Como Descartar Medicamentos Corretamente?

Fazer o descarte de medicamentos vencidos ou de medicamentos que sobraram de algum tratamento feito jogando-os no lixo comum ou no esgoto doméstico não é uma boa solução.

Isso porque os sistemas de tratamento de esgoto não conseguem eliminar algumas substâncias dos medicamentos, que acabam contaminando o meio ambiente, podendo, assim causar danos aos seres vivos que nele habitam.

Então, que destino dar aos medicamentos?

Existem muitos locais que aceitam remédios e seringas descartados pela população.

Medicamentos Controlados

Farmácias de Manipulação:

Deixar os medicamentos que serão inutilizados dentro de armário com chave e aguardar inspeção programada. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a farmácia deve arquivar por dois anos.

Drogarias e distribuidoras:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima. Após protocolo da solicitação, a drogaria irá aguardar inspeção que será realizada pela Supervisão de Saúde local.

Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pela farmácia deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que a drogaria deve arquivar por dois anos.

Indústrias de medicamentos:

Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para medicamentosindustriais@prefeitura.sp.gov.br.

Após protocolo da solicitação, o estabelecimento deverá aguardar inspeção local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável deverá entrar em contato com a empresa que realiza a coleta em seu estabelecimento e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda a coleta e incineração dos medicamentos. A empresa emitirá comprovante de retirada desses medicamentos que o estabelecimento deve arquivar por dois anos.

Laboratórios:

As substâncias, padrões analíticos e amostras de medicamentos controlados pela Port. 344/98 a serem inutilizados deverão ser segregados. Preencher o formulário de Solicitação de Inutilização de Medicamentos Controlados em duas vias originais (sem rasuras) e enviar por e-mail para a praça de atendimento regional mais próxima.

Após protocolo da solicitação, o laboratório deverá aguardar inspeção sanitária no local. Após conferência, o Termo de Inutilização será lavrado pela Autoridade Sanitária no ato da inspeção.

O responsável pelo estabelecimento deverá entrar em contato com a empresa que realiza a retirada dos resíduos e apresentar o Termo de Inutilização para que esta proceda com a coleta e sua incineração. A empresa emitirá comprovante de retirada dessas substâncias, cuja cópia deverá ser apresentada à equipe inspetora e original arquivada por dois anos.

Descarte de Medicamentos e Frascos:

Muitas farmácias fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos, frascos e materiais cortantes e pontiagudos, assim como várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) e supermercados.

Descarte de Bulas e Caixas:

As caixas de papel, também chamadas de embalagem secundária, assim como as bulas, não têm contato direto com o medicamento. Portanto, não são tóxicas ao meio ambiente e podem ser descartadas no lixo reciclável.

Mas é importante que os medicamentos sejam mantidos em suas embalagens originais, também chamadas de embalagens primárias (cartelas de comprimido, frascos, tubos de cremes ou pomadas, por exemplo), no momento do descarte nos postos de coleta.

Estes não devem ser descartados juntamente com o lixo orgânico, devido aos danos que podem causar ao meio ambiente.

Com relação aos materiais cortantes, eles devem ser guardados dentro de embalagens resistentes, como latas e plástico, para eliminar o risco de acidentes e só devem ser descartados nos postos de coleta.

Lembramos que os medicamentos, enquanto utilizados e dentro de seu prazo de validade, devem ser armazenados em suas caixas (embalagens secundárias).

Descarte de medicamentos que ainda não estão vencidos, mas não estão mais em uso:

Acumular muitos medicamentos em casa não é um bom hábito. Quando há sobras, o melhor a fazer é descartá-las nos postos de coleta, evitando guardá-las para uso posterior, principalmente no caso de líquidos cuja embalagem já foi violada.

Isso porque, mesmo estando dentro do prazo de validade, o produto pode ter sido guardado de forma inadequada e não estar em boas condições para o consumo. Nunca tome medicamentos que mudaram de cor, textura ou cheiro.

Referências:

  1. https://www.pastoraldacrianca.org.br/meio-ambiente/descarte-de-medicamentos;
  2. http://www.ufrgs.br/boletimcimrs/descarteboletim.pdf;
  3. Roché.;
  4. Prefeitura de São Paulo

Mochilas para Atendimento Pré-Hospitalar

As mochilas para o Atendimento pré-hospitalar são ferramentas para facilitar o atendimento de acordo com o tipo de suporte: O SBV / SAV.

De acordo com o Atendimento em questão:

  • SBV (Suporte Básico de Vida) : Sempre as mochilas vermelha e verde, DEA (Desfibrilador Externo Automático), adicionando a mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos;
  • SAV (Suporte Avançado de Vida) : são as mochilas azul, Amarela, Verde, Monitor Cardíaco, Mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos.

O Que contém em cada Mochila?

Mochila Verde

Possui as mais variadas medicações, possibilitando todo tipo de atendimento, como por exemplo, casos de hipertensão, parada cardíaca, dispneia, surtos psicóticos, náuseas, vômitos entre outras queixas.

Mochila Azul

Possui variados materiais para abertura de vias aéreas, intubação.

Mochila Vermelha

Possui materiais para punção venosa e aparelhos para mensuração de sinais vitais como oximetro, estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro e aparelho HGT.

Mochila Amarela

Possui materiais para pequenas cirurgias (instrumentos, tesouras, ataduras, gazes, etc).

Mochila Laranja

Possui materiais de apoio para queimaduras, acesso venoso, vias aéreas, entre outros.

Dependendo do tipo de ocorrência, comunicada pelo médico regulador, a equipe deve se organizar em relação a que tipo de material e como transportá-lo, a fim de diminuir o tempo resposta do atendimento.

Referência:

  1. SAMU 192 Sorocaba

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Se você está cuidando de um paciente cujo há vários medicamentos para serem administradas intermitente, e o mesmo já possui alguns equipos já instalados e com dânulas o suficiente para que não exteriorize o cateter, muito provavelmente você possa utilizar do Injetor Lateral dos equipos.

A Função do Injetor Lateral

É indicado para uso na perfusão de soluções parenterais que necessite ser administrada lentamente, para seu maior aproveitamento ou evitar que a sua administração muito rápida que venha causar algum problema ao paciente.

E também, assim evita desconectar um equipo em uso e que possa contaminar a via de acesso do paciente.

Mas eu posso conectar mais dânulas, não seria mais fácil e prático?

Avalie bem o paciente quanto a necessidade de muitas dânulas além do suficiente, pois uma das complicações sobre a perda do acesso como função, exteriorização e contaminação é devido a alta manipulação do cateter sem a devida assepsia, além de que muitas vezes infelizmente há precariedade quanto a troca das dânulas onde os mesmos possuem validade de uso, o que pode prejudicar toda a extensão de dânulas (sendo novas e de uso de um certo período, contaminando todas em conjunto) juntas no mesmo ramo, além de que, quanto mais dânulas instaladas no paciente, mais o risco de perder o acesso devido o peso, podendo exteriorizar e perder o cateter.

Por serem de material auto cicatrizante, os injetores laterais dos equipos podem ser utilizadas mais de uma vez, desde que obedeça os protocolos de assepsia e higienização, assim evitando contaminação de todo o ramo do equipo, dânulas e acesso venoso.

Dependendo do modelo, uns podem não possuir o injetor.

Observação

Sempre deve atentar-se quanto a interação medicamentosa com o medicamento a ser injetado pelo equipo. Pode ser que tenha interação com o medicamento que está sendo infundido na via com o que vai ser administrado na seringa.

Para isso, se tem o conhecimento de que este medicamento a ser infundido “in bolus” possa reagir com o fármaco que já está sendo infundido via equipo direto no acesso, evite utilizar o injetor lateral.

É importante ressaltar a importância do conhecimento das interações medicamentosas, para evitar danos e reação adversa ao paciente.

Veja também:

O Equipo Bureta

O Equipo Bomba de Infusão

Extensor Polifix Multivias

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Equipo de Nutrição Enteral

 

Aplicação IM: Região Deltoide

O Deltoide é um músculo superficial, com espessura reduzida, tecido estriado e denso, fixado no terço lateral da clavícula.

Em sua parte mais profunda, atinge o terço superior do úmero e a articulação escapulo-umeral.

A vascularização ocorre pela veia/artéria axilar, circunflexa posterior e umeral.

A inervação se dá pelo plexo cervical, braquial e nervo circunflexo.

É revestido pela pele, por tecido conjuntivo subdermico e por aponeurose superficial.

Sua função é fletir, abduzir, estender e rodar medial e lateralmente o braço.

Alta Absorção

Por ser uma musculatura bem vascularizada é muito utilizada na aplicação de injeções e vacinas, pois apresenta absorção rápida da droga.

Vantagem e Desvantagens

A região do deltoide tem como vantagem a exposição mínima do corpo no momento da aplicação e facilidade de acesso.

Entretanto, as desvantagens evidenciadas em inúmeros estudos demostram que essa região é contraindicada para a maioria das drogas, uma vez que tem capacidade mínima para absorção, visto que a musculatura é superficial e pequena em comparação com as outras regiões.

Critérios de Aplicação

Cabe complementar que as injeções aplicadas no músculo deltoide não devem ultrapassar dois ml, serem leitosas, viscosas, oleosas ou irritáveis porque são pouco solúveis e podem afetar a função motora do braço, causar lesão nos nervos e artérias próximas, provocar distúrbios isquêmicos, necroses e amputação nas extremidades dos membros. Portanto devem ser utilizados como última opção!

Lembrando que, o artigo 30 do capítulo I do Código de Ética do Profissional de Enfermagem evidencia que é proibido ao profissional a administração de medicamentos sem o conhecimento do mecanismo de ação da droga e de seus possíveis riscos.

Quem pode aplicar Intramuscular dentro da Equipe de Enfermagem?

A Lei do Exercício Profissional da Enfermagem no 7498/1986 (BRASIL, 1986) descreve que a função do preparo e administração de medicamentos é dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem sendo a supervisão, orientação, direção e responsabilidade do Enfermeiro.

O Enfermeiro precisa ter ciência que o preparo e a administração de medicação não são apenas uma tarefa mecânica a ser executado em aquiescência com a prescrição médica e com a medicação recebida da farmácia, esse procedimento requer o julgamento do profissional, sendo imprescindível o conhecimento legal, ético, técnico e científico para garantir a segurança do paciente.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Leitura da prescrição médica;
  • Identificação do produto a ser injetado (apresentação e dose);
  • Escolha do material adequado (seringas, agulhas, luvas, algodão e álcool);
  • Definição do local da injeção;
  • Habilidade técnica para realização da injeção e seguimento das normas de biossegurança, começando pela lavagem das mãos.

A escolha da Região Correta

A administração de medicamento IM de maneira segura depende da avaliação adequada da musculatura considerando a característica e irritabilidade da droga, volume compatível com o tamanho da musculatura escolhida, distância em relação a vasos e nervos importantes, espessura do tecido adiposo, sexo, idade e tamanho adequado da agulha, que deve ultrapassar o tecido adiposo e depositar o medicamento na musculatura profunda.

Referências:

  1. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Higienização das mãos em serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2007. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacaomaos/manualintegra.pdf
  2. BRASIL. Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/decreto/1980-1989/D94406.htm
  3. COCOMAN, A.; MURRAY, J. Intramuscular injections: a review of best practice for mental health nurses. Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing, v. 15, p. 424-434, nov. 2008. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18454829
  4. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução n o 311/2007. Aprova a reformulação do Código de ética dos Profissionais de Enfermagem. Disponível em: http://www.cofen.qov.br/resoluo-cofen-3112007 4345.html
  5. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução n o 358/2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. Disponível em: http.’//www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009 4384.html
  6. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM – COREN -BA. Parecer n. 021/2013 dispõe sobre Dosagem de Medicamentos como Responsabilidade do Enfermeiro, 2013. http://ba.corens.portalcofen.gov.br/parecer-coren-ba-0212013 8112.html
  7. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM – COREN -SC. Parecer n. 016/2013 dispõe nove certos na administração de medicação, 2013. Disponível em: http://transparencia.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2016/05/Resposta-medicamentos.pdf

Agulha Ponta Romba

As Agulhas Ponta Romba têm se tornado um dos dispositivos mais rotineiros nos setores de Assistência Hospitalar, e é de suma importância entender sobre a o seu uso na administração de medicamentos.

São comumente indicadas somente para utilização de aspiração e preparação de um medicamento, reconstituição do medicamento e acesso aos IV Bags. Elas substituem as agulhas hipodérmicas tradicionais, reduzindo o risco de acidentes com perfuro-cortantes, pois possuem calibres compatíveis, com bom fluxo e pontas sem corte, evitando acidentes.

A Principal característica destas agulhas são as pontas sem corte, o que facilita e evita os grandes acidentes com perfuro durante o preparo dos medicamentos, assim atendendo a Norma NR 32.

Os tamanhos das agulhas são variadas, porém de tamanhos grandes: Podendo ser encontradas sob 40 x 12, 25 x 10, por exemplo.

As Vantagens do uso

  • Facilita o manuseio sem que o profissional precise alterar a técnica empregada;
  • Sua ponta apresenta cânula siliconizada, ideal para perfurar o frasco ampola e realizar a limpeza de ferimentos;
  • Outra característica é a presença do calibre, compatível com um bom fluxo e ponta sem corte;
  • Substitui as agulhas hipodérmicas tradicionais, o que reduz os riscos de acidentes com perfurocortantes.

Como Utilizá-las?

A técnica de aspiração é empregada em diversas situações e para que ela seja eficaz indica-se a Agulha de Aspiração Ponta Romba.

Para utilizá-la corretamente, separe todos os materiais exigidos, lave adequadamente as mãos e calce as luvas estéreis. Não se esqueça também de confirmar o nome do paciente em relação ao procedimento ou medicação prescrita.

Caso a aspiração seja realizada para administração de medicamentos, faça a antissepsia adequada do frasco. Logo em seguida, você deve seguir os passos:

  1. Abra a embalagem da agulha em pétala;
  2. Conecte a agulha na seringa Luer Lock e faça uma volta completa;
  3. Certifique-se que a agulha está encaixada corretamente;
  4. Perfure a borracha do frasco ampola no ângulo de 90º;
  5. Aspire a medicação e elimine as bolhas de ar;
  6. Quando finalizar a aspiração, descarte a agulha no coletor de perfuro cortante;
  7. Caso haja contato com a pele durante o procedimento descartar a agulha. Além disso, não se preocupe: a ponta romba dificulta a penetração e diminui o risco de acidentes com perfuro cortantes.

Ao terminar todos os procedimentos, não se esqueça de lavar as mãos novamente para reduzir a possibilidade de propagação de doenças.

Veja Também:

Seringas: Tipos e Indicações

Agulha: Os Tipos e Indicações

Referência:

  1. Sol Millenium

A Reação Extrapiramidal com Medicamentos

Vamos à um exemplo, que pode acontecer com qualquer pessoa neste planeta!

Imagine ir a um hospital para tratar um distúrbio gastrointestinal e após tomar medicamentos pela via endovenosa, intramuscular ou oral acabar sofrendo uma crise de inquietação motora, que gera tremores nas pernas, vontade de correr e muita angústia.

Isso se chama de Reação ou Efeito Extrapiramidal, que pode ser provocado pelo tal medicamento que você recebeu!

A Reação Extrapiramidal é uma situação pouco conhecida da maioria dos profissionais de saúde e, portanto, raramente diagnosticada.

Ainda, podendo ser confundida com crise de pânico ou mesmo desequilíbrio emocional. Ela pode ocorrer após uso de alguns medicamentos injetáveis ou não, administrados em razão de uma enxaqueca, dor de cabeça, náuseas e/ou vômitos.

Pouco depois, de forma inesperada, aparecem sintomas de agitação psicomotora com uma vontade incontrolável de sair de onde se está ou mover-se, sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de autocontrole, movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala e etc.., mas não necessariamente todos esses sintomas, isolados ou simultaneamente.

Esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis ?

Sim, ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!

Por que isso acontece?

Porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos.

Certas drogas utilizadas para enxaqueca como a diidroergotamina (cefalium), para náuseas e vômitos como a metoclopramida (plasil) e bromoprida (digesan) e também o haloperidol (haldol) podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando os sintomas descritos.

Portanto, ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importante informar ao médico esta predisposição; porque se você já teve uma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!

Referências:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_extrapiramidal

Medicamentos LASA: “Look Alike, Sound Alike”

Nomes de medicamentos com grafia ou som semelhantes podem gerar confusões e são causas comuns de erros nas diversas etapas do processo de utilização de medicamentos. Problemas podem surgir no armazenamento, na prescrição, na dispensação, na administração ou em outras etapas da cadeia de consumo.

Vários fatores aumentam esse risco de confusão e troca entre os nomes de medicamentos, destacando-se a semelhança na aparência da embalagem ou do rótulo, a baixa legibilidade de prescrições, a coincidência de formas farmacêuticas, doses e intervalos de administração e o desconhecimento de nomes de novos medicamentos lançados no mercado.

Uma medida simples, sem custos adicionais, poderia evitar a troca de mais da metade dos medicamentos cujos nomes são semelhantes, é aplicado o termo “look-alike-sound-alike, conhecidos pela abreviação LASA”.

A estratégia não é nenhuma novidade na verdade, é uma recomendação de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e a FDA, a agência do governo americano que regula medicamentos e alimentos. Mas é pouco colocada em prática.

No Brasil, para dificultar trocas e confusões, o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos sugere o emprego de letra maiúscula e negrito para destacar partes diferentes de nomes semelhantes.

Esta é uma técnica avaliada em vários contextos, de fácil adoção e baixo custo. Seu uso, entretanto, deve ser restrito a um número limitado de nomes de medicamentos a fim de garantir a sua efetividade.

Exemplo de aplicação do método

Nomes semelhantes clonidina X clozapina
Etapa 1 cloNIDINA X cloZAPINA
Etapa 2 cloNIDina X cloZAPina

Para a elaboração de uma lista de nomes de medicamentos com grafia ou som semelhantes, o ISMP Brasil consolidou listas institucionais utilizadas por hospitais brasileiros e as recomendações
publicadas pelo ISMP EUA, em parceria com a FDA e ISMP Espanha.

Você pode acessar a lista completa acessando este link.

Berotec Vs. Atrovent: Conheça as diferenças sutis!

Berotec Atrovent

Um dos medicamentos mais utilizados em setores ambulatoriais e hospitalares, o Berotec (Bromidato de Fenoterol) e o Atrovent (Brometo de Ipratrópio), são utilizados em conjunto com a finalidade de broncodilatação, mas precisamos saber que eles têm mecanismos de ação diferentes.

As Características Físicas destes medicamentos

Ainda um pouco confundido por algumas pessoas, precisamos notar algumas características físicas sutis destes medicamentos, começando pela embalagem, que alguns fabricantes produzem, acabam ficando muito parecida umas com as outras.

Temos que sempre ler a embalagem e comparar com a prescrição médica, isso é de praxe. Mas alguns médicos não dispõem dos nomes dos princípios ativos do Berotec e Atrovent, e muitos profissionais ainda não conseguem decifrar a diferença de uma para a outra.

Primeiramente observamos os segundos nomes destes princípios ativos: O Bromidato de Fenoterol, onde a palavra “Fenoterol” possui a primeira consoante, e podendo comparar com o nome comercial “Berotec”, que assim também provém de uma primeira consoante. Já o Brometo de Ipratrópio, onde a palavra “Ipratrópio” provém de uma primeira vogal, podendo ser comparada com a primeira vogal do nome comercial “Atrovent”, sendo uma da maneira muito utilizada pelos profissionais que assim memorizam estes medicamentos sem realizar a troca errônea das mesmas.

Todo frasco de Bromidato de Fenoterol apresentada sob frasco de 20 ml, contém 5mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 5 miligramas desta solução.

Todo frasco de Brometo de Ipratrópio apresentada sob frasco de 20ml, contém 0,25mg por ml, ou seja, a cada 1 ml contém 0,25 miligramas desta solução. (Cada gota contém 0,0125 mg de brometo de ipratrópio (equivalente a 0,0101 mg de ipratrópio). 

As Características Farmacológicas destes Medicamentos

Ambos os medicamentos são broncodilatadores. Porém cada um age de uma maneira diferente no organismo:

O Fenoterol é um fármaco agonista de ação rápida do receptor β2 adrenérgico, com duração próxima a oito horas, muito utilizado nas crises asmáticas e em paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) severo.

O Ipratrópio é um fármaco anticolinérgico derivado da atropina e administrado por via de inalação como coadjuvante na broncodilatação para o tratamento de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com o início de ação de normalmente de 15 a 30 minutos, dura entre três a cinco horas.

Porque a combinação de Berotec com Atrovent em alguns casos?

A combinação de Brometo de Fenoterol e Brometo de Ipratrópio (substância ativa) é destinado ao tratamento e profilaxia dos sintomas de limitação de fluxo de ar reversível nos distúrbios obstrutivos crônicos das vias respiratórias como asma brônquica e, sobretudo bronquite crônica, com ou sem enfisema pulmonar.

Deve-se considerar a adoção de um tratamento anti-inflamatório concomitante para pacientes com asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que responda ao tratamento com esteroides.

Nos casos de bronco constrição aguda, o Fenoterol e o Ipratrópio exercem sua ação logo após a administração, sendo também apropriado para o tratamento de episódios de broncoespasmos.

O uso concomitante destes dois princípios ativos dilata os brônquios pela atuação em diferentes sítios de ação farmacológica. Deste modo, as duas substâncias ativas complementam-se mutuamente em sua ação sinérgica espasmolítica do músculo brônquico e permitem ampla utilização terapêutica nos distúrbios bronco pulmonares associados com constrição do trato respiratório.

A ação complementar é tal que permite a utilização de pequena quantidade do composto beta-adrenérgico para a obtenção do efeito desejado, sem potencializar as reações adversas, facilitando a individualização da dose para cada paciente.

Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

medicamentos alta vigilância

Os medicamentos de alta vigilância (MAV), também denominados medicamentos de alto risco (MAR), são aqueles que apresentam risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência da falha no processo de utilização.

A finalidade da classificação desses medicamentos como de alto risco é reduzir possíveis erros relacionados aos medicamentos de alta vigilância por meio da padronização dos procedimentos para prescrição, armazenamento, preparo e administração; restrição ao acesso; melhorias na qualidade e na acessibilidade à informação sobre esses medicamentos; e uso de rótulos auxiliares e alertas automáticos.

Os medicamentos eleitos como de alta vigilância são identificados com etiqueta de cor vermelha, conforme protocolo de cada instituição, durante todo o seu processo de utilização.

Conheça os Principais Medicamentos de Alta Vigilância (MAV)

Adrenalina 1mg/ml – Ampola
Adenosina 3mg/ml (ADENOCARD®) – Ampola
Alfentanila 0,544mg/ml-5ml (RAPIFEN®) – Ampola
Amiodarona 150mg/3ml (ANTLASIL/ANCORON®)  Ampola
Anfotericina B 50mg – (FUNGISON®) – Frasco-Ampola
Anfotericina Lipossomal 5mg/ml – 20ml (ABELCET®) – Frasco-Ampola
Cetamina 50mg/ml – 10ml (KETAMIN®) – Frasco-Ampola
Cisatracúrio 10mg/5ml – (NIMBIUM®)- Ampola
Cloreto de Potássio 19,1% – 10ml (KCL) – Ampola
Cloreto de Sódio 20% – 10ml (NaCL 20%) – Ampola
Dobutamina 250/20ml (DOBUTREX®) – Ampola
Dopamina 50mg/10ml (REVIVAN®) – Ampola
Efedrina 50mg/ml – (EFEDRIN®) – Ampola
Fentanil 50mcg/10ml (FENTANEST®) – Frasco-Ampola
Glicose a 50% – 10 ml – Ampola
Gluconato de Cálcio 10% – 10ml – Ampola
Heparina 5.000 UI/ml – 5ml (HEPTAR®) – Frasco-Ampola
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – 10ml – Frasco-Ampola
Insulina Humana Regular 100 UI/ml – 10ml  – Frasco-Ampola
IOEXOL 300mg/50ml (OMNIPAQUE®) – Frasco
Levosimendana 2,5mg/ml – 5ml (SIMDAX®) – Ampola
Metaramidol 10mg/1ml (ARAMIN®) – Ampola
Midazolam 15mg/3ml (DORMONID®) – Ampola
Midazolam 50mg/10ml (DORMONID®) – Ampola
Milrinona 1mg/ml (PRIMACOR®) – Ampola
Morfina 10mg/ml (DIMORF®) – Ampola
Nitroprussiato de Sódio 50mg/2ml (NIPRIDE®) – Ampola
Noradrenalina 4mg/ml (HYPONOR®) – Ampola
Oxitocina 5UI/ml (SYNTOCINON®) – Ampola
Pancurônio 2mg/ml (PANCURON®) – Ampola
Propofol 10mg/ml 1% e 2% 50ml (FRESOFOL®) – Frasco-Ampola
Propofol 10mg/ml 20ml (PROFOLEN®) – Frasco-Ampola
Diatrizoato de Meglumina 60% – 20ml (RELIEV®) – Frasco
Rocurônio 50mg/5ml – (ESMERON®) – Ampola
Succinilcolina 100mg/5ml (QUECILIN®) – Frasco-Ampola
Sufentanila 50mcg/ml – 2 ml – (FASTFEN®) – Ampola
Sulfato de Magnésio 10% (MgSO4) – 10ml – Ampola
Sulfato de Magnésio 50% (MgSO4) – 10 ml – Ampola
Varfarina 5mg (MAREVAN®) – Comprimido
Vasopressina 20 UI/ml – 1ml (ENCRISE®) – Ampola

Para aprender mais sobre os medicamentos de alta vigilância e conhecer cada grupo, leia mais neste link:

MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS DE USO HOSPITALAR – LISTA ATUALIZADA 2019

Saiba mais:

Vias de Administração de Medicamentos

Administração de Medicamentos

Via de administração é o caminho pelo qual uma droga é colocada em contato com o organismo. A via de administração é um constituinte muito importante para a taxa de eficiência da absorção do medicamento.

O método de administração dos medicamentos depende da rapidez com que se deseja a ação da droga, da natureza e quantidade da droga a ser administrada e das condições do paciente. As condições do paciente determinam, muitas vezes, a via de administração de certas drogas.

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