Áreas de Tricotomia para Procedimentos Cirúrgicos Cardíacos

A tricotomia, ou remoção de pelos em áreas específicas do corpo antes de um procedimento cirúrgico, é uma prática comum para reduzir o risco de infecção. Nos procedimentos cardíacos, a área a ser tricotomizada varia de acordo com o tipo de cirurgia e o acesso vascular necessário.

Conheça as áreas para a tricotomia para procedimentos cirúrgicos cardíacos

Cateterismo Cardíaco

  • Acesso vascular: Geralmente, o acesso vascular para o cateterismo cardíaco é feito através da artéria femoral ou radial.
  • Área de tricotomia: A região inguinal (para acesso femoral) ou o punho (para acesso radial) são as áreas primárias de tricotomia.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessas áreas facilita a punção arterial e minimiza o risco de infecção no local de acesso.

Cirurgia Cardíaca

  • Acesso cirúrgico: A cirurgia cardíaca pode envolver diferentes incisões, como esternotomia mediana, toracotomia lateral ou mini-esternotomia.
  • Área de tricotomia: A área tricotomizada dependerá da incisão escolhida. Por exemplo:
    • Esternotomia mediana: Toda a região torácica anterior, desde o pescoço até o abdome superior.
    • Toracotomia lateral: A região lateral do tórax, incluindo a axila.
    • Mini-esternotomia: Uma área menor na região esternal.

Pericardiocentese

  • Acesso: A pericardiocentese é um procedimento que envolve a inserção de uma agulha no pericárdio para drenar o líquido acumulado.
  • Área de tricotomia: A região torácica incluindo a paraesternal esquerda, próxima ao apêndice xifóide.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessa área facilita a visualização do local da punção e reduz o risco de infecção.

Observações importantes:

  • Extensão da tricotomia: A extensão da área tricotomizada deve ser determinada pelo cirurgião ou pelo médico responsável pelo procedimento.
  • Método de tricotomia: A tricotomia pode ser realizada com tesoura, máquina de cortar cabelo ou creme depilatório. O método escolhido dependerá da preferência do profissional e das características dos pelos do paciente.
  • Tempo da tricotomia: A tricotomia deve ser realizada logo antes do procedimento, para evitar a recontaminação da área.
  • Cuidados pós-tricotomia: Após a tricotomia, a área deve ser limpa com solução antisséptica para reduzir o risco de infecção.

É fundamental ressaltar que a extensão da tricotomia pode variar de acordo com cada caso.

Referência:

  1. Lima Gebrim, Cyanéa Ferreira; Melchior, Lorena Morena Rosa; Menezes Amaral, Neyuska; Soares Barreto, Regiane Aparecida Santos; Prado Palos, Marinésia Aparecida. Tricotomia pré-operatória: aspectos relacionados à segurança do paciente. Enfermería Global, v. 13, n. 34, p. 264-275, 2014.  

Anatomia de um Monitor Multiparâmetro

O monitor cardíaco ou multiparâmetro é um equipamento padrão usado em UTI e Centro Cirúrgico para monitoração contínua do ECG, detectando arritmias cardíacas.

Esse dispositivo mede e exibe a frequência cardíaca, a pressão arterial, o oxigênio no sangue e outros sinais vitais de um paciente.

Componentes

  • Um sensor que capta os sinais elétricos do coração do paciente, como um eletrocardiograma (ECG) ou um oxímetro de pulso.
  • Um processador que analisa os sinais e calcula os valores dos parâmetros vitais, como a frequência cardíaca, a pressão arterial sistólica e diastólica, a saturação de oxigênio e a variabilidade da frequência cardíaca.
  • Um display que mostra os valores dos parâmetros vitais em forma de números, gráficos ou curvas. O display pode ser integrado ao monitor ou conectado a um computador ou a uma rede sem fio.
  • Um alarme que alerta os profissionais de saúde quando os valores dos parâmetros vitais estão fora dos limites normais ou predefinidos. O alarme pode ser sonoro, visual ou vibratório.
  • Uma bateria ou uma fonte de energia que fornece eletricidade ao monitor e aos seus componentes.

De modo prático, em todos esses ambientes, o monitor cardíaco desempenha as seguintes funções:

  • Acompanhar a estabilidade cardíaca;
  • Alertar os profissionais sobre quaisquer variações cardíacas;
  • Avaliar a frequência respiratória;
  • Medir a pressão arterial com precisão e em tempo real;
  • Monitorar a saturação de oxigênio;
  • Alertar sobre níveis baixos de oxigênio.

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE MONITOR CARDÍACO E MONITOR MULTIPARÂMETRO?

O monitor cardíaco hospitalar, como mencionado anteriormente, é projetado principalmente para monitorar os sinais vitais relacionados ao coração.

Ele se concentra na medição da frequência cardíaca, na análise do ritmo cardíaco e na detecção de qualquer anormalidade relacionada ao sistema cardiovascular do paciente.

As principais características do monitor cardíaco incluem:

  • Frequência Cardíaca: fornece uma leitura contínua da frequência cardíaca, permitindo a detecção precoce de arritmias cardíacas.
  • Eletrocardiograma (ECG): muitos monitores cardíacos também registram um ECG, que é um gráfico que mostra a atividade elétrica do coração.
  • Pressão Arterial: alguns modelos podem medir a pressão arterial, mas essa não é sua função principal.

Em contrapartida, o monitor multiparâmetro é um dispositivo mais abrangente.

Ele não se limita apenas ao monitoramento do coração, mas também acompanha vários outros sinais vitais e parâmetros clínicos. Isso o torna ideal para ambientes clínicos complexos, como unidades de terapia intensiva (UTIs).

As características distintivas do monitor multiparâmetro incluem:

  • Monitoramento Multifuncional: além da frequência cardíaca e do ECG, ele monitora pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência respiratória.
  • Gráficos em tempo real: exibe essas informações em gráficos em tempo real, permitindo que os profissionais de saúde avaliem rapidamente o estado do paciente.
  • Alarmes configuráveis: pode ser configurado para acionar alarmes quando os valores dos parâmetros saem dos limites normais, o que é crucial para a segurança dos pacientes.

Dessa forma, a escolha entre um monitor cardíaco e um monitor multiparâmetro depende das necessidades específicas do ambiente clínico.

Em situações em que o foco está principalmente no coração, o monitor cardíaco é suficiente.

No entanto, em cenários mais complexos, nos quais vários sinais vitais devem ser monitorados simultaneamente, o monitor multiparâmetro é a melhor escolha.

PARÂMETROS BÁSICOS MONITORADOS

Os principais parâmetros monitorados por um monitor cardíaco hospitalar incluem:

  • Frequência Cardíaca: O número de batimentos cardíacos por minuto.
  • Pressão Arterial: A pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias, geralmente medida em milímetros de mercúrio (mmHg).
  • Saturação de Oxigênio (SpO2): A quantidade de oxigênio transportada pelo sangue em relação à quantidade máxima que poderia ser transportada.
  • Frequência Respiratória: O número de respirações por minuto.
  • Eletrocardiograma (ECG): O gráfico que representa a atividade elétrica do coração.

Referências:

  1. https://cmosdrake.com.br/blog/monitor-multiparametro-de-sinais-vitais/
  2. https://www.mindray.com/br/products/patient-monitoring/continuous-patient-monitoring/umec
  3. OMNIMED

Cateterismo Cardíaco

O Cateterismo Cardíaco – também conhecido como Cinecoronariografia ou Angiografia Coronária ou Estudo Hemodinâmico – é um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco.

Especialmente quando está sendo programada uma intervenção (angioplastia, por exemplo) – ou em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção.

Como é realizado o exame?

O cateterismo cardíaco é realizado por meio da inserção de cateteres nos vasos sanguíneos das pernas ou dos braços que são guiados até o coração por um equipamento especial de raios-X.

Durante o exame são realizadas injeções de contraste iodado pelo cateter, o que possibilita a visualização das artérias coronárias, das câmaras e valvas cardíacas. Todo o exame envolve a aquisição e geração de imagens que são posteriormente disponibilizadas, em filme e fotos, para o paciente.

Quando se indica o cateterismo cardíaco?

​Na necessidade de avaliar ou confirmar a presença de doença arterial coronária (DAC), doenças das valvas cardíacas, do músculo cardíaco, dos vasos pulmonares ou da artéria aorta. Para determinar a necessidade de tratamento cirúrgico (angioplastia coronária, cirurgia cardíaca ou correção de cardiopatias congênitas).

Pode ser realizado no paciente hospitalizado ou proveniente da residência.

Qual é o preparo para a realização do cateterismo?

No caso de pacientes ambulatoriais – provenientes da residência (que não estão internados), no ato do agendamento do exame serão coletadas informações e fornecidas as instruções necessárias para o preparo.

Se o paciente já tiver apresentado algum tipo de alergia ao ter realizado previamente um exame que utilizou contraste, deve entrar em contato com o médico que solicitou o exame ou com o Setor de Intervenção Cardiovascular para receber as orientações necessárias.

Se o paciente estiver em uso de anticoagulantes (Marevan, Coumadin ou Marcoumar) ou de antidiabéticos orais (Metformina – medicamento usado para tratamento de diabetes: Glifage ou Glucoformin) deverá conversar com o médico que solicitou o exame ou com o Setor de Intervenção Cardiovascular, pois há necessidade de suspensão temporária ou ajustes nessas medicações para a realização do exame.

É necessário jejum de 4 horas para a realização do procedimento. É recomendável trazer os exames realizados nos últimos seis meses como, por exemplo: teste de esforço, cintilografia miocárdica, cateterismo ou angioplastia, relatórios de cirurgia cardíaca e resultados de exames laboratoriais.

Onde é realizado o cateterismo cardíaco e como é o procedimento?

O exame será realizado no Laboratório de Hemodinâmica do Setor de Cardiologia Intervencionista.  Será fornecida uma roupa especial para o paciente. Os pertences poderão ser guardados no armário ou deixados com familiares. O paciente será conduzido por um profissional do setor à sala de exames, onde permanecerá deitado por aproximadamente 30 minutos.

Será fornecido um Termo de Consentimento que deverá ser assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, estabelecendo a conformidade e a autorização para a realização do procedimento.

Antes do exame, profissionais do Laboratório de Hemodinâmica confirmarão o nome do paciente e farão perguntas sobre as medicações em uso (especialmente diuréticos, anticoagulantes, aspirina e metformina), além de doenças prévias e reações alérgicas em exames anteriores.

Uma veia será puncionada no braço do paciente, para a infusão de soro e medicações durante e após o procedimento. Eletrodos (adesivos plásticos) serão colados em seu tórax para a monitorização do ritmo cardíaco durante o procedimento.

Quando da punção da artéria (seja no braço ou na virilha), é instalado um introdutor, por onde o cateter será introduzido. O paciente poderá ver as imagens do coração na tela de vídeo durante todo o exame, mas deverá permanecer deitado com os braços estendidos nos locais determinados.

Finalizado o procedimento, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista decidirão em conjunto a melhor estratégia de tratamento, incluindo a necessidade de se realizar exames diagnósticos adicionais (Ultrassonografia Intracoronária e Avaliação da Reserva Fracionada de Fluxo Coronariano).

Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista poderão decidir por tratamento intervencionista imediato (Angioplastia Coronária) ou programar o tratamento para os dias subsequentes.

Quem realiza o procedimento?

Médicos cardiologistas treinados, especificamente em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica.

Cuidados de Enfermagem após o cateterismo cardíaco

  • Os cateteres são removidos e o introdutor é retirado por profissionais do Laboratório de Hemodinâmica. A seguir é realizada compressão manual – de 15 a 20 minutos – ou o fechamento por dispositivos hemostáticos (como “plug” de colágeno ou sutura).
  • A seguir é realizado curativo compressivo local. No caso do exame ser realizado pelo braço, será realizado somente fechamento e curativo local. O curativo será checado periodicamente, para averiguar a presença de sangramento local.
  • O repouso após o cateterismo será realizado na unidade de recuperação, onde o paciente terá suas frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial checadas constantemente por, pelo menos, 2 horas.
  • O tempo mínimo de repouso absoluto será de 4 a 6 horas. A cabeceira do leito não poderá ser erguida a mais que 30º. Não tente se levantar do leito durante esse período.
  • A administração de soro e líquidos por via oral, após o exame, será realizada para facilitar a retirada do contraste do organismo.
  • Por ocasião da liberação do paciente para sua residência, será obrigatório o acompanhamento de familiar ou responsável.

A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.

O procedimento, muitas vezes, demora menos de 30 minutos. No entanto, o processo de preparo e repouso deverá ser considerado. É sugerido que o paciente planeje dispor de 5 a 9 horas do seu dia para a realização do exame.

Quais são os riscos?

​É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, o cateterismo cardíaco tenha riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%).

Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Entenda sobre o Sopro Cardíaco!

O sangue flui de modo contínuo, silencioso e em uma única direção dentro do coração. Aquele “tum-tum, tum-tum” que nós habitualmente ouvimos ao auscultar o coração não é o barulho do sangue, mas sim o som produzido pelo funcionamento das válvulas cardíacas.

A presença de um sopro cardíaco – que é um som tipo um sopro detectado através da auscultação do coração com estetoscópio – sugere fortemente existência de algum problema estrutural no coração, principalmente se for detectado em adultos ou idosos.

O sopro é produzido sempre que o sangue sofre turbilhonamento durante a sua passagem pelo interior do coração, especialmente quando há alguma alteração estrutural das válvulas cardíacas.

Eventualmente, o sopro também pode surgir em corações normais, quando o sangue flui mais rapidamente que o normal, como durante exercício físico ou na gravidez.

Nas crianças, a principal causa de sopro cardíaco é o chamado sopro de Still, um tipo de sopro inocente que surge sem que haja qualquer problema cardíaco.

Ninguém sabe exatamente como esse sopro inocente surge. Quando comparamos ecocardiogramas de crianças com sopro de still com o de crianças sem sopro, não encontramos nenhuma diferença relevante, além de uma velocidade maior do sangue viajando pela artéria aorta.

Em geral, o sopro de still desaparece espontaneamente durante a adolescência, mas alguns casos permanecem até a fase adulta.

Entendendo o Sopro Cardíaco

Como todos já sabemos, quando auscultamos o coração com um estetoscópio é possível ouvi-lo batendo: “tum-tum…tum-tum…tum-tum…tum-tum”.

Mas, por que o coração faz dois sons de cada vez (“tum-tum…tum-tum…tum-tum”) em vez de apenas um (“tum…tum…tum”)?

Na verdade, ao contrário do que se pensa, esses sons não são pelo batimento do coração, mas sim pelo fechamento das suas válvulas.

O primeiro “tum” é produzido pelo fechamento das válvulas mitral e tricúspide, que impedem o retorno do sangue aos átrios enquanto os ventrículos se contraem.

O segundo “tum” ocorre pelo fechamento das válvulas aórtica e pulmonar, impedindo que o sangue que já foi lançado em direção as artérias retorne aos ventrículos. Enquanto a mitral e a tricúspide estão fechadas, a aórtica e pulmonar estão abertas e vice-versa.

Esse “tum”, causado pelas válvulas, recebe o nome de bulha ou som cardíaco. Descrevemos o batimento cardíaco normal como bulhas em dois tempos ou sons cardíacos em dois tempos.

O sopro ocorre toda vez que há algum defeito nas válvulas, fazendo com que o sangue não flua de modo correto dentro do coração.

Existem dois defeitos básicos:

  • Estenose valvar: quando a válvula se torna endurecida e não consegue mais se abrir completamente, o sangue acaba tendo dificuldade de passar de uma câmara para outra. Esse turbilhonamento produz o sopro. Se a válvula estenosada é a aórtica, chamamos de sopro por estenose aórtica. Se o defeito for na válvula tricúspide, sopro por estenose tricúspide, e assim por diante.
  • Regurgitação ou insuficiência valvar: quando a válvula não se fecha completamente, ela acaba permitindo refluxo do sangue na direção contrária. Esse tipo de fluxo retrógrado também produz turbilhonamento e, consequentemente, um sopro. Por isso, temos o sopro de insuficiência mitral, insuficiência aórtica, etc.

Enquanto a válvula normal produz um som do tipo “tum-tum”, as válvulas doentes e com sopro fazem algo tipo “tuuuush-tum” ou “tum-tuuuush”.

O QUE SÃO OS SOPROS SISTÓLICO E DIASTÓLICO?

Sístole é o momento em que os ventrículos estão se contraindo, expulsando o sangue em direção às artérias. Diástole é o momento em que os ventrículos estão relaxados, se enchendo com o sangue vindo dos átrios.

Na sístole, as válvulas aórtica e pulmonar estão abertas e as mitral e tricúspide fechadas. Na diástole ocorre o oposto. Portanto, o primeiro “tum”, fechamento das válvulas mitral e tricúspide, ocorre na sístole. O segundo “tum”, pelo fechamento das válvulas aórtica e pulmonar, ocorre na diástole. Quando o sopro ocorre logo após o primeiro “tum”, ou seja “tuuush-tum”, denominamo-os sopro sistólico. Se o sopro ocorre após o segundo tum, ou seja, “tum-tuuush” estamos diante de um sopro diastólico.

Os sopros sistólicos são causados por:

  • Estenose da válvula aórtica ou da válvula pulmonar.
  • Insuficiência da válvula mitral ou da válvula tricúspide.

Os sopros diastólicos ocorrem por

  • Estenose da válvula mitral ou da válvula tricúspide.
  • Insuficiência da válvula aórtica ou da válvula pulmonar.

Os sopros são graduados em I a VI de acordo com a sua intensidade e gravidade:

  • Grau I – sopro muito discreto, inaudível para quem não tem ouvidos treinados.
  • Grau II – sopro médio, facilmente audível pelo estetoscópio.
  • Grau III – sopro alto.
  • Grau IV – sopro muito alto que pode ser sentido com mão ao se tocar no peito do paciente.
  • Grau V – sopro muito alto que pode ser escutado mesmo sem encostar o estetoscópio no peito do paciente.
  • Grau VI – sopro tão alto que poder ser escutado mesmo sem estetoscópio.

Quanto maior o grau do sopro, mais grave é a doença da válvula acometida.

Doenças que podem causar o Sopro Cardíaco

O sopro patológico é aquele que ocorre devido a uma doença do coração. Como já dito, nas crianças ele ocorre por doenças congênitas, enquanto nos adultos ele surge após doenças cardíacas adquiridas durante a vida.

Nas crianças, além das lesões nas válvulas, o sopro cardíaco patológico também pode ocorrer por um defeito no septo que separa os ventrículos. Normalmente, os ventrículos esquerdo e direito nunca se comunicam, mas defeitos durante a formação da parede entre ambos podem causar pequenos buracos que permitem a passagem de sangue ente um e outro. Este anormal fluxo de sangue também produz sopro.

Nos adultos, os sopros ocorrem por defeitos nas válvulas, sejam estenoses ou insuficiências. As principais causas de sopro cardíaco adquirido são:

  • Prolapso da válvula mitral.
  • Febre reumática.
  • Endocardite infecciosa.
  • Calcificação da válvula pela idade. Ocorrem mais comumente nas válvulas mitral e aórtica.

As lesões das válvulas cardíacas costumam levar à insuficiência cardíaca, porém, o inverso também pode ocorrer. Um coração insuficiente costuma estar dilatado fazendo com que os folhetos das válvulas se afastem, provocando regurgitação do fluxo sanguíneo. Por isso, todo doente com insuficiência cardíaca moderada a grave, por outras causas que não lesão das válvulas, também pode apresentar sopro no coração. A diferença é que neste caso, o sopro surge depois dos sintomas de insuficiência cardíaca já estarem presentes.

Como é diagnosticado?

Um bom cardiologista consegue apenas através do exame físico e da auscultação do coração estabelecer a causa do sopro cardíaco. Porém, nem todos os médicos são cardiologistas e nem sempre o sopro é de tão fácil avaliação.

O exame definitivo para avaliação dos sopros e das válvulas do coração é o ecocardiograma com doppler. Esse exame permite não só identificar o tipo de lesão nas válvulas, como medir o grau de estenose ou insuficiência e avaliar os danos ao coração em decorrência destas lesões.

Como é tratado?

É bom lembrar que o sopro não é uma doença, mas sim um sinal de doença. O que preocupa não é o sopro em si, mas a doença que o está causando.

No caso de lesão das válvulas, o tratamento é mais complexo. Se a lesão da válvula não acarretar maior esforço ao coração e se não houver sinais de insuficiência cardíaca, o tratamento é feito clinicamente. Nas situações mais graves, com importante lesão valvar, pode ser indicada a cirurgia para troca da válvula defeituosa por uma válvula artificial.

Sopros benignos não precisam de nenhum tratamento.

Referências:

  1. Still’s Murmur – American Journal of Diseases of Children.
  2. Approach to the infant or child with a cardiac murmur – Uptodate.
  3. Auscultation of cardiac murmurs in adults – UpToDate.
  4. Evaluation of the pediatric patient with a cardiac murmur – Pediatric Clinics of North America.
  5. 2017 AHA/ACC Focused Update of the 2014 AHA/ACC Guideline for the Management of Patients With Valvular Heart Disease: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines.
  6. Perloff JK. Heart sounds and murmurs: physiologic mechanisms. In: Braunwald’s Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine, Braunwald E (Ed), Saunders, Philadelphia 1992. p.43

Comunicação Interatrial (CIA)

A Comunicação Interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita (defeito no coração presente desde o nascimento).

Ela permite que o sangue oxigenado localizado no átrio esquerdo passe para o átrio direito e misture-se com o sangue pobre em oxigênio, aumentando assim a quantidade de sangue que vai para os pulmões. Este fenômeno se dá, pois entre os dois átrios há um ou mais orifícios que comunicam essas metades.

Na comunicação interatrial, os dois átrios se comunicam.  Com isso, o lado direito do coração (responsável por receber o sangue do corpo e mandá-lo para ser oxigenado no pulmão) acaba recebendo também o sangue já oxigenado que vem do lado esquerdo.  Assim, os dois sangues se misturam do lado direito do coração, que acaba trabalhando até quatro vezes mais que o esquerdo.

A consequência disso é evidente: com o passar do tempo, as cavidades do lado direito vão aumentando, e o coração pode entrar em falência.

Tipos de CIA

Há 4 tipos de comunicação interatrial: ostium secundum, ostium primum, tipo deio venoso (pode ser superior ou inferior) e tipo seio coronário.

Fatores de Risco

Como a maior parte das cardiopatias congênitas, a comunicação interatrial não tem uma causa definida. É uma anormalidade que ocorre esporadicamente durante a formação do embrião. Assim, não há como preveni-la.

Sintomas e Diagnóstico

Com frequência, a pessoa com comunicação interatrial vive anos sem sentir qualquer sintoma porque a doença evolui lentamente. Na infância ou adolescência, pode até perceber que não tem um desempenho ótimo numa prática esportiva mais intensa, por exemplo, mas nada que chame a atenção. Na fase mais avançada, porém, começa a sentir cansaço e ter palpitações porque a comunicação interatrial provoca arritmia cardíaca e sopro.

De fato, a comunicação interatrial é a doença cardíaca congênita mais comum no adulto. A descoberta acontece quando a pessoa vai procurar o médico porque os sintomas já estão afetando sua qualidade de vida. Ou pode ser diagnosticada por acaso, mesmo sem sintomas, quando o indivíduo vai fazer um exame cardiológico, por exemplo, para frequentar a academia ou, no caso das mulheres, quando buscam um check-up antes de engravidar.

Além do exame clínico, o cardiologista costuma solicitar um ecocardiograma para confirmar o diagnóstico.

Como é tratado?

O objetivo do tratamento é interromper a comunicação entre os dois átrios, fechando o orifício que permite que os sangues dos dois lados do coração se misturem, sobrecarregando um dos lados.

Há alguns anos, o tratamento era cirúrgico, abrindo-se o peito do paciente para acessar a área e bloquear a comunicação entre os átrios. Hoje, a maior parte dos casos pode ser tratada via procedimento minimamente invasivo guiado por imagem. Nele, o médico introduz um cateter no corpo do paciente e, guiado por imagem, chega ao orifício onde colocará uma pequena prótese de metal para vedar a comunicação entre os átrios.

Em geral, o cateterismo é feito apenas com sedação do paciente, que recebe alta em um ou dois dias. Em uma semana pode retomar a rotina e, em um mês, as atividades físicas mais intensas. São vantagens importantes em relação à cirurgia, que exige anestesia geral, uma semana de internação e mais tempo para a cicatrização dos ossos do peito que foram cortados no procedimento.

Referências: Hosp. Albert Einstein

A Dobutamina e o Débito Cardíaco

Vamos entender primeiramente sobre o débito cardíaco, certo?

O Débito cardíaco nada mais é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. Sendo assim, é igual a frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico!

Mas quando o débito cardíaco não é suficiente, sendo que o indivíduo possui o que chamamos de insuficiência cardíaca, aí a dobutamina faz um papel importante.

Essa droga é um catecolamina sintético e simpaticomimético, que auxilia na força de contração e facilita a passagem do impulso elétrico pelo coração!

Ou seja, ele pode auxiliar no “fortalecimento” cardíaco, e assim aumentando a contratilidade cardíaca nestes pacientes!

Agora sim ficou mais fácil!

Marcapasso

marcapasso

O marcapasso cardíaco ou marca-passo é um pequeno aparelho que é colocado no peito ou abdômen para ajudar a controlar ritmos anormais do coração. O marcapasso usa pulsos elétricos para fazer com que o coração bata em ritmo normal.

O coração tem seu próprio sistema elétrico que controla a freqüência e ritmo do batimento cardíaco. Em cada batimento cardíaco, um sinal elétrico se espalha do tipo do coração até abaixo dele. À medida que o sinal viaja, ele faz com que o coração contraia e bombeie sangue.

Falha no sistema elétrico do coração causa arritmias. Um marcapasso usa pulsos elétricos de baixa energia para superar essa falha na sinalização elétrica. Marcapasso cardíaco pode:

* Acelerar um ritmo cardíaco lento.
* Ajudar a controlar ritmo cardíaco anormal ou rápido.
* Certificar que os ventrículos contraiam normalmente.
* Coordenar a sinalização elétrica entre as câmaras superiores e inferiores do coração.
* Coordenar a sinalização elétrica entre os ventrículos.
* Prevenir arritmias perigosas.
Marcapassos também podem monitorar e registrar a atividade elétrica do coração e ritmo cardíaco. Novos tipos de marcapasso podem monitorar a temperatura sanguínea, freqüência de respiração e outros fatores, e ajustar a freqüência cardíaca às atividades.

Marcapasso provisório e definitivo

O marcapasso pode ser provisório ou definitivo. Marcapasso provisório é usado para tratar problemas temporários de batimento cardíaco, como batimentos lentos ocasionados por ataque cardíaco, cirurgia cardíaca ou overdose de medicamento.

Marcapasso provisório também é usado durante emergências até que o definitivo possa ser implantado, ou até que a condição temporária seja resolvida. A pessoa com marcapasso provisório deve permanecer no hospital enquanto estiver com o aparelho.

Já o marcapasso definitivo é usado para controlar problemas de ritmo cardíaco de longo prazo.

Os médicos também tratam arritmias com outro aparelho chamado desfibrilador cardioversor implantável. Esse aparelho é similar ao marcapasso, porém ao invés de usar pulsos elétricos de baixa energia, ele também pode usar pulsos elétricos de alta energia para tratar certas arritmias perigosas.

Cuidados de Enfermagem com os Marcapassos

Marcapasso Transcutâneo

Tem a aplicação simples e fácil, devendo ser utilizado até que um marcapasso transvenoso ou definitivo sejam providenciados.

* Devemos sempre orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado;
* Conecte os eletrodos (pás adesivas) do marcapasso ao cabo e ao aparelho (desfibrilador);
* Realize se necessário a tricotomia do tórax para que as pás fiquem bem aderidas;
* Limpe a região da pele com álcool ou água e sabão para retirar a camada de gordura da pele;
* Se necessário, utilize gel condutor;
* Coloque uma pá posicionadas no tórax do paciente (lado superior direito) e a outra pá no tórax inferior esquerdo;
* Ligue o desfibrilador, selecionando a freqüência de demanda e a corrente indicadas pelo médico;
* Utilize analgésicos ou sedação se necessário, pois é um procedimento incômodo para o paciente por produzir estímulos elétricos e sensação de choque;
* Mantenha o paciente constantemente monitorado ( FC, FR, Oximetria);
* Fique atento para sinais de baixo débito cardíaco, queda na perfusão periférica, palidez cutânea;
* Mantenha o paciente com o marcapasso transcutâneo até sua estabilização e o implante de um marcapasso transvenoso ou definitivo;

Marcapasso Transvenoso

O implante do marcapasso transvenoso é realizado também em situações de emergência, em casos de bradiarritmias e bloqueios atrioventriculares, com a introdução de um eletrodo em contato físico com o endocárdio através de um acesso vascular central. Sua passagem é semelhante a passagem de um acesso venoso central (intracath, por exemplo).

* Antes de se iniciar a passagem, cheque se a bateria do equipamento está funcionando adequadamente e certifique-se de que hajam pilhas reservas;
* Oriente o paciente sobre o o procedimento;
* Mantenha o paciente em monitorização constante;
* Auxilie o médico no ato da passagem do marcapasso transvenoso;
* Durante o implante, fique atento a possíveis arritmias;
* Adapte o cabo do marcapasso aos terminais do eletrodo no gerador de pulso, respeitando os pólos positivo e negativo (geralmente por cores Vermelho é positivo e Preto é negativo);
* Realize o curativo da inserção conforme protocolo do CCIH;
* Registre em prontuário os parâmetros selecionados pelo médico ( freqüência cardíaca, amplitude de pulso);
* Caso necessite desfibrilação, o gerador deve ser desligado;
* Fixe o gerador de preferência no tórax do paciente para evitar que o eletrodo se desloque.

Marcapasso Definitivo

O implante do MPD é realizado no centro cirúrgico ou na sala de hemodinâmica, com o paciente sob anestesia local ou geral.

Na UTI, quando temos um paciente que irá ser submetido ao implante de um MPD, devemos nos nos certificar que este paciente encontra-se em jejum, realizar a tricotomia local (geralmente na região do tórax superior) e encaminhá-lo ao setor para a realização do implante.

O pós- operatório é simples, os curativos diários deverão ser realizados conforme protocolo já estabelecido e o cartão de identificação do paciente, relatando que ele é portador de um MPD deve ser entregue à alguém da família orientando-os da importância de ter o cartão sempre junto com o paciente.

Veja mais em:

Taponamiento Cardíaco

Taponamiento Cardíaco

El Taponamiento Cardiaco es una emergencia médica, donde ocurre acumulación de líquido entre las dos membranas del pericardio, que envuelve el corazón.

La consecuencia será el bombeo insuficiente de sangre a los órganos y tejidos del cuerpo, reduciendo la presión arterial, pudiendo causar choque y muerte, si no se trata a tiempo!

¿Cómo ocurre el taponamiento cardiaco?

Se produce cuando un trombo (coágulo) se desplaza a través del torrente sanguíneo hasta el corazón, o el músculo cardíaco (miocárdio) sufre una pequeña ruptura en todo su espesor, pero sin que la membrana que lo rodea (pericardio) se rompe, o cuando la ruptura es bloqueada por coágulos que se forman por hematoma mediastinal o por el propio parénquima pulmonar.

Esta situación promueve la acumulación de sangre en el espacio virtual comprendido entre el pericardio y el miocardio, hecho que ejerce efecto compresivo sobre las cámaras del corazón, haciendo que éste sea impedido de relajarse satisfactoriamente durante su fase de relajación (diástole). Así, el corazón no se llena de sangre suficiente para mantener el débito cardíaco y la presión arterial, que por esta razón cae.

Sólo basta con pequeñas acumulaciones de líquido, del orden de 100 a 150 ml, para que las manifestaciones clínicas del tampón aparezcan.

Síntomas del Taponamiento Cardíaco

Los síntomas del taponamiento del corazón son los siguientes:

  • Reducción de la presión arterial;
  • Aumento de la frecuencia respiratoria y cardíaca;
  • Pulsación paradójica: desaparece o disminuye durante la inspiración;
  • Vías del cuello distendidas;
  • Dolor en el tórax;
  • Caída del nivel de conciencia;
  • Pies y manos frías y moradas;
  • Falta de apetito y dificultad para tragar;
  • Tos y dificultad para respirar.

Cuidados de Enfermería con Pacientes en Taponamiento Cardíaco

Para una atención adaptada al paciente que presenta taponamiento cardíaco, es de fundamental importancia que la enfermería esté entrenada y calificada. Para tanto la enfermería debe tener una visión, preparación y comunicación de la situación y debe organizar la asistencia dada al paciente.

Fuera de toda la asistencia dada al médico para la realización de los pericardiocentes y los cuidados incluyen:

  • Tranquilización del paciente;
  • Transporte rápido y monitorización hasta un hospital que pueda efectuar procedimientos cardiacos de emergencia;
  • El equipo del hospital donde el paciente será llevado deberá ya estar informada, para que puedan iniciarse las preparaciones para una intervención quirúrgica de emergencia;
  • Debe administrarse oxígeno en alta concentración;
  • Obtenerse dos accesos venosos;
  • Realizar la reposición volémica para aumentar la presión venosa central;
  • Se debe considerar la intubación endotraqueal y la ventilación con presión positiva, si el paciente es hipotenso.

 

 

A Dextrocardia

dextrocardia

A Dextrocardia é uma condição cardíaca rara em que o coração está apontado para o lado direito do peito, em vez da situação normal, que seria voltado para a esquerda. É uma circunstância presente ao nascimento, ou seja, congênita. Esta patologia pode apresentar vários tipos, uma parte significativa envolve outros defeitos do coração, outros envolvem a área abdominal. O tipo mais simples de Dextrocardia é aquele em que o coração é uma imagem de espelho do coração normal, existindocontudo, outros problemas. Esta condição é rara, muitas vezes, os órgãos abdominais e os pulmões estão igualmente na posição contrária ao normal, por exemplo, o fígado está localizado no lado esquerdo, em vez do normal direito.

Alguns indivíduos com Dextrocardia “tipo espelho”, têm um problema específico que afeta os cílios, os cabelos finos que filtram o ar que entra pelo nariz. Esta condição é chamada de Síndrome de Kartagener. Nos tipos mais comuns de Dextrocardia, os defeitos cardíacos estão presentes em adição ao local anormal do coração. Os defeitos cardíacos mais comuns observados com Dextrocardia incluem:

  • Dupla saída do ventrículo direito;
  • Defeito do endocárdio;
  • Estenose pulmonar ou atresia;
  • Ventrículo único;
  • Transposição dos grandes vasos;
  • Defeito septal ventricular.

Os órgãos abdominais e o tórax dos recém-nascidos com Dextrocardia podem apresentar problemas e não funcionar corretamente. Pode ocorrer uma síndrome muito grave chamada de Heterotaxia. Nesta condição muito específica muitos dos órgãos não estão nos seus lugares habituais podendo comprometer o seu bom funcionamento.

Na Heterotaxia, o baço pode estar completamente ausente. Como o baço é uma parte extremamente importante do sistema imunológico, os recém-nascidos que nascem sem este órgão estão em perigo de contraírem infecções bacterianas graves e mesmo morte. Numa outra forma de Heterotaxia verifica-se a presença de vários pequenos baços mas que podem não funcionar corretamente.

Quais são os principais Sinais e Sintomas da Heterotaxia?

  • Sistema de vesícula biliar anormal;
  • Problemas com os pulmões;
  • Problemas com a estrutura ou a posição dos intestinos;
  • Defeitos cardíacos graves.

Quais são as Causas?

O coração do feto desenvolve-se durante as primeiras semanas de gravidez. Por causas que ainda não estão completamente conhecidas, o coração desenvolve-se apontando para o lado direito do peito, em vez do normal lado esquerdo. Possíveis fatores de risco para Dextrocardia incluem uma história familiar da doença.

E seus sinais e sintomas?

  • Pele azulada;
  • Dificuldade em respirar;
  • Incapacidade de crescer e aumentar o peso;
  • Fadiga;
  • Icterícia (pele e olhos amarelos);
  • Palidez persistente;
  • Episódios de sinusite repetidos;
  • Organização e estrutura anormal dos órgãos abdominais;
  • Coração dilatado;
  • Problemas com a estrutura da caixa torácica e com os pulmões (visível na radiografia tórax);
  • Problemas respiratórios;
  • Taquipneia (frequência respiração aumentada);
  • Pulso rápido.

Como é feito o diagnóstico?

Não existe qualquer sinal da doença se o coração for normal. O diagnóstico baseia-se nos achados clínicos que possam sugerir esta condição. O diagnóstico fica estabelecido com os seguintes meios complementares de diagnóstico:

  • Tomografia computadorizada;
  • Eletrocardiograma (com derivações precordiais invertidas  ao lado direito onde o coração está localizado;
  • Ressonância magnética cardíaca;
  • Ecocardiograma;
  • Radiografia torácica.

Como é feito o tratamento?

A Dextrocardia “tipo espelho completo”, sem defeitos cardíacos, não requer qualquer tratamento. Contudo, é importante que os técnicos de saúde tenham conhecimento desta situação (coração no lado direito do peito), pode ser muito importante na realização de alguns exames e testes.

O tratamento depende sempre da situação específica que carateriza aquele tipo de Dextrocardia. Se estiverem presentes defeitos cardíacos, provavelmente o bebé irá precisar de cirurgia de correção. Normalmente nestes casos é necessário iniciar tratamento farmacológico antes da cirurgia. Estes medicamentos ajudam o bebé a crescer facilitando a intervenção cirúrgica.

Os principais medicamentos utilizados incluem:

  • Diuréticos;
  • Fármacos com função inotrópica;
  • Hipotensores (fármacos para baixar a pressão arterial e aliviar a carga sobre o coração, inibidores da ECA).

Pode também ser necessária cirurgia para corrigir problemas nos órgãos abdominais. As crianças com Síndrome de Kartagener vão precisar de tratamento repetido com antibióticos para sinusite. As crianças com baço ausente ou anormal vão precisar de antibióticos a longo prazo.

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Tamponamento Cardíaco

tamponamento

O Tamponamento Cardíaco é uma emergência médica, onde ocorre acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que envolve o coração.

A consequência será o bombeamento ineficiente de sangue para os órgãos e tecidos do corpo, reduzindo a pressão arterial, podendo causar choque e morte, se não tratada a tempo!

Como acontece o Tamponamento Cardíaco?

Ocorre quando um trombo (coágulo) se desloca através da corrente sanguínea até o coração, ou o músculo cardíaco (miocárdio) sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve (pericárdio) seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar.

Esta situação promove o acúmulo de sangue no espaço virtual compreendido entre o pericárdio e o miocárdio, fato que exerce efeito compressivo sobre as câmaras do coração, fazendo com que este seja impedido de relaxar satisfatoriamente durante a sua fase de relaxamento (diástole). Assim, o coração não se enche de sangue suficientemente para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, que por esta razão, caem.

Bastam apenas pequenos acúmulos de líquido, da ordem de 100 a 150 ml, para que as manifestações clínicas do tamponamento apareçam.

Sintomas do Tamponamento Cardíaco

Os sintomas do tamponamento cardíaco são os seguintes:

  • Redução da pressão arterial;
  • Aumento da frequência respiratória e cardíaca;
  • Pulsação paradoxal: desaparece ou diminui durante a inspiração;
  • Veias do pescoço distendidas;
  • Dor no tórax;
  • Queda do nível de consciência;
  • Pés e mãos frias e roxas;
  • Falta de apetite e dificuldade para engolir:
  • Tosse e dificuldade para respirar.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em Tamponamento Cardíaco

Para um atendimento adaptado ao paciente que apresenta tamponamento cardíaco, é
de fundamental importância que a enfermagem esteja treinada e qualificada. Para tanto a enfermagem deve ter uma visão, preparo e comunicação da situação e deve organizar a assistência dada ao paciente.

Fora toda a assistência dada ao médico para a realização da pericardiocentese os cuidados incluem:

  • Tranquilização do paciente;
  • Transporte rápido e monitorização até um hospital que possa efetuar procedimentos cardíacos de emergência;
  • A equipe do hospital onde o paciente será levado deverá já estar informada, para que possam ser iniciadas as preparações para um intervenção cirúrgica de emergência;
  • Deve ser administrado oxigênio em alta concentração;
  • Obter-se dois acessos venosos;
  • Realizar a reposição volêmica para aumentar a pressão venosa central;
  • Deve-se considerar a intubação endotraqueal e a ventilação com pressão positiva, caso o paciente esteja hipotenso.

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