
A posição de Trendelenburg é algo que surge regularmente quando se trata de leitos hospitalares. Com base no princípio de ter o corpo do paciente deitado de costas num ângulo de 15 a 30 com os pés mais altos do que a cabeça, foi originalmente pensado como uma solução para facilitar o acesso durante a cirurgia.
As diferenças
A posição de Trendelemburg é uma posição aplicada na área da saúde, que consiste em colocar o paciente em decúbito dorsal (deitado de costas), com o corpo inclinado para trás, pernas e pés acima do nível da cabeça. Essa posição é usada em casos de hemorragia, choque, edema, entre outros.
Já a posição de Trendelemburg reversa, também chamada de anti-Trendelemburg ou proclive, é o oposto da posição de Trendelemburg.
Nessa posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal, com a cabeça e o tórax em um plano mais alto que os pés, inclinando o leito em 25-30°.
Essa posição é usada para cirurgias da cavidade abdominal superior e da cabeça e pescoço, pois permite uma melhor exposição operatória e uma menor pressão intracraniana, no crânio para a contra-extensão de lesões espinhais, auxilia na drenagem cirúrgica de coleções pleurais e fístulas.
Referências:
- https://bjan-sba.org/article/10.1016/j.bjane.2021.04.028/pdf/rba-72-1-88-trans1.pdf
- https://www.scielo.br/j/reeusp/a/S6DCBKmDvHWZt3fbqkhwyxj/?format=pdf
- https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-07052009-105426/publico/Cleidileno_Teixeira.pdf

O isolamento é um conjunto de medidas técnicas para formar uma barreira asséptica, com o intuito de impedir a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para o outro, aos funcionários, visitantes, ao meio ambiente.
TENDO COMO OBJETIVOS:
- Reduzir a contaminação por meio da desinfecção concorrente e limpeza terminal;
- Proteger a equipe de saúde da unidade de tratamento, através de medidas assépticas;
- Impedir a disseminação de agente infeccioso de um paciente para outro, aos funcionários, aos visitantes e ao meio ambiente.
OS TIPOS DE ISOLAMENTO SÃO:
-
Isolamento reverso ou protetor: destina-se a paciente cuja resistência à infecção esteja seriamente comprometida. É necessário:
-
Quarto privativo necessário.
-
Manter a porta sempre fechada.
-
Capa: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto.
-
Máscara deve ser utilizada pelo paciente.
-
Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente.
-
Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente.
-
Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto.
-
Transporte de pacientes: deve ser evitada a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente.
Ex: Agranulocitose (até a remissão), doenças imunodepressivas de uma maneira geral, certos pacientes recebendo terapia imunossupressiva (até o término da terapia), certos pacientes com linfoma e leucemia (especialmente estágios finais da moléstia de Hodgkin e leucemia aguda), queimaduras e dermatites eczematosas, bolhosas ou vesiculares não-infectadas, extensas e graves (até a cura evidente da superfície da pele), recém-nascidos prematuros.
-
Isolamento Entérico: destina-se a prevenir a transmissão de doenças por contato direto ou indireto com fezes infectadas e objetos ou artigos contaminados. É necessário:
- Quarto privativo necessário.
- Capa: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto.
- Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente.
Ex: leptospirose, febre tifoide.
- Isolamento Total ou Rigoroso (IT): Para casos de doenças altamente contagiosas e que requerem cuidados completos. É necessário:
-
Quarto privativo necessário o qual a porta deve ser mantida fechada e com uma placa avisando Isolamento.
-
Capas, luvas e máscaras devem ser usados por todas as pessoas que entram no quarto.
-
Lavagem de mãos, na entrada e saída do quarto, deve ser obrigatória.
-
Material utilizado no paciente deve ser adequadamente embalados com duplo empacotamento ou devidamente identificados, antes de serem enviados ao CME.
Ex: Candidíase (em berçário e para imunodeprimidos), Diferia, Eczema vaccinatum, Enterecolite estafilocócica, Pneumonia estreptocócica, queimaduras e feridas extensas infectadas por Staphlococus aureus e Streptococcus do grupo A, Raiva, Rubéola (Síndrome congênita), Varíola, Varicela-zoster e outras.