MAPA e Holter: Entenda as diferenças

Os exames MAPA e Holter são alguns dos mais indicados para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas. Apesar de parecidos, eles têm diferenças e é importante saber quais são elas para recomendar o exame mais adequado.

O MAPA

O exame de Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame usado para a verificação da pressão arterial de forma mais aprofundada. Enquanto o esfigmomanômetro verifica apenas a pressão sanguínea momentânea, o MAPA consegue acompanhar as oscilações durante determinado tempo.

O MAPA é um aparelho semelhante a um gravador portátil, que coleta as informações sobre a condição do paciente, de acordo com as condições externas. Assim, ele pode registrar a oscilação pela presença do médico (síndrome do jaleco branco), pela submissão a estresse físico ou emocional, entre outras.

Por isso, o MAPA é bastante usado em pacientes com suspeita de hipertensão arterial. Afinal, ele mostra elevações na pressão, que podem indicar um quadro da doença, e também uma elevação isolada, que não necessariamente demonstra um problema de saúde, podendo ser um evento isolado.

Também pode ser recomendado para investigar os motivos para elevações periódicas na pressão de pacientes que já tenham o diagnóstico de hipertensão. Ou seja, é importante para que o médico tenha as informações necessárias para rever o tratamento proposto.

O Holter

O Holter é um equipamento portátil, também colocado junto ao corpo do paciente, usado para a mensuração da atividade elétrica do coração. Por isso, é indicado para diagnosticar diversos problemas relacionados à condução cardíaca.

São colados fios no tórax do paciente, que fazem a medição da atividade cardíaca durante 24 horas. Ele registra diferentes episódios, como desmaios, palpitações, arritmias, entre outros problemas.

Apesar de não haver contraindicação, é muito importante considerar o histórico do paciente antes de acoplar o aparelho. Além disso, é fundamental orientar bem o paciente, tirando todas as dúvidas dele, uma vez que ele passará o dia todo com o equipamento.

Então, qual é a diferença?

Ambos os exames não exigem um preparo. Por isso, são considerados pouco invasivos e de fácil convivência. De qualquer forma, é necessário que o paciente fique 24 horas com qualquer um dos aparelhos, com um bom registro da rotina do paciente.

A diferença entre eles é mesmo a indicação: o MAPA verifica a pressão arterial; o Holter a atividade elétrica. Ou seja, eles podem até ser usados de forma complementar, principalmente para os casos mais complexos de doenças cardiovasculares.

De qualquer forma, é muito importante avaliar o quadro global do paciente antes de indicar os exames de MAPA e Holter. Portanto, pesquise bem o histórico, converse e, inclusive, veja se outros exames podem ser necessários.

O CardioMAPA

O CardioMAPA é um aparelho com a capacidade de registrar o Holter e o MAPA simultaneamente – dessa forma é possível analisar os registros da pressão arterial e da frequência cardíaca no mesmo período sem a necessidade de dois dias de monitorização.

Referências:

  1. Hospital Israelita Albert Einstein;
  2. Portal Telemedicina;
  3. Maislaudo.

O Clearance de Creatinina: O que é?

Clearance de Creatinina

O Clearance de creatinina é um exame feito para avaliar a função dos rins. Ele faz isso comparando a quantidade de creatinina no sangue e na urina. Os rins servem para filtrar o sangue e entre outras substâncias eliminam a creatinina extra nele.

A creatinina é uma substância produzida naturalmente pelos músculos e eliminada pelos rins. Se os valores estiverem alterados, pode significar que a função dos rins está alterada.

Quanto mais massa muscular a pessoa possui, maior a quantidade de creatina em seu corpo e mais creatinina é produzida.

Esta substância é usada como marcador. Se a creatinina está elevada no sangue, significa que os rins não estão conseguindo filtrá-la de maneira efetiva. Se a creatinina não está sendo filtrada, é provável que outras substâncias, como toxinas, também estejam se acumulando no sangue.

O excesso de creatinina no sangue é sinal de que os rins podem estar trabalhando de maneira insuficiente.

O Excesso de Creatinina: Quais são seus sintomas?

São eles:

  • Cansaço;
  • Falta de ar;
  • Inchaço das pernas ou braços;
  • Confusão frequente;
  • Náuseas e vômitos.

Para que serve o clearance de creatinina?

O exame de clearance de creatinina serve para avaliar a funcionalidade dos rins. A comparação entre a creatinina do sangue e da urina pode indicar problemas nos rins. Os resultados são excessos da substância. Se houver pouca creatinina na urina e muita no sangue, os rins podem não estar conseguindo realizar seu trabalho, causando acúmulo de creatinina e de outros materiais que deveriam ser filtrados pelos rins.

Este exame é capaz de detectar a insuficiência renal em fases iniciais.

Como é feito o exame de clearance de creatinina?

Há dois processos:

  • A Coleta de urina

A coleta de urina deve ser feita no decorrer de 24 horas. É fornecido um recipiente onde o paciente deve urinar durante este tempo e, no final, ele deve ser fechado e levado para o laboratório ou hospital.

No caso de mulheres, recomenda-se que a coleta da urina não seja realizada durante o período menstrual.

  • A Coleta de sangue

A coleta de sangue é realizada no hospital ou laboratório. Ela precisa ser realizada com no máximo 72 horas de diferença da coleta de urina, então é comum que seja realizada logo no início ou no final do processo de coleta de materiais.

O Exame

No laboratório, é feita a medição da quantidade de creatinina no sangue e na urina. Os valores são colocados em uma fórmula que leva em consideração o peso, idade e sexo biológico do paciente. Os valores que resultam da fórmula são os resultados, que saem em poucos dias após a realização da coleta.

Quando o exame deve ser feito?

O exame de clearance de creatinina deve ser realizado a pedido do médico, que decide se ele será necessário. Algumas indicações são:

Histórico de doença renal na família

Doenças renais podem ser genéticas, portanto se você tem alguém na família com este tipo de doença, o exame é recomendado de tempos em tempos para que haja o acompanhamento do estado dos rins.

Pacientes de doenças que podem causar problemas nos rins

Algumas condições podem representar riscos para o sistema renal. Entre elas estão a diabetes, hipertensão, obesidade, infecções urinárias, gota, pessoas com ácido úrico elevado, rins policísticos, entre outras. O exame é recomendado nesses casos para prevenir doenças renais.

Uso de medicamentos que alteram função renal

Diversos medicamentos são filtrados pelos rins e podem alterar a função renal. É necessário acompanhar os pacientes que tomam este tipo de medicamento. Seu médico irá lhe informar ao receitar um medicamento que possa alterar suas funções renais.

Fumantes

Tabagismo pode causar disfunções em todos os órgãos do corpo. Fumantes devem estar sempre atentos ao seu estado de saúde, e exames como o clearance de creatinina devem estar inclusos nessa atenção.

Acima dos 50 anos

Com a idade, os órgãos podem começar a mostrar falhas. Fazer exames de rotina para acompanhar o funcionamento dos rins pode ser indicado acima dos 50 anos de idade.

Há contraindicações do exame de clearance de creatinina?

O exame de clearance de creatinina envolve apenas a retirada de uma pequena quantidade de sangue e coleta de urina, portanto não existem contraindicações.

Os Cuidados pré-exame e pós-exame

Por ser um exame extremamente simples, poucos cuidados são necessários.

Pré-exame

  • Carne: Recomenda-se evitar comer carne durante no dia anterior e durante a coleta de urina, já que a carne altera a quantidade de creatinina no sangue.
  • Jejum: Alguns tipos de exame de sangue pedem jejum, mas nem todos os laboratórios o requisitam para o exame de creatinina. Quando ele for requisitado, deve ser em torno de 3 a 8 horas antes da retirada de sangue.

Pós-exame

  • Movimentos: Após a retirada de sangue, recomenda-se não fazer força ou movimentar muito o braço do qual o sangue foi removido durante o resto do dia para evitar sangramentos.
  • Comer: Nos casos em que o jejum é requisitado para o exame de sangue, recomenda-se uma alimentação leve logo após a retirada do sangue.

Os Valores de referência

Estes são os resultados esperados do exame. Se seu exame de clearance de creatinina está dentro destes valores, ele está saudável. A medida mostra a quantidade de creatinina que é filtrada por minuto nos rins.

  • Homens: 85 – 125 mL/min/1,73 m²;
  • Mulheres: 75 – 115 mL/min/1,73 m²;
  • Crianças: 70 – 140 mL/min/1,73 m².

Posições para Exames

Posições para Exames

Como técnico de enfermagem, você sabe que o posicionamento pode ser muito mais do que apenas o conforto do paciente. A posição certa pode ter um enorme impacto na saúde e recuperação do paciente, e conhecer a posição correta para cada situação de atendimento ao paciente é crucial.

Vejamos algumas posições e sua finalidade:

Decúbito Dorsal

Usado para exames frontais do abdômen, cabeça e membros. É a posição de repouso mais conhecido.

Decúbito Ventral ou Prona

Usado para exames da coluna vertebral e região cervical, e também para a melhora da oxigenação, diminuindo a atelectasia e permitindo a distribuição mais equilibrada da pressão positiva diminuindo a injúria pulmonar.

Decúbito Lateral

Usado para exames da coluna, dorso. Posição indicada para casos de convulsão com risco de bronco aspiração.

Posição Litotômica

Esta é uma posição muito usada na ginecologia, pois neste posicionamento facilita a visualização dos órgãos reprodutores femininos com facilidade, pode ser usada para coleta de esfregaços para o popular preventivo. Alguns obstetras usam esta posição para o parto, embora eu creio que seja bastante desconfortável para a mulher. Alguns autores chamam esta posição de ginecológica.

Posição Fowler

Utilizada em pacientes que tenham dificuldades respiratórias, no momento da alimentação, em pós-operatório nasal, descanso e tireoidectomia. (Decúbito à 40-90°).

Decúbito Trendelenburg

É uma variação da posição de decúbito dorsal, onde a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados. Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal. Posição utilizada para cirurgias de órgãos pélvicos, estados de choque, tromboflebites e laparotomia de abdome inferior.

Decúbito Proclive ou Trendelenburg Invertida

É usada para tratar embolismo aéreo venoso, melhorar a circulação da região cerebral, atingir um nível efetivo de anestesia epidural ou espinhal, prevenir bronco aspiração de vômitos e ingurgitar vasos do cérvix para colocação de cateteres venosos centrais. A posição é também usada para cirurgias de cabeça, pescoço e procedimentos ginecológicos, pois reduz o fluxo sanguíneo nestas áreas.

Ela também facilita a respiração em pacientes com sobrepeso e obesos. Colocar um paciente com sobrepeso nessa posição alivia a pressão na cabeça devido ao peso excessivo do abdome em cirurgias oftalmológicas.

Posição Sims

A posição de sims é uma variante da posição lateral, diferindo em relação à distribuição do peso do paciente que é colocado no ílio anterior, úmero e clavícula. Usada para realizar exames retais, lavagem intestinal, exames vaginais e aplicação de supositórios.

Posição Genupeitoral

A posição genupeitoral ou genito – peitoral é o decúbito no qual o peito e os joelhos ficam apoiados no leito. É caracterizada por se verificar apoio simultâneo do peito e dos joelhos no mesmo plano horizontal, ficando o eixo do tronco inclinado de trás para a frente e de cima para baixo. A cabeça deve estar lateralizada, apoiada sobre os braços. Nesta posição podem ser realizados exames de reto, cólon, sigmoidoscopia entre outros.

 

Tubos de Coleta para Exames Laboratoriais

Tubos de Coleta

O resultado correto de um exame de análises clinicas não depende somente de quem os analisa, mas também da qualidade da amostra coletada.

A equipe de enfermagem atua no processo de coleta do material biológico, e, conforme a qualidade da amostra, os erros pré – analíticos são minimizados e os resultados garantidos. Para tanto são necessários cuidados especiais no momento da coleta.

A coleta de material biológico para analise é muito comum e útil no período pré – operatório e quando solicitado pelo médico.

São os tipos de coleta de sangue solicitados:

Hemograma:
Consiste na contagem global de eritrócitos, índices hematimétricos, valor de hemoglobina e valor hematrócrito (Ht), contagem global de leucócitos, contagem diferencial de leucócitos (neutrófilos, eosinofilos, basófilos, linfócitos e monócitos) e contagem global de plaquetas. È útil na avaliação de anemias, infecções bacterianas e viróticas, inflamações, leucemias e plaquetopenias.

Gasometria Arterial e Venosa:
Constitui a análise de gases sanguíneos, como O2 e CO2 e do equilíbrio ácido-basico, como bicarbonato e pH sanguíneo.

Sorologia:
È a avaliação da presença de determinados anticorpos no soro sanguíneo. È útil no diagnóstico de infecções por vírus, bactérias, fungos e protozoários.

Coagulograma:
Consiste na analise do tempo de sangramento, contagem de plaquetas, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina. È útil na avaliação homeostática pré – operatória.

Tipagem Sanguínea:
Determina o tipo sanguíneo de acordo com o sistema ABO e Rh antes da transfusões, no pré – operatório e no perfil pré – natal.

Glicemia:
É útil para a detecção de glicose e diagnóstico das hipoglicemias e hiperglicemias. Para o diagnóstico de diabetes melito é necessário valor igual ou superior a 99mg/dl na amostra em jejum em pelo menos duas ocasiões. O diagnóstico de hipoglicemia estabelece-se com valores abaixo de 60mg/dl.

Bioquímica:
Utiliza o plasma ou soro para qualificação de eletrólitos, como sódio (Na), potássio (K) e Cloro (Cl).

Observações úteis na coleta sanguínea:

Jejum – a falta de jejum aumenta a lipemia (gordura no sangue) e altera o resultado da glicose; jejum prolongado pode elevar as concentrações de bilirrubina sérica.

Medicamentos – o uso de medicamentos pode causar interferências na analise.

Períodos de repouso – a falta de repouso provoca alterações no hemograma, glicose, alguns hormônios, transaminases, etc.

Temperatura do cliente – a hipotermia promove vasoconstrição e dificulta venopunção; o estresse aumenta a temperatura afetando a secreção de hormônios as adrenal.

Infusão intravenosa – deve-se evitar coletar material pelo cateter da infusão venosa. Fazê-lo somente quando não houver outra alternativa. Deve-se retirar de 10ml a 15ml de sangue, desprezá-lo definitivamente e com outra seringa fazer a coleta da amostra desejada.

Torniquete – a utilização incorreta do torniquete (muito apertado ou por muito tempo) pode causar hemoconcentração local, alterando os valores de enzimas, proteínas, hematócrito, sódio, potássio, cálcio, ferro, colesterol, triglicérides, plaquetas e fatores de coagulação.

É preciso estar familiarizado com o material a ser utilizado. Deve-se evitar que o cliente abra e feche a mão, pois pode levar a alterações dos resultados. A punção deve ser finalizada sem desenvolver hematomas.

Como proceder:

Lavar as mãos;
Preparar o material: bandeja contendo tubos de coleta, luvas de procedimento, seringas, dispositivos intravenosos, torniquetes, bolas de algodão, antisséptico, adesivos e etiquetas;

Realizar a identificação do cliente (conferir pulseira e perguntar o nome);

Solicitar o consentimento do paciente para execução do procedimento;

Orientar o paciente para o procedimento;

Acomodá-lo confortavelmente;

Posicionar a bandeja;

Observar a rede venosa e escolher a melhor veia para puncionar;
Calçar luvas de procedimento;

Garrotear de 10cm a 15cm acima do local da punção;

Deixar o menor tempo possível o cliente garroteado;

Apalpar a veia escolhida;

Fazer antissepsia ampla do local da punção com movimentos firmes num único sentido;

Pegar o dispositivo intravenoso escolhido de modo que o bisel esteja voltado para cima;

Fixar a veia;

Puncionar a veia, introduzindo o dispositivo intravenoso acoplado á seringa;

Fixar o dispositivo;

Aspirar o volume sanguíneo determinado para o exame solicitado:

Se seringa passar o conteúdo da seringa (sem agulha) para o tubo de modo que o sangue escorra pela parede do mesmo.

Se vácuo, o conteúdo vai diretamente para o tubo.

Observar a reação do paciente;

Retirar o dispositivo;

Fazer compressão do local com algodão seco;

Orientar o paciente a não dobrar o braço;

Descartar materiais perfurocortantes em local próprio;

Retirar as luvas de procedimento;

Lavar as mãos;

Checar na prescrição médica correta;

Manter a unidade em ordem e encaminhar material colhido;

Realizar anotações de enfermagem;

Exemplo de registro de enfermagem:

Data: Hora: Relatório de enfermagem: Coleta para analise de Na, K, Glicemia, etc. Encaminhado para: Assinatura:

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/sequenciatubos/