Pinguécula

pinguécula é uma degenerescência da conjuntiva que se manifesta como um depósito de cor amarela esbranquiçada na junção entre a córnea e a esclera. Ou seja, é uma alteração do tecido da conjuntiva, que resulta no depósito de proteínas, de gordura e/ou cálcio, alterando a cor da conjuntiva.

Causas

Embora as causas da pinguécula não sejam completamente conhecidas, sabe-se que alguns fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento. O olho seco, por exemplo.

O olho pode estar seco se não existirem lágrimas em quantidade ou em qualidade suficiente que possibilitem lubrificar convenientemente o olho. As pessoas expostas a ambientes muito secos, que utilizam muito tempo o computador, etc, são mais propensas a padecerem de olho seco.

A exposição elevada e prolongada a raios UV é um dos fatores que está frequentemente relacionado. A pinguécula pode, ainda, desencadear-se devido à exposição constante a elementos naturais mais adversos, como o vento ou a poeira, fumos como por exemplo o tabaco, cloro das piscinas, entre outros.

Sintomas

A pinguécula apresenta poucos sintomas associados, no entanto, pode-se apontar uma frequente irritação, como a sensação de ter algo estranho no olho. Em alguns casos pode ocorrer olhos vermelhos e edema, olhos irritados e com secura.

O sinal mais evidente é uma mancha de cor esbranquiçada que pode variar de tamanho conforme o estágio da doença. Essa mancha pode, no início, ser pequena e crescer com o tempo ou, então, manter o seu tamanho estável.

Tratamento

O tratamento não é necessário na maioria dos casos. Contudo, em algumas situações, pode ter algumas complicações que requerem tratamento médico ou cirúrgico. Outro motivo que pode levar à necessidade de tratamento é o fato da aparência da mancha se tornar de tal forma inestética que prejudique a auto-estima.

O tratamento da pinguécula é necessário quando o seu crescimento ameaça comprometer a visão ou se torna desconfortável. Se a mancha mudar de tamanho, forma ou cor deve consultar um médico oftalmologista.

A pinguécula pode ser removida cirurgicamente, podendo a operação ser efetuada sob anestesia local. Trata-se de uma cirurgia simples, em que os riscos e complicações são praticamente nulos.

Referência:

  1. Hospital dos Olhos

Via Intravítrea

A Via ou Injeção Intravítrea, se faz quando a medicação é aplicada diretamente no vítreo (região interna e posterior do olho), para o tratamento de várias doenças vítreorretinianas e, em especial, no tratamento de doenças retinianas como Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Como funciona?

A injeção intravítrea é realizada em ambiente cirúrgico, obedecendo-se todos os princípios de antissepsia e assepsia, com anestesia tópica e uso de colírio de iodo, para a prevenção da rara porém muito grave complicação denominada endoftalmite (infecção intraocular disseminada).

Outras complicações, também raras, durante e após o procedimento são as hemorragias intraoculares e o descolamento de retina.

O paciente chega ao hospital ou clínica, entre 30 e 60 minutos de antecedência, para fazer a dilatação da pupila e a aplicação de colírio anestésico. Não é necessário usar a anestesia geral, apenas local (gel ou colírio). Em seguida, o médico realiza a aplicação, com procedimento rápido e indolor.

Dentro de poucos dias, a pessoa pode voltar às atividades cotidianas mais leves. Os exercícios físicos mais intensos devem ser praticados somente após uma semana contada a partir da data do procedimento. A única contraindicação para a realização da injeção intravítrea é a presença de infecção ocular, que deve ser tratada antes do procedimento.

Indicações da Via Intravítrea

  • Degeneração Macular relacionada à Idade (DMRI);
  • Retinopatia Diabética;
  • Membranas Neovasculares e edemas retinianos por outras etiologias, como oclusões vasculares;
  • Edema Macular Diabético;
  • Oclusão da veia da retina.

Tipos de Medicamentos que podem ser administrados

Existem 2 tipos principais de medicamentos que podem ser injetados: os antiangiogênicos (que impedem a formação de novos vasos ou neovasos) e os corticoides (anti-inflamatórios).

Também podem ser aplicados antibióticos, bactericidas e fungicidas, de acordo com o tipo de infecção.

Tanto os corticoides quanto os antiangiogênicos são aplicados para o controle de doenças que levam ao edema ou hemorragia da mácula (região central da retina). O procedimento dura poucos minutos.

Principal Cuidado Pós Operatório

Deve seguir com o uso de colírio antibiótico nos primeiros três dias, prescrito pelo médico, no qual reduzem significativamente o surgimento de complicações.

Referências:

  1. IOC

Avaliação Pupilar: Os Tipos de Pupilas

Avaliação pupilar

Você sabia que além de te ajudar a enxergar, as pupilas também podem transmitir mensagens do que acontece em nosso cérebro?

O Conceito da Inervação Pupilar

A avaliação das pupilas constitui parte importante do exame neurológico. Iris é a parte colorida (castanha, preta, azul, verde) que funciona como o diafragma de uma máquina fotográfica.

Pupila é a abertura existente na íris, através da qual passam os raios luminosos que penetram no interior do olho. A pupila parece ser preta pois o interior do olho é uma câmara escura.

Num ambiente escuro, a pupila dilata-se, permitindo entrada de maior quantidade de luz. Num ambiente bem iluminado, a pupila contrai-se. Essas reações são chamadas de adaptação à luz ou reflexos pupilares foto motores.

A abertura da pupila é realizada pela contração do músculo dilatador da pupila, cujas fibras são dispostas radialmente, com sua origem na periferia da iris e a inserção no bordo da pupila.

O fechamento da pupila é realizado pela contração do músculo constritor da pupila, cujas fibras são dispostas circularmente em torno da abertura pupilar.

A musculatura dilatadora é inervada pelo sistema simpático e a constritora é inervada pelo sistema parassimpático. Inervada pelo sistema autônomo, a abertura e fechamento da pupila independe da vontade da pessoa.

A pupila também contrai quando olhamos para um objeto muito próximo dos olhos, reflexo chamado de acomodação à distância.

A Avaliação Pupilar

O que deve ser observado?

Na avaliação pupilar, devem ser observados e anotados o diâmetro, a forma e a reação à luz.

FORMA PUPILAR 

  • A forma das pupilas geralmente é arredondada, como um círculo, e a sua avaliação deve ser feita pela observação do contorno das mesmas;
  • Formas anormais de pupilas: ovóide, buraco de fechadura ou irregular;
  • Forma ovóide : sinal precoce de herniação transtentorial devido à hipertensão intracraniana;
  • Forma buraco de fechadura : comum em pacientes submetidos à cirurgia de catarata;
  • Forma irregular : encontrada em pacientes com trauma de órbita.

SIMETRIA PUPILAR

  • Isocóricas – pupilas com diâmetros iguais;
  • Fotorreagentes – quando reagem à exposição da luz contraindo-se e dilatando no escuro;
  • Anisocóricas – uma pupila maior do que a outra provável lesão no cérebro (no lado inverso da pupila dilatada);
  • Midríase – pupila dilatada;
  • Miose – pupila contraída. Provável choque anafilático (overdose, intoxicação, uso de anestésico nas cirurgias, etc.);
  • Discoria- Formato anormal da pupila, podendo ser derivado de uma anomalia congênita ou adquirida.

Curiosidades sobre a Pupila Normal VS Pupila Alterada

  • As pupilas quando normais são do mesmo diâmetro e possuem contornos regulares;
  • Pupilas contraídas, mióticas, podem ser encontradas nas vítimas viciadas em drogas;
  • Pupilas dilatadas, midriáticas, indicam um estado de relaxamento ou inconsciência, geralmente tal dilatação ocorre rapidamente após uma parada cardíaca;
  • Pupilas desiguais, em anisocorias podem indicar lesões de crânio ou acidente vascular cerebral nas vítimas.
Na morte cerebral, as pupilas estão totalmente dilatadas. Não respondem à luz.

Músculos Extraoculares

Músculos Extraoculares

Os músculos extraoculares são seis músculos que controlam os movimentos do olho. As ações dos músculos extraoculares dependem da posição do olho no momento da contração muscular.

Há seis músculos extraoculares que movem o olho: o reto superior, reto medial, reto inferior e oblíquo inferior (inervados pelo oculomotor ou motor ocular comum, III nervo craniano), o oblíquo superior (inervado pelo troclear, IV nervo craniano) e o reto lateral (inervado pelo abducente, VI nervo craniano). O músculo oblíquo inferior origina-se na porção anterior da órbita. Os outros cinco músculos extrínsecos do olho originam-se no ânulo de Zinn.

Os músculos retos superior e inferior, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anterior e lateralmente, formando um ângulo de 23 graus com o plano sagital, e inserem-se respectivamente na superfície anterossuperior e anteroinferior do olho. Os músculos retos medial e lateral, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anteriormente e inserem-se, respectivamente, na superfície Antero medial e anterolateral do olho.

O músculo oblíquo superior origina-se no ânulo de Zinn e dirige-se anteriormente, junto à parte superior da parede medial da órbita, onde seu tendão passa pela tróclea e muda de direção, direcionando-se posteriormente, inferiormente e lateralmente, inserindo-se no quadrante posterior, superior e lateral do olho. O tendão forma um ângulo de 55 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal quando o olho se encontra na posição primária.

O músculo oblíquo inferior origina-se num tendão situado adjacente à margem inferior e lateral da fossa lacrimal, direciona-se posteriormente e lateralmente inserindo-se no quadrante posterior, inferior e lateral do olho. O eixo do músculo forma um ângulo de 50 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal, quando este se encontra na posição primária.