Porque os carrinhos de emergência ficam lacrados?

Os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a integridade e a prontidão dos equipamentos e medicamentos que contêm.

O lacre assegura que o conteúdo do carrinho esteja completo, organizado e não tenha sido utilizado ou comprometido desde a última verificação.

Motivos para ter um lacre em seu carrinho de emergência

  1. Segurança dos Medicamentos: Os carrinhos de emergência contêm medicamentos controlados e outros suprimentos médicos essenciais que precisam ser mantidos seguros e protegidos. O lacre evita o acesso não autorizado e o roubo.
  2. Controle de Inventário: O lacre ajuda a manter o controle do inventário dos suprimentos médicos. Ele garante que todos os suprimentos estejam presentes e contabilizados, e que nenhum item seja removido sem autorização.
  3. Prevenção de Contaminação: Os carrinhos de emergência precisam ser mantidos livres de contaminantes para garantir a segurança do paciente. O lacre impede a entrada de poeira, sujeira e outros contaminantes no carrinho.
  4. Prontidão para Emergências: Os carrinhos de emergência são projetados para serem usados em situações de emergência. O lacre garante que o carrinho esteja pronto para uso imediato, sem atrasos devido à verificação de inventário ou à procura de itens ausentes.
  5. Responsabilidade Legal: Em alguns casos, os hospitais são legalmente responsáveis ​​por manter o acesso seguro aos medicamentos controlados. O lacre ajuda a atender a esses requisitos legais.

O lacre é rompido apenas quando o carrinho é necessário para uma emergência, após o qual ele deve ser reabastecido e relacrado para garantir que esteja sempre pronto para o próximo uso. É uma prática padrão em hospitais e clínicas para manter a qualidade e a eficiência do atendimento de emergência.

Em resumo, os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a segurança dos medicamentos, manter o controle do inventário, prevenir a contaminação, agilizar a prontidão para emergências e cumprir as responsabilidades legais.

Referência:

  1. https://uece.br/eventos/enfermaio/anais/trabalhos_completos/472-44406-12042019-202721.pdf

Que Medicamento é Esse?: Metildopa

O Metildopa ou L-alfa-metildopa é um pró-fármaco anti-hipertensivo usado especialmente para hipertensão gestacional e pré-eclampsia. É um agonista alfa-adrenérgico selectivo para alfa2.

Como Funciona?

Metildopa é um medicamento que pertence a um grupo de fármacos chamado agentes simpatolíticos de ação central. Metildopa age diminuindo os impulsos do sistema nervoso central que aumentam a pressão arterial. A redução máxima da pressão arterial ocorre de quatro a seis horas após tomar o medicamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais comuns são sedação e sonolência, geralmente transitórias.

Observa-se com frequência menor, efeitos adversos ocasionados pelo bloqueio dos nervos simpáticos, tais como: vertigens, náuseas, fraqueza, cefaléia, bradicardia, congestão nasal e diarréia.

Outros efeitos mais raros: boca seca, diminuição da libido nos homens, depressão física, pesadelo, lactação em ambos os sexos e depressão da função hepática, ocorrendo febre, mal-estar e icterícia (anemia hemolítica reversível).

Foram relatados alguns casos de síndrome semelhante ao lúpus eritematoso, granulocitopenia ou trombocitopenia.

Quando é Contraindicado?

Pacientes portadores de: hepatopatias ativas (hepatite aguda e cirrose ativa), anemia hemolítica e aqueles que apresentaram distúrbios hepáticos durante ou após tratamento com Metildopa.

É também contra-indicada em pacientes com sensibilidade comprovada ao medicamento.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Orientar ao paciente a não ingerir bebida alcoólica.
  • Orientar ao paciente a não interromper o uso do produto abruptamente.
  • Orientar ao paciente que, antes de doar ou receber sangue, é necessário realizar testes de Coombs, direto e indireto.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado ao dirigir ou executar tarefas que exijam atenção.
  • Orientar ao paciente sobre o cuidado com cirurgias ou tratamentos de emergência, inclusive dentários.
  • Orientar ao paciente quanto ao cuidado ao se levantar, quando estiver deitado ou sentado.
  • Orientar ao paciente que para melhorar a secura da boca usar gomas ou chicletes sem açúcar.
  • pode ser necessário o controle do peso e da ingestão de sal.
  • suspender a medicação se ocorrer: anemia hemolítica com teste de Coombs positivo; febre, testes anormais de função do fígado ou icterícia (cor amarelada nos olhos ou pele).
  • se ocorrer queda de pressão ao mudar de posição, recomenda-se redução das doses.
  • checar periodicamente: a pressão arterial; exame de sangue antes de iniciar o tratamento para ter um guia se ocorrer anemia hemolítica; teste de Coombs (antes de iniciar o tratamento e 6 e 12 meses após); função do fígado (antes do tratamento e durante as primeiras 6 a 12 semanas e também sempre que ocorrer febre inexplicável); se ocorrerem sintomas que lembrem lupus realizar testes específicos.