XABCDEF do Trauma: ATLS

A ATLS (Advanced Trauma Life Support) irá disponibilizar em sua 11º edição, uma atualização importante sobre a avaliação primária.

Como será o novo mnemônico?

X – Exsanguinação

– Identificar e conter hemorragias massivas

A – Vias Aéreas +controle manual cervical

– Realizar desobstrução das VA e restringir movimentos do pescoço

B- Ventilação/Oxigenação

-Exame físico, uso de oximetria e oferta de oxigênio

C -Circulação

-Perfusão, pulsos, coloração + temperatura da pele, sangramentos

D – Neurológico

-Glasgow – Pupilas – Sinais de TCE

E – Exposição e controle de temperatura

-Hipotermia pode ser letal – observar outras lesões

*F – Fatores associados*

-Populações especiais: Criança, idoso, gestante

Não confunda com o XABCDE do PHTLS!

O PHTLS fala do atendimento pré-hospitalar ou traumatizado, já o ATLS fala do suporte avançado de vida no trauma. Ou seja:

No PHTLS vai estudar e trazer referências sobre o atendimento de uma vítima antes dela chegar no Hospital, portanto, no caso de um acidente na rua ou em qualquer outro local que não seja no hospitalar.

Já o ATLS irá tratar apenas de procedimentos avançados, ou seja, procedimentos que serão realizados por médicos ou até enfermeiros porém dentro do ambiente hospitalar.

Contudo, essa atualização trazendo “F” ela aconteceu dentro do ATLS então que dizer, que é uma atualização para ser praticada dentro do ambiente hospitalar!

Essa atualização do ATLS que ainda vai acontecer, ela vai tratar do ambiente INTRA HOSPITALAR, então para quem trabalha no ambiente Extra hospitalar (APH), isso não vai mudar nada, continuando até então o protocolo XABCDE.

Referências:

  1. Global Symposium ATLS

Aspiração Manual Intra Uterina (AMIU)

AMIU ou “Aspiração Manual Intra-Uterina”, é um procedimento médico, rápido, simples e seguro de esvaziamento uterino, indicado preferencialmente pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como o método mais seguro para o tratamento do aborto incompleto e para a biópsia endometrial.

Este procedimento é realizado pelo chamado “Kit AMIU”, que consiste num aspirador à vácuo (seringa de válvula dupla) acoplado a cânulas de plástico semi-flexíveis de diferentes espessuras (de 4mm – 12mm).

Vantagens

Comprovadamente superior à curetagem, esse procedimento médico apresenta vantagens importantes sobre aquela, tais como:

  • Menor necessidade de recursos para controle da dor;
  • Habilitação profissional médica simplificada;
  • Possibilidade de realização fora do centro cirúrgico;
  • Menor tempo de permanência hospitalar;
  • Alta eficácia no esvaziamento uterino;
  • Menor incidência de complicações.

Como é realizado o AMIU?

Para realizar o procedimento, é necessário que o colo do útero esteja dilatado. Dessa forma, quando a dilatação não ocorre naturalmente (como no abortamento incompleto), pode ser feita por meio do uso de comprimidos que são colocados no colo uterino e estimulam sua abertura.

A curetagem é um procedimento rápido, em que a paciente é submetida à uma anestesia (que pode ser raquidiana, peridural ou geral), com duração média de 15 minutos. Uma complicação possível, porém pouco frequente, é a perfuração uterina. Entretanto, na maioria das vezes o procedimento ocorre sem problemas. Por isso, a paciente costuma ter alta em até 24 horas.

Pós operatório

Cólicas e sangramento podem ocorrer, porém em uma intensidade menor. As recomendações para o pós-operatório são semelhantes às recomendações da curetagem.

Curetagem Vs. AMIU: Quais são as diferenças?

Enquanto a AMIU é feita com uma cânula acoplada a uma seringa que aspira os resíduos internos, podendo ser feito num espaço ambulatorial, a Curetagem consiste na raspagem do útero. Com isso, aumentam as chances de perfuração uterina e de consequências que comprometem uma próxima gestação.

Referência:

  1. Ministério da Saúde