A Pinça de Carretel (Ou de Ordenha)

A pinça de carretel, também conhecida como pinça de ordenha, é um instrumento bastante utilizado em enfermagem, principalmente em procedimentos hospitalares que envolvem sondas, cateteres e drenos.

Embora seu nome possa soar estranho para quem está começando na área, trata-se de uma ferramenta simples, mas extremamente útil para garantir a segurança do paciente e a eficiência de determinados cuidados.

O Que É a Pinça de Carretel?

A pinça de carretel é formada por um corpo cilíndrico, que lembra um pequeno carretel, e uma superfície que permite realizar pressão controlada sobre tubos flexíveis. Sua principal função é interromper ou controlar temporariamente o fluxo de líquidos, como no caso de drenos, sondas nasogástricas, sondas vesicais ou equipos de infusão.

O material de fabricação costuma ser plástico ou metal, com design anatômico para facilitar o manuseio. Por não perfurar ou cortar o tubo, ela preserva a integridade do material, evitando danos que poderiam levar a vazamentos ou contaminações.

Indicações de Uso

A pinça de carretel é indicada para diversas situações no ambiente hospitalar, como:

  • Interrupção temporária do fluxo de líquidos em sondas e drenos durante a troca de bolsas coletoras.
  • Ordenha de drenos cirúrgicos para manter a permeabilidade e evitar obstruções por coágulos.
  • Controle momentâneo de fluxo em equipos de infusão para troca de frascos ou ajuste de medicações.
  • Auxílio em procedimentos de higiene ou transporte de pacientes, evitando extravasamento de fluidos.

Como Usar a Pinça de Carretel?

O uso da pinça de carretel deve ser cuidadoso e seguir protocolos de segurança para evitar complicações. O processo básico inclui:

  1. Higienização das mãos antes de qualquer manipulação.
  2. Posicionamento correto da pinça no tubo ou dreno, pressionando de forma suficiente para interromper o fluxo, mas sem danificar o material.
  3. Ordenha, se necessário, realizando movimentos suaves no sentido do corpo do paciente para o reservatório, a fim de deslocar coágulos ou detritos.
  4. Retirada da pinça somente no momento adequado, para restabelecer o fluxo de forma controlada.

É importante nunca deixar a pinça fechada por tempo prolongado sem indicação médica ou de protocolo, pois isso pode levar a complicações como refluxo, aumento de pressão no sistema ou falha na drenagem.

Cuidados de Enfermagem

  • Sempre confirmar a necessidade e o tempo de uso da pinça conforme prescrição ou protocolo institucional.
  • Observar o paciente durante e após o procedimento, monitorando sinais de dor, desconforto ou alteração no fluxo.
  • Manter a pinça limpa e, quando reutilizável, realizar a devida desinfecção ou esterilização conforme as normas.
  • Evitar uso excessivo de força para não deformar ou romper a sonda/dreno.
  • Registrar no prontuário o motivo, o tempo e o resultado da utilização da pinça.

A pinça de carretel é um recurso simples, mas essencial na prática de enfermagem. Seu uso correto garante segurança, eficiência nos procedimentos e conforto para o paciente. Para o estudante e o profissional de enfermagem, compreender sua função e técnica de utilização é parte fundamental do cuidado qualificado.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de cuidados com sondas, drenos e cateteres. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_cuidados_sondas_drenos_cateteres.pdf.
  2. FERNANDES, A. T.; SILVA, A. P. Procedimentos de enfermagem: fundamentos técnicos e científicos. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br.
  3. SOBECC – Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico. Práticas recomendadas. 7. ed. São Paulo: SOBECC, 2017. Disponível em: https://www.sobecc.org.br. 

Sondas Intestinais Longas

As Sondas intestinais longas são dispositivos médicos que são inseridos no intestino delgado para remover o conteúdo intestinal, descomprimir o órgão ou separá-lo cirurgicamente. Elas são usadas em casos de obstrução intestinal, cirurgias gastrointestinais ou outras condições que impedem a passagem normal do bolo alimentar.

Indicações de Uso

Para casos de constipação intestinal grave, obstrução intestinal, enema opaco, irrigação intestinal ou preparo para colonoscopia.

Os Tipos de Sondas Intestinais Longas

Sonda de Miller-Abbott

É usada para descomprimir o intestino delgado em casos de obstrução intestinal. Ela é composta por um tubo de borracha com dois balões infláveis na extremidade distal, um para ancorar a sonda no intestino e outro para ocluir o lúmen intestinal.

A sonda é introduzida pelo nariz e avança pelo esôfago, estômago e duodeno até atingir o íleo.

O avanço da sonda é facilitado pela pressão hidrostática exercida pelo líquido que preenche os balões. A sonda permite a drenagem do conteúdo intestinal e alivia os sintomas de distensão abdominal, náuseas, vômitos e dor.

A sonda intestinal longa Miller-Abbott é um procedimento invasivo que requer cuidados especiais de enfermagem e monitorização do paciente.

Sonda de Cantor

Usado para tratar a constipação crônica, a fecaloma ou a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível e fino que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino grosso.

A sonda permite a administração de líquidos, medicamentos ou enzimas que ajudam a dissolver ou remover as fezes endurecidas.

Pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou danos nos órgãos internos. Por isso, ela só é indicada em casos graves e refratários aos tratamentos convencionais.

Sonda de Andersen

Usado para tratar a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível de plástico que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino delgado.

A sonda tem uma ponta perfurada que permite a aspiração do conteúdo intestinal e a injeção de ar ou líquidos para desobstruir o intestino.

Pode ser usada em casos de obstrução intestinal causada por tumores, aderências, hérnias, volvo, intussuscepção ou impactação fecal.

É um procedimento invasivo que requer monitoramento e cuidados especiais, pode pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou lesão dos tecidos.

É uma alternativa à cirurgia em alguns casos de obstrução intestinal, mas nem sempre é eficaz ou segura.

Utilização das Sondas

As sondas intestinais longas cantor e Miller-Abott não são mais usadas na prática clínica atual, pois apresentam alto risco de complicações e baixa eficácia na descompressão intestinal, pois eram infladas com ar ou mercúrio para facilitar a drenagem do conteúdo intestinal.

Alguns Cuidados de enfermagem

  • Observar a progressão da sonda;
  • verificar a integridade do balão;
  • aspirar o conteúdo intestinal;
  • retirar a sonda lentamente quando indicado.

Referências:

  1. https://revista.facene.com.br/index.php/revistane/article/download/399/403/1948
  2. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/procedimentos-diagn%C3%B3sticos-e-terap%C3%AAuticos-gastrointestinais/intuba%C3%A7%C3%A3o-nasog%C3%A1strica-ou-intuba%C3%A7%C3%A3o-intestinal

Sondas Intestinales Largas

Sondas Intestinales

Las Sondas Intestinales Largas Miller-Abbott, Sonda de Cantor y Sonda de Andersen, son ejemplos de sondas con peso en la extremidad que se colocan en el preoperatorio o en el intraoperatorio de cirugías gastrointestinales. La longitud larga posibilita la remoción del contenido intestinal para el tratamiento de una obstrucción, lo que no es posible por medio de una sonda nasogástrica.

Estas sondas pueden descomprimir el intestino delgado y separarlo en el intraoperatorio o en el postoperatorio. Como la progresión de las sondas depende del peristaltismo intestinal, su uso está contraindicado en pacientes con íleo paralítico y graves obstrucciones mecánicas intestinales.

Los aparatos más antiguos, como las sondas del tipo Cantor y Miller-Abbott, raramente se utilizan hoy, porque el globo de la extremidad distal se llena con mercurio, y la nueva sonda de Andersen tiene una punta llena de tungsteno, que es la opción más segura.

Las Intervenciones usadas en el cuidado del paciente con una sonda intestinal larga son similares a las usadas para la sonda nasogástrica y la sengstaken blakemore: Se debe observar en el paciente la hiperinsuflación del balón, que hace que la remoción sea más difícil, globo que puede llevar a la ruptura intestinal, y la invaginación reversa si la sonda se quita rápidamente. Las sondas intestinales deben ser removidas lentamente, usualmente alrededor de 15 centímetros de sonda debe ser retirado cada hora.

Sondas Intestinais Longas

Sondas Intestinais

As Sondas Intestinais Longas Miller-Abbott, Sonda de Cantor e Sonda de Andersen,  são exemplos de sondas com peso na extremidade que são colocados no pré- operatório ou no intra-operatório de cirurgias gastrointestinais. O comprimento longo possibilita a remoção do conteúdo intestinal para o tratamento de uma obstrução, o que não é possível por meio de uma sonda nasogástrica.

Essas sondas podem descomprimir o intestino delgado e separá-lo no intra-operatório ou no pós-operatório. Como a progressão das sondas depende do peristaltismo intestinal, seu uso é contraindicado em pacientes com íleo paralítico e graves obstruções mecânicas intestinais.

Os aparelhos mais antigos, como as sondas do tipo Cantor e Miller-Abbott, raramente são usados hoje, porque o balão da extremidade distal é preenchido com mercúrio, e a nova sonda de Andersen tem uma ponta preenchida com tungstênio, o que é opção mais segura.

As Intervenções usadas no cuidado do paciente com uma sonda intestinal longa são similares à aquelas usadas para a sonda nasogástrica e a sengstaken blakemore: Deve-se observar no paciente a hiperinsuflação do balão, que faz com que a remoção seja mais difícil, a ruptura do balão que pode levar à ruptura intestinal, e a invaginação reversa se a sonda for removida rapidamente. As sondas intestinais devem ser removidas lentamente, usualmente em torno de 15 centímetros de sonda deve ser retirado a cada hora.