
Vá direto ao ponto!
Os Vasos Colaterais são como verdadeiras pontes naturais que ligam uma área pré-obstrução a outra, pós-obstrução, fazendo com que permaneça o suprimento contínuo ao tecido.
Como o Vaso Colateral atua?
A irrigação e nutrição do coração ocorrem fundamentalmente pelas coronárias, que são vasos que saem da aorta, nossa principal artéria. É através delas que o oxigênio e os nutrientes chegam ao músculo cardíaco permitindo seu funcionamento.
Existem vasos bem finos, os capilares, que também fazem parte dessa imensa rede de vasos no organismo. Entretanto, eles não são capazes de irrigar de forma satisfatória o coração, sendo essa função exercida principalmente pelas coronárias.
Quando não há uma boa irrigação, devido a placas de gordura ou trombos, pode ocorrer uma obstrução do caminho pelo qual o sangue chega a uma determinada área do coração. Isso provoca uma falta de irrigação desta região, que é denominada isquemia e posterior surgimento de situações com a angina pectoris ou o infarto.
A gravidade desse último dependerá do tempo em que esse bloqueio se desenvolveu, assim como a área obstruída.
Curiosidade
Um fato curioso sobre esse mecanismo é que nosso corpo procura meios para “burlar” os bloqueios em seus vasos, permitindo a manutenção de sua irrigação. São os denominados vasos colaterais.
Essas estruturas são como verdadeiras pontes naturais que ligam uma área pré-obstrução a outra, pós-obstrução, fazendo com que permaneça o suprimento contínuo ao tecido.
Quando é necessário, especialmente quando o fluxo de sangue é maior, o organismo promove a indução das células dos pequenos vasos capilares a se modificarem, provocando um progressivo alargamento dos mesmos, dando origem a colaterais. Infelizmente, essa formação não se dá subitamente e quando assim ocorre um bloqueio, temos um fenômeno de isquemia aguda, que pode ser fatal.
Há décadas, muitos métodos têm sido desenvolvidos para impedir o surgimento das obstruções ou permitir a desobstrução de vasos, como por exemplo, a angioplastia com balão e stent (uma espécie de tubo que é colocado dentro do vaso, permitindo a passagem do sangue).
Contudo, nem todos os pacientes podem ser submetidos a esse procedimento e, a cada intervenção, maior é o risco. Além disso, ele não é capaz de reverter o processo natural da doença, pois se trata de um recurso paliativo.
Não obstante, medidas preventivas como os exercícios físicos, permitem que haja um estímulo ao desenvolvimento de colaterais, reduzindo, portanto o surgimento de angina e infarto. Essa seria uma maneira elegante e natural de permitir a criação de vias naturais e eficientes de alívio ao coração.
Referência:
- Circulation 2007; 116: e340 – e341
Dispositivo de Assistência Ventricular (VAD)
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Christiane Ribeiro
Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.
É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

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