Angina: ESTÁVEL e INSTÁVEL

Angina é um sintoma, geralmente associado a um desconforto precordial (dor torácica), provocado por isquemia miocárdica. Ela decorre de um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio do miocárdio.

De longe, a causa mais comum dela é uma placa aterosclerótica obstruindo o fluxo sanguíneo de uma artéria coronária que irriga o miocárdio. A falta de oxigênio no músculo cardíaco causada pela angina é temporária, não resultando em danos permanentes no coração.

Entretanto, pelo fato dela estreitar as artérias que levam sangue ao músculo, pode aumentar o risco de um infarto.

As diferenças entre Angina Estável e Instável

A principal diferença entre angina estável e instável é que a angina estável geralmente ocorre em situações de esforço e a dor desaparece com o repouso. Já a angina instável surge de repente e não cessa com o repouso, podendo ser um sinal de ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

Características da angina estável:

  • É a forma mais comum de angina;
  • Normalmente ocorre em situações de esforço físico, como subir escadas ou durante exercícios;
  • Desaparece com o repouso;
  • Também pode ser desencadeada por perturbações emocionais, exposição a baixas temperaturas, refeições pesadas, tabagismo.

Características da angina instável:

  • O desconforto ou a dor no peito não cessam com o repouso;
  • Surge de forma súbita, mesmo quando a pessoa está em repouso;
  • Trata-se de uma condição perigosa, pois geralmente antecede um infarto;

Quais os fatores de risco para angina estável e instável?

  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) não controlada;
  • Níveis elevados de colesterol e triglicérides;
  • Falta de atividade física;
  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Idade superior a 45 anos;
  • Herança genética.

Como prevenir a angina estável e instável?

  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Tenha uma alimentação equilibrada, com pouca gordura e açúcar;
  • Não fume;
  • Mantenha o diabetes, a pressão arterial e as taxas de colesterol e triglicérides sob controle;
  • Diminua os níveis de estresse.

Qual o tratamento para angina estável e instável?

O tratamento da angina é feito com mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e exercícios de reabilitação cardíaca, sob orientação e supervisão de um médico cardiologista.

Cuidados de Enfermagem

  • avaliar as características da dor no peito e sintomas associados.
  • avaliar a respiração, a pressão sanguínea e frequência cardíaca em cada episódio de dor torácica.
  • fazer um ECG, cada vez que a dor torácica surgir, para evidenciar infarto posterior.
  • monitorizar a resposta ao tratamento medicamentoso.
  • avisar o médico se a dor não diminuir.
  • identificar junto ao cliente as atividades que provoquem dor.
  • oferecer assistência de maneira calma e eficiente de modo a reconfortar o cliente até que o desconforto desapareça.
  • prover um ambiente confortável e silencioso para o cliente/família.
  • ajudar o paciente a identificar seus próprios fatores de risco.
  • ajudar o paciente a estabelecer um plano para modificações dos fatores de risco.
  • providenciar orientação nutricional ao cliente/família.
  • esclarecer o cliente/família acerca dos medicamentos que deverão ser tomados após a alta hospitalar.
  • esclarecer o cliente acerca do plano terapêutico.
  • explicar a relação entre a dieta, atividades físicas e a doença.

Cuidados de enfermagem na administração do nitrato

  • a nitroglicerina pode causar uma sensação de queimadura sob a língua quando dor forte;
  • orientar o paciente a não deglutir a saliva até que o comprimido esteja totalmente diluído;
  • para ação mais rápida, orientar o paciente a triturar o comprimido entre os dentes (conforme prescrição médica);
  • orientar repouso até o desaparecimento dos sintomas;
  • comunicar qualquer alteração ao médico.

Referências:

  1. Oliveira CM, Santoro DC. Conduta da equipe de enfermagem diante das alterações clínicas do cliente com síndrome isquêmica coronariana. Esc. Anna Nery. 2004;8(2):267-274
  2. Nascimento, J. S. do, Nunes, A. J., Novais, G. B., Carvalho, F. M. de A. de, & Lopes, L. E. S. (2017). Intervenção da Enfermagem no Diagnóstico de Angina Instável. Congresso Internacional De Enfermagem, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/cie/article/view/6165

Pneumonia

Pneumonia

A Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).

Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.

Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Tipos

Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão:

  • Pneumonia provocada por vírus;
  • Pneumonia provocada por fungos;
  • Pneumonia provocada por bactérias;
  • Pneumonia química.

Fatores de risco

  • Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
  • Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
  • Resfriados mal cuidados;
  • Mudanças bruscas de temperatura.

Sintomas de Pneumonia

Entre os principais sintomas de pneumonia estão:

  • Febre alta (Acima de 37,5° C);
  • Tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada;
  • Falta de ar e dificuldade de respirar;
  • Dor no peito ou tórax;
  • Mal-estar generalizado;
  • Prostração (fraqueza);
  • Suores intensos, principalmente a noite;
  • Náuseas e vômito.

No entanto, esses sintomas, apesar de clássicos em adultos, podem mudar em crianças e idosos. Veja mais abaixo:

Sintomas de pneumonia em crianças

Crianças com pneumonia bacteriana podem apresentar também:

  • Respiração acelerada;
  • Respiração ruidosa;
  • Perda de apetite e recusa alimentar;
  • Dor abdominal.

Muitas vezes, no entanto, a criança pode apresentar os sintomas isoladamente, como apenas febre e tosse ou apenas dificuldade e aceleração da respiração.

Já a pneumonia viral normalmente surge após uma gripe comum, com sintomas como:

  • Dor de garganta;
  • Coriza;
  • Dor de ouvido;
  • Espirros;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça.

A criança com pneumonia viral pode apresentar sintomas de pneumonia bacteriana também. O quadro costuma durar poucos dias (entre 3 e 5) e se resolver sozinho.

Sintomas de pneumonia em idosos

Idosos saudáveis costumam a apresentar os sintomas clássicos da pneumonia em adultos. No entanto, a associação com outros problemas de saúde pode fazer com que os sintomas variem um pouco.

Em idosos, é comum o desenvolvimento de sintomas comportamentais como:

  • Confusão mental;
  • Perda de memória;
  • Desorientação em relação a tempo e espaço.

A tosse nesta população costuma também ser mais seca.

Diagnóstico de Pneumonia

O diagnóstico de pneumonia é feito com exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax.

Tratamento de Pneumonia

O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

Cuidados de Enfermagem

– Auxiliar o paciente a tossir produtivamente.
– Encorajar a ingestão de líquidos.
– Observar o paciente para náusea, vômito, diarreia, erupções e reações nos tecidos moles.
– Fornecer oxigênio, conforme prescrito, para a dispneia, distúrbio circulatório, hipoxemia ou delírio.
– Monitorar a resposta do paciente à terapia.
– Avaliar o nível de consciência antes que sedativos ou tranquilizantes sejam administrados.
– Monitorizar a ingestão e excreção, à pele e os sinais vitais.
– Monitorizar o estado respiratório, incluindo freqüência e padrão da respiração, sons respiratórios e sinais e sintomas de angústia respiratória.

Veja também:

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Pneumotórax

https://enfermagemilustrada.com/a-importancia-da-higienizacao-constante-dos-ressuscitadores-manuais/