
A fixação de tubo endotraqueal é feita após a inserção do mesmo no paciente, e o tubo deve ser fixado para evitar deslocamentos acidentais. Isso pode ser feito com um dispositivos disponíveis como cadarço, fixador próprio acolchoado de velcro, adesivos e bandagens adesivas (tensoplast).
Tipos de Fixação para TOT
- Cruzada duas pontas: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós nos lados superior e inferior do tubo, e fixando-as na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos e pediátricos);
- Cruzada uma ponta: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós no lados superior, e fixando-a na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais);
- Bigodinho ou tira: É realizado a fixação pelo tubo, colando a tira em forma de “bigodinho” acima do lábio posterior do paciente, Pode ser realizado com bandagem adesiva tensoplast, e fixadores confeccionados próprios com materiais adesivos (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais).
Lembre-se sempre de seguir os protocolos e diretrizes específicas da sua instituição para garantir a segurança e eficácia da fixação do tubo endotraqueal.
Referências:
- Orientação Fundamentada – 112.pdf (coren-sp.gov.br)
- pop-ur-049-estudo-sobre-a-fixacao-de-dispositivos-traqueais.pdf (www.gov.br)

As rolhas de secreções são tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo durante a respiração pela ventilação invasiva. Essa é uma das complicações mais comuns em pacientes sob uso de ventilação invasiva (tubo endotraqueal ou traqueostomia).
A umidificação inadequada e balanço hídrico negativo podem propiciar o aparecimento destes tampões.
A importância da higiene brônquica nos pacientes intubados previne o risco de acúmulo de exsudato na luz do tubo mantendo sua funcionalidade que é a oxigenação.
Cuidados
- Aspiração das secreções: Realize a aspiração regular das secreções acumuladas na traqueostomia ou no tubo endotraqueal. Isso ajuda a evitar a formação de rolhas de secreção que possam obstruir a passagem do ar.
- Umidificação adequada: O uso de umidificação auxilia por diminuir a formação de secreção e evitar a formação de rolhas que podem obstruir a cânula, embora a rolha seja produto da desidratação do paciente.
- Higiene regular da pele ao redor do estoma traqueal: Mantenha a área limpa para prevenir infecções e complicações.
- Prevenção de complicações: Além da aspiração, esteja atento à possibilidade de decanulação acidental (retirada da cânula) e obstrução por rolha de secreção. A rolha de secreção ocorre quando as secreções acumuladas formam uma espécie de “rolha” que bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar.
Referências:
- manual-traqueostomia.pdf (accamargo.org.br)
- PEBMED
- Ministério da Saúde

Indicação
Promover ventilação artificial.
Executor:
Médico
Material Necessário:
- 01 Cânula endotraqueal (tamanho solicitado pelo médico);
- 01 laringoscópio com a lâmina desejada pelo médico;
- 01 par de luva esterilizada;
- 01 par de luva de procedimento;
- Máscara;
- Óculos;
- Xylocaína spray e gel;
- 01 seringa 20ml;
- Cadarço, tensoplast, ou fixador próprio para TOT;
- 01 pacote de gaze;
- 01 Ampola de Soro Fisiológico 0,9%
- 01 Sonda de Aspiração;
- 01 ambu conectado em rede de 02;
- 01 Sistema de Vácuo pronto para uso em rede;
- 01 fio-guia esterilizado.
Pré – Execução:
- Constatar ausência e/ou deficiência respiratória;
- Reunir o material;
- Solicitar saída de familiares.
Execução:
- Dispor o material próximo ao leito;
- Testar laringoscópio;
- Calçar luva de procedimento;
- Testar cuff da cânula;
- Lubrificar a extremidade distal da cânula com Xylocaína gel;
- Introduzir fio guia na cânula (se necessário);
- Oferecer máscara, luva esterilizada e óculos ao médico plantonista;
- Oferecer laringo e cânula ao médico plantonista;
- Auxiliar no procedimento;
- Insuflar o cuff da cânula (cânulas abaixo do n° 5, não possuem cuff);
- Revezar no ambu, se necessário;
- Fixar a cânula com tensoplast e depois com o cadarço ou utilizar fixador próprio;
- Manter a unidade em ordem.
Pós – Execução:
- Desprezar o material utilizado no expurgo;
- Lavar as mãos;
- Repor o material de intubação;
- Fazer as anotações necessárias;
- Supervisionar e avaliar continuamente o procedimento realizado.
Avaliação:
- Avaliar rigorosamente a saturação de oxigênio;
- Avaliar expansão torácica:
- Avaliar traumatismo de orofaringe:
- Avaliar sangramento oral ou orotraqueal;
- Avaliar fixação da cânula:
- Avaliar perfusão periférica.
Riscos / Tomada de Decisão:
- Em caso de Traumatismo oral ou queda de dentes, promover compressão local quando possível, retirar corpo estranho (dentes);
- Seguir prescrição médica, verificar solicitação de avaliação da Endoscopia / Broncoscopia para avaliar a extensão da lesão;
- Em caso de Intubação, auxiliar o médico para melhor posicionamento da cânula;
- Em caso de Extubação, informar ao médico e providenciar material com urgência para nova Intubação.
Veja também:
Ventilação Mecânica
Medicações mais usadas em uma Intubação
O que é uma Intubação Endotraqueal?
Conheça um Tubo Endotraqueal
Referências:
- CINTRA, E. A.; NISCHIDE, V. M.; NUNES, W. A. Assistência de enfermagem ao paciente gravemente enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003.
- HUDAK, C. M.; GALLO, B. M. Cuidados intensivos de enfermagem: uma Abordagem Holística. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
- MOTTA, A. L. C. Normas, rotinas e técnicas de enfermagem. São Paulo: Látia, 2003.
- PRADO, M. L.; GELBCKE, F. L. Fundamentos para o cuidado profissional de enfermagem. Florianópolis: Cidade Futura, 2013.
- KNOBEL, E.; LASELVA, C. R.; JUNIOR, D. F. M.; Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.