Vá direto ao ponto!
Sim. Em geral, é possível trocar o transdutor do sistema de monitorização da pressão arterial média (PAM) sem retirar ou trocar o cateter arterial, desde que o cateter esteja funcionando adequadamente e não haja indicação clínica para sua substituição.
Na prática da UTI, é importante separar as duas coisas: o cateter arterial é o acesso vascular, enquanto o transdutor faz parte do sistema responsável por transformar a pressão dentro do circuito em um sinal que o monitor consegue interpretar. Portanto, se o problema está no transdutor, no sistema de pressão ou na validade do dispositivo, a troca pode ser feita mantendo o cateter, seguindo o protocolo da instituição e a técnica asséptica.
Antes de simplesmente trocar o transdutor, porém, vale conferir se a alteração da PAM não está relacionada a bolhas de ar, conexões frouxas, coágulos, obstrução do circuito, posicionamento inadequado ou necessidade de novo nivelamento e zeragem do sistema. No dia a dia da enfermagem, uma leitura aparentemente “estranha” nem sempre significa que o cateter perdeu a função.
Um detalhe que faz diferença na assistência: depois de substituir o transdutor ou qualquer parte do sistema, é necessário reestabelecer corretamente o circuito, retirar o ar, realizar a zeragem e nivelar o transdutor em relação ao eixo flebostático, conforme o protocolo institucional. Só então a pressão apresentada no monitor deve ser interpretada como confiável.
Atenção: se o cateter arterial está pérvio, bem posicionado e funcionando, não é necessário trocá-lo apenas porque o transdutor será substituído. A troca do cateter deve ter uma indicação própria, e não ser feita automaticamente junto com a troca do transdutor.
Faltou algum tema ou procedimento?
Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!
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