Cadeira de Banho

A cadeira de banho é um dos aparelhos indispensáveis para pacientes com limitações na locomoção ou que apresentam dificuldades para permanecerem na posição ereta durante a higienização corporal.

A sua utilização

A cadeira de banho é um equipamento que facilita a higiene e o conforto de pessoas com limitações na locomoção, equilíbrio ou força muscular, como idosos, deficientes ou pacientes em reabilitação.

Ela permite que o banho seja feito com mais segurança, evitando quedas, lesões e infecções.

Existem diversos modelos de cadeiras de banho, cada um adequado para uma necessidade específica. Algumas cadeiras têm rodas, braços escamoteáveis, cintos de segurança ou caixas coletoras de resíduos.

Outras são simples, dobráveis ou adaptadas para obesos. A escolha da cadeira de banho deve levar em conta o tamanho, o peso, a condição clínica e a preferência do usuário.

A cadeira de banho deve ser resistente à água, ter assento e encosto confortáveis e antiderrapantes, e pés de borracha ou ventosas para fixar no chão ou na banheira. É um item essencial para garantir a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas que precisam de auxílio para se higienizar.

Vantagens

Melhora a higienização dos pacientes

A limpeza corporal diária é um hábito comum dos brasileiros se comparado às pessoas residentes em países europeus. Por isso, os pacientes que estão debilitados de forma temporária ou permanentemente sentem falta de uma higienização completa.

Além disso, a remoção da sujicidade corporal previne formação de úlceras de decúbito, a proliferação de fungos em pregas cutâneas e garante um frescor e vitalidade após o procedimento.

Adicionalmente, ao utilizar a cadeira de banho os pacientes poderão desfrutar de momentos relaxantes e higiênicos dentro das limitações físicas encontradas, diminuindo o suor e o mau cheiro provenientes de outras partes íntimas.

Promove a segurança do indivíduo

Existem diversos tipos de cadeiras de banho e cada uma tem uma indicação clínica específica. Cadeiras simples são recomendadas para indivíduos que precisarão dela por um período curto, pois apresentam menos funcionalidades.

Existem cadeiras mais complexas, que são acopladas a caixas coletoras de resíduos corporais (fezes e urina principalmente) e aquelas com braços escamoteáveis, que facilitam o transporte entre os cômodos da casa.

Também é possível adquirir cadeiras de banho para deficientes confeccionadas em PVC, que garantem conforto de praticidade no momento da higienização corporal além de serem seguras e convenientes para o paciente.

Outra novidade é a cadeira de banho para obesos, que tem um layout adaptado para esses pacientes e suporta até 150 kg, sendo indicada para qualquer faixa etária.

Nos modelos mais simples, não existem rodinhas embaixo, enquanto nas cadeiras mais complexas existem travas dianteiras, o que facilita a fixação em qualquer piso.

Algumas, ainda, têm cintos de segurança ao longo de sua estrutura para imobilizar os pacientes vítimas de traumatismos na coluna vertebral, situação que exige cuidados específicos.

Melhora a autoestima do paciente

A cadeira de banho facilitará a higienização dos pacientes que se sentem desmotivados após a situação que resultou na necessidade desse aparelho ou que ainda não tiverem experiências positivas durante o uso.

Pessoas que ainda estão assimilando a condição clínica permanente, frequentemente se sentem depressivas e sem ânimo para fazer algumas atividades, inclusive a higienização, enquanto outras se tornam resistentes porque não foi indicada a cadeira mais adequada à sua condição física.

Por isso, retornam à rotina sem o uso desse artefato, o que pode comprometer seriamente a limpeza corporal e a segurança do paciente.

Sendo assim, os acompanhantes, profissionais de saúde e familiares devem incentivar o paciente a iniciar ou retomar o uso da cadeira do banho para melhorar a autoestima e aceitar a nova condição clínica.

Possibilita um banho mais completo

Antigamente o banho dos pacientes acamados ou com restrições para ficarem em posição ereta era feito com panos umedecidos passados ao longo do corpo, deixando a limpeza completa somente para as partes íntimas.

Com a evolução tecnológica, surgiram as cadeiras com diversas funcionalidades que proporcionaram uma limpeza corporal mais adequada e embaixo do chuveiro — condição permitida atualmente devido ao material usado na confecção dos equipamentos.

Dessa forma, é possível incluir a higienização frequentemente e torná-la um hábito prazeroso e contínuo. Basta apenas selecionar o modelo que atende às necessidades clínicas do paciente.

Facilita a adaptação à nova rotina

A utilização da cadeira de banho proporciona emoções conflitantes nos pacientes que necessitam dela: de um lado, observa-se a autonomia para realizar a atividade higiênica por conta própria, enquanto do outro percebe-se a dependência de familiares para a limpeza corporal, que para alguns é um fato constrangedor.

No primeiro caso, verifica-se uma excitação do paciente em poder desfrutar do momento do banho de forma independente, utilizando os produtos de higiene calmamente e aproveitando esse momento.

No segundo caso, percebe-se uma tristeza do indivíduo ao saber que necessita de cuidados de outras pessoas para seus hábitos de higiene. Todavia, com intervenções de caráter positivo, esse tempo pode ser divertido para ambos.

O mais importante nessas situações é adaptar a nova rotina de maneira que não se torne estressante e cause novas complicações clínicas no paciente. Por isso, recomendações dos especialistas são bem-vindas nesse quesito para mostrar os benefícios da utilização desse aparelho.

Garante mais qualidade de vida

Qualidade de vida é a percepção do indivíduo em relação à sua condição atual. Nesse contexto, são englobadas as intervenções clínicas para o conforto do paciente e os sentimentos dos doentes em relação ao processo.

Sendo assim, as intervenções terapêuticas devem propiciar menor risco de problemas clínicos, ausência ou eliminação de dor e todas devem ser discutidas com o paciente e seus familiares.

Nesse cenário, os profissionais de enfermagem são os profissionais que podem ajudar nessa situação. Eles serão responsáveis por indicar a cadeira de banho mais condizente ao estado do paciente e fornecer as informações sobre o uso correto, além de promover um atendimento humanizado e integral.

Também deverá acompanhar essa adaptação no ambiente residencial e se certificar da segurança dos procedimentos e de avaliar a percepção do paciente em relação ao problema.

A cadeira de banho é um aparelho imprescindível para pacientes com dificuldade de locomoção, para aqueles que não se sentem confortáveis para permanecerem na posição ereta ou em situações temporárias que a exigem.

Sendo assim, a escolha do equipamento deve ser feita por um especialista no assunto, analisando quesitos como conforto, segurança e qualidade de vida do paciente.

Referência:

  1. Mobiloc

Transferência: Do leito para cadeira de rodas (Vice Versa)

O cuidado com o paciente durante a transferência do leito para a cadeira de rodas é crucial para garantir a segurança e o conforto do paciente.

Passo a Passo detalhado

Comunicação e Consentimento:

Antes da realização de qualquer procedimento de transferência, deve-se orientar a pessoa a ser transferida sobre todo o procedimento, fazendo com que a pessoa se torne conhecedora de cada movimento que será realizado.

Transferência realizada por uma pessoa

  • Transferência da cadeira de rodas para cama ou vice versa;

Procedimento:

  • O primeiro passo é organizar o entorno, ou seja, o paciente e a cadeira. O paciente deve estar sentado e a cadeira de rodas a 45 graus da cama. O profissional que irá realizar transferências deve estar na frente do paciente e ao lado da cadeira de rodas.
    • Uma dica importante: se o cliente tem um lado do corpo comprometido, vamos deixar o lado são virado para a cadeira.
    • O paciente deve estar sentado na beira da cama, com os pés bem apoiados no chão e o tronco inclinado para frente.
    • O profissional deve se posicionar à frente do paciente, pedir que ele coloque as mãos sobre os ombros do profissional (se um braço estiver comprometido, só será apoiado o braço são). As mãos do profissional podem estar sobre os ombros do cliente, sobre as escápulas ou ainda segurando a calça/short.
  • O segundo passo é orientar o paciente o que será feito e como ele deve participar. O profissional combinará com o paciente que ao contar três (1, 2, 3…) ele será elevado em direção à cadeira de rodas e deve participar o máximo que conseguir.
    • Em seguida, o profissional faz a contagem, inclinando mais o corpo do cliente à medida que conta e, quando o paciente levantar, continua a dar a orientação ao paciente, pedindo para ele girar o corpo em direção à cadeira.
  • O terceiro passo consiste em sentá-lo e perceber se está bem posicionado no assento, com o tronco sobre o encosto, para que os pés possam ser colocados sobre os apoios e o braço da cadeira abaixado.
    • Lembre-se de que o correto posicionamento do paciente não apenas influencia o conforto, mas também afeta sua resposta clínica e recuperação. Portanto, execute a transferência com cuidado e atenção aos detalhes .

Transferência realizada por duas pessoas

  • Da cama para a cadeira ou vice versa;
  • Da cadeira para a maca ou vice versa;

Profissional nº1: Fica atrás do paciente, com uma de suas pernas ao lado da cadeira de rodas e a outra posicionada já em cima do local que o paciente irá ser transferido (quando possível). Ele abraça o paciente pelo tórax, segurando pelos braços.

O profissional precisa apoiar a parte inferior do tórax com seus antebraços, prevenindo a elevação da coluna e o alongamento do paciente durante o levantamento.

Profissional nº2: fica em pé de frente à lateral da cama. Ele eleva os MMII do paciente, com um dos braços sob as coxas e o outro sob as pernas ou ambas as pernas.

Procedimento:

A pessoa nº1 ou nº2 que estará realizando a transferência agirá como comandante da transferência (geralmente a pessoa que fica no tronco é quem comanda), ele irá explicar a pessoa transferida todo o procedimento além de dar os comandos para a segunda pessoa que estará auxiliando na transferência.

O comandante contará até três e em sincronia com a segunda pessoa irá levantar o paciente e coloca-lo no local destinado.

Referências:

  1. Artmed
  2. Portalenf