Tubo de Coleta: Vermelho

O tubo vermelho para coleta de sangue é um dos vários tubos coloridos usados na coleta de sangue, cada um com um propósito específico.

Ativador de Coágulo

O tubo vermelho é conhecido por conter um ativador de coágulo que acelera o processo de coagulação do sangue.

Isso resulta em uma amostra de soro de alta qualidade após a centrifugação, separando o soro das células do coágulo. Além disso, muitos desses tubos contêm um gel separador que ajuda a diferenciar ainda mais o soro das células do coágulo.

Exames Indicados

O tubo vermelho é indicado para uma variedade de exames, principalmente análises bioquímicas, sorológicas, imunológicas e para detecção de marcadores cardíacos e tumorais. Alguns exemplos de exames que utilizam o tubo vermelho incluem testes para colesterol, glicose, ureia e creatinina.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem na coleta de sangue com tubo vermelho são cruciais para garantir a segurança do paciente e a qualidade da amostra. Aqui estão algumas diretrizes importantes:

  1. Identificação Correta do Paciente: Verificar a identidade do paciente antes da coleta para evitar erros.
  2. Preparação Adequada: Organizar o material necessário, usar luvas e realizar a higiene das mãos antes e após a coleta.
  3. Técnica de Coleta: Seguir a técnica correta de coleta de sangue para minimizar o desconforto do paciente e reduzir o risco de hematomas.
  4. Armazenamento e Transporte: Etiquetar corretamente os tubos e armazená-los conforme as diretrizes para preservar a integridade da amostra.
  5. Pós-Coleta: Registrar o procedimento e o volume de sangue coletado no prontuário do paciente e instruir o paciente sobre cuidados após a coleta, como compressão do local da punção e evitar carregar peso no braço coletado por um período.

Essas práticas ajudam a evitar complicações e garantem que os resultados dos exames sejam confiáveis e precisos. É essencial que os profissionais de enfermagem estejam bem treinados e atualizados sobre as melhores práticas na coleta de sangue.

Referência:

  1. Labnetwork

Conheça os Tipos de Necrose

A Necrose é o resultado da desnaturação de proteínas que estão dentro da célula e da ação das enzimas que extravasam dos lisossomos da própria célula, quando a membrana plasmática é letalmente lesionada, ou dos lisossomos dos leucócitos que são recrutados ao iniciar o processo inflamatório devido a lesão.

Nos tecidos, a necrose apresenta padrões morfológicos distintos que podem esclarecer a causa da lesão.

Os Tipos de Necrose

Necrose de Coagulação

Neste tipo de necrose os tecidos apresentam uma textura firme, pois supostamente a lesão desnatura as proteínas da membrana e as enzimas evitando a proteólise das células mortas. Quando as enzimas não desnaturadas digerem as organelas, são formados vários vacúolos no citoplasma fazendo com que a lesão tenha um aspecto de que foi roída.

Durante este processo de necrose, ocorre a calcificação de resíduos de gordura, esta calcificação forma sais de cálcio, fazendo com que a célula morta finalmente se calcifique.

Uma causa frequente de necrose de coagulação é a isquemia, ou seja, a redução parcial ou total do fluxo sanguíneo para um órgão ou região do corpo, comprometendo as funções metabólicas celulares, pela hipoxemia ou anoxia, falta de nutrientes e a não eliminação dos excretas.

Necrose de Liquefação

Ocasionalmente ocorre quando há infecção bacteriana ou fúngica, pois os microrganismos invasores estimulam um maior recrutamento de leucócitos no local e consequentemente maior liberação de enzimas. O tecido morto é digerido, formando uma massa viscosa e líquida, com aspecto cremoso amarelado comumente chamado de pus.

necrose por liquefação pode ser chamada também de necrose coliquativa. Ocorre por digestão enzimática do tecido, seja pelo próprio organismo ou por microrganismos, ou outras células não pertencentes àquele tecido. Mas, independente da forma, há uma digestão desse tecido.

Necrose Gangrenosa

É praticamente a junção de outros dois tipos de necrose, em geral ocorre em membros como os inferiores por exemplo. Ocorre a necrose coagulativa por falta de suprimento de oxigênio levando as células a sofrerem hipóxia e junto com a necrose coagulativa, ocorre a necrose liquefativa devido a infecção por microrganismos oportunistas, fazendo com mais leucócitos sejam recrutados ao local da lesão.

Ela corresponde a junção de vários eventos. Ocorre quando um tecido perde seu suplemento sanguíneo, geralmente a de coagulação, e após isso acontece uma invasão bacteriana, gerando mais necrose liquefativa que resulta na necrose gangrenosa.

Necrose Caseosa

Apresentada microscopicamente por uma coleção de células mortas rompidas e fragmentadas, restos de grânulos amorfos delimitados por uma borda inflamatória bem distinta. Este tipo de necrose é conhecido como granuloma e sua aparência é de aspecto esbranquiçado semelhante ao queijo, é encontrada com maior frequência em infecções tuberculosas.

Este tipo necrose possui alguns agentes causadores, como Francisella tularensis, Histoplasma capsulatum, Paracoccidioides brasiliensis, e Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch – o causador da tuberculose), sendo o último o mais frequente.

Necrose Gordurosa

Ocorre geralmente em casos de pancreatite aguda, onde há destruição das células de gordura devido a ação da enzima lipase que  são liberadas pelo pâncreas, estas enzimas escapam das células acinares e liquefazem a membrana dos tecidos adiposos da cavidade peritoneal. Os ácidos graxos liberados combinam-se com o cálcio ocorrendo a saponificação da gordura, formando áreas esbranquiçadas.

Esse é um tipo especial de necrose que ocorre em áreas de destruição de gorduras por causa da ação de lipases.

Necrose Fibrinóide

Ocorre em reações imunes dentro dos vasos sanguíneos, o complexo antígeno e anticorpos são combinados com a fibrina formando uma lesão de aspecto amorfo e róseo-brilhante.

Suas causas incluem essencialmente nas doenças auto-imunes, nas paredes dos vasos e curiosamente nas úlceras pépticas.

Veja Também:

A Necrose

Referências:

  1. ABBAS et al. Robbins & Cotran – Patologia: Bases Patológicas das Doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.
  2. HANSEL, D; DINTZIS, R. Z. Fundamentos de patologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

A Necrose

Necrose

A Necrose é o estado de morte de um grupo de células, tecido ou órgão, geralmente devido à ausência de suprimento sanguíneo. A necrose pode ocorrer também por outros fatores que levam à lesão celular irreversível, como a ação causada por agentes químicos tóxicos ou resposta imunológica danosa. Fala-se de morte celular quando as suas funções orgânicas e processos do metabolismo cessam.

A necrose deve ser diferenciada da apoptose: 

A Apoptose (Morte celular programada) é um tipo de “autodestruição celular” que requer energia e síntese protéica para a sua execução. Está relacionado com a homeostase na regulação fisiológica do tamanho dos tecidos, exercendo um papel oposto ao da mitose. Não existe liberação do conteúdo celular para o interstício e portanto não se observa inflamação ao redor da célula morta. Outro fato importante é a fragmentação internucleossômica do DNA, sem nenhuma especificidade de seqüência, porém mais intensamente na cromatina em configuração aberta; conseqüência da atividade de uma endonuclease. 

A Necrose (morte celular no organismo vivo) difere da apoptose por representar um fenômeno degenerativo irreversível, causado por um agressão intensa. Trata-se pois da degradação progressiva das estruturas celulares sempre que existam agressões ambientais severas. Aumento de volume do citoplasma, perda das estruturas de superfície, edema mitocondrial, ruptura de organelas, vesiculações da membrana. É sempre patológica.

As Causas

A Necrose pode ocorrer por conta de agentes físicos como ação mecânica, temperatura, efeitos magnéticos, radiação; agentes químicos, como tóxicos, drogas, álcool, etc. e agentes biológicos, como infecções virais, bacterianas, micóticas, parasitárias ou insuficiência circulatória. A necrose leva ao desaparecimento total do núcleo celular e, por fim, da própria célula, o que é precedido de alterações celulares estruturais graves.

Principais tipos de Necrose

  • Necrose de coagulação ou isquêmica: ocorre devido a uma hipóxia ou isquemia em qualquer tecido, exceto o cerebral, que sofre necrose por liquefação. Ela é determinada pela desnaturação das proteínas celulares autolíticas, com o que a célula não é destruída e a arquitetura tecidual é mantida por alguns dias até a digestão e remoção da necrose.
  • Necrose de liquefação: devido à infecção por agentes biológicos ou por isquemia ou hipóxia no tecido cerebral. A lesão e morte celular são causadas por toxinas produzidas pelos micro-organismos infecciosos ou por processo inflamatório. As células mortas são rapidamente fagocitadas e digeridas. A digestão do tecido necrótico resultará na formação de uma massa residual amorfa, geralmente composta por pus.
  • Necrose fibrinoide: o tecido necrosado adquire um aspecto róseo e vítreo, semelhante à fibrina. Ocorre em algumas doenças autoimunes e na hipertensão arterial maligna.
  • Necrose gangrenosa: um tipo de necrose de coagulação que acomete principalmente as extremidades de membros que perderam o suprimento sanguíneo, gerando gangrena, isto é, uma necrose seguida de invasão bacteriana e putrefação tecidual.
  • Necrose gordurosa: ocorre quando há o extravasamento de enzimas lipolíticas para o tecido adiposo, o que leva à liquefação dele. É o tipo de necrose que ocorre nas pancreatites agudas

Tratamentos para a Necrose

O tratamento dependerá da causa subjacente e a oportuna intervenção: por isso é importante para fazer a prevenção e compreender as causas que levaram à morte do tecido, bem como o tipo de doença que pode estar a caminho.

Dependendo do tipo de necrose e o tecido necrosado afetado, o paciente pode passar por debridamento químico ou cirúrgico a critério médico; curativos diários; câmara hiperbárica (indicado a todos os casos); e a enxertia cirúrgica das partes acometidas.

A Importância dos Hemocomponentes

Doar sangue

 

Antidiurético: Desmopressina

Antidiurético