Febre Maculosa

A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato.

O carrapato-estrela não é o carrapato comum, que encontramos geralmente em cachorros – a espécie Amblyomma cajennense, transmissora da doença, pode ser encontrada em animais de grande porte (bois, cavalos, etc.), cães, aves domésticas, gambás, coelhos e especialmente, na capivara.

Como é transmitido?

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os carrapatos mais jovens e de menor tamanho são os mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Sintomas

Os principais sintomas da Febre Maculosa são:

  • Febre alta e súbita;
  • Cefaleia;
  • Hiperemia conjuntival;
  • Dor muscular e articular;
  • Mal-estar;
  • Dores abdominais;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Exantema.

Como é tratado?

A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias. O ideal é manter a medicação por dez a quatorze dias, mas logo nas primeiras doses o quadro começa a regredir e evolui para a cura total.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Como Prevenir?

Para se proteger e facilitar a visualização dos carrapatos e dos micuins é muito importante que as pessoas, quando entrarem em locais de mato, estejam de calça e camisa compridas e claras e, preferencialmente, de botas.

A parte inferior da calça deve ser posta dentro das botas e lacrada com fitas adesivas. Se possível, evite caminhar em áreas conhecidamente infestadas por carrapatos e, a cada duas horas, verifique se há algum deles preso ao seu corpo.

Quanto mais depressa ele for retirado, menores os riscos de infecção. Ao retirar um carrapato, não o esmague com as unhas. Com o esmagamento, pode haver liberação das bactérias que têm capacidade de penetrar através de pequenas lesões na pele; também não force o carrapato a se soltar encostando agulha ou palito de fósforo quente.

O estresse faz com que ele libere grande quantidade de saliva, o que aumenta as chances de transmissão das bactérias transmissoras da doença.

Os carrapatos devem ser retirados com cuidado, por meio de uma leve torção, para que sua boca solte a pele. Existem também repelentes com concentrações maiores do produto químico DEET (N-N-dietil-meta-toluamida), que são eficientes contra mosquitos e carrapatos.

Referências:

  1. Dr. Dráuzio Varella
  2. Fundação Oswaldo Cruz

Picada de Animais Peçonhentos: Saiba o que fazer!

Acidentes por animais peçonhentos são aqueles provocados por picadas ou mordeduras de animais dotados de glândulas secretoras e aparelhos inoculadores de veneno.

Nos acidentes por mordidas de cobras, devemos sempre considerar como sendo de cobras venosas.

Sinais e sintomas

  • Pequena mordida na pele: pode parecer um ponto pequeno e descolorido;
  • Dor e inchaço, pode ser de desenvolvimento lento, na área da mordida;
  • Pulso rápido e respiração difícil;
  • Fraqueza;
  • Dificuldade visual;
  • Náusea e vômitos.

O que fazer?

  • Manter a vítima calma e deitada.
  • Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão.
  • Cobrir com um pano limpo.
  • Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear, em caso de inchaço do membro afetado.
  • Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
  • Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele.
  • Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o soro anti-ofídico.
  • Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.

O que não fazer?

  • Não fazer torniquete, isto impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local.
  • Não cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’.
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, poderá provocar infecção.

Características

A ação do veneno pode provocar as seguintes reações:

  • Proteolítica: necrose tecidual (morte do tecido lesado) devido à decomposição das proteínas.
  • Neurotóxica: ação no sistema nervoso causando queda palpebral; formigamento no local afetado, alterações de consciência e perturbações visuais.
  • Hemolítica: destruição das hemáceas no sangue.
  • Coagulante: causa deficiência na coagulação sangüínea.

Como evitar acidentes?

  • Usar botas: Isto evita até 80% dos acidentes, pois as cobras picam do  joelho para baixo. Mas antes de calçá-las verificar se dentro não há cobras, aranhas e outros animais peçonhentos.
  • Proteger as mãos: Não enfiar as mãos em tocas, cupinzeiros, ocos de troncos etc. Usar um pedaço de madeira para verificar se não há animais.
  • Acabar com os ratos: A maioria das cobras alimentam-se de roedores.  Manter sempre limpos os terrenos, quintais e plantações evita atrais estes predadores.
  • Conservar o meio ambiente: O desmatamentos e queimadas, além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas. Também não se deve matar as cobras, pois elas contribuem com o equilíbrio ecológico.

Importante

O Instituto Butantan, no Brasil, fabrica soros específicos, usados na terapia de várias doenças causadas por animais peçonhentos. Esses soros são distribuídos nos Centros de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e, eventualmente, para todo o país.

Referências:

  1. Instituto Butantan