
A utilização de luvas de procedimento no preparo de medicamentos é uma prática que visa garantir a segurança tanto do profissional de saúde quanto do paciente.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de luvas deve ser considerado como um dos elementos das precauções padrão, que são medidas de controle de infecção destinadas a minimizar o risco de transmissão de patógenos.
No contexto da preparação de medicamentos parenterais, as luvas atuam como uma barreira física, protegendo as mãos dos profissionais de possíveis contaminações por substâncias perigosas e reduzindo o risco de transmissão de infecções.
Indicações para uso de luvas na atenção de saúde
O Anexo A do documento “OMS/SIGN: Jogo de Ferramentas para Segurança das Injeções e Procedimentos Correlatos” fornece diretrizes específicas sobre quando o uso de luvas é indicado na atenção à saúde.
Por exemplo, recomenda-se o uso de luvas sempre que houver a possibilidade de contato com sangue, fluidos corporais, secreções, excreções e itens contaminados.
Além disso, o uso de luvas é aconselhado durante o preparo de antibióticos (que ao contato com mucosas da unha pode prejudicar o profissional, criando resistência a série de antibióticos), manuseio de objetos cortantes ou perfurantes e ao tocar mucosas ou pele não íntegra.
É importante ressaltar que as luvas não substituem a necessidade de higiene das mãos, que continua sendo uma das medidas mais eficazes na prevenção da transmissão de infecções. As mãos devem ser higienizadas antes de colocar as luvas e imediatamente após a sua remoção.
Além disso, as luvas devem ser descartadas de maneira adequada após o uso para evitar a contaminação cruzada.
Uso de luvas Estéreis
No preparo de medicamentos parenterais, o uso de luvas estéreis é recomendado para manipulações que exijam técnica asséptica, como a preparação de quimioterápicos ou de soluções para nutrição parenteral.
Uso de luvas de procedimento não estéreis
Em procedimentos que não requerem técnica asséptica estrita, como a administração de medicamentos por via intravenosa, podem ser utilizadas luvas não estéreis, desde que sejam seguidas as demais precauções padrão.
A decisão sobre o uso de luvas deve ser baseada na avaliação do risco de exposição a agentes infecciosos e na possibilidade de contaminação dos medicamentos.
Profissionais de saúde devem estar cientes das recomendações locais e das diretrizes estabelecidas por órgãos competentes, como a OMS, para garantir a segurança e a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.
Em resumo, o uso de luvas de procedimento no preparo de medicamentos é uma medida de segurança essencial que protege tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes.
As diretrizes da OMS/SIGN oferecem um conjunto de práticas recomendadas que ajudam a orientar os profissionais na utilização adequada de luvas, contribuindo para a prevenção de infecções e para a promoção de um ambiente de atenção à saúde mais seguro.
Para mais informações detalhadas, é possível consultar o documento completo da OMS/SIGN.
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