Que Medicamento é Esse?: Lokelma

Lokelma é indicado para o tratamento da hipercalemia (nível elevado de potássio no sangue) em pacientes adultos.

Como Funciona?

Ele age capturando o potássio em troca de hidrogênio e sódio ao longo de todo o trato gastrointestinal, reduzindo a concentração de potássio livre no trato gastrointestinal e, desta forma, diminuindo os níveis de potássio no sangue e aumentando a eliminação de potássio nas fezes para resolver a hipercalemia.

Lokelma reduz as concentrações de potássio no sangue em apenas 1 hora após ingestão e as concentrações de potássio no sangue continuam diminuindo durante o período de tratamento de 48 horas.

Os Efeitos Colaterais

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue), constipação e eventos relacionados a inchaço (inclui retenção de líquidos, edema generalizado, hipervolemia (aumento do volume do sangue), inchaço localizado, inchaço, inchaço periférico e inchaço periférico).

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Quando é Contraindicado?

Não deve utilizar este medicamento se tiver alergia ao ciclossilicato de zircônio sódico hidratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar o apetite e o padrão alimentar.
  • Obter informações sobre medicamentos atuais e uso de substâncias.

Intervenções:

1. Monitoramento

  • Monitorizar regularmente os sinais vitais, peso e IMC.
  • Avaliar o apetite e o padrão alimentar.
  • Verificar a adesão à medicação.
  • Monitorizar os efeitos adversos, como náuseas, vômitos e tonturas.

2. Educação do Paciente

  • Educar o paciente sobre a Lokelma, incluindo mecanismo de ação e efeitos colaterais.
  • Instruir o paciente sobre a importância da adesão à medicação.
  • Fornecer estratégias para gerenciar o apetite e promover hábitos alimentares saudáveis.
  • Orientar sobre possíveis interações medicamentosas.

3. Gerenciamento de Efeitos Colaterais

  • Administrar medicamentos antieméticos para náuseas e vômitos.
  • Recomendar pequenas refeições frequentes para minimizar o desconforto gastrointestinal.
  • Aconselhar sobre hidratação adequada para reduzir tonturas.

4. Monitoramento Cardiovascular

  • Monitorizar a pressão arterial e a frequência cardíaca regularmente.
  • Ficar atento a sinais de taquicardia e hipertensão.
  • Relatar quaisquer alterações cardiovasculares ao médico.

5. Monitoramento Renal

  • Obter exames de creatinina e uréia regularmente.
  • Monitorar a função renal em pacientes com doença renal subjacente.

6. Monitoramento Hepático

  • Obter exames de função hepática regularmente.
  • Monitorar a função hepática em pacientes com doença hepática subjacente.

7. Apoio Psicológico

  • Apoiar os pacientes com perda de peso e desafios alimentares.
  • Fornecer aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida e estratégias de enfrentamento.

8. Colaboração Interdisciplinar

  • Colaborar com médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde para fornecer cuidados abrangentes.
  • Encaminhar os pacientes para consultas especializadas quando necessário.

Observações:

  • A Lokelma está contraindicada em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, insuficiência renal grave ou doença hepática grave.
  • O uso de Lokelma deve ser interrompido imediatamente se houver suspeita de toxicidade hepática.
  • Os pacientes devem ser orientados a relatar quaisquer novos ou agravantes sintomas gastrointestinais ou cardiovasculares.

Que Medicamento é Esse?: Complexo B

As vitaminas do complexo B exercem várias funções no organismo, como a produção de energia, a manutenção da saúde do sistema nervoso, da pele, dos cabelos e do intestino. Elas também são fundamentais na prevenção de anemia e para evitar a baixa do sistema imunológico.

Como Funciona?

As vitaminas do complexo B são um grupo de vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água), que, geralmente, atuam como coenzimas (substância necessária ao funcionamento de certas enzimas). Essas vitaminas, assim como as outras existentes, devem ser incluídas em nossa dieta, e sua carência pode causar problemas de saúde.

As vitaminas do complexo B apresentam uma numeração e um nome específico. São elas: vitamina B1 (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), vitamina B3 (niacina), vitamina B5 (ácido pantotênico), vitamina B6 (piridoxina), vitamina B7 (biotina), vitamina B9 (ácido fólico) e vitamina B12 (cobalamina).

Os Efeitos Colaterais

Diarréia, desordem da condução cardíaca, tontura, olhos secos, peles secas, piora de úlcera péptica (lesão no estômago ou duodeno), desmaios, hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), prurido na pele (coceira na pele), hiperuricemia (altos níveis de ácido úrico no sangue), mialgia (dor muscular), vômito e náusea.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com antecedentes de alergia a quaisquer constituintes da fórmula ou/e às vitaminas do Complexo B. O Complexo B não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas (falta de vitaminas específicas).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Não administrar a vitamina B6 com a levodopa, a não ser que ela esteja associada a um inibidor da descarboxilase.
  • Administrar com cuidado em casos de úlcera péptica.
  • Não está indicado no tratamento de hipovitaminoses específicas grave.
  • Categoria C: não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.
  • Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Kit CIPA: O que você precisa saber!

O Kit CIPA é um conjunto de equipamentos essenciais que auxiliam no suporte e cuidado às vítimas em casos de acidentes ou lesões.

Para que situações serve?

Principalmente utilizado em diversas situações de emergência e primeiros socorros em ambientes de trabalho, explicamos algumas das principais situações em que o Kit CIPA é necessário incluem:

  1. Acidentes e Lesões: O Kit CIPA é essencial para o atendimento imediato em casos de acidentes, quedas, cortes, fraturas, queimaduras e outras lesões. Ele fornece os materiais necessários para estabilizar a vítima e prevenir complicações.
  2. Mal-Estar Súbito: Se um trabalhador apresentar mal-estar súbito, como desmaios, tonturas, náuseas ou dor no peito, o Kit CIPA pode ser usado para fornecer suporte básico até a chegada de ajuda profissional.
  3. Intoxicações e Exposições Químicas: Em casos de intoxicação por produtos químicos ou exposição a substâncias perigosas, o Kit CIPA contém itens como luvas estéreis e máscaras RCP para proteger o socorrista durante o atendimento.
  4. Emergências Cardíacas e Respiratórias: As máscaras RCP descartáveis são usadas em procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP). O Kit CIPA também pode conter um desfibrilador externo automático (DEA) em alguns locais de trabalho.
  5. Atendimento a Vítimas de Acidentes de Trabalho: O Kit CIPA é fundamental para o atendimento adequado a vítimas de acidentes ocorridos no ambiente de trabalho. Ele ajuda a minimizar os riscos e a garantir que a vítima receba os cuidados necessários.

Lembre-se de que o Kit CIPA deve estar sempre disponível em locais de trabalho onde a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é exigida. Ele é fundamental para garantir a segurança e o pronto atendimento em situações de emergência.

Itens que devem compor o Kit

  1. Colar Cervical: O colar cervical é um dispositivo utilizado para imobilizar a região cervical da coluna vertebral, oferecendo suporte e estabilidade em casos de suspeita de lesão na coluna. É essencial selecionar o tamanho adequado do colar cervical para garantir um ajuste correto e evitar movimentos que possam agravar a lesão.
  2. Prancha de imobilização: A prancha de imobilização, também conhecida como prancha longa, é um dispositivo rígido utilizado para imobilizar a coluna vertebral e o corpo da vítima. Feita de materiais resistentes, como plástico ou madeira, a prancha proporciona uma superfície estável para a vítima ser colocada e transportada com segurança, evitando movimentos indesejados.
  3. Bloco de Imobilização e Jogo de Tala Aramada: O bloco de imobilização e o jogo de tala aramada são utilizados para imobilizar membros fraturados ou lesionados, fornecendo suporte e estabilidade. O bloco de imobilização é colocado ao redor do membro afetado e fixado no local com ataduras ou faixas elásticas. Já o jogo de tala aramada consiste em talas maleáveis revestidas de espuma e arame, que podem ser moldadas e presas ao redor do membro para imobilização.
  4. Manta Térmica: A manta térmica é um item importante para o controle da temperatura corporal em situações de emergência. Ela ajuda a evitar a perda de calor em casos de hipotermia e também pode ser usada para proteção contra o calor excessivo. A manta térmica é leve e compacta, sendo facilmente transportada no kit de primeiros socorros.
  5. Luvas Estéreis e Tesoura de Ponta Romba: As luvas estéreis são essenciais para proteger tanto o socorrista quanto a vítima de contaminação e infecções durante os procedimentos de primeiros socorros. A tesoura de ponta romba é utilizada para cortar materiais, como ataduras e roupas, de forma segura, evitando ferimentos adicionais.
  6. Óculos de Proteção: Os óculos de proteção são utilizados para proteger os olhos do socorrista contra respingos de sangue, fluidos corporais ou outros materiais perigosos.
  7. Ataduras de Crepe: As ataduras de crepe são bandagens elásticas utilizadas para fixar curativos, imobilizar membros ou aplicar compressão.
  8. Fita Micropore: A fita Micropore é um tipo de fita adesiva hipoalergênica que pode ser usada para fixar curativos e bandagens.
  9. Materiais para eventuais curativos: gazes estéreis, luvas de procedimento e estéreis, fita adesiva microporosa/esparadrapo, band-aids, antissépticos, podem ser necessários caso haja algum ferimento.
  10. Máscaras RCP Descartáveis: As máscaras RCP descartáveis são usadas em procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar, fornecendo uma barreira entre o socorrista e a vítima.

Como utilizar o Kit CIPA?

Avalie a Situação

Antes de qualquer intervenção, avalie a situação e verifique se é seguro se aproximar da vítima. Certifique-se de que não há riscos adicionais, como fogo, eletricidade ou substâncias perigosas.

Chame Ajuda Profissional

Se necessário, chame imediatamente ajuda profissional (como o serviço de emergência local) antes de iniciar qualquer procedimento.

Proteja-se

Coloque as luvas estéreis do kit para proteger-se contra contaminação e infecções.

Imobilize a Vítima

Se houver suspeita de lesão na coluna vertebral, utilize o colar cervical para imobilizar a região cervical. Utilize a prancha de imobilização para transportar a vítima com segurança, evitando movimentos desnecessários.

Controle Hemorragias

Use ataduras de crepe ou outros materiais do kit para fazer curativos e controlar sangramentos. Eleve o membro afetado, se possível, para reduzir o fluxo sanguíneo.

Mantenha a Vítima Aquecida

Se necessário, utilize a manta térmica para evitar a perda de calor corporal.

Administre RCP, se Necessário

Se a vítima não estiver respirando ou não tiver pulso, inicie a ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Utilize as máscaras RCP descartáveis do kit.

Transporte Adequado

Utilize a prancha de imobilização para transportar a vítima até o local de atendimento médico. Mantenha a vítima estável e evite movimentos bruscos.

Documente o Atendimento

Registre todas as ações realizadas no atendimento, incluindo horários, procedimentos e observações relevantes.

Lembre-se de que o treinamento adequado é fundamental para utilizar corretamente o Kit CIPA. Além disso, siga sempre as diretrizes e protocolos específicos da sua empresa ou local de trabalho.

Referências:

Alta: O que anotar?

Quando um paciente está pronto para receber alta hospitalar, é importante que ele e seus familiares estejam bem informados sobre o que fazer a seguir.

Documentação

Independentemente de as pessoas receberem alta para outra unidade ou para casa, elas devem receber documentos que incluam as seguintes informações:

  • Motivo para a hospitalização: Isso ajuda a entender por que o paciente foi internado e o que foi tratado durante a hospitalização.
  • Principais procedimentos ou testes realizados: Isso inclui informações sobre quais procedimentos médicos foram realizados e quais testes foram feitos.
  • Principal diagnóstico na alta: É importante saber qual foi o diagnóstico principal que levou à hospitalização.
  • Restrições ou modificações nutricionais recomendadas: Se houver alguma restrição alimentar específica ou recomendação nutricional, isso deve ser claramente comunicado.
  • Restrições de atividade ou movimento: Se o paciente precisa evitar certas atividades físicas ou movimentos após a alta, isso também deve ser explicado.

Além disso, antes da alta hospitalar, os membros da equipe podem avaliar a capacidade do paciente de se mover com segurança e fazer perguntas para determinar se haverá probabilidade de o paciente precisar de mais ajuda após a alta.

Um planejador da alta ou um assistente social no hospital podem prever quais problemas são prováveis e fazer sugestões sobre eles e providenciar os serviços necessários de assistência médica domiciliar, que podem incluir um enfermeiro domiciliar, um fisioterapeuta domiciliar e equipamento, como cadeira de rodas ou banco de chuveiro.

No entanto, as pessoas e os familiares deverão ser envolvidos nos planos para se certificar de que eles sejam adequados.

Enfermagem, O que anotar?

Aqui estão alguns itens importantes que devem ser anotados em um relatório de enfermagem durante a alta hospitalar:

  • Data, Hora, Assinatura e Identificação do Profissional com o Número do COREN: É crucial registrar a data e a hora da anotação, bem como a assinatura do profissional responsável. A identificação com o número do COREN (Conselho Regional de Enfermagem) é essencial para garantir a rastreabilidade e a responsabilidade.
  • Observação e Registro sobre a saída do Paciente: Anote detalhes sobre como o paciente está saindo ao hospital (se estava acompanhado, condições de locomoção etc.). Essas informações ajudam a entender o contexto da alta.
  • Condições Gerais do Paciente: Registre o nível de consciência, estado nutricional, higiene pessoal, coloração da pele, queixas relatadas pelo paciente e se ele possui sondas ou curativos.
  • Procedimentos / cuidados realizados:  conforme prescrição ou rotina institucional (mensuração de sinais vitais, retirada de cateter venoso, etc.).
  • Orientações Feitas ao Paciente: Anote todas as orientações dadas ao paciente antes da alta. Isso pode incluir instruções sobre coleta de exames, jejum ou outras recomendações específicas.
  • Comunicação do Óbito (se aplicável): Caso o paciente tenha falecido durante o período de internação, registre a comunicação do óbito ao setor responsável, conforme a rotina institucional.
  • Procedimentos Pós-Morte (se aplicável): Se o paciente faleceu, anote os procedimentos realizados após o óbito, como higiene do corpo, tamponamento etc.
  • Encaminhamento do Corpo (se aplicável): Registre detalhes sobre como o corpo foi encaminhado após o óbito (forma, local etc.).

Lembre-se sempre de seguir as diretrizes institucionais e manter uma linguagem clara e objetiva na anotação de enfermagem. Esses registros são essenciais para garantir uma transição segura entre os turnos e para fornecer informações precisas aos profissionais envolvidos no cuidado contínuo do paciente .

Referência:

  1. COFEN

Técnico de Enfermagem em UTI

Um Técnico de Enfermagem desempenha um papel crucial em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), onde pacientes em estado grave ou em situação de urgência e emergência são atendidos.

Atribuições

  1. Monitoramento Constante: Os técnicos em enfermagem na UTI monitoram pacientes 24 horas por dia. Eles verificam sinais vitais, coletam dados sobre o paciente e checam os equipamentos utilizados na unidade.
  2. Assistência Personalizada: Esses profissionais executam protocolos de segurança e prestam assistência personalizada aos pacientes. Além disso, orientam os familiares e acompanhantes sobre os procedimentos realizados e os cuidados necessários.
  3. Esterilizar e buscar materiais na CME: De maneira geral, esse é um dos procedimentos que garantem a segurança dentro de um ambiente hospitalar. No que lhe concerne, ela pode ocorrer por meios físicos ou químicos. Os primeiros envolvem técnicas desde a emissão do calor seco de estufas de ar quente em materiais metálicos ou a radiação ionizante.
  4. Prezar pela metodologia de sistematização da assistência de enfermagem: Entre as atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI, é essencial sistematizar as regras que o Enfermeiro Coordenador estabeleceu. A Sistematização de Assistência de Enfermagem envolve o Histórico, o diagnóstico, o planejamento, a implementação e finaliza com a Avaliação de Enfermagem.
  5. Manter os cuidados em momentos pré e pós-operatório: Uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é garantir que o paciente tenha orientações prévias. Tais quais o preparo intestinal, o uso de roupas e sapatos e confortáveis e sempre se mostrar à disposição de esclarecer qualquer dúvida antes dele realizar a cirurgia. Esse estado de espírito deve permanecer nos pós-operatórios. Essencialmente com recomendações para que ele evite esforço físico ao máximo, siga a dieta recomendada e, sobretudo, não ingerir remédios com o estômago vazio.
  6. Dar total assistência aos médicos de plantão: O enfermeiro trabalha com equipes multidisciplinares e uma das atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI é oferecer total assistência aos médicos de plantão. Por isso, é importante que todos tenham comprometimento em suas atividades e cuide da manutenção do comportamento ético. Bem como o respeito à hierarquia.
  7. Controlar as dosagens e a administração de medicamentos: Além de ler as informações da ficha do paciente e dos rótulos, as Atribuições do Técnico de Enfermagem na UTI também envolvem conferir se a administração do medicamento está correta, se é pela via de administração prescrita no horário e na dosagem correta. Bem como garantir o registro correto de todas as ocorrências em busca da segurança da ética profissional. Aliado a isso, também existe o acompanhamento das reações do medicamento, a otimização do espaço de armazenamento, entre outras tarefas corriqueiras.
  8. Especialidades Médicas: O Técnico de Enfermagem pode atuar em diferentes categorias de UTIs, como neonatal (para recém-nascidos), pediátrica (para crianças e adolescentes) e adulta (para pessoas com mais de 18 anos). Também podem trabalhar em especialidades médicas específicas, como Cardiologia, Cirurgia, Transplantes, entre outras.
  9. Responsabilidade e Atualização: Trabalhar na UTI exige responsabilidade, dedicação e atualização constante. Os técnicos em enfermagem devem estar familiarizados com equipamentos tecnológicos usados para monitorar a saúde dos pacientes.
  10. Registro Ativo no COREN: Para ser contratado como Técnico de Enfermagem na UTI, é necessário ter concluído o curso técnico em enfermagem e possuir registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (COREN).

Referências:

  1. GARANHANI, Mara Lúcia et al . O trabalho de enfermagem em unidade de terapia intensiva: significados para técnicos de enfermagem. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.),  Ribeirão Preto ,  v. 4, n. 2, ago.  2008 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-69762008000200007&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  03  mar.  2024.

Pulseira de Identificação: O que deve Conter?

A pulseira de identificação de pacientes é um elemento crucial no ambiente hospitalar. Ela atende a uma das mais relevantes necessidades do setor, que é assegurar a correta identificação dos pacientes.

Quando essa identificação é feita de maneira precisa, reduz-se significativamente o risco de erros, como equívocos na administração de medicamentos ou transfusões de sangue. Além disso, a identificação correta é fundamental para garantir a segurança no cotidiano de um hospital.

Itens importantes que devem conter em uma pulseira de identificação

  • Prevenção de Erros Médicos: A pulseira fornece informações essenciais sobre o paciente, como o nome, o número de identificação, o grupo sanguíneo e quaisquer condições médicas pré-existentes. Esses dados ajudam a equipe médica a fornecer o tratamento certo de forma rápida e eficaz, evitando erros que podem ter consequências graves.
  • Segurança em Casos de Doenças Contagiosas: Em áreas controladas e restritas, como zonas de isolamento para pacientes com doenças contagiosas, é fundamental identificar todas as pessoas que entram e saem. A pulseira permite rastrear os movimentos dos pacientes e visitantes, garantindo que todos estejam cientes das precauções necessárias.
  • Funcionamento da Pulseira: A pulseira pode ser impressa no momento em que o paciente chega à recepção do hospital. Ela contém informações como o nome do paciente, motivo da internação, medicamentos recorrentes, potenciais alergias e contato do responsável legal.
  • Identificadores Mínimos: Para garantir uma identificação correta, recomenda-se usar pelo menos dois identificadores na pulseira branca padronizada. Por exemplo, o nome completo e a data de nascimento são essenciais para evitar confusões.
  • Utilizar no mínimo dois identificadores como:
    • Nome completo do paciente;
    • nome completo da mãe do paciente;
    • data de nascimento do paciente;
    • número de prontuário do paciente.

Em resumo, a pulseira de identificação hospitalar é uma ferramenta vital para a segurança dos pacientes e deve conter informações relevantes para facilitar os cuidados médicos adequados.

Outros pontos importantes

Quanto à pulseira de identificação:

  • Deve conter nome completo – sem abreviatura e data de nascimento com dois dígitos para dia, 02 dígitos para mês e 04 dígitos para ano (xx/xx/xxxx).
  • Quando o paciente não puder ter sua identificação confirmada por estar sem documento, mas está consciente e sabe informar a nome completo e a data de nascimento e/ou seu acompanhante fornece os dados solicitados, a Identificação do paciente na pulseira e na ficha de identificação (anexo) será precedido da sigla PSD (paciente sem documento).
  • Quando o paciente estiver sem documento inconsciente, com confusão mental ou não sabe informar nome completo e data de nascimento, deverá ser utilizado como identificadores para nome: identidade sexual, cor da pele precedido da sigla PNI (paciente não identificado), se tiver cicatriz, tatuagem em face que o identifique, poderá ser acrescentado (ex.: PNI, homem de cor parda, D.I xx/xx/xxxx).
    • Identificadores para data de nascimento: será a data da internação (dia, mês e ano) precedida pela sigla DI (data da Internação): xx/xx/xxxx).
    • Neste caso, o número do atendimento será obrigatório estar descrito na pulseira de identificação e deverá ser conferido por leitura antes de cada cuidado e ou procedimento.
  • Nas demais situações o número do atendimento e ou prontuário poderá estar presente, não se faz obrigatório e não será considerado marcador de identificação obrigatório para auditorias.
  • Se a pulseira de identificação estiver danificada, for removida acidentalmente ou se tornar ilegível, deverá s ser solicitada ao setor de internação uma nova pulseira.
  • A pulseiras com registro manual deverá ser preenchida obrigatoriamente com letra de forma (caixa alta) legível.
  • Todos os formulários, etiquetas ou rótulos que identifiquem pacientes deverão possuir os dois marcadores de identificação nome e data de nascimento, e devem ser corretamente preenchidos.
  • A pulseira de identificação deve ser colocada, preferencialmente, no punho direito. Caso não seja possível a instalação nesse membro, será obedecida a seguinte ordem:
    • Punho esquerdo;
    • Tornozelo direito;
    • Tornozelo esquerdo.
  • Peça ao paciente que declare (e, quando possível, soletre) seu nome completo e data de nascimento.
  • Para a identificação do recém-nascido, a pulseira de identificação deve conter minimamente a informação do nome da mãe e o número do prontuário do recém-nascido e
    outras informações padronizadas pelo serviço de saúde.
  • Quando for realizada transferência para outro serviço de saúde, um identificador adicional do paciente pode ser o endereço.
  • Não usar o número do quarto/enfermaria/ leito do paciente como um identificador, em função do risco de trocas no decorrer da estadia do paciente no serviço.

O objetivo é que todos os pacientes permaneçam com a mesma pulseira durante a sua permanência na instituição, mas certas situações clínicas exigem que seja realizado um rodízio de membros, como na presença de edemas, de dispositivos invasivos, amputações, dentre outros.

Quando for necessária a realização do rodízio, a equipe de enfermagem responsável pelo cuidado deverá solicitar a internação, uma nova pulseira e providenciar a troca, procurando seguir as prioridades na eleição do membro. A saber: membro superior direito, membro superior esquerdo, membro inferior direito, membro inferior esquerdo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. ANVISA

Equipo de Medicamentos: A Finalidade

Um equipo de medicamentos é um dispositivo utilizado para administrar medicamentos ou fluidos diretamente na corrente sanguínea de um paciente.

Ele é frequentemente usado em ambientes clínicos, como hospitais, casas de repouso e veículos de serviços médicos de emergência.

Finalidades do Equipo

Os equipos podem ser usados para várias finalidades, incluindo:

  • Administração de medicamentos: O equipo permite que os profissionais de saúde administrem medicamentos diretamente na corrente sanguínea do paciente. Isso é especialmente útil quando a administração oral não é possível ou quando a ação rápida do medicamento é necessária.
  • Hidratação: Os equipos também são usados para administrar fluidos intravenosos, como soluções salinas, para manter o paciente hidratado.
  • Nutrição parenteral: Em casos em que o paciente não pode receber nutrição oral, os equipos podem ser usados para administrar nutrientes diretamente na corrente sanguínea.
  • Transfusões de sangue: Os equipos são frequentemente usados para transfundir sangue ou componentes sanguíneos, como hemácias ou plaquetas.
  • Administração de quimioterapia: Pacientes com câncer frequentemente recebem quimioterapia por meio de equipos intravenosos.

As Partes do Equipo

O equipo consiste em um tubo flexível com uma ponta que se conecta ao recipiente da solução e outra ponta que se conecta a uma agulha ou cateter inserido na veia do paciente.

O fluxo da solução é controlado por uma pinça que regula o número de gotas por minuto. Na câmara de gotejamento, é possível controlar o número de gotas por minuto desejado.

O respiro de ar do equipo de medicamentos é um componente importante nos sistemas de infusão utilizados em hospitais e clínicas. Tendo como características o filtro bacteriológico, assegura que todo o ar admitido no interior do sistema seja filtrado.

O filtro de partículas do equipo de medicamentos serve para reter e eliminar as partículas sólidas que podem estar presentes na solução parenteral, evitando que elas entrem na corrente sanguínea do paciente e causem complicações.

O filtro pode ser de diferentes tamanhos e materiais, dependendo do tipo de solução e da via de administração.

O Conector Luer Slip/Lock permite que conecte a solução do medicamento no acesso venoso do paciente.

O equipo permite uma infusão precisa e rápida dos líquidos, evitando complicações e efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de equipos, dependendo do tipo de solução, da via de administração e da necessidade do paciente.

Alguns exemplos são: equipo de macrogotas, equipo de microgotas, equipo bureta, equipo para nutrição enteral, equipo para bomba de infusão, equipo fotossensível e equipo para hemocomponentes.

Cuidados de Enfermagem (Como utilizar?)

  1. Avaliar as condições da embalagem e prazo de validade;
  2. Abrir a embalagem conforme técnica asséptica;
  3. Retirar a tampa protetora da ponta perfurocortante e conectar ao soro;
  4. Retirar a tampa protetora do conector macho e conectar ao escalpe ou coletor (previamente introduzido no paciente de forma asséptica);
  5. Caso seja necessário introduza medicação pelo injetor lateral.

OBS: NÃO UTILIZAR O EQUIPO CASO OS PROTETORES DA PONTA PERFURANTE E DO CONECTOR MACHO ESTEJAM DESCONECTADOS.

Referências:

  1. Hospitalar Distribuidora

Admissão: O que anotar?

A admissão de um paciente é um processo importante que envolve a coleta de dados relevantes sobre sua condição de saúde, história clínica, alergias, medicamentos em uso, entre outros.

Itens importantes

O que anotar na ficha de admissão depende do tipo de serviço e da instituição onde o paciente será atendido, mas alguns itens são comuns a todos os casos:

  • Dados pessoais: nome completo, data de nascimento, sexo, estado civil, profissão, endereço, telefone, documento de identidade, CPF, cartão do SUS ou convênio.
  • Motivo da admissão: o que levou o paciente a procurar o serviço de saúde, quais são seus sintomas, há quanto tempo eles começaram, se há alguma causa conhecida ou suspeita.
  • História clínica: doenças prévias, cirurgias realizadas, internações anteriores, vacinação em dia, hábitos de vida (tabagismo, alcoolismo, atividade física), antecedentes familiares de doenças crônicas ou hereditárias.
  • Exame físico: sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, respiração), peso, altura, índice de massa corporal (IMC), avaliação da pele, mucosas, cabelos, unhas, olhos, ouvidos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdome, membros superiores e inferiores, genitais, ânus e reto.
  • Exames complementares: resultados de exames laboratoriais, de imagem ou outros que o paciente tenha realizado ou que sejam solicitados pelo médico responsável.
  • Diagnóstico: a conclusão do médico sobre o quadro clínico do paciente, baseada nos dados coletados e nos exames realizados.
  • Plano terapêutico: as medidas que serão tomadas para tratar o paciente, incluindo medicamentos prescritos, procedimentos cirúrgicos ou invasivos, orientações sobre dieta, repouso, atividade física e cuidados gerais.
  • Evolução: o registro diário da situação do paciente durante sua permanência no serviço de saúde, incluindo sua resposta ao tratamento, eventuais complicações ou intercorrências e alta ou transferência para outro serviço.

Esses são os principais pontos que devem ser anotados na admissão de um paciente. É importante que as informações sejam claras, objetivas e completas, para garantir uma assistência de qualidade e segurança ao paciente e à equipe de saúde.

Referência:

  1. COREN-SP

Que Medicamento é Esse?: Levotiroxina

A Levotiroxina é indicado pelo médico para a reposição ou suplementação hormonal em doenças relacionadas com a glândula tireoide (nos casos em que o organismo não está produzindo ou produz hormônios tireoidianos em quantidade insuficiente), tais como: hipotireoidismo (diminuição da produção dos hormônios tireoidianos), tratamento ou prevenção de bócios (aumento do volume ou presença de nódulos na tireoide), tireoidite (inflamação da glândula) e também nas situações onde a glândula precisa ser retirada, como por exemplo, na presença de tumores ou outras alterações que assim o exigem.

Este medicamento pode ser utilizado, também, como agente diagnóstico, por exemplo, nos casos em que o médico precisa avaliar o funcionamento da tireoide ou a produção de hormônios relacionados à tireoide.

Como Funciona?

A tiroxina normalmente é produzida no organismo pela glândula tireoide. Ele age regularizando ou suprindo a quantidade deste hormônio no organismo, nas situações em que a glândula tireoide não está apresentando um funcionamento adequado ou nas situações em que há necessidade de retirada parcial ou total da glândula tireoide por cirurgia.

O início da ação da levotiroxina varia em função da gravidade da doença.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alteração dos batimentos cardíacos, dor no peito, nervosismo, dor de cabeça, insônia, cansaço, fraqueza muscular, cãibras, intolerância ao calor, suor excessivo, febre, perda de peso, alterações menstruais, diarreia ou vômito.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em caso de alergia a qualquer componente da fórmula, infarto do coração recente, histórico de níveis de hormônio tireoide elevados, insuficiência da glândula suprarrenal e hipertireoidismo não tratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar os sinais vitais, especialmente a pressão arterial e a frequência cardíaca, pois a levotiroxina pode causar efeitos colaterais cardiovasculares, como taquicardia, arritmias, angina e infarto .
  • Orientar sobre as interações medicamentosas da levotiroxina, que podem reduzir sua absorção ou potencializar seus efeitos. Alguns exemplos são: antiácidos, suplementos de ferro ou cálcio, omeprazol, pantoprazol, anticoagulantes e anticonvulsivantes .
  • Avaliar a adesão ao tratamento e a resposta clínica, observando se há melhora dos sintomas do hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, pele seca, queda de cabelo, constipação e depressão.
  • Educar o paciente sobre a importância de manter uma alimentação saudável e equilibrada, rica em iodo, selênio e vitaminas, que são essenciais para o funcionamento da tireoide.
  • Incentivar a prática de atividade física regular, que ajuda a controlar o peso, o colesterol e o humor.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico está indicado para:

  • O alívio sintomático de dores de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite;
  • o alívio sintomático da dor e da febre nos resfriados ou gripes.

Como Funciona?

Este medicamento contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, que pertence ao grupo de substâncias antiinflamatórias não-esteroides, com propriedades anti-inflamatória (atua na inflamação), analgésica (atua na dor) e antitérmica (atua na febre). O ácido acetilsalicílico inibe a formação de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, propiciando alívio da dor.

Os Efeitos Colaterais

Como qualquer medicamento, o ácido acetilsalicílico pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • Efeitos comuns: dor de estômago e sangramento leve (micro-hemorragias);
  • Efeitos ocasionais: náuseasvômitos e diarreia;
  • Casos raros: podem ocorrer sangramentos e úlceras do estômago, reações alérgicas em que aparece dificuldade para respirar e reações na pele, principalmente em pacientes asmáticos e anemia após uso prolongado, devido ao sangramento oculto no estômago ou intestino;
  • Casos isolados: podem ocorrer alterações da função do fígado e dos rins, queda do nível de açúcar no sangue e reações cutâneas graves. Doses baixas de ácido acetilsalicílico reduzem a excreção de ácido úrico e isso pode desencadear ataque de gota em pacientes susceptíveis.

O uso prolongado pode causar distúrbios do sistema nervoso central, como dores de cabeçatonturas, zumbidos, alterações da visão, ou anemia devido à deficiência de ferro.

Se ocorrer qualquer uma dessas reações indesejáveis ou ao primeiro sinal de alergia, você deve parar de tomar ácido acetilsalicílico. Informe o médico, que decidirá quais medidas devem ser adotadas.

Se notar fezes pretas, informe o médico imediatamente, pois é sinal de séria hemorragia no estômago.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

O ácido acetilsalicílico não deve ser utilizado nas seguintes situações:

  • se for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a salicilatos ou a qualquer dos ingredientes do medicamento, se não tiver certeza de ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico;
  • asma brônquica;
  • se tiver tendência para sangramentos;
  • se tiver úlceras no estômago ou no intestino;
  • se já tiver tido crise de asma induzida pela administração de salicilatos ou outras substâncias semelhantes;
  • se estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana;
  • se tiver alteração grave da função dos rins;
  • se tiver alteração grave da função do fígado;
  • se tiver alteração grave da função do coração;
  • se estiver no último trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Administrar por via oral.
  • Observar sinais de superdosagem.
  • Orientar o paciente sobre risco de hemorragia.

Nos casos de superdosagem, o paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, sangramento oculto, rash cutâneo e hematomas.