Tudo sobre o Câncer de Mama

O câncer de mama é um tema que toca a vida de muitas pessoas, seja diretamente, seja através de familiares e amigos. É uma das doenças mais faladas, especialmente no Outubro Rosa, mas seu impacto vai muito além de um único mês.

Para nós, estudantes e profissionais de enfermagem, compreender profundamente o câncer de mama é uma responsabilidade e um privilégio. Estamos na linha de frente, educando, identificando sinais e oferecendo cuidado e apoio em todas as fases da jornada do paciente.

Desvendar essa doença significa entender desde o que ela é até as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. É um universo complexo, mas que podemos e devemos dominar para oferecer o melhor de nós.

Vamos, juntos, explorar tudo sobre o câncer de mama?

O Que É Câncer de Mama? Entendendo a Raiz do Problema

Basicamente, o câncer de mama ocorre quando células da mama começam a crescer de forma descontrolada. Essas células anormais podem formar um tumor, que pode ser benigno (não canceroso) ou maligno (canceroso). Se for maligno, as células têm a capacidade de invadir tecidos próximos e, em casos mais avançados, se espalhar para outras partes do corpo (metástase) através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.

A maioria dos cânceres de mama se inicia nas células dos ductos (os “canais” que levam o leite para o mamilo) ou nos lóbulos (as glândulas que produzem o leite). Embora seja mais comum em mulheres, o câncer de mama também pode afetar homens, embora em proporção muito menor.

Fatores de Risco: Quem Está Mais Susceptível?

Entender os fatores de risco não significa que uma pessoa que os tenha desenvolverá a doença, nem que alguém sem eles estará imune. Mas eles nos ajudam a identificar quem precisa de uma atenção maior na prevenção e no rastreamento.

  • Idade: É o principal fator de risco. A maioria dos casos ocorre após os 50 anos.
  • Histórico Familiar: Ter parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com câncer de mama, especialmente em idade jovem, aumenta o risco.
  • Genética: Mutações em genes específicos, como BRCA1 e BRCA2, aumentam significativamente o risco.
  • Exposição ao Estrógeno:
    • Menarca Precoce: Primeira menstruação antes dos 12 anos.
    • Menopausa Tardia: Após os 55 anos.
    • Terapia de Reposição Hormonal (TRH): Uso prolongado e combinado de estrogênio e progesterona na pós-menopausa.
    • Nuliparidade: Nunca ter tido filhos.
    • Primeira Gravidez Tardia: Após os 30 anos.
  • Estilo de Vida:
    • Obesidade: Especialmente na pós-menopausa.
    • Consumo de Álcool: Mesmo em quantidades moderadas.
    • Sedentarismo: Falta de atividade física.
    • Tabagismo: Fumar aumenta o risco.
  • Outros Fatores:
    • Exposição à Radiação: Principalmente na região do tórax em idade jovem.
    • Histórico de Doença Benigna da Mama: Certos tipos de lesões benignas podem aumentar o risco.

Sinais e Sintomas: O Que Nossos Olhos e Mãos Devem Procurar

O diagnóstico precoce é o grande diferencial no câncer de mama. Por isso, a atenção aos sinais é vital. A maioria dos cânceres de mama não causa dor no início, o que reforça a importância do autoexame e da mamografia.

  • Nódulo (Caroço) na Mama: Geralmente indolor, endurecido e fixo. É o sintoma mais comum.
  • Alterações na Pele da Mama:
    • Pele avermelhada ou retraída: Pode parecer uma casca de laranja.
    • Alterações no mamilo: Retração (mamilo “afundando”), inversão recente, coceira persistente ou descamação.
  • Saída de Secreção (Líquido) pelo Mamilo: Especialmente se for espontânea, transparente ou sanguinolenta.
  • Dor na Mama ou Mamilo: Embora menos comum como primeiro sintoma.
  • Inchaço em Parte ou na Totalidade da Mama: Pode ocorrer mesmo sem um nódulo palpável.
  • Nódulos nas Axilas ou no Pescoço: Pode indicar que a doença se espalhou para os gânglios linfáticos.

Prevenção e Diagnóstico Precoce: Nossas Maiores Armas

A luta contra o câncer de mama se baseia em duas frentes principais:

Prevenção Primária (Redução de Risco):

  • Estilo de Vida Saudável: Manter um peso saudável, praticar atividade física regularmente (pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana), limitar o consumo de álcool e evitar o tabagismo.
  • Amamentação: A amamentação é um fator protetor contra o câncer de mama, quanto mais tempo, maior a proteção.
  • Evitar Exposição Desnecessária a Hormônios: Avaliar com o médico o uso de terapia de reposição hormonal.

Diagnóstico Precoce (Rastreamento):

  • Autoexame da Mama (AEM): É importante para que a mulher conheça o próprio corpo e possa identificar mudanças. Não substitui a mamografia, mas é um complemento valioso. Deve ser feito mensalmente, preferencialmente 3 a 5 dias após o início da menstruação.
  • Exame Clínico das Mamas (ECM): Realizado por um profissional de saúde (médico ou enfermeiro) anualmente a partir dos 40 anos, ou antes, se houver fatores de risco.
  • Ultrassonografia e Ressonância Magnética: Podem ser usadas como métodos complementares à mamografia, especialmente em mamas densas ou em casos de alto risco.
  • Biópsia: Se houver suspeita, a biópsia (retirada de uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial) é o único método que confirma o diagnóstico de câncer de mama.

Mamografia: A Ferramenta Principal

A mamografia (raio-X da mama) é o exame padrão ouro para o rastreamento, pois é capaz de detectar lesões pequenas, muitas vezes antes de serem palpáveis.

Nos últimos anos, algumas atualizações nas recomendações de rastreamento chamaram atenção, principalmente no Brasil. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos sem sinais ou sintomas.

Entretanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) orientam que o rastreamento inicie mais cedo: a partir dos 40 anos, com mamografia anual.

Mulheres com alto risco genético ou histórico familiar importante devem começar a investigação ainda mais precocemente, geralmente entre 30 e 35 anos, podendo incluir outros métodos além da mamografia.

Essa diferença entre protocolos ainda gera debates, mas reforça a necessidade da individualização do cuidado, levando em conta a história clínica e familiar de cada paciente.

Tratamento: Um Caminho Personalizado

O tratamento do câncer de mama é complexo e altamente individualizado, dependendo do tipo e estágio do câncer, idade da paciente, condição de saúde geral e preferências.

  • Cirurgia:
    • Lumpectomia (Cirurgia Conservadora): Retirada apenas do tumor e de uma pequena margem de tecido saudável ao redor. A mama é preservada. Geralmente seguida de radioterapia.
    • Mastectomia: Retirada total da mama. Pode ser radical (incluindo músculos) ou modificada (preserva músculos).
    • Biópsia do Linfonodo Sentinela/Dissecção Axilar: Avaliação dos linfonodos da axila para verificar se o câncer se espalhou.
  • Radioterapia: Uso de radiação de alta energia para destruir células cancerosas. Geralmente após a cirurgia.
  • Quimioterapia: Uso de medicamentos para destruir células cancerosas em todo o corpo. Pode ser antes (neoadjuvante) ou depois (adjuvante) da cirurgia.
  • Hormonioterapia: Bloqueia a ação de hormônios (estrogênio e progesterona) que alimentam alguns tipos de câncer de mama. Usada em cânceres hormonodependentes (Receptor de Estrogênio – RE e/ou Receptor de Progesterona – RP positivos).
  • Terapia Alvo (Imunoterapia/Terapia Biológica): Medicamentos que atacam características específicas das células cancerosas, como a proteína HER2 (em cânceres HER2-positivos).
  • Cirurgia Reconstrutiva: Muitas mulheres optam pela reconstrução mamária após a mastectomia, com implantes ou tecidos do próprio corpo.

Cuidados de Enfermagem: Nosso Papel Essencial em Todas as Fases

Nós, enfermeiros, somos a espinha dorsal do cuidado ao paciente com câncer de mama. Nossa atuação é vital em cada etapa:

  1. Educação em Saúde e Prevenção: Orientar a comunidade sobre fatores de risco, a importância do autoexame e do rastreamento. Participar de campanhas como o Outubro Rosa.
  2. Identificação e Encaminhamento: Realizar o exame clínico das mamas, identificar alterações e encaminhar para investigação diagnóstica.
  3. Apoio no Diagnóstico: Acompanhar a paciente durante os exames e a biópsia, oferecendo apoio emocional e esclarecendo dúvidas.
  4. Pré e Pós-Operatório: Preparar a paciente para a cirurgia (físico e emocionalmente), e no pós-operatório, gerenciar a dor, cuidar da ferida cirúrgica, monitorar drenos, prevenir complicações (infecção, seroma, linfedema).
  5. Manejo da Quimioterapia e Radioterapia: Administrar medicamentos quimioterápicos, monitorar efeitos colaterais (náuseas, vômitos, fadiga, queda de cabelo, mucosite), orientar sobre cuidados com a pele na radioterapia.
  6. Gerenciamento do Linfedema: Educar sobre o risco de linfedema (inchaço do braço) após a cirurgia ou radioterapia e como preveni-lo/manejá-lo (exercícios, uso de mangas de compressão).
  7. Suporte Psicoemocional: O câncer de mama é devastador emocionalmente. Oferecer escuta ativa, apoio para lidar com a ansiedade, medo, alterações na imagem corporal e sexualidade. Encaminhar para apoio psicológico, se necessário.
  8. Reabilitação: Estimular a fisioterapia e a reabilitação para recuperar a amplitude de movimento do braço e a força.
  9. Cuidados Paliativos: Em casos de doença avançada, focar no alívio da dor e outros sintomas, garantindo qualidade de vida e dignidade.
  10. Acompanhamento a Longo Prazo: Orientar sobre o seguimento após o tratamento, a importância das consultas de rotina e dos exames de controle.

O câncer de mama é uma jornada desafiadora, mas com informação, prevenção e um cuidado de enfermagem atento e humanizado, podemos mudar o prognóstico e a qualidade de vida de muitas mulheres e homens. A nossa presença e conhecimento fazem toda a diferença nessa luta!

Referências

  1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Câncer de Mama. Rio de Janeiro: INCA. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama. (Principal fonte de informação sobre câncer no Brasil).
  2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Câncer de Mama: informações para profissionais de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde. (Buscar por manuais e cadernos técnicos mais recentes no site do Ministério da Saúde).
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA (SBM). Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Mama. (A SBM publica diretrizes e recomendações atualizadas para profissionais). Disponível em: https://www.sbmastologia.com.br/.
  4. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. (Consultar capítulos sobre cuidado oncológico e saúde da mulher).

Feridas Neoplásicas

Feridas neoplásicas, também conhecidas como feridas oncológicas ou tumorais, são lesões que se desenvolvem em decorrência da infiltração de células cancerígenas nas camadas da pele. Essa infiltração causa a quebra da integridade da pele, levando à formação de feridas que podem variar em tamanho, profundidade e características.

Como se formam?

A proliferação descontrolada das células cancerígenas, característica do processo de oncogênese, é a principal responsável pela formação dessas feridas. A infiltração das células malignas nas estruturas da pele causa a destruição dos tecidos saudáveis, resultando em feridas abertas e, muitas vezes, dolorosas.

Quais são as características das feridas neoplásicas?

As feridas neoplásicas apresentam características específicas que as diferenciam de outros tipos de feridas. Algumas das características mais comuns incluem:

  • Aparência: Podem ser ulceradas, vegetantes (semelhantes à couve-flor) ou apresentar uma combinação de ambos os aspectos.
  • Exsudato: Geralmente apresentam exsudato (líquido drenado da ferida) com odor fétido e coloração variável, desde amarelo claro até marrom escuro.
  • Necrose: Frequentemente há presença de tecido necrosado (morto) no leito da ferida.
  • Dor: A dor é um sintoma comum, podendo variar em intensidade de acordo com o estágio da ferida e a localização.
  • Sangramento: O sangramento também pode ocorrer, especialmente em feridas mais profundas ou com necrose.

Quais são os tipos de feridas neoplásicas?

A classificação das feridas neoplásicas pode variar, mas geralmente são divididas em estágios, considerando a profundidade da lesão, a presença de exsudato, necrose e outros fatores. Essa classificação é importante para guiar o tratamento e acompanhar a evolução da ferida.

Quais são as causas das feridas neoplásicas?

As feridas neoplásicas são consequência direta do câncer. A localização do tumor e o tipo de câncer podem influenciar o desenvolvimento e as características das feridas.

Quais são os tratamentos para feridas neoplásicas?

O tratamento das feridas neoplásicas é multidisciplinar e envolve diferentes profissionais da saúde. O objetivo principal é controlar os sintomas, promover a cicatrização, prevenir infecções e melhorar a qualidade de vida do paciente. As opções de tratamento podem incluir:

  • Desbridamento: Remoção do tecido necrosado e infectado.
  • Limpeza da ferida: Realizada com soluções antissépticas para prevenir a infecção.
  • Curativos: Utilização de curativos específicos para controlar o exsudato, proteger a ferida e promover a cicatrização.
  • Terapia medicamentosa: Uso de analgésicos para controlar a dor, antibióticos para tratar infecções e outros medicamentos conforme a necessidade.
  • Radioterapia: Utilizada para destruir as células cancerígenas e controlar o crescimento do tumor.
  • Quimioterapia: Tratamento sistêmico que utiliza medicamentos para destruir as células cancerígenas em todo o corpo.
  • Cirurgia: Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tumor e os tecidos adjacentes.

Qual a importância do cuidado com feridas neoplásicas?

O cuidado adequado com feridas neoplásicas é fundamental para prevenir complicações, como infecções, sangramentos e dor intensa. Além disso, o tratamento precoce e eficaz pode contribuir para a melhora da qualidade de vida do paciente e aumentar a expectativa de vida.

Onde buscar ajuda?

Pacientes com feridas neoplásicas devem procurar atendimento médico e de enfermagem especializados em oncologia ou em feridas crônicas. A equipe multidisciplinar poderá avaliar a lesão, indicar o tratamento mais adequado e acompanhar a evolução do paciente.

Observação: Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de dúvidas ou suspeita de ferida neoplásica, procure um profissional de saúde.

Referências:

  1. SOBEST
  2. Conhecimento da equipe de enfermagem sobre cuidados com pacientes com feridas neoplásicas
  3. Cordeiro, J. N. B., de Lima, L. M., da Silva, T. S. N., & da Silva, T. E. A. (2023). Cuidados de enfermagem a pacientes com feridas neoplásicas mamárias . Brazilian Journal of Development, 9(6), 20410–20420. https://doi.org/10.34117/bjdv9n6-109

O que faz um Enfermeiro Oncológico?

O tratamento do câncer é uma jornada complexa e multifacetada, que exige uma abordagem multidisciplinar para cuidar efetivamente dos pacientes.

Nesse contexto, o enfermeiro oncológico desempenha um papel crucial, oferecendo não apenas cuidados clínicos, mas também suporte emocional e educacional aos pacientes e suas famílias. Vamos explorar as atribuições detalhadas desses profissionais e entender sua importância no tratamento do câncer.

Atribuições Detalhadas do Enfermeiro Oncológico

  1. Assistência Direta ao Paciente: O enfermeiro oncológico presta assistência direta ao paciente em todas as fases do tratamento do câncer, desde o diagnóstico até as diversas modalidades terapêuticas como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
  2. Educação e Orientação: Eles têm um papel educacional fundamental, orientando tanto o paciente quanto os familiares sobre o processo da doença, os tratamentos disponíveis e o manejo dos efeitos colaterais.
  3. Gestão de Sintomas: São responsáveis por avaliar e gerenciar os sintomas relacionados à doença e ao tratamento, promovendo o conforto e a qualidade de vida do paciente.
  4. Apoio Emocional: Oferecem suporte psicológico, sendo um pilar de força e conforto para pacientes e famílias durante os momentos mais desafiadores.
  5. Coordenação de Cuidados: Atuam como coordenadores de cuidados, trabalhando em conjunto com a equipe multidisciplinar para garantir a continuidade e a eficácia do tratamento.
  6. Advocacia do Paciente: Lutam pelos direitos dos pacientes, assegurando que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades atendidas.
  7. Pesquisa e Inovação: Participam ativamente em pesquisas para avançar no tratamento do câncer e na prática da enfermagem oncológica.

Importância do Enfermeiro Oncológico no Tratamento do Câncer

A presença do enfermeiro oncológico é vital para o sucesso do tratamento do câncer. Eles são essenciais para:

  • Melhoria da Qualidade de Vida: Através da gestão de sintomas e do apoio emocional, contribuem significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
  • Educação e Prevenção: A orientação e educação fornecidas pelos enfermeiros ajudam na prevenção de complicações e no encorajamento de práticas saudáveis.
  • Humanização do Tratamento: O cuidado humanizado oferecido pelos enfermeiros oncológicos é fundamental para o bem-estar emocional e físico dos pacientes.
  • Eficiência no Tratamento: A coordenação de cuidados realizada por esses profissionais garante que o tratamento seja eficiente e integrado.

Em resumo, os enfermeiros oncológicos são indispensáveis no tratamento do câncer, atuando como educadores, cuidadores, coordenadores e defensores dos pacientes.

Sua atuação especializada e compassiva é um dos pilares que sustentam a esperança e a força dos pacientes em sua luta contra o câncer.

Referências:

Notícias da Enfermagem

Escola de Enfermagem da UFMG recebe doações de lenços para pacientes oncológicas

Um projeto de Extensão da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove campanha para arrecadar lenços para pacientes oncológicas até o dia 24 de outubro. Podem ser doados lenços e turbantes de diversos formatos e estampas. “Com a queda dos cabelos durante o tratamento oncológico, os lenços se tornam aliados como […]

Escala de Karnofsky

O Índice de Karnofsky, ou Escala/Performance de Karnofsky descreve os níveis crescentes de atividade e independência com valores que variam de 0 a 100.

Zero indica morte e 100, o nível normal de desempenho físico e aptidão para realizar atividades normais.

É o instrumento mais utilizado no prognóstico da terapia de câncer por tratar-se de medida do rendimento para classificação da habilidade de uma pessoa para desempenhar atividades, avaliando o progresso do paciente após um procedimento terapêutico e determinando sua capacidade para terapia.

Referências:

  1. CREMESP. Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Cuidado Paliativo. São Paulo, 2008
  2. https://apps.einstein.br/revista/arquivos/PDF/1241-Einstein%20v7n3p314-21_port.pdf

Metástase: O que é?

A Metástase é a implantação de um foco tumoral à distância do tumor original, decorrente da disseminação do câncer para outros órgãos.

O aparecimento de metástases ocorre  quando as células cancerígenas se desprendem do tumor primário e entram na corrente sanguínea ou no sistema linfático, podendo circular pelo organismo e se estabelecer em outro órgão.

Ao espalhar-se pelo corpo e formar um foco do tumor em outro órgão, longe do sítio primário ou local de origem da doença, esse novo tumor é chamado de metastático.

Por exemplo, uma paciente diagnosticada com câncer de mama (sítio primário) que algum tempo depois descobre um nódulo de pulmão, deve ter este nódulo investigado para que se conheça sua origem.

Se a biópsia mostrar células compatíveis com câncer de origem mamária (e para determinar a origem são usadas diversas técnicas de análise), estamos lidando com um câncer metastático e não um câncer originário do pulmão. Este nódulo canceroso metastático no pulmão é constituído por células cancerosas da mama.

Para onde o câncer pode se espalhar?

Para qualquer parte do corpo. As células cancerígenas que se desprendem do tumor primário viajam pelo sangue ou pelos por exemplo, nos pulmões, ossos, fígado, cérebro, entre outros.
  • Via corrente sanguínea: nesse caso, a célula cancerígena pode viajar para qualquer lugar do corpo, criando um tumor secundário (metástase);
  • Via corrente linfática: a metástase ocorre nas ínguas regionais, ou seja, nos locais que estão próximos ao tumor primário;
  • Por invasão direta: o tumor primário invade um órgão vizinho pelo seu tamanho.

Os Tipos de Metástase

Metástase por câncer de mama

A metástase recorrente do câncer de mama costuma se espalhar ao fígado, pulmões e ossos.

Metástase por câncer de pulmão

Já a metástase por câncer de pulmão pode acometer ainda os ossos, fígado, pleura (membrana que recobre os pulmões) e o cérebro.

Metástase por câncer de bexiga

A metástase recorrente de câncer de bexiga costuma se espalhar por linfonodos retroperitoneais (região da barriga), fígado e pulmões.

Metástase por câncer de rim

Quanto o tumor primário é resultado do câncer de rim, a metástase costuma afetar o fígado e pulmões.

Metástase por câncer colorretal

A metástase que tem o câncer colorretal como primários pode acometer linfonodos regionais (no intestino) e fígado.

Metástase por melanoma

Quem sofre de melanoma pode ter uma metástase que afeta pulmões, cérebro e fígado.

Metástase por câncer de ovário

A metástase por câncer de ovário pode se espalhar pelo peritônio (película que reveste órgãos intestinais), fígado e pulmões.

Metástase por câncer de pâncreas

Quem tem câncer de pâncreas: pode desenvolver uma metástase que atacará o fígado.

Metástase por câncer de próstata

Homens que têm câncer de próstata têm maiores riscos de desenvolver metástase nos ossos.

Metástase por câncer de estômago

Quem tem câncer de estômago pode ter uma metástase que se espalha aos linfonodos regionais, fígado e pulmões.

Metástase por câncer de tireoide

Se você tem câncer de tireoide, saiba que a metástase pode acometer seus ossos e fígado.

Metástase por câncer no útero

Mulheres que apresentam câncer no útero podem desenvolver metástase que acomete linfonodos regionais, fígado e peritônio.

O que pode causar a Metástase?

Independentemente do local onde as metástases são identificadas, as causas são sempre as mesmas: O crescimento desordenado, desorientado e sem fatores de controle de qualquer tipo de tumor (primário).

Tudo depende, portanto, da capacidade de cada tumor se infiltrar/espalhar para outros órgãos do corpo.

Fatores de Risco

O principal fator de risco para desenvolver uma metástase é ter um câncer em outro local. O estágio do tumor primário, assim como seu tratamento, é que determinam as chances de desenvolver o secundário (a metástase).

O perigo está em deixar tumores crescerem sem perceber ou não fazer o acompanhamento e tratamento adequados.

É importante lembrar, ainda, que cada tipo de câncer tem predisposição a desenvolver determinadas metástases em regiões do corpo.

Sintomas de Metástase

Os sintomas da metástase podem ser bastante variados:

Metástase nos ossos

  • Dores
  • Fraturas

Metástase no fígado

  • Indisposição
  • Dor abdominal
  • Icterícia

Metástase nos pulmões

  • Tosse
  • Falta de ar
  • Fadiga

Metástase no cérebro

  • Dor de cabeça
  • Déficit motor

Metástase sem sintomas

Muitas vezes, a metástase pode ser assintomática e se manifesta de forma silenciosa, dependendo da localização e do seu tamanho em cada órgão.

Exemplo disso é quando ela atinge uma pequena parte da periferia do fígado, passando despercebida.

Diagnósticos

Diagnóstico de metástase no fígado

  • Ultrassonografia do abdome superior
  • Tomografia computadorizada com contraste de abdome
  • Ressonância magnética

Diagnóstico de metástase nos ossos

  • Cntilografia óssea
  • PET-CT
  • Tomografias de coluna e arcos costais
  • Ressonâncias magnéticas

Diagnóstico de metástase nos pulmões

  • Radiografia (raio-X)
  • Tomografia computadorizada de tórax

Diagnóstico de metástase no cérebro

  • Tomografia computadorizada com contraste iodado
  • Ressonância magnética cerebral

Biópsia

A biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecido da área afetada, também pode ser necessária para confirmar o diagnóstico de metástase.

Os Tratamentos

Metástase no fígado

  • Quimioterapia

Metástase nos ossos

  • Quimioterapia
  • Hormonioterapia
  • Radioterapia
  • Uso de bifosfonatos

Essas são formas para interromper o processo de perda óssea, ou seja, atuar na recalcificação do osso, buscando reduzir a dor e diminuir as possíveis fraturas.

Metástase no cérebro

  • Radioterapia

Entre os vasos sanguíneos do cérebro há a barreira hematoencefálica (BHE), que impede que drogas quimioterápicas cheguem ao cérebro. Por isso, neste caso o tratamento mais indicado é a radioterapia.

Metástase nos pulmões

  • Quimioterapia

Cirurgias para Metástase

A cirurgia indicada para a retirada das lesões metastáticas é chamada de metastasectomia, que visa proteger o paciente das complicações causadas por elas.

“Mas não é tão frequente que as metástases sejam operadas – isso acontece apenas em situações muito específicas”, afirma Felipe Moraes.

“Em casos de metástase no fígado, pode ser feita a hepatectomia. Já nas ósseas, caso ocorram fraturas, é possível fazer a retirada do osso e colocar uma prótese, por exemplo. No pulmão, pode ser indicada a toracotomia; enquanto, no cérebro, cranioterapia com resseção da metástase”.

Cirurgias

  • Metástase no fígado: hepatectomia
  • Metástase nos ossos: retirada do osso e colocação de prótese
  • Metástase no pulmão: toracotomia
  • Metástase no cérebro: cranioterapia

Referência:

  1.  American Cancer Society

Mola Hidatiforme

A Mola hidatiforme é um distúrbio da gravidez em que a placenta e o feto não se desenvolvem adequadamente. As células do embrião formam sacos de líquidos. Também pode ser chamado de tumor trofoblástico gestacional.

Podendo ser classificada como:

  • Total: Toda placenta e embrião se desenvolvem anormalmente;
  • Parcial: Apenas parte da placenta e embrião se desenvolvem anormalmente.

 

Por que ocasiona esse distúrbio?

É causado por um desequilíbrio genético que pode ocorrer quando um óvulo é fecundado por dois espermatozoides ou quando o óvulo não tinha material genético suficiente.

É um tumor usualmente benigno invulgar que se desenvolve a partir de tecido placentário em fases precoces de uma gravidez em que o embrião não se desenvolve normalmente.

A mola hidatiforme, se assemelha a um punhado de pequenos bagos de uva, é causada por uma degeneração das vilosidades coriônicas (projeções minúsculas e irregulares penetrando no útero no período de fixação).

Em 2-3% dos casos, penetra excessivamente e sem controle, tornando-se um tumor maligno, que passa a classificar-se como coriocarcinoma.

Os Sinais e Sintomas

  • Perdas sanguíneas vaginais indolores;
  • Enjoos e vômitos matinais excessivos;
  • Pressão sanguínea elevada;
  • Arritmia cardíaca;
  • Proteinúria (proteínas na urina);
  • Desconforto na pélvis.

 

Como é diagnosticado?

O sangramento no quarto ou quinto mês indica a complicação, e o útero e ovários costumam estar visivelmente maiores que o esperado para esse mês. Os tumores hidatiformes são visíveis numa ecografia ou ultrassom.

As análises de sangue e de urina detectam níveis excessivos de gonadotrofina coriônica humana produzidas pelo tumor. Pode estar associado a sintomas de hipertireoidismo.

Como é tratado?

O tumor pode ser removido quer por sucção do conteúdo do útero, quer por raspagem, podendo ser necessário, por vezes, recorrer ao tratamento por quimioterapia para eliminação total do tumor.

O mais importante é que, assim que for diagnosticada a Doença Trofoblástica Gestacional, a mulher procure um centro de referencia, onde lá terá um tratamento especializado e a cura.

Referências

  1.  Artigos HYDATID n. (a.) e MOLAR, n.6 no Oxford English Dictionary online. (https://dictionary.oed.com/)
  2.  https://www.nhs.uk/conditions/molar-pregnancy/Pages/Introduction.aspx
  3.  https://www.webmd.com/baby/tc/molar-pregnancy-topic-overview
  4.  Ganong WF, McPhee SJ, Lingappa VR (2005). Pathophysiology of Disease: An Introduction to Clinical Medicine (Lange). McGraw-Hill Medical. p. 639. ISBN 0-07-144159-X.
  5.  https://www.webmd.com/baby/tc/molar-pregnancy-topic-overview?page=2
  6. Gerulath AH et al. Gestational Trophoblastic Disease. SOGC Clinical Practice Guidelines 2002; 114.
  7. American College of Obstetricians and Gynecologistas. Diagnosis and Teatment of Gestational Trophoblastic Disease. ACOG Practice Bulletin 2004; 53.

Hipodermóclise

A hipodermóclise é a infusão de fluidos no tecido subcutâneo. O mecanismo da hipodermóclise consiste, a partir da administração lenta de soluções no espaço subcutâneo, na ação combinada entre difusão de fluidos, perfusão tecidual, pressão osmótica e pressão hidrostática, possibilitando a passagem das soluções para a circulação sanguínea.

Constitui modalidade de administração de fluidos para correção rápida de desequilíbrio hídrico e eletrolítico em pacientes moderadamente desidratados, para os quais o acesso venoso pode ser difícil ou não indicado de se obter, bem como em indivíduos com comprometida ingesta de fluidos por via oral.

Começou a seu utilizada nas décadas de 1940 e 1950. As primeiras intervenções foram realizadas em crianças, associando a técnica ao uso de hialuronidase.

Nos anos seguintes houve declínio de seu uso na prática assistencial devido à introdução de cateteres intravenosos modernos, bem como relatos de problemas relacionados à técnica, como a infusão de soluções hipertônicas, de medicamentos vesicantes, em volume excessivo ou por administração rápida.

Nos últimos 20 anos, voltou a ser recomendada para aplicação na prática clínica, especialmente para pacientes idosos, durante tratamento prolongado ou para pacientes em cuidados paliativos.

MEDICAMENTOS COMUMENTE UTILIZADOS NA TERAPIA SUBCUTÂNEA OU HIPODERMÓCLISE

Os medicamentos de escolha têm pH próximo à neutralidade e são hidrossolúveis. São eles:

  • Sulfato de morfina;
  • Brometazida;
  • Ondansetrona;
  • Metadona;
  • Midazolan;
  • Prometazina;
  • Octreotide;
  • Metoclopramida;
  • Fenobarbital;
  • Escopolamina;
  • Dexametasona;
  • Clorpromazina;
  • Clonidina;
  • Brometo de n-butil;
  • Ranitidina;
  • Garamicina;
  • Tramadol.

MEDICAMENTOS INCOMPATÍVEIS COM A VIA SUBCUTÂNEA:

  • Diazepam;
  • Diclofenaco;
  • Eletrólitos não diluídos;
  • Fenitoína.

INCOMPATIBILIDADE:

A incompatibilidade compromete a eficácia da medicação, então é importante a atenção para:

  • Soluto e solvente;
  • Soluto e soluto;
  • Solução e recipiente.

A incompatibilidade pode ser visível, no que diz respeito à precipitação ou alteração da cor.

INDICAÇÃO DA HIPODERMÓCLISE

  • Hidratação – quando o paciente não recebe quantidade suficiente de líquido oralmente e tem o acesso venoso periférico prejudicado por substância necrosante (quimio/radioterapia);
  • Dor -sintoma efetivamente presente em estágio avançado da doença.5,6

Vantagens:

  • Baixo custo;
  • Método simples, seguro e eficaz;
  • Pode ser utilizado por pessoas que não sejam da área de saúde;
  • Favorece a funcionalidade do paciente;
  • Baixo índice de infecção;
  • Pode ser usado em ambulatório, ideal para ser utilizado em casa sob supervisão;
  • Reduza flutuação das concentração plasmática de opioides;
  • Usada para hidratação a longo prazo.6

DESVANTAGENS

  • Não pode ser usado em pacientes que apresentam trombocitopenia ou problemas de coagulação;
  • Não é a via de escolha para fazer grandes volumes;
  • Usar somente 1ml/h até 3.000ml, sendo 1.500ml de cada lado do tórax;
  • Possibilidade de reação local (sinais flogísticos).5,6

CONTRA INDICAÇÃO

  • Infusão rápida de grande volume;
  • Desidratação severa;
  • Distúrbio severo de eletrólitos.6

UTILIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

Diluir a medicação na apresentação líquida em água para injeção. Exceção: octreotídeo, ketamina, ondansetrona, devem ser diluídos em solução salina a 0,9%.

Volume: diluir a medicação em 100%, ou seja, se a medicação tiver 1ml a diluição será para 2ml, 1ml da água para injeção e 1ml do medicamento igual ou total a 2ml.5

TÉCNICA

Pode-se utilizar o espaço intercostal e a área abaixo da região escapular e a região do abdome. Pacientes preferem estas regiões do que a área dos braços, pois podem ter os movimentos livres.O tempo de troca do sítio da inserção do cateter pode chegar até três dias, caso não haja sinais flogísticos.6

EXECUÇÃO DA TÉCNICA

Material utilizado:

  • Solução preparada para ser instalada (solução salina a 0,9%, medicação);
  • Equipo de macrogotas;
  • álcool a 70%;
  • Luvas de procedimento;
  • dispositivo subcutâneo 19, 23, 25 e 27;
  • Esparadrapo para fixar e datar (se possível, usar esparadrapo ou filme transparente.

INSTALAÇÃO DA HIPODERMÓCLISE

  • Explicara o cliente sobre o procedimento;
  • Lavar as mãos;
  • Escolher o local da infusão;
  • Fazer antissepsia e a dobra na pele;
  • Introduzir o dispositivo subcutâneo num ângulo de 45º;
  • Fixar o dispositivo subcutâneo;
  • Assegurar-se de que nenhum vaso tenha sido atingido;
  • Aplicar o medicamento ou conectar o dispositivo subcutâneo ao equipo da solução;
  • Datar e identificar a fixação.

ESCOLHA DO SÍTIO DA PUNÇÃO

Regiões:

  • deltoidiana;
  • anterior do tórax;
  • escapular;
  • abdominal;
  • face lateral da coxa.1,5,6

CUIDADOS DURANTE A PERMANÊNCIA DO ACESSO

  • Proteger com plástico durante o banho com o objetivo de manter a área seca.
  • Lavagem das mãos antes do manuseio do cateter (exemplo: conectar equipos com fluidos ou medicação) para prevenir infecção.
  • Observar a área da inserção do dispositivo subcutâneo em relação a sinais flogísticos.
  • Nos casos de sinais flogísticos usar calor (bolsa térmica para amenizar os sintomas).

Quem pode puncionar Hipodermóclise?

Conforme parecer técnico do COREN-SP 031/2014 de 04 de Julho de 2014: “Na hipodermóclise, tanto a punção quanto a administração de fluidos prescritos podem ser realizadas por membros da equipe de enfermagem (Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de Enfermagem), desde que o profissional seja treinado”

EFEITOS ADVERSOS

Os riscos na hipodermóclise são mínimos quando administrados conforme a indicação.

Na prática, o uso da hipodermóclise no Núcleo de Cuidados Paliativos demonstra eficácia em diminuir sintomas de dor e desidratação. O interesse de expandir a informação sobre hipodermóclise é de que mais profissionais utilizem este acesso para assistir os pacientes em cuidados paliativos seja em hospital, ambulatório ou na residência do paciente.
Hipodermóclise
Referências:
  1. ARIZON Z., et.al. Hypodermoclisis (subcutaneous infusion) effective mode of treatment of dehydration in long-term care patients. Arc Gerontol Geriatr 2004; 38:167-73.
  2. BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 26 jun. 1986. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7498.htm >. Acesso em: 10 de junho 2014.
  3. ______. Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 09 jun. 1987. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/D94406.htm&gt;
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução nº 311/2007. Aprova a Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Disponível em: <
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  5. INFUSION NURSES SOCIETY BRASIL – INS Brasil. Diretrizes Práticas para Terapia Infusional. 94 páginas. 2013.
  6. LYBARGER, E.H. Hypodermoclysis in the home and long-term care settings. J Inf Nurs 2009; 32(1):40-4.
  7. MCCAFFERY, M.; PASSERO, C. How to choose the best. Nurs 2000, dez; 30 (12):34-38.
  8. REMINGTON, R., HULTMAN T. Hipodermoclysis to treat dehydration: A review of the evidence. J Am Geriatr Soc 2007; 55:2051-5.
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