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Cálculo de Gotejamento
Agulhas: Tipos e Indicações
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Pacientes críticos apresentam risco de desenvolver lesão por pressão, representando um grupo prioritário para o estudo e identificação desse agravo. Para prevenir essas lesões se faz necessária, o enfermeiro realiza a aplicação de instrumentos de avaliação específicos. Alguns autores sugeriram que esta escala, além de ser útil para a detecção de doentes em risco de desenvolvimento de lesões de pressão, também pode ser útil como um método de detecção de idosos em risco no hospital.
A escala consiste de cinco fatores de risco: condição física, estado mental, atividade, mobilidade e incontinência. Cada um dos fatores de risco é dividido em vários níveis, e cada nível é pontuado numa escala de 1 a 4, com uma ou duas palavras descritivas para cada nível.A soma dos cinco níveis produz um escore que pode variar de 5 a 20, com um baixo escore indicando risco aumentado.
Norton encontrou uma relação linear entre os escores dos pacientes idosos e a incidência de úlceras de pressão. Observa-se que a escala de Norton não contempla a fricção e o cisalhamento, a idade do paciente e as condições da pele, tais como textura e umidade, citados na literatura como fatores de risco no desenvolvimento de lesões de pressão.
Diferenças entre Resfriado e Influenza

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

O sulfato de magnésio ou sulfato oriundo de pedra magnética, de nome comum sal de Epsom é um composto químico que contém magnésio, e cuja fórmula é MgSO4, é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças. O Sulfato de Magnésio tem múltiplos benefícios, em diversos usos.
Como ele age no organismo?
É um composto extremamente importante para o organismo, sendo essencial em diversos processos bioquímicos e fisiológicos, ativando diversos sistemas enzimáticos. O sulfato de Magnésio desempenha um papel importante na transmissão neuroquímica e na excitabilidade muscular, previne e controla convulsões, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central e atua perifericamente produzindo e ajudando na vasodilatação.
Após a sua administração, via intramuscular, atua no organismo cerca de uma hora após administração, e quando administrado por via intravenosa, tem um efeito quase imediato.
Também é essencial para o funcionamento da bomba de sódio e potássio. Age como um bloqueador de canal de cálcio fisiológico e bloqueia a transmissão neuromuscular. Como a hipomagnesia pode precipitar FV refratária e dificultar a reposição de potássio intracelular, ela deve ser corrigida quando presente.
Na Pré–Eclâmpsia e Eclâmpsia, o Sulfato de Magnésio age como uma elevação da freqüência cardíaca materna e diminuição da pressão arterial sistólica, diastólica e média, além de diminuição do índice de resistência, do índice de pulsatilidade e da relação Sístole/Diástole das artérias uterinas, das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto, e há ainda um aumento significativo na freqüência de fetos com diagnóstico de pré-centralização a dopplervelocimetria, e também provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências.
“Sulfatando” a paciente
Muito utilizado este termo, de “sulfatar” pela equipe médica e de enfermagem, para debater sobre o caso do paciente, sendo de significado para designar um paciente que está em um quadro de pré-eclampsia. Geralmente “sulfatar a paciente” significa que ela está num quadro de pré-eclampsia ou eclampsia PA elevada, convulsões e vai ser usado sulfato magnésio.
Cuidados de Enfermagem com o uso do Sulfato de Magnésio
Em específico com gestantes em Pré-eclâmpsia:
– Verificar sinais vitais antes, durante e após a infusão medicamentosa;
– Auscultar batimentos cardíacos fetais e observar movimentação fetal; solicitar e explicar os benefícios do decúbito lateral esquerdo; atentar para a presença de sangramento e/ou perdas vaginais de liquido amniótico;
– Realizar controle do balanço hídrico; identificar e anotar a presença e localização de edema;
– Alertar para sinais convulsivos; atentar para sinais depressivos do sistema nervoso central; controlar diurese que deve estar maior que 30 ml/h; verificar presença de reflexo patelar e se a frequência respiratória está no mínimo 16 rpm e deixar preparado o antagonista do sulfato de magnésio que é o gluconato de cálcio.
Acinetobacter

O ambiente hospitalar é inevitavelmente um grande reservatório de patógenos virulentos e oportunistas, de modo que as infecções hospitalares podem ser adquiridas não apenas por pacientes, que apresentam maior susceptibilidade, mas também, embora menos freqüentemente, por visitantes e funcionários do próprio hospital.
A importância do Acinetobacter tem aumentado nos últimos anos devido à sua grande capacidade em adquirir mecanismos de resistência às diferentes classes de antibióticos e à sua grande aptidão em sobreviver e se adaptar a condições adversas. Todos estes fatores tornam-no responsável por uma morbilidade e mortalidade elevada, especialmente, nos doentes críticos.
O gênero Acinetobacter consiste num bacilo gram-negativo, ubiquitário, aeróbio estrito, não fermentador, pouco exigente, imóvel, catalase positiva e oxidase negativa. Estão descritas cerca de 31 espécies genômicas: Acinetobacter calcoaceticus, A. baumannii, A. haemolyticus, A. junii, A. johnsonii, A. lwoffii, A. radioresistens e outras espécies não denominadas, e todos podem causar infecção nos seres humanos. O Acinetobacter Baumannii é encontrado em 80% dos casos, segundo estudos.
Apesar da preferência das bactérias Gram – por ambientes úmidos, Acinetobacter sp pode sobreviver em locais secos, como chão, colchões, mesas, luvas, termômetros, fluxômetros, travesseiros e materiais de fórmica, como prontuários, por até 13 dias.
Acinetobacter baumannii pode ter alto grau de hidrofobicidade, com capacidade de aderir a plásticos, inclusive superfícies de cateteres, tubos endotraqueais e outros materiais desse tipo.
Acinetobacter sp também pode ser encontrado em fontes úmidas no ambiente hospitalar, tais como válvulas e circuitos de ventiladores mecânicos, umidificadores e leite humano proveniente de bancos de leite.
Variedade de Doenças promovida pelo Acineto
O Acinetobacter pode causar uma grande variedade de doenças como: pneumonia,sepse, infecções de pele e feridas infectadas, e os sintomas variam de acordo com o local da infecção, e podendo colonizar pacientes sadios e pacientes com traqueostomia e feridas abertas. Outras espécies do gênero Acinetobacter podem também estar envolvidos em infecções: A. johnsonii, A. lwiffii e A. radioresistens habitam a pele humana, são comensais na orofaringe e vagina. A. lwoffii está associado à meningite; A. ursingii a infecções na corrente sanguínea de pacientes hospitalizados; A. junii, embora raramente, causa infecção ocular e bacteriemia, particularmente em pacientes pediátricos; A. schindleri já foi isolado de várias amostras humanas como secreção vaginal, cervical, garganta, nariz, ouvido, conjuntiva e urina, mas a maioria sem significado clínico.
Pacientes de Alto risco: Os mais prejudicados
– Pacientes com alterações no sistema imunológico;
– Pacientes com enfermidades pulmonares crônicas e diabéticos;
– Paciente hospitalizados sob situações críticas, em ventilação mecânica;
– Pacientes que apresentam feridas abertas e que possuem dispositivos invasivos;
Métodos de Prevenção
Como o Acinetobacter vive na pele e pode sobreviver vários dias , devemos tomar devidos cuidados com a higienização das mãos para evitar a proliferação destas bactérias, cuidados nos procedimentos invasivos como a utilização correta dos materiais assépticos e estéreis, evitando a contaminação em campos estéreis, e principalmente com isolamento de contato adequado, e cuidados na manipulação e higienização com todos os materiais usados pelo paciente, assim, a fim de evitar a disseminar a contaminação cruzada.
Anticoagulantes

Os Medicamentos anticoagulantes reduzem a capacidade do sangue de coágulo (meios de coagulação). Isso é necessário se o sangue coagula demais, podem bloquear os vasos sanguíneos e levar a condições tais como um derrame ou um ataque cardíaco.
Você pode ter ouvido falar que estes medicamentos podem ser chamados de “medicamentos que afinam o sangue”, embora isso não seja tecnicamente correto. Eles impedem que o sangue coagule (forme um trombo).
O medicamento mais comumente prescrito anticoagulante é a varfarina (Marevam), na qual é usada em pacientes que apresentam processos de trombose de veias em membros inferiores, embolias, próteses metálicas cardíacas, fibrilação atrial (arritmia cardíaca).
Elas inibem a síntese de alguns fatores responsáveis pela coagulação do sangue.
Rivaroxabana, dabigatran e apixaban são anticoagulantes mais recentes que podem ser usados como uma alternativa ao varfarina para determinadas condições.
Por que o medicamento anticoagulante é necessário?
Quando o corpo é ferido, dentro ou sobre a pele, o sangue pode vazar em órgãos internos ou fora do corpo. Para evitar isso, o sangue forma coágulos que criar um selo sobre a ferida.
Quando é preciso coagular o sangue, uma série de processos complexos ocorre que causam o sangue tornar-se pegajoso. Então, o sangue começa a coagular no local do sangramento, que impede o sangramento mais.
Se uma ou mais partes do processo não funcionar, o sangue pode coagular demasiado ou não bastante. Se o sangue não coagula o suficiente, há um risco de sangramento (hemorragia). Se coagular demais, coágulos de sangue podem formar onde eles não são necessários e bloqueiam os vasos sanguíneos.
Anticoagulantes podem reduzir a capacidade do sangue de coagular, para que os coágulos de sangue desnecessários não são formados.
Quando são usados medicamentos anticoagulantes?
Existem vários usos para medicamentos anticoagulantes, mas eles são mais comumente prescritos para pessoas que tiveram uma condição causada por coágulos de sangue ou que correm o risco de desenvolver um. Estas condições incluem:
- trombose venosa profunda (TVP)
- embolia pulmonar
- fibrilação atrial
- moderado ou alto risco de AVC
O médico pode prescrever o anticoagulante se ao caso o paciente for a uma cirurgia e estar em risco de desenvolver coágulos de sangue em uma parte do corpo como o seu coração, e também podendo criar tromboembolismo em outras partes do corpo, devido a mobilidade motora prejudicada.
Cuidados de Enfermagem referente aos Anticoagulantes:
– Conferir diariamente acesso venoso, pois a presença de sinais flogísticos no local da punção significa que há infecção, ou ainda podendo apresentar sangramento;
– Monitorar diariamente o sistema tegumentar, observar quanto a presença de petéquias (pernas e braços), pois equimoses ou hematomas caracterizam sangramento por conta de fragilidade relacionado a hemorragias ;
– Monitorar exames, os principais exames são acompanhamento contínuo do nível de plaquetas, neutrófilos e linfócitos, devido ao risco de trombocitopenia causada por tais fármacos ;
– Monitorar temperatura corporal, a monitorização da temperatura corporal é imprescindível a cada 4 horas é, pois este também é um indicador dos diagnósticos das complicações causadas por esses fármacos;
– Observar interações medicamentosa, pois ao realizar perguntas sobre os medicamentos e alimentos (brócolis, alface, couve flor, aspargo, nabo, repolho, agrião, fígado de boi) que potencializam ou inibem a ação destes fármacos pode-se intervir precocemente, já que existem interações medicamentosas que aumentam o risco de sangramento;
– Orientar ao paciente em questão de risco de quedas e acidentes (cuidado em andar em chão molhado, usar sapatos fechados e de boa aderência, evitar lugares com risco de queda);
– Oferecer dietas pobres em Vitamina K: É recomendada para pacientes em uso de medicamentos cujo principio ativo é a Varfarina (Coumadin, Marevan ou Marcoumar), ou seja, os ANTICOAGULANTES ORAIS.
ALIMENTOS PROIBIDOS:
- Hortaliças: Aspargos; Alface; Hortelã; Brócolis; Mostarda; Couve; Espinafre; Repolho; Cebolinha; Salsinha; Folhas e Talos de Couve Flor; Folha de nabo; Almeirão; Agrião; Rúcula;
- Pepino com casca;
- Tomate Verde;
- Fígado de boi, frango e porco;
- Gema de ovo;
- Folhas de chá in natura e industrializadas (cidreira, erva doce, mate, hortelã, boldo, chá verde, puejo, alecrim, arruda e outros chás a base de folhas verdes);
- Grãos: de bico, de lentilha, soja e ervilha verde;
- Algas marinhas;
- Óleo de soja, de semente algodão, de canola, de oliva. Poderá ser consumido quando o mesmo for exposto à luz do dia ou luz fluorescente por 2 dias, dar preferências para embalagens plásticas. Podem ser substituídos por óleo de milho.
Tipos de Fraturas Ósseas

A Fratura é uma interrupção na continuidade do osso. Constituem uma emergência traumato ortopédica que requer boa orientação de atendimento, calma e tranquilidade por parte de quem for socorrer e transporte adequado. Apresenta aparência geralmente deformante devido ao grau de deformação que podem impor à região afetada.
A fratura ocorre quando existe não solução de continuidade de um osso. Ocorre geralmente devido à queda, impacto ou movimento violento com esforço maior que o osso pode suportar.
O envelhecimento e determinadas doenças ósseas (osteoporose) aumentam o risco de fraturas, que podem ocorrer mesmo após traumatismos banais. Estas lesões são chamadas fraturas patológicas.
A fratura pode se dar por ação direta, por exemplo, um pontapé na perna, levando à fratura no local do golpe, ou por ação indireta, por exemplo, a queda em pé de uma altura considerável, ocorrendo fratura da parte inferior da coluna vertebral, isto é, o impacto foi transmitido através dos ossos da perna e bacia até a coluna vertebral. Ainda se pode dar por ação muscular, sendo, neste caso, a contração muscular com força suficiente para causar fratura.
Nos ambientes de trabalho a fratura pode ocorrer devido a quedas e movimentos bruscos do trabalhador, batidas contra objetos, ferramentas, equipamentos, assim como queda dos mesmos sobre o trabalhador; portanto pode ocorrer em qualquer ramo de atividade, ou durante o trajeto residência-trabalho-residência.
A pessoa que for prestar os primeiros socorros deve ser muito hábil na avaliação e decisão da conduta a ser tomada nestes casos.
Aqui, a dor do acidentado e as lesões secundárias resultantes do traumatismo são mais graves e perigosas do que nos outros casos de emergências ortopédicas. As sequelas nas fraturas podem ocorrer com maior probabilidade e gravidade.
A imobilização deve ser cuidadosa; as lesões secundárias, atendidas com redobrada atenção, e o transporte para atendimento médico só poderá ser feito dentro de padrões rigorosos.
Suspeita-se de fratura ou lesões articulares quando houver:
- Dor intensa no local e que aumente ao menor movimento.
- Edema local.
- Crepitação ao movimentar (som parecido com o amassar de papel).
- Hematoma (rompimento de vasos, com acúmulo de sangue no local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele e que aparece horas após a fratura).
- Paralisia (lesão de nervos).
Antes de descrevermos as condutas básicas do primeiro socorro em fraturas, vamos conhecer os tipos de fraturas mais comuns.
Classificação
As fraturas podem ser classificadas de acordo com sua exteriorização e com a lesão no osso afetado.
- Fratura Fechada ou Interna: São as fraturas nas quais os ossos quebrados permanecem no interior do membro sem perfurar a pele. Poderá, entretanto romper um vaso sanguíneo ou cortar um nervo;
- Fratura Aberta ou Exposta: São as fraturas em que os ossos quebrados saem do lugar, rompendo a pele e deixando exposta uma de suas partes, que pode ser produzida pelos próprios fragmentos ósseos ou por objetos penetrantes (Este tipo de fratura pode causar infecções);
- Fratura em Fissura: São aquelas em que as bordas ósseas ainda estão muito próximas, como se fosse uma rachadura ou fenda;
- Fratura em Galho Verde: É a fratura incompleta que atravessa apenas uma parte do osso. São fraturas geralmente com pequeno desvio e que não exigem redução; quando exigem, é feita com o alinhamento do eixo dos ossos. Sua ocorrência mais comum é em crianças e nos antebraços (punho);
- Fratura Completa: É a fratura na qual o osso sofre descontinuidade total;
- Fratura Cominutiva: É a fratura que ocorre com a quebra do osso em três ou mais fragmentos;
- Fratura Impactada: É quando as partes quebradas do osso permanecem comprimidas entre si, interpenetrando-se;
- Fratura Espiral: É quando o traço de fratura se encontra ao redor e através do osso. Estas fraturas são decorrentes de lesões que ocorrem com uma torção;
- Fratura Oblíqua: É quando o traço de fratura lesa o osso diagonalmente.
- Fratura Transversa: É quando o traço de fratura atravessa o osso numa linha mais ou menos reta.
O indivíduo que sofre uma fratura apresenta dor, que aumenta com o toque ou os movimentos, incapacidade funcional (impossibilidade de fazer movimentos) na região atingida, acentuada impotência funcional da extremidade ou das articulações adjacentes à lesão; inchaço, alteração da cor da área afetada; presença ou não de pulso no membro atingido, pode haver, ainda, fragmentos de ossos expostos e angulação ou curvatura anormal da região afetada.
A pessoa que está atendendo não deve esperar deparar com todo este quadro, em todos os casos; encontrando duas destas características, já há uma forte suspeita.
Cuidados de Enfermagem e Primeiro Socorros relacionados à: Fraturas internas
- Retire objetos que possam prejudicar a circulação do sangue (anel; pulseiras; relógios, etc.);
- Imobilizar a fratura mediante o emprego de talas (jornais, revistas, pedaços de madeira), respeitando o alinhamento do osso;
- Fixe a tala com faixas de pano, observando se está demasiadamente apertada
- Caso seja nos braços, utilize tipoia;
- Manter a vítima aquecida e em posição confortável;
- Encaminhar a vítima ao Pronto Socorro;
Fraturas externas
- Retire objetos que possam prejudicar a circulação do sangue (anel; pulseiras; relógios, etc.);
- Observar presença de hemorragia;
- Lavar o local com água e sabão;
- Colocar um pano limpo sobre o local;
- Realizar a fixação com tala;
- Encaminhe a vítima ao Pronto Socorro.
Veja também:
Sonda Nasogástrica X Sonda Nasoenteral: As diferenças na Nutrição Enteral
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Antibióticos e os Cuidados de Enfermagem

Os Antibióticos são substâncias de origem natural ou sintética que exercem função antimicrobiana, ou seja, impedem o desenvolvimento ou matam micro-organismos patogênicos. Fazem parte dos grupos dos agentes anti-infecciosos. Podem ser produzidos por agentes vivos, como cogumelo e bactérias, ou ser elaborados sinteticamente. Agem predominantemente sobre as bactérias gran positivas e negativas, individualmente ou em ambas ao mesmo tempo. Ao atuar em ambos (Gran + ou -) é chamada de antibiótico de amplo espectro.
Os médicos podem escolher um antibiótico para tratar uma determinada infecção baseando-se na suposição sobre o tipo de bactéria que mais provavelmente é responsável pelo quadro. Além disso, a bactéria infectante é rotineiramente identificada em laboratório, o que auxilia o médico na escolha de um antibiótico. Contudo, os resultados desses exames geralmente levam um a dois dias para ficarem prontos e, por essa razão, eles não podem ser utilizados para guiar a escolha inicial. Mesmo quando uma bactéria é identificada e a sua sensibilidade aos antibióticos é determinada em laboratório, a escolha de um antibiótico não é simples. As sensibilidades observadas em laboratório nem sempre são as mesmas que aquelas do indivíduo infectado.
A eficácia do tratamento depende de fatores como o quão bem a droga é absorvida pela corrente sanguínea, o quanto da droga atinge diferentes líquidos corpóreos e o quão rapidamente o organismo elimina a droga. Além disso, a escolha de um antibiótico deve levar em conta a natureza e a gravidade da doença, os efeitos colaterais da droga, a possibilidade de alergias ou de outras reações medicamentosas graves e o custo da medicação.
Algumas vezes, há necessidade de combinações de antibióticos para o tratamento de infecções graves, particularmente quando a sensibilidade das bactérias aos antibióticos não é conhecida. Às vezes, dois antibióticos têm um efeito mais potente que apenas um e essas combinações podem ser utilizadas no tratamento de infecções causadas por bactérias de difícil erradicação (p.ex., por Pseudomonas).
Principais tipos de Antibióticos
– Grupo das penicilinas – as penicilinas são sólidos cristalizados, brancos ou amarelados, inodoros. Encontrados nas formas F- G – k- 0- V. Indicados Nas infecções graves produzidas por microorganismos gran+; pré-operatório em paciente com alterações valvulares cardíacas, pacientes submetidos a tratamento com corticosteróide. Vias e administração Oral, IM ou EV.
– Penicilina G Cristalina – (sódica ou potássica)- sódica hidrossolúvel, de ação rápida utilizada principalmente por via endovenosa, com dose de 4 a 6 horas. É excretada pelo rim, seu tempo de validade após a diluição e na temperatura ambiente é de 6 horas;
– Penicilina G Procaína – é lentamente absorvida e eliminada, sendo administrada exclusivamente por via intramuscular. As doses podem ser repetidas após 6 horas. Apresentação wicillin. Indicação tratamento de blenorragia.
– Penicilina G benzantina – de ação prolongada, e lentamente absorvida, indicada exclusivamente por via intramuscular. Indicada para tratamento de Sífilis e Febre Reumática;
– Penicilina Combinadas – despacilina: contém 30.000u de procaína e 100.000 de potássio;
– Penicilina: Semi-Sintéticas – penicilina V: Pen-ve-oral; ampicilina, amoxil, amoxamil; carbenicilina; Pyopen, cloxacilina; bactopen; dicloxacicilina; declocil.
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS
– ANTIBIÓTICOS-BACTERICIDAS: São antibióticos que destroem as bactérias:
- Penicilinas;
- Cefalosporinas;
- Aminiglicosídeos;
- Polimixina;
- Rifampicinas;
- Vancomicinas.
– ANTIBIÓTICOS BACTERIOSTÁTICOS: São antibióticos que inibem o crescimento de bactérias:
- Macrolídeos;
- Lincosamidas;
- Poliênicos;
- Largo aspectro.
AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS
Prejudicam a formação da parede celular das bactérias: as bactérias se rompem devido a penetração de líquidos através da parede celular.
Ex: penicilina, ampicilina, amoxicilina.
– Interfere na síntese de cromossomos: interfere na produção de novos cromossomos. Ex: ciprofloxacino.
– Bloqueiam a síntese das proteínas: Impedem a formação de proteínas necessária para formação de novas células. Ex: tetraciclinas, gentamicina, azitromicina e eritromicina.
EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIBIÓTICOS
- Aumentam a resistência a micro-organismo;
- Discrasia sanguínea;
- Edema angioneurótica;
- Reações cutâneas graves;
- Choque anafilático.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
- Controle de sinais vitais;
- Observar rigorosamente a dose prescrita, aparecimento de reações cutâneas; história de alergia ao medicamento;
- Administrar antibióticos prescritos por via endovenosa, diluídos adequadamente para evitar flebite. A administração por via intramuscular deve ser profunda, para diminuir a dor e facilitar a absorção;
- Estimular a hidratação (ingestão de líquidos), pois grande parte dos antibióticos é de eliminação renal;
- As penicilinas não cristalinas devem ser aplicadas com agulhas 30×8 ou 30×9;
- Oferecer antibióticos por via oral acompanhados de água ou após as refeições, para se evitar irritação gástrica.
Saiba mais em: Classes de Antibióticos
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