Os Exames Pré-Natal

Os exames pré-natal são importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. Eles permitem identificar possíveis problemas, como infecções, anemia, diabetes gestacional, incompatibilidade sanguínea, malformações fetais, entre outros.

O Homem também participa do exame pré-natal!

O procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” foi incluído no rol do Sistema Único de Saúde, sob o número 03.01.01.023-4.

A consulta avalia o estado geral de saúde do pai/parceiro, devendo ser solicitado os exames de rotina de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, testes rápidos, atualização do cartão de vacinas (conforme calendário nacional de vacinação), orientações sobre a gravidez, parto, pós parto, amamentação e direitos do pai/parceiro.

Além de incluir a consulta pré-natal, a Portaria 1.474/2017 da Secretaria de Assistência à Saúde/MS modifica a numeração dos procedimentos de testes rápidos para detecção de sífilis e de HIV na gestante, permitindo identificar a inclusão do pai ou parceiro.

O programa de pré-natal do homem foi normatizado pelo Ministério da Saúde em 2011 para prevenir doenças e combater essa desigualdade, estimulando a paternidade ativa e cuidadora antes, durante e depois do nascimento.

Os exames pedidos ao parceiro

  • Espermograma: avalia a quantidade, a qualidade e a mobilidade dos espermatozoides. Pode ser solicitado antes da concepção, para verificar a fertilidade do homem, ou durante a gravidez, para descartar alterações que possam afetar o desenvolvimento do feto.
  • Tipagem sanguínea e fator Rh: determina o tipo de sangue e o fator Rh do homem. É importante para prevenir a incompatibilidade sanguínea entre o pai e o bebê, que pode causar anemia hemolítica no recém-nascido.
  • Sorologias: são exames de sangue que detectam a presença de anticorpos contra doenças infecciosas, como HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Essas doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, ou do pai para a mãe através do contato sexual. Por isso, é importante que o casal faça os exames e receba o tratamento adequado, se necessário.
  • Teste genético: analisa o material genético do homem para identificar possíveis alterações cromossômicas ou mutações que possam causar doenças hereditárias no bebê. Pode ser feito através de uma amostra de sangue ou de saliva. É indicado para casais que tenham histórico familiar de doenças genéticas, idade avançada ou abortos espontâneos repetidos.
  • Dosagem hormonal: mede os níveis de hormônios como testosterona, prolactina e tireoide no sangue do homem. Esses hormônios podem influenciar na fertilidade, na libido e na saúde geral do pai e do bebê. Alterações hormonais podem indicar problemas como hipogonadismo, hiperprolactinemia ou hipotireoidismo, que devem ser tratados adequadamente.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue. Esse exame pode detectar alterações como diabetes ou pré-diabetes, que podem afetar a fertilidade masculina e aumentar o risco de malformações fetais.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.

Exames pedidos à gestante

  • Tipagem sanguínea: verifica o tipo de sangue e o fator Rh da mãe e do bebê. Se a mãe for Rh negativo e o bebê Rh positivo, pode haver risco de rejeição imunológica, que pode ser prevenida com injeção de imunoglobulina.
  • Papanicolau: rastreia o câncer do colo do útero e outras doenças ginecológicas. Deve ser feito regularmente por todas as mulheres, inclusive as grávidas.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue e indica se há tendência ao diabetes gestacional, que pode causar complicações para a mãe e o bebê.
  • Sorologia para HIV, hepatite B e C, citomegalovírus e outras infecções: verifica se a mãe tem alguma dessas doenças que podem ser transmitidas para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento precoce pode reduzir o risco de transmissão vertical.
  • Ultrassonografia: usa ondas sonoras para gerar imagens do bebê e da placenta. Permite estimar a idade gestacional, a data provável do parto, o sexo do bebê, o número de fetos, o crescimento fetal, a posição fetal, a quantidade de líquido amniótico e a presença de malformações ou anomalias.

Os exames pré-natal devem ser realizados de acordo com a orientação do médico obstetra, que irá solicitar os exames mais adequados para cada caso.

Em geral, recomenda-se iniciar o pré-natal no primeiro trimestre da gravidez e fazer consultas regulares até o momento do parto. O pré-natal é essencial para garantir uma gravidez saudável e segura para a mãe e o bebê.

Referências:

  1. https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/
  2. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pre_natal_profissionais_saude.pdf

Conheça os Esquemas de Sulfatação na Eclâmpsia!

As síndromes hipertensivas na gestação merecem especial destaque no cenário da saúde pública mundial. Atualmente, representam a terceira causa de mortalidade materna no mundo, perdendo apenas para hemorragia pós-parto e infecção pós-parto, respectivamente.

No Brasil é a primeira causa. Em países desenvolvidos, aproximadamente de duas a oito em cada 100 gestantes vão desenvolver o evento enquanto no Brasil, pode-se chegar a 10% dos casos. Devido à gravidade da doença, é considerada como causa de internamento em unidade de terapia intensiva e, por vezes, incluída como critério de morbidade materna grave.

A condição de eclâmpsia consiste na manifestação convulsiva de estado grave da pré-eclâmpsia (PE), desenvolvendo-se de maneira isolada nesse estado clínico ou ainda presente nas gestações com hipertensão arterial já preexistente.

Sulfatação

As pacientes com eclâmpsia devem ser sulfatadas imediatamente, em meio ao quadro de convulsão gestacional, ou ainda antes, especificamente em casos de PE grave associado a
sinais iminência de eclâmpsia.

E os principais esquemas de sulfatação, que atualmente são utilizados seriam os esquemas de Pritchard, Zuspan e Sibai.

Esquema de Zuspan

Zuspan descreveu um dos mais utilizados esquemas de administração do sulfato de magnésio, o endovenoso, no qual é administrada uma dose inicial de 4g de sulfato de magnésio e uma dose contínua de manutenção de 1g por hora, ambas aplicadas por via intravenosa, que deve ser mantido por pelo menos 24 horas.

A dose de manutenção de sulfato de magnésio do esquema de Zuspan não coloca-se como sendo suficiente para o atingimento e manutenção de concentrações terapêuticas e, assim, evidenciou a proposição de aumentar a concentração da dose de manutenção para 2g por hora, em infusão contínua, por ao menos 24 horas, intencionando especificamente atingir as mesmas concentrações séricas proposta pelo tratamento por via intramuscular dimensionado por Pritchard.

Esquema de Pritchard

Expõe que, o esquema proposto por Pritchard a dose inicial é de 10g de sulfato de magnésio por via intramuscular em conjunto com 4g infundida por via intravenosa em “bolus”, destarte, a dose de manutenção é de 5g via intramuscular a ser aplicada a cada 4 horas possuem inicialmente níveis de concentração terapêutica adequado para controle convulsivo nas gestantes.

Ainda, depreende que o modelo de Pritchard traz determinações ao fato de que, a concentração sérica do íon magnésio, para proporcionar prevenção ou tratamento da condição de eclâmpsia, deve ser categoricamente maior do que a concentração sérica normal, sendo importante o esclarecimento de que esta concentração deve alcançar variação entre 4,8 e 8,4mg/dL, o que de fato ocorre durante aplicação da dose de ataque neste esquema.

Esquema de Sibai

Como o esquema proposto por Sibai apresenta doses altas de MgSO4 e próximas aos níveis tóxicos, poucos se estimularam a utilizá-lo, o que necessita ainda de novas investigações.

A importância da utilização da bomba de infusão contínua, oferecendo uma alternativa à administração intramuscular de sulfato de magnésio (tal como propõe Pritchard), levando a menos náuseas, dor de cabeça, risco de hematomas e abscesso derivado da aplicação e dor em geral, além de diminuir efeitos colaterais e de circunstâncias como toxicidade, oligúria (diminuição da produção de urina) ou de insuficiência renal.

Referência:

  1. Ruano, Rodrigo & Alves, Eliane & Zugaib, Marcelo. (2004). Sulfato de magnésio (MgSO4) no tratamento e prevenção da eclâmpsia: qual esquema adotar?. Revista Da Associacao Medica Brasileira – REV ASSOC MED BRAS. 50. 10.1590/S0104-42302004000300018. 
Notícias da Enfermagem

I Fórum de Enfermagem no Atendimento Pré-Hospitalar está com inscrições abertas; evento será realizado em 9 de maio

Uma assistência em saúde segura passa pela conscientização e valorização do papel dos profissionais da Enfermagem que atuam fora do ambiente hospitalar. A fim de refletir sobre a liderança, o protagonismo e as práticas avançadas na Rede de Emergência no Ceará, será realizado, no dia 9 de maio, o I Fórum de Enfermagem no Atendimento […]

Cerclagem Uterina

A Cerclagem significa sutura (costura) em forma de bolsa. Usada em outras áreas da Medicina, foi introduzida na Ginecologia e aperfeiçoado em países como França e Estados Unidos a partir de 1953.

Consiste em “costurar” o colo do útero – em sua porção vaginal, que contém a entrada para a cavidade uterina – da grávida para impedir que se abra, a bolsa fetal desça, se rompa e o feto nasça prematuro, o que coloca sua vida em risco.

A cerclagem é uma sutura cirúrgica em bolsa, realizada sob anestesia, geralmente indicada logo após o terceiro mês de gestação com objetivo de manter o colo uterino fechado até o final da gravidez. Os pontos são retirados com cerca de 37 semanas para que o parto possa ocorrer normalmente.

Como é feito?

Introduz-se um espéculo na vagina da paciente, instrumento que permite abrir o conduto para visualizar o colo do útero. “Costura-se”, então, o colo circularmente em dois locais com agulha e fio inabsorvível, que é retirado no momento em que a gravidez se completa e o bebê já pode nascer.

Mulheres que fazem cerclagem devem ficar internadas por 24 horas em observação, pois pode causar contrações uterinas, pelo fato de se interferir na região, e até infecções no local dos pontos. Os dois fenômenos são combatidos com remédios. A retirada do fio, ao final da gravidez, é feita no próprio consultório.

Os Riscos

Esse procedimento, no entanto, tem riscos. O principal deles é favorecer uma infecção intra-uterina ou a ruptura das membranas amnióticas. Nos últimos anos, tem ocorrido uma crescente ampliação das indicações para a cerclagem, nem sempre bem fundamentadas.

As melhores evidências científicas atualmente disponíveis sugerem não haver vantagens de fazer cerclagem em grávidas com baixo risco de perda gestacional. A cirurgia também não deve ser indicada somente pelo achado de um colo uterino curto durante o exame de ultrassom, principalmente em mulheres sem fatores de risco para prematuridade.

Do mesmo modo, a gravidez de gêmeos, por si só, não justifica a intervenção.

Após a realização da cerclagem é necessário permanecer em repouso por longos períodos durante toda a gestação e ficar em abstinência sexual. Este contexto pode ser muito estressante para a mulher e para toda a sua família.

O apoio psicológico profissional pode ser necessário para algumas delas e sua família deve oferecer suporte emocional, estimulando atividades intelectuais e recreativas em casa, em todos os casos.

Referências:

  1. Mattar, RosianeA cerclagem para prevenção da prematuridade: para quem indicar?. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia [online]. 2006, v. 28, n. 3 [Acessado 12 Setembro 2021] , pp. 139-142. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300001&gt;. Epub 25 Ago 2006. ISSN 1806-9339. https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300001.

Protocolo START: Triagem de Múltiplas Vítimas

O protocolo de triagem START Simple Triage And Rapid Treatment, isto é, triagem simples e tratamento rápido, foi pensado para rápida avaliação em incidentes com múltiplas vítimas, categorizando-as em quatro categorias de cores que informam o nível de urgência necessária de atendimento.

Pacientes classificados como categoria verde, são os feridos que deambulam; esses indivíduos podem se movimentar e obedecer comandos. Eles devem ser direcionados a uma área segura e aguardar posterior atendimento e tratamento.

Pacientes classificados no grupo preto não respiram, mesmo após reposicionamento das vias aéreas. Esses pacientes não recebem tratamento.

As duas categorias intermediárias – vermelho, que indica pacientes que necessitam de atendimento imediato, e amarelo”, que indica pacientes que também devem receber cuidado rápido, porém ainda podem aguardar – requerem uma avaliação mais aprofundada acerca do status respiratório, circulatório e neurológico (mental).

RPM – 30 – 2 – obedece ordens

“RPM – 30 – 2 – obedece ordens” foi criado como uma forma de memorizar os componentes do exame que separam pacientes entre o grupo vermelho e o grupo amarelo. Cada uma das três primeiras letras do mnemônico se relaciona com um dos três componentes seguintes:

  • R (respiração): Indica aqueles pacientes que se adequam para tratamento posterior, devendo apresentar frequência respiratória (FR) menor que 30 ipm;
  • P (perfusão): Perfusão adequada é indicada quando tempo de preenchimento capilar é menor do que 2 segundos;
  • M (mental): nos sugere que o status mental é adequado se o paciente consegue obedecer comandos. Isto é, o paciente com status mental adequado consegue realizar as ordens que lhes são solicitadas.

Pacientes com qualquer das categorias RPM alterada (FR maior que 30 ipm, perfusão capilar lenta ou status mental alterado) pertencem à categoria “vermelha e demandam controle imediato de condições de alto risco de morte como hemorragia ou obstrução de vias aéreas. Aqueles que não se encaixam nas categorias verdevermelho ou preta são designados amarelos, recebendo prioridade após a categoria vermelha ser atendida.

Pela sua natureza, incidentes com múltiplas vítimas são estressantes e acontecem quando estamos menos preparados. O simples mnemônico “RPM – 30 – 2 – obedece ordens” pode ajudar você a lembrar os componentes importantes do sistema a serem avaliados.

Referências:

  1. https://canadiem.org/start-triage-protocol-rpm-30-2-can-do/;
  2. Rosen P. Rosen’s Emergency Medicine. Elsevier; 2018.

O Cuidado ao “Sulfatar” na Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia

Se sua paciente é uma gestante/puérpera cujo H.D é Eclâmpsia/Pré-Eclâmpsia, e obrigatoriamente a mesma está “sulfatando”, ou seja, sob tratamento intensivo com Sulfato de Magnésio (MgSO4), deve ter obrigatoriamente EM BEIRA LEITO o kit para “terapêutica para intoxicação por MgSO4”, com o GLUCONATO DE CÁLCIO!

Primeiramente, o que é “Sulfatar” a Paciente Gestante ou Puérpera?

Quando a paciente já está com um quadro confirmado de pré-eclâmpsia, ou eclampsia P.A elevada, usa-se o termo “sulfatar a gestante”, que nada mais é do que usar o sulfato de magnésio na paciente para diminuir a pressão arterial ou tratar convulsões durante o quadro, por exemplo.

O Gluconato de Cálcio e o Antagonismo: Pode salvar em uma crise de intoxicação pelo MgSO4!

O Gluconato de cálcio é o antagonista fisiológico natural do cálcio, sendo assim atuando como um antídoto, podendo reverter o efeito adverso com o MgSO4 que pode ocasionar na gestante/puérpera durante a “sulfatação”, que é uma crise convulsiva e sinais depressivos do sistema nervoso central.

Referência:

  1. BARBOSA, Fabiano Timbó; BARBOSA, Luciano Timbó; JUCA, Mário Jorge  and  CUNHA, Rafael Martins da. Usos do sulfato de magnésio em obstetrícia e em anestesia. Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2010, vol.60, n.1 [cited  2021-02-16], pp.104-110. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100013&lng=en&nrm=iso&gt;. ISSN 0034-7094.  https://doi.org/10.1590/S0034-70942010000100013.

Mochilas para Atendimento Pré-Hospitalar

As mochilas para o Atendimento pré-hospitalar são ferramentas para facilitar o atendimento de acordo com o tipo de suporte: O SBV / SAV.

De acordo com o Atendimento em questão:

  • SBV (Suporte Básico de Vida) : Sempre as mochilas vermelha e verde, DEA (Desfibrilador Externo Automático), adicionando a mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos;
  • SAV (Suporte Avançado de Vida) : são as mochilas azul, Amarela, Verde, Monitor Cardíaco, Mochila laranja quando se tratar de casos traumáticos.

O Que contém em cada Mochila?

Mochila Verde

Possui as mais variadas medicações, possibilitando todo tipo de atendimento, como por exemplo, casos de hipertensão, parada cardíaca, dispneia, surtos psicóticos, náuseas, vômitos entre outras queixas.

Mochila Azul

Possui variados materiais para abertura de vias aéreas, intubação.

Mochila Vermelha

Possui materiais para punção venosa e aparelhos para mensuração de sinais vitais como oximetro, estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro e aparelho HGT.

Mochila Amarela

Possui materiais para pequenas cirurgias (instrumentos, tesouras, ataduras, gazes, etc).

Mochila Laranja

Possui materiais de apoio para queimaduras, acesso venoso, vias aéreas, entre outros.

Dependendo do tipo de ocorrência, comunicada pelo médico regulador, a equipe deve se organizar em relação a que tipo de material e como transportá-lo, a fim de diminuir o tempo resposta do atendimento.

Referência:

  1. SAMU 192 Sorocaba