Os Tipos de Diabetes

O diabetes é uma condição metabólica complexa, caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. Embora o diabetes tipo 1 e tipo 2 sejam os mais conhecidos, existem outras formas menos comuns que exigem abordagens específicas.

Esta publicação explora os diferentes tipos de diabetes, suas causas, sintomas e os cuidados de enfermagem essenciais para cada um.

Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1)

  • Causa: Doença autoimune que destrói as células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina.
  • Início: Mais comum em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.
  • Sintomas: Poliúria, polidipsia, perda de peso, fadiga e cetonúria.

Cuidados de Enfermagem:

  • Educação sobre automonitorização da glicemia.
  • Ensino de técnicas de aplicação de insulina.
  • Identificação e manejo de hipoglicemia e hiperglicemia.

Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2)

  • Causa: Resistência à insulina e/ou deficiência relativa de insulina.
  • Fatores de risco: Obesidade, sedentarismo, histórico familiar.
  • Sintomas: Muitos são assintomáticos; em casos avançados, pode haver poliúria, polidipsia e visão turva.

Cuidados de Enfermagem:

  • Promoção de mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios).
  • Acompanhamento de medicação oral ou insulina, se necessário.
  • Rastreamento de complicações (retinopatia, neuropatia).

Diabetes Gestacional (DG)

  • Causa: Intolerância à glicose diagnosticada durante a gravidez.
  • Risco aumentado para: Macrossomia fetal e diabetes tipo 2 pós-parto.

Cuidados de Enfermagem:

  • Monitoramento rigoroso da glicemia capilar.
  • Orientação sobre dieta equilibrada e atividade física segura.
  • Encaminhamento para acompanhamento pós-parto.

Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA)

  • Causa: Autoimune, com destruição lenta das células beta.
  • Semelhanças: Combina características do DM1 e DM2 (diagnóstico em adultos, mas progressão para dependência de insulina).

Cuidados de Enfermagem:

  • Semelhantes ao DM1, com foco na transição para terapia com insulina.

Diabetes de Início na Maturidade dos Jovens (MODY)

  • Causa: Mutação genética que afeta a função das células beta.
  • Herança: Autossômica dominante (histórico familiar forte).

Cuidados de Enfermagem:

  • Aconselhamento genético e manejo personalizado (alguns casos respondem a sulfonilureias).

Diabetes Insipidus

  • Causa: Deficiência de vasopressina (hormônio antidiurético) ou resistência renal a ele.
  • Sintomas: Poliúria extrema, sede excessiva, desidratação.

Cuidados de Enfermagem:

  • Monitorar balanço hídrico e eletrólitos.
  • Administrar desmopressina (se necessário).

Diabetes Neonatal (Transitório ou Permanente)

  • Causa: Mutações genéticas (ex.: gene KCNJ11).
  • Diagnóstico: Nos primeiros meses de vida.

Cuidados de Enfermagem:

  • Controle rigoroso da glicemia em recém-nascidos.
  • Acompanhamento com endocrinologista pediátrico.

Diabetes Mitocondrial

  • Causa: Mutação no DNA mitocondrial (ex.: síndrome MELAS).
  • Associado a: Perda auditiva, miopatia.

Cuidados de Enfermagem:

  • Abordagem multidisciplinar (neurologia, endocrinologia).

O diabetes apresenta diversas formas, cada uma exigindo diagnóstico preciso e manejo individualizado. A enfermagem desempenha um papel crucial na educação do paciente, monitoramento glicêmico e prevenção de complicações.

Referências:

  1. AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (ADA). Classification and Diagnosis of Diabetes. Diabetes Care, v. 46, n. 1, p. S19-S40, 2023. Disponível em: https://diabetesjournals.org/care/article/46/Supplement_1/S19/148055/2-Classification-and-Diagnosis-of-Diabetes.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o Manejo do Diabetes Mellitus. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES (SBD). Diretrizes SBD 2023-2024. Disponível em: https://diabetes.org.br/.
  4. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diabetes. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diabetes.

Diabetes Mellitus Tipo 1

Diabetes Mellitus

diabetes tipo 1, também chamado de diabetes mellitus tipo 1, aparece – normalmente – na infância ou na adolescência, mas claro que pode ser diagnosticada em adultos também. Entre 5% e 10% das pessoas possuem o tipo 1 de diabetes.

A causa desse tipo é pela incapacidade do pâncreas em produzir e adequar a insulina adequada e suficientemente. Dessa forma, a glicose permanece no sangue e não é usada como energia.

Causas raras para a Diabetes do Tipo 1 existem:

  • Pancreatite,
  • Uso prolongado de esteroides, por exemplo,
  • Doenças – hemocromatose, câncer de pâncreas ou fibrose cística.

SINTOMAS E O DIAGNÓSTICO

Diferentemente do diabetes tipo 2, os sintomas do diabetes tipo 1 aparecem rapidamente!

Vontade frequente de urinar, emagrecimento e sede excessiva são os principais sintomas. Mas existem vários outros:

  • Fome frequente,
  • Fadiga,
  • Fraqueza,
  • Nervosismo,
  • Alterações de humor,
  • Náuseas,
  • Vômitos.

O diabetes mellitus tipo 1 pode se agravar? Sim, e muito! Se o diagnóstico for tardio, o corpo começará a quebrar gorduras e músculos para gerar energia, pois as células não conseguirão glicose necessária para produzir energia suficiente.

Geralmente, o diagnóstico é realizado através de exame de sangue – glicemia de jejum – e Curva Glicêmica – exame oral de tolerância à glicose.

TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 1

O tratamento do diabetes mellitus tipo 1 é realizado através do uso diário de insulina (que pode ser injetável ou em comprimidos) – com o objetivo de manter os níveis de açúcar no sangue apropriados.

Como não tem cura, a pessoa deve aprender a conviver com a doença. Por isso, é essencial uma alimentação saudável, isenta de açúcar e com poucos carboidratos.

Não esquecendo que praticar atividades físicas leves (por exemplo, natação ou caminhada) também devem se tornar prioridades na vida do diabético.

Tratar a doença devidamente evita que complicações apareçam!

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