata 1%:

  • Objetivo: Prevenir a oftalmia neonatal, uma infecção ocular grave causada por bactérias presentes no canal vaginal da mãe.
  • Aplicação: Colírio administrado em ambos os olhos do bebê nas primeiras horas de vida.

Vitamina K:

  • Objetivo: Prevenir hemorragias devido à deficiência de vitamina K, comum em recém-nascidos.
  • Administração: Uma dose única intramuscular ou oral nas primeiras 6-12 horas de vida.

BCG:

  • Objetivo: Imunizar contra a tuberculose, doença infecciosa grave.
  • Administração: Vacina aplicada por via intradermica no braço direito do bebê, geralmente entre o 4º e o 6º dia de vida.

Hepatite B:

  • Objetivo: Proteger contra a hepatite B, doença viral que afeta o fígado.
  • Esquema vacinal: Três doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com 1 mês e meio e a terceira com 6 meses de idade.

Outros medicamentos:

  • Em alguns casos, outros medicamentos podem ser necessários, como:
    • Antibióticos para prevenir infecções.
    • Soro fisiológico para limpar os olhos e vias nasais.
    • Vitamina D para fortalecer os ossos.

Lembre-se:

A profilaxia neonatal é um conjunto de medidas essenciais para garantir a saúde do seu bebê. Converse com o pediatra do seu filho para esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. Mantenha o cartão de vacinação atualizado e siga rigorosamente o esquema vacinal recomendado.

Com cuidados preventivos e acompanhamento médico adequado, você contribui para o desenvolvimento saudável e feliz do seu bebê!

Referência:

  1. Essential Newborn Care and Breastfeeding – Training modules. WHO Regional Office for Europe, 2002. 

O que faz um Enfermeiro Obstetra?

A jornada da maternidade é marcada por momentos de alegria, expectativa e, às vezes, ansiedade. No centro dessa experiência transformadora está o enfermeiro obstetra, cuja atuação é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar da mãe e do bebê.

O que faz um Enfermeiro Obstetra?

  • Monitoramento da Gestação Desde o início da gravidez, o enfermeiro obstetra acompanha a evolução da gestante, realizando exames, avaliando a saúde da mãe e do feto, e assegurando que ambos recebam o melhor cuidado possível.
  • Educação e Preparação Através de cursos e consultas, eles educam as futuras mães sobre o parto, amamentação e cuidados com o recém-nascido, além de prepará-las física e emocionalmente para o grande dia.
  • Apoio Durante o Parto No momento do parto, o enfermeiro obstetra é a mão amiga que guia a mãe através das contrações, oferecendo suporte técnico e emocional, e intervindo quando necessário para a segurança de ambos.
  • Cuidados Pós-Parto Após o nascimento, o enfermeiro obstetra continua a cuidar da mãe e do bebê, ajudando na recuperação e nos primeiros passos da amamentação, e garantindo que a família esteja pronta para a nova etapa da vida.

A Importância do Enfermeiro Obstetra

A presença do enfermeiro obstetra é essencial para uma experiência de parto positiva. Eles são os especialistas que tranquilizam, que instruem e que cuidam. Sua habilidade técnica se une à sensibilidade humana para acolher cada nova vida com amor e segurança.

Em um mundo onde cada nascimento é um milagre, o enfermeiro obstetra é o guardião desse momento mágico. Eles não apenas assistem ao nascimento de um bebê, mas também ao nascimento de uma nova mãe e de uma nova família.

Referências:

  1. https://blog.pitagoras.com.br/enfermeiro-obstetra/
  2. https://blog.anhanguera.com/o-que-faz-um-enfermeiro-obstetra/
  3. Instituto Nascer

Posição das Mãos em uma RCP

A Reanimação cardiopulmonar (RCP) é um conjunto de medidas que visam restaurar a circulação e a respiração de uma pessoa que sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR).

Identificando rapidamente

A RCP envolve quatro etapas principais: reconhecimento da PCR, suporte vital básico, suporte vital cardíaco avançado e cuidados pós-reanimação.

A RCP deve ser iniciada o mais rápido possível após a PCR, pois as chances de sobrevivência diminuem a cada minuto sem tratamento.

A RCP segue as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que são atualizadas periodicamente com base nas evidências científicas mais recentes.

A RCP pode ser realizada por profissionais de saúde ou por leigos treinados, com ou sem o uso de equipamentos como desfibriladores e dispositivos de via aérea.

RCP pode salvar vidas e reduzir as sequelas neurológicas causadas pela PCR.

Como identificar a necessidade de RCP em RN?

A hipóxia, ou seja, privação de oxigênio, é a causa mais comum de paradas cardiorrespiratórias em recém-nascidos. Mas a PCR pode também acontecer devido a quadros prolongados de infecção, dificuldade respiratória ou de outro tipo.

Além disso a bradicardia, ou seja, a diminuição de frequência cardíaca (menos de 60 vezes por minuto) é um sinal iminente de PCR. E dessa forma a reanimação neonatal é indicada e necessária.

Nesses casos o monitoramento dos sinais vitais é a prioridade. Sendo possível evitar a PCR ao observar com atenção seus sinais e gatilhos.

Assim sendo, qualquer comportamento atípico em crianças recém-nascidas pode ser um sinal e deve ser levado em consideração. A observação é ainda mais crucial em bebês já doentes.

Como identificar a necessidade de RCP em crianças?

RCP pediátrica é utilizada para reverter a parada cardiorrespiratória (PCR), situação muitas vezes multifatorial.

Conforme citado acima, ela pode ser ocasionada principalmente por:

  • Asfixia;
  • Obstrução das vias aéreas altas ou baixas;
  • Intoxicações;
  • Quadros infecciosos;
  • Febre;
  • Distúrbios hidroeletrolíticos;
  • Sufocamento;
  • Entre outros.

A febre alta ou o agravamento de algum quadro infeccioso, como por exemplo a infecção do trato urinário, pode resultar numa PCR.

Por consequência, a RCP pediátrica deve ser realizada. Nesses casos, é necessário fazer a monitorização dessas crianças.

RCP também deve ser iniciada se a criança estiver sem pulso detectável ou em bradicardia com hipoperfusão tecidual.

Quando a frequência cardíaca é menor que 60 bpm, a criança começa a apresentar sinais de choque, sem melhora mesmo com oxigenação adequada.

Como identificar a necessidade de RCP em adultos?

  • Ausência de pulso;
  • Ausência de movimentos respiratórios;
  • Inconsciência do paciente;
  • Cianose, que é a coloração azul-arroxeada de pele e mucosas.

Assim que uma pessoa for constatada com parada cardiorrespiratória, é preciso chamar urgentemente uma assistência médica para que sejam iniciadas as manobras de reanimação ou ressuscitação cardiovascular (RCP), o mais rápido possível.

Realizando a Manobra de Ressuscitação

Em Neonatos

Primeiramente, é preciso posicionar as mãos sobre a barriga do recém-nascido para verificar a frequência da sua respiração e se ele está respirando ou não. Não havendo movimento abdominal e torácico é porque ele está em parada cardiorrespiratória.

Contudo, no caso de bebês, primeiro é preciso verificar se não há sangramentos antes de começar as manobras de reanimação.

Se algum sangramento for percebido é preciso estancá-lo imediatamente. Uma vez que o corpo de um bebê recém-nascido tem uma quantidade muito pequena de sangue. Dessa forma, antes de começar os procedimentos de RCP é preciso estancar a fonte de sangramento.

Posição das Mãos durante o procedimento

Partindo para o RCP, é importante saber que no procedimento em recém-nascidos é indicado o uso de polegares lado a lado para a compressão torácica. Em caso de neonatos muito pequenos, os polegares devem ser sobrepostos, ou seja, deve-se colocar um polegar sobre o outro para realizar as compressões necessárias.

Já em caso de recém-nascidos com mais peso, a utilização de dois ou três dedos pode ser recomendada. Durante a compressão os dedos devem ser mantidos em um ângulo de 90º graus em direção ao tórax da criança.

Para a compressão, os dedos devem ser posicionados logo abaixo da linha dos mamilos do bebê.

Pressione o pequeno tórax da criança com os dedos em uma profundidade de 4 cm em um ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.

Havendo um socorrista é importante que ele intercale as compressões com ventilações. Ou seja, que ele realize sopros para incentivar a respiração do recém-nascido. Sendo 30 compressões de alta pressão para duas ventilações (30:2).

Mesmo depois do bebê recém-nascido voltar a respirar, é importante que a pessoa a socorrê-lo continue com os movimentos e manobras pelo menos até que o socorro médico chegue. Isso porque o corpo do bebê neonato é frágil e ainda não tem capacidade para reagir com vigor.

O estímulo precisa continuar para garantir que o bebê se mantenha respirando e oxigenando o cérebro até que o atendimento especializado chegue.

Durante todo o procedimento é recomendado que a pessoa pare mais vezes para avaliar se o bebê voltou a respirar, pois as reações do recém-nascido podem ser muito sutis.

Em crianças

  1. Apoie a criança sobre superfície rígida para que as compressões sejam eficazes.

Posição das Mãos durante o procedimento

  1. Caso não haja superfície rígida, envolva o tórax da criança com as mãos e aplique as contrações com a popa das digitais dos dois dedos polegares.
  2. Em bebês mais frágeis, como os prematuros, recomenda-se o uso dos dedos anelar e médio, que têm menos força que o indicador, de modo a evitar fraturas nos ossos (costelas).
  3. Apoie totalmente o dedo ou região hipotenar da mão sobre o osso esterno. Nunca espalme a mão sobre o peito da criança.
  4. Pode-se usar uma ou duas mãos entrelaçadas (apoiando apenas a região hipotênar).
  5. Durante as compressões mantenha o braço completamente estendido.
  6. Permita o retorno (reexpansão) do tórax à posição inicial antes de proceder à próxima compressão.
  7. Minimize as interrupções das compressões.

Profundidade de contrações:
No bebê afunda-se o peito no máximo 4 centímetros. Em crianças maiores de 1 ano, em torno de 5 centímetros.

Coloca-se uma mão na região frontal (testa) e a outra na região mentoniana (queixo) e eleva-se o pescoço da criança. Isto libera a via aérea e facilita a respiração.

Em adultos

  • Verifique os sinais de respiração por meio de sons ou movimentos do tórax. Se a pessoa não respira ou sofre para respirar, deite-a de barriga para cima em uma superfície rígida;
  • Ajoelhe-se ao lado da vítima, na altura dos ombros dela, e localize o centro do tórax, entre os mamilos;

Posição das Mãos durante o procedimento

  • Posicione os braços estendidos com os dedos entrelaçados, colocando uma mão sobre a outra, apoiando-se no centro do peito;
  • Mantenha os braços esticados e use o peso do corpo para fazer compressões rápidas e fortes;
  • Inicie compressões com a frequência de 100 por minuto (ou seja, 5 compressões a cada 3 segundos), comprimindo o tórax na profundidade de, no mínimo, 5 cm para adultos e crianças e 4 cm para bebês.

Referências:

  1. https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/novas-diretrizes-de-ressuscitacao-cardiopulmonar-em-criancas-priorizam-circulacao/
  2. https://wp.inspirali.com/rcp-em-criancas/
  3. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/parada-card%C3%ADaca-e-rcp/reanima%C3%A7%C3%A3o-cardiopulmonar-rcp-em-beb%C3%AAs-e-crian%C3%A7as
  4. https://cmosdrake.com.br/blog/rcp-em-recem-nascidos/

Máscara Facial Neonatal

Há muito mais no processo de fornecimento de VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA INTERMITENTE do que simplesmente escolher uma máscara de tamanho correto: Posição da cabeça, retenção da máscara, pressão aplicada, taxa de ventilação e experiência clínica também para determinar a eficácia da VPPI.

No entanto, usar um tamanho de máscara adequado é importante e é destacado em programas de treinamento, a fim de evitar vazamento de oxigênio e a falta de vedação no rosto do RN para promover uma oxigenação eficaz.

Por isso, existem diversos tamanhos e tipos de máscaras faciais de reanimação para ser utilizada ao ajuste de variedades de pacientes, pois é necessário considerar cuidadosamente o tamanho, o ajuste e a fixação da máscara, pois uma boa vedação com vazamento minimizado é importante para estabelecer uma ventilação eficaz.

Tamanhos e Tipos

As máscaras faciais estão disponíveis em três tamanhos, para o RN a termo, para o prematuro e para o prematuro extremo, e em dois formatos, o redondo e o anatômico, sendo mais importante o tamanho do que o formato para o ajuste na face do RN.

Pesquisas mostram que as máscaras de 35 milímetros de diâmetro são mais adequadas para bebês com menos de 29 semanas de idade gestacional, enquanto as máscaras com diâmetro de 42 milímetros são recomendadas para bebês entre 27 e 33 semanas de idade gestacional.

Referências:

  1. Diretrizes de 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria – Reanimação do recém-nascido maior ou igual a 34 semanas em sala de parto. Sociedade Brasileira de Pediatria, Programa de Reanimação Neonatal.

Icterícia Fisiológica Vs Patológica

A icterícia é uma condição que ocorre quando as células vermelhas do sangue hemolisam (quebram), levando-o a produzir a bilirrubina, substância amarelo-alaranjada que é difícil para um bebê eliminar, pois seu fígado não está totalmente desenvolvido e com funcionamento adequado.

Isso pode levar a um acúmulo de bilirrubina no sangue do bebê, chamada de hiperbilirrubinemia. A coloração amarelada da bilirrubina impregna na pele do bebê e na parte branca de seus olhos.

Icterícia é comum?

Mais da metade de todos os recém-nascidos (em São Paulo, chega a 70%) desenvolve algum nível de icterícia durante a primeira semana de vida. Prematuros e crianças de ascendência asiática são mais propensos a desenvolver icterícia.

As Diferenças

Na Icterícia Fisiológica, surge cerca de 48 a 72 horas após o nascimento do bebê, dura, em média, sete dias e, de uma maneira geral, é benigna e reversível. Pode ser desencadeada por problemas na circulação hepática, deficiências na captação, excreção e conjugação da bilirrubina ou aumento da produção dessa substância.

Já na Icterícia Patológica, diferentemente da icterícia fisiológica, surge até 24 horas após o nascimento. É desencadeada em razão de anormalidades hepáticas, biliares ou metabólicas, infecções e incompatibilidade no sistema ABO e Fator Rh.

Outros tipos de Icterícia

  • Icterícia do leite materno: ocorre em bebês amamentados, devido à baixa ingestão de calorias ou desidratação;
  • Icterícia de hemólise: ocorre devido a doença hemolítica do recém-nascido, quando apresenta elevada contagem de células vermelhas no sangue ou sangramento;
  • Icterícia relacionada com a função hepática inadequada: ocorre devido a infecção ou outros fatores.

O tratamento é feito, em geral, com fototerapia nos hospitais, de acordo com indicação do pediatra, e é baseada no peso de nascimento e no nível de bilirrubina no sangue do bebê.

Referência:

  1. Baseado no texto do autor no livro Manual de Urgências e Emergências em Pediatria Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier

Escala NFCS (Neonatal Facial Coding System): Avaliação da Dor em RN

Hoje sabemos sabe que os recém-nascidos são sensíveis a estímulos dolorosos e que podem sofrer consequências orgânicas e emocionais que, comprometem seu crescimento e desenvolvimento. Portanto, a NFCS (Neonatal Facial Coding System), é válida para quantificar expressões faciais associados à dor, pode ser utilizada em recém-nascido pré-termo, de termo e até quatro meses de idade.

Seus indicadores são: fronte saliente, fenda palpebral estreitada, sulco naso-labial aprofundado, boca aberta, boca estirada (horizontal ou vertical), língua tensa, protrusão da língua, tremor de queixo. A NFCS é a escala mais difundida para uso clínico pela sua facilidade de uso.

A escala

Movimento facial 0 ponto 1 ponto
Fonte Saliente Ausente Presente
Fenda palpebral estreitada Ausente Presente
Sulco nasolabial aprofundado Ausente Presente
Lábios entreabertos Ausente Presente
Boca estirada (horizontal ou vertical) Ausente Presente
Língua tensa Ausente Presente
Lábios franzidos Ausente Presente
Tremor de queixo Ausente Presente
Considera-se a presença de dor quando três ou mais movimentos faciais aparecem de maneira consistente durante a avaliação.

Definições

  • Fronte saliente: abaulamento e sulcos acima e entre as sobrancelhas;
  • Olhos espremidos: compressão total ou parcial da fenda palpebral;
  • Sulco nasolabial aprofundado: aprofundamento do sulco que se inicia em volta das narinas e se dirige à boca;
  • Lábios entreabertos: qualquer abertura dos lábios;
  • Boca esticada: vertical (com abaixamento da mandíbula) ou horizontal (com estiramento das comissuras labiais);
  • Lábios franzidos: parecem estar emitindo um “úúúú”;
  • Língua tensa: em protrusão, esticada e com as bordas tensas;
  • Tremor do queixo.

Referências:

  1. Anand KJ, International Evidence-Based Group for Neonatal Pain. Consensus statement for the prevention and management of pain in the newborn. Arch Pediatr Adolesc Med 2001;155:173–80. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11177093 ;
  2. American Academy of Pediatrics Committee on Fetus and Newborn, American Academy of Pediatrics Section on Surgery, Canadian Paediatric Society Fetus and Newborn
    Committee, Batton DG, Barrington KJ, Wallman C. Prevention and management of pain in the neonate: an update. Pediatrics 2006;118:2231–41. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17079598

Neonatal Therapeutic Intervention Scoring System (NTISS)

O Neonatal Therapeutic Intervention Scoring System (NTISS) é um instrumento que estima a gravidade dos pacientes mensurando tecnologias da assistência.

Desenvolvimento

Para desenvolver o Neonatal Therapeutic Intervention Scoring System (NTISS), o TISS foi modificado em dois estágios. Primeiro Gray e Richardson construíram uma lista de terapias unicamente utilizadas em UTIN. Depois esta lista foi revisada e comparada ao TISS por um grupo de profissionais (neonatologistas, intensivista pediátrico e enfermagem neonatal).

Após esta discussão dos 76 itens originais do TISS foram retirados 42 e adicionados 28 novos itens (Gray et al., 1992). A lista final de 72 itens deu origem ao NTISS que ficou constituído de 8 dimensões:

  • Respiratória;
  • Cardiovascular;
  • Medicamentosa;
  • Monitorização;
  • Metabólica/nutricional;
  • Transfusão;
  • Procedimentos;
  • acesso vascular.

Cada dimensão é um sub escore com itens que são pontuados com valores de 1 a 4. O calculo do escore será um somatório dos valores atribuídos aos itens das dimensões.

Validação

Para validar o NTISS, Gray et al., (1992) aplicaram este instrumento em 1643 recém-nascidos admitidos em três UTINs em um período de 11 meses.

Pelos dados obtidos no período de 24 horas após a admissão, os autores concluíram que o NTISS representa uma medida direta da utilização de recursos, boa predição de gravidade da evolução do quadro clínico, além poder identificar fatores que possam influenciar no tempo de permanência e nas variações das práticas assistenciais.

Itens Sub-escores Itens Sub-escores
Respiratório Metabólico/ Nutrição
O2 suplementar 1(a) Gavage 1
CPAP 2(a) Fototerapia 1
IMV 3(a) Lipídio EV 1
IMV + relaxante 4(a) Aminoácido EV 1
IMV alta freqüência 4(a) Insulina 2
Surfactante 1 Infusão de potássio 3
Intubação 2 Transfusões
Cuidados traqueostomia 1(b) Gamaglobulina EV 1
Colocação traqueostomia 1(b) Exsanguineo Total 3
Oxigenação extracorpórea 4 Exsanguineo Parcial 2
Monitorização Hemácias ≤ 15 ml/kg 2(g)
Sinais vitais 1 Hemácias > 15 ml/kg 3(g)
Flebotomia (5/10) 1(c) Plaquetas 3
Flebotomia (>10) 2(c) Leucócitos 3
MonitorizaçãoCardioRespiratória 1 Procedimentos
Ambiente Termoregulado 1 Transporte 2
Monitorização O2 Não Invasiva 1 Diálise 4
Monitorização PA 1 Dreno Torácico Simples 2(h)
Monitorização Invasiva PA 1 Dreno Torácico Múltiplo 3(h)
Cateter Vesical 1 Toracocentese 3
Balanço Hídrico 1 Dreno Pericárdico 4(i)
CardioVascular Pericardiocentese 4(i)
Indometacina 1 Pequena Cirurgia 2(j)
Expansor ≤ 15 ml/kg 1(d) Grande Cirurgia 4(j)
Expansor > 15 ml/kg 3(d) Medicamentos
Vasopressor (1) 2(e) Antibióticos ≤ 2 1(k)
Vasopressor (2) 3(e) Antibióticos > 2 2(k)
Ressuscitação 4 Diurético VO 1(l)
Marca Passo Standby 3(f) Diurético EV 2(l)
Uso Marca Passo 4(f) Anticonvulsivante 1
Acesso Vascular Aminofilina 1
Periférico 1 Corticóide 1
Cateter Arterial 2 Resina de Troca de K 3
Cateter Venoso Central 2 NaHCO3 3
Outras drogas 1
NTISS TOTAL = _____

*As letras entre parênteses representam as variáveis nas quais só foram computadas as de maior pontuação. 

Referências:

  1. Almeida RT, Panerai RB, Carvalho M, Lopes JMA. Avaliação de Cuidados Intensivos Neonatais. Caderno de Ciência e Tecnologia 1991; 3: 45-49.
  2. Almeida RT. Severity of Illness versus Severity of Disease. [Dissertação de Doutorado]. Sweden:Departament of Biomedical Engineering and Center for Medical Technology Assessment, Linköping University; 1996.
  3. Avery ME, Richardson D. History and Epidemiology. In: Avery’s Diseases of the Newborn. Philadelphia: W. B. Saunders Company; 1998. p.1-12.
  4. Banta DH.Tecnologia para a Saúde.Caderno de Ciência e Tecnologia 1991; 7(3): 8- 16.
  5. Boutros AR.. Pediatrics Intensive Care in General Hospitals. The Pediatrics Clinics of North America 1980; 27(Pt3):493-4.
  6. Brans YW. Biomedical Technology: To use or not to use? Clinics in Perinatology 1991; 18(Pt3):389-401
  7. Brans YW. Planning a Perinatal Center. Clinics in Perinatology 1993; 10(Pt1):3-8.
  8. British Association of Perinatal Medicine and Perinatal Medicine and Neonatal Nurses Association on categories of nanies requiring neonatal care. Archives Disease of Childhood 1992; 67: 868-69.
  9. British Paediatrics Association and British Association for Perinatal Paediatrics.Categories of babies requiring neonatal care. Archives Disease of Childhood 1985; 599-600.
  10. Budetti P, McManus P, Barrand N, Heinen LA. Health Policy Program University of California, San Francisco 1980.