Gestor na Enfermagem: Que tipo é o seu? Qual você se encaixa?

Muitos enfermeiros assumem cargos de chefia por estarem tecnicamente bem qualificados. No entanto, para serem bem sucedidos é necessário que aprendam a liderar pessoas. James Hunter autor do Best-seller O Monge e o Executivo, diz: “Você pode até gerenciar a si mesmo. Mas você não gerenciar seres humanos. Você gerencia coisas e lidera pessoas”.

Para ser bem-sucedido e liderar na era da informação requer muito mais do que um supervisor durão. O crescimento frenético do mercado tem obrigado as instituições a promoverem profissionais despreparados para cargos de chefia nos hospitais.

As instituições estão carentes de verdadeiros líderes de equipe. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber liderar pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.

Como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do Enfermeiro sofreu mudanças. Hoje o enfermeiro não é mais um realizador do tipo que dizia “quer bem feito faça você mesmo”, passou a ser um catalisador.

Ele precisa saber motivar as pessoas a sua volta para que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.

No passado era comum os líderes temerem ensinar tudo o que sabiam, com receio que seus liderados pudessem de alguma maneira tomar o seu lugar. Assim, ensinavam somente o básico ou pouco mais, deixando sempre alguma coisa de fora. Este tipo de comportamento não tem mais lugar no cenário atual. Longe de reprimir seus colaboradores, o enfermeiro precisa ajudá-los a gerarem resultados e isto envolve dar espaço para que eles sejam notados e brilhem.

Um líder formador de novos líderes. Uma boa condução de equipe de enfermagem também pede um bom ambiente de trabalho. A postura do supervisor influi muito em situações de tensão. A equipe de enfermagem já possui desafios e situações estressantes suficientes, não sendo necessário, portanto, criar mais dificuldade.

O Enfermeiro precisa, antes de controlar a equipe, controlar a si mesmo. Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com desafios permanentes, mas a maioria delas se sente motivada se lhes forem apresentados os significados desses desafios.

Outro fator importante observado nos enfermeiros bem sucedidos é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem por experiência que o poder da liderança está ligado à capacidade de estabelecer objetivos comuns com seus colaboradores. Sabem que o poder formal do cargo de liderança pode gerar obediência, mas o comprometimento precisa ser conquistado, granjeado dia a dia.

Chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos percam a motivação. Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao assumirem cargos de supervisão ficam enfunados de orgulho, alguns se tornam egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam a equipe mesmo quando eles esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.

Para o enfermeiro ser bem sucedido em liderar sua equipe é preciso:

– Gostar de pessoas;
– Ter controle emocional;
– Saber trabalhar sobre pressão e em crises;
– Estabelecer prioridades para a equipe;
– Ser uma pessoa organizada;
– Saber trabalhar em equipe;
Mas qualquer que seja a pessoa ou a geração com a qual você irá se relacionar, é essencial que você se lembre de que não existe um estilo de liderança ideal e é preciso conhecer as características pessoais ou do grupo que você lidera para adotar o estilo adequado para aquele momento específico.

Liderar é ajudar as pessoas a obterem sucesso naquilo que elas fazem. Para o enfermeiro liderar eficazmente é preciso saber delegar, apoiar, acompanhar e ser um servidor. Portanto, dê a oportunidade de crescimento a sua equipe, delegue certo. Defina com todos quais são as metas a serem alcançadas e dê o foco ao seu time de trabalho, pois uma equipe apática e sem produtividade pode ser um sinal de uma liderança que não sabe delegar na direção do sucesso.

Referência:

Instituto Brasileiro de Enfermagem

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
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Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.