Seringa Excêntrica

Uma seringa excêntrica é um dispositivo médico usado para administrar fluidos ou medicamentos por via injetável. Ela difere das seringas tradicionais por ter um êmbolo deslocado lateralmente.

As suas Características

  • Êmbolo excêntrico: O bico excêntrico não está alinhado com o eixo do cano da seringa, criando uma excentricidade. Isso reduz o atrito entre o pistão e o cano, tornando mais fácil empurrar o pistão.
  • Cilindro menor: O cilindro da seringa é menor que o de uma seringa tradicional, o que permite maior pressão.
  • Alta pressão: A seringa excêntrica pode gerar pressões muito altas, tornando-a adequada para injetar fluidos espessos ou viscosos.
  • Sem agulha: As seringas excêntricas geralmente não são usadas com agulhas, pois a alta pressão pode causar danos aos tecidos.
  • Descartável: As seringas excêntricas são geralmente descartáveis após um único uso.
  • Aumentar a precisão: A excentricidade do bico direciona a força de empurrão para o centro do pistão. Isso melhora a precisão da dosagem, evitando que o pistão se incline ou deslize durante o movimento.
  • Facilitar o manuseio: O bico excêntrico pode ser girado para diferentes ângulos, permitindo que o usuário posicione a seringa confortavelmente e evite a fadiga das mãos durante o uso prolongado.
  • Evitar vazamentos: O design excêntrico cria uma vedação mais confiável entre o pistão e o cano, reduzindo o risco de vazamentos durante o uso ou armazenamento.
  • Acomodar líquidos viscosos: O bico excêntrico oferece maior torque para empurrar líquidos viscosos com menos esforço, tornando mais fácil a dispensação de fluidos espessos.

Aplicações de uso

As seringas excêntricas são usadas em uma ampla gama de aplicações médicas, incluindo:

  • Injeções intra-articulares: Para injetar medicamentos nas articulações.
  • Injeções epidurais: Para injetar medicamentos no espaço epidural.
  • Preenchimentos dérmicos: Para injetar substâncias preenchedoras na pele.
  • Injeções de colágeno: Para injetar colágeno em áreas da pele danificadas.
  • Cirurgia plástica: Para injetar anestésicos locais ou outros fluidos durante a cirurgia.

Desvantagens

  • Pressão excessiva: A alta pressão pode danificar os tecidos se não for usada corretamente.
  • Requer treinamento: O uso adequado requer treinamento especializado.

Referência:

  1. MedicalExpo

Os Tipos de Agulhas

As agulhas são instrumentos indispensáveis em diversos procedimentos médicos, cada uma com características específicas para atender a diferentes necessidades. Vamos explorar três tipos comuns: com filtro, ponta romba e para injeção.

Agulhas com Filtro

As agulhas com filtro possuem um elemento filtrante que impede a passagem de partículas sólidas, como fragmentos de vidro ou outras impurezas, para a seringa ou para o paciente. Essa característica é fundamental para garantir a segurança e a eficácia dos procedimentos, especialmente na administração de medicamentos.

Características:

  • Ponta romba: Reduz o risco de perfurações acidentais.
  • Filtro: Retém partículas sólidas.
  • Material: Geralmente fabricadas em polipropileno, garantindo resistência e biocompatibilidade.
  • Esterilidade: Assegura a ausência de microrganismos.

Aplicações:

  • Preparação de medicamentos em ampolas.
  • Reconstituição de medicamentos em pó.
  • Acesso a bolsas de infusão (IV Bags).

Agulhas com Ponta Romba

As agulhas com ponta romba possuem uma extremidade arredondada, ao contrário das agulhas hipodérmicas tradicionais que possuem uma ponta afiada. Essa característica as torna mais seguras para manuseio e reduzem o risco de lesões.

Características:

  • Ponta arredondada: Minimiza o risco de perfurações acidentais.
  • Material: Geralmente fabricadas em aço inoxidável ou outros materiais biocompatíveis.

Aplicações:

  • Aspiração de medicamentos.
  • Transferência de líquidos.
  • Procedimentos que exigem maior segurança.

Agulhas para Injeção

As agulhas para injeção são as mais conhecidas e utilizadas em diversas aplicações médicas. Elas possuem uma ponta afiada para facilitar a penetração na pele e são projetadas para a administração de medicamentos por via intramuscular, subcutânea ou intravenosa.

Características:

  • Ponta afiada: Facilita a penetração na pele.
  • Biesel: Angulação da ponta que influencia a facilidade de penetração e a dor do paciente.
  • Material: Geralmente fabricadas em aço inoxidável.

Aplicações:

  • Administração de medicamentos injetáveis.
  • Coleta de amostras de sangue.

Observação: Existem diversos tipos de agulhas para injeção, com diferentes calibres (espessura) e comprimentos, escolhidos de acordo com o tipo de medicamento, volume a ser administrado e local da aplicação.

Em resumo, a escolha da agulha adequada depende do procedimento a ser realizado. É fundamental que o profissional de saúde tenha conhecimento sobre os diferentes tipos de agulhas e suas características para garantir a segurança e o conforto do paciente.

Referência:

  1. Pereira, I. B., Oliveira, M. M. M. de ., Ferreira, P. B. P., Coutinho, R. P., Cameron, L. E., & Porto, I. S.. (2018). Avaliação ultraestrutural de agulhas e seu papel no conforto durante a administração subcutânea de medicamentos. Revista Da Escola De Enfermagem Da USP, 52, e03307. https://doi.org/10.1590/S1980-220X2017024003307

Máscara RCP Pocket Mask

A máscara Pocket Mask é um dispositivo utilizado durante a reanimação cardiopulmonar (RCP) para auxiliar na ventilação do paciente.  Ela possui uma válvula unidirecional que permite a passagem do ar do socorrista para o paciente, evitando o contato direto entre eles.

Como usar?

    • O socorrista deve adaptar a máscara sobre a boca e vias aéreas da vítima.
    • Coloque sua boca com firmeza sobre a máscara.
    • Encha o peito de ar e sopre para dentro da máscara, observando a elevação do tórax.
    • Tenha o cuidado de deixar que o ar saia do tórax da vítima antes de proceder a outra ventilação.

Cuidados durante o uso

    • Verifique se a máscara está limpa e em boas condições antes de usá-la.
    • Mantenha a máscara firmemente contra o rosto da vítima para garantir uma vedação adequada.
    • Utilize vias respiratórias adjuvantes, como cânulas nasofaríngeas ou orofaríngeas, para manter a via respiratória pérvia durante a ventilação com a Pocket Mask.

Lembre-se de que a RCP é uma sequência organizada de ações, e o uso correto da Pocket Mask pode fazer a diferença na sobrevivência da vítima.

Seja diligente e siga as diretrizes adequadas para obter os melhores resultados.

Referências:

  1. UFRRJ
  2. Como aplicar ventilação com bolsa-válvula-máscara (ambu) – Medicina de cuidados críticos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)
  3. MÁSCARA POCKET MASK – BIVIMED

Complicações da Canalização do Acesso Venoso Periférico

A canalização do acesso venoso periférico, embora seja um procedimento comum na prática médica, pode apresentar diversas complicações, que variam em gravidade e frequência. É fundamental que tanto profissionais de saúde quanto pacientes estejam cientes dessas possíveis ocorrências para que possam ser identificadas precocemente e tratadas de forma adequada.

Complicações Locais

  • Infiltração: É a mais comum e ocorre quando o líquido infundido extravasa para os tecidos circunvizinhos, causando edema, dor e, em casos mais graves, necrose tecidual.
  • Flebite: Inflamação da veia, caracterizada por eritema, dor, calor e endurecimento ao longo do trajeto venoso. Pode evoluir para trombose venosa.
  • Trombose: Formação de um coágulo sanguíneo dentro da veia, podendo obstruir o fluxo sanguíneo e causar dor, edema e risco de embolia.
  • Infecção: Pode ocorrer na pele ao redor do local da punção ou na própria corrente sanguínea, causando febre, calafrios e eritema.
  • Extravasamento de medicamentos vesicantes: Ocorre quando medicamentos irritantes para os tecidos extravasam para fora da veia, causando lesões teciduais graves.

Complicações Sistêmicas

  • Embolia: Um fragmento do coágulo sanguíneo pode se desprender e migrar para outras partes do corpo, causando obstrução vascular em órgãos vitais.
  • Sepse: Infecção generalizada grave que pode levar a falência de múltiplos órgãos.
  • Sobrecarga hídrica: Ocorre quando o volume de líquido infundido excede a capacidade de eliminação do organismo, levando a edema pulmonar e outras complicações.
  • Reações alérgicas: Podem ocorrer em resposta a medicamentos ou componentes do equipo de infusão, manifestando-se por urticária, angioedema, broncoespasmo e choque anafilático.

Fatores de Risco

  • Condições da veia: Veias pequenas, tortuosas ou com histórico de trombose aumentam o risco de complicações.
  • Tipo de cateter: Cateteres de pequeno calibre ou com ponta afiada podem aumentar o risco de flebite e trombose.
  • Tempo de permanência do cateter: Quanto mais tempo o cateter permanecer na veia, maior o risco de infecção e trombose.
  • Tipo de solução infundida: Soluções hipertônicas ou medicamentos vesicantes aumentam o risco de extravasamento e irritação tecidual.
  • Técnicas de inserção: A técnica inadequada de inserção do cateter pode aumentar o risco de todas as complicações.

Prevenção

  • Seleção adequada do local de punção: Escolher veias de bom calibre, com bom fluxo sanguíneo e longe de articulações.
  • Técnica asséptica rigorosa: Utilizar luvas, anti-sepsia da pele e equipamentos estéreis.
  • Fixação segura do cateter: Evitar movimentos do cateter e reduzir o risco de infiltração.
  • Monitoramento regular do local de punção: Observar sinais de inflamação, edema ou extravasamento.
  • Rotatividade dos locais de punção: Evitar o uso prolongado do mesmo local.
  • Uso de dispositivos de segurança: Reduzir o risco de acidentes com agulhas.

Tratamento das Complicações após Canalização Venosa Periférica

O tratamento das complicações após a canalização venosa periférica varia de acordo com a gravidade e o tipo de complicação. É fundamental que o profissional de saúde avalie cada caso individualmente e inicie o tratamento de forma rápida e eficaz.

Complicações e seus respectivos tratamentos

  • Infiltração:
    • Leve: Elevar o membro, interromper a infusão, aplicar compressas frias e utilizar medicação anti-inflamatória.
    • Moderada a grave: Aplicar calor úmido, utilizar medicamentos vasoativos e, em casos extremos, realizar cirurgia.
  • Flebite:
    • Leve: Remover o cateter, aplicar compressas quentes e utilizar anti-inflamatórios não esteroides.
    • Moderada a grave: Utilizar antibióticos em casos de infecção, aplicar compressas quentes e utilizar anticoagulantes.
  • Trombose:
    • Leve: Remover o cateter, aplicar compressas quentes e utilizar anticoagulantes.
    • Moderada a grave: Utilizar anticoagulantes de ação prolongada e, em casos graves, realizar trombólise.
  • Infecção:
    • Local: Remover o cateter, limpar a ferida com antisséptico e utilizar antibióticos.
    • Sistêmica: Hospitalização, coleta de culturas para identificação do microrganismo e uso de antibióticos de amplo espectro.
  • Extravasamento de medicamentos vesicantes:
    • Leve: Interromper a infusão, elevar o membro e aplicar compressas frias.
    • Moderada a grave: Utilizar antídotos específicos, se disponíveis, e realizar tratamento cirúrgico em casos graves.

Medidas gerais para todas as complicações

  • Monitoramento: Acompanhar regularmente o local da punção e os sinais vitais do paciente.
  • Higiene: Manter o local da punção limpo e seco.
  • Elevação do membro: Facilitar o retorno venoso e reduzir o edema.
  • Analgesia: Utilizar medicamentos para aliviar a dor.
  • Prevenção de novas complicações: Trocar o cateter com frequência, utilizar técnicas assépticas e selecionar o local de punção de forma adequada.

Outras informações importantes

  • Prevenção: A melhor forma de tratar as complicações é preveni-las. A adoção de práticas seguras durante a canalização venosa periférica é fundamental.
  • Educação do paciente: É importante orientar o paciente sobre os sinais e sintomas das complicações, a fim de que ele possa procurar ajuda médica o mais rápido possível.
  • Registro: É fundamental registrar todas as complicações ocorridas, bem como as medidas terapêuticas adotadas.

Referências:

  1. 3M
  2. Complicações relacionadas ao uso do cateter venoso periférico: ensaio clínico randomizado
  3. https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/download/6661/5908
  4. https://periodicos.ufms.br/index.php/pecibes/article/view/13332/9195

Tipos de Fixadores de Sonda Vesical de Demora (SVD)

A sondagem vesical de demora é um procedimento comum em diversos cenários médicos, desde cirurgias até cuidados paliativos. No entanto, a segurança e o conforto do paciente durante o processo dependem, em grande parte, da escolha adequada do fixador da sonda.

Os tipos de Fixadores de SVD

Fixação com Esparadrapo

O esparadrapo é um método tradicional e acessível de fixação de sonda vesical.

Vantagens:

  • Baixo custo
  • Fácil aplicação
  • Versatilidade em diferentes tipos de pele e anatomias

Desvantagens:

  • Pode causar irritação na pele, especialmente em pacientes com sensibilidade
  • Menor segurança em comparação com outros métodos
  • Maior risco de deslocamento da sonda, especialmente em pacientes agitados ou com movimentos frequentes

Fixação com Fita Adesiva Hipoalergênica

As fitas adesivas hipoalergênicas oferecem uma alternativa mais suave para a pele sensível.

Vantagens:

  • Menor risco de irritações e alergias
  • Maior flexibilidade e adaptabilidade à anatomia do paciente
  • Permeabilidade ao ar, promovendo respiração da pele

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que o esparadrapo
  • Pode não ser tão resistente quanto outros métodos em casos de movimentação intensa

Fixação de Perna com Velcro

O sistema de fixação de perna com velcro proporciona praticidade e segurança.

Vantagens:

  • Altamente ajustável para diferentes tamanhos de pernas
  • Permite livre movimentação do paciente sem comprometer a fixação da sonda
  • Confortável e macio para a pele

Desvantagens:

  • Pode ser mais difícil de aplicar em pacientes com mobilidade limitada
  • O velcro pode prender pelos ou roupas do paciente, causando desconforto

Fixação com Stalock

O Stalock é um dispositivo de fixação específico para sondas de demora, oferecendo alta segurança e estabilidade.

Vantagens:

  • Fixação extremamente segura e confiável, ideal para pacientes agitados ou com alto risco de deslocamento da sonda
  • Permite a rotação da sonda sem comprometer a fixação
  • Fácil de aplicar e remover

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que os outros métodos
  • Menor flexibilidade em comparação com fitas adesivas

A escolha do fixador ideal para sonda vesical de demora deve ser individualizada e considerar diversos fatores, como o tipo de sonda, o perfil do paciente, o nível de atividade e as características da pele.

Referências:

  1. Fixadores Fix Holder Sonda Foley – IMPACTO MEDICAL IMP44202 Impacto Medical SPMedica.com
  2. Fixador para Cateter e Sonda Vesical – CIRURGICA ZONA SUL ONLINE
  3. Fixador de Tubos, Sondas e Cateteres Vesical – Polar Fix

Cateteres Periféricos Flexíveis

Cateteres venosos flexíveis, também conhecidos como Jelcos ou Abocaths, são dispositivos médicos usados para acessar as veias do paciente.

Tamanhos dos Jelcos

    • Jelco 14G: É o maior tamanho e é usado para pacientes adultos com veias grandes, em casos de trauma, infusão de grandes volumes e cirurgias extensas.
    • Jelco 16G: Tamanho intermediário, adequado para adultos, utilizado em casos de traumas, cirurgias de grande porte, infusão de grandes volumes.
    • Jelco 18G: Usado em adultos, para infusão de grandes volumes e transfusão sanguínea.
    • Jelco 20G: Tamanho intermediário, adequado para adultos com infusão de fluídos e medicamentos intravenosos.
    • Jelco 22G: Tamanho pequeno, usado principalmente em adultos, crianças e pacientes com veias muito pequenas para infusão de líquidos intravenosos.
    • Jelco 24G: O menor tamanho, utilizado em pacientes neonatais e pediátricos, e pacientes com veias frágeis.
    • Jelco 26G: Tamanho ainda menor, indicado para pacientes com veias extremamente delicadas e pacientes neonatais.

Indicações de Uso

    • Administração de Medicamentos: Os Jelcos permitem a infusão de medicamentos diretamente na corrente sanguínea.
    • Hidratação e Nutrição: São usados para administrar soluções intravenosas para hidratar o paciente ou repor nutrientes.
    • Coleta de Amostras de Sangue: Os Jelcos também são usados para coletar amostras de sangue para exames de laboratório.

Cores dos Jelcos

    • Os Jelcos são coloridos para facilitar a identificação do tamanho e da função do dispositivo:
      • Jelco 14G: Vermelho
      • Jelco 16G: Cinza
      • Jelco 18G: Verde
      • Jelco 20G: Rosa
      • Jelco 22G: Azul
      • Jelco 24G: Amarelo
      • Jelco 26G: Roxo

Referências:

  1. ICU Medical

Bolsa Coletora de Urina: Saiba Diferenciar

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 30/09/2026.

A bolsa coletora não é apenas um reservatório graduado. O modelo escolhido interfere na mobilidade do paciente, na mensuração da diurese e, principalmente, na manutenção de um sistema de drenagem seguro. Por isso, chamar todas as bolsas de “iguais” pode esconder uma diferença importante no cuidado.

Sistema fechado é o padrão para CVD

No paciente com cateter vesical de demora (CVD), a bolsa deve fazer parte de um sistema de drenagem fechado, mantendo a conexão entre cateter e coletor sem desconexões desnecessárias. A Anvisa recomenda manter o sistema fechado, preservar o fluxo urinário e posicionar a bolsa abaixo do nível da bexiga.

Por isso, o antigo conceito de “sistema aberto” como uma opção habitual para pacientes hospitalizados precisa ser revisto. Abrir ou desconectar o circuito aumenta as oportunidades de contaminação e não deve ser tratado como uma característica desejável do sistema.

Principais modelos de bolsa coletora

Bolsa de drenagem de leito

É a bolsa de maior capacidade utilizada com frequência em pacientes com CVD que permanecem no leito. Pode apresentar graduação, válvula antirrefluxo, dispositivo de coleta de amostra e torneira ou mecanismo de drenagem, dependendo do modelo.

A capacidade não é o único critério de escolha. O sistema precisa permitir drenagem contínua, permanecer abaixo da bexiga e não ficar apoiado no chão.

Bolsa de diurese horária

A bolsa com câmara de medição permite quantificar volumes menores com maior facilidade, sendo especialmente útil quando o débito urinário precisa ser acompanhado com maior frequência, como em pacientes críticos.

É importante não confundir o dispositivo com uma indicação clínica. Quem determina a necessidade de controle rigoroso da diurese é a condição do paciente; a bolsa apenas facilita essa mensuração.

Em uma UTI, por exemplo, uma pequena variação no débito urinário pode ser relevante durante o acompanhamento de um paciente instável. Nesse contexto, a câmara graduada permite observar o volume sem precisar esvaziar repetidamente toda a bolsa.

Bolsa coletora de perna

A bolsa de perna é menor e pode ser fixada ao membro inferior, favorecendo mobilidade e discrição para pacientes que necessitam de drenagem urinária durante a deambulação ou em cuidados de longa duração.

Ela não deve ser confundida com um simples dispositivo para incontinência. Sua utilização depende do tipo de drenagem urinária e do sistema compatível com o paciente. Existem modelos destinados a conexão com diferentes cateteres ou dispositivos externos, conforme especificação do fabricante.

Bolsas pediátricas e neonatais

Existem coletores de menor capacidade destinados a crianças e recém-nascidos, incluindo modelos utilizados com sistemas de drenagem urinária pediátrica. A escolha deve considerar volume esperado, graduação, conexão, fixação e características do paciente.

A Anvisa inclusive já publicou alerta relacionado a um coletor urinário neonatal fechado em razão de vazamento na conexão, mostrando por que integridade do sistema e conferência do dispositivo não são detalhes secundários.

O que muda no cuidado de enfermagem?

A bolsa deve permanecer abaixo do nível da bexiga e sem tocar o chão. O tubo não deve apresentar dobras, compressões ou pontos que dificultem o fluxo. Também não se deve deixar a bolsa excessivamente pesada, e seu esvaziamento deve ocorrer regularmente utilizando recipiente limpo e individualizado para cada paciente.

Um detalhe que frequentemente passa despercebido durante a movimentação do paciente é o posicionamento do coletor. Ao colocar alguém sentado em uma poltrona ou transferi-lo para outra cama, a bolsa pode acabar temporariamente acima da bexiga ou apoiada no chão. Esse pequeno descuido pode favorecer refluxo ou contaminação e precisa ser corrigido imediatamente.

Troca da bolsa não é rotina fixa

Não existe recomendação para trocar cateter e bolsa coletora simplesmente porque atingiram determinado número de dias. O CDC orienta que a substituição seja baseada em indicação clínica, como infecção, obstrução ou comprometimento do sistema fechado. Quando ocorre desconexão, vazamento ou quebra da técnica asséptica, o sistema deve ser substituído conforme as recomendações aplicáveis.

Também não é necessário abrir o sistema para “facilitar” a coleta de uma amostra de urina. Quando a coleta pelo CVD é indicada, deve-se utilizar o ponto próprio de amostragem, realizando a desinfecção adequada conforme protocolo.

Outro cenário comum aparece durante o banho no leito: a bolsa é colocada temporariamente sobre a cama para facilitar a movimentação e depois esquecida nessa posição. Antes de finalizar o cuidado, confira novamente se ela voltou para abaixo do nível da bexiga e se o tubo está livre de dobras.

Cuidados de enfermagem

Na rotina, confira principalmente:

  • sistema fechado e conexões íntegras;
  • bolsa abaixo do nível da bexiga;
  • coletor fora do chão;
  • tubo sem dobras ou obstruções;
  • fixação adequada do cateter e do sistema;
  • volume e características da urina;
  • funcionamento do mecanismo de drenagem;
  • sinais de vazamento, desconexão ou contaminação.

A necessidade de permanência do CVD também deve ser reavaliada diariamente. A Anvisa recomenda considerar alternativas menos invasivas sempre que possível, como cateterismo intermitente ou dispositivos externos de drenagem urinária, de acordo com a situação clínica.

A bolsa coletora é uma parte do sistema, não um acessório isolado. Quando o profissional entende essa diferença, fica mais fácil escolher o modelo adequado e evitar erros simples que comprometem a drenagem, a mensuração da diurese e a prevenção de infecções.

Resumo para salvar

Bolsa Coletora de Urina: Saiba Diferenciar

  • Sistema fechado é o padrão para drenagem com CVD
  • Bolsa de diurese horária facilita o controle de volumes urinários
  • Bolsa de perna favorece mobilidade em pacientes selecionados
  • Posicionamento abaixo da bexiga e manutenção do sistema fechado são essenciais

Referências

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Protocolo de prevenção de infecção do trato urinário relacionada ao uso de cateter vesical de demora. Brasília, DF: Anvisa, 2025. Disponível em: Anvisa – Protocolo de prevenção de ITU relacionada ao cateter vesical.
  2. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Summary of Recommendations: Catheter-Associated Urinary Tract Infection (CAUTI). Atlanta: CDC. Disponível em: CDC – Summary of Recommendations.
  3. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Strategies to Prevent Catheter-Associated Urinary Tract Infections in Acute-Care Hospitals: 2022 Update. Atlanta: CDC, 2022. Disponível em: CDC – Strategies to Prevent CAUTI.
  4. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alerta 4095: Coletor de Urina Sistema Fechado (Neonatal) GMI – vazamento na conexão. Brasília, DF: Anvisa, 2023. Disponível em: Anvisa – Alerta de tecnovigilância 4095. 

Caneta Marcadora de Pele

A Caneta para Marcação de Pele é confeccionado com a tinta “violeta genciana”, e é utilizado por um profissional tanto pela medicina ou enfermagem para marcar a região antes de uma incisão cirúrgica. Por isso, trata-se de um equipamento indispensável em hospitais, clínicas e até mesmo em consultórios.

Mas, além de fornecer um traço preciso, é também resistente aos materiais químicos comuns às cirurgias. Isto é, a marcação permanece após a aplicação e durante todo o procedimento, guiando o profissional.

Assim, a caneta marcadora garante que tudo ocorra de maneira segura e dentro do planejado. Ainda, por ser um acessório de uso único, o produto reduz os riscos de contaminação do paciente e do cirurgião. Por exemplo, por bactérias ou fungos.

Para que seve a Caneta para Marcação de Pele?

Em linhas gerais, a demarcação do sítio cirúrgico tem como objetivo reduzir erros durante o procedimento. Para isso, utilizam-se acessórios de marcação, como as canetas marcadoras cirúrgicas.

Em geral, com o paciente acordado e consciente, o médico identifica o local da intervenção. Inclusive, em alguns casos, o paciente deve confirmar a marcação. Sobretudo em casos estéticos. Em seguida, encaminham-se para o local da cirurgia.

Existem de diversas cores e marcas, e podem ser encontradas facilmente pelo mercado hospitalar.

Referência:

  1. MEM Cirúrgica

Colar Cervical

O colar cervical é indicado para diferentes situações onde o paciente tem dores no pescoço ou na coluna cervical. A coleira, como também é conhecida, mobiliza apenas a região do pescoço e apesar das pequenas limitações, permite a movimentação geral do corpo, braços e tronco, o que proporciona mais autonomia para o paciente.

Estresse, má postura, manter a cabeça abaixada ou levantada por muito tempo e até dormir de maneira incorreta, podem causar traumas na coluna cervical.

A causa mais comum para o aparecimento da dor cervical são os acidentes de carro, quando a cabeça é projetada para frente e para trás. Porém essas dores também podem surgir como sintomas de problemas mais complexos de tensão muscular.

Quando usar um colar cervical

Pós-operatório

Os médicos costumam indicar o uso do colar cervical após cirurgias de artrodese cervical, hérnia de disco cervical e compressão medular ou radicular por artrose.

A utilização desse acessório é recomendada, pois evita movimentações que podem interferir negativamente na reabilitação e também ajuda a diminuir a dor e proporcionar mais conforto ao paciente.

Primeiros socorros

O uso do colar cervical nessas situações é fundamental para evitar o agravamento do quadro do paciente e algum possível trauma. Ele mobiliza a coluna cervical e protege a medula, garantindo mais segurança durante o transporte até o hospital.

Estabilizar a região do pescoço

É recomendado também em quadros de torcicolo, artrite e artrose. Ele garante uma maior estabilidade cervical e mantém uma postura adequada durante o dia ou para dormir.

Tipos de colar cervical

Existem basicamente três tipos de colar cervical, são eles:

Colar macio

Indicado para o tratamento de dores causados por tensão muscular. Por ser maleável, permite que o pescoço tenha um movimento quase normal.

Colar cervical semirrígido e rígido

Esses dois modelos costumam ser prescritos para estabilizar a cervical após cirurgia, fratura, deslocamento ósseo ou articular. O seu uso é recomendado por períodos de até 2 meses, algumas vezes havendo a necessidade de prolongamento desse tempo. Sendo usado como parte do pós-operatório e não necessariamente para o controle da dor.

O propósito desse acessório ortopédico é imobilizar a cabeça e colocar a coluna cervical em posição neutra, ajudando também a aliviar a dor, trazendo conforto e permitindo que a lesão se recupere.

Embora o colar seja considerado uma intervenção necessária em muitos casos, os seus efeitos colaterais devem ser considerados, principalmente quando usado por um longo período de tempo. Por isso, é importante procurar um especialista que irá indicar o melhor modelo e a forma de uso correta para o seu caso.

Esse tipo de imobilizador auxilia pessoas que sofreram algum tipo de queda ou trauma, além das que precisam estabilizar o pescoço para tratar dores ou se recuperar de cirurgias na coluna cervical.

Referências:

  1. De Souza. G, Gonçalves, D., & Pastre, C. (2006). Propriocepção cervical e equilíbrio: uma revisão. Fisioter Mov, 19(4), 33–40.

Compressa Cirúrgica Vs Gaze: As diferenças

Vá direto ao ponto!

Gaze e compressa estéril são dois tipos de materiais usados para cobrir feridas e evitar infecções.

As diferenças

A principal diferença entre eles é o modo de fabricação e a forma de apresentação:

A gaze é um tecido fino e poroso, que pode ser cortado em pedaços de acordo com a necessidade.

A compressa cirúrgica é um produto pronto, que já vem embalado individualmente e tem uma camada absorvente no centro.

Ambos devem ser trocados com frequência e descartados após o uso, podem possuir fio radiopaco para detecção da compressa imersa em sangue durante o raio-x.

Escolha

A escolha entre gaze e compressa estéril depende do tipo e da localização da ferida, do grau de exsudação (secreção de líquido) e da preferência do profissional de saúde.

Em geral, a compressa estéril é mais indicada para feridas com maior exsudação, pois tem maior capacidade de absorção e evita o contato direto da gaze com o tecido lesionado.

A gaze, por sua vez, é mais adequada para feridas com menor exsudação ou para fixar outros curativos, como pomadas ou cremes.

Referência:

  1. https://cremer.net.br/produto/compressa-de-campo-operatorio-esteril/