Batimento das Asas do Nariz: O que é?

O batimento das asas nasais ou batimento das asas do nariz é o alargamento da abertura das narinas durante a respiração, e frequentemente, é um sinal de dificuldade respiratória.

Geralmente é visto principalmente em bebês e crianças pequenas. Mas em adultos, também pode acometer, principalmente como causa de doença pulmonar subjacente.

Qualquer condição que faça a criança se esforçar mais para respirar pode causar esse batimento. Embora muitas causas de batimento das asas nasais não sejam graves, algumas podem ser perigosas.

Em bebês, o batimento pode ser um sintoma muito importante de desconforto respiratório, uma condição pulmonar grave que impede a entrada de oxigênio em quantidade suficiente nos pulmões e no sangue.

O que pode Causar este sinal?

  • Crise de asma;
  • Obstrução das vias aéreas (qualquer causa);
  • Edema e acúmulo de muco nas menores vias aéreas do pulmão (bronquiolite);
  • Dificuldade respiratória com tosse de cachorro (crupe);
  • Edema e inflamação do tecido da área que cobre a traqueia (epiglotite);
  • Condições pulmonares, como infecção ou doença crônica;
  • Distúrbio respiratório que ocorre em recém-nascidos chamado taquipneia transitória.

Referências:

  1. Igor Bastos Polonio, pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
  2. Tânia Lucia Nen, fisioterapeuta respiratória e presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA)
  3. Ministério da Saúde.

Epistaxe: O que é?

Epistaxe

O termo Epistaxe é o nome dado a qualquer tipo de perda de sangue pelo nariz, frequentemente pelas narinas, ou através do nariz pela boca.

Existem dois tipos de epistaxe:

  1. Anterior (90% casos aproximadamente), ou seja, mais próxima da parte externa do nariz.
  2. Posterior (10% casos aproximadamente), ou seja, mais no interior: menos comum, mas com efeitos mais graves.

Como acontece o sangramento?

A epistaxe ocorre quando pequenos vasos (veias ou artérias), que passam pela mucosa do nariz se rompem.

Por que estes pequenos vasos rompem?

De uma forma geral, os vasos se tornam frágeis e mais susceptíveis à ruptura por fatores locais, que podem ser identificados ao exame otorrinolaringológico, ou por fatores sistêmicos como listado abaixo.

Fatores locais:

  • Deformidades anatômicas Inalação de produtos químicos Inflamação (secundária a infecções agudas do trato respiratório como sinusite crônica, rinite alérgica e irritantes ambientais)
  • Corpos estranhos
  • Tumores intranasais
  • Utilização de medicamentos nasais
  • Cirurgias prévias
  • Trauma

Fatores sistêmicos:

  • Uso de alguns medicamentos (ex: aspirina, varfarina, clopidogrel, desmopressina)
  • Intoxicação alcoólica
  • Alergias
  • Alterações da coagulação do sangue
  • Problemas cardíacos
  • Tumores do sangue (leucemia)
  • Hipertensão arterial
  • Doenças infecciosas
  • Má-nutrição (especialmente anemia)
  • Uso de narcóticos
  • Doenças vasculares

O que fazer quando apresentar Epistaxe?

Se você apresenta episódios frequentes de epistaxe, vale a pena procurar o otorrinolaringologista antes mesmo de novo evento para descobrir a causa, esclarecer todas as dúvidas e iniciar o tratamento.

Se estiver apresentando um sangramento neste momento, inicialmente mantenha a calma, a maioria das epistaxes melhoram espontaneamente em alguns minutos e não necessitam de atendimento médico de urgência.

Comprima a parte lateral do nariz contra o septo do lado afetado por alguns minutos, sente-se de forma ereta, não levante e nem abaixe a cabeça. Pode-se colocar um algodão embebido em solução vasoconstrictora (Afrin, Sorine…) dentro da narina e depois continuar a compressão por pelo menos 5 a 10 minutos. Após cessar o sangramento, não force parra assoar o nariz pois poderá provocar novo sangramento. Não introduza nada nas narinas. Não tente limpá-las com cotonete, dedo, pinças, lenços, papel higiênico. Use umidificadores ou toalhas molhadas para umidificar o ambiente.

Como é feito o tratamento?

O otorrinolaringologista pode realizar a cauterização (química ou térmica) dos vasos sanguíneos afetados e controlar sua cicatrização. Algumas vezes é necessário realizar um tamponamento nasal nas mais variadas formas (algodão, gaze, esponjas ou materiais expansíveis) por um período de 24 a 48 horas. Quando retirados, geralmente as feridas já estão em fase de cicatrização. Pacientes com doenças da coagulação sanguínea ou uso crônico de medicamentos que afetem a coagulação (aspirina, anticoagulantes orais ou injetáveis) devem ter sua dosagem adequada ou suspensos momentaneamente.

Pacientes em quimioterapia, com leucemia, ou pós-radioterapia sofrem freqüentemente com epistaxes e devem procurar o especialista. Sangramentos de maiores proporções, mais prolongados ou com manutenção do sangramento mesmo com tampão, podem ser tratados com cirurgia para ligadura ou eletro cauterização destas artérias sob anestesia geral.