Método ZIM e o PICC

O método ZIM é uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para o cateter PICC no braço, baseado na mensuração do comprimento do braço e na divisão dessa área em três zonas, tendo como referência anatômica o início do epicôndilo medial do úmero e como final a linha axilar.

Por que utilizar este método?

O método ZIM visa reduzir as complicações relacionadas à inserção do PICC, como trombose venosa, infecção, extravasamento e migração do cateter.

Também facilita a escolha do tamanho adequado do cateter, evitando excesso ou falta de material. É indicado para pacientes adultos e pediátricos, mas requer treinamento e habilidade dos profissionais que realizam o procedimento.

Como é feito?

Para realizar a inserção do cateter PICC pelo método ZIM, é necessário seguir os seguintes passos:

  • Avaliar o paciente e verificar as indicações e contraindicações para o uso do PICC.
  • Escolher o braço para a inserção, preferencialmente o braço não dominante e sem lesões ou alterações vasculares.
  • Medir o comprimento do braço desde o início do epicôndilo medial do úmero até a linha axilar e dividir essa medida em três partes iguais, formando as zonas 1, 2 e 3.
  • Identificar a veia mais adequada para a punção, de acordo com o calibre, trajeto e profundidade. A veia basílica é a mais recomendada, seguida da veia cefálica e da veia braquial. A zona 1 é a preferida para a punção, pois permite uma maior estabilidade do cateter e menor risco de complicações. A zona 2 é a segunda opção, mas requer mais cuidado na fixação do cateter. A zona 3 é a última opção, pois aumenta o risco de trombose, infecção e migração do cateter.
  • Realizar a antissepsia da pele e colocar os equipamentos de proteção individual (EPIs).
  • Realizar a punção venosa com técnica asséptica, usando uma agulha introdutora ou um dispositivo de acesso vascular periférico (DAVP).
  • Confirmar o retorno venoso e avançar o cateter pelo introdutor ou pelo DAVP até atingir a veia cava superior ou inferior, de acordo com o comprimento previamente calculado.
  • Retirar o introdutor ou o DAVP e fixar o cateter na pele com um curativo transparente e adesivo.
  • Realizar uma radiografia de tórax para confirmar a posição correta do cateter e avaliar possíveis complicações.
  • Liberar o uso do cateter após a confirmação radiológica e registrar o procedimento em prontuário.

Referências:

  1. Protocolo Núcleo de Protocolos Assistenciais Multiprofissionais/03/2017 Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) Neonatal e Pediátrico: Implantação, Manutenção e Remoção
  2. Cateter central de inserção periférica em pediatria e neonatologia: possibilidades de sistematização em hospital universitário 
  3. Método de inserção de zona PICCTM (ZIMTM): uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para PICCs no braço 
  4. Colocación de PICC: el método ZIM y la tunelización, 2 recursos claves para asegurar su éxito 

Tarjas de Medicamentos: Tipos e Significados

As tarjas de medicamentos são uma forma de classificar os remédios conforme o grau de risco que eles oferecem à saúde do consumidor e as exigências para a sua venda.

Existem quatro tipos de tarjas: sem tarja, vermelha, preta e amarela. 

 

Os Tipos

Medicamento sem tarja

Os medicamentos isentos de prescrição (MIP) não necessitam de receita médica para que sejam vendidos. No entanto, os MIPs cumprem com todos os demais requisitos de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela legislação sanitária em vigor. Estão descritos na Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP) e são indicados para tratamento de doenças não graves e com evolução lenta ou inexistente;

Tarja vermelha

São remédios que oferecem risco intermediário de efeitos adversos ao usuário e devem ser prescritos pelo profissional de saúde. Estes estão divididos em duas subcategorias: sem retenção de receita, ou seja, não ficam com a farmácia depois da aquisição, e com retenção, que ficam de posse da farmácia por estarem sujeitos a controle especial. A embalagem desse tipo de medicamento tem de informar a necessidade de prescrição médica e de retenção de receita, quando for o caso – além dos riscos.

Tarja preta

Para a segurança do paciente, esses medicamentos precisam de um controle maior na hora de ser adquirido. Esses remédios geralmente afetam o sistema nervoso central, por isso podem causar dependência ou levar à morte. Medicamentos de tarja na cor preta só podem ser adquiridos mediante apresentação de prescrição médica que deve ser retida com o farmacêutico.

Tarja amarela

Há também o grupo dos medicamentos genéricos, com faixa na cor amarela. Eles pertencem tanto ao grupo dos medicamentos tarjados quanto dos não tarjados, sendo que, em ambos os casos, o medicamento possui a tarja amarela em sua embalagem. Entretanto, quando pertencente ao grupo dos tarjados, a embalagem possui a tarja amarela junto com a tarja vermelha ou preta. Esses medicamentos podem ou não exigir receita médica.

As letras utilizadas nos rótulos para identificação do nome comercial do medicamento e para a denominação genérica dos princípios ativos devem ser de fácil leitura e ostentar o mesmo destaque.

Você sabia?

No Brasil, é proibida a utilização de cores nos rótulos de medicamentos que possam causar confusão ou erro na identificação da faixa vermelha.

Os rótulos das embalagens dos medicamentos com destinação institucional destinados ao Ministério da Saúde, para distribuição através de programas de saúde pública, devem obedecer à identificação padronizada e descrita no Manual de Identificação Visual para Embalagens de Medicamentos.

Referência:

1. Ministério da Saúde

Sala Amarela Hospitalar

A Sala Amarela é destinada a casos de gravidade moderada, já estabilizados, que tenham passado pela Sala Vermelha ou não, e que necessitam de cuidados especiais, ou seja, pacientes que necessitam de atendimento médico e de enfermagem o mais rápido possível, porém não correm riscos imediatos de vida.

Como funciona?

Essa área conta com uma sala própria para pacientes já estabilizados, mas que ainda precisam de cuidados especiais (pacientes críticos ou semi críticos).

Localização

A Sala amarela geralmente fica estabelecida nos setores de pronto atendimento como Pronto Socorro e PPA (Primeiro Pronto Atendimento), em locais de fácil e rápido acesso para a estabilização do paciente, perto da Sala Vermelha.

O que deve ter em uma sala Amarela?

Com boxes individuais e estrutura semelhante a uma UTI dentro da própria Emergência, deverá estar equipada com desfibriladores ou cardioversores, bombas de infusão, dentre outros equipamentos.

Quem atua em Sala Amarela?

Nela, atuam profissionais médicos com experiência em medicina de emergência, e a sala conta ainda com corpo de enfermagem exclusivas e com experiência em atendimento a pacientes moderados e graves.

Situações que são atendidas na Sala Amarela

  • pacientes já estabilizados na área vermelha, mas que ainda requerem cuidados especiais;
  • pacientes com cefaleia intensa;
  • dor torácica intensa;
  • antecedentes com problemas respiratórios, cardiovasculares e metabólicos (diabetes);
  • desmaios;
  • alterações dos sinais vitais em pacientes sintomáticos;
  • hemorragias;
  • diminuição do nível de consciência, entre outros.

Referência:

  1. Agência Brasília

Por que a cor da urina é amarela?

Você já parou para pensar em por que o xixi é amarelo?

A cor de nossa urina está associada aos seus componentes, à porcentagem em que eles aparecem e ao funcionamento dos rins. A urina é composta basicamente de água, água salgada e determinadas substâncias que nosso organismo precisa se livrar.

A cor da Urina

A cor amarela vem basicamente das substâncias que serão eliminadas por nosso organismo. Entre elas, as principais são a amônia (NH3), vinda das células, e a bilirrubina (que na qual posteriormente é transformada em urobilinogênio), que vem do sangue quando uma hemoglobina é rompida.

A bilirrubina é degradada pelos rins a urobilogênios, que são os compostos amarelos que dão a cor da urina.

Veja também:

O que a cor anormal da urina diz sobre sua saúde?

Referências:

  1. MDSaúde

Tipos e Indicações das Agulhas

Agulhas

As agulhas são amplamente utilizadas na rotina de trabalho da equipe de enfermagem.

Porém, para evitarmos erros na sua utilização, assim como a minimização de custos, devemos ter um completo conhecimento do seu material, suas partes e as suas devidas indicações.

São diversos os modelos e tamanhos encontrados no mercado nacional e mundial, então procurei destacar aqui as mais utilizadas.

Componentes da Agulha

Primeiramente deve-se entender os componentes básicos de uma agulha, que são:

  • O canhão, onde é a parte mais larga da agulha;
  • A haste, que é a porção maior e mais fina;
  • E bisel, que é ponta com óstio em diagonal.

As cores e suas indicações

  • Rosa: São utilizadas para preparo e aspiração de medicações;
  • Roxo: É utilizada para aspiração e aplicação de medicações administradas vias intramuscular, subcutânea e intravascular;
  • Verde Água: é utilizada para aplicação de soluções em diferentes vias injetáveis de administração;
  • Amarelo: É utilizada para aplicação de soluções subcutâneas  geralmente na pediatria;
  • Marrom: É utilizada para aplicação de soluções intradérmicas e subcutâneas em adultos;
  • Azul: É utilizada para aplicação de soluções subcutâneas e endovenosas;
  • Cinza Escuro: É bastante utilizada para a aplicação de soluções intramusculares e endovenosas em adultos;
  • Verde: É utilizada para a aplicação de soluções intramusculares, geralmente em adultos.

Cores Conforme os Calibres:

Rosa: 40X12 e 40×10;
Roxo: 20X0,55;
Verde água: 25X0,80;
Amarelo:  13X0,30;
Marrom: 13X4,5 e 13X4;
Azul: 25X0,6;
Cinza Escuro: 30X7 e 25X7;
Verde: 30X8 e 25X8.

Veja também:

Angulações de Injeções e seus Tipos

 

Seringas: Tipos e Indicações