Os Gases Medicinais

Você já parou para pensar na importância do ar que respiramos?

Além de ser essencial para a vida, alguns gases específicos possuem propriedades que os tornam ferramentas valiosas na área da saúde.

Conhecidos como gases medicinais, eles são utilizados em diversos procedimentos médicos, desde cirurgias até tratamentos respiratórios.

Os principais gases medicinais e suas aplicações

Oxigênio

O grande protagonista! O oxigênio medicinal é utilizado em diversas situações, como:

    • Tratamento de doenças respiratórias: Auxilia pacientes com dificuldades respiratórias, como asma, bronquite e pneumonia.
    • Procedimentos cirúrgicos: É essencial durante cirurgias para garantir a oxigenação do paciente.
    • Emergências médicas: Em casos de parada cardiorrespiratória, o oxigênio é fundamental para reanimar o paciente.

Ar comprimido medicinal

O ar comprimido medicinal é utilizado para:

    • Gerar pressão em equipamentos médicos: É utilizado em diversos equipamentos, como nebulizadores e ventiladores mecânicos.
    • Insuflação abdominal: Durante cirurgias, o ar comprimido é utilizado para insuflar o abdômen, proporcionando melhor visualização dos órgãos internos.

Óxido nitroso

Conhecido como gás hilariante, o óxido nitroso é utilizado como:

    • Anestésico: É utilizado em procedimentos odontológicos e cirúrgicos, proporcionando analgesia e relaxamento.
    • Relaxante muscular: Auxilia na redução da espasticidade muscular em algumas doenças neurológicas.

Dióxido de carbono

O dióxido de carbono medicinal é utilizado em:

    • Videolaparoscopia: É utilizado para insuflar o abdômen, proporcionando melhor visualização durante cirurgias minimamente invasivas.
    • Carboxiterapia: É utilizado em tratamentos estéticos para melhorar a circulação sanguínea e reduzir a celulite.
    • Laser CO2 fracionado: O CO2 é utilizado em lasers para procedimentos dermatológicos, como remoção de manchas e rejuvenescimento da pele.
    • Insuflação de órgãos: Em algumas cirurgias, o CO2 é utilizado para insuflar órgãos específicos, facilitando a visualização e manipulação durante o procedimento.
    • Terapias respiratórias: Em algumas situações, o CO2 pode ser utilizado em terapias respiratórias para estimular a respiração.
    • Tratamento de câncer de pele: O CO2 pode ser utilizado em conjunto com outras terapias para o tratamento de alguns tipos de câncer de pele.

A importância da segurança

Os gases medicinais são substâncias poderosas e, por isso, seu manuseio exige cuidados especiais. É fundamental que sejam armazenados em condições adequadas e utilizados por profissionais qualificados.

Os gases medicinais desempenham um papel fundamental na área da saúde, proporcionando tratamentos mais eficazes e seguros para diversos pacientes. Ao conhecer as propriedades e aplicações desses gases, podemos valorizar ainda mais a tecnologia a serviço da vida.

Referências:

  1. ANVISA
  2. Air Liquide

Régua de Gases: Para que serve?

Todo leito de um hospital provém de uma Régua de Gases. E também todos os setores que prestam assistências, desde enfermarias até o Centro Cirúrgico.

Uma Régua de Gases provém de vários tipos de gases medicinais, que conforme a necessidade do setor, é personalizado da maneira que é necessitada, como por exemplo, em centros cirúrgicos utilizarem além das gases convencionais, utilizarem também a linha de Óxido Nitroso para uma anestesia, e em enfermarias comuns somente utilizarem linhas de gases como ar comprimido para inalações, oxigênio para ofertar mediante oxigenoterapia, e sistema de vácuo para realização de aspirações de conteúdos como secreções, e na UTI é utilizado todo o sistema brando, com linhas a mais para acoplar ventiladores mecânicos, aspiradores, umidificadores extras para o tratamento intensivo do paciente.

Lembrando que o sistema separa os gases medicinais e o vácuo antes deles chegarem ao painel da régua de gases, conforme determina a ANVISA.

O que há em comum nestas réguas é que todos provém de sistema de iluminaria, tomadas para instalações de aparelhos elétricos perto do paciente, e de sistema de chamada de Enfermagem, o que no caso das réguas instaladas em Centros Cirúrgicos não têm.

Os Tipos de Gases Medicinais

Óxido Nitroso

Fortemente oxidante, o oxido nitroso é útil como comburente de materiais inflamáveis. Também conhecido como gás hilariante, o material é amplamente utilizado como analgésico e anestésico.

Ar Comprimido

Possui as mesmas características do ar atmosférico, ou seja, é composto por 79% de Nitrogênio, 21% de Oxigênio, sendo obtido através da mistura do Oxigênio e do Nitrogênio, exclusivamente para uso Medicinal.

É utilizado para aplicações ou tratamentos que requerem uma atmosfera pura, isenta de poeiras e micro-organismos.

Também pode ser usado para conduzir medicamentos, através de inalações.

Sistema de Vácuo

Com uma parte ligada a rede de vácuo, é criada uma pressão negativa no interior do frasco de vidro, que acaba coletando todas as secreções que estão envolvidas no sistema.

O sistema de vácuo é fechado pela boia de segurança, que não permite que essas secreções vazem do interior do frasco.

Já aspirador de secreção hospitalar Venturi tem esse nome por causa do Efeito Venturi. É um sistema fechado onde um fluido é comprimido ao passar por um estreitamento do sistema, o que diminui sua área de escoamento e consequentemente, aumenta a sua velocidade.

Neste sistema fechado, um terceiro duto é acrescentado para a sucção do fluido, pois o frasco do aspirador venturi também cria vácuo a partir da passagem do oxigênio ou ar comprimido.

O sistema, ao invés de ser conectado a rede de vácuo, é conectado a uma rede de oxigênio ou ar comprimido.

Em ambos os sistemas de aspirador de secreção hospitalar, é preciso estar atento a quantidade de secreções coletadas para evitar que o volume máximo seja ultrapassado e comprometa o bom funcionamento do equipamento.

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Hipóxia e Hipoxemia: Entenda as duas condições Clínicas

Hipóxia e Hipoxemia

Quando seu corpo não tem oxigênio suficiente, você pode obter hipoxemia ou hipóxia. Estas são condições perigosas. Sem oxigênio, o seu cérebro, fígado e outros órgãos podem ser danificados, poucos minutos depois do início dos sintomas.

Hipoxemia (baixa de oxigênio em seu sangue ) pode causar hipóxia (baixa de oxigênio em seus tecidos) quando o seu sangue não carrega oxigênio suficiente para os tecidos para atender às necessidades do seu corpo. A palavra hipóxia é por vezes utilizado para descrever ambos os problemas.

Hipoxemia é geralmente definida como diminuição da pressão parcial de oxigênio no sangue,sem outras especificações, que incluem tanto a concentração de oxigênio dissolvido, e oxigênio ligado à hemoglobina. Inclusão deste último incluem anemia como uma possível causa de hipoxemia (que, no entanto não é o caso geral).

Hipoxemia é diferente de hipóxia, que é uma disponibilidade de oxigênio anormalmente baixos para o corpo, ou um tecido ou órgão individuais.Ainda assim, a hipóxia pode ser causada por hipoxemia, tais é referido como “hipóxia hipoxêmica”, que se distingue por exemplo, hipóxia anêmica.Por causa do uso incorreto freqüentes de hipoxemia, é às vezes erroneamente indicado como “hipóxia hipóxica”.

Edema Pulmonar: Tratamento Imediato

edema pulmonar

O Edema Agudo de Pulmão, ou Edema Pulmonar, surge de forma abrupta, frequentemente como complicação de uma insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ou taquiarritmia, infarto agudo do miocárdio extenso com comprometimento grave da função ventricular esquerda ou estágios terminais de neoplasias.

Também pode ser causado por obstrução das vias respiratórias gerando aumento da pressão pulmonar para mais de 25mmHg (o normal é 15mmHg) e drenagem do plasma sanguíneo dos capilares pulmonares. Além disso, pode ter causas neurológicas que prejudiquem a regulação da respiração pelo centro pneumotáxico como uma convulsão ou neurotoxina.

EAP Requer tratamento imediato!

Deve ser iniciado o mais rápido possível no pronto-socorro com máscara de oxigênio e remédios diuréticos diretamente na veia, como Furosemida, para aumentar a quantidade de urina e eliminar o excesso de líquidos nos pulmões.

Além disso, também é necessário fazer o tratamento adequado da doença que causou o problema, que pode incluir remédios para pressão alta, como Captopril, ou Lisinopril para tratar a insuficiência cardíaca descompensada, por exemplo.

Normalmente, o paciente precisa ficar internado no hospital durante cerca de 7 dias para aliviar os sintomas, controlar o problema que causou o surgimento do edema pulmonar e fazer fisioterapia respiratória. Durante este período, pode ser necessário utilizar uma sonda vesical para controlar a saída de líquidos do organismo, evitando que acumulem novamente.

 

Respiração Agônica (Gasping)

Respiração Agônica

A Respiração Agônica, também chamada de “Gasping”, como o nome indica, são quando uma última medida que o corpo adota para se salvar, apresentando movimentos respiratórios assincrônicos não efetivos, caracterizado por altas amplitudes de curta duração com períodos de apneias subsequentes, indicando mau prognóstico. Pode ocorrer em pacientes com lesão isquêmica de tronco cerebral, e também é uma das Emergências Pediátricas e Neo-natais mais comuns.

Literalmente, o paciente fica visivelmente em estado de “agonia”. É um sinal de que o corpo não está recebendo oxigênio suficiente. No caso de parada cardíaca , a respiração agônica é uma indicação para começar a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

Como identificar uma Respiração Agônica em situação de Emergência?

De Acordo com a American Heart Association, o som da respiração agônica, pode fazer um barulho ofegante, na qual pode ser confundida com uma respiração normal, ou seja, não é, é considerada uma respiração anormal. Pode soar como ofegante , bufando, borbulhante, gemendo ou respiração difícil . Lembre-se, uma vítima em estado ofegante não está respirando normalmente. Para as vítimas em parada cardíaca, isso pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Gasping em Pacientes Terminais

A Respiração Agônica em casos de pacientes terminais, é um reflexo medular, e normalmente ocorre em paciente com nível de consciência limitado, portanto não causa desconforto ao paciente, podendo situar o Ritmo Respiratório Irregular, que é parte natural do processo de morte.

Cuidados de Enfermagem em Situações de Gasping

A Enfermagem deve estar prontamente apta para identificar uma situação de Parada Cardiorrespiratória, e a respiração agônica na qual pode apresentar, e promover rapidamente a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP). Promover a oxigenação adequada através do reanimador manual (AMBU) até a chegada do médico e fisioterapia.

Em casos de pacientes terminais, promover o conforto ao paciente, buscar o alívio do desconforto físico, emocional ou espiritual do paciente e da sua família, dando o suporte emocional adequado aos familiares.

 

Medicaciones más usadas en una Intubación

Intubación

03:00 de la mañana. Usted está en su primer turno nocturno en la sala de trauma de un hospital de emergencia puerta abierta, referencia en politrauma en la región. Hasta ahora estaba tranquilo, sin ninguna gran intercurrencia. Hasta ahora … Se oye el ruido de la sirena de una ambulancia … Comenzó bajito y fue aumentando, aumentando, aumentando … Definitivamente el destino de aquel vehículo de socorro era el hospital en que usted estaba. Momentos de aprehensión hasta la llegada del equipo de primera atención con el paciente. En fin, el misterio cesa y el paciente aparece

Un joven, varón, en torno a los 25 años de edad, víctima de una colisión “auto x auto”. Al mirar más superficial, usted nota sangre y excoriaciones en diversas regiones del cuerpo. La primera cosa que le viene a la cabeza es el gran dogma del ATLS®: ABCDE!

Al iniciar la evaluación primaria de ese paciente, una conclusión es obvia: ¡El médico necesita intubar! Se opta por la secuencia rápida de intubación (SRI), estrategia estándar en la atención de emergencia de pacientes cuya intubación no es prevista como difícil. Durante los preparativos, usted se encuentra con las siguientes preguntas martillando su conciencia:

  • ¿Qué sedante debe usar?
  • ¿Qué pre-tratamiento debe iniciar?
  • ¿Cuál es la dosis?
  • ¿Debe asociar un analgésico? ¿O una relajación muscular?

Cuando se habla de SRI, estamos hablando de intubar bajo el efecto de un bloqueador neuromuscular, lo que implica paralizar toda la musculatura esquelética del paciente. Sin embargo, estas drogas no alteran la conciencia y mucho menos la respuesta al dolor, de modo que su uso sin una sedación asociada sería extremadamente desagradable e incómodo. Además, la manipulación de las vías aéreas, en esas condiciones, provocaría respuestas sistémicas indeseables, como taquicardia, hipertensión arterial y aumento de la presión intracraneal (PIC). Otro beneficio de los sedantes es inducir amnesia, además de mejorar la visión laringoscópica de las vías aéreas.

El Pretratamiento

Idealmente, al realizar un procedimiento, debemos estar acompañados de otro médico del equipo para que él pueda auxiliar en la atención, si algo no ocurre de acuerdo a lo previsto.

Debemos preparar todos los materiales necesarios para la intubación, dejándolos separados y probados (!):

  • En las salidas de aire de la pared: Oxígeno, material de aspiración, dispositivo de máscara de balón (Ambu).
  • Con el equipo: Laringoscopio con diferentes láminas, tubo orotraqueal, hilo guía, drogas seleccionadas, material de rescate para una vía aérea difícil.
  • El paciente: Monitorización cardiaca, saturación periférica de oxígeno, presión no invasiva, acceso venoso, cojín occipital, evaluación simplificada y rápida de la dificultad de la vía aérea.

En primer lugar, las drogas administradas aquí se hacen 3 minutos antes de la sedación y el bloqueo neuromuscular, es decir, durante ese período el paciente va siendo pre oxigenado (y cualquier material que aún no esté listo, va siendo preparado).

Drogas mais utilizadas:

medicacoesintubacao mais utilizadas A

medicacoesintubacao mais utilizadas 2

Referencias:

Mace SE. Challenges and advances in rapid sequence intubation. Emerg Med Clin N Am. 2008; 26: 1043-1068.
Stollings JL, Diedrich DA, Oyen LJ, Brown DR. Rapid-sequence intubation: a review of the process and considerations when choosing medications. Ann Pharmacother. 2014; 48(1): 62-76.

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