Os tipos de Embolia

A embolia é um evento no qual um corpo estranho presente na corrente sanguínea viaja pelo organismo e acaba ficando impactado em uma artéria, geralmente de pequeno calibre, provocando obstrução da passagem de sangue e consequente isquemia dos tecidos nutridos pelo vaso obstruído.

Os Tipos de Embolia (Êmbolo)

O corpo estranho que provoca a embolia é chamado de êmbolo. Existem vários tipos de embolia, cada um com suas características específicas:

Embolia por Colesterol

    • Ocorre quando pequenos fragmentos de placas de colesterol se desprendem das paredes das artérias e viajam pela corrente sanguínea.
    • Esses fragmentos podem obstruir vasos sanguíneos, causando isquemia nos tecidos afetados.
    • Geralmente associada a doenças ateroscleróticas.

Embolia por Gordura

    • Resulta da liberação de pequenas gotículas de gordura na circulação sanguínea.
    • Pode ocorrer após fraturas ósseas, especialmente fraturas longas como as do fêmur.
    • Os êmbolos de gordura podem obstruir vasos sanguíneos nos pulmões, cérebro e outros órgãos.

Embolia por Gás

    • Ocorre quando bolhas de gás entram na corrente sanguínea.
    • Pode ser causada por trauma, procedimentos médicos ou mergulho profundo.
    • A embolia gasosa pode afetar o cérebro, coração e outros órgãos.

Embolia por Líquido Amniótico:

    • Rara, mas grave.
    • O líquido amniótico, que envolve o feto durante a gravidez, entra na corrente sanguínea da mãe.
    • Pode causar insuficiência cardíaca, dificuldade respiratória e até morte.

Embolia Tumoral

    • Ocorre quando células cancerígenas ou fragmentos de tumores se desprendem e viajam pelo sangue.
    • Esses êmbolos podem se alojar em outros órgãos, causando complicações graves.

Embolia por Corpo Estranho

    • Resulta da entrada acidental de objetos estranhos na corrente sanguínea.
    • Exemplos incluem fragmentos de cateteres, agulhas ou próteses.
    • Pode levar à obstrução vascular e danos aos tecidos.

Embolia Parasitária

    • Causada por parasitas que entram na circulação sanguínea.
    • Exemplos incluem a embolia por Schistosoma (causador da esquistossomose) e a embolia por filárias.

Cuidados de Enfermagem

  1. Monitoramento Contínuo:
    • Avalie constantemente os sinais vitais do paciente, incluindo frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de oxigênio.
    • Observe qualquer alteração súbita nos sinais vitais, que pode indicar uma complicação relacionada à embolia.
  2. Prevenção de Novas Embolias:
    • Identifique e trate fatores de risco subjacentes, como doenças cardíacas, trombose venosa profunda (TVP) ou aterosclerose.
    • Incentive a mobilização precoce para prevenir a estase sanguínea e a formação de coágulos.
  3. Monitoramento Respiratório:
    • Pacientes com embolia pulmonar devem ser monitorados quanto à dispneia, dor torácica, tosse e sibilos.
    • Administre oxigênio conforme necessário e observe a saturação de oxigênio.
  4. Anticoagulação:
    • Se o paciente estiver em tratamento anticoagulante (como heparina ou varfarina), monitore os níveis de coagulação e ajuste a dose conforme necessário.
    • Eduque o paciente sobre a importância da adesão ao tratamento anticoagulante e os sinais de sangramento excessivo.
  5. Posicionamento Adequado:
    • Elevação das pernas pode ajudar a melhorar o retorno venoso e reduzir o risco de formação de coágulos.
    • Evite posições que possam comprimir vasos sanguíneos.
  6. Avaliação Neurológica:
    • Pacientes com embolia cerebral devem ser avaliados quanto a alterações neurológicas, como fraqueza, dormência, dificuldade na fala ou confusão.
    • Observe sinais de acidente vascular cerebral (AVC) ou isquemia cerebral.
  7. Suporte Psicológico:
    • A embolia pode ser uma experiência assustadora para o paciente. Ofereça apoio emocional e eduque-o sobre sua condição.

Lembre-se de que essas são diretrizes gerais e que o plano de cuidados específico deve ser adaptado às necessidades individuais de cada paciente.

Referências:

  1. MD Saúde
  2. Educar Saúde

Protocolo de Profilaxia de Tromboembolismo Venoso (TEV)

A Tromboembolia Venosa (TEV), que inclui tanto trombose venosa profunda (TVP) como sua complicação mais grave, a embolia pulmonar (TEP) está presente em cerca de 1/3 dos pacientes internados e contribui como causa de morte em até 10% deles.

Apesar da Magnitude o diagnóstico de TEV ainda é pouco pensado antes do Óbito e isto contribui para as baixas taxas de profilaxia identificadas mesmos com estudos mais recentes.

Pacientes internados com perda de mobilidade seja por conta de cirurgia ou condição clinica como infecção, doença pulmonar, cardíaca, acidente vascular cerebral, delirium, representam a população de maior risco.

Além disso a presença de condições associadas altamente ao TEV como neoplasias ou histórico familiar ou mesmo fatores de riscos mais comum, como varizes, obesidade, tabagismo, terapia hormonal contribuem para o aumento do risco.

Todo paciente que interna deve ser avaliado e uma vez detectado o risco de TEV deve receber profilaxia farmacológica por 6 a 14 dias exceto se apresentarem contraindicação.

Os pacientes ortopédicos e artroplastias de joelho e quadril representam o grupo de pacientes cirúrgicos com maior risco de trombose que se estende muito além do período da internação.

Nestes casos a profilaxia estendida traz benefícios evidentes. O correto planejamento da profilaxia visa a redução da ocorrência de TEV e suas consequências e a redução de custo com tratamento hospitalar.

FATORES DE RISCO DE TEV

Algumas condições clínicas devem ser levadas em consideração e representam risco adicional para o desenvolvimento de complicações tromboembolíticas nesses pacientes, são elas:

Contraindicação para profilaxia medicamentosa

Absolutas

  • Hipersensilidades a heparinas
  • Plaquetopenia induzida a heparina
  • Sangramento ativo

Relativas

  • Cirurgia intracraniana recente
  • Coleta de líquor nas últimas 24 horas
  • Diátese hemorrágica (alteração de plaquetas e coagulograma)
  • Hipertensão arterial não controlada
  • Insuficiência renal (clearance menor que 30ml/min)

Obs: Pacientes com Insuficiência renal dar preferência por Heparinas não fracionadas, devido à menor eliminação renal do que as heparinas de baixo peso molecular e a possibilidade de monitorização no tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) que não deve alterar quando utilizam doses profiláticas, sua alteração indicará correção na dose.

Profilaxia com Métodos Mecânicos

Quando o paciente tiver risco aumentado de TEV e contraindicações a utilização de profilaxia medicamentosa devem ser utilizados métodos mecânicos de profilaxia como meia
elástica, dispositivos mecânicos como Compressão pneumática.

Mas existe casos que os métodos são contraindicados conforme descritos abaixo:

  • Fratura exposta
  • Infecção de membros inferiores
  • Insuficiência arterial periférica de membros inferiores
  • Insuficiência cardíaca grave
  • Ulcera de membros inferiores

PACIENTES CIRURGICOS

O desenvolvimento de TEV nestes pacientes é de acordo com idade, tipo de cirurgia e presença de fatores associados. Pacientes jovens sem fatores de riscos adicionais e submetidos a procedimentos de pequeno porte, não necessitam de profilaxia especifica.

Já idosos com presença de fatores de risco ou submetidos a procedimentos de alto risco apresentam alto risco.

Esquema de profilaxia medicamentosa:

Risco intermediário:

  • Heparina não fracionada: 5000UI de 12 em 12 horas
  • Enoxaparina 20mg 1x ao dia
  • Foundaparinux 2,5mg 1x ao dia

Paciente de alto Risco:

  • Heparina não fracionada: 5000UI de 8 em 8 horas
  • Enoxaparina 40mg 1x ao dia
  • Foundaparinux 2,5mg 1x ao dia

Estes pacientes devem receber profilaxia medicamentosa juntamente associada a profilaxia mecânica e a profilaxia estendida deve ser mantida de 7 a 10 dias independente da alta e deambulação.

Estas recomendações são validas para todos os tipos de cirurgias: geral, vascular, ginecológica, urológica, laparoscópica, bariátrica, torácica, cardíaca, cabeça e pescoço, ortopédica, neurologia e de trauma.

Em pacientes ortopédicos com alto risco de TEV pode iniciar a HBPM 12 horas antes ou 12 a 24 horas após a cirurgia. Pode incluir também para cesárias, cirurgias de cabeça e pescoço, procedimentos ginecológicos ou urológicos simples, como retirada de cisto ou ressecção transuretal de próstata, cirurgias ortopédicas de membros inferiores e superiores, procedimentos vasculares não fracionados.

Trombocitopenia induzida por Heparina

É uma complicação que ocorre no uso dos dois tipos não fracionada ou de baixo peso. Tem início nos primeiros dias e dificilmente as plaquetas atingem níveis inferiores a
100000/mm3. Com a suspensão há regressão deste evento.

Durante a utilização de heparina recomenda-se a realização de contagem de plaquetas pelo menos 2 vezes por semana.

Profilaxia em situações especificas

Artoplastia e fratura de quadril:

  • HBPM ou varfarina (mantendo RNI entre 2 e 3)
  • Dabigratana 220 mgVO 1x ao dia (110mg na primeira dose após 4 horas de cirurgia)
  • Rivaroxabana 10mg 1x ao dia 6 a 8 horas após a cirurgia
  • Não utilizar HNF, aspirina e dextran como profilaxia isoladas.
  • Manter por 5 semanas

Artroplastia de Joelho

  • HBPM ou warfarina (mantendo RNI entre 2 e 3)
  • Dabigratana 220 mgVO 1x ao dia (110mg na primeira dose após 4 horas de cirurgia)
  • Rivaroxabana 10mg 1x ao dia 6 a 8 horas após a cirurgia
  • Não utilizar HNF, aspirina e dextran como profilaxia isoladas.
  • Manter por 10 dias podendo ter estendida por 5 semanas
  • O uso ideal é compressão pneumática o dia todo por pelo menos 10 dias, é uma alternativa a profilaxia medicamentosa.

Cirurgia Oncológica curativa

  • Manter a profilaxia por 4 semanas

Trauma

  • Manter a profilaxia também na fase de recuperação, podendo ser utilizada heparina de baixo peso molecular ou warfarina (manter INR de 2 a 3).

Cirurgia Bariátrica

  • Pacientes submetidos procedimentos cirúrgico considerados de baixo risco podem ainda apresentar trombose, particularmente aqueles mais idosos ou fator de risco associado. Nestes casos a avaliação deve ser individualizada e podendo optar-se pela prescrição da profilaxia.

Métodos Mecânicos

  • Embora a eficácia de métodos físicos nunca tenha sido comparada diretamente coma a da profilaxia medicamentosa, eles devem ser usados sempre que houver contraindicações a profilaxia medicamentosa. Pacientes considerados de alto risco e sem contraindicação podem se beneficiar da profilaxia.

PACIENTES CLÍNICOS

A profilaxia de TEV em pacientes clínicos não é tão estudada como cirúrgicos. Ao contrario destes, que muitas vezes apresentam procedimento cirúrgico como o único fator de risco, os pacientes clínicos podem apresentar vários fatores de risco que se matem por períodos indeterminados, obrigando a uma profilaxia prolongada.

Devido a falta de estudos bem conduzidos utilizando profilaxia mecânica, recomenda-se a profilaxia medicamentosa como forma mais eficaz para prevenção de TEV em pacientes clínicos.

As recomendações para apresentadas no protocolo baseiam-se nas diretrizes do American College of chest Physicians e nas diretrizes brasileiras de profilaxia de TEV para pacientes internados.

É recomendado profilaxia de TEV em pacientes internados a mais de 40 anos e que permaneçam deitados ou sentados à beira leito por mais da metade das horas do dia exceto as horas de sono e que tenham pelo menos 1 fator de risco para TEV. Paciente abaixo de 40 anos devem ser seu risco avaliado individualmente.

Veja aqui um exemplo do Protocolo de TEV empregado ao HCor.

Referências:

  1. . Protocolo Clínico Gerenciado de Prevenção de Tromboembolismo Vensoso (TEV) – Hospital Paulistano – 2014;
  2.  Protocolo de Profilaxia de Tromboembolismo Venoso em Pacientes Internados – Hospital Sírio Libanês – ano 2013;
  3.  Avaliação de Risco de Tromboembolismo Venoso – Hospital São Luiz – Rede D’or – ano 2014
  4.  Projeto de TEV – Hospital Santa Luzia e Hosp. do Coração do Brasil – Rede D’or- 2014;
  5. Fluxo do Protocolo de Profilaxia de TEV do Hospital Alberto Urquiza Wanderley – UNIMED João Pessoa. 

Padrão S1Q3T3 e o TEP

O ECG é um exame simples e amplamente disponível que deve ser realizado em todo paciente suspeito, ainda que não possua sensibilidade e especificidade suficientes para afastar ou confirmar o diagnóstico de TEP.

O padrão S1Q3T3 é relativamente específico, porém, pouco sensível para o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar. A persistência da onda S até as derivações da esquerda sugere um quadro de sobrecarga do ventrículo direito, que favorece ainda mais o diagnóstico de TEP.

A presença de um iQTc aumentado nos mostra que a duração da sístole elétrica do coração está aumentada e pode significar um sofrimento miocárdico.

Características de uma suposta TEP

A presença de dispneia súbita, taquipneia (frequência respiratória maior que 25), edema de membros inferiores e taquicardia em associação com os achados eletrocardiográficos torna mais provável o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP).

TEP (Tromboembolismo Pulmonar) é uma emergência cardiovascular relativamente comum, acometendo 23 em 100.000 habitantes, segundo dados americanos.

É frequentemente fatal e apresenta uma taxa de mortalidade de aproximadamente 30% nos casos não tratados. TEP é um diagnóstico difícil por ter apresentações clínicas variáveis e inespecíficas.

Métodos alternativos de investigação

Outros métodos propedêuticos, com indicações específicas, orientadas pelo raciocínio clínico, podem ser solicitados, podendo se citar: D-dímero, cintilografia pulmonar, ecocardiograma, tomografia computadorizada helicoidal, ressonância magnética e arteriografia pulmonar.

Observações

  • TEP é uma doença comum e frequentemente fatal;
  • TEP tem apresentações clínicas inespecíficas e variáveis, o que torna seu diagnóstico difícil;
  • Apesar de não ser o exame de escolha para o diagnóstico, o ECG tem seu papel na investigação de TEP, por ser um exame não invasivo, de grande disponibilidade, baixo custo e por ser útil para afastar a possibilidade de infarto agudo do miocárdio.

Referências:

  1. Moffa PJ, Sanches PCR. Eletrocardiograma normal e patológico. 7 Ed. Roca, 2001.
  2. Kelley MA, Carson JL, Palevsky HI et al. Diagnosing pulmonary embolism: New facts and strategies. Ann Intern Med 1991;114:300-306
  3. http://www.uptodate.com/contents/overview-of-acute-pulmonaryembolism?source=search_result&selectedTitle=1~150
  4. http://www.uptodate.com/contents/diagnosis-of-acute-pulmonaryembolism?source=search_result&selectedTitle=3~150
  5. Diretriz de Embolia Pulmonar – http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2004/EmboliaPulmonar.pdf
  6. Feldman, José; Goldwasser, Gerson P. Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação. Rev. SOCERJ;17(4):251-256, out.-dez. 2004.
  7. Diretrizes de Interpretação de Eletrocardiograma de Repouso. Arq Bras Cardiol volume 80, (suplemento II), 2003

Dímero-D

O Dímero-D ou D-Dímero, é um marcador que indica a formação de coágulos sanguíneos no organismo e é um importante teste complementar para diagnóstico de diversas doenças, inclusive COVID-19.

Mas a sua principal utilização se dá na triagem e diagnóstico de pacientes com trombose. Pesquisas apontam que mulheres de 20 a 40 anos são as mais afetadas pela condição, pois estão mais expostas aos fatores de risco da doença.

A Função do Dímero-D

O corpo humano possui um sistema de coagulação que permite estancar sangramentos de forma rápida e eficaz. Em caso de lesões, o fibrinogênio, uma proteína necessária para que as plaquetas se juntem e deem início ao processo de coagulação, é ativado.

No processo de coagulação, ele se converte em fibrina. Quando a lesão é curada, outro elemento, a plasmina, digere a fibrina do coágulo (também chamado de trombo). Desse processo de degradação do coágulo, são liberados na corrente sanguínea alguns fragmentos, entre eles, o D-Dímero.

Todo o processo de coagulação, assim como a liberação dos elementos bioquímicos relacionados, são normais ao organismo e importantes para seu funcionamento correto. Entretanto, distúrbios genéticos ou hábitos não saudáveis podem desencadear a produção de coágulos onde não há sangramentos.

Sendo assim, a quantificação do D-Dímero no organismo pode auxiliar no diagnóstico de distúrbios relacionados à coagulação sanguínea.

A formação de coágulos sanguíneos no organismo também é conhecida por tromboembolismo venoso (TEV). O termo inclui as condições Trombose Venosa Profunda (TVP) ou Embolia Pulmonar (EP).

Importante apontar que níveis elevados de D-Dímero no organismo são comuns após cirurgias, traumas ou infecções. Entretanto, também podem indicar Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar. Cabe ao profissional de saúde avaliar resultado do exame junto a outros fatores.

Quando Dímero-D está elevado, pode indicar situações que levam a alteração na formação de coágulos, como:

  • Coagulação intravascular disseminada;
  • Após grandes cirurgias;
  • Grandes traumas;
  • Durante a gravidez;
  • Doenças cardíacas, renais ou hepáticas;
  • Inflamações;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Alguns tipos de câncer;
  • COVID-19, em alguns casos.

Exames Complementares

Além da avaliação do dímero-D, é importante que sejam realizados outros exames que ajudem a identificar a causa do aumento desse marcador.

Assim, de acordo com o histórico de saúde da pessoa e presença de sintomas, pode ser recomendado pelo médico a realização do hemograma, exames para avaliar a função do fígado, rins e coração e dosagem da lactato desidrogenase e proteína C reativa.

Outros exames que podem ser solicitados juntamente com o D-dímero são tempo de protrombina, tempo de trombina, tempo de sangramento e tempo de tromboplastina parcial, que são exames que fazem parte do coagulograma e que permitem avaliar se o processo de coagulação está acontecendo normalmente.

Referências:

  1. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/anticoncepcional-so-com-prescricao-medica
  2. https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/04-TROMBOEMBOLISMO_VENOSO_E_CONTRACEPTIVOS_HORMONAIS_COMBINADOS.pdf
  3. http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2959-trombose
  4. https://www.mastereditora.com.br/periodico/20190905_224655.pdf
  5. https://www.scielo.br/pdf/abc/2011nahead/aop01211.pdf
  6. http://www.sbpc.org.br/upload/congressos/2_Doencas_tromboembolicas.pdf
  7. https://emedicine.medscape.com/article/300901-overview
  8. https://emedicine.medscape.com/article/1911303-overview

¿Qué es la embolia pulmonar?

embolia pulmonar

La embolia pulmonar, también conocida como tromboembolismo pulmonar (TEP), es el bloqueo de la arteria pulmonar o una de sus ramas. Generalmente ocurre cuando un trombo venoso (sangre coagulada de una vena) se mueve desde su sitio de formación y viaja, o emboliza, al suministro de sangre arterial de uno de los pulmones.

¿Cuáles son los signos y síntomas?

Los síntomas pueden incluir dificultad para respirar, dolor en el pecho al inhalar y tos con sangre.

También pueden presentarse síntomas de trombosis venosa profunda en la extremidad inferior, como hiperemia, calor, hinchazón y dolor.

Los signos clínicos incluyen baja saturación de oxígeno en la sangre, respiración rápida y taquicardia. Los casos graves de embolia pulmonar no tratada pueden provocar pérdida de conciencia, inestabilidad circulatoria y muerte súbita.

¿Qué causa una embolia?

La mayoría de las veces es causada por la presencia de un coágulo de sangre en una arteria, que bloquea el paso de la sangre. Este coágulo generalmente se deriva de las venas de las piernas (principalmente de la región del muslo) o de la pelvis (área de las caderas).

Este tipo de coágulo también se conoce como trombosis venosa profunda (TVP). La TVP se desprende y se mueve hacia los pulmones.

Las causas menos comunes incluyen burbujas de aire, gotas de grasa, líquido amniótico, parásitos o células cancerosas.

Existen factores de riesgo, ¿cuáles son los principales?

  • Antecedentes familiares de trombosis venosa profunda o embolia pulmonar;
  • Problemas del corazón como presión arterial alta, hipertensión y otras afecciones cardiovasculares;
  • Algunos tipos de cáncer, especialmente páncreas, ovarios y pulmones, además de algunas metástasis. Las mujeres con antecedentes de cáncer de mama también pueden desarrollar el problema;
  • Descansar demasiado y acostarse también puede provocar una embolia pulmonar, como después de una cirugía, un ataque cardíaco, una fractura de pierna o cualquier otra enfermedad grave que requiera hospitalización;
  • Quedarse demasiado tiempo también es un factor de riesgo, especialmente durante los días laborales y viajar en avión o automóvil;
  • Humo;
  • La obesidad;
  • Los suplementos de estrógeno, comunes en las píldoras anticonceptivas y la terapia de reemplazo hormonal;
  • El embarazo.

Algunos cuidados de enfermería con pacientes de TEP

  • Mantener la oximetría de pulso y comunicar desaturación;
  • Compruebe FR y regístrese. Notifique si cambia: FR> 24 rpm, angustia intensa, inquietud y uso de los músculos accesorios;
  • Realizar auscultación pulmonar en busca de adventicia y / o campos pulmonares con VM ausente;
  • Mantener la monitorización cardíaca: trazado electrocardiográfico y HR. Informe si la taquicardia / arritmia;
  • Programe la medición de la PA cada 15/15 minutos. Si hay hipotensión o acortamiento de la presión del pulso, comuníquese;
  • Realizar auscultación cardíaca. Registre en el registro médico e informe al médico si aparece un tercer latido cardíaco, galope y / o válvula;
  • Esté atento a los signos de shock: hipotensión, desorientación, taquicardia, piel fría, pegajosa y palidez.

O Que é Embolia Pulmonar?

Embolia Pulmonar

A Embolia Pulmonar, também conhecida como tromboembolismo pulmonar (TEP), é o bloqueio da artéria pulmonar ou de um de seus ramos. Geralmente, ocorre quando um trombo venoso (sangue coagulado de uma veia) se desloca de seu local de formação e viaja, ou emboliza, para o fornecimento sanguíneo arterial de um dos pulmões.

Quais são os Sinais e Sintomas Característicos?

Os sintomas podem incluir falta de ar, dor torácica na inspiração e tosse com sangue.

Sintomas de trombose venosa profunda em membro inferior também podem estar presentes, como hiperemia, calor, inchaço e dor.

Os sinais clínicos incluem baixa saturação de oxigênio sanguíneo, respiração acelerada e taquicardia. Casos graves de embolia pulmonar não tratada podem levar a perda de consciência, instabilidade circulatória e morte súbita.

O que causa uma Embolia?

É mais frequentemente causada pela presença um coágulo de sangue em uma artéria, que bloqueia a passagem de sangue. Esse coágulo é geralmente proveniente de veias perna (principalmente da região da coxa) ou da pélvis (área dos quadris).

Esse tipo de coágulo é chamado também de trombose venosa profunda (TVP). O TVP se solta e se desloca para os pulmões.

Causas menos comuns incluem bolhas de ar, gotículas de gordura, líquido amniótico, parasitas ou células cancerosas.

Há fatores de risco, quais são as principais?

  • Histórico familiar de trombose venosa profunda ou de embolia pulmonar;
  • Problemas cardíacos, como pressão alta, hipertensão e outras condições cardiovasculares;
  • Alguns tipos de câncer, especialmente pâncreas, ovários e no pulmão, além de algumas metástases. Mulheres com histórico de câncer de mama também podem desenvolver o problema;
  • Ficar muito tempo de repouso e deitado pode levar a uma embolia pulmonar também, como após uma cirurgia, um ataque cardíaco, uma fratura na perna ou qualquer outra doença grave que necessitasse de internação hospitalar;
  • Ficar muito tempo sentado também é um fator de risco, especialmente durante jornadas de trabalho e viagens de avião ou automóvel;
  • Fumo;
  • Obesidade;
  • Suplementos de estrogênio, comum em pílulas anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal;
  • Gravidez.

Alguns Cuidados de Enfermagem com pacientes em TEP

  • Manter oximetria de pulso e comunicar desaturação;
  • Verificar FR e registrar. Notificar caso alterações: FR >24 rpm, angustia intensa, inquietação e uso de musculatura acessória;
  • Realizar ausculta pulmonar em busca de adventícios e ou campos pulmonares com MV ausentes;
  • Manter em monitorização cardíaca: traçado eletrocardiográfico e FC. Comunicar se taquicardia/arritmia;
  • Programar aferição de PA a cada 15/15 minutos. Se hipotensão ou encurtamento da pressão de pulso, comunicar;
  • Realizar ausculta cardíaca. Registrar no prontuário e comunicar ao médico se surgimento de 3ª bulha, galope e ou sopro valvar;
  • Estar atento para sinais de choque: hipotensão, desorientação, taquicardia, pele fria, pegajosa e palidez.

Profilaxia Mecânica para TEV: As Meias Compressivas

trombose

Tromboembolismo Venoso (TEV)

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença muito mais frequente do que se imagina, principalmente nos pacientes acamados ou hospitalizados.

O TEV inclui a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP), que á uma condição grave e potencialmente fatal que pode complicar a evolução de pacientes em geral, em específico com câncer.

Mas o que é a trombose?

Por algumas razões, o sangue pode coagular ao passar por um determinado lugar dentro de uma artéria ou de uma veia, formando então um pequeno coágulo que se adere às paredes do vaso, também chamado pelos médicos de trombas.

Cada vez que um trombo se forma, pode causar sintomas importantes, dependendo da região em que é formado. E isto que chamamos de trombose. quando a trombose ocorre em uma artéria, é chamada de trombose arterial. quando ocorre em uma veia, estamos diante de uma trombose venosa.

A TEV e a TVP são a mesma coisa?

Não são a mesma coisa, mas estão extremamente relacionados. TEV significa Tromboembolismo Venoso, um termo que inclui tanto a Trombose Venosa Profunda (TVP) como a sua maior complicação, que á a embolia pulmonar.

A TVP, como o próprio nome diz, significa a formação de um trombo (um coágulo de sangue) em uma veia localizada profundamente, na maioria das vezes nas pernas. Muitas vezes, parte desse coágulo se solta, “viaja” pelas veias e para em uma das veias do pulmão, e á isto que chamamos de embolia pulmonar.

Tendo-se assim:

TEV = TVP + EP

O que contribui para o desenvolvimento da TEV?

As chances de se fazer um trombo em determinada veia dependem do número de fatores de risco presentes. Conforme Rudolph Virchow, um estudioso do assunto do século XIX, criou a chamada Tríade de Virchow, que reúne três fatores que predispõem ao desenvolvimento de TEV:

  • REDUÇÃO DO FLUXO DE SANGUE: no interior de um vaso. Isto acontece, por exemplo, quando alguém está engessado, acamado ou permanece sentado por muito tempo (em uma viagem mais prolongada, por exemplo).
  • COAGULAÇÃO AUMENTADA DO SANGUE: Isto pode acontecer em pacientes com câncer ou que perderam muito sangue em uma cirurgia, por exemplo. Também algumas doenças genéticas mais raras podem contribuir para o aumento da coagulação do sangue.
  • LESÕES DA PAREDE INTERNA DOS VASOS: Isto pode ocorrer também durante uma cirurgia. O processo que o organismo desencadeia para tentar “consertar” essa lesão estimula um processo exagerado de coagulação.

Você sabia que existem outros fatores de risco para o tromboembolismo venoso…?

  • Idade mais avançada (acima de 40 anos);
  • Obesidade;
  • Presença de varizes nas pernas;
  • Problemas congênitos ;
  • Gravidez (risco quatro vezes maior) ;
  • Pós-parto (3-5 vezes maior do que na gravidez) ;
  • Diversos tipos de câncer ;
  • AVC (acidente vascular cerebral) ;
  • Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (risco de TVP por volta de 70%) ;
  • Doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca, bronquite, enfisema pulmonar.;
  • Doenças agudas, como o infarto do miocárdio e infecções;
  • Uso de medicações como os contraceptivos orais e as drogas para o tratamento de câncer;
  • Fraturas ósseas, etc.;

Quais são as sinais e sintomas decorrentes?

  • Dor: é o sintoma mais comum. Ocorre devido a pressão que o edema causa sobre as terminações nervosas do membro afetado;
  • Edema: é causado pelo aumento da pressão venosa, sendo sempre unilateral;
  • Febre, taquicardia, mal-estar- ocasionados pela liberação dos marcadores inflamatórios na corrente sanguínea;
  • Dilatação das veias superficiais do membro afetado;
  • Empastamento muscular;
  • Cianose do membro;
  • Aumento da temperatura e dor dos trajetos venosos.

Como é diagnosticado?

Atualmente, o exame complementar mais utilizado em pacientes de UTI para o diagnóstico da TVP é o Doppler Venoso Colorido, com uma média de 97% de especificidade para o diagnóstico. D emprego de exames de laboratório também ajudam no diagnóstico, sendo os de coagulação e a dosagem de Dímero D os mais empregados.

Quais são os cuidados intensivos de Enfermagem?

Podemos dividir os cuidados de enfermagem em duas situações. Cuidados com pacientes com TEV já diagnosticada e cuidados preventivos para o surgimento de TEV em pacientes internados em terapia intensiva.

Cuidados Intensivos de Enfermagem ao Paciente com TEV

  • Deve-se estar atento a queixas de tosse, dispnéia, hemoptise;
  • Observar presença de cianose;
  • Ficar atento a quedas de saturação de oxigênio;
  • Medir diariamente a circunferência do membro afetado;
  • Avaliar a perfusão do membro afetado;
  • Sabe-se que todo paciente de UTI permanece no leito, mas o repouso absoluto á necessário;
  • Manter o paciente em Trendelemburg ( pois diminui a pressão hidrostática, diminui o edema e alivia dor);
  • Colocar meias elásticas de média compressão;
  • Rodiziar o local de aplicação de heparina subcutânea;
  • Se o paciente estiver usando heparina endovenosa, utilizar sempre bomba de infusão;
  • Ficar atento a sinais de hemorragia;
  • Acompanhar diariamente os nívei de plaquetas no sangue ( risco de trombocitopenia);
  • Na presença de trompocitopenia, evitar punções arteriais, venosas e escavação dentária pelo risco de sangramento, devendo a higiene oral ser realizada com água e bochecho com antisséptico;
  • Aplicar pomadas antitrombóticas nos hematomas.

Cuidados Preventivas ao Aparecimento da TEV

Todo paciente de risco para TEV internado em UTI deve receber algum tipo de tratamento preventivo (farmacológico, mecânico ou associado). O método preventivo deve ser seguro e efetivo. Algumas medidas mecânicas orientadas pelos enfermeiros intensivistas aos técnicos de enfermagem são:

  • Estimulação da hidratação adequada (respeitando sempre a restrição hídrica do paciente);
  • Orientar a movimentação passiva e ativa dos membros inferiores; – Uso de meias de compressão graduada;
  • Utilização de compressão pneumática intermitente (uso de bomba pneumática ou botas pneumáticas, onde seu uso depende de uma equipe bem treinada).