Dispositivos de Reposicionamento: Não recomendados pela NPUAP

A National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) é uma organização norte-americana dedicada à prevenção e tratamento de lesões por pressão.

Suas diretrizes são amplamente reconhecidas internacionalmente. No entanto, existem dispositivos de reposicionamento que a NPUAP não recomenda para prevenir essas lesões.

Dispositivos de Reposicionamento que não são recomendados

  • Almofadas de Pele de Carneiro Sintético: Evite o uso dessas almofadas. Elas podem criar áreas de elevada pressão, prejudicando os tecidos da pele.
  • Luvas Cheias de Água: O uso de luvas cheias de água também não é recomendado. Esses dispositivos podem exercer pressão excessiva em áreas específicas, aumentando o risco de lesões por pressão.
  • Bolsas de Fluido Intravenoso: Evite o uso dessas bolsas para reposicionamento. Elas não proporcionam uma distribuição uniforme da pressão e podem causar danos à pele.
  • Dispositivos de Argola ou “Donut”: Anéis ou dispositivos em forma de donut não são recomendados. As bordas desses dispositivos criam áreas de elevada pressão, que podem danificar os tecidos da pele.

Além disso, é importante lembrar que pacientes internados em UTIs, especialmente aqueles com dificuldade de reposicionamento, estão em risco aumentado de desenvolver lesões por pressão. O papel dos profissionais de enfermagem é crucial na prevenção e no tratamento dessas lesões, considerando as condições específicas de cada paciente.

A disseminação dessas informações é fundamental para garantir práticas seguras e eficazes na assistência aos pacientes. Mantenha-se atualizado e siga as orientações das diretrizes para promover a saúde da pele e prevenir lesões por pressão.

Compadre e Comadre: Dispositivos Urinários

Compadre (Pagagaio, Urinol), e Comadre (Penico), são alguns dos nomes mais curiosos para estes dispositivos urinários hospitalares, considerados como artigos não críticos.

São úteis tanto quanto em ambiente hospitalar e domiciliar para auxiliar uma pessoa debilitada a realizar suas necessidades, no próprio leito.

O Compadre é um dispositivo urinário masculino, tendo como função de coletar urina, sendo produzido em diversos tipos de materiais, como inox, plástico.

A Comadre também é um dispositivo urinário, mais indicado para pacientes femininas, tendo também como função de coletar urina, mas também pode ser utilizado para coletar fezes, sendo também um dispositivo que pode ser utilizado aos pacientes masculinos, produzido em material inox ou plástico.

Quem é Responsável pela Oferta ao paciente e ao Auxílio na Instalação?

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Procedimento de Enfermagem

Antes de mais nada, sempre lavar muito bem as mãos e fazer o uso de luvas durante o procedimento (é muito importante para evitar infecções).

Instalação da Comadre com auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.
  6. Higienizar a Comadre.

Sem Auxílio do paciente:

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Instalação do Compadre com auxílio do paciente:

  1. Colocar o compadre na melhor posição;
  2. O órgão masculino deverá ser introduzido no compadre;
  3. Deixar o papel ou lenço a seu alcance ou da pessoa que for utilizar;
  4. Leve ao banheiro e descarte todo o conteúdo no vaso sanitário, avaliando o aspecto e a quantidade da urina para posterior anotação de enfermagem;
  5. Higienizar o Compadre.

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

De quem é a Responsabilidade da Higienização destes Dispositivos?

Ao falar em responsáveis por essa limpeza, surge uma das principais dúvidas sobre este assunto. Enfermeiros, técnicos de enfermagem ou profissionais do serviço de limpeza devem executar a higienização?

De acordo com diversos documentos emitidos pelos CORENS, surge um exemplo da ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 006/2016 do COREN de São Paulo, onde determina que:

“Assim, consideramos que o processo de limpeza e desinfecção seja criterioso, precedido de capacitação e previsto no protocolo institucional com as atribuições dos membros da equipe, tanto da Enfermagem quanto da Limpeza.”

Portanto, este procedimento pode ser realizado por qualquer profissional que tenha a prévia capacitação, porém deve haver no protocolo organizacional a metodologia de higienização necessária, a especificação de quem será este profissional e o detalhamento de suas responsabilidades.

Clique no link para entender o processo de higienização e desinfecção destes dispositivos através de um POP elaborado pelo Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago. ( POP Rotina de Limpeza e Desinfecção Comadres e Compadres ).

Veja também:

Quaternário de Amônia

Desinfecção de Artigos Hospitalares

 

Referências:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.
  2. Orientação Fundamentada COREN-SP Nº 006/2016.

Aerossolterapia: Conheça os Dispositivos Inalatórios

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um grupo de doenças pulmonares, incluindo bronquite crônica, asma e enfisema, que dificultam a respiração. Medicamentos como broncodi­latadores e esteroides inalados reduzem o inchaço e abre suas vias aéreas para ajudá-lo a respirar mais facilmente.

Um inalador é um dispositivo de mão que entrega um sopro ou pulverização desses medicamentos diretamente nos pulmões através de um bocal. Os inaladores funcionam mais rápido do que as pílulas, que têm que viajar pela corrente sanguínea para começar a trabalhar.

Inaladores vêm em três tipos principais:

  • Inalador pressurizado de dose calibrada (pMDI);
  • Inalador de pó seco (DPI);
  • Inalador de névoa suave (SMI);

Inalador Pressurizado de Dose Calibrada (Pressurized Metered Dose Inhaler pMDI)

É um dispositivo portátil que administra a medicação para asma aos pulmões na forma de aerossol. Quando é pressionado o recipiente, um propulsor químico é ativado como uma fumaça de medicação para os pulmões.

Os medicamentos contra a DPOC que adotam um pMDI incluem esteroides, como Flovent HFA e esteroides, e broncodilatadores combinados, como Symbicort.

Inalador de Pó Seco (dry poweder inhaler – DPI)

O inalador de pá seco (DPI) liberta certas doses de medicamentos aos pulmões quando o paciente inala através do dispositivo. Ao contrário de um pMDI, um DPI não usa um propulsor. Em vez disso, a inalação interna do paciente ativa a medicação.

Os DPIs vêm em dispositivos de dose única e múltiplas doses. Os dispositivos de doses múltiplas contêm até 200 doses.

Os medicamentos que podem ser usados com um DPI incluem esteroides como Pulmicort e broncodilatadores, como Spiriva. Lembrando que cada DPI vem com suas próprias instruções!

Inalador de Névoa Suave (Soft Mist Inhaler – SMI)

O inalador de névoa suave (SMI) é um dispositivo mais novo no mercado. É utilizado um sistema de energia mecânica através de sistema de molas incorporada no inalador. Ele cria uma nuvem de medicamento que o paciente inala sem a ajuda de um propulsor.

Como a névoa contém mais partículas do que pMDIs e DPIs e o spray deixa o inalador mais devagar, mais medicamento entra aos pulmões.

Os medicamentos broncodilatadores tiotropium (Spiriva Respimat) e olodaterol (Striverdi Respimat) ambos vêm em uma névoa suave. Stiolto Respimat combina medicamentos como tiotropium e olodaterol.