Pesagem de Recém Nascido (RN)

Uma das maiores aquisições da medicina perinatal nas últimas décadas tem sido a considerável melhora na sobrevivência dos RN de muito baixo peso devido ao avanço tecnológico e ao conhecimento científico ampliado.

Em relação à correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e a administração constante de medicamentos aos pacientes neonatal e pediátrico fazem-se necessário o conhecimento do peso destes para adequação das doses e concentrações a fim de manter ou, alcançar o equilíbrio hemodinâmico.

Para fim de acompanhamento do desenvolvimento e crescimento corporal, observação de edemas ou emagrecimento e desidratação, é necessário o acompanhamento do peso semanal destes pacientes, o princípio básico visa restaurar as perdas e suprir a quantidade necessária para o aumento da massa corporal.

Objetivo

  • Padronizar a pesagem do beneficiário admitido no ato de sua admissão, sempre que possível;
  • Rotinizar a pesagem dos beneficiários em permanência em UTI;
  • Fornecer subsídio para o cálculo de dosagem das medicações e concentração da soroterapia à equipe médica da UTI Neo.

Responsabilidade

  • Compete ao técnico/auxiliar de enfermagem ou enfermeiro assistencial, realizar a pesagem no ato da admissão;
  • Compete ao enfermeiro assistencial/técnico/auxiliar de enfermagem realizar a pesagem do paciente nos dias padronizados, sempre que possível pela manhã.

Materiais e Equipamentos Necessários

  • Luva de procedimento;
  • Álcool 70%
  • Cueiro;
  • Gaze não estéril;
  • Balança digital;
  • Impresso próprio

Procedimento

  • Realizar a higienização das mãos;
  • Calçar as luvas de procedimento;
  • Ligar a balança;
  • Proceder à desinfecção da balança com três gazes distintas embebidas em álcool a 70%;
  • Pesar o cueiro que será realizado para o procedimento;
  • Despir o recém-nascido, com auxílio da mãe (caso tenha condições e/ou esteja presente);
  • Enrolar o recém-nascido do cueiro;
  • Colocar o recém-nascido envolvido no cueiro sobre o prato da balança;
  • Verificar o peso apresentado no visor digital;
  • Descontar o peso do cueiro (verificado anteriormente) do peso apresentado na balança;
  • Retirar o recém-nascido da balança;
  • Vestir o recém-nascido, com auxílio da mãe (caso tenha condições e/ou esteja presente);
  • Proceder à desinfecção da balança com três gazes distintas embebidas em álcool a 70%;
  • Retirar as luvas;
  • Realizar a higienização das mãos (ver POP Higienização das Mãos);
  • Registrar o procedimento em impresso próprio;
  • Registrar o peso na caderneta de vacinação do recém-nascido (ambulatório).

Referências:

  1. HOCKENBERRY, MJ. WONG – Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 8.ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2011. 
  2. BORK, A. M. T. Enfermagem baseada em evidencias. Guanabara Koogan. 2010;
  3. KAWAMOTO, E. E. Fundamentos de Enfermagem. 3ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011;
  4. SANTOS, L. G. A . et al. Enfermagem em Pediatria. Rio de Janeiro: MedBook, 2010.
  5. TAMEZ, R. N.; SILVA, M. J. P. Enfermagem na UTI Neonatal: Assistência ao recémnascido de alto risco. 4ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010.
  6. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 5ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 1156-1169, 2010.

Balanço Hídrico: A Pesagem de Fralda

O Balanço Hídrico é um controle fundamental que faz parte do tratamento intensivo de um paciente crítico.

Consequentemente, o preenchimento do impresso do balanço hídrico é de responsabilidade da equipe enfermagem, sendo fundamental que ele seja feito corretamente, pois esses dados subsidiarão a análise do estado de saúde do paciente e o estabelecimento do plano de cuidados.

O Controle de diurese faz parte dos parâmetros de eliminações ou saídas, onde em um ciclo de 24 horas pode ser observado juntamente com exames laboratoriais a função renal do mesmo.

O paciente pode obter dispositivos que auxiliam a eliminação vesical por métodos invasivos, como sondas Folleys, por meio de sondagem de alívio com sondas Nelatonpor métodos não invasivos como o Uripen e também por diurese espontânea em fraldas.

Quando não é utilizado os dispositivos citados, como é feito?

Vários critérios são analisados durante a internação do paciente:

  • O tempo de permanência de um dispositivo urinário invasivo, não podendo permanecer até o tempo determinado pelos protocolos institucionais;
  • Possíveis lesões e edemas que acarretam dificuldade em utilizar dispositivo urinário como o uripen;

Sendo assim, o critério mais estabelecido é a utilização de fraldas, em casos de diurese espontânea. Há casos que o médico solicita o acompanhamento de eliminações vesicais do paciente, mesmo em diurese espontânea, sendo necessário a realização de pesagem de fraldas.

Sendo assim, o volume de líquido em mililitros é proporcional ao peso do líquido medido em gramas, podendo então, obter um volume aproximado quantificado e anotado no balanço hídrico como perdas.

É feito a pesagem da fralda seca, antes de oferecê-la ou utilizar ao paciente, sendo assim, após o uso deve pesá-la novamente e subtrair o valor da fralda seca, o resultado encontrado deve ser registrado na folha de balanço hídrico.

O Valor anotado final é em gramas, onde o médico realiza através de cálculos, o valor total do balanço positivo e negativo durante o ciclo de 24 horas de um paciente, podendo indicar cuidados intensivos como hemodiálise, caso haja alterações laboratoriais e de balanço, durante um certo período.

Alguns Cuidados de Enfermagem quanto à Pesagem:

  • Deve sempre antes realizar a pesagem da fralda seca e anotar com caneta permanente ou esferográfica na própria fralda;
  • Após a troca da fralda, não desprezar a mesma, acondicionar em um saco infectante para evitar que se contamine;
  • Realizar a pesagem com a fralda cheia, e com o valor obtido da balança, SUBTRAIR com o valor da fralda seca inicial, dando o valor total de diurese contabilizado em fralda;
  • Descartar o saco com a fralda em um lixo infectante;
  • Lavar as mãos.

Referências:

  1.  Pereira VS, Santos JYC, Correia GN, Driusso P. Tradução e validação para a língua portuguesa de um questionário para avaliação da gravidade da incontinência urinária. Rev Bras Ginecol Obstet[Internet]. 2011[cited 2016 Jun 08];33(4):182-7. Available from: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n4/a06v33n4.pdf
  2. 10 Baessa CEB, Meireles VC, Balan MAJ Ocorrência de dermatite associada à incontinência em Pacientes Internados na Unidade de Terapia Intensiva. Rev Estima[Internet]. 2014[cited 2016 Jun 01];12(2):1-8. Available from: http://www.revistaestima.com.br/index.php/estima/article/view/89 
  3.  Pereira ER, Ribeiro IML, Ruas EFG, Silva PLN, Gonçalves RPF, Diamantino NAM. Análise das principais complicações durante a terapia hemodialítica em pacientes com insuficiência renal crônica. Rev Enferm Centro O Min [Internet]. 2014 [cited 2016 Oct 25]; 4(2):1123-34. Available from: http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/603/747P