Os Tipos de Imunidade

Você já parou para pensar em como o seu corpo se defende contra vírus, bactérias e outros invasores? Essa proteção é dada pelo sistema imunológico, um exército interno que nos mantém saudáveis.

Mas você sabe que existem diferentes tipos de imunidade? Neste post, vamos explorar os principais tipos e como eles funcionam.

Imunidade Inata e Adaptativa: A Base da Proteção

Podemos dividir a imunidade em duas categorias principais:

  • Imunidade Inata: É a defesa que já nascemos, uma espécie de linha de frente contra invasores. Ela é rápida e não específica, atacando qualquer tipo de ameaça. Exemplos de componentes da imunidade inata são a pele, as mucosas e algumas células de defesa.
  • Imunidade Adaptativa: É a defesa que desenvolvemos ao longo da vida, após entrar em contato com um determinado agente infeccioso. Ela é mais lenta que a inata, mas é altamente específica, reconhecendo e combatendo cada invasor de forma personalizada. Essa é a imunidade responsável pela memória imunológica, que nos protege contra reinfecções.

Imunidade Ativa e Passiva: Como Adquirimos a Proteção

Além da divisão entre inata e adaptativa, a imunidade também pode ser classificada como ativa ou passiva:

  • Imunidade Ativa: É aquela que o próprio organismo produz. Ela pode ser:
    • Natural: Adquirida após uma infecção natural. Por exemplo, quando você tem catapora, seu corpo produz anticorpos contra o vírus da varicela, garantindo proteção para o futuro.
    • Artificial: Adquirida através de vacinas. As vacinas introduzem no corpo antígenos (partes do micro-organismo) que estimulam a produção de anticorpos, sem causar a doença.
  • Imunidade Passiva: É aquela que é transferida de um indivíduo para outro, ou seja, o corpo não produz os anticorpos. Ela pode ser:
    • Natural: Adquirida através da placenta ou do leite materno. Os anticorpos da mãe são passados para o bebê, protegendo-o nas primeiras semanas de vida.
    • Artificial: Adquirida através da aplicação de soros. Os soros contêm anticorpos prontos, que são administrados para neutralizar toxinas ou vírus rapidamente.

Em Resumo

A imunidade é um sistema complexo e fascinante, que nos protege de inúmeras doenças. Ao entender os diferentes tipos de imunidade, podemos tomar medidas para fortalecer nosso sistema imunológico e prevenir doenças.

Para fortalecer sua imunidade, siga algumas dicas:

  • Alimente-se bem: Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras, fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do sistema imunológico.
  • Durma o suficiente: O sono é essencial para a regeneração celular e para o fortalecimento do sistema imunológico.
  • Pratique atividade física regularmente: A atividade física aumenta a circulação sanguínea e fortalece o sistema imunológico.
  • Evite o estresse: O estresse crônico pode enfraquecer o sistema imunológico.
  • Mantenha a higiene: Lave as mãos com frequência, cubra a boca ao tossir ou espirrar e evite o contato com pessoas doentes.
  • Vacine-se: As vacinas são a forma mais eficaz de prevenir doenças infecciosas.

Referências:

  1. CRUVINEL, Wilson de Melo; MESQUITA JÚNIOR, Danilo; ARAÚJO, Júlio Antônio Pereira; CATELAN, Tânia Tieko Takao; SOUZA, Alexandre Wagner Silva de; SILVA, Neusa Pereira da; ANDRADE, Luís Eduardo Coelho. Sistema Imunitário – Parte I: Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta inflamatória. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 50, n. 4, p. 434-461, 2010.
  2. Cruvinel, W. de M., Mesquita Júnior, D., Araújo, J. A. P., Catelan, T. T. T., Souza, A. W. S. de ., Silva, N. P. da ., & Andrade, L. E. C.. (2010). Sistema imunitário: Parte I. Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta inflamatória. Revista Brasileira De Reumatologia, 50(4), 434–447. https://doi.org/10.1590/S0482-50042010000400008
  3. AYRES, A.R.G. Noções de imunologia: sistema imunológico, imunidade e imunização. In: SILVA, M.N., FLAUZINO, R.F., GONDIM, G.M.M., eds. Rede de frio: fundamentos para a compreensão do trabalho [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2017, pp. 239-256. ISBN: 978-65-5708-091-7. https://doi.org/10.7476/9786557080917.0011.

Os Tipos de Drenagem de Tórax

A drenagem torácica é o procedimento indicado quando se deseja evacuar o conteúdo aéreo ou líquido anômalo da cavidade pleural.

Existem 3 tipos de sistema de mecanismo de drenagem, de acordo com cada tipo de situação:

Drenagem Passiva

É o processo de drenagem mais comumente utilizado.

Esse tipo de drenagem se faz devido à força gravitacional e à existência de uma pressão positiva intrapulmonar, que expulsa o conteúdo intrapleural para o frasco coletor.

Após o posicionamento do dreno na cavidade da pleura, sua extremidade deverá estar mergulhada em recipiente que contenha líquido suficiente para mantê-la submersa, formando o chamado selo d ‘ água.

A extremidade imersa no líquido funciona como válvula unidirecional (selo d’água), que durante a expiração permite a passagem do produto drenado para o frasco coletor, porém durante a inspiração impede o retorno desse drenado por se elevar uma coluna de água que estabiliza a diferença de pressão entre o frasco coletor e a pressão intrapleural.

Drenagem Ativa

Na drenagem ativa ou por pressão negativa, é aplicada, ao sistema de drenagem, uma pressão inferior à existente na cavidade torácica, por meio da conexão a um sistema de aspiração contínua com o objetivo de forçar o movimento do líquido e do ar, contidos na cavidade pleural, em direção ao frasco coletor.

A pressão aplicada deve ser entre (-20 e -30 cmH2O), não excedendo esses valores devido ao risco de aspiração de tecido pulmonar e lesões.

Drenagem com Válvulas de Heimlich

A válvula de Heimlich é um sistema de válvula unidirecional usado por cirurgiões torácicos em várias situações. O dispositivo é considerado seguro e não é fator impeditivo para a alta hospitalar.

É flexível e previne o retorno de gases e fluídos para dentro do espaço pleural. A válvula mede menos de 13 cm (5 inches) de comprimento e facilita a deambulação do paciente.

Tem diversas indicações e pode substituir o sistema tradicional de drenagem com selo d ‘água. O sistema funciona em qualquer posição e dispensa clampeamento.

Prevenindo riscos e complicações

  • A drenagem torácica é uma técnica invasiva e não é isenta de riscos e complicações.
  • Durante o procedimento de inserção do dreno de tórax podem ocorrer dor, sangramento devido à ruptura de algum vaso, perfuração do pulmão e formação de enfisema subcutâneo.
  • A inserção em situação de emergência ou em movimento (ex: ambulância) pode ser um desafio, a depender da habilidade do médico executor e do posicionamento do paciente.
  • Importante assegurar a reexpansão do pulmão. Caso isto não ocorra após a drenagem, a aspiração contínua controlada (com pressão negativa de até 20 cm de água) pode ser necessária, juntamente com a fisioterapia respiratória
  • Não se deve clampear os drenos habitualmente. Particularmente em casos de fístula aérea, o clampeamento pode levar à piora do pneumotórax e até à situação de pneumotórax hipertensivo.
  • A retirada do dreno torácico deve ser feita com a garantia de ausência de fístula aérea, baixo volume líquido de drenagem (menor ou igual a 100ml/dia) e total expansão pulmonar.
  • É conveniente manter a drenagem por pelo menos 24 horas após a última evidência de escape de ar pelo dreno antes de retirá-lo.
  • O controle radiológico periódico permite avaliar a expansão pulmonar adequada.
  • A avaliação da função pulmonar e da condição clínica do paciente são determinantes da avaliação da terapêutica instituída.

Referências:

  1. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.Diretriz Pneumotórax. 2006. Vol. 32. Supl 4. jornaldepneumologia.com.br/content-supp/76
  2. Drenagem Torácica, p.129-138. In: Cuidando do paciente crítico: procedimentos especializados/editores Sandra Cristine da Silva, Patrícia da Silva Pires, Cândida Márcia de Brito. São Paulo: Editora Atheneu, 2013.
  3. Gogakos et al. Ann Transl Med. 2015 Mar; 3(4):54. doi: 10.3978/j.issn.2305-5839.2015.03.25.