Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC®)

A fim de evitar o agravamento do quadro respiratório de doentes internados com Covid-19, pesquisadores brasileiros correm para desenvolver um novo aparelho de respiração assistida.

A Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC®), é o único produzido inteiramente no Brasil e aprovado pela Anvisa, é frequentemente utilizada com um ventilador mecânico, comumente presente nas UTIs.

Além das vantagens da Ventilação Não Invasiva (VNI) como menor tempo de internação, essa interface não expõe os profissionais à aerossóis e facilita a comunicação do paciente com a equipe. Portanto, A BRIC se torna uma aliada no combate ao COVID-19, e também pode ser utilizada no tratamento de outros doenças respiratórias.

Características

O BRIC® é uma bolha impermeável de uso individual, com conexões respiratórias. Não é um ventilador nem respirador, trata-se de uma interface entre paciente e ventilador mecânico ou outro dispositivo gerador de fluxo e pressão.

  • Impede a propagação do vírus nas instalações de tratamento;
  • Compatível com ventiladores de Ventilação Não Invasiva – VNI;
  • Protege a equipe multidisciplinar da saúde e pacientes com riscos de contaminação;
  • Pode ser utilizado em qualquer ambiente intra-hospitalar;
  • Permite oferta de O2 variado de 21% a 100% de acordo com a necessidade clínica;
  • Possui 04 válvulas de acesso para instalação de circuitos e filtros;
  • É possível instalar entrada e saída, conforme indicação do profissional;
  • As válvulas vêm com sistema para passagem de sonda e cateter intravenoso;
  • Janela de acesso ao paciente em caso de emergência;
  • 5 ilhoses para fixação de alças;
  • Almofada para conforto do paciente;
  • Sistema de Vedação “Estanque”.

O uso desse tipo  de interface melhora a oxigenação e diminui o esforço do paciente, uma vez que o mesmo se  encaixe em algumas indicações específicas, pode se beneficiar com esse tipo de terapia de ventilação não invasiva, ou seja, respirar com a ajuda do ventilador mecânico, mas sem a necessidade de ser intubado.

Referência:

  1. LifeTech Engenharia Hospitalar

Como funciona um Cardioversor?

Para o uso do cardioversor, primeiro é preciso detectar o local de origem da arritmia:

  • As atriais acontecem na área superior do coração;
  • As ventriculares na parte inferior do coração;
  • E as juncionais entre os átrios e os ventrículos.

Quando o defeito no coração acontece nos ventrículos se configura um caso mais grave. E, se não houver cuidado constante ou socorro imediato, tem alta porcentagem de morte.

O que causa a batida descompassada do coração é a falha na pulsação elétrica dele, oriundos de questões hereditárias, genéticas ou agravamentos decorrentes do sedentarismo e da má alimentação.

O cardioversor age como uma terapia elétrica, interrompendo a arritmia e devolvendo o ritmo normal de pulsações. Importante salientar que o uso do cardioversor, diferentemente do desfibrilador, somente deve ser administrado por um profissional de saúde responsável.

Como diferenciar o CARDIOVERSOR do DESFIBRILADOR?

Para diferenciar os usos do desfibrilador e do cardioversor é preciso ter um olhar mais atento à aplicação de cada um.

O primeiro (DESFIBRILADOR) é sempre um procedimento feito em casos de emergência, em que há a iminência de morte. Ele dá choques elétricos, que não são sincronizados, sobre o tórax ou diretamente no coração. Assim, retornando o funcionamento dele como se o tivesse reiniciado.

O aparelho de cardioversão também pode ser usado em emergências, mas é mais comum em uso eletivo. A indicação é para as situações em que arritmia é criticamente instável ou então por escolha médica. Em sua aplicação o choque produzido despolariza todas as fibras cardíacas ao mesmo tempo, reparando o funcionamento correto do coração.

Importante destacar que a cardioversão elétrica deve ser realizada com o paciente em jejum, além de que sob anestesia ou sedação profunda.

Tipos de Cardioversores

Existem diversos tipos de aparelhos cardioversores disponíveis para uso hospitalar.

Os manuais são os que  precisam que um operador administre o reconhecimento do ritmo dos batimentos, bem como aplique o choque.

Os semiautomáticos têm o ritmo cardíaco reconhecido automaticamente, porém a aplicação do choque é feito por um operador. Quanto aos externos, eles são usados através da aplicação dos eletrodos adesivos sobre o tórax. Enquanto o interno tem os cabos eletrodos implantados pelo sistema venoso.

O choque elétrico é feito no músculo cardíaco através de ondas que podem ter dois formatos: monofásico e bifásico.

No monofásico a energia é aplicada em um único sentido, enquanto no bifásico a tensão parte de dois pontos diferentes, em inversão de polaridade sendo a tecnologia bifásica mais segura e eficaz para o paciente.

Veja também:

Para que serve o Gel Condutor?

Cardioversão VS Desfibrilação: Quais são as diferenças?

Cardioversão Elétrica e Farmacológica

Ressuscitador Manual (AMBU) e os Cuidados de Enfermagem

O Ressuscitador Manual , conhecido popularmente por causa da marca “Ambu” tem o objetivo de fornecer ventilação artificial durante manobras de ressuscitação de pacientes em parada cardiorrespiratória.

Pode ser utilizado em primeiros socorros, salas de emergências, unidade de terapia intensiva, anestesia e outras aplicações.

Como funciona o Ressuscitador Manual?

Quando o centro do balão é comprimido, o fluxo de ar força a abertura da membrana da válvula de não reinalação, permitindo a saída de ar e impedindo a fuga do mesmo pela válvula de entrada, de maneira a garantir a passagem do ar do ressuscitador para a máscara e, em seguida, para as vias aéreas do paciente com pressão necessária para auxiliar e reativar a função respiratória.

A válvula de alívio de pressão (POP-OFF), quando aberta, permite que haja uma fuga contida do ar do sistema antes de passar pela válvula de não reinalação, evitando a elevação da pressão das vias aéreas do paciente.

Ao suspender a pressão exercida pelo balão, permite-se que este infle e feche a membrana da válvula de não reinalação, impedindo que o ar expirado pelo paciente retorne para o interior do produto, liberando-o ao meio ambiente.

A pressão negativa criada no balão do ressuscitador durante sua expansão provoca a abertura da válvula de entrada permitindo seu reenchimento.

Se adotado a reanimação com enriquecimento de oxigênio, o produto conectado a uma fonte de oxigênio pela extensão de oxigênio e com fluxo ajustado, enche o reservatório de oxigênio.

Quando empregado a válvula de PEEP ao sistema, esta é conectada por meio do adaptador de válvula PEEP e proporciona resistência a saída do ar na fase expiratória.

A inspiração e expiração são mantidas de acordo com a forma ritmada que o balão do ressuscitador for pressionado.

As válvulas são utilizadas como conectores entre a extensão e reservatório de oxigênio, balão e máscara respiratória com a finalidade de controlar o fluxo de oxigênio fornecido ao paciente.

Cuidados de Enfermagem

  • Se necessário reanimação com enriquecimento de oxigênio, conectar uma extremidade da extensão de oxigênio à fonte de alimentação e a outra extremidade na válvula de entrada da base do balão do ressuscitador;
  • Ajustar o fluxo de oxigênio de modo que o reservatório acoplado ao ressuscitador se expanda completamente durante a inspiração e se comprima enquanto o balão se recarrega na expiração;
  • Verificar se as vias aéreas estão desobstruídas;
  • Acomodar a máscara facial de forma a cobrir a boca e nariz do paciente, fixando-a firmemente;
  • Para pacientes traqueostomizados, retirar a máscara e encaixar o conector no espaço morto ou diretamente na traqueostomia;
  • Comprimir o balão para realizar uma insuflação. Observe o tórax do paciente expandir para confirmar a inspiração;
  • Soltar o balão para aliviar a pressão e permitir a expiração.

Quanto a limpeza e esterilização:

Para limpeza e esterilização o produto, proceder conforme abaixo:

  • Desconectar cuidadosamente as partes do ressuscitador e lavar com água e sabão neutro. Em seguida, enxaguar abundantemente;
  • Após seco, acondicionar as partes em embalagem apropriada para esterilização em autoclave, preferencialmente embalagem tipo envelope de papel grau cirúrgico;
  • Proceder com a esterilização a vapor em Autoclave a 121°C de 12 a 15 minutos ou a 134°C por 5 minutos;
  • Deixar esfriar e o produto está pronto para o uso.

Referência:

  1. AMBU BRAZIL

Tábua de Compressão: Entenda a sua importância


Há vários nomes que podem sem encontrados, mas todos dirigem ao mesmo produto: Tábua rígida, Tábua para Compressão, Prancha Rígida, Tábua de compressão torácica, entre outros.

A tábua de compressão é um item obrigatório nos carrinhos de emergência, e como suporte de atendimento pré-hospitalar em ambulâncias. Com esse acessório, facilita e otimiza e estabiliza as compressões durante uma PCR, fornecendo uma superfície rígida e modelada conforme a anatomia, podendo prestar os primeiros socorros com eficiência.

Há diversos modelos disponíveis no mercado, desde materiais produzidos em diferentes tipos, como polietileno de grande densidade, acrílico, etc.

Saiba mais sobre procedimentos de Urgência e Emergência:

Carrinho de Emergência: O que devo saber?

Quais são os materiais necessários para uma Intubação?

A Parada Cardiorrespiratória

Teste de Refluxo em CVC: Por que é feito?

Quando o plantonista instala um Cateter Venoso Central (CVC), ele geralmente solicita ao técnico ou enfermeiro em quem está o auxiliando a instalar uma solução salina com equipo em uma das vias do cateter que ele acabou de inserir.

Isso se chama “Teste de Refluxo venoso”, ou seja, uma maneira do plantonista autorizar o início da infusão de um medicamento, caso o paciente esteja em intercorrências e não pode aguardar o exame de raio x imediatamente.

Após o teste positivo, a via é lavada com a própria solução salina instalada.

Esse teste não afasta a presença de pneumotórax, não indica que o cateter está bem posicionado e nem que não houve alguma complicação no trajeto.

Ele apenas sinaliza que o cateter deve estar dentro do lúmen venoso se houver retorno adequado de sangue nas vias.

Após a estabilização do paciente, o mesmo solicita exame de imagem (RX no leito) para a confirmação do posicionamento.

Por que algumas DVAs são “Dobradas” ou “Concentradas”?

Se você trabalha ou já trabalhou em setores de emergência e UTI, provavelmente já deve ter visto esta situação: O Médico solicitar a “dobrar” ou “concentrar” uma droga vasoativa a um certo paciente, para que seja administrado na bomba de infusão em uma vazão ml/h baixa.

Mas por que isso é solicitado?

Dentro de toda o processo hemodinâmico do paciente, é avaliado as condições de estabilidade do paciente, quanto a função renal, absorção dos fármacos, entre outras coisas mais complexas.

Muito provavelmente, grandes pacientes com instabilidade hemodinâmica, tem suas funções renais alteradas, o que diminui a absorção farmacológica, e a diminuição de excreção de fluídos, o que pode acarretar o edema generalizado, que chamamos de Anasarca.

Drogas Vasoativas tendem a mexer muito com todo o sistema circulatório do paciente, o que pode acarretar alterações importantes na função de débito cardíaco, pressão arterial, etc.

O que o médico tende a fazer é diminuir o volume infundido de uma certa droga vasoativa, concentrando-o ou dobrando-o ainda mais, assim dando a mesma quantidade de droga.

Um paciente altamente instável, com uma vazão muito alta de um certo DVA com uma função renal alterada, por exemplo, o médico precisa diminuir o volume destas drogas a serem infundidas, aumentando a concentração e assim diminuindo a vazão ml/h deste medicamento.

Existem padrões de soluções concentradas, duas ou quatro vezes concentradas.

Como neste exemplo:

No caso da Noradrenalina:

  • 1 ampola (4mg em 4mL) em 246 mL de Soro Glicosado (SG) 5% – 16 mcg/mL (constante) – Solução Padrão;
  • 2 ampolas em 242 mL de SG 5% – 32 mcg/mL  (constante)– Concentrada;
  • 4 ampolas em 234 mL de SG 5% – 64 mcg/mL (constante) – 2x Concentrada;
  • 8 ampolas em 218 mL de SG 5% – 128 mcg/mL (constante) – 4x Concentrada.

E da Dobutamina:

  • 1 ampola (250mg em 20mL) em 230 mL de SF 0,9% – 1 mg/mL = 1000 mcg/mL (constante) – Solução Padrão;
  • 2 ampolas em 210 mL de SF 0,9% – 2 mg/mL = 2000 mcg/mL (constante) – Concentrada;
  • 4 ampolas em 170 mL de SF 0,9% – 4 mg/mL = 4000 mcg/mL (constante) – 2x Concentrada;
  •  8 ampolas em 218 mL de SG 5% – 8 mg/mL = 8000 mcg/mL (constante) – 4x Concentrada.

O médico sempre irá diminuir a vazão da droga conforme a quantidade concentrada, realizando um cálculo que na qual precisa transformar de mL/h (vazão) para mcg/kg/min, assim dando o volume adequado a droga ao paciente:

VAZÃO (ml/h) X CONSTANTE (mcg/ml)/ 60 (quantidade de minutos na hora)/ PESO DO PACIENTE

onde a constante é a quantidade de microgramas por ml de uma ampola da droga vasoativa.

Referência:

  1. Medicina de Emergência – Abordagem Prática, USP, 2018.

Introdutor Bougie: Via Aérea Difícil

O Bougie, também conhecido como Frova e Gum Elastic Bougie, consiste de dispositivo auxiliar para intubação traqueal tipo introdutor, destinam-se a facilitar a introdução e/ou troca de tubos endotraqueais e cânulas, fazendo a função de guia/orientador, na fase pré-intubação no casos das Vias Aéreas Difíceis.

O primeiro uso do bougie para auxiliar na intubação traqueal foi descrito por Macintosh em 1949, com a utilização de um cateter de dilatação uretral, sendo empregado desde então para diversos fins. Em 1970 o introdutor foi modificado por Venn com a angulação da extremidade distal entre 35 e 40 º (formato conhecido como coudé),criando conformação característica que persiste até hoje.

Tipos de Introdutores

Atualmente vários tipos de introdutores são chamados de bougie, com destaque para o descartável (single-use), o reutilizável (multiple-use) e o caseiro. O bougie reutilizável é feito com material mais flexível, possui ponta globosa e arredondada e pode ser utilizado até cinco vezes.

Já o dispositivo descartável é feito com material mais rígido, com ponta reta e possui canal central que pode ser usado para aspiração ou fornecimento de oxigênio.

O introdutor caseiro pode ser feito com pedaço de aproximadamente 60 cm de comprimento de passador de fio, material este encontrado em casas de material elétrico, muito similar a fio de energia elétrica, mas sem o metal em seu interior. Feito basicamente de nylon, pode ser cortado e lixado em sua extremidade para torná-lo menos traumático.

As Indicações para o uso

Múltiplos usos do bougie têm sido descritos na literatura, dentre os quais podem ser destacados intubação em via aérea difícil inesperada, troca de cânulas traqueais, orientação de broncoscópio rígido, auxiliar na locação de cânulas traqueais de duplo lúmen e auxiliar na locação de máscara laríngea.

Complicações

As complicações podem ser divididas em três grupos: falhas do material, traumáticas e biológicas.

Dentre as complicações relacionadas ao material, a literatura revela relatos de quebra do bougie com ou sem perda de fragmentos na via aérea. Em 2002, Gardner 28 descreveu a desconexão da extremidade distal durante a manobra de intubação, sendo necessária realização de broncoscopia para retirar o fragmento da via aérea.

Fato semelhante já havia ocorrido em 1999 e 1995 chamando a atenção para a necessidade de inspeção do material, principalmente do dispositivo multiuso, antes do seu uso. O introdutor reutilizável deve ser empregado apenas cinco vezes devido ao ressecamento do material, que leva ao enfraquecimento e a possibilidade de fraturas.

Dentre as complicações traumáticas merece destaque a ocorrência de sangramento intenso na via aérea após o emprego do bougie. Mais graves, porém, são os relatos de perfuração de faringe, lacerações de esôfago e pulmão com pneumotórax.

Durante a confecção do dispositivo caseiro, sua extremidade pode apresentar-se áspera e com protuberâncias, potencial causadora de traumatismos. Portanto, apesar de ser simples, seu uso deve ser criterioso. O dispositivo descartável também parece ser potencialmente mais lesivo e menos efetivo  que o reutilizável por não apresentar a ponta arredondada e exercer maiores pressões nas paredes das vias aéreas.

Transmissão de doenças e infecções são descritas sobretudo com o uso de introdutores reutilizáveis, suscitando cuidados adequados quanto a armazenagem e desinfecção.

Referências:

  1. Latto IP, Stacey M, Mecklenburgh J et al. – Survey of the gum elastic bougie in clinical practice. Anaesthesia, 2002;57:379-384.
  2. Hames KC, Pandit JJ, Marfin AG et al. – Use of the bougie in simulated difficult intubation. 1. Comparison of the single-use bougie with the fibrescope. Anaesthesia, 2003:58:846-851.
  3.  Gataure PS, Vaughan RS, Latto IP – Simulated difficult intubation: comparison of the gum elastic bougie and the stylet. Anaesthesia, 1996;51:935-938.
  4.  S.I.A.A.R.T.I Linee Guida On-Line – Per l’intubazione difficile e la difficolta’ di controllo delle vie aeree, 1998.
  5.  Braun U, Goldmann K, Hempel V et al. – Practice guideline: airway management. Anästh Intensivmed, 2004;45:302-306.
  6.  Henderson JJ, Popat MT, Latto IP et al. – Difficult Airway Society guidelines for management of the unanticipated difficult intubation. Anaestesia, 2004;59:675-694.
  7. Henderson JJ – Development of the “gum elastic bougie”. Anaesthesia, 2003;58:103-104.
  8. Macintosh RR – An aid to oral intubation. BMJ, 1949;1:28.
  9.  El-Orbany MI, Salem MR, Joseph NJ – The Eschmann tracheal tube introducer is not gum, elastic, or a bougie. Anesthesiology, 2004;101:1240.
  10.  Cupitt JM – Microbial contamination of gum elastic bougies. Anaesthesia, 2000;55:466-468.
  11. Latto P – Fracture of the outer varnish layer of a gum elastic bougie. Anaesthesia, 1999;54:497-498.
  12.  Morton G, Chileshe B, Baxter P – Gum elastic bougie in the hole technique. Anaesthesia, 2002;57:1037-1038.
  13. Weisenberg M, Warters RD, Medalion B et al. – Endotracheal intubation with a gum-elastic bougie in unanticipated difficult direct laryngoscopy: a comparison of a blind technique versus indirect laryngoscopy with a laryngeal mirror. Anesth Analg, 2002;95:1090-1093.
  14. Orelup CM, Mort T – Airway rescue with the bougie in the difficult emergent airway. Crit Care Med, 2004,32:A118
  15.  Nekhendzy V, Simmonds PK – Rigid bronchoscope-assisted endotracheal intubation: yet another use of the gum elastic bougie. Anesth Analg, 2004;98:545-547.
  16.  Baraka A – Gum elastic bougie for difficult double-lumen intubation. Anaesthesia, 1997;52:929.
  17.  Weller RM – Gum elastic bougie for difficult double-lumen intubation. Anaesthesia, 1998;53:311.
  18. Gajraj NM – Tracheal intubation through the laryngeal mask using a gum elastic bougie. Anaesthesia, 1996;51:796.
  19. Lopez-Gil M, Brimacombe J, Barragan L et al. – Bougie-guided insertion of the ProSealtm laryngeal mask airway has a higher first attempt success rate than the digital technique in children. Br J Anaesth, 2006;96:238-241.
  20. Evans A, Morris S, Petterson J et al. – A comparison of Seeing Optical Stylet and the gum elastic bougie in simulated difficult intubation: a manikin study. Anaesthesia, 2006;61:478-481.
  21.  Hammarskjöld F, Lindskog G, Blomqvist P – An alternative method to intubate with laryngeal mask and see-through-bougie. Acta Anaesthesiol Scand, 1999;43:634-636.
  22. Dagg LE, Jefferson P, Ball DR – “Hold up” and the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2003;58:103.
  23.  McNelis U, Syndercombe A, Harper I et al. – The effect of cricoid pressure on intubation facilitated by the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2007;62:456-459.
  24. Hodzovic I, Wilkes AR, Latto IP – Bougie -assisted difficult airway management in a manikin – the effect of position held on placement and force exerted by the tip. Anaesthesia, 2004;59:38-43.
  25. Brimacombe J, Howath A, Keller C – A more “failsafe” approach to difficult intubation with the gum elastic bougie. Anaesthesia, 2002;57:292.
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  27. Sarma J – Intubating using an LMA and gum elastic bougie. Anesth Analg, 2006;102:975.
  28.  Gardner M, Janokwski S – Detachment of the tip of a gum-elastic bougie. Anaesthesia, 2002;57:88-89.
  29. Robbins PM, Hack H – Critical incident with gum elastic bougie. Anaesth Intensive Care, 1995;23:654.
  30. Prabhu A, Pradhan P, Sanaka R et al. – Bougie trauma: it is still possible. Anaesthesia, 2003;58:811-813.
  31.  Heidemann BH, Clark VA – Tracheal trauma secondary to the use of a Portex single-use bougie. Anaesthesia, 2004;59:1043-1044.
  32. Kadry M, Popat M – Pharyngeal wall perforation: an unusual complication of blind intubation with a gum elastic bougie. Anaesthesia, 1999;54:404-405.
  33.  Hodzovic I, Latto IP, Henderson JJ – Bougie trauma – what trauma? Anaesthesia, 2003;58:192-193.
  34.  Lima LG, Bishop MJ – Lung laceration after tracheal extubation over a plastic tube changer. Anesth Analg, 1991;73:350-351.
  35.  Marfin AG, Pandit JJ, Hames KC et al. – Use of the bougie in simulated difficult intubation. 2. Comparison of single-use bougie with multiple-use bougie. Anaesthesia, 2003;58:852-855.
  36. Annamaneni R, Hodzovic I, Wilkes AR et al. – Comparison of simulated difficult intubation with multiple-use and singe-use bougies in manikin. Anaesthesia, 2003;58:45-49.

Monitorização Cardíaca: Padrão AHA e IEC

“Ah!, só decorar que as cores dos eletrodos são referentes ao BRASIL e FLAMENGO, que tá tudo certo!…”

NEM SEMPRE!

O Sistema de Monitorização Cardíaca com 5 eletrodos provém de DOIS TIPOS padronizados:

  • O PADRÃO AHA: De acordo com a Associação Americana do Coração, (American Heart Association), as cores são: branco, preto, marrom, verde e vermelho.  A regra mnemônica que pode ser usado para lembrar é: “na grama (verde) estão as nuvens (branco) e no fogo (vermelho) está a fumaça (preta) e no centro o chocolate (marrom)”.
  • O PADRÃO IEC: De acordo com a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC – Commission Electrotechnique Internationale), as cores padronizadas são: vermelho, amarelo, preto e verde e o eletrodo precordial é branco. A Regra mnemônica que pode ser usado para lembrar é: Flamengo (Preto e Vermelho) VS (branco) Brasil (Amarelo e Verde).

Com a monitorização de 5 eletrodos podemos visualizar no monitor: I, II, III, aVR, aVL e aVF e, além disso, uma derivação precordial, colocando o eletrodo branco ou marrom na localização da derivação precordial desejada, dependendo de qual você deseja registrar.

Geralmente é colocado em V1 para monitorar arritmias supraventriculares e em V5 para monitoramento em caso de síndromes coronarianas agudas.

Veja também:

Entendendo a Monitorização Multiparâmetros

Referências:

  1. DUBIN, Dale. Trad. Ismar C. da Silveira. Interpretação rápida do ECG. 1.ed. Rio de Janeiro: Ed. Publicações Científicas, 1993;
  2. MEDTRONIC PHYSIO-CONTROL CORP. Lifepak 12 3D Biphasic defibrillator/monitor Operating Instructions. © January 2000, Medtronic Physio-Control Corp.

Tubo Laríngeo (TL)

O Tubo Laríngeo é uma evolução do Combitube, sendo menos traumático e mais, uma vez que apenas 1 válvula se insufla 2 balonetes.

Outra evolução, dessa vez em relação à máscara laríngea, é que seu número é escolhido pela altura e não pelo peso ideal, minimizando contas e erros.

Deverá ser lubrificado e introduzido na linha média da boca, até que a linha proximal demarcada em seu tubo, próximo ao conector de 15 mm pela mesma via, devendo a pressão ser menor que 60 cmH2O.

Vantagens

Em relação a Máscara Laríngea:

  • Escolha do tamanho de acordo com a altura e não pelo peso ideal, minimizando as contas;
  • Não necessita introduzir o dedo na boca do paciente;
  • Introduzido até marcação e não até sentir resistência;
  • Os de segunda geração, permitem a passagem de sonda gástrica mais calibrosa que a máscara laríngea.

 

Os Tamanhos

O tamanho do tubo laríngeo é escolhido de acordo com a tabela a seguir:

Tamanho Paciente Altura
0 Neonatal < 5kg
1 Bebê 5-12 kg
2 Pediátrico 12-25 kg
2,5 Pediátrico 125-150 cm
3 Adulto < 155 cm
4 Adulto 155-180 cm
5 Adulto > 180 cm

Referência:

  1. Via Aérea Difícil

Veja também:

A Máscara Laríngea (ML)

Códigos de Atendimento de Emergência

Quem costuma assistir esses seriados médicos, sempre costumam ouvir a equipe médica ou de enfermagem falar “código azul!”, em certas situações, não é mesmo? Mas você conhece a função do código azul? Você sabia que aqui no Brasil também é implantado estes códigos em situações de emergência?

Grande parte das Instituições brasileiras utilizam dos códigos, para situações isoladas. Geralmente há treinamento e posteriormente a padronização da mesma.

Paradas cardiorespiratórias contam com uma equipe para resposta imediata e são identificadas pelo código azul. Já as alterações agudas no estado de saúde dos pacientes são indicadas pelo código amarelo.

E mesmo pessoas que estão apenas passando pelo hospital, como visitantes, acompanhantes ou funcionários, não são ignorados no atendimento de emergência, recebendo o código laranja de alerta para atendimento!

Em cada um dos três códigos, existem equipes treinadas exaustivamente para prestar a assistência de forma eficiente e segura. Em outros países, há outros códigos além destes citados, sendo de particularidade implantação destas normas em cada lugar do mundo. Os códigos de emergência têm como objetivo proporcionar mais segurança, agilidade e eficiência no atendimento a quem circula pelo hospital.

Me conte, na sua instituição é implantado este sistema?