Pressurizador de Bolsa de Infusão: A finalidade

A bolsa pressurizadora, conhecida também como bolsa pressórica ou pressurizador de bolsas de infusão, é de grande importância para pacientes com hipovolemia – ou seja, que sofrem com a redução do volume de plasma sanguíneo, atingindo níveis que coloquem em risco a sua saúde.

E também, através de sua pressão exercida, mantém a permeabilidade do sistema de Pressão Arterial Invasiva e Pressão Venosa Central, podendo lavar as linhas através do transdutor que é conectado nas bolsas de infusão dentro destes pressurizadores.

Como funciona?

É constituído por um manguito que envolve e exerce pressão sobre a Bolsa de Infusão, através de um Insuflador Manual em formato de pêra.

Consequentemente, o fluido presente no interior da Bolsa de Infusão passa a ser administrado intravenosamente com uma taxa de fluxo maior nos pacientes hipovolêmicos.

Para controlar a pressão exercida sobre a Bolsa de Infusão, o dispositivo possui um manômetro analógico e uma válvula de controle de entrada e saída do ar de dentro do manguito.

Cuidados de Enfermagem

Quanto ao uso:

  1. Pendure a alça do Infusor de Pressão no suporte I.V. (haste);
  2. Insira cuidadosamente a bolsa de fluido entre a malha e o balão de insuflação. Pendure a bolsa de fluido no gancho interno do Infusor de Pressão;
  3. Gire a alavanca da torneira para apontar na direção da abertura do sistema;
  4. Pressione a pera de insuflação até que o manômetro indique a pressão desejada. Não encha demais;
  5. Para manter a pressão, gire a torneira para cima, em direção à bolsa do infusor;
  6. Para esvaziar, gire a torneira para baixo, em direção à pera de insuflação.

Quanto a limpeza e armazenamento:

  1. Para desinfetar o produto utilize álcool 70%;
  2. Não use se a embalagem estiver danificada;
  3. Este produto só deve ser usado por pessoas que receberam treinamento e sob supervisão de pessoal médico qualificado;
  4. Após a utilização, o método de descarte de resíduos deve ser de acordo com a política de controle de infecção hospitalar da Instituição;
  5. Armazene longe do calor e da luz.

Referências:

  1. MedicalExpo

Bolsa de Urostomia

Antes de explicar um pouco da função da bolsa para urostomia, você sabe o que é a urostomia?

A Finalidade

Urostomia é a cirurgia que constrói um novo caminho para saída da urina, por meio de um estoma. Os condutos urinários são exteriorizados pela parede abdominal e a urina passa a ser eliminada constantemente por gotejamento.

A partir de então, é necessário que uma bolsa coletora fique acoplada ao estoma o tempo todo. Essa bolsa deve ser esvaziada ao longo do dia.

A urostomia é um procedimento que salva a vida de milhares de pessoas todos os anos. Mas você sabe quais motivos levam uma pessoa a precisar dessa cirurgia?

Na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica ocorre devido à tumores, mas também pode ser necessária em casos de acidentes, má formação congênita e inflamação crônica na bexiga.

Em casos em que há má formação do sistema urinário, pode ocorrer o refluxo da urina, que acaba voltando aos ruins e causando infecções urinárias recorrentes. Para evitar danos aos rins (que podem, inclusive, deixar de funcionar), a urostomia é uma opção para garantir saúde e qualidade de vida ao paciente.

Pessoas com quadros severos de incontinência urinária também podem ser submetidas a urostomia pela significativa melhora de qualidade de vida que essa nova condição pode proporcionar.

Tipos de estoma de urostomia

Os estomas podem ser temporários ou permanentes. Isso varia de acordo com o motivo que levou aquele paciente a fazer a urostomia e, também, a decisão do médico.

– Estomas temporários:

São aqueles realizados para interromper o fluxo urinário por um determinado período. Pode ser necessário, por exemplo, quando o médico precisa evitar que a urina passe pelo local operado até que a cicatrização esteja completa. Após finalizar o tratamento, a urina volta a percorrer o caminho original e o paciente retoma a rotina de antes.

– Estomas permanentes:

Realizados quando não é possível manter a função normal do sistema urinário ou quando a urostomia permite ao paciente ter mais qualidade de vida.

Tipos de urostomia

Quanto aos tipos de urostomia, podemos dividi-los de acordo com a técnica utilizada:

 1 – Urostomia de Conduto Ileal

Também chamado de Cirurgia de Bricker, é o procedimento mais comum. É feito a partir da remoção de uma pequena parte do íleo (intestino delgado), que faz o papel de um pequeno reservatório, um canal que levará urina ao meio externo.

Na sequência, o cirurgião fecha uma das extremidades desse canal e liga aos ureteres (canais que trazem a urina dos rins). A outra ponta é ligada à parede abdominal, criando o estoma.

O acúmulo de muco na urina é uma característica comum em pessoas com urostomia. Isso porque, naturalmente, o intestino produz muco e, ao passar pelo estoma, a urina acaba carregando-o.

2 – Urostomia de Conduto de cólon

Essa técnica é muito semelhante à descrita acima, com a diferença de que o canal, nesse caso, é retirado do cólon (intestino grosso).

Devido à pequena capacidade do reservatório criado a partir do intestino, a urostomia não permite o armazenamento interno da urina. Assim, a urina segue para o estoma o tempo todo, sendo armazenada pela bolsa coletora.

É importante salientar que a retirada de pequenos trechos dos intestinos delgado ou grosso não prejudica o paciente. O intestino delgado, por exemplo, tem cerca de 6 metros e, portanto, o pequeno pedaço retirado pelo cirurgião não afeta a função intestinal. O cirurgião reconecta o intestino, que continua funcionando como antes.

 3 – Uretorostomia

Opção mais rara, a ureterostomia conecta o ureter diretamente à parede abdominal, criando o estoma. O médico pode optar pela exteriorização de um ou ambos ureteres.

Esse tipo de cirurgia é pouco indicado, pois é frequentemente associado a complicações, como estenoses (quando o estoma se torna mais estreito, a ponto de obstruir). Geralmente, são estomas temporários.

A Bolsa de Urostomia

Existem diversos modelos de bolsas para urostomia no mercado, e entre elas, a característica comum:

Algumas possuem uma torneira na parte inferior que permite a conexão com um coletor de perna ou de cama por meio do adaptador fornecido em cada caixa de bolsa, assim podendo contabilizar sem perder o débito.

E em particular, existe uma válvula antirrefluxo da bolsa que minimiza o fluxo contrário de urina.

Que cuidados devemos ter com a Urostomia?

Infecção do Trato Urinário: Esse é o tipo de complicação tira o sono de muitas pessoas que passaram pelo procedimento de urostomia. Porém, podem ser prevenidas com hábitos simples.

Veja alguns deles:

  • Mantenha boa ingestão hídrica. Beba, no mínimo, de 6 a 8 copos de água todos os dias.
  • Esvazie a bolsa regularmente. É preciso manter esse cuidado, inclusive, durante a noite.
  • Use válvulas anti-refluxo para evitar que a urina coletada na bolsa volte para o estoma.
  • Ao menor sintoma de infecção, procure seu médico. Fique atento a sinais como febre, náuseas, vômito, dor nas costas, alteração na cor ou cheiro da urina.

Veja também:

Estomas Intestinais

Colostomia: O que é?

Cistostomia: O que é?

Bolsa Ileal em “J”

A Nefrostomia

A Anastomose

Não Rotule com Marcadores Permanentes!

Existe evidência de que escrever em bolsas de soros dos medicamentos danifica diretamente o tratamento ou a tinta passa pelo plástico?

Trouxe à vocês um estudo levantado, do site da Vida Acadêmica em Medicina de Urgência “Academic life in Emergency Medicine” (ALiEM) para a pergunta “O marcador permanente, ou de equipos, como são popularmente conhecidos, pode ser filtrado em bolsas de infusão intravenosa (IV)?”

Relata que de acordo com o Institute for Practice Safety Medical (ISMP, por sua sigla em inglês Instituto de Medicinas Práticas Seguras), não é recomendado escrever diretamente em bolsas de soro com marcador permanente, devido à possibilidade de vazamento de tinta (lixiviação) no saco e causar danos à bolsa e ao paciente!

Isso indica que, por sua vez, esta situação levanta várias questões:

• É possível que a tinta passe por sacos de policloreto de vinila (PVC)?
• Em caso afirmativo, existe algum dano potencial ao paciente?

De acordo com os fabricantes de várias marcas de sacolas de PVC, a não-transferência de tinta permanente através de sacolas de PVC não pode ser garantida e não é recomendável escrever nestes sacos com marcador permanente, especialmente porque existem muitas tintas e marcadores e marcadores diferentes.

E um último adendo: Não rotule diretamente nas bolsas de soro, pois além desta prática não ser segura, por não obterem TODAS AS INFORMAÇÕES necessárias como o nome do paciente, a data de nascimento, que solução está dentro daquela bolsa, o volume total e o volume a ser infundido, e o principal, QUEM PREPAROU, não segue os 9, 11, 13 certos que atualmente dizem, sobre a segurança na administração de medicamentos! Utilizem o rótulo padronizado de sua instituição, galera!

Para entender melhor:

Bolsa Ileal em “J”

Bolsa Ileal

A anastomose bolsa ileal-anal, ou bolsa ileal, ou bolsa ileal em “J”, é um procedimento cirúrgico que é utilizado para restaurar a continuidade gastrintestinal após a remoção cirúrgica do cólon e do reto.

Várias condições, incluindo estados inflamatórios, câncer ou infecção, pode exigir a remoção cirúrgica completa do cólon e do reto, no presente caso, a retocolite ulcerativa crônica de longa evolução.

O procedimento envolve a criação de um reservatório a partir do íleo terminal para substituir o reto removido. Duas ou mais alças intestinais são suturadas ou grampeadas em conjunto para formar um reservatório para fezes.

Este reservatório é então ligado ao ânus para reconstituição do fluxo fecal anal. A bolsa é rotineiramente protegida por uma ileostomia temporária para desviar temporariamente o caminho das fezes através da parede abdominal, sob a forma de uma ileostomia a montante. Após um período de recuperação, essa ileostomia é revertida (fechada) durante um processo separado.

Veja também:

A Anastomose

O que é a Bolsa de Bogotá?

Bolsa de Bogotá

A Bolsa de Bogotá é um método muito utilizado em casos de fechamento temporário de certas laparotomias abreviadas, com objetivo de manter as bordas da incisão abdominal afastadas o suficiente para acomodar as vísceras confortavelmente, e nos casos de peritoneostomia, quando há peritonite, e precisa drenar grande quantidade de exsudatos purulentos. Sobre este plástico, uma sonda nasogástrica, servirá como dreno para aspiração contínua da secreção.

Por ser um método mais “barato”, muitos cirurgiões utilizam-se de material de coletores de urina estéreis, por se obter uma resistência maior, sendo cortado, aberto e moldado conforme a abertura abdominal, sendo então suturado à pele ou fáscia, produzindo eficiente fechamento e proteção do abdome.

Uma vantagem para a Bolsa de Bogotá, é que o conteúdo abdominal pode ser inspecionado visualmente o que é particularmente útil nos casos de isquemia intestinal.

Por ser um método extremamente invasivo e exige cuidados intensivos de enfermagem, o paciente submete-se a maior porcentagem de morbimortalidade, pode obter uma sepse se não obtiver cuidados necessários com a ferida operatória, levando-o a morte.

Pacientes com este tipo de tratamento, podem fazer reintervenção cirúrgica quando necessário.

CUIDADOS INTENSIVOS DE ENFERMAGEM

PÓS OPERATÓRIO

Todo paciente submetido à descompressão devido à hipertensão abdominal, cuja causa pode ser traumática ou atraumática, séptica ou asséptica, deve ser monitorado rigorosamente em ambiente de terapia intensiva, com avaliação minuciosa da função renal, cerebral, cardiovascular, respiratória e hemodinâmica .

Devido à abertura da cavidade abdominal e a exposição parcial do conteúdo abdominal, deve-se prevenir o paciente do estado de hipotermia, através da reposição rigorosa de fluidos aquecidos e a utilização de cobertores lérmicos. A antibioticoterapia de amplo espectro é instituída com intuito de resolução do estado séptico ou, então, prevenção de infecção intra-abdominal secundária ao procedimento.

Todo paciente com peritoneostomia, deve possuir rigorosamente re-laparotomias programadas, com o objetivo de avaliar a cavidade, optando por iniciar o fechamento da parede ou tratar complicações.

Os curativos com bolsa de Bogotá devem o ser realizados com técnica rigorosamente asséptica, onde sera usado avental cirúrgico estéril, mascaras e luvas estéreis, realizando lavagens com Soro Fisiológico 0,9% e secando o mesmo com gazes ou compressas estéreis, podendo ser ocluídas com compressas estéreis e também utilizar-se do método de curativo à vácuo.

Colostomia: O que é?

Colostomia

O termo colostomia designa a união à parede abdominal anterior de uma porção do cólon, com o fim de permitir a evacuação de fezes e gases. Esta evacuação dá-se por um orifício chamado estoma.

Estoma é um tratamento cirúrgico que corrige distúrbios intestinais, é normalmente recomendado em pacientes que possuem parte do intestino bloqueado ou outra patologia que impeça a eliminação das fezes pelo reto.

Bolsas de Colostomia Descartáveis X Reutilizáveis: As Diferenças

A Bolsa descartável tem sua validade a cada limpeza da colostomia, pois não possui um mecanismo para a limpeza interna do mesmo, e a bolsa de Colostomia reutilizável, popularmente chamada de Bolsa de Karaya, possui uma saída para desprezar e limpar a bolsa internamente, tendo sua validade após instalada em até 7 dias.

Estomaterapia: Você Sabia?

Existe um profissional habilitado especialmente para este tipo de procedimento. Este é o
Enfermeiro Estomaterapeuta, ou seja, é uma área de especialização em enfermagem, reconhecida desde 1980, que é responsável pelo estudo e tratamento de feridas agudas e crônicas. Cabe à especialidade também à assistência a pacientes com estomias e incontinências, a orientar, com mais clareza, os cuidados a serem realizados com diversos tipos de ostomias, como por exemplo, a colostomia, ileostomia, urostomia, etc. em ambiente domiciliar.

Quais são os cuidados que devemos tomar com as bolsas reutilizáveis?

  • Esvaziar a bolsa (no mínimo uma vez por plantão e sempre que necessário), soltando apenas o clampe que a fecha na parte inferior;
  • Lavá-la com soro fisiológico a cada vez que se desprezar o conteúdo no vaso sanitário. O clamp poderá ser reutilizado nas trocas do mesmo paciente;
  • A troca da bolsa é recomendada entre 5 e 7 dias, ou quando necessário (se houver
    vazamentos, mau cheiro intenso, sujidades), a vermelhidão e dor do peristoma indica problemas de irritação da pele;
  • O depósito das fezes na bolsa coletora se inicia em torno de 72 horas após a intervenção cirúrgica;
  • A drenagem poderá ser contínua e constante, pois não há controle de retenção (esfíncter) dos dejetos ao redor do Estoma;
  • A bolsa coletora deve ser esvaziada a cada 4 ou 6 horas. Deve-se observar a quantidade de material drenado com constância e não permitir que seja preenchida além da sua metade;

O preenchimento além desse limite coloca em risco a integridade do Estoma, ocasionando lesões e grande risco de infecção.

Quais são os cuidados que devemos ter com o estoma?

  • A pele no Estoma deve permanecer rosa ou vermelho vívido e brilhante;
  • Observar a pele ao redor da bolsa coletora, bem como a fixação e seu aspecto. Se muito sujo ao redor da fixação, deve-se fazer a troca da bolsa coletora;
  • É no intestino que ocorre a maior parte da absorção de líquidos e eletrólitos dispersos oriundos da nutrição do paciente. É prudente observar a ingestão de líquidos e monitorar com exames laboratoriais específicos a absorção adequada de eletrólitos e a hidratação regular. Sintomas de desidratação como pele seca e cefaléia (dor de cabeça) intensa e recorrente devem ser informados;

Quais são os cuidados gerais de Enfermagem com a Colostomia?

  • Limpar a região da colostomia com soro fisiológico a 0,9%, em movimentos circulares;
  • Secar a área ao redor com gaze estéril;
  • Marcar na bolsa o círculo com um guia de corte, de acordo com o diâmetro da fístula, do dreno ou da ostomia;
  • Recortar o orifício marcado;
  • Observar para que o orifício não fique apertado demais garrotando a ostomia, ou grande demais facilitando o contato da secreção direta com a pele lesando-a;
  • Retirar o adesivo;
  • Retirar o protetor que recobre a face superior da placa;
  • Aplicar a placa com o aro sobre a região;
  • Adaptar a bolsa plástica à parte inferior do aro na placa, em posição cefalocaudal;
  • Exercer uma leve pressão à roda, a partir da parte inferior da bolsa plástica até que esteja segura, solicitando ao paciente que enrijeça a região;
  • Puxar suavemente a bolsa para baixo, para confirmar se ela se encontra devidamente encaixada.
  • Registrar no prontuário: característica do débito de colostomia, volume, odor, cor, etc…

Veja mais em nosso canal:

Colostomia: O que é?

colostomia

O termo colostomia designa a união à parede abdominal anterior de uma porção do cólon, com o fim de permitir a evacuação de fezes e gases. Esta evacuação dá-se por um orifício chamado estoma.

Estoma é um tratamento cirúrgico que corrige distúrbios intestinais, é normalmente recomendado em pacientes que possuem parte do intestino bloqueado ou outra patologia que impeça a eliminação das fezes pelo reto.

Bolsas de Colostomia Descartáveis X Reutilizáveis: As Diferenças

A Bolsa descartável tem sua validade a cada limpeza da colostomia, pois não possui um mecanismo para a limpeza interna do mesmo, e a bolsa de Colostomia reutilizável, popularmente chamada de Bolsa de Karaya, possui uma saída para desprezar e limpar a bolsa internamente, tendo sua validade após instalada em até 7 dias.

Estomaterapia: Você Sabia?

Existe um profissional habilitado especialmente para este tipo de procedimento. Este é o
Enfermeiro Estomaterapeuta, ou seja, é uma área de especialização em enfermagem, reconhecida desde 1980, que é responsável pelo estudo e tratamento de feridas agudas e crônicas. Cabe à especialidade também à assistência a pacientes com estomias e incontinências, a orientar, com mais clareza, os cuidados a serem realizados com diversos tipos de ostomias, como por exemplo, a colostomia, ileostomia, urostomia, etc. em ambiente domiciliar.

Quais são os cuidados que devemos tomar com as bolsas reutilizáveis?

  • Esvaziar a bolsa (no mínimo uma vez por plantão e sempre que necessário), soltando apenas o clampe que a fecha na parte inferior;
  • Lavá-la com soro fisiológico a cada vez que se desprezar o conteúdo no vaso sanitário. O clamp poderá ser reutilizado nas trocas do mesmo paciente;
  • A troca da bolsa é recomendada entre 5 e 7 dias, ou quando necessário (se houver
    vazamentos, mau cheiro intenso, sujidades), a vermelhidão e dor do peristoma indica problemas de irritação da pele;
  • O depósito das fezes na bolsa coletora se inicia em torno de 72 horas após a intervenção cirúrgica;
  • A drenagem poderá ser contínua e constante, pois não há controle de retenção (esfíncter) dos dejetos ao redor do Estoma;
  • A bolsa coletora deve ser esvaziada a cada 4 ou 6 horas. Deve-se observar a quantidade de material drenado com constância e não permitir que seja preenchida além da sua metade;

O preenchimento além desse limite coloca em risco a integridade do Estoma, ocasionando lesões e grande risco de infecção.

Quais são os cuidados que devemos ter com o estoma?

  • A pele no Estoma deve permanecer rosa ou vermelho vívido e brilhante;
  • Observar a pele ao redor da bolsa coletora, bem como a fixação e seu aspecto. Se muito sujo ao redor da fixação, deve-se fazer a troca da bolsa coletora;
  • É no intestino que ocorre a maior parte da absorção de líquidos e eletrólitos dispersos oriundos da nutrição do paciente. É prudente observar a ingestão de líquidos e monitorar com exames laboratoriais específicos a absorção adequada de eletrólitos e a hidratação regular. Sintomas de desidratação como pele seca e cefaléia (dor de cabeça) intensa e recorrente devem ser informados;

Quais são os cuidados gerais de Enfermagem com a Colostomia?

  • Limpar a região da colostomia com soro fisiológico a 0,9%, em movimentos circulares;
  • Secar a área ao redor com gaze estéril;
  • Marcar na bolsa o círculo com um guia de corte, de acordo com o diâmetro da fístula, do dreno ou da ostomia;
  • Recortar o orifício marcado;
  • Observar para que o orifício não fique apertado demais garrotando a ostomia, ou grande demais facilitando o contato da secreção direta com a pele lesando-a;
  • Retirar o adesivo;
  • Retirar o protetor que recobre a face superior da placa;
  • Aplicar a placa com o aro sobre a região;
  • Adaptar a bolsa plástica à parte inferior do aro na placa, em posição cefalocaudal;
  • Exercer uma leve pressão à roda, a partir da parte inferior da bolsa plástica até que esteja segura, solicitando ao paciente que enrijeça a região;
  • Puxar suavemente a bolsa para baixo, para confirmar se ela se encontra devidamente encaixada.
  • Registrar no prontuário: característica do débito de colostomia, volume, odor, cor, etc…