Protocolo de Dor Torácica

A dor torácica é um dos sintomas mais comuns e preocupantes na prática clínica, podendo indicar desde condições benignas até emergências graves, como infarto agudo do miocárdio.

Para auxiliar os profissionais de saúde no manejo adequado desses casos, o Ministério da Saúde desenvolveu um Protocolo de Manejo da Dor Torácica, disponível no portal Linhas de Cuidado.

Nesta publicação, vamos explorar as principais diretrizes desse protocolo e os cuidados de enfermagem essenciais para garantir um atendimento seguro e eficaz.

O Que é o Protocolo de Manejo da Dor Torácica?

O protocolo do Ministério da Saúde é um guia prático que orienta os profissionais de saúde no atendimento inicial de pacientes com dor torácica, desde a avaliação inicial até a tomada de decisões clínicas.

Ele visa identificar rapidamente as causas mais graves e encaminhar o paciente para o tratamento adequado.

Principais Causas de Dor Torácica

A dor torácica pode ter diversas origens, incluindo:

  1. Causas Cardíacas: Infarto agudo do miocárdio, angina, pericardite.
  2. Causas Pulmonares: Embolia pulmonar, pneumotórax, pneumonia.
  3. Causas Gastrointestinais: Refluxo gastroesofágico, esofagite.
  4. Causas Musculoesqueléticas: Costocondrite, lesões musculares.
  5. Causas Psicogênicas: Ansiedade, ataques de pânico.

Etapas do Protocolo de Manejo da Dor Torácica

  1. Avaliação Inicial

O primeiro passo é realizar uma avaliação rápida e sistemática para identificar sinais de gravidade.

  • Sinais de Alerta:
    • Dor intensa e prolongada (> 20 minutos).
    • Sudorese, náuseas, falta de ar.
    • História de doença cardíaca ou fatores de risco (hipertensão, diabetes, tabagismo).
  1. Anamnese e Exame Físico
  • Anamnese: Investigar características da dor (localização, intensidade, irradiação, fatores de melhora/piora) e sintomas associados.
  • Exame Físico: Avaliar sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio) e ausculta cardíaca e pulmonar.
  1. Exames Complementares
  • Eletrocardiograma (ECG): Para identificar sinais de isquemia ou infarto.
  • Biomarcadores Cardíacos: Como troponina, para confirmar lesão miocárdica.
  • Raio-X de Tórax: Para avaliar causas pulmonares.
  1. Classificação de Risco

O protocolo classifica os pacientes em três categorias de risco:

  • Alto Risco: Sinais de infarto ou embolia pulmonar. Encaminhamento imediato para emergência.
  • Risco Intermediário: Sintomas sugestivos, mas sem confirmação. Monitoramento e investigação adicional.
  • Baixo Risco: Sintomas atípicos e sem sinais de gravidade. Conduta ambulatorial.
  1. Conduta e Encaminhamento
  • Alto Risco: Encaminhamento imediato para unidade de emergência.
  • Risco Intermediário: Monitoramento e exames complementares.
  • Baixo Risco: Orientação e acompanhamento ambulatorial.

Cuidados de Enfermagem no Manejo da Dor Torácica

A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial no atendimento de pacientes com dor torácica. Aqui estão os principais cuidados:

  1. Acolhimento e Estabilização
  • Acolha o paciente com empatia e tranquilidade.
  • Monitore sinais vitais e forneça oxigênio suplementar, se necessário.
  1. Administração de Medicamentos
  • Nitratos: Para alívio da dor em casos de angina.
  • Analgésicos: Como dipirona ou morfina, para dor intensa.
  • AAS (Ácido Acetilsalicílico): Em casos suspeitos de infarto, conforme prescrição médica.
  1. Preparação para Exames
  • Auxilie na realização do ECG e coleta de exames laboratoriais.
  • Prepare o paciente para raio-X de tórax ou outros exames complementares.
  1. Monitoramento Contínuo
  • Observe sinais de piora, como aumento da dor, sudorese ou alterações nos sinais vitais.
  • Documente todas as intervenções e respostas do paciente.
  1. Educação do Paciente
  • Explique os procedimentos e a importância do tratamento.
  • Oriente sobre sinais de alerta e quando retornar ao serviço de saúde.

Dicas para a Equipe de Enfermagem

  1. Mantenha a Calma: Um atendimento tranquilo e organizado transmite segurança ao paciente.
  2. Trabalhe em Equipe: Colabore com médicos e outros profissionais para garantir um atendimento integrado.
  3. Atualize-se: Conheça os protocolos mais recentes e participe de treinamentos.

Referências:

  1. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de Manejo da Dor Torácica. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/dor-toracica/unidade-de-atencao-primaria/manejo-inicial/.
  2. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Avaliação e Conduta – Dor torácica. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/dor-toracica/unidade-hospitalar/avaliacao-conduta/
  3. Protocolo de dor Torácica do Hospital Albert Einstein

Protocolo de Sepse: Pacote de 1 hora

A sepse é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção.

Para reduzir a mortalidade e melhorar os desfechos dos pacientes, a Campanha Sobrevivendo à Sepse (Surviving Sepsis Campaign – SSC) lançou o “Pacote de 1 Hora”, um conjunto de intervenções que devem ser realizadas dentro da primeira hora após o diagnóstico.

Nesta publicação, vamos explorar o que é o Pacote de 1 Hora, suas diretrizes e a importância da equipe de enfermagem nesse processo.

O Que é o Pacote de 1 Hora?

O Pacote de 1 Hora é um protocolo baseado em evidências que orienta os profissionais de saúde a realizar intervenções críticas dentro da primeira hora após a identificação da sepse. Essas intervenções visam estabilizar o paciente, controlar a infecção e prevenir complicações.

A Campanha Sobrevivendo à Sepse 2018 reforçou a importância desse pacote, destacando que a rapidez no tratamento é um dos fatores mais importantes para reduzir a mortalidade por sepse.

Diretrizes do Pacote de 1 Hora

O Pacote de 1 Hora consiste em cinco etapas essenciais, conhecidas como “Bundle de 1 Hora”. Vamos detalhar cada uma delas:

  1. Medir o Nível de Lactato
  • Objetivo: Avaliar a presença de hipoperfusão tecidual, um marcador de gravidade na sepse.
  • Ação: Coletar lactato arterial ou venoso.
  • Meta: Lactato ≥ 2 mmol/L indica maior gravidade e necessidade de intervenção urgente.
  1. Coletar Hemoculturas Antes de Antibióticos
  • Objetivo: Identificar o microrganismo causador da infecção.
  • Ação: Coletar pelo menos duas amostras de hemocultura de locais diferentes, antes da administração de antibióticos.
  1. Administrar Antibióticos de Amplo Espectro
  • Objetivo: Iniciar o tratamento precoce da infecção.
  • Ação: Administrar antibióticos de amplo espectro dentro da primeira hora após o diagnóstico.
  • Meta: Reduzir a carga bacteriana e controlar a disseminação da infecção.
  1. Reposição Volêmica Rápida
  • Objetivo: Restaurar a perfusão tecidual e a pressão arterial.
  • Ação: Administrar 30 mL/kg de cristaloide (soro fisiológico ou Ringer lactato) em até 1 hora.
  • Cuidado: Monitorar sinais de sobrecarga hídrica, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca.
  1. Administrar Vasopressores (Se Necessário)
  • Objetivo: Manter a pressão arterial em níveis adequados.
  • Ação: Se a pressão arterial permanecer baixa após a reposição volêmica, iniciar vasopressores (ex.: noradrenalina).
  • Meta: Manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.

Papel da Enfermagem no Pacote de 1 Hora

A equipe de enfermagem é fundamental para a implementação eficaz do Pacote de 1 Hora. Aqui estão os principais cuidados e responsabilidades:

  1. Reconhecimento Precoce
  • Identificar sinais de alerta de sepse, como febre, taquicardia, hipotensão e alteração do estado mental.
  1. Coleta de Lactato e Hemoculturas
  • Realizar a coleta de forma rápida e precisa, seguindo protocolos de assepsia.
  1. Administração de Antibióticos
  • Preparar e administrar os antibióticos dentro do prazo de 1 hora, conforme prescrição médica.
  1. Reposição Volêmica
  • Monitorar o paciente durante a infusão de fluidos, observando sinais de melhora ou complicações.
  1. Monitoramento Contínuo
  • Acompanhar sinais vitais, lactato e resposta ao tratamento.
  • Documentar todas as intervenções e evolução do paciente.
  1. Educação e Suporte
  • Explicar o tratamento para o paciente e familiares, oferecendo suporte emocional.

Desafios e Dicas para a Equipe de Enfermagem

  1. Trabalho em Equipe: A sepse exige uma abordagem multidisciplinar. Comunique-se de forma clara e eficiente com médicos, farmacêuticos e outros profissionais.
  2. Treinamento Contínuo: Participe de treinamentos e simulações para aprimorar suas habilidades no manejo da sepse.
  3. Organização: Mantenha os materiais e medicamentos necessários prontos para uso, garantindo agilidade no atendimento.

O Pacote de 1 Hora é uma estratégia comprovada para reduzir a mortalidade por sepse, mas seu sucesso depende da rapidez e precisão da equipe de saúde. Para enfermeiros, esse protocolo representa uma oportunidade de salvar vidas, demonstrando a importância do seu papel no cuidado ao paciente crítico.

Referência:

  1. Surviving Sepsis Campaign (SSC). Bundle de 1 Hora. 2018. Disponível em: https://www.sccm.org/SurvivingSepsisCampaign/Home.

Choque Refratário

O choque refratário é uma condição médica grave caracterizada pela persistência do choque, mesmo após a administração de terapias convencionais, como fluidos intravenosos e vasopressores. Isso significa que o corpo não responde adequadamente às medidas tomadas para restaurar a pressão arterial e o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais.

Causas e Fisiopatologia

As causas do choque refratário são diversas e complexas, mas geralmente envolvem:

  • Sepse grave: A infecção generalizada é uma causa comum, desencadeando uma resposta inflamatória sistêmica que pode levar à disfunção de múltiplos órgãos.
  • Trauma: Grandes traumas podem causar perda significativa de sangue e lesões em órgãos vitais, dificultando a manutenção da pressão arterial.
  • Queimaduras extensas: Queimaduras graves levam à perda de fluidos e proteínas, causando choque hipovolêmico e desequilíbrios eletrolíticos.
  • Insuficiência cardíaca aguda: A incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente pode levar ao choque cardiogênico.
  • Embolia pulmonar maciça: Um coágulo sanguíneo que obstrui uma grande artéria pulmonar pode causar choque obstrutivo.

Fisiopatologia

A fisiopatologia do choque refratário é multifatorial e envolve:

  • Vasodilatação excessiva: A liberação de mediadores inflamatórios causa vasodilatação, levando à diminuição da pressão arterial.
  • Aumento da permeabilidade vascular: Os vasos sanguíneos se tornam mais permeáveis, permitindo que líquidos vazem para os tecidos, piorando o choque.
  • Disfunção microcirculatória: A microcirculação é prejudicada, comprometendo a entrega de oxigênio aos tecidos.
  • Disfunção mitocondrial: As mitocôndrias, as “usinas de energia” das células, são danificadas, levando à falência multiorgânica.

Consequências

O choque refratário é uma condição potencialmente fatal e, se não for tratado adequadamente, pode levar à falência de múltiplos órgãos e à morte.

Tratamento

O tratamento do choque refratário é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar. As medidas terapêuticas incluem:

  • Suporte hemodinâmico: Uso de vasopressores para aumentar a pressão arterial e drogas inotrópicas para aumentar a força de contração do coração.
  • Corrigir a causa subjacente: Identificar e tratar a causa do choque, como o controle da infecção ou a remoção de um coágulo sanguíneo.
  • Modulação da resposta inflamatória: Utilização de medicamentos para reduzir a inflamação sistêmica.
  • Terapias adjuvantes: Oxigenoterapia, ventilação mecânica, diálise e outras terapias de suporte.

Prognóstico

O prognóstico do choque refratário é reservado, com alta mortalidade. A sobrevida depende da causa subjacente, da gravidade da doença e da rapidez e eficácia do tratamento.

Prevenção

A prevenção do choque refratário envolve a identificação precoce e o tratamento agressivo de condições que podem levar ao choque, como a sepse, o trauma e a insuficiência cardíaca.

Referências:

  1. Wendy J Pomerantz, MD, MS, Scott L Weiss, MD. Systemic inflammatory response syndrome (SIRS) and sepsis in children: Definitions, epidemiology, clinical manifestations, and diagnosis. Disponível em: < https://bit.ly/3lFYLWq >.
  2. AZEVEDO, Luciano César Pontes de; TANIGUCHI, Leandro Utino; LADEIRA, José Paulo; MARTINS, Herlon Saraiva; VELASCO, Irineu Tadeu. Medicina intensiva: abordagem prática. [S.l: s.n.], 2018.

Máscara RCP Pocket Mask

A máscara Pocket Mask é um dispositivo utilizado durante a reanimação cardiopulmonar (RCP) para auxiliar na ventilação do paciente.  Ela possui uma válvula unidirecional que permite a passagem do ar do socorrista para o paciente, evitando o contato direto entre eles.

Como usar?

    • O socorrista deve adaptar a máscara sobre a boca e vias aéreas da vítima.
    • Coloque sua boca com firmeza sobre a máscara.
    • Encha o peito de ar e sopre para dentro da máscara, observando a elevação do tórax.
    • Tenha o cuidado de deixar que o ar saia do tórax da vítima antes de proceder a outra ventilação.

Cuidados durante o uso

    • Verifique se a máscara está limpa e em boas condições antes de usá-la.
    • Mantenha a máscara firmemente contra o rosto da vítima para garantir uma vedação adequada.
    • Utilize vias respiratórias adjuvantes, como cânulas nasofaríngeas ou orofaríngeas, para manter a via respiratória pérvia durante a ventilação com a Pocket Mask.

Lembre-se de que a RCP é uma sequência organizada de ações, e o uso correto da Pocket Mask pode fazer a diferença na sobrevivência da vítima.

Seja diligente e siga as diretrizes adequadas para obter os melhores resultados.

Referências:

  1. UFRRJ
  2. Como aplicar ventilação com bolsa-válvula-máscara (ambu) – Medicina de cuidados críticos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)
  3. MÁSCARA POCKET MASK – BIVIMED

Trauma Facial e seus tipos

O trauma facial é qualquer lesão que afeta a face, podendo envolver a pele, músculos, ossos, nervos e até mesmo os dentes. Ele pode variar desde um simples arranhão até fraturas complexas que afetam múltiplas estruturas.

As causas mais comuns de trauma facial incluem:

  • Acidentes de trânsito: Colisões veiculares são uma das principais causas de traumas faciais.
  • Quedas: Principalmente em crianças e idosos.
  • Agressões físicas: Brigas, acidentes de trabalho e esportes de contato podem causar traumas faciais.
  • Acidentes domésticos: Quedas, objetos pontiagudos e queimaduras podem lesionar a face.

Os Tipos de Trauma Facial

Por tipo de trauma

  • Trauma contuso: Causado por um impacto direto, como um soco, um acidente de carro ou uma queda. Pode resultar em hematomas, contusões, fraturas e lacerações.
  • Trauma penetrante: Causado por um objeto que penetra a pele, como uma faca, um pedaço de vidro ou um projétil de arma de fogo. Pode resultar em lacerações profundas, fraturas, danos aos tecidos moles e órgãos internos.
  • Trauma crânio-encefálico (TCE): Envolve danos ao crânio e ao cérebro. Pode ser classificado em leve, moderado ou grave, dependendo da severidade dos sintomas.
  • Trauma térmico: Causado por queimaduras ou exposição a temperaturas extremas. Pode resultar em danos à pele, tecidos moles e ossos.

Por região afetada

  • Trauma orbitário: Envolve o olho e a órbita. Pode resultar em hematoma periorbital (olho roxo), fraturas orbitais, perda da visão e outros problemas oculares.
  • Trauma maxilofacial: Envolve a maxila, mandíbula, dentes e outros ossos da face. Pode resultar em fraturas, perda de dentes, deformidades faciais e problemas de mastigação.
  • Trauma nasal: Envolve o nariz. Pode resultar em fraturas nasais, hematomas, deformidades nasais e problemas respiratórios.
  • Trauma do ouvido: Envolve o ouvido externo, médio e interno. Pode resultar em perda de audição, zumbido, desequilíbrio e outras complicações.
  • Trauma da pele: Envolve a pele da face. Pode resultar em cortes, lacerações, abrasões, hematomas e queimaduras.

Por gravidade

  • Trauma leve: Envolve lesões superficiais e sem complicações graves.
  • Trauma moderado: Envolve lesões mais graves, mas sem risco de vida.
  • Trauma grave: Envolve lesões que colocam a vida em risco, como fraturas múltiplas, danos aos tecidos moles, perda de sangue e comprometimento de órgãos vitais.

Consequências do Trauma Facial

As consequências do trauma facial variam de acordo com a gravidade da lesão e podem incluir:

  • Dor: A dor é um sintoma comum após um trauma facial.
  • Inchaço: O inchaço é uma resposta inflamatória normal do corpo à lesão.
  • Hemorragia: Sangramento nasal ou oral pode ocorrer.
  • Deformidades: As fraturas podem causar deformidades faciais.
  • Problemas de visão: As fraturas orbitais podem afetar a visão.
  • Dificuldade para respirar: As fraturas nasais e maxilares podem obstruir as vias aéreas.
  • Alterações na fala: As fraturas de mandíbula podem afetar a fala.
  • Infecções: As feridas abertas estão sujeitas à infecção.

Tratamento

O tratamento do trauma facial depende do tipo e da gravidade da lesão e pode incluir:

  • Limpeza e sutura da ferida: Para lacerações e avulsões.
  • Redução e fixação de fraturas: Utilizando técnicas cirúrgicas.
  • Antibióticos: Para prevenir infecções.
  • Analgésicos: Para controlar a dor.
  • Cirurgia reconstrutiva: Para corrigir deformidades e restaurar a função.

Cuidados de Enfermagem

Avaliação Inicial

  • Via aérea: Avaliar a permeabilidade das vias aéreas, buscando sinais de obstrução, como dificuldade para respirar, ruídos respiratórios anormais ou cianose.
  • Respiração: Observar a frequência respiratória, o padrão respiratório e a saturação de oxigênio.
  • Circulação: Verificar os sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca), presença de sangramento ativo e perfusão periférica.
  • Neurologia: Avaliar o nível de consciência, pupilas, força muscular e sensibilidade facial.
  • Lesões: Inspecionar cuidadosamente a face, identificando lacerações, fraturas, hematomas e outras lesões.

Cuidados Diretos

  • Controle do sangramento: Aplicar compressas frias e realizar pressão direta sobre o local do sangramento, se necessário.
  • Limpeza e curativos: Limpar as feridas com soluções antissépticas e aplicar curativos estéreis.
  • Monitorização: Monitorar os sinais vitais, o nível de dor e a presença de complicações, como infecção ou edema.
  • Administração de medicamentos: Administrar analgésicos, antibióticos e outros medicamentos conforme prescrição médica.
  • Orientação: Orientar o paciente sobre os cuidados pós-operatórios e a importância de seguir as recomendações médicas.

Cuidados Pós-Operatórios

  • Controle da dor: Administrar analgésicos conforme prescrição médica e utilizar técnicas não farmacológicas para aliviar a dor, como compressas frias e massagem.
  • Monitorização da ferida: Observar a ferida cirúrgica quanto a sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, calor e secreção purulenta.
  • Higiene oral: Orientar o paciente sobre a importância da higiene oral adequada para prevenir infecções.
  • Dieta: Recomendar uma dieta líquida ou pastosa nos primeiros dias após a cirurgia e, gradualmente, introduzir alimentos mais sólidos conforme a tolerância do paciente.
  • Repouso: Encorajar o repouso e evitar atividades físicas intensas.

Complicações Potenciais e Monitoramento

  • Infecção: Monitorar sinais de infecção, como febre, vermelhidão, inchaço e drenagem purulenta.
  • Hematoma: Observar o aparecimento de hematomas e comunicar ao médico caso haja aumento significativo.
  • Deiscência da ferida: Verificar se há abertura da ferida cirúrgica.
  • Alterações sensoriais: Avaliar a presença de alterações na sensibilidade facial.
  • Dificuldade respiratória: Monitorar a frequência respiratória e a saturação de oxigênio, especialmente em casos de fraturas nasais ou maxilares.

Papel da Enfermagem

O enfermeiro desempenha um papel fundamental na assistência ao paciente com trauma facial. Além dos cuidados diretos, o enfermeiro também deve:

  • Estabelecer um bom relacionamento com o paciente e a família.
  • Oferecer suporte emocional.
  • Promover a autonomia do paciente.
  • Educar o paciente e a família sobre a importância do tratamento e dos cuidados pós-operatórios.
  • Comunicar-se de forma clara e objetiva com a equipe multidisciplinar.

Referências:

  1. UnaSUS
  2. Medway
  3. Silva, J. J. de L., Lima, A. A. A. S., Melo, I. F. S., Maia, R. C. L., & Pinheiro Filho, T. R. de C.. (2011). Trauma facial: análise de 194 casos. Revista Brasileira De Cirurgia Plástica, 26(1), 37–41. https://doi.org/10.1590/S1983-51752011000100009

Carrinho de Emergência Pediátrico

Um carrinho de emergência pediátrico é especialmente equipado para atender às necessidades únicas de crianças e adolescentes em situações de emergência. Ele contém uma variedade de materiais e medicamentos que permitem ao profissional de saúde estabilizar o paciente e iniciar o tratamento de forma rápida e eficiente.

O que deve conter?

A composição exata de um carrinho de emergência pediátrico pode variar entre instituições, mas geralmente inclui os seguintes itens:

Medicamentos e diluentes   Quantidade 
Adenosina 6mg/2ml 03 ampolas
Água destilada 10ml 10 ampolas
Amiodarona, cloridrato 150mg/3mL 02 ampolas
Atropina, sulfato 0,25mg/1mL 05 ampolas
Bicabornato de Sódio 8,4% 250mL 04 frascos
Dexametasona, fosfato 4mg/ml 02 ampolas
Diazepan 10mg/2mL 04 ampolas
Dobutamina, cloridrato 250mg/20mL 02 ampolas
Dopamina, cloridrato 50mg/10mL 02 ampolas
Epinefrina 1mg/mL (Adrenalina) 10 ampolas
Fenitoína sódica 5% 250mg/5mL 02 ampolas
Fenobarbital sódico 200mg/2ml 02 ampolas
Fentanila, citrato 0,05mg/mL 20mL 04 frascos
Furosemida 20mg/2ml 03 ampolas
Flumazenil 0,5mg/5mL 02 ampolas
Glicose Hipertônica 25% 10mL 05 ampolas
Glicose Hipertônica 50% 10mL 05 ampolas
Gluconato de Cálcio 10% 0,5mEq/mL 10mL 02 ampolas
Hidrocortisona, succinato 100mg 02 frascos
Hidrocortisona, succinato 500mg 02 frascos
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 20mL 01 frasco
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 5mL 02 ampolas
Metilpredinisolona, succinato Sódico 125mg 02 frascos
Metilpredinisolona, succinato Sódico 500mg 01 frasco
Midazolan, cloridrato 15mg/3mL 03 ampolas
Naloxona, cloridrato 0,4mg/mL 02 ampolas
Nitroprusseto de sódio 25mg/2mL 01 ampola
Norepinefrina, hemitartarato 8mg/4mL (Noradrenalina) 02 ampolas
Prometazina, cloridrato 50mg/2mL 02 ampolas
Soro Fisiológico 0,9% 10 ml 10 frascos
Succinilcolina, cloridrato 500mg 01 frasco
Tiopental sódico 1000mg 01 frasco
          
Circulação Quantidade 
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 24 / 22 04 unidades cada
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 20 /18 / 16 / 14 02 unidades cada
Cateter intravenoso periférico rígido (Scalp) n° 19 / 21 / 25 / 27 02 unidades cada
Agulha hipodérmica descartável 13X4,5 02 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×7 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×8 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 40×12 ou 30×10 03 unidades
Equipo Macrogotas 02 unidades
Equipo Parenteral 02 unidades
Equipo Fotossensível 02 unidades
Multivias ou Torneira de 3 vias (three ways) 03 unidades
Seringa 3 mL / 5 mL / 10 mL / 20 mL / 60 mL 02 unidades cada
Eletrodo descartável infantil 01 pacote
Gel condutor 01 unidade
Vias Aéreas Quantidade
Luva estéril 6,0/ 6,5 / 7,0 / 7,5 / 8,0 / 8,5 01 par cada
Cânula Endotraqueal nº 4,0 / 4,5 sem cuff 03 unidades cada
Cânula Endotraqueal nº 5,0 / 5,5 / 6,0 / 6,5 / 7,0 com cuff 03 unidades cada
Cateter de aspiração nº 8 / 10 / 12 01 unidade cada
Guia pequeno para cânula traqueal 01 unidades
Guia grande para cânula traqueal 01 unidades
Cânula orofaríngea (Guedel)  nº 1 / 2 / 3 / 4 01 unidade cada
Máscara de reanimação nº 01 / 02 / 03 01 unidade cada
Reanimador manual (AMBU) 500 mL e 1000 mL 01 unidade cada
Cateter Oxigênio Tipo Óculos 01 unidade
Umidificador 01 unidade
Máscara de nebulização contínua 01 unidade
Materiais Complementares Quantidade 
Cateter uretral Levine  nº 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Cateter vesical de demora nº/ 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Coletor de urina sistema fechado 02 unidades
Coletor de urina sistema aberto 02 unidades
Cateter gástrico nº 8 / 10 / 12 / 14 / 16 01 unidade cada
Borracha de silicone 03 unidades
Soluções Quantidade 
Soro fisiológico 0,9% 250 mL 01 frasco
Soro fisiológico 0,9% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 10% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 5% 250 mL 01 frasco
Água destilada 500 mL 01 frasco
Bicarbonato de sódio 250 mL 01 frasco
Solução Ringer Lactato 500 mL 01 frasco

 

É importante ressaltar que o conteúdo do carrinho de emergência pediátrico deve ser verificado regularmente para garantir que todos os materiais estejam disponíveis, em condições adequadas de uso e com validade dentro do prazo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. Cmos DRAKE

Tórax Instável

O tórax instável é uma condição grave que ocorre quando há múltiplas fraturas em pelo menos três arcos costais adjacentes, resultando na separação de um segmento da parede torácica do restante da caixa torácica.

Essa condição é um marcador de lesão pulmonar subjacente e pode ser observada clinicamente pelo movimento paradoxal do segmento instável durante a respiração.

Diagnóstico do Tórax Instável

O diagnóstico do tórax instável é clínico. Idealmente, observamos o movimento paradoxal do segmento instável durante a respiração.

No entanto, em alguns casos, a dor ou outras lesões podem dificultar a visualização desse movimento. A radiografia de tórax pode ajudar a confirmar as fraturas ósseas e geralmente mostra contusão pulmonar subjacente. Vale ressaltar que a radiografia não exibe ruptura de cartilagem.

Cuidados de Enfermagem para o Tórax Instável

  1. Cuidados de Suporte:
    • Administração de oxigênio umidificado aos pacientes com tórax instável.
    • Analgésicos podem melhorar a ventilação, reduzindo a dor durante a respiração. Em alguns casos, a ventilação pode precisar de suporte mecânico.
    • Monitoramento cuidadoso da volemia, pois a lesão pode resultar tanto de hipovolemia (por hipoperfusão pulmonar) quanto de hipervolemia (por edema pulmonar).
  2. Reparo Cirúrgico:
    • Em pacientes selecionados com tórax instável, a fixação cirúrgica dos arcos costais pode ser considerada. Isso reduz o risco de pneumonia, o tempo de internação, a duração da ventilação mecânica e a mortalidade.
  3. Fisioterapia Respiratória:
    • A fisioterapia é crucial para evitar complicações respiratórias. Ela ajuda a manter a expansão pulmonar, melhorando a ventilação e prevenindo complicações como atelectasia e pneumonia.
  4. Monitoramento Hidroeletrolítico:
    • É importante ter cuidado com a reposição hidroeletrolítica dos pacientes para evitar congestão e piora da troca respiratória.

Em resumo, o tratamento do tórax instável envolve uma abordagem multidisciplinar, com foco na estabilização, alívio da dor, suporte respiratório adequado e monitoramento rigoroso. A enfermagem desempenha um papel fundamental na avaliação contínua e na implementação desses cuidados para garantir o melhor resultado possível para o paciente.

Referências:

  1. MSD Manuals
  2. Medway
  3. ABCMED, 2017. Tórax instável – conceito, causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações.

Diferenças entre: Cardioversão Elétrica VS Farmacológica

A cardioversão é um procedimento utilizado para restaurar o ritmo cardíaco normal em pacientes com arritmias.

Existem duas principais formas de cardioversão:

Cardioversão Elétrica:

    • Nesse método, descargas elétricas (choques) são aplicadas ao paciente por meio de eletrodos colocados no tórax.
    • É preferida em casos graves, como fibrilação ventricular, que ocorre durante uma parada cardíaca.
    • A cardioversão elétrica é rápida e eficaz na interrupção de arritmias potencialmente fatais.

Cardioversão Farmacológica:

    • Envolve a administração de medicamentos antiarrítmicos específicos.
    • É mais adequada para arritmias bem toleradas ou quando o paciente está em boas condições físicas.
    • A eficácia depende do tipo de arritmia e do momento de início do tratamento.

A cardioversão elétrica é mais indicada para emergências graves, enquanto a cardioversão farmacológica é uma opção quando a arritmia é menos crítica.

Porém ambas visam restabelecer o ritmo sinusal e melhorar a função cardíaca.

Referências:

  1. CTSEM – Cardioversão elétrica: saiba diferenciá-la da desfibrilação
  2. Cardioversão elétrica: o que é, quando salva uma vida (emergency-live.com)

Tipos de Choque

O choque é um estado grave que afeta a circulação sanguínea e o fornecimento de oxigênio aos órgãos, podendo colocar a vida em risco.

Nos casos de choque, ocorre uma redução dos níveis de oxigênio circulando na corrente sanguínea, atrapalhando seu fornecimento para órgãos e sistemas, causando danos variados e risco à vida.

Os Tipos de Choque

Choque Séptico

    • Causa: Complicação da sepse (infecção generalizada) quando a infecção atinge o sangue, levando ao mau funcionamento de órgãos como coração e rins.
    • Sintomas: Febre, convulsões, coração acelerado, falta de ar e sonolência.
    • Tratamento: Antibióticos, vasopressores e soro intravenoso.
    • Cuidados de Enfermagem:
      • Monitorar sinais vitais e função cardíaca.
      • Administrar medicamentos conforme prescrição.
      • Avaliar resposta ao tratamento.

Choque Anafilático

    • Causa: Reação alérgica grave a substâncias como alimentos ou medicamentos.
    • Sintomas: Inchaço do rosto, dificuldade para respirar, aumento dos batimentos cardíacos e desmaio.
    • Tratamento: Adrenalina, anti-histamínicos, corticoides e soro intravenoso.
    • Cuidados de Enfermagem:
      • Monitorar vias aéreas e respiração.
      • Administrar adrenalina conforme protocolo.
      • Preparar para intubação se necessário.

Choque Hipovolêmico

    • Causa: Falta de sangue para levar oxigênio aos órgãos vitais, como coração e cérebro.
    • Subgrupos:
      • Hemorrágico: Perda de sangue devido a trauma, cirurgia ou úlcera.
      • Não Hemorrágico: Perda de fluidos (vômitos, diarreia, queimaduras).
    • Sintomas: Taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do estado mental e oligúria.
    • Tratamento: Reposição de volume com soro intravenoso.
    • Cuidados de Enfermagem:
      • Avaliar sinais de hemorragia.
      • Monitorar balanço hídrico.
      • Manter acesso venoso permeável.

Choque Cardiogênico

    • Causa: Disfunção do coração, resultando em baixo débito cardíaco.
    • Sintomas: Insuficiência cardíaca, hipotensão e dificuldade respiratória.
    • Tratamento: Medicamentos para melhorar a função cardíaca e suporte circulatório.
    • Cuidados de Enfermagem:
      • Monitorar ECG e sinais de insuficiência cardíaca.
      • Administrar medicamentos conforme prescrição.
      • Avaliar necessidade de suporte mecânico.

Choque Distributivo

    • Causa: Vasodilatação excessiva, levando à queda da resistência vascular sistêmica.
    • Subgrupos:
      • Choque Séptico: Como mencionado anteriormente.
      • Choque Neurogênico: Disfunção do sistema nervoso.
      • Choque Anafilático: Como mencionado anteriormente.
    • Sintomas: Hipotensão, taquicardia e alterações na perfusão.
    • Tratamento: Tratar a causa subjacente e suporte hemodinâmico.
    • Cuidados de Enfermagem:
      • Monitorar sinais vitais e perfusão periférica.
      • Administrar medicamentos conforme necessidade.
      • Avaliar resposta ao tratamento.

Choque Obstrutivo

    • Causa: Obstrutivo ocorre quando há redução do débito cardíaco secundário devido a um inadequado preenchimento ventricular.
    • Subgrupos:
      • Tamponamento Pericárdico:
      • Acúmulo de sangue no pericárdio, prejudicando o enchimento cardíaco.
      • Cuidados de Enfermagem:
        • Monitorar sinais de tamponamento cardíaco, como hipotensão e distensão jugular.
        • Preparar para drenagem pericárdica se necessário.
    • Embolia Pulmonar Maciça:
      • Bloqueio de uma ou mais artérias dos pulmões por gordura, ar ou coágulos.
      • Cuidados de Enfermagem:
        • Monitorar sinais de insuficiência respiratória aguda.
        • Administrar oxigênio conforme prescrição.
        • Avaliar necessidade de anticoagulantes.
    • Pneumotórax:
      • Presença de ar entre as camadas da pleura, resultando em colapso dos pulmões.
      • Cuidados de Enfermagem:
        • Avaliar dor torácica e dificuldade respiratória.
        • Preparar para drenagem pleural se necessário.
    • Tumores Obstrutivos Intratorácicos:
      • Causam obstrução venosa direta.
      • Cuidados de Enfermagem:
        • Monitorar sinais de obstrução vascular.
        • Avaliar necessidade de intervenção cirúrgica.
    • Hipertensão Pulmonar Aguda e Dissecção da Aorta:
      • Comprometimento da contração sistólica.
      • Cuidados de Enfermagem:
        • Monitorar sinais de insuficiência cardíaca e hipertensão.
        • Preparar para tratamento específico da causa subjacente.

Referências:

  1. CONDUTAS EMERGENCIAIS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM CHOQUE – SECAD (artmed.com.br)
  2. Medicina de Emergência: Choque: o que é, tipos e sinais e sintomas
  3. Choque – Medicina de cuidados críticos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)

XABCDEF do Trauma: ATLS

A ATLS (Advanced Trauma Life Support) irá disponibilizar em sua 11º edição, uma atualização importante sobre a avaliação primária.

Como será o novo mnemônico?

X – Exsanguinação

– Identificar e conter hemorragias massivas

A – Vias Aéreas +controle manual cervical

– Realizar desobstrução das VA e restringir movimentos do pescoço

B- Ventilação/Oxigenação

-Exame físico, uso de oximetria e oferta de oxigênio

C -Circulação

-Perfusão, pulsos, coloração + temperatura da pele, sangramentos

D – Neurológico

-Glasgow – Pupilas – Sinais de TCE

E – Exposição e controle de temperatura

-Hipotermia pode ser letal – observar outras lesões

*F – Fatores associados*

-Populações especiais: Criança, idoso, gestante

Não confunda com o XABCDE do PHTLS!

O PHTLS fala do atendimento pré-hospitalar ou traumatizado, já o ATLS fala do suporte avançado de vida no trauma. Ou seja:

No PHTLS vai estudar e trazer referências sobre o atendimento de uma vítima antes dela chegar no Hospital, portanto, no caso de um acidente na rua ou em qualquer outro local que não seja no hospitalar.

Já o ATLS irá tratar apenas de procedimentos avançados, ou seja, procedimentos que serão realizados por médicos ou até enfermeiros porém dentro do ambiente hospitalar.

Contudo, essa atualização trazendo “F” ela aconteceu dentro do ATLS então que dizer, que é uma atualização para ser praticada dentro do ambiente hospitalar!

Essa atualização do ATLS que ainda vai acontecer, ela vai tratar do ambiente INTRA HOSPITALAR, então para quem trabalha no ambiente Extra hospitalar (APH), isso não vai mudar nada, continuando até então o protocolo XABCDE.

Referências:

  1. Global Symposium ATLS