Pulseiras de Risco Hospitalares

As pulseiras de risco hospitalares são identificadores coloridos utilizados para alertar a equipe de saúde sobre condições específicas de um paciente, como risco de queda, alergias, lesão por pressão e necessidade de preservação de membro.

Elas desempenham um papel fundamental na prevenção de incidentes e na garantia da segurança do paciente durante a hospitalização.

Tipos de Pulseiras e seus Significados

A padronização das cores e símbolos utilizados nas pulseiras varia de acordo com cada instituição, mas a ideia central é a mesma: comunicar de forma rápida e eficiente os riscos associados a cada paciente.

Risco de Queda

    • Cor: Geralmente amarela ou laranja.
    • Símbolo: Um ícone representando uma pessoa caindo ou um símbolo de equilíbrio.
    • Indica: Pacientes com maior probabilidade de cair, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizam medicamentos que podem causar tontura.

Alergia

    • Cor: Vermelha ou rosa.
    • Símbolo: Um ícone de exclamação dentro de um triângulo ou um símbolo de alergia.
    • Indica: Pacientes com alergia a medicamentos, alimentos, látex ou outras substâncias. A pulseira pode especificar a substância causadora da alergia.

Lesão por Pressão

    • Cor: Roxa ou lilás.
    • Símbolo: Um ícone representando uma ferida ou uma área sob pressão.
    • Indica: Pacientes com risco aumentado de desenvolver úlceras por pressão, como aqueles que permanecem acamados por longos períodos ou com problemas de circulação.

Preservação de Membro

    • Cor: Azul ou verde.
    • Símbolo: Um ícone representando um membro (braço ou perna) ou uma faixa em torno de um membro.
    • Indica: Pacientes com risco de perda de um membro, como aqueles com problemas circulatórios graves ou que necessitam de enxertos, pacientes mastectomizadas que precisam preservar o lado do membro, não puncionar membro em que irá realizar exame de cateterismo.

Outras informações que podem constar na pulseira

  • Nome do paciente: Essencial para a identificação correta.
  • Data de nascimento: Ajuda a evitar erros de identificação, especialmente em pacientes com nomes comuns.
  • Alergias específicas: Lista detalhada das substâncias às quais o paciente é alérgico.
  • Restrições dietéticas: Indicações sobre a dieta especial do paciente.
  • Nome do médico: Facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e o médico responsável.

Importância das pulseiras de risco

  • Melhora na comunicação: As pulseiras garantem que todas as informações relevantes sobre o paciente sejam facilmente acessíveis a todos os profissionais de saúde envolvidos.
  • Prevenção de erros: Reduz o risco de administrar medicamentos errados, realizar procedimentos inadequados ou causar lesões ao paciente.
  • Melhora na qualidade do cuidado: Permite que a equipe de saúde forneça um cuidado mais individualizado e seguro, adaptando as intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
  • Empoderamento do paciente: Ao usar a pulseira, o paciente se sente mais seguro e confiante na equipe de saúde.

As pulseiras de risco hospitalares são ferramentas simples, mas eficazes, que contribuem significativamente para a segurança do paciente. Ao utilizar essas pulseiras de forma correta e consistente, as instituições de saúde podem reduzir o número de eventos adversos e garantir que todos os pacientes recebam o cuidado de alta qualidade que merecem.

Referências:

  1. HOFFMEISTER, Louíse Viecili; MOURA, Gisela Maria Schebella Souto de. Uso de pulseiras de identificação em pacientes internados em um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem, jan.-fev. 2015, v. 23, n. 1, p. 36-43. DOI: 10.1590/0104-1169.0144.2522.
  2. COREN-SP. Orientação Fundamentada nº 073. 2018. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Orienta%C3%A7%C3%A3o-Fundamentada-073-.pdf

Fricção e Cisalhamento: O que são?

O Cisalhamento é causado pela combinação da gravidade e fricção.

Exerce uma força paralela à pele e resulta da gravidade que empurra o corpo para baixo e da fricção ou resistência entre o paciente e a superfície de suporte.

Quando a cabeceira é elevada, a pele adere-se ao leito da cama, embora o esqueleto empurre o corpo para baixo. Os vasos sanguíneos são esticados ou acotovelados dificultando ou interrompendo o fluxo sanguíneo e causando danos por isquemia. O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões por pressão.

Já a Fricção, se a ação da fricção for isolada, a possibilidade de danos estará restrita à epiderme e derme e ao estrato córneo. Resulta em uma lesão semelhante a uma queimadura leve e ocorre com maior frequência em pacientes agitados. A forma mais grave de dano por fricção ocorre associada ao cisalhamento.

O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões de pressão.

Fatores para causa de LPP

A umidade cutânea (mais comumente oriunda de incontinência urinária ou fecal) pode gerar maceração da pele, expondo ao risco de desenvolvimento de lesão.

Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de lesões por pressão incluem desnutrição, idade avançada, condições de saúde que ocasionam baixa perfusão tecidual (hipotensão, tabagismo, hipertermia, anemia) e estados psicossociais, em particular a secreção de cortisol induzida por estresse.

Veja também:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Escala de Braden

Referências:

  1. EBSERH
Notícias da Enfermagem

Dispositivo que auxilia na prevenção de quedas e úlceras por pressão será lançado na próxima quarta (18/05)

Na próxima quarta-feira, 18 de maio, o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, com apoio da Fundatec, lançará o projeto Stakecare. O dispositivo é uma solução tecnológica que se propõe a auxiliar na prevenção de quedas e lesões por pressão em pacientes acamados. O evento de lançamento ocorrerá a partir das 18h, no Instituto […]

Escala de Braden

A Escala de Braden é um recurso utilizado nas UTIs para medir o risco dos pacientes críticos de desenvolverem lesões por pressão.

A partir desse registro, enfermeiros conseguem aplicar medidas preventivas e promover um tratamento mais eficaz.

De acordo com os resultados desta avaliação, profissionais de saúde conseguem identificar os pacientes em risco e aplicar medidas preventivas para evitar o desenvolvimento das lesões por pressão.

Embora existam outros recursos disponíveis, como as escalas de Norton e Waterlow, a de Braden é a mais conhecida e utilizada no Brasil.

Como é utilizado?

A escala de Braden utiliza seis parâmetros para avaliação do paciente.

Confira a descrição de cada um deles:

  1. Percepção sensorial: relacionada ao desconforto, habilidade de responder à pressão;
  2. Umidade: nível ao qual a pele é exposta à umidade;
  3. Atividade: grau de atividade física;
  4. Mobilidade: capacidade de alterar a posição do corpo;
  5. Nutrição: padrão de alimentação;
  6. Fricção e Cisalhamento: Fricção é quando a pele se move contra a superfície de suporte; Cisalhamento a pele, tecidos profundos e a proeminência óssea deslizam uma sobre a outra.

Essas características são avaliadas e pontuadas de 1 a 4, sendo que quanto menor é a pontuação maior o risco do paciente.

Todos os fatores somados devem resultar em um número entre 6 e 23 e, partir deste resultado, o enfermeiro poderá classificar o risco dos pacientes e implementar as estratégias.

Vale lembrar que quanto maior é a pontuação, menor é o risco.

Ou seja, um paciente cuja soma da avaliação totalizar 23, não apresenta risco de desenvolver LP. Já quem apresentar a pontuação mínima, 6, é classificado como paciente com risco severo de lesão por pressão.

A Classificação de Risco de Acordo com a Escala de Braden

A pontuação obtida na Escala de Braden vai direcionar as estratégias preventivas a serem adotadas pelo profissional de saúde.

Abaixo seguem algumas medidas preventivas que devem ser implementadas de acordo com o risco identificado:

  • Risco baixo (15 a 18 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco moderado (13 a 14 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco alto (10 a 12 pontos):
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco muito alto (≤ 9 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.

Evite as Lesões de Pressão com estes cuidados!

Referências:

  1. MAIA, J. A.; SANTOS, N. DE S. DOS; SILVA, R. DE L. A eficácia da escala de braden na úlcera por pressão em pacientes adultos hospitalizados. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 79, n. 17, 8 abr. 2019.

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Pensando no melhor acolhimento e cuidado com os pacientes, a utilização de Coxins é de extrema importância, quando falamos em prevenção de lesão por pressão (LPP).

Podendo ser criado com materiais disponíveis no setor hospitalar, como a utilização de cobertores e lençóis, ou até mesmo já confeccionados com material de espuma, é de fácil manuseio e pode ser realizado com diversos tamanhos, dependendo do paciente.

Indicações de Uso

  • Utilizada na prevenção de lesões de pele causadas por pressão constante;
  • Suporte ao paciente acamado que na qual não possui firmeza ao manter-se lateralizado no leito;
  • Manter os membros elevados para evitar edema em extremidades;
  • Proteção de proeminências ósseas de diversas partes do corpo sujeitas a lesões.

Coxins Caseiros (HomeCare)

Pacientes sob atendimento em homecare, tendem a continuar com seu tratamento através de equipes de enfermagem de cooperativas, e portanto, a utilização de coxins em pacientes de homecare acamados é de suma importância.

Podendo utilizar-se de travesseiros, cobertores com lençóis para a proteção, sendo de fácil acesso a aqueles que necessitam do cuidado e não possuem meios para adquirir coxins mais caros.

Para entender mais sobre a importância sobre a Mudança de Decúbito, disponibilizamos nossas publicações para mais informações abaixo:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Lesão por Pressão

Locais comuns para aparecimento de Lesões de Pressão

Relógio para a Mudança de Decúbito

Mudança de Decúbito

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

colchão caixa de ovo