Os tipos de Embolia

A embolia é um evento no qual um corpo estranho presente na corrente sanguínea viaja pelo organismo e acaba ficando impactado em uma artéria, geralmente de pequeno calibre, provocando obstrução da passagem de sangue e consequente isquemia dos tecidos nutridos pelo vaso obstruído.

Os Tipos de Embolia (Êmbolo)

O corpo estranho que provoca a embolia é chamado de êmbolo. Existem vários tipos de embolia, cada um com suas características específicas:

Embolia por Colesterol

    • Ocorre quando pequenos fragmentos de placas de colesterol se desprendem das paredes das artérias e viajam pela corrente sanguínea.
    • Esses fragmentos podem obstruir vasos sanguíneos, causando isquemia nos tecidos afetados.
    • Geralmente associada a doenças ateroscleróticas.

Embolia por Gordura

    • Resulta da liberação de pequenas gotículas de gordura na circulação sanguínea.
    • Pode ocorrer após fraturas ósseas, especialmente fraturas longas como as do fêmur.
    • Os êmbolos de gordura podem obstruir vasos sanguíneos nos pulmões, cérebro e outros órgãos.

Embolia por Gás

    • Ocorre quando bolhas de gás entram na corrente sanguínea.
    • Pode ser causada por trauma, procedimentos médicos ou mergulho profundo.
    • A embolia gasosa pode afetar o cérebro, coração e outros órgãos.

Embolia por Líquido Amniótico:

    • Rara, mas grave.
    • O líquido amniótico, que envolve o feto durante a gravidez, entra na corrente sanguínea da mãe.
    • Pode causar insuficiência cardíaca, dificuldade respiratória e até morte.

Embolia Tumoral

    • Ocorre quando células cancerígenas ou fragmentos de tumores se desprendem e viajam pelo sangue.
    • Esses êmbolos podem se alojar em outros órgãos, causando complicações graves.

Embolia por Corpo Estranho

    • Resulta da entrada acidental de objetos estranhos na corrente sanguínea.
    • Exemplos incluem fragmentos de cateteres, agulhas ou próteses.
    • Pode levar à obstrução vascular e danos aos tecidos.

Embolia Parasitária

    • Causada por parasitas que entram na circulação sanguínea.
    • Exemplos incluem a embolia por Schistosoma (causador da esquistossomose) e a embolia por filárias.

Cuidados de Enfermagem

  1. Monitoramento Contínuo:
    • Avalie constantemente os sinais vitais do paciente, incluindo frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de oxigênio.
    • Observe qualquer alteração súbita nos sinais vitais, que pode indicar uma complicação relacionada à embolia.
  2. Prevenção de Novas Embolias:
    • Identifique e trate fatores de risco subjacentes, como doenças cardíacas, trombose venosa profunda (TVP) ou aterosclerose.
    • Incentive a mobilização precoce para prevenir a estase sanguínea e a formação de coágulos.
  3. Monitoramento Respiratório:
    • Pacientes com embolia pulmonar devem ser monitorados quanto à dispneia, dor torácica, tosse e sibilos.
    • Administre oxigênio conforme necessário e observe a saturação de oxigênio.
  4. Anticoagulação:
    • Se o paciente estiver em tratamento anticoagulante (como heparina ou varfarina), monitore os níveis de coagulação e ajuste a dose conforme necessário.
    • Eduque o paciente sobre a importância da adesão ao tratamento anticoagulante e os sinais de sangramento excessivo.
  5. Posicionamento Adequado:
    • Elevação das pernas pode ajudar a melhorar o retorno venoso e reduzir o risco de formação de coágulos.
    • Evite posições que possam comprimir vasos sanguíneos.
  6. Avaliação Neurológica:
    • Pacientes com embolia cerebral devem ser avaliados quanto a alterações neurológicas, como fraqueza, dormência, dificuldade na fala ou confusão.
    • Observe sinais de acidente vascular cerebral (AVC) ou isquemia cerebral.
  7. Suporte Psicológico:
    • A embolia pode ser uma experiência assustadora para o paciente. Ofereça apoio emocional e eduque-o sobre sua condição.

Lembre-se de que essas são diretrizes gerais e que o plano de cuidados específico deve ser adaptado às necessidades individuais de cada paciente.

Referências:

  1. MD Saúde
  2. Educar Saúde

Tipos de Antissépticos Hospitalares

Os antissépticos hospitalares são substâncias essenciais para a prevenção de infecções em ambientes de saúde. Eles atuam inibindo o crescimento de microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, em superfícies e na pele.

Os tipos Mais utilizados

Clorexidina

  • Ação: Amplo espectro, eficaz contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, fungos e alguns vírus.
  • Formas de apresentação: Solução, gel, espuma.
  • Vantagens: Baixa toxicidade, persistência na pele, boa atividade contra biofilmes.
  • Indicações: Preparo da pele para cirurgias, limpeza de feridas, higiene das mãos.

Álcool Etílico/Isopropílico

  • Ação: Rápida ação bactericida e virucida.
  • Formas de apresentação: Solução alcoólica, gel alcoólico.
  • Vantagens: Secagem rápida, fácil aplicação.
  • Indicações: Higienização das mãos, limpeza de superfícies, preparo da pele para procedimentos invasivos.

Iodo

  • Ação: Amplo espectro, eficaz contra bactérias, fungos e vírus.
  • Formas de apresentação: Tintura de iodo, iodopovidona (solução, gel, espuma).
  • Vantagens: Alta eficácia, baixo custo.
  • Indicações: Preparo da pele para cirurgias, limpeza de feridas.

Triclosan

  • Ação: Amplo espectro, eficaz contra bactérias e fungos.
  • Formas de apresentação: Sabonetes, loções, produtos de limpeza.
  • Observação: Devido a preocupações com resistência bacteriana e impactos ambientais, o uso do triclosan tem sido restrito em muitos países.

Outros Antissépticos

Além dos mencionados, outros antissépticos podem ser utilizados em ambientes hospitalares, como:

  • Biguanidas: Semelhante à clorexidina, com boa atividade contra biofilmes.
  • Peróxido de hidrogênio: Utilizado para limpeza de superfícies e feridas.
  • Cloreto de benzalcônio: Eficaz contra bactérias e alguns vírus.

Comparativo entre os Antissépticos

Antisséptico Vantagens Desvantagens Indicações
Clorexidina Baixa toxicidade, persistência Pode manchar tecidos Preparo cirúrgico, limpeza de feridas
Álcool Etílico Rápida ação, fácil aplicação Inflamabilidade, resseca a pele Higienização das mãos, limpeza de superfícies
Iodo Amplo espectro, baixo custo Irritante, pode manchar Preparo cirúrgico, limpeza de feridas
Triclosan Amplo espectro Resistência bacteriana, impactos ambientais Antiga utilização em diversos produtos

Escolha do Antisséptico Ideal

A escolha do antisséptico ideal depende de diversos fatores, como:

  • Tipo de microrganismo: A escolha varia de acordo com o microrganismo alvo.
  • Local de aplicação: Pele, mucosa, superfícies.
  • Tempo de contato: Alguns antissépticos exigem maior tempo de contato para serem eficazes.
  • Condições do paciente: Idade, alergias, condições de saúde.

É fundamental que a escolha e o uso dos antissépticos sejam realizados por profissionais de saúde, seguindo as recomendações dos fabricantes e as normas de biossegurança.

Observações Importantes:

  • Resistência Bacteriana: O uso indiscriminado de antissépticos pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana.
  • Impactos Ambientais: Alguns antissépticos podem causar danos ao meio ambiente.
  • Alergias: É possível desenvolver alergia a alguns antissépticos.

Referências:

  1. Vigilância Sanitária
  2. Hospital Israelita Albert Einstein
  3. Reis, L. M. dos ., Rabello, B. R., Ross, C., & Santos, L. M. R. dos .. (2011). Avaliação da atividade antimicrobiana de antissépticos e desinfetantes utilizados em um serviço público de saúde. Revista Brasileira De Enfermagem, 64(5), 870–875. https://doi.org/10.1590/S0034-71672011000500011

Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R)

A Escala Venous International Assessment (VIA) é um instrumento utilizado na área da saúde para avaliar a dificuldade em estabelecer um acesso venoso periférico em pacientes. Em outras palavras, ela serve para classificar as condições das veias de um paciente e prever a facilidade ou dificuldade em inserir um cateter para a administração de medicamentos ou coleta de sangue.

Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R)

A Escala Venous International Assessment Revised (VIA-R) é uma versão adaptada e aprimorada da Escala VIA, desenvolvida especificamente para a língua portuguesa do Brasil.

Ela serve como um instrumento fundamental para avaliar a dificuldade em estabelecer um acesso venoso periférico em pacientes, ou seja, a facilidade de inserir uma agulha ou cateter em uma veia para fins de administração de medicamentos, coleta de sangue ou outros procedimentos.

Por que a VIA-R é importante?

  • Padronização: A escala oferece um método padronizado para avaliar as condições das veias de um paciente.
  • Previsão de dificuldades: Permite prever a dificuldade do procedimento e escolher a técnica mais adequada.
  • Prevenção de complicações: Ajuda a identificar pacientes com maior risco de complicações, como flebite ou extravasamento de medicamentos.
  • Melhora da qualidade do cuidado: Contribui para a tomada de decisões mais seguras e eficazes.

Critérios de Avaliação e Graus da VIA-R

A VIA-R classifica o acesso venoso em 5 graus, considerando fatores como o número de punções anteriores, o calibre do cateter ideal e a facilidade de realizar a punção:

Escala VIA-R (Venous International Assessment – Revised)
Escala VIA Possíveis (sítios) de punção
(no mínimo)
Calibre do cateter
(no mínimo)
Risco de extravasamento Desempenho da punção venosa Terapia Intravenosa –
Medicamentos e Soluções
Grau I 6 18 G Remoto Muito fácil Infusão rápida e sem resistência
Grau II 4 20 G Baixo Fácil Infusão com resistência
Grau III 3 22 G Moderado Nem fácil nem difícil Tendência à infusão prolongada –
risco para flebite
Grau IV 1 24 G Alto Difícil Alto risco para flebite
Grau V 0 Sem possibilidades reais Muito alto Muito difícil Muito alto risco para flebite

Interpretação dos Graus:

  • Grau I: Veias em boas condições, com poucas punções e facilidade para a inserção do cateter.
  • Grau II: Veias com algumas punções, podendo apresentar maior dificuldade na inserção do cateter e maior risco de complicações.
  • Grau III: Veias com múltiplas punções, dificultando a inserção do cateter e aumentando o risco de complicações.
  • Grau IV: Veias com muitas punções ou ausentes, impossibilitando a inserção de cateteres periféricos.

O que diferencia a VIA-R da VIA original?

A VIA-R foi adaptada culturalmente para o contexto brasileiro, tornando a escala mais precisa e relevante para a prática clínica no país. Além disso, a VIA-R inclui informações mais detalhadas e claras, facilitando a compreensão e aplicação da escala por profissionais de saúde.

Referência:

  1. Lopes, M., Torre-Montero, J. C. de . la ., Peterlini, M. A. S., & Pedreira, M. da L. G.. (2022). Validation of the Brazilian Portuguese version of the Venous International Assessment Scale and proposal of revision. Revista Brasileira De Enfermagem, 75(5), e20220100. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0100
  2. COREN-SP

Espectro antimicrobiano

O espectro antimicrobiano refere-se à variedade de microrganismos que um determinado antibiótico é capaz de combater e eliminar. Essa capacidade varia de um antibiótico para outro e é um fator crucial na escolha do tratamento para uma infecção.

Tipos de Espectro Antimicrobiano

  • Espectro Amplo: Antibióticos de amplo espectro são capazes de agir contra uma ampla variedade de microrganismos, tanto Gram-positivos quanto Gram-negativos. Eles são frequentemente utilizados quando a causa da infecção é desconhecida ou quando há a presença de múltiplos microrganismos.
    • Exemplos: Tetraciclinas, quinolonas e cefalosporinas de terceira geração.
  • Espectro Estreito: Antibióticos de espectro estreito são mais específicos e agem apenas contra um grupo limitado de microrganismos. Eles são geralmente preferidos quando o agente causador da infecção é conhecido, pois podem causar menos efeitos colaterais e reduzir o risco de resistência bacteriana.
    • Exemplos: Penicilina G (contra bactérias Gram-positivas), polimixina (contra bactérias Gram-negativas).
  • Espectro Estendido: Uma categoria intermediária, os antibióticos de espectro estendido apresentam uma atividade mais ampla do que os de espectro estreito, mas não tão ampla quanto os de amplo espectro.
    • Exemplos: Algumas cefalosporinas de segunda geração.

Por que o Espectro Antimicrobiano é Importante?

  • Escolha do Tratamento: Conhecer o espectro antimicrobiano de um antibiótico é fundamental para escolher o tratamento mais adequado para uma infecção específica, garantindo a eficácia e minimizando os riscos.
  • Resistência Bacteriana: O uso indiscriminado de antibióticos de amplo espectro pode contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana, tornando as infecções mais difíceis de tratar. A escolha de antibióticos de espectro estreito, quando possível, ajuda a retardar o surgimento de resistência.
  • Efeitos Colaterais: Antibióticos de amplo espectro podem causar mais efeitos colaterais do que os de espectro estreito, pois afetam uma maior variedade de bactérias, incluindo a flora bacteriana normal do organismo.

Fatores que Influenciam o Espectro Antimicrobiano

  • Estrutura química do antibiótico: A composição molecular do antibiótico determina sua afinidade por diferentes alvos bacterianos.
  • Mecanismo de ação: A forma como o antibiótico atua sobre a bactéria (inibindo a síntese de parede celular, proteínas ou ácidos nucleicos) influencia seu espectro de atividade.
  • Características da bactéria: A estrutura da parede celular, a presença de enzimas e outros fatores bacterianos podem conferir resistência a determinados antibióticos.

Referências:

  1. Guimarães, D. O., Momesso, L. da S., & Pupo, M. T.. (2010). Antibióticos: importância terapêutica e perspectivas para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes. Química Nova, 33(3), 667–679. https://doi.org/10.1590/S0100-40422010000300035
  2. Guimarães, D. O.; Momesso, L. S.; Pupo, M. T.. Antibióticos: importância terapêutica e perspectivas para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes. Quim. Nova, Vol. 33, No. 3, 667-679, 2010.  

Medicamentos Antitérmicos

Antitérmicos, também conhecidos como antipiréticos, são medicamentos utilizados para reduzir a febre. Eles atuam inibindo o mecanismo que eleva a temperatura corporal. A febre é uma resposta natural do organismo a infecções e inflamações, mas quando muito alta, pode causar desconforto e até mesmo complicações.

Importante: É fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento, pois a automedicação pode mascarar sintomas importantes e agravar problemas de saúde.

Principais Grupos de Antitérmicos

Os antitérmicos mais comuns pertencem aos seguintes grupos:

  • Paracetamol: Um dos mais utilizados, por ser geralmente seguro e bem tolerado. É eficaz no alívio da dor e da febre.
    • Marcas comuns: Tylenol, Anador, Lisador.
  • Ibuprofeno: Possui ação anti-inflamatória adicional, sendo útil em casos de dor causada por inflamação, como a dor de cabeça por sinusite.
    • Marcas comuns: Advil, Nurofen.
  • Dipirona: Antitérmico e analgésico potente, mas seu uso deve ser feito com cautela devido a possíveis efeitos colaterais.
    • Marcas comuns: Novalgina, Dipirona.
  • Ácido acetilsalicílico (AAS): Além de antitérmico, possui ação anti-inflamatória e antiplaquetária. Não deve ser administrado em crianças e adolescentes com quadro viral, devido ao risco da Síndrome de Reye.
    • Marcas comuns: Aspirina.

Outros Antitérmicos e Combinações

Existem outros antitérmicos e combinações disponíveis no mercado, como:

  • Nimesulida: Possui ação anti-inflamatória potente, mas seu uso é restrito devido a possíveis efeitos colaterais hepáticos.
  • Complexo B: Algumas vitaminas do complexo B podem auxiliar no alívio da febre e outros sintomas gripais.
  • Chás: Chás de camomila, gengibre e hortelã podem auxiliar no alívio dos sintomas gripais e febre.

Cuidados de Enfermagem

Os antitérmicos são medicamentos essenciais no tratamento da febre, mas seu uso requer cuidados específicos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. A enfermagem desempenha um papel crucial nesse processo, oferecendo assistência e orientação aos pacientes.

  • Avaliação do paciente:
    • Verificar a temperatura corporal, frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial.
    • Avaliar a história clínica do paciente, incluindo alergias, doenças preexistentes e uso de outros medicamentos.
    • Identificar a causa da febre, se possível.
  • Orientações ao paciente:
    • Explicar a ação do medicamento e a importância de seguir as orientações médicas.
    • Esclarecer sobre os possíveis efeitos colaterais e como lidar com eles.
    • Enfatizar a importância de não interromper o tratamento sem orientação médica.
  • Administração do medicamento:
    • Verificar a prescrição médica e a dosagem correta.
    • Administrar o medicamento pela via prescrita (oral, retal, intravenosa), seguindo as técnicas assépticas.
    • Monitorar a resposta do paciente ao medicamento.
  • Monitoramento dos sinais vitais:
    • Acompanhar a evolução da temperatura após a administração do antitérmico.
    • Observar o surgimento de quaisquer reações adversas.
  • Registro das informações:
    • Anotar no prontuário do paciente a hora da administração, a dose utilizada e a resposta do paciente.

Cuidados Específicos

  • Idosos: A dosagem e a frequência de administração podem precisar ser ajustadas devido à diminuição da função renal e hepática.
  • Crianças: A dosagem é calculada de acordo com o peso e a idade da criança, e a forma farmacêutica deve ser adequada.
  • Gestantes e lactantes: O uso de antitérmicos durante a gestação e a lactação deve ser feito com cautela e sob orientação médica.
  • Pacientes com doenças crônicas: A presença de doenças como insuficiência renal ou hepática pode afetar a eliminação do medicamento e aumentar o risco de efeitos colaterais.

Efeitos Colaterais Comuns e Raros

  • Comuns: Náuseas, vômitos, dor de estômago, sonolência.
  • Raros: Reações alérgicas, sangramento, danos ao fígado.

É importante ressaltar que o uso indiscriminado de antitérmicos pode mascarar sintomas importantes e dificultar o diagnóstico de doenças graves.

Prevenção da Febre

Além do uso de antitérmicos, a enfermagem pode auxiliar na prevenção da febre através de orientações sobre:

  • Higiene das mãos: A lavagem frequente das mãos é fundamental para prevenir a transmissão de infecções.
  • Vacinação: A vacinação contra doenças infecciosas é uma forma eficaz de prevenir a febre.
  • Alimentação saudável: Uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico.
  • Hidratação: Beber bastante água ajuda a regular a temperatura corporal.
  • Repouso: O descanso é essencial para a recuperação do organismo.

 

Referências:

  1. Pereira, G. L., Tavares, N. U. L., Mengue, S. S., & Dal Pizzol, T. da S.. (2013). Condutas terapêuticas e uso alternado de antipiréticos no manejo da febre em crianças. Jornal De Pediatria, 89(1), 25–32. https://doi.org/10.1016/j.jped.2013.02.005
  2. Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris. J Pediatr (Rio J) [Internet]. 2011Jan;87(1):36–42. Available from: https://doi.org/10.1590/S0021-75572011000100007
  3. COREN-SP

Escore APACHE II

O escore APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II) é um sistema de classificação amplamente utilizado em unidades de terapia intensiva (UTIs) para avaliar a gravidade da doença em pacientes criticamente doentes. Ele permite estimar a probabilidade de morte hospitalar e auxiliar na tomada de decisões clínicas.

Como o APACHE II Funciona?

O escore APACHE II atribui pontos com base em diversos parâmetros fisiológicos, laboratoriais e condições crônicas do paciente. Esses pontos são somados, resultando em um escore final que se correlaciona com a gravidade da doença e o risco de morte.

Critérios de Coleta para o Cálculo do APACHE II

A coleta dos dados para o cálculo do APACHE II envolve a avaliação de diversos sistemas orgânicos e a realização de exames laboratoriais. Os principais critérios incluem:

  • Dados demográficos: idade, sexo.
  • Sinais vitais: temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial média.
  • Exames laboratoriais: níveis séricos de sódio, potássio, ureia, creatinina, glicose, hematócrito, leucócitos.
  • Função neurológica: nível de consciência, presença de déficits neurológicos.
  • Função respiratória: necessidade de ventilação mecânica, uso de oxigênio suplementar, PaO2/FiO2.
  • Função cardiovascular: presença de arritmias, uso de drogas vasoativas, pressão arterial sistólica.
  • Função renal: taxa de filtração glomerular estimada (TFGe).
  • Condições crônicas: doenças pré-existentes como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca, etc.

É importante ressaltar que o cálculo do APACHE II deve ser realizado por profissionais de saúde qualificados e com experiência em terapia intensiva, pois exige conhecimento técnico e interpretação dos dados.

Utilidades do Escore APACHE II

  • Estimação do risco de morte: permite prever a probabilidade de óbito hospitalar, auxiliando no planejamento terapêutico.
  • Comparação de grupos de pacientes: possibilita comparar a gravidade de diferentes grupos de pacientes, como aqueles submetidos a diferentes tratamentos.
  • Avaliação da qualidade da assistência: pode ser utilizado para avaliar a qualidade da assistência prestada em unidades de terapia intensiva.
  • Alocação de recursos: ajuda na alocação de recursos, como leitos de UTI e pessoal especializado.

Limitações do Escore APACHE II

Apesar de ser uma ferramenta valiosa, o APACHE II apresenta algumas limitações:

  • Heterogeneidade dos pacientes: a gravidade da doença pode variar significativamente entre os pacientes, mesmo com o mesmo escore APACHE II.
  • Mudanças ao longo do tempo: o estado clínico do paciente pode mudar rapidamente, tornando o escore APACHE II obtido no momento da admissão menos preciso para prever o desfecho a longo prazo.
  • Não considera todos os fatores: o APACHE II não considera todos os fatores que podem influenciar o prognóstico do paciente, como comorbidades complexas e respostas individuais ao tratamento.

A importância dos enfermeiros no cálculo do APACHE II

Os enfermeiros desempenham um papel crucial na coleta de dados para o cálculo do APACHE II. Isso porque eles são os profissionais que estão em contato mais próximo com o paciente, realizando a monitorização contínua dos sinais vitais, avaliações físicas e acompanhamento dos exames laboratoriais.

Por que os enfermeiros devem conhecer o APACHE II?

  • Melhor compreensão da gravidade do paciente: Ao participar do cálculo do APACHE II, os enfermeiros adquirem uma visão mais clara da gravidade da condição clínica do paciente, o que os ajuda a priorizar os cuidados.
  • Planejamento da assistência: O escore APACHE II auxilia no planejamento da assistência, permitindo que os enfermeiros antecipam as necessidades do paciente e ajustam os cuidados de acordo com a gravidade da doença.
  • Comunicação com a equipe multiprofissional: O conhecimento do APACHE II facilita a comunicação com outros membros da equipe, como médicos e fisioterapeutas, permitindo uma abordagem mais integrada e eficaz.
  • Avaliação da evolução do paciente: Ao calcular o APACHE II periodicamente, os enfermeiros podem acompanhar a evolução do paciente e identificar sinais de melhora ou deterioração.

Desafios e considerações

  • Carga de trabalho: A coleta de dados para o cálculo do APACHE II pode aumentar a carga de trabalho dos enfermeiros, especialmente em unidades com alta demanda.
  • Treinamento: É fundamental que os enfermeiros recebam treinamento adequado para a coleta correta dos dados e o cálculo do escore APACHE II.
  • Atualização: O escore APACHE II pode ser complexo e sujeito a atualizações. É importante que os enfermeiros estejam sempre atualizados sobre as últimas versões e modificações.

Referências:

  1. COREN-SP
  2. Freitas, Eliane Regina Ferreira Sernache de; Perfil e gravidade dos pacientes das unidades de terapia intensiva: aplicação prospectiva do escore APACHE II. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet]. mai-jun 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/G4GDSjjJfFRfvHy76XGRtXw/?format=pdf&lang=pt  

Discinesia Tardia

A discinesia tardia é um distúrbio do movimento que se manifesta por contrações musculares involuntárias e repetitivas. Ela é um efeito colateral comum do uso crônico de medicamentos antipsicóticos, que são utilizados para tratar condições como esquizofrenia e transtorno bipolar.

O que causa a discinesia tardia?

A causa exata da discinesia tardia ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a alterações nos níveis de dopamina no cérebro. A dopamina é um neurotransmissor importante para o movimento e o humor.

Os antipsicóticos atuam bloqueando os receptores de dopamina, o que pode levar a um desequilíbrio nesse neurotransmissor e, consequentemente, aos movimentos involuntários característicos da discinesia tardia.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da discinesia tardia podem variar em gravidade e podem afetar diferentes partes do corpo. Os mais comuns incluem:

  • Movimentos involuntários da face: como protrusão da língua, movimentos mastigatórios, piscar rápido e contorções faciais.
  • Movimentos involuntários das extremidades: como tremores, torções e movimentos rápidos e repetitivos.
  • Movimentos involuntários do tronco: como inclinações e contorções.

Quem está mais em risco?

O risco de desenvolver discinesia tardia aumenta com:

  • Uso prolongado de antipsicóticos: quanto mais tempo uma pessoa usar esses medicamentos, maior o risco.
  • Uso de altas doses de antipsicóticos: doses mais altas aumentam o risco.
  • Idade avançada: idosos são mais suscetíveis.
  • Sexo feminino: mulheres parecem ser mais propensas a desenvolver a doença.
  • História familiar de discinesia tardia: a predisposição genética pode aumentar o risco.

Como a discinesia tardia é diagnosticada?

O diagnóstico da discinesia tardia é feito por um profissional de saúde, geralmente um neurologista ou psiquiatra, com base nos sintomas do paciente e em um exame físico. Não existem exames específicos para confirmar o diagnóstico, mas a avaliação clínica é fundamental.

Qual é o tratamento?

Não existe cura para a discinesia tardia, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas. As opções de tratamento incluem:

  • Redução da dose ou troca do medicamento antipsicótico: em alguns casos, reduzir a dose ou mudar para outro medicamento pode ajudar a aliviar os sintomas.
  • Uso de outros medicamentos: existem medicamentos que podem ajudar a reduzir os movimentos involuntários, mas eles podem ter efeitos colaterais significativos.
  • Terapia ocupacional: a terapia ocupacional pode ajudar o paciente a aprender a lidar com os sintomas e a realizar suas atividades diárias.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a discinesia tardia é utilizar os antipsicóticos de forma cuidadosa e monitorar regularmente os pacientes que fazem uso desses medicamentos. É importante que os médicos pesem os benefícios e os riscos dos antipsicóticos antes de prescrevê-los e que os pacientes informem seus médicos sobre quaisquer sintomas novos ou agravantes.

Cuidados de Enfermagem

  • Monitoramento dos sintomas: O enfermeiro deve realizar avaliações regulares para identificar e documentar a gravidade dos movimentos involuntários, observando a frequência, duração e intensidade. É importante utilizar escalas de avaliação específicas para a discinesia tardia, como a Escala de Avaliação de Movimentos Involuntários (AIMS).
  • Educação do paciente e da família: É fundamental orientar o paciente e seus familiares sobre a discinesia tardia, suas causas, sintomas e tratamento. O enfermeiro deve esclarecer dúvidas, fornecer informações sobre a importância do acompanhamento médico e auxiliar na adesão ao tratamento.
  • Monitoramento dos efeitos colaterais dos medicamentos: O enfermeiro deve estar atento aos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados no tratamento da discinesia tardia, como sonolência, tontura e outros. É importante comunicar qualquer alteração ao médico responsável.
  • Promoção da segurança: Pacientes com discinesia tardia podem apresentar dificuldades para realizar atividades diárias devido aos movimentos involuntários. O enfermeiro deve adaptar o ambiente e auxiliar o paciente a realizar suas atividades com segurança, evitando quedas e outros acidentes.
  • Suporte emocional: A discinesia tardia pode causar impacto significativo na qualidade de vida do paciente e de sua família. O enfermeiro deve oferecer suporte emocional, ouvindo as queixas e preocupações do paciente e de seus familiares.
  • Encaminhamento para outros profissionais: O enfermeiro deve identificar a necessidade de encaminhamento para outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, que podem auxiliar no tratamento da discinesia tardia.
  • Registro e comunicação: É essencial que o enfermeiro registre todas as observações e intervenções realizadas, comunicando-as à equipe multidisciplinar para garantir a continuidade do cuidado.

Prevenção da discinesia tardia

A prevenção da discinesia tardia é um aspecto importante dos cuidados de enfermagem. O enfermeiro deve:

  • Monitorar o uso de antipsicóticos: É fundamental monitorar o uso de antipsicóticos, observando a necessidade de ajuste da dose ou a troca do medicamento.
  • Identificar fatores de risco: O enfermeiro deve identificar os fatores de risco para o desenvolvimento da discinesia tardia, como idade avançada, sexo feminino e uso prolongado de antipsicóticos.
  • Promover a adesão ao tratamento: É importante que o enfermeiro incentive a adesão ao tratamento, esclarecendo as dúvidas do paciente e da família sobre a importância da medicação.

Referência:

  1. Andrade, L. A. F., Bertolucci, P. H. F., & Pereira, J. S.. (1984). Discinesia tardia: I. fisiopatologia e tratamento. Arquivos De Neuro-psiquiatria, 42(4), 362–370. https://doi.org/10.1590/S0004-282X1984000400008

Áreas de Tricotomia para Procedimentos Cirúrgicos Cardíacos

A tricotomia, ou remoção de pelos em áreas específicas do corpo antes de um procedimento cirúrgico, é uma prática comum para reduzir o risco de infecção. Nos procedimentos cardíacos, a área a ser tricotomizada varia de acordo com o tipo de cirurgia e o acesso vascular necessário.

Conheça as áreas para a tricotomia para procedimentos cirúrgicos cardíacos

Cateterismo Cardíaco

  • Acesso vascular: Geralmente, o acesso vascular para o cateterismo cardíaco é feito através da artéria femoral ou radial.
  • Área de tricotomia: A região inguinal (para acesso femoral) ou o punho (para acesso radial) são as áreas primárias de tricotomia.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessas áreas facilita a punção arterial e minimiza o risco de infecção no local de acesso.

Cirurgia Cardíaca

  • Acesso cirúrgico: A cirurgia cardíaca pode envolver diferentes incisões, como esternotomia mediana, toracotomia lateral ou mini-esternotomia.
  • Área de tricotomia: A área tricotomizada dependerá da incisão escolhida. Por exemplo:
    • Esternotomia mediana: Toda a região torácica anterior, desde o pescoço até o abdome superior.
    • Toracotomia lateral: A região lateral do tórax, incluindo a axila.
    • Mini-esternotomia: Uma área menor na região esternal.

Pericardiocentese

  • Acesso: A pericardiocentese é um procedimento que envolve a inserção de uma agulha no pericárdio para drenar o líquido acumulado.
  • Área de tricotomia: A região torácica incluindo a paraesternal esquerda, próxima ao apêndice xifóide.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessa área facilita a visualização do local da punção e reduz o risco de infecção.

Observações importantes:

  • Extensão da tricotomia: A extensão da área tricotomizada deve ser determinada pelo cirurgião ou pelo médico responsável pelo procedimento.
  • Método de tricotomia: A tricotomia pode ser realizada com tesoura, máquina de cortar cabelo ou creme depilatório. O método escolhido dependerá da preferência do profissional e das características dos pelos do paciente.
  • Tempo da tricotomia: A tricotomia deve ser realizada logo antes do procedimento, para evitar a recontaminação da área.
  • Cuidados pós-tricotomia: Após a tricotomia, a área deve ser limpa com solução antisséptica para reduzir o risco de infecção.

É fundamental ressaltar que a extensão da tricotomia pode variar de acordo com cada caso.

Referência:

  1. Lima Gebrim, Cyanéa Ferreira; Melchior, Lorena Morena Rosa; Menezes Amaral, Neyuska; Soares Barreto, Regiane Aparecida Santos; Prado Palos, Marinésia Aparecida. Tricotomia pré-operatória: aspectos relacionados à segurança do paciente. Enfermería Global, v. 13, n. 34, p. 264-275, 2014.  

Escala de Elpo

A Escala ELPO (Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico) é uma ferramenta essencial utilizada por profissionais de saúde para identificar o risco de um paciente desenvolver lesões causadas pelo posicionamento durante uma cirurgia.

Essa escala considera diversos fatores que podem influenciar a susceptibilidade do paciente a essas lesões.

Como funciona a escala ELPO?

A ELPO avalia sete itens principais, cada um com cinco subitens que representam diferentes níveis de risco. A pontuação total varia de 7 a 35 pontos, sendo que quanto maior o escore, maior o risco de o paciente desenvolver complicações.

Item Subitens (1 a 5 pontos)
Tipo de Posição Posições neutra, semi-sentada, Trendelenburg, Fowler, prona, litotomia, outras
Tempo de Cirurgia Menor que 60 minutos, 60-120 minutos, 120-180 minutos, 180-240 minutos, maior que 240 minutos
Tipo de Anestesia Local, regional, geral
Superfície de Suporte Colchonete de espuma, colchonete de gel, mesa de operação, coxim especial, outros
Posição dos Membros Membros superiores e inferiores em posição neutra, membros superiores abduzidos, membros inferiores elevados, membros cruzados, outras
Comorbidades Ausência, leves, moderadas, graves
Idade do Paciente Menor que 60 anos, 60-70 anos, 70-80 anos, 80-90 anos, maior que 90 anos

Interpretação dos Resultados

  • Escore baixo: Indica menor risco de lesões.
  • Escore alto: Sinaliza maior risco de complicações relacionadas ao posicionamento cirúrgico.

Importância da Escala ELPO

  • Prevenção de lesões: Ao identificar os pacientes com maior risco, a equipe médica pode tomar medidas preventivas para minimizar as chances de lesões.
  • Melhora da qualidade do cuidado: A utilização da ELPO contribui para um cuidado mais seguro e eficaz.
  • Auxílio na tomada de decisão: A escala auxilia os profissionais de saúde na escolha das melhores práticas para cada paciente.

Observações

  • A ELPO é uma ferramenta valiosa, mas não substitui a avaliação clínica individualizada do paciente.
  • A interpretação dos resultados da escala deve ser realizada em conjunto com outros fatores clínicos.
  • A ELPO pode ser adaptada para diferentes contextos e necessidades.

A escala ELPO é um instrumento simples e eficaz para avaliar o risco de lesões causadas pelo posicionamento cirúrgico. Ao utilizar essa ferramenta, os profissionais de saúde podem contribuir para a segurança e o bem-estar dos pacientes durante o procedimento cirúrgico.

Referências:

  1. COFEN
  2. Lopes, C. M. de M., Haas, V. J., Dantas, R. A. S., Oliveira, C. G. de ., & Galvão, C. M.. (2016). Assessment scale of risk for surgical positioning injuries. Revista Latino-americana De Enfermagem, 24, e2704. https://doi.org/10.1590/1518-8345.0644.2704

Solução Polarizante na Hipercalemia

A solução polarizante é um tratamento de emergência utilizado para reduzir rapidamente os níveis elevados de potássio no sangue (hipercalemia). Ela é composta por uma mistura de insulina regular e glicose. A insulina estimula as células a absorver o potássio presente no sangue, enquanto a glicose fornece energia para esse processo.

Como a solução polarizante funciona?

  • Ação da insulina: A insulina, ao se ligar aos receptores celulares, sinaliza para as células que há glicose disponível. Para utilizar essa glicose, as células também precisam de potássio. Assim, o potássio presente no sangue é transportado para dentro das células, diminuindo sua concentração no sangue.
  • Papel da glicose: A glicose fornece a energia necessária para que as células realizem o trabalho de transportar o potássio para o seu interior.

Indicações da solução polarizante

A solução polarizante é indicada em casos de hipercalemia grave, especialmente quando há alterações eletrocardiográficas que indicam risco de arritmias cardíacas.

Como a solução polarizante é administrada?

A solução polarizante é administrada por via intravenosa, geralmente em um bolus rápido. A dosagem e a velocidade de infusão devem ser individualizadas e acompanhadas por um profissional de saúde.

Quais os cuidados necessários ao utilizar a solução polarizante?

  • Monitoramento: É fundamental monitorar os níveis de potássio no sangue, a glicemia e o eletrocardiograma durante e após a administração da solução polarizante.
  • Hipoglicemia: A insulina pode causar hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue). Por isso, é importante monitorar a glicemia e estar preparado para corrigir a hipoglicemia, se necessário.
  • Outras medidas: A solução polarizante é apenas uma parte do tratamento da hipercalemia. Outras medidas podem ser necessárias, como a administração de diuréticos, a utilização de resinas de troca iônica e, em casos mais graves, a hemodiálise.
  • Sinais vitais: Monitoramento frequente da pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura.
  • Níveis de potássio: Realizar dosagens seriadas de potássio para avaliar a resposta ao tratamento.

Contraindicações e precauções

A solução polarizante é contraindicada em pacientes com alergia à insulina ou à glicose. Deve ser utilizada com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doença renal crônica e em pacientes que fazem uso de beta-bloqueadores.

É importante ressaltar que a solução polarizante é um medicamento e deve ser utilizado somente sob orientação médica.

Referência:

  1. Gomes, Eduardo Borges; Pereira, Hugo Cataud Pacheco. Distúrbios do Potássio. Vittalle – Revista de Ciências da Saúde, v. 33, n. 1 (2021), p. 232-250.