Tipos de Exames de Sangue

Os exames de sangue são ferramentas poderosas para avaliar a saúde geral de uma pessoa e diagnosticar diversas condições médicas. Ao analisar uma amostra de sangue, os profissionais de saúde podem medir níveis de substâncias como glicose, colesterol, hormônios e enzimas, além de identificar células sanguíneas anormais.

Exames de sangue para enzimas cardíacas são particularmente importantes na avaliação de problemas cardíacos. Quando o coração é danificado, como em um ataque cardíaco, ele libera enzimas específicas no sangue. A medição desses níveis pode ajudar a confirmar um diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

A gasometria é outro exame de sangue que avalia a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, além do pH. Ela é fundamental para avaliar a função pulmonar e a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos.

Exames de Sangue Comuns e suas Funções

Tipo de Exame O que Mede Para que serve
Hemograma Completo Número e tipo de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) Avalia anemia, infecções, distúrbios de coagulação e outros problemas.
Perfil Bioquímico Níveis de glicose, proteínas, enzimas, eletrólitos e outros componentes Avalia função renal, hepática, cardíaca, e metabólica.
Perfil Lipídico Níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos Avalia o risco de doenças cardíacas.
Tipagem Sanguínea e Fator Rh Tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e presença do fator Rh Essencial para transfusões de sangue e durante a gravidez.
Teste de Função Tireoidiana Níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) Avalia a função da tireoide.
Teste de Glicose em Jejum Nível de glicose no sangue após um período de jejum Diagnostica diabetes e monitora o controle glicêmico.
Teste de Tolerância à Glicose Nível de glicose no sangue após a ingestão de glicose Confirma o diagnóstico de diabetes e avalia a resistência à insulina.
Teste de Hemoglobina Glicada (A1c) Nível médio de glicose nas últimas 2-3 meses Monitora o controle glicêmico em pacientes com diabetes.

Exames de Sangue para o Coração

  • Enzimas Cardíacas: Troponina, CK-MB e LDH são as enzimas mais comumente medidas para avaliar danos ao músculo cardíaco.
  • Proteína C-reativa (PCR): Um marcador inflamatório que pode indicar a presença de doença arterial coronariana.
  • BNP (peptídeo natriurético cerebral): Um marcador de insuficiência cardíaca.

Gasometria Arterial

A gasometria arterial mede os seguintes parâmetros:

  • pH: Indica o equilíbrio ácido-base do sangue.
  • pO2: Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
  • pCO2: Pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
  • Bicarbonato: Um íon importante no equilíbrio ácido-base.
  • Saturação de Oxigênio: Porcentagem de hemoglobina saturada com oxigênio.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Triagem Neonatal

A triagem neonatal é um conjunto de testes simples, rápidos e indolores realizados em recém-nascidos para detectar precocemente doenças graves e passíveis de tratamento.

Principais testes que devem ser realizados ao nascer

No Brasil, esse conjunto inclui o famoso teste do pezinho, mas também outros testes igualmente importantes:

  • Teste do Pezinho: Detecta doenças genéticas e metabólicas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e anemia falciforme. Deve ser realizado entre o 3º e 7º dia de vida.
  • Teste da Orelhinha: Avalia a audição do bebê, identificando possíveis perdas auditivas. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Olhinho: Examina a visão do bebê, detectando doenças como catarata congênita e retinoblastoma. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Coraçãozinho: Identifica doenças cardíacas congênitas, como sopros e cardiopatias. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste da Linguinha: Avalia a sucção, deglutição e freno lingual (língua presa), importantes para a amamentação e desenvolvimento da fala. Realizado entre o 4º e 6º mês de vida.

Por que a triagem neonatal é importante?

  • Diagnóstico precoce: Permite identificar doenças graves em seus estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e pode prevenir sequelas graves e até mesmo o óbito.
  • Tratamento oportuno: Ao detectar a doença precocemente, o tratamento adequado pode ser iniciado rapidamente, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança.
  • Redução de complicações: O tratamento precoce das doenças detectadas na triagem neonatal pode prevenir complicações graves, como deficiências intelectuais, problemas de desenvolvimento e sequelas físicas.

Onde os testes são realizados?

A triagem neonatal é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em maternidades e unidades básicas de saúde em todo o país.

Lembre-se:

  • A triagem neonatal é um direito de todos os recém-nascidos brasileiros.
  • Os testes são simples, rápidos e indolores.
  • O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno podem salvar vidas e garantir uma melhor qualidade de vida para as crianças.

Não deixe de levar seu bebê para fazer a triagem neonatal!

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria
  3. Cuidado Neonatal – Ministério da Saúde

Tubo de Coleta: Vermelho

O tubo vermelho para coleta de sangue é um dos vários tubos coloridos usados na coleta de sangue, cada um com um propósito específico.

Ativador de Coágulo

O tubo vermelho é conhecido por conter um ativador de coágulo que acelera o processo de coagulação do sangue.

Isso resulta em uma amostra de soro de alta qualidade após a centrifugação, separando o soro das células do coágulo. Além disso, muitos desses tubos contêm um gel separador que ajuda a diferenciar ainda mais o soro das células do coágulo.

Exames Indicados

O tubo vermelho é indicado para uma variedade de exames, principalmente análises bioquímicas, sorológicas, imunológicas e para detecção de marcadores cardíacos e tumorais. Alguns exemplos de exames que utilizam o tubo vermelho incluem testes para colesterol, glicose, ureia e creatinina.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem na coleta de sangue com tubo vermelho são cruciais para garantir a segurança do paciente e a qualidade da amostra. Aqui estão algumas diretrizes importantes:

  1. Identificação Correta do Paciente: Verificar a identidade do paciente antes da coleta para evitar erros.
  2. Preparação Adequada: Organizar o material necessário, usar luvas e realizar a higiene das mãos antes e após a coleta.
  3. Técnica de Coleta: Seguir a técnica correta de coleta de sangue para minimizar o desconforto do paciente e reduzir o risco de hematomas.
  4. Armazenamento e Transporte: Etiquetar corretamente os tubos e armazená-los conforme as diretrizes para preservar a integridade da amostra.
  5. Pós-Coleta: Registrar o procedimento e o volume de sangue coletado no prontuário do paciente e instruir o paciente sobre cuidados após a coleta, como compressão do local da punção e evitar carregar peso no braço coletado por um período.

Essas práticas ajudam a evitar complicações e garantem que os resultados dos exames sejam confiáveis e precisos. É essencial que os profissionais de enfermagem estejam bem treinados e atualizados sobre as melhores práticas na coleta de sangue.

Referência:

  1. Labnetwork

Os Exames Pré-Natal

Os exames pré-natal são importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. Eles permitem identificar possíveis problemas, como infecções, anemia, diabetes gestacional, incompatibilidade sanguínea, malformações fetais, entre outros.

O Homem também participa do exame pré-natal!

O procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” foi incluído no rol do Sistema Único de Saúde, sob o número 03.01.01.023-4.

A consulta avalia o estado geral de saúde do pai/parceiro, devendo ser solicitado os exames de rotina de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, testes rápidos, atualização do cartão de vacinas (conforme calendário nacional de vacinação), orientações sobre a gravidez, parto, pós parto, amamentação e direitos do pai/parceiro.

Além de incluir a consulta pré-natal, a Portaria 1.474/2017 da Secretaria de Assistência à Saúde/MS modifica a numeração dos procedimentos de testes rápidos para detecção de sífilis e de HIV na gestante, permitindo identificar a inclusão do pai ou parceiro.

O programa de pré-natal do homem foi normatizado pelo Ministério da Saúde em 2011 para prevenir doenças e combater essa desigualdade, estimulando a paternidade ativa e cuidadora antes, durante e depois do nascimento.

Os exames pedidos ao parceiro

  • Espermograma: avalia a quantidade, a qualidade e a mobilidade dos espermatozoides. Pode ser solicitado antes da concepção, para verificar a fertilidade do homem, ou durante a gravidez, para descartar alterações que possam afetar o desenvolvimento do feto.
  • Tipagem sanguínea e fator Rh: determina o tipo de sangue e o fator Rh do homem. É importante para prevenir a incompatibilidade sanguínea entre o pai e o bebê, que pode causar anemia hemolítica no recém-nascido.
  • Sorologias: são exames de sangue que detectam a presença de anticorpos contra doenças infecciosas, como HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Essas doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, ou do pai para a mãe através do contato sexual. Por isso, é importante que o casal faça os exames e receba o tratamento adequado, se necessário.
  • Teste genético: analisa o material genético do homem para identificar possíveis alterações cromossômicas ou mutações que possam causar doenças hereditárias no bebê. Pode ser feito através de uma amostra de sangue ou de saliva. É indicado para casais que tenham histórico familiar de doenças genéticas, idade avançada ou abortos espontâneos repetidos.
  • Dosagem hormonal: mede os níveis de hormônios como testosterona, prolactina e tireoide no sangue do homem. Esses hormônios podem influenciar na fertilidade, na libido e na saúde geral do pai e do bebê. Alterações hormonais podem indicar problemas como hipogonadismo, hiperprolactinemia ou hipotireoidismo, que devem ser tratados adequadamente.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue. Esse exame pode detectar alterações como diabetes ou pré-diabetes, que podem afetar a fertilidade masculina e aumentar o risco de malformações fetais.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.

Exames pedidos à gestante

  • Tipagem sanguínea: verifica o tipo de sangue e o fator Rh da mãe e do bebê. Se a mãe for Rh negativo e o bebê Rh positivo, pode haver risco de rejeição imunológica, que pode ser prevenida com injeção de imunoglobulina.
  • Papanicolau: rastreia o câncer do colo do útero e outras doenças ginecológicas. Deve ser feito regularmente por todas as mulheres, inclusive as grávidas.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue e indica se há tendência ao diabetes gestacional, que pode causar complicações para a mãe e o bebê.
  • Sorologia para HIV, hepatite B e C, citomegalovírus e outras infecções: verifica se a mãe tem alguma dessas doenças que podem ser transmitidas para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento precoce pode reduzir o risco de transmissão vertical.
  • Ultrassonografia: usa ondas sonoras para gerar imagens do bebê e da placenta. Permite estimar a idade gestacional, a data provável do parto, o sexo do bebê, o número de fetos, o crescimento fetal, a posição fetal, a quantidade de líquido amniótico e a presença de malformações ou anomalias.

Os exames pré-natal devem ser realizados de acordo com a orientação do médico obstetra, que irá solicitar os exames mais adequados para cada caso.

Em geral, recomenda-se iniciar o pré-natal no primeiro trimestre da gravidez e fazer consultas regulares até o momento do parto. O pré-natal é essencial para garantir uma gravidez saudável e segura para a mãe e o bebê.

Referências:

  1. https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/
  2. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pre_natal_profissionais_saude.pdf

Os tipos de exame de imagens

Os exames de imagem são procedimentos que permitem visualizar as estruturas internas do corpo humano, auxiliando no diagnóstico e tratamento de diversas doenças.

Meios de captura de exames de imagem

Existem diversos tipos de exames de diagnóstico por imagem. Para formá-las, eles podem usar:

  • radiação, como as radiografias, tomografias computadorizadas, angiografias e cintilografias;
  • ondas sonoras, como as ultrassonografias;
  • campos magnéticos, como as ressonâncias magnéticas.

Além disso, podem ser feitos com ou sem a adição de meios de contrastes. Esses, por sua vez, são substâncias que melhoram a definição e a nitidez da área avaliada.

Os tipos de Exames de Imagem

  • Radiografia: utiliza raios X para produzir imagens bidimensionais dos ossos e órgãos. É um exame simples, rápido e barato, mas que expõe o paciente à radiação ionizante, podendo causar danos ao DNA das células. É indicado para avaliar fraturas, infecções, tumores e alterações pulmonares, entre outras condições.
  • Tomografia computadorizada: também utiliza raios X, mas de forma mais sofisticada, gerando imagens tridimensionais e em alta resolução dos tecidos do corpo. É um exame mais complexo, demorado e caro que a radiografia, e também envolve maior exposição à radiação. É indicado para avaliar lesões cerebrais, vasculares, abdominais e torácicas, entre outras.
  • Ultrassonografia: utiliza ondas sonoras de alta frequência para produzir imagens dos órgãos internos em tempo real. É um exame não invasivo, indolor e sem radiação, mas que depende da habilidade do operador e da qualidade do equipamento. É indicado para avaliar a gestação, a tireoide, o fígado, o rim, a vesícula biliar e outros órgãos.
  • Ressonância magnética: utiliza um campo magnético intenso para produzir imagens detalhadas dos tecidos do corpo. É um exame não invasivo e sem radiação, mas que pode ser demorado, barulhento e claustrofóbico. É contraindicado para pessoas com implantes metálicos ou dispositivos eletrônicos no corpo. É indicado para avaliar o cérebro, a coluna vertebral, as articulações e os órgãos abdominais e pélvicos, entre outros.
  • Ecocardiograma bidimendional com doppler: Funciona com os mesmos princípios do ultrassom. Contudo, seu uso é mais voltado para a cardiologia, sendo fundamental para avaliar patologias cardíacas. O eco, como também é conhecido, permite uma avaliação efetiva da estrutura do coração e também do seu funcionamento. Isso acontece, pois, associado ao doppler, é possível identificar como está o fluxo sanguíneo no interior do órgão, além de visualizar sua anatomia.
  • Angiografia por ressonância magnética (ARM ou angio-RM): é um dos principais exames neurológicos. Ela permite analisar os vasos sanguíneos do cérebro, coração, braços, pernas e órgãos abdominais. O exame serve para mostrar imagens do fluxo sanguíneos nas veias ou nas artérias. Assim, proporciona um excelente detalhamento vascular.
  • Cintilografia: A cintilografia forma imagens a partir de um composto químico radioativo (radioisótopo). Esse pode ser injetado, ingerido ou inalado. É usada na detecção e seguimento de metástases (disseminação da doença). Porém, as imagens não são tão detalhadas quanto as de outros métodos de diagnóstico por imagem, como radiografias, tomografias ou ressonâncias.
  • Medicina nuclear: utiliza substâncias radioativas injetadas ou ingeridas pelo paciente para produzir imagens funcionais dos órgãos. É um exame invasivo e com radiação, mas que permite avaliar o metabolismo e a perfusão dos tecidos. É indicado para avaliar o coração, a tireoide, os rins e os ossos, entre outros.

Referência:

  1. https://blog.sabin.com.br/saude/como-funcionam-os-exames-de-imagem/

MAPA e Holter: Entenda as diferenças

Os exames MAPA e Holter são alguns dos mais indicados para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas. Apesar de parecidos, eles têm diferenças e é importante saber quais são elas para recomendar o exame mais adequado.

O MAPA

O exame de Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame usado para a verificação da pressão arterial de forma mais aprofundada. Enquanto o esfigmomanômetro verifica apenas a pressão sanguínea momentânea, o MAPA consegue acompanhar as oscilações durante determinado tempo.

O MAPA é um aparelho semelhante a um gravador portátil, que coleta as informações sobre a condição do paciente, de acordo com as condições externas. Assim, ele pode registrar a oscilação pela presença do médico (síndrome do jaleco branco), pela submissão a estresse físico ou emocional, entre outras.

Por isso, o MAPA é bastante usado em pacientes com suspeita de hipertensão arterial. Afinal, ele mostra elevações na pressão, que podem indicar um quadro da doença, e também uma elevação isolada, que não necessariamente demonstra um problema de saúde, podendo ser um evento isolado.

Também pode ser recomendado para investigar os motivos para elevações periódicas na pressão de pacientes que já tenham o diagnóstico de hipertensão. Ou seja, é importante para que o médico tenha as informações necessárias para rever o tratamento proposto.

O Holter

O Holter é um equipamento portátil, também colocado junto ao corpo do paciente, usado para a mensuração da atividade elétrica do coração. Por isso, é indicado para diagnosticar diversos problemas relacionados à condução cardíaca.

São colados fios no tórax do paciente, que fazem a medição da atividade cardíaca durante 24 horas. Ele registra diferentes episódios, como desmaios, palpitações, arritmias, entre outros problemas.

Apesar de não haver contraindicação, é muito importante considerar o histórico do paciente antes de acoplar o aparelho. Além disso, é fundamental orientar bem o paciente, tirando todas as dúvidas dele, uma vez que ele passará o dia todo com o equipamento.

Então, qual é a diferença?

Ambos os exames não exigem um preparo. Por isso, são considerados pouco invasivos e de fácil convivência. De qualquer forma, é necessário que o paciente fique 24 horas com qualquer um dos aparelhos, com um bom registro da rotina do paciente.

A diferença entre eles é mesmo a indicação: o MAPA verifica a pressão arterial; o Holter a atividade elétrica. Ou seja, eles podem até ser usados de forma complementar, principalmente para os casos mais complexos de doenças cardiovasculares.

De qualquer forma, é muito importante avaliar o quadro global do paciente antes de indicar os exames de MAPA e Holter. Portanto, pesquise bem o histórico, converse e, inclusive, veja se outros exames podem ser necessários.

O CardioMAPA

O CardioMAPA é um aparelho com a capacidade de registrar o Holter e o MAPA simultaneamente – dessa forma é possível analisar os registros da pressão arterial e da frequência cardíaca no mesmo período sem a necessidade de dois dias de monitorização.

Referências:

  1. Hospital Israelita Albert Einstein;
  2. Portal Telemedicina;
  3. Maislaudo.

O Clearance de Creatinina: O que é?

Clearance de Creatinina

O Clearance de creatinina é um exame feito para avaliar a função dos rins. Ele faz isso comparando a quantidade de creatinina no sangue e na urina. Os rins servem para filtrar o sangue e entre outras substâncias eliminam a creatinina extra nele.

A creatinina é uma substância produzida naturalmente pelos músculos e eliminada pelos rins. Se os valores estiverem alterados, pode significar que a função dos rins está alterada.

Quanto mais massa muscular a pessoa possui, maior a quantidade de creatina em seu corpo e mais creatinina é produzida.

Esta substância é usada como marcador. Se a creatinina está elevada no sangue, significa que os rins não estão conseguindo filtrá-la de maneira efetiva. Se a creatinina não está sendo filtrada, é provável que outras substâncias, como toxinas, também estejam se acumulando no sangue.

O excesso de creatinina no sangue é sinal de que os rins podem estar trabalhando de maneira insuficiente.

O Excesso de Creatinina: Quais são seus sintomas?

São eles:

  • Cansaço;
  • Falta de ar;
  • Inchaço das pernas ou braços;
  • Confusão frequente;
  • Náuseas e vômitos.

Para que serve o clearance de creatinina?

O exame de clearance de creatinina serve para avaliar a funcionalidade dos rins. A comparação entre a creatinina do sangue e da urina pode indicar problemas nos rins. Os resultados são excessos da substância. Se houver pouca creatinina na urina e muita no sangue, os rins podem não estar conseguindo realizar seu trabalho, causando acúmulo de creatinina e de outros materiais que deveriam ser filtrados pelos rins.

Este exame é capaz de detectar a insuficiência renal em fases iniciais.

Como é feito o exame de clearance de creatinina?

Há dois processos:

  • A Coleta de urina

A coleta de urina deve ser feita no decorrer de 24 horas. É fornecido um recipiente onde o paciente deve urinar durante este tempo e, no final, ele deve ser fechado e levado para o laboratório ou hospital.

No caso de mulheres, recomenda-se que a coleta da urina não seja realizada durante o período menstrual.

  • A Coleta de sangue

A coleta de sangue é realizada no hospital ou laboratório. Ela precisa ser realizada com no máximo 72 horas de diferença da coleta de urina, então é comum que seja realizada logo no início ou no final do processo de coleta de materiais.

O Exame

No laboratório, é feita a medição da quantidade de creatinina no sangue e na urina. Os valores são colocados em uma fórmula que leva em consideração o peso, idade e sexo biológico do paciente. Os valores que resultam da fórmula são os resultados, que saem em poucos dias após a realização da coleta.

Quando o exame deve ser feito?

O exame de clearance de creatinina deve ser realizado a pedido do médico, que decide se ele será necessário. Algumas indicações são:

Histórico de doença renal na família

Doenças renais podem ser genéticas, portanto se você tem alguém na família com este tipo de doença, o exame é recomendado de tempos em tempos para que haja o acompanhamento do estado dos rins.

Pacientes de doenças que podem causar problemas nos rins

Algumas condições podem representar riscos para o sistema renal. Entre elas estão a diabetes, hipertensão, obesidade, infecções urinárias, gota, pessoas com ácido úrico elevado, rins policísticos, entre outras. O exame é recomendado nesses casos para prevenir doenças renais.

Uso de medicamentos que alteram função renal

Diversos medicamentos são filtrados pelos rins e podem alterar a função renal. É necessário acompanhar os pacientes que tomam este tipo de medicamento. Seu médico irá lhe informar ao receitar um medicamento que possa alterar suas funções renais.

Fumantes

Tabagismo pode causar disfunções em todos os órgãos do corpo. Fumantes devem estar sempre atentos ao seu estado de saúde, e exames como o clearance de creatinina devem estar inclusos nessa atenção.

Acima dos 50 anos

Com a idade, os órgãos podem começar a mostrar falhas. Fazer exames de rotina para acompanhar o funcionamento dos rins pode ser indicado acima dos 50 anos de idade.

Há contraindicações do exame de clearance de creatinina?

O exame de clearance de creatinina envolve apenas a retirada de uma pequena quantidade de sangue e coleta de urina, portanto não existem contraindicações.

Os Cuidados pré-exame e pós-exame

Por ser um exame extremamente simples, poucos cuidados são necessários.

Pré-exame

  • Carne: Recomenda-se evitar comer carne durante no dia anterior e durante a coleta de urina, já que a carne altera a quantidade de creatinina no sangue.
  • Jejum: Alguns tipos de exame de sangue pedem jejum, mas nem todos os laboratórios o requisitam para o exame de creatinina. Quando ele for requisitado, deve ser em torno de 3 a 8 horas antes da retirada de sangue.

Pós-exame

  • Movimentos: Após a retirada de sangue, recomenda-se não fazer força ou movimentar muito o braço do qual o sangue foi removido durante o resto do dia para evitar sangramentos.
  • Comer: Nos casos em que o jejum é requisitado para o exame de sangue, recomenda-se uma alimentação leve logo após a retirada do sangue.

Os Valores de referência

Estes são os resultados esperados do exame. Se seu exame de clearance de creatinina está dentro destes valores, ele está saudável. A medida mostra a quantidade de creatinina que é filtrada por minuto nos rins.

  • Homens: 85 – 125 mL/min/1,73 m²;
  • Mulheres: 75 – 115 mL/min/1,73 m²;
  • Crianças: 70 – 140 mL/min/1,73 m².

Posições para Exames

Posições para Exames

Como técnico de enfermagem, você sabe que o posicionamento pode ser muito mais do que apenas o conforto do paciente. A posição certa pode ter um enorme impacto na saúde e recuperação do paciente, e conhecer a posição correta para cada situação de atendimento ao paciente é crucial.

Vejamos algumas posições e sua finalidade:

Decúbito Dorsal

Usado para exames frontais do abdômen, cabeça e membros. É a posição de repouso mais conhecido.

Decúbito Ventral ou Prona

Usado para exames da coluna vertebral e região cervical, e também para a melhora da oxigenação, diminuindo a atelectasia e permitindo a distribuição mais equilibrada da pressão positiva diminuindo a injúria pulmonar.

Decúbito Lateral

Usado para exames da coluna, dorso. Posição indicada para casos de convulsão com risco de bronco aspiração.

Posição Litotômica

Esta é uma posição muito usada na ginecologia, pois neste posicionamento facilita a visualização dos órgãos reprodutores femininos com facilidade, pode ser usada para coleta de esfregaços para o popular preventivo. Alguns obstetras usam esta posição para o parto, embora eu creio que seja bastante desconfortável para a mulher. Alguns autores chamam esta posição de ginecológica.

Posição Fowler

Utilizada em pacientes que tenham dificuldades respiratórias, no momento da alimentação, em pós-operatório nasal, descanso e tireoidectomia. (Decúbito à 40-90°).

Decúbito Trendelenburg

É uma variação da posição de decúbito dorsal, onde a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados. Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal. Posição utilizada para cirurgias de órgãos pélvicos, estados de choque, tromboflebites e laparotomia de abdome inferior.

Decúbito Proclive ou Trendelenburg Invertida

É usada para tratar embolismo aéreo venoso, melhorar a circulação da região cerebral, atingir um nível efetivo de anestesia epidural ou espinhal, prevenir bronco aspiração de vômitos e ingurgitar vasos do cérvix para colocação de cateteres venosos centrais. A posição é também usada para cirurgias de cabeça, pescoço e procedimentos ginecológicos, pois reduz o fluxo sanguíneo nestas áreas.

Ela também facilita a respiração em pacientes com sobrepeso e obesos. Colocar um paciente com sobrepeso nessa posição alivia a pressão na cabeça devido ao peso excessivo do abdome em cirurgias oftalmológicas.

Posição Sims

A posição de sims é uma variante da posição lateral, diferindo em relação à distribuição do peso do paciente que é colocado no ílio anterior, úmero e clavícula. Usada para realizar exames retais, lavagem intestinal, exames vaginais e aplicação de supositórios.

Posição Genupeitoral

A posição genupeitoral ou genito – peitoral é o decúbito no qual o peito e os joelhos ficam apoiados no leito. É caracterizada por se verificar apoio simultâneo do peito e dos joelhos no mesmo plano horizontal, ficando o eixo do tronco inclinado de trás para a frente e de cima para baixo. A cabeça deve estar lateralizada, apoiada sobre os braços. Nesta posição podem ser realizados exames de reto, cólon, sigmoidoscopia entre outros.

 

Tubos de Coleta para Exames Laboratoriais

Tubos de Coleta

O resultado correto de um exame de análises clinicas não depende somente de quem os analisa, mas também da qualidade da amostra coletada.

A equipe de enfermagem atua no processo de coleta do material biológico, e, conforme a qualidade da amostra, os erros pré – analíticos são minimizados e os resultados garantidos. Para tanto são necessários cuidados especiais no momento da coleta.

A coleta de material biológico para analise é muito comum e útil no período pré – operatório e quando solicitado pelo médico.

São os tipos de coleta de sangue solicitados:

Hemograma:
Consiste na contagem global de eritrócitos, índices hematimétricos, valor de hemoglobina e valor hematrócrito (Ht), contagem global de leucócitos, contagem diferencial de leucócitos (neutrófilos, eosinofilos, basófilos, linfócitos e monócitos) e contagem global de plaquetas. È útil na avaliação de anemias, infecções bacterianas e viróticas, inflamações, leucemias e plaquetopenias.

Gasometria Arterial e Venosa:
Constitui a análise de gases sanguíneos, como O2 e CO2 e do equilíbrio ácido-basico, como bicarbonato e pH sanguíneo.

Sorologia:
È a avaliação da presença de determinados anticorpos no soro sanguíneo. È útil no diagnóstico de infecções por vírus, bactérias, fungos e protozoários.

Coagulograma:
Consiste na analise do tempo de sangramento, contagem de plaquetas, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina. È útil na avaliação homeostática pré – operatória.

Tipagem Sanguínea:
Determina o tipo sanguíneo de acordo com o sistema ABO e Rh antes da transfusões, no pré – operatório e no perfil pré – natal.

Glicemia:
É útil para a detecção de glicose e diagnóstico das hipoglicemias e hiperglicemias. Para o diagnóstico de diabetes melito é necessário valor igual ou superior a 99mg/dl na amostra em jejum em pelo menos duas ocasiões. O diagnóstico de hipoglicemia estabelece-se com valores abaixo de 60mg/dl.

Bioquímica:
Utiliza o plasma ou soro para qualificação de eletrólitos, como sódio (Na), potássio (K) e Cloro (Cl).

Observações úteis na coleta sanguínea:

Jejum – a falta de jejum aumenta a lipemia (gordura no sangue) e altera o resultado da glicose; jejum prolongado pode elevar as concentrações de bilirrubina sérica.

Medicamentos – o uso de medicamentos pode causar interferências na analise.

Períodos de repouso – a falta de repouso provoca alterações no hemograma, glicose, alguns hormônios, transaminases, etc.

Temperatura do cliente – a hipotermia promove vasoconstrição e dificulta venopunção; o estresse aumenta a temperatura afetando a secreção de hormônios as adrenal.

Infusão intravenosa – deve-se evitar coletar material pelo cateter da infusão venosa. Fazê-lo somente quando não houver outra alternativa. Deve-se retirar de 10ml a 15ml de sangue, desprezá-lo definitivamente e com outra seringa fazer a coleta da amostra desejada.

Torniquete – a utilização incorreta do torniquete (muito apertado ou por muito tempo) pode causar hemoconcentração local, alterando os valores de enzimas, proteínas, hematócrito, sódio, potássio, cálcio, ferro, colesterol, triglicérides, plaquetas e fatores de coagulação.

É preciso estar familiarizado com o material a ser utilizado. Deve-se evitar que o cliente abra e feche a mão, pois pode levar a alterações dos resultados. A punção deve ser finalizada sem desenvolver hematomas.

Como proceder:

Lavar as mãos;
Preparar o material: bandeja contendo tubos de coleta, luvas de procedimento, seringas, dispositivos intravenosos, torniquetes, bolas de algodão, antisséptico, adesivos e etiquetas;

Realizar a identificação do cliente (conferir pulseira e perguntar o nome);

Solicitar o consentimento do paciente para execução do procedimento;

Orientar o paciente para o procedimento;

Acomodá-lo confortavelmente;

Posicionar a bandeja;

Observar a rede venosa e escolher a melhor veia para puncionar;
Calçar luvas de procedimento;

Garrotear de 10cm a 15cm acima do local da punção;

Deixar o menor tempo possível o cliente garroteado;

Apalpar a veia escolhida;

Fazer antissepsia ampla do local da punção com movimentos firmes num único sentido;

Pegar o dispositivo intravenoso escolhido de modo que o bisel esteja voltado para cima;

Fixar a veia;

Puncionar a veia, introduzindo o dispositivo intravenoso acoplado á seringa;

Fixar o dispositivo;

Aspirar o volume sanguíneo determinado para o exame solicitado:

Se seringa passar o conteúdo da seringa (sem agulha) para o tubo de modo que o sangue escorra pela parede do mesmo.

Se vácuo, o conteúdo vai diretamente para o tubo.

Observar a reação do paciente;

Retirar o dispositivo;

Fazer compressão do local com algodão seco;

Orientar o paciente a não dobrar o braço;

Descartar materiais perfurocortantes em local próprio;

Retirar as luvas de procedimento;

Lavar as mãos;

Checar na prescrição médica correta;

Manter a unidade em ordem e encaminhar material colhido;

Realizar anotações de enfermagem;

Exemplo de registro de enfermagem:

Data: Hora: Relatório de enfermagem: Coleta para analise de Na, K, Glicemia, etc. Encaminhado para: Assinatura:

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/sequenciatubos/