A gravidez é um evento fisiológico, mas não está isenta...
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SIADH Vs Diabetes Insipidus (D.I)
A SIADH e o diabetes insípido (DI) são distúrbios que afetam a regulação do equilíbrio hídrico no corpo. A principal diferença entre eles reside na produção ou ação do hormônio antidiurético (ADH), também conhecido como vasopressina.
Síndrome da Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH)
Causa: A SIADH ocorre quando o hormônio antidiurético (ADH), também conhecido como vasopressina, é secretado em excesso pela hipófise em situações inadequadas. Isso leva à retenção de líquidos e à diluição dos níveis de sódio no sangue.
Mecanismo: A vasopressina regula a quantidade de água no corpo, controlando a excreção de água pelos rins. Quando há excesso de vasopressina, mais água é retida, resultando em hiponatremia (baixos níveis de sódio).
Causas: A SIADH pode surgir em casos de câncer de pulmão, em idosos e em pacientes hospitalizados. Existem várias causas possíveis, que requerem exames adicionais para detecção.
Sintomas: Os sintomas incluem lentidão e confusão devido à hiponatremia.
Diagnóstico: O médico suspeita de SIADH quando a hiponatremia não pode ser explicada por outros fatores. Exames de sangue e urina são realizados para confirmar o diagnóstico.
Diabetes Insipidus (DI)
Causa: O DI ocorre devido à deficiência de ADH. Pode ser causado por defeitos no receptor V2R, uso de medicações, destruição da hipófise posterior por tumores ou trauma.
Mecanismo: No DI, há pouca ou nenhuma produção de ADH, resultando em excessiva excreção de água pelos rins. Isso leva à poliúria (urina excessiva) e sede intensa.
Sintomas: Sede extrema, micção frequente e urina diluída.
Diagnóstico: Testes de concentração urinária e resposta ao ADH são usados para diagnosticar o DI.
As Diferenças
No SIADH ocorre o excesso de ADH, retenção de líquidos, hiponatremia, já a DI ocorre a deficiência de ADH, poliúria, sede intensa.
Referência:
Naves, L. A., Vilar, L., Costa, A. C. F., Domingues, L., & Casulari, L. A.. (2003). Distúrbios na secreção e ação do hormônio antidiurético. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 47(4), 467–481. https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000400019
Aspiração de Vias Aéreas Inferiores
A aspiração de secreções das vias aéreas inferiores é um procedimento realizado para auxiliar pacientes que não conseguem eliminar a secreção dos pulmões.
Deve ser utilizadas luvas estéreis ou de procedimento?
Para executar a aspiração em vias aéreas inferiores, é importante seguir as diretrizes adequadas e utilizar luvas estéreis.
Existem dois sistemas de aspiração: o sistema aberto (com sonda conectada a um aspirador) e o sistema fechado (com adaptação ao tubo orotraqueal ou à cânula de traqueostomia).
O sistema fechado é preferível em casos de lesão pulmonar aguda.
A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.
Indicação
Presença de secreção visível na VA;
Presença de ruído no tubo traqueal;
Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
Desconforto respiratório;
Queda da SpO2;
Oscilações na curva de fluxo do ventilador.
Materiais Necessários
Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
luva estéril para aspirar VAI;
Cateter de aspiração adequado;
Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
extensões de silicone/látex esterilizadas ;
Oxímetro de pulso ;
estetoscópio;
gazes esterilizadas;
Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
Papel toalha.
Etapas do Procedimento
Identificar a necessidade para aspiração;
Higienizar as mãos;
Reunir todo o material necessário;
Paramentar-se com EPI;
Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
Calçar luvas de procedimento;
Abrir o vácuo e testá-lo;
Abrir o pacote da sonda;
Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
Desconectar a sonda do látex;
Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
Posicionar o paciente confortavelmente;
Deixar a unidade em ordem;
Retirar as luvas;
Higienizar as mãos;
Registrar no prontuário o procedimento realizado.
Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas
Explicar o procedimento a ser realizado;
Higienizar as mãos;
Reunir os materiais necessários;
Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
Aplique proteção facial;
Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
Faça o teste do equipamento de vácuo;
Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
Higienizar as mãos;
Qual a ordem da aspiração da via aérea?
VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
Cavidade nasal;
Cavidade oral.
Por que essa sequência?
Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.
Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?
Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:
Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.
Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set. /out. 2012.
Entendendo sobre a Inaloterapia
Inaloterapia: fluidificação e broncodilatação.
A Inaloterapia também faz parte da Oxigenoterapia, mas objetiva-se em manter a umidade das vias aéreas adequadas, para a garantia de uma respiração apropriada, podendo ser subdividida em fluidificação e a broncodilatação.
É indicada para administração de medicamentos, principalmente os bronco dilatadores e os muco líticos, e ou para suplementar o oxigênio no sistema respiratório do paciente. Com o uso da Inaloterapia, pode-se mobilizar e fluidificar as secreções mucosas, aliviar o edema da mucosa, reduzir o broncoespasmo e até reduzir processos inflamatórios por nebulizações de antibióticos.
Na forma não invasiva, pode-se realizar a umidificação, administração de oxigênio e medicamentos por meio de nebulizações, por via de máscara inalatória, enquanto por via invasiva (paciente intubado ou traqueostomizado), deve-se utilizar um conector próprio ao circuito ventilatório, o conector MDI (Tubo “T”), conectando o frasco de inalação na terceira via do conector, sem perder a ventilação e não dar perdas ao paciente.
Os medicamentos também podem ser administrados por aerossóis propelidos a freon, um gás que gera alta pressão e produz uma névoa com a solução medicamentosa. Nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), são utilizadas nebulizações contínuas para umidificar as vias aéreas e administrar oxigênio, principalmente para os pacientes que foram extubados e ainda apresentam valores diminuídos da pressão parcial de oxigênio, a hipoxemia.
A inaloterapia em geral pode provocar infecções ou superinfecções, em frequência maior que a suspeitada, por contaminação do equipamento (organismos gram-negativos) e pelas alterações na fagocitose e transporte provocados pelo oxigênio em alta tensão.
COMO REALIZAR A INALOTERAPIA?
Materiais necessários para o procedimento:
Bandeja;
Inalador;
Fluxômetro,
SF 0,9% ou Água (AD);
Medicamento prescrito.
Realizando o procedimento em método não invasivo:
Higienizar como Mãos;
Conferir a prescrição e reunir todo o material e levar junto ao paciente;
Colocar o SF 0,9% ou AD no reservatório do inalador e medicação;
Orientar o paciente sobre o procedimento;
Colocar o paciente em posição de “Fowler”;
Montar o sistema e conectar o inalador a rede de oxigênio ou ar comprimido através do fluxômetro;
Regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a prescrição através do fluxômetro, verificando se há saída de névoa do inalador;
Colocar a máscara sobre a face do paciente delicadamente e orientá-lo a respirar tranquilamente;
Manter a nebulização/inalação durante o tempo indicado e observar o paciente;
Deixar o paciente do Confortável;
Recolher o material para limpeza e guarda;
Higienizar as mãos;
Checar o Procedimento;
Realizar Anotações de Enfermagem no Prontuário.
Realizando o procedimento em método invasivo:
Higienizar como Mãos;
Conferir a prescrição e reunir todo o material e levar junto ao paciente;
Colocar o SF 0,9% ou AD no reservatório do inalador e medicação;
Orientar o paciente sobre o procedimento caso o mesmo estiver consciente;
Colocar o paciente em posição de “Fowler”;
Montar o sistema e conectar o inalador a rede de oxigênio ou ar comprimido através do fluxômetro;
Regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a prescrição através do fluxômetro, verificando se há saída de névoa do inalador;
Instale o conector MDI (Tubo T) na saída do inalador, e desconecte o circuito do paciente, e rapidamente, conecte o tubo T já com a inalação ligada no tubo do paciente, e reconecte o circuito novamente junto ao tubo T (se o paciente obtiver de filtro bacteriológico no circuito, retire enquanto estiver realizando a inalação, pois a eficácia da medicação diminuirá com o filtro bacteriológico conectado ao paciente);
Manter a nebulização/inalação durante o tempo indicado e observar o paciente, e após o término do mesmo, realizar a desconexão do inalador com o tubo T e instalar o filtro bacteriológico novamente, reconectando ao paciente rapidamente;
Deixar o paciente do Confortável;
Recolher o material para limpeza e guarda;
Higienizar as mãos;
Checar o Procedimento;
Realizar Anotações de Enfermagem no Prontuário.
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