Materiais para Banho no Leito

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

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Preparando o material necessário

Antes que você ponha a mão na massa, é necessário separar o equipamento e o material necessários. Garantindo que não esqueceu nada, você evita ter que se afastar constantemente, poupando tempo e diminuindo riscos. Por isso, antes de prosseguir, tenha os seguintes itens à mão:

  • roupas e lençóis limpos;
  • uma toalha de banho;
  • duas gazes, preferencialmente estéreis;
  • três litros de água morna, em uma bacia;
  • duas esponjas macias;
  • sabonete líquido adequado à pele do paciente.

Como proceder ao banho no leito?

Tipos de Banho Hospitalar

Combinando o roteiro com o paciente

Para evitar contratempos durante o banho, é necessário realizar alguns combinados com o paciente. O primeiro deles é o horário: o banho no leito deve ser realizado em um momento confortável tanto para você quanto para ele. Assim, não haverá urgência e o banho será mais adequado.

Outra dica para ficar de olho é em relação às necessidades fisiológicas do paciente. Garanta que ele estará de bexiga vazia e sem vontade de evacuar no momento — isso evitará que ele necessite de outro banho em um curto espaço de tempo. No momento do banho no leito, especificamente, não se esqueça de comunicar ao paciente tudo o que você estiver fazendo.

Central de Material e Esterilização (CME)

A Central de Material e Esterilização (CME) é a área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares. É na CME que se realiza o controle, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares.

Os Tipos de CME

A CME pode ser de três tipos, de acordo com sua dinâmica de funcionamento:

  • Descentralizada : utilizada até o final da década de 40, neste tipo de central cada unidade ou conjunto delas é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza;
  • Semi-centralizada : teve início na década de 50, cada unidade prepara seus materiais, mas os encaminha para serem esterilizados em um único local;
  • Centralizada: utilizada atualmente, os materiais do hospital são processados no mesmo local, ou seja, os materiais são preparados, esterilizados, distribuídos e controlados quantitativa e qualitativamente na CME.

A CME centralizada apresenta inúmeras vantagens, das quais podem-se destacar: a eficiência, a economia e a maior segurança para a equipe e para os clientes.

Esterilização

Esterilização é a total eliminação da vida microbiológica destes materiais. É diferente de limpeza e diferente de assepsia.

Como exemplo, uma tesoura cirúrgica pode ser lavada, e ela estará apenas limpa. Para ser esterilizada é necessário que seja submetida ao calor durante um determinado tempo, destruindo todas as bactérias, seus esporos, vírus e fungos.

Existem várias técnicas de esterilização, que apresentam vantagens e desvantagens; contudo, a técnica usada mais regularmente é a autoclavagem.

Métodos físicos

Esterilização por vapor

O vapor quente sob pressão é o método mais usado para esterilização de materiais médico-hospitalares do tipo crítico. É não tóxico, de baixo custo e esporicida.

Por esses motivos, deve ser usado para todos os itens que não sejam sensíveis ao calor e à umidade. O calor úmido destrói os micro-organismos por coagulação e desnaturação irreversíveis de suas enzimas e proteínas estruturais.

Este tipo de processo é realizado em autoclaves.

  • Gravitacional – O vapor é injetado forçando a saída do ar. A fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor. Sua desvantagem é que pode apresentar umidade ao final pela dificuldade de remoção do ar. As autoclaves verticais são mais indicadas para laboratórios, na venturi, o ar é removido através de uma bomba, e a fase de secagem é limitada uma vez que não possui capacidade para completa remoção do vapor. Sua desvantagem é que pode apresentar umidade pelas próprias limitações de remoção do ar do equipamento;
  • Alto vácuo Introduz vapor na câmara interna sob alta pressão com ambiente em vácuo. É mais seguro que o gravitacional devido a alta capacidade de sucção do ar realizada pela bomba de vácuo.

Esterilização por calor seco

Este método é reservado somente aos materiais sensíveis ao calor úmido. Guarda suas vantagens na capacidade de penetração do calor e na não corrosão dos metais e dos instrumentos cortantes, sendo porém um método que exige maior tempo de exposição para alcançar seus objetivos, por oxidação dos componentes celulares.

Abaixo, alguns exemplos de temperatura e respectivo tempo de exposição necessário:

Temperatura – Tempo

  • 171°C – 60 minutos;
  • 160°C – 120 minutos;
  • 149°C – 150 minutos;
  • 141°C – 180 minutos;
  • 121°C – 12 horas.

Métodos físico-químicos

De forma geral, os métodos físico-químicos são processos realizados com baixas temperaturas. A esterilização a baixa temperatura é requerida para materiais termo sensíveis e/ou sensíveis à umidade. O método ideal não existe e todas as tecnologias têm limitações.

Óxido de etileno

É quase que exclusivamente utilizado para esterilização de equipamentos que não podem ser autoclavados. A efetividade do processo depende da concentração do gás, da temperatura, da umidade e do tempo de exposição.

Age por alcalinização de proteínas, DNA e RNA. As desvantagens para sua aplicação são o tempo necessário para efetivar o processo, o custo operacional e os possíveis riscos aos pacientes e aos profissionais envolvidos. Apresenta potencial carcinogênico e mutagênico, genotoxicidade, podendo alterar sistema reprodutor e nervoso e, ainda, causar sensibilização aos profissionais envolvidos no processo, devendo haver supervisão médica constante nos mesmos.

Radiação ionizante

Método extremamente caro de esterilização, tendo sido usado para tecidos destinados a transplantes, drogas, entre outros. Para outros artigos, perde para o óxido de etileno, justamente devido a seu custo.

As vantagens do processo estão em permitir aos produtos serem tratados na sua embalagem de transporte e também no fato dos prestadores de serviço possuírem irra­diadores de grande porte, onde pallets inteiros são processados ao mesmo tempo sem a necessidade de desconfigurar a carga, e os produtos não necessitam retornar ao fabricante inicial para serem reembalados.

Nesta condição, podem ser despachados diretamente para o consumidor final reduzindo substancialmente os custos de logística.

Desinfecção

É o método capaz de eliminar a maioria dos organismos causadores de doenças, com exceção dos esporos. É classificada em vários níveis e possui alguns fatores que influenciam na eficácia da sua operação.

Fatores que Interferem na Eficácia da Desinfecção

  • Limpeza prévia mal executada;
  • Tempo de exposição ao germicida insuficiente;
  • Solução germicida com ação ineficaz;
  • Temperatura e pH do processo.

Quanto aos níveis, a desinfecção é classificada em:

  • Baixo Nível: Na desinfecção de baixo nível são destruídas bactérias em forma vegetativa, alguns vírus e fungos. É eficaz, porém sobrevivem a este método esporos bacterianos, o vírus da hepatite B (HBV), vírus lentos e o bacilo da tuberculose. As soluções utilizadas neste nível são o álcool etílico, n-propílico e isopropílico, o hipoclorito de sódio e o quaternário de amônia;
  • Alto Nível: nesse nível de desinfecção são destruídas bactérias, fungos e alguns esporos. Sobrevivem apenas alguns esporos bacterianos e os vírus lentos. As soluções adotadas são o hipoclorito de sódio, glutaraldeído, solução de peróxido de hidrogênio, cloro e compostos clorados, ácido peracético, ortophtalaldeído, água superoxidada.