Máscara RCP Pocket Mask

A máscara Pocket Mask é um dispositivo utilizado durante a reanimação cardiopulmonar (RCP) para auxiliar na ventilação do paciente.  Ela possui uma válvula unidirecional que permite a passagem do ar do socorrista para o paciente, evitando o contato direto entre eles.

Como usar?

    • O socorrista deve adaptar a máscara sobre a boca e vias aéreas da vítima.
    • Coloque sua boca com firmeza sobre a máscara.
    • Encha o peito de ar e sopre para dentro da máscara, observando a elevação do tórax.
    • Tenha o cuidado de deixar que o ar saia do tórax da vítima antes de proceder a outra ventilação.

Cuidados durante o uso

    • Verifique se a máscara está limpa e em boas condições antes de usá-la.
    • Mantenha a máscara firmemente contra o rosto da vítima para garantir uma vedação adequada.
    • Utilize vias respiratórias adjuvantes, como cânulas nasofaríngeas ou orofaríngeas, para manter a via respiratória pérvia durante a ventilação com a Pocket Mask.

Lembre-se de que a RCP é uma sequência organizada de ações, e o uso correto da Pocket Mask pode fazer a diferença na sobrevivência da vítima.

Seja diligente e siga as diretrizes adequadas para obter os melhores resultados.

Referências:

  1. UFRRJ
  2. Como aplicar ventilação com bolsa-válvula-máscara (ambu) – Medicina de cuidados críticos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)
  3. MÁSCARA POCKET MASK – BIVIMED

Complicações da Canalização do Acesso Venoso Periférico

A canalização do acesso venoso periférico, embora seja um procedimento comum na prática médica, pode apresentar diversas complicações, que variam em gravidade e frequência. É fundamental que tanto profissionais de saúde quanto pacientes estejam cientes dessas possíveis ocorrências para que possam ser identificadas precocemente e tratadas de forma adequada.

Complicações Locais

  • Infiltração: É a mais comum e ocorre quando o líquido infundido extravasa para os tecidos circunvizinhos, causando edema, dor e, em casos mais graves, necrose tecidual.
  • Flebite: Inflamação da veia, caracterizada por eritema, dor, calor e endurecimento ao longo do trajeto venoso. Pode evoluir para trombose venosa.
  • Trombose: Formação de um coágulo sanguíneo dentro da veia, podendo obstruir o fluxo sanguíneo e causar dor, edema e risco de embolia.
  • Infecção: Pode ocorrer na pele ao redor do local da punção ou na própria corrente sanguínea, causando febre, calafrios e eritema.
  • Extravasamento de medicamentos vesicantes: Ocorre quando medicamentos irritantes para os tecidos extravasam para fora da veia, causando lesões teciduais graves.

Complicações Sistêmicas

  • Embolia: Um fragmento do coágulo sanguíneo pode se desprender e migrar para outras partes do corpo, causando obstrução vascular em órgãos vitais.
  • Sepse: Infecção generalizada grave que pode levar a falência de múltiplos órgãos.
  • Sobrecarga hídrica: Ocorre quando o volume de líquido infundido excede a capacidade de eliminação do organismo, levando a edema pulmonar e outras complicações.
  • Reações alérgicas: Podem ocorrer em resposta a medicamentos ou componentes do equipo de infusão, manifestando-se por urticária, angioedema, broncoespasmo e choque anafilático.

Fatores de Risco

  • Condições da veia: Veias pequenas, tortuosas ou com histórico de trombose aumentam o risco de complicações.
  • Tipo de cateter: Cateteres de pequeno calibre ou com ponta afiada podem aumentar o risco de flebite e trombose.
  • Tempo de permanência do cateter: Quanto mais tempo o cateter permanecer na veia, maior o risco de infecção e trombose.
  • Tipo de solução infundida: Soluções hipertônicas ou medicamentos vesicantes aumentam o risco de extravasamento e irritação tecidual.
  • Técnicas de inserção: A técnica inadequada de inserção do cateter pode aumentar o risco de todas as complicações.

Prevenção

  • Seleção adequada do local de punção: Escolher veias de bom calibre, com bom fluxo sanguíneo e longe de articulações.
  • Técnica asséptica rigorosa: Utilizar luvas, anti-sepsia da pele e equipamentos estéreis.
  • Fixação segura do cateter: Evitar movimentos do cateter e reduzir o risco de infiltração.
  • Monitoramento regular do local de punção: Observar sinais de inflamação, edema ou extravasamento.
  • Rotatividade dos locais de punção: Evitar o uso prolongado do mesmo local.
  • Uso de dispositivos de segurança: Reduzir o risco de acidentes com agulhas.

Tratamento das Complicações após Canalização Venosa Periférica

O tratamento das complicações após a canalização venosa periférica varia de acordo com a gravidade e o tipo de complicação. É fundamental que o profissional de saúde avalie cada caso individualmente e inicie o tratamento de forma rápida e eficaz.

Complicações e seus respectivos tratamentos

  • Infiltração:
    • Leve: Elevar o membro, interromper a infusão, aplicar compressas frias e utilizar medicação anti-inflamatória.
    • Moderada a grave: Aplicar calor úmido, utilizar medicamentos vasoativos e, em casos extremos, realizar cirurgia.
  • Flebite:
    • Leve: Remover o cateter, aplicar compressas quentes e utilizar anti-inflamatórios não esteroides.
    • Moderada a grave: Utilizar antibióticos em casos de infecção, aplicar compressas quentes e utilizar anticoagulantes.
  • Trombose:
    • Leve: Remover o cateter, aplicar compressas quentes e utilizar anticoagulantes.
    • Moderada a grave: Utilizar anticoagulantes de ação prolongada e, em casos graves, realizar trombólise.
  • Infecção:
    • Local: Remover o cateter, limpar a ferida com antisséptico e utilizar antibióticos.
    • Sistêmica: Hospitalização, coleta de culturas para identificação do microrganismo e uso de antibióticos de amplo espectro.
  • Extravasamento de medicamentos vesicantes:
    • Leve: Interromper a infusão, elevar o membro e aplicar compressas frias.
    • Moderada a grave: Utilizar antídotos específicos, se disponíveis, e realizar tratamento cirúrgico em casos graves.

Medidas gerais para todas as complicações

  • Monitoramento: Acompanhar regularmente o local da punção e os sinais vitais do paciente.
  • Higiene: Manter o local da punção limpo e seco.
  • Elevação do membro: Facilitar o retorno venoso e reduzir o edema.
  • Analgesia: Utilizar medicamentos para aliviar a dor.
  • Prevenção de novas complicações: Trocar o cateter com frequência, utilizar técnicas assépticas e selecionar o local de punção de forma adequada.

Outras informações importantes

  • Prevenção: A melhor forma de tratar as complicações é preveni-las. A adoção de práticas seguras durante a canalização venosa periférica é fundamental.
  • Educação do paciente: É importante orientar o paciente sobre os sinais e sintomas das complicações, a fim de que ele possa procurar ajuda médica o mais rápido possível.
  • Registro: É fundamental registrar todas as complicações ocorridas, bem como as medidas terapêuticas adotadas.

Referências:

  1. 3M
  2. Complicações relacionadas ao uso do cateter venoso periférico: ensaio clínico randomizado
  3. https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/download/6661/5908
  4. https://periodicos.ufms.br/index.php/pecibes/article/view/13332/9195

Tipos de Fixadores de Sonda Vesical de Demora (SVD)

A sondagem vesical de demora é um procedimento comum em diversos cenários médicos, desde cirurgias até cuidados paliativos. No entanto, a segurança e o conforto do paciente durante o processo dependem, em grande parte, da escolha adequada do fixador da sonda.

Os tipos de Fixadores de SVD

Fixação com Esparadrapo

O esparadrapo é um método tradicional e acessível de fixação de sonda vesical.

Vantagens:

  • Baixo custo
  • Fácil aplicação
  • Versatilidade em diferentes tipos de pele e anatomias

Desvantagens:

  • Pode causar irritação na pele, especialmente em pacientes com sensibilidade
  • Menor segurança em comparação com outros métodos
  • Maior risco de deslocamento da sonda, especialmente em pacientes agitados ou com movimentos frequentes

Fixação com Fita Adesiva Hipoalergênica

As fitas adesivas hipoalergênicas oferecem uma alternativa mais suave para a pele sensível.

Vantagens:

  • Menor risco de irritações e alergias
  • Maior flexibilidade e adaptabilidade à anatomia do paciente
  • Permeabilidade ao ar, promovendo respiração da pele

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que o esparadrapo
  • Pode não ser tão resistente quanto outros métodos em casos de movimentação intensa

Fixação de Perna com Velcro

O sistema de fixação de perna com velcro proporciona praticidade e segurança.

Vantagens:

  • Altamente ajustável para diferentes tamanhos de pernas
  • Permite livre movimentação do paciente sem comprometer a fixação da sonda
  • Confortável e macio para a pele

Desvantagens:

  • Pode ser mais difícil de aplicar em pacientes com mobilidade limitada
  • O velcro pode prender pelos ou roupas do paciente, causando desconforto

Fixação com Stalock

O Stalock é um dispositivo de fixação específico para sondas de demora, oferecendo alta segurança e estabilidade.

Vantagens:

  • Fixação extremamente segura e confiável, ideal para pacientes agitados ou com alto risco de deslocamento da sonda
  • Permite a rotação da sonda sem comprometer a fixação
  • Fácil de aplicar e remover

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que os outros métodos
  • Menor flexibilidade em comparação com fitas adesivas

A escolha do fixador ideal para sonda vesical de demora deve ser individualizada e considerar diversos fatores, como o tipo de sonda, o perfil do paciente, o nível de atividade e as características da pele.

Referências:

  1. Fixadores Fix Holder Sonda Foley – IMPACTO MEDICAL IMP44202 Impacto Medical SPMedica.com
  2. Fixador para Cateter e Sonda Vesical – CIRURGICA ZONA SUL ONLINE
  3. Fixador de Tubos, Sondas e Cateteres Vesical – Polar Fix

Cateteres Periféricos Flexíveis

Cateteres venosos flexíveis, também conhecidos como Jelcos ou Abocaths, são dispositivos médicos usados para acessar as veias do paciente.

Tamanhos dos Jelcos

    • Jelco 14G: É o maior tamanho e é usado para pacientes adultos com veias grandes, em casos de trauma, infusão de grandes volumes e cirurgias extensas.
    • Jelco 16G: Tamanho intermediário, adequado para adultos, utilizado em casos de traumas, cirurgias de grande porte, infusão de grandes volumes.
    • Jelco 18G: Usado em adultos, para infusão de grandes volumes e transfusão sanguínea.
    • Jelco 20G: Tamanho intermediário, adequado para adultos com infusão de fluídos e medicamentos intravenosos.
    • Jelco 22G: Tamanho pequeno, usado principalmente em adultos, crianças e pacientes com veias muito pequenas para infusão de líquidos intravenosos.
    • Jelco 24G: O menor tamanho, utilizado em pacientes neonatais e pediátricos, e pacientes com veias frágeis.
    • Jelco 26G: Tamanho ainda menor, indicado para pacientes com veias extremamente delicadas e pacientes neonatais.

Indicações de Uso

    • Administração de Medicamentos: Os Jelcos permitem a infusão de medicamentos diretamente na corrente sanguínea.
    • Hidratação e Nutrição: São usados para administrar soluções intravenosas para hidratar o paciente ou repor nutrientes.
    • Coleta de Amostras de Sangue: Os Jelcos também são usados para coletar amostras de sangue para exames de laboratório.

Cores dos Jelcos

    • Os Jelcos são coloridos para facilitar a identificação do tamanho e da função do dispositivo:
      • Jelco 14G: Vermelho
      • Jelco 16G: Cinza
      • Jelco 18G: Verde
      • Jelco 20G: Rosa
      • Jelco 22G: Azul
      • Jelco 24G: Amarelo
      • Jelco 26G: Roxo

Referências:

  1. ICU Medical

Os tipos de Bolsa coletora de urina

Quando se trata de cuidados médicos, especialmente para pacientes com dificuldades de mobilidade ou condições específicas que afetam a função urinária, as bolsas coletoras de urina são dispositivos essenciais.

Elas permitem a coleta e o armazenamento seguro da urina, facilitando o monitoramento e a análise da saúde do paciente. Vamos explorar os diferentes tipos de bolsas coletoras de urina e seus usos específicos:

Sistema Aberto

O sistema aberto de coleta de urina é frequentemente utilizado em ambientes hospitalares para pacientes acamados ou em recuperação pós-operatória. Este sistema permite o escoamento da urina diretamente do cateter não invasivo como o uripen para a bolsa coletora, que pode ser esvaziada conforme necessário. A principal vantagem é a facilidade de monitoramento visual do volume de urina, o que é crucial para avaliar a função renal e ajustar tratamentos.

Sistema Fechado

O sistema fechado, por outro lado, é um método mais higiênico e seguro de coleta de urina. Ele é composto por um cateter ligado diretamente da bexiga do paciente a uma bolsa coletora, formando um circuito que impede a entrada de ar e reduz o risco de infecções. Este sistema é ideal para uso prolongado, especialmente em pacientes com incontinência ou aqueles que necessitam de medições precisas da diurese para monitoramento clínico.

Diurese Horária

A bolsa coletora de diurese horária é projetada para medir a quantidade de urina produzida por hora. Este tipo de bolsa é essencial em unidades de terapia intensiva (UTI), onde é necessário um controle rigoroso do balanço hídrico do paciente. Através dela, os profissionais de saúde podem avaliar rapidamente a função renal e responder a mudanças na condição do paciente.

Bolsa de Perna

Por fim, a bolsa coletora de urina de perna é uma solução prática para pacientes que precisam de mobilidade mas sofrem de incontinência urinária. Ela é fixada à perna do usuário, permitindo que ele se movimente livremente sem preocupações. Este tipo de bolsa é discreto, confortável e pode ser usado sob a roupa, proporcionando autonomia e qualidade de vida ao paciente.

Cada tipo de bolsa coletora de urina tem seu propósito e aplicação específicos, e a escolha do tipo adequado depende das necessidades individuais do paciente e das recomendações médicas. É importante que os pacientes e cuidadores estejam bem informados sobre o uso correto desses dispositivos para garantir a eficácia e a segurança no monitoramento da saúde urinária.

Referências:

  1. BBraun
  2. Medsonda
  3. Utilidades Clínicas
  4. Angular Saúde

Caneta Marcadora de Pele

A Caneta para Marcação de Pele é confeccionado com a tinta “violeta genciana”, e é utilizado por um profissional tanto pela medicina ou enfermagem para marcar a região antes de uma incisão cirúrgica. Por isso, trata-se de um equipamento indispensável em hospitais, clínicas e até mesmo em consultórios.

Mas, além de fornecer um traço preciso, é também resistente aos materiais químicos comuns às cirurgias. Isto é, a marcação permanece após a aplicação e durante todo o procedimento, guiando o profissional.

Assim, a caneta marcadora garante que tudo ocorra de maneira segura e dentro do planejado. Ainda, por ser um acessório de uso único, o produto reduz os riscos de contaminação do paciente e do cirurgião. Por exemplo, por bactérias ou fungos.

Para que seve a Caneta para Marcação de Pele?

Em linhas gerais, a demarcação do sítio cirúrgico tem como objetivo reduzir erros durante o procedimento. Para isso, utilizam-se acessórios de marcação, como as canetas marcadoras cirúrgicas.

Em geral, com o paciente acordado e consciente, o médico identifica o local da intervenção. Inclusive, em alguns casos, o paciente deve confirmar a marcação. Sobretudo em casos estéticos. Em seguida, encaminham-se para o local da cirurgia.

Existem de diversas cores e marcas, e podem ser encontradas facilmente pelo mercado hospitalar.

Referência:

  1. MEM Cirúrgica

Colar Cervical

O colar cervical é indicado para diferentes situações onde o paciente tem dores no pescoço ou na coluna cervical. A coleira, como também é conhecida, mobiliza apenas a região do pescoço e apesar das pequenas limitações, permite a movimentação geral do corpo, braços e tronco, o que proporciona mais autonomia para o paciente.

Estresse, má postura, manter a cabeça abaixada ou levantada por muito tempo e até dormir de maneira incorreta, podem causar traumas na coluna cervical.

A causa mais comum para o aparecimento da dor cervical são os acidentes de carro, quando a cabeça é projetada para frente e para trás. Porém essas dores também podem surgir como sintomas de problemas mais complexos de tensão muscular.

Quando usar um colar cervical

Pós-operatório

Os médicos costumam indicar o uso do colar cervical após cirurgias de artrodese cervical, hérnia de disco cervical e compressão medular ou radicular por artrose.

A utilização desse acessório é recomendada, pois evita movimentações que podem interferir negativamente na reabilitação e também ajuda a diminuir a dor e proporcionar mais conforto ao paciente.

Primeiros socorros

O uso do colar cervical nessas situações é fundamental para evitar o agravamento do quadro do paciente e algum possível trauma. Ele mobiliza a coluna cervical e protege a medula, garantindo mais segurança durante o transporte até o hospital.

Estabilizar a região do pescoço

É recomendado também em quadros de torcicolo, artrite e artrose. Ele garante uma maior estabilidade cervical e mantém uma postura adequada durante o dia ou para dormir.

Tipos de colar cervical

Existem basicamente três tipos de colar cervical, são eles:

Colar macio

Indicado para o tratamento de dores causados por tensão muscular. Por ser maleável, permite que o pescoço tenha um movimento quase normal.

Colar cervical semirrígido e rígido

Esses dois modelos costumam ser prescritos para estabilizar a cervical após cirurgia, fratura, deslocamento ósseo ou articular. O seu uso é recomendado por períodos de até 2 meses, algumas vezes havendo a necessidade de prolongamento desse tempo. Sendo usado como parte do pós-operatório e não necessariamente para o controle da dor.

O propósito desse acessório ortopédico é imobilizar a cabeça e colocar a coluna cervical em posição neutra, ajudando também a aliviar a dor, trazendo conforto e permitindo que a lesão se recupere.

Embora o colar seja considerado uma intervenção necessária em muitos casos, os seus efeitos colaterais devem ser considerados, principalmente quando usado por um longo período de tempo. Por isso, é importante procurar um especialista que irá indicar o melhor modelo e a forma de uso correta para o seu caso.

Esse tipo de imobilizador auxilia pessoas que sofreram algum tipo de queda ou trauma, além das que precisam estabilizar o pescoço para tratar dores ou se recuperar de cirurgias na coluna cervical.

Referências:

  1. De Souza. G, Gonçalves, D., & Pastre, C. (2006). Propriocepção cervical e equilíbrio: uma revisão. Fisioter Mov, 19(4), 33–40.

Compressa Cirúrgica Vs Gaze: As diferenças

Vá direto ao ponto!

Gaze e compressa estéril são dois tipos de materiais usados para cobrir feridas e evitar infecções.

As diferenças

A principal diferença entre eles é o modo de fabricação e a forma de apresentação:

A gaze é um tecido fino e poroso, que pode ser cortado em pedaços de acordo com a necessidade.

A compressa cirúrgica é um produto pronto, que já vem embalado individualmente e tem uma camada absorvente no centro.

Ambos devem ser trocados com frequência e descartados após o uso, podem possuir fio radiopaco para detecção da compressa imersa em sangue durante o raio-x.

Escolha

A escolha entre gaze e compressa estéril depende do tipo e da localização da ferida, do grau de exsudação (secreção de líquido) e da preferência do profissional de saúde.

Em geral, a compressa estéril é mais indicada para feridas com maior exsudação, pois tem maior capacidade de absorção e evita o contato direto da gaze com o tecido lesionado.

A gaze, por sua vez, é mais adequada para feridas com menor exsudação ou para fixar outros curativos, como pomadas ou cremes.

Referência:

  1. https://cremer.net.br/produto/compressa-de-campo-operatorio-esteril/

Os Tipos de Oclusores de Acessos Venosos

A troca de oclusores de acessos venosos é uma medida importante para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde e garantir a segurança do paciente.

O que são oclusores?

Os oclusores, também chamados de “tampas, conectores” são dispositivos que permitem a interrupção e a retomada da infusão de soluções e medicamentos por meio de cateteres periféricos ou centrais.

Eles devem ser trocados de acordo com as recomendações da ANVISA e do fabricante, ou antes em caso de sujidade, má aderência, sangramento ou umidade.

Tempo de uso/troca

Em geral, recomenda-se o uso único em oclusores simples, macho-fêmea e auto-selante, troca em até 96 horas para conectores valvulados ou sempre que houver suspeita de contaminação.

Outros cuidados

Além disso, é necessário realizar a higiene das mãos antes e após a manipulação dos oclusores, bem como a limpeza do sítio de inserção do cateter com antisséptico adequado.

A escolha do tipo de oclusor deve levar em conta o objetivo da terapia intravenosa, a duração, a viscosidade e os componentes do fluido, as condições de acesso venoso e o risco de complicações, como flebite, trombose e extravasamento.

Os oclusores devem ser estabilizados e cobertos com curativos adequados para evitar o deslocamento ou a contaminação do cateter.

Em caso de dificuldade ou falha na infusão, deve-se verificar a integridade e a permeabilidade do oclusor e do cateter, e realizar o flushing com solução salina ou heparina conforme indicado.

A troca de oclusores de acessos venosos é um cuidado essencial para a qualidade da assistência e o bem-estar dos pacientes que necessitam de terapia intravenosa.

Referências:

  1. B.Braun
  2. EBSERH

Sondas Intestinais Longas

As Sondas intestinais longas são dispositivos médicos que são inseridos no intestino delgado para remover o conteúdo intestinal, descomprimir o órgão ou separá-lo cirurgicamente. Elas são usadas em casos de obstrução intestinal, cirurgias gastrointestinais ou outras condições que impedem a passagem normal do bolo alimentar.

Indicações de Uso

Para casos de constipação intestinal grave, obstrução intestinal, enema opaco, irrigação intestinal ou preparo para colonoscopia.

Os Tipos de Sondas Intestinais Longas

Sonda de Miller-Abbott

É usada para descomprimir o intestino delgado em casos de obstrução intestinal. Ela é composta por um tubo de borracha com dois balões infláveis na extremidade distal, um para ancorar a sonda no intestino e outro para ocluir o lúmen intestinal.

A sonda é introduzida pelo nariz e avança pelo esôfago, estômago e duodeno até atingir o íleo.

O avanço da sonda é facilitado pela pressão hidrostática exercida pelo líquido que preenche os balões. A sonda permite a drenagem do conteúdo intestinal e alivia os sintomas de distensão abdominal, náuseas, vômitos e dor.

A sonda intestinal longa Miller-Abbott é um procedimento invasivo que requer cuidados especiais de enfermagem e monitorização do paciente.

Sonda de Cantor

Usado para tratar a constipação crônica, a fecaloma ou a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível e fino que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino grosso.

A sonda permite a administração de líquidos, medicamentos ou enzimas que ajudam a dissolver ou remover as fezes endurecidas.

Pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou danos nos órgãos internos. Por isso, ela só é indicada em casos graves e refratários aos tratamentos convencionais.

Sonda de Andersen

Usado para tratar a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível de plástico que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino delgado.

A sonda tem uma ponta perfurada que permite a aspiração do conteúdo intestinal e a injeção de ar ou líquidos para desobstruir o intestino.

Pode ser usada em casos de obstrução intestinal causada por tumores, aderências, hérnias, volvo, intussuscepção ou impactação fecal.

É um procedimento invasivo que requer monitoramento e cuidados especiais, pode pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou lesão dos tecidos.

É uma alternativa à cirurgia em alguns casos de obstrução intestinal, mas nem sempre é eficaz ou segura.

Utilização das Sondas

As sondas intestinais longas cantor e Miller-Abott não são mais usadas na prática clínica atual, pois apresentam alto risco de complicações e baixa eficácia na descompressão intestinal, pois eram infladas com ar ou mercúrio para facilitar a drenagem do conteúdo intestinal.

Alguns Cuidados de enfermagem

  • Observar a progressão da sonda;
  • verificar a integridade do balão;
  • aspirar o conteúdo intestinal;
  • retirar a sonda lentamente quando indicado.

Referências:

  1. https://revista.facene.com.br/index.php/revistane/article/download/399/403/1948
  2. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/procedimentos-diagn%C3%B3sticos-e-terap%C3%AAuticos-gastrointestinais/intuba%C3%A7%C3%A3o-nasog%C3%A1strica-ou-intuba%C3%A7%C3%A3o-intestinal