Carrinho de Emergência Pediátrico

Um carrinho de emergência pediátrico é especialmente equipado para atender às necessidades únicas de crianças e adolescentes em situações de emergência. Ele contém uma variedade de materiais e medicamentos que permitem ao profissional de saúde estabilizar o paciente e iniciar o tratamento de forma rápida e eficiente.

O que deve conter?

A composição exata de um carrinho de emergência pediátrico pode variar entre instituições, mas geralmente inclui os seguintes itens:

Medicamentos e diluentes   Quantidade 
Adenosina 6mg/2ml 03 ampolas
Água destilada 10ml 10 ampolas
Amiodarona, cloridrato 150mg/3mL 02 ampolas
Atropina, sulfato 0,25mg/1mL 05 ampolas
Bicabornato de Sódio 8,4% 250mL 04 frascos
Dexametasona, fosfato 4mg/ml 02 ampolas
Diazepan 10mg/2mL 04 ampolas
Dobutamina, cloridrato 250mg/20mL 02 ampolas
Dopamina, cloridrato 50mg/10mL 02 ampolas
Epinefrina 1mg/mL (Adrenalina) 10 ampolas
Fenitoína sódica 5% 250mg/5mL 02 ampolas
Fenobarbital sódico 200mg/2ml 02 ampolas
Fentanila, citrato 0,05mg/mL 20mL 04 frascos
Furosemida 20mg/2ml 03 ampolas
Flumazenil 0,5mg/5mL 02 ampolas
Glicose Hipertônica 25% 10mL 05 ampolas
Glicose Hipertônica 50% 10mL 05 ampolas
Gluconato de Cálcio 10% 0,5mEq/mL 10mL 02 ampolas
Hidrocortisona, succinato 100mg 02 frascos
Hidrocortisona, succinato 500mg 02 frascos
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 20mL 01 frasco
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 5mL 02 ampolas
Metilpredinisolona, succinato Sódico 125mg 02 frascos
Metilpredinisolona, succinato Sódico 500mg 01 frasco
Midazolan, cloridrato 15mg/3mL 03 ampolas
Naloxona, cloridrato 0,4mg/mL 02 ampolas
Nitroprusseto de sódio 25mg/2mL 01 ampola
Norepinefrina, hemitartarato 8mg/4mL (Noradrenalina) 02 ampolas
Prometazina, cloridrato 50mg/2mL 02 ampolas
Soro Fisiológico 0,9% 10 ml 10 frascos
Succinilcolina, cloridrato 500mg 01 frasco
Tiopental sódico 1000mg 01 frasco
          
Circulação Quantidade 
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 24 / 22 04 unidades cada
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 20 /18 / 16 / 14 02 unidades cada
Cateter intravenoso periférico rígido (Scalp) n° 19 / 21 / 25 / 27 02 unidades cada
Agulha hipodérmica descartável 13X4,5 02 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×7 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×8 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 40×12 ou 30×10 03 unidades
Equipo Macrogotas 02 unidades
Equipo Parenteral 02 unidades
Equipo Fotossensível 02 unidades
Multivias ou Torneira de 3 vias (three ways) 03 unidades
Seringa 3 mL / 5 mL / 10 mL / 20 mL / 60 mL 02 unidades cada
Eletrodo descartável infantil 01 pacote
Gel condutor 01 unidade
Vias Aéreas Quantidade
Luva estéril 6,0/ 6,5 / 7,0 / 7,5 / 8,0 / 8,5 01 par cada
Cânula Endotraqueal nº 4,0 / 4,5 sem cuff 03 unidades cada
Cânula Endotraqueal nº 5,0 / 5,5 / 6,0 / 6,5 / 7,0 com cuff 03 unidades cada
Cateter de aspiração nº 8 / 10 / 12 01 unidade cada
Guia pequeno para cânula traqueal 01 unidades
Guia grande para cânula traqueal 01 unidades
Cânula orofaríngea (Guedel)  nº 1 / 2 / 3 / 4 01 unidade cada
Máscara de reanimação nº 01 / 02 / 03 01 unidade cada
Reanimador manual (AMBU) 500 mL e 1000 mL 01 unidade cada
Cateter Oxigênio Tipo Óculos 01 unidade
Umidificador 01 unidade
Máscara de nebulização contínua 01 unidade
Materiais Complementares Quantidade 
Cateter uretral Levine  nº 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Cateter vesical de demora nº/ 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Coletor de urina sistema fechado 02 unidades
Coletor de urina sistema aberto 02 unidades
Cateter gástrico nº 8 / 10 / 12 / 14 / 16 01 unidade cada
Borracha de silicone 03 unidades
Soluções Quantidade 
Soro fisiológico 0,9% 250 mL 01 frasco
Soro fisiológico 0,9% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 10% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 5% 250 mL 01 frasco
Água destilada 500 mL 01 frasco
Bicarbonato de sódio 250 mL 01 frasco
Solução Ringer Lactato 500 mL 01 frasco

 

É importante ressaltar que o conteúdo do carrinho de emergência pediátrico deve ser verificado regularmente para garantir que todos os materiais estejam disponíveis, em condições adequadas de uso e com validade dentro do prazo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. Cmos DRAKE

Desidratação Infantil

A chegada das altas temperaturas e do período de férias escolares são um prato cheio para as intoxicações alimentares. Diferente do que se imagina, esse é um dos principais causadores da desidratação infantil nesta época e não as infecções por rotavírus, que costumam ter maior incidência no inverno.

A desidratação nas crianças normalmente acontece devido a episódios de diarreia, vômitos ou por excesso de calor e febre, além de também poder estar relacionada com infecções virais ou bacterianas.

Os bebês e as crianças podem ficar desidratados muito mais facilmente que os adolescentes e adultos, já que perdem mais rapidamente os fluidos corporais.

Por isso, em caso de sinais e sintomas indicativos de desidratação, é recomendado que a criança seja levada para o pediatra ou clínico geral para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Principais sintomas

Os principais sintomas de desidratação nas crianças, são:

  1. Afundamento da moleira do bebê;
  2. Olhos fundos;
  3. Diminuição da frequência urinária;
  4. Pele, boca ou língua seca;
  5. Lábios rachados;
  6. Choro sem lágrimas;
  7. Fraldas secas há mais de 6 horas ou com urina amarela e com cheiro forte;
  8. Criança com muita sede;
  9. Comportamento fora do habitual, irritabilidade ou apatia;
  10. Sonolência, cansaço excessivo ou alteração dos níveis de consciência.

Caso alguns destes sinais de desidratação no bebê ou na criança estejam presentes, o pediatra pode solicitar a realização de exames de sangue e da urina para confirmar a desidratação.

Tratamento

A desidratação é tratada com a administração de líquidos contendo eletrólitos, como sódio e cloretos. Caso a desidratação seja leve, os líquidos costumam ser administrados por via oral. Soluções especiais para reidratação oral estão disponíveis, mas nem sempre são necessárias para crianças que tiveram apenas diarreia ou vômitos leves.

O tratamento da desidratação em crianças de qualquer idade que estão vomitando é mais eficaz se a criança receber primeiro pequenas quantidades frequentes de líquidos a cada dez minutos.

A quantidade de líquido pode ser lentamente aumentada e dada a intervalos menos frequentes caso a criança consiga reter os líquidos sem vomitar. Caso a diarreia seja o único sintoma, quantidades maiores de líquidos podem ser dadas com menor frequência.

Se as crianças têm ambos os vômitos e diarreia, elas recebem pequenas, quantidades frequentes de líquidos contendo eletrólitos. Se esse tratamento aumenta a diarreia, as crianças podem precisar ser hospitalizadas para líquidos administrados pela veia (por via intravenosa).

Bebês e crianças que não conseguem tomar nenhum líquido ou que apresentem apatia e outros sinais sérios de desidratação podem precisar receber tratamento mais intensivo com líquidos e eletrólitos administrados por via intravenosa ou soluções de eletrólitos administradas através de um tubo de plástico fino (tubo nasogástrico) que é inserido através do nariz, passando pela garganta até o estômago ou intestino delgado.

Bebês

 

A desidratação em bebês é tratada ao incentivar o bebê a consumir líquidos que contenham eletrólitos.

O leite materno contém todos os líquidos e eletrólitos de que um bebê precisa e é o melhor tratamento quando possível. Caso um bebê não esteja sendo amamentado, soluções de reidratação orais (SRO) devem ser administradas. A SRO contém quantidade especificas de açúcares e eletrólitos.

As SRO podem ser compradas em pó que é misturado com água ou em forma líquida pré-preparada em farmácias ou supermercados sem receita médica.

A quantidade de SRO que deve ser administrada à criança em um período de 24 horas depende do peso da criança, mas deve ser, em geral, aproximadamente 100 a 165 mililitros de SRO para cada quilo de peso corporal.

 

Crianças mais velhas

 

A criança com mais de um ano de idade pode tentar tomar pequenos goles de sopas ralas, refrigerantes transparentes, gelatina ou sucos diluídos com água em metade da concentração normal, ou picolés.

Água pura, suco sem diluir ou bebidas esportivas não são a melhor opção para tratar a desidratação em nenhuma idade porque o teor de sal da água é muito baixo e porque sucos têm elevado teor de açúcar e ingredientes que casam irritação no trato digestivo.

A SRO representa uma alternativa, sobretudo se a desidratação for moderada. Se a criança conseguir tolerar o consumo de líquidos por 12 a 24 horas, ela pode voltar à dieta normal.

Principais sintomas

Os principais sintomas de desidratação nas crianças, são:

  1. Afundamento da moleira do bebê;
  2. Olhos fundos;
  3. Diminuição da frequência urinária;
  4. Pele, boca ou língua seca;
  5. Lábios rachados;
  6. Choro sem lágrimas;
  7. Fraldas secas há mais de 6 horas ou com urina amarela e com cheiro forte;
  8. Criança com muita sede;
  9. Comportamento fora do habitual, irritabilidade ou apatia;
  10. Sonolência, cansaço excessivo ou alteração dos níveis de consciência.

Caso alguns destes sinais de desidratação no bebê ou na criança estejam presentes, o pediatra pode solicitar a realização de exames de sangue e da urina para confirmar a desidratação.

Como é feito o tratamento

O tratamento da desidratação em crianças pode ser feito em casa, sendo recomendado que a hidratação tenha início com leite materno, água, água de coco, sopa, alimentos ricos em água ou sucos para evitar que a situação se agrave. Além disso, podem ser utilizados Sais para Reidratação Oral (SRO), que podem ser encontrados em farmácias, por exemplo, e que deve ser tomado pelo bebê ao longo do dia.

Caso a desidratação seja causada por vômitos ou diarreia, o médico também pode indicar a ingestão de algum medicamento antiemético, antidiarreicos e probióticos, caso haja necessidade. Em casos mais graves, o pediatra pode solicitar o internamento da criança para que seja administrado soro diretamente na veia.

Quantidade de Sais de Reidratação Oral necessários

A quantidade de Sais de Reidratação Oral necessários para a criança varia de acordo com a gravidade da desidratação, sendo indicado:

  • Desidratação leve: 40-50 mL/kg de sais;
  • Desidratação moderada: 60-90 mL/kg a cada 4 horas;
  • Desidratação grave: 100-110 mL/kg diretamente na veia.

Independente da gravidade da desidratação é recomendada que a alimentação seja iniciada o mais breve possível.

O que fazer para reidratar a criança

Para aliviar os sintomas de desidratação no bebê e na criança e, assim, promover a sensação de bem-estar, é recomendado seguir as dicas a seguir:

  • Quando há diarreia, é recomendado dar o Soro de Reidratação Oral de acordo com a recomendação do médico. Caso a criança tenha diarreia mas não encontre-se desidratada, para evitar que isso ocorra é recomendado que seja oferecido às crianças com menos de 2 anos 1/4 a 1/2 xícara de soro, enquanto que para crianças com mais de 2 anos é indicada 1 xícara de soro por cada evacuação.
  • Quando houver vômitos, a reidratação deve ser iniciada com 1 colher de chá (5 mL) de soro a cada 10 minutos, em caso de bebês, e nas crianças maiores, 5 a 10 mL a cada 2 a 5 minutos. A cada 15 minutos deve-se aumentar um pouco a quantidade de soro oferecida para que a criança consiga ficar hidratada.
  • É recomendado oferecer ao bebê e à criança água, água de coco, leite materno ou fórmula infantil para satisfazer a sede.

A alimentação deve iniciar 4 horas depois da reidratação oral, sendo recomendados alimentos de fácil digestão com o objetivo melhorar o trânsito intestinal.

No caso dos bebês que consomem fórmulas infantis, é recomendado que seja dado meia diluição durante as duas primeiras doses e, de preferência, em conjunto com o soro de reidratação oral.

Quando levar a criança ao pediatra

A criança deve ser levada ao pediatra ou ao pronto-socorro na presença dos seguintes sinais e sintomas:

  • Cansaço excessivo, com dificuldade para acordar;
  • Dor abdominal intensa;
  • Vômito por mais de 24 horas;
  • Fata de urina por mais de 6 horas;
  • Fezes com sangue;
  • Febre alta.

Esses sintomas podem ser indicativos de desidratação grave, podendo ser indicado pelo médico que a criança permaneça no hospital para que seja feita a administração de soro diretamente na veia, além de medicamentosa antiemeticos e antidiarreicos, caso seja necessário.

Referências:

  1. ÁLVAREZ María Luisa et al. Nutrición en pediatría . 2ª. Caracas, Venezuela: Cania, 2009. 677-735.
  2. MAHAN, L. Kathleen et al. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13.ed. São Paulo: Elsevier Editora, 2013. 613-617.

Desnutrição Infantil: Kwashiorkor e o Marasmo

As pessoas ficam desnutridas se não conseguem utilizar ou absorver suficientemente os nutrientes dos alimentos ingeridos devido a doenças como a diarreia ou outras de longo prazo, como o HIV e tuberculose ou em infecções agudas que aumentam o risco de desenvolver desnutrição.

O período mais crítico para a desnutrição é dos seis meses – quando as mães geralmente começam a complementar a alimentação do leite materno – até os 2 anos de idade. Entretanto, crianças com menos de cinco anos, adolescentes, mulheres grávidas ou em período de amamentação, idosos e pessoas com doenças crônicas também são consideradas vulneráveis.

Estima-se que apenas 3% das 20 milhões de crianças com desnutrição aguda grave recebam o tratamento necessário para salvar suas vidas.

Origens da Desnutrição

 A desnutrição pode originar-se de forma:

  • primária : baixo nível socioeconômico – pobreza, privação nutricional, más condições ambientais levando a infecções e hospitalizações frequentes, baixo nível educacional e cultural, negligência, falta de amamentação, privação afetiva. Neste caso a correção da dieta bastará para que se obtenha a cura.
  • secundária: apesar de haver oferta existem outros fatores que impedem a ingestão e absorção dos alimentos – má-absorção, estenose do piloro, ou aumentam a sua necessidade – hipertireoidismo. Sua evolução estará na dependência da doença que a ocasionou.
  • mista: situação em que os dois mecanismos estão envolvidos.

A baixa ingestão energética leva o organismo a desenvolver mecanismos de adaptação: queda da atividade física em comparação com crianças normais; parada no crescimento (falta de ganho de peso e altura) e alteração da imunidade.

Grau de Gravidade

A desnutrição pode ser classificada por diversos critérios, porém no Estado de São Paulo, utiliza-se percentis (valores que dividem o conjunto ordenado de dados obtidos em 100 partes iguais). Os percentis de corte escolhidos foram 10 e 90. Assim, considera-se normal valores compreendidos entre os dois.

A gravidade da desnutrição também pode ser classificada segundo critérios de Gomez, em 1º, 2º e 3º graus, conforme a perda de peso apresentada pela criança.

  • Desnutrição de 1º grau ou leve – o percentil fica situado entre 10 e 25% abaixo do peso médio considerado normal para a idade.
  • Desnutrição de 2º grau ou moderada – o déficit situa-se entre 25 e 40 %.
  • Desnutrição de 3º grau ou grave – a perda de peso é igual ou superior a 40%, ou desnutridos que já apresentem edema, independente do peso.

Formas de Manifestações Clínicas da Desnutrição

  1. Marasmo: criança fica com baixa atividade, pequena para a idade, membros delgados devido a atrofia muscular e subcutânea, costelas proeminentes, pele se mostra solta e enrugada na região das nádegas, apresenta infecções constantes, comumente é irritadiça e seu apetite é variável.
  2. Kwashiorkor: déficit importante de estatura, massa muscular consumida, tecido gorduroso subcutâneo preservado, alterações de pele dos membros inferiores, alterações dos cabelos, hepatomegalia, face de lua, anasarca e baixa concentração sérica de proteínas e albumina, área perineal frequentemente irritada com dermatites e escoriações devido a diarreias. Apatia exagerada, raramente responde a estímulos e não apresenta apetite.
  3. Marasmo-Kwashiorkor: a origem pode ser de um marasmo que entrou em déficit proteico ou um Kwashiorkor que passou a sofrer déficit energético. Estão presentes: retardo da estatura, do desenvolvimento neuro psicomotor e queda da resistência imunológica.

MARASMO

KWASHIORKOR

Lactente (menores de 2 anos)

Grave privação ou absorção prejudicada de proteína, energia, vitaminas e minerais

Desenvolve-se lentamente; DPE crônica

Perda severa de peso

Perda muscular grave com perda de gordura

Crescimento: < 60% do peso para a idade

Ausência de edema detectável

Ausência de fígado gorduroso

Ansiedade, apatia

Apetite pode ser normal ou prejudicado

Cabelo ralo, fino e seco; facilmente arrancado

Pele seca, fina e enrugada

Lactentes mais velhos e crianças novas (1 a 3 anos)

Ingestão inadequada de proteína ou, mais comumente, infecções

Inicio rápido; DPE aguda

Alguma perda de peso

Alguma atrofia muscular, com retenção de alguma gordura corporal

Crescimento: 60% a 80% do peso para a idade

Edema

Fígado aumentado, gorduroso

Apatia, irritabilidade, tristeza

Perda de apetite

Cabelo seco e quebradiço; facilmente arrancado; cor alterada; torna-se liso

A pele desenvolve lesões

Tratamento para a desnutrição

O tratamento da desnutrição está intimamente relacionado com aumento de oferta alimentar, que deve ser feito de forma gradual em função dos distúrbios intestinais que podem estar presentes. Após a reversão deste quadro, fornecer dieta hipercalórica para a recuperação do peso da criança; corrigir distúrbios hidroeletrolíticos, acidobásicos e metabólicos e tratar das patologias associadas; obtenção de adesão da mãe ao tratamento, o que irá facilitar a recuperação da criança em menor tempo e com maior intensidade.

Por se tratar de um problema, em sua maioria das vezes, social é importante que a equipe de saúde esteja atenta, encaminhando esta família para assistentes sociais, comunidades de bairro e pastorais da criança para que consigam algum tipo de auxílio para suprirem suas carências.

A não criação de vínculo mãe-filho também pode levar uma criança a desenvolver desnutrição em função da negligência. Outras vezes a falta de informação leva a um preparo inadequado dos alimentos, levando a família a alimentar-se com uma dieta pouco nutritiva.

Os profissionais não podem culpar a família pela debilidade de seus filhos, cabe a nós orientá-los para evitar danos à saúde de nossas crianças e adolescentes, promovendo o fortalecimento do vínculo da criança com a família, com informação.

Referências:

  1. CARRAZA, F.R. et al Introdução ao Estudo dos Agravos Nutricionais. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8ºed. São Paulo: Sarvier, 1994. p.609-612
  2. CARRAZA, F.R. Desnutrição. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8ºed. São Paulo: Sarvier, 1994.p. 635-643
  3. IONEMOTO, H.F. & PETLIK, M.E.I. Anemias Carenciais. In: MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8ºed. São Paulo: Sarvier, 1994.