Os tipos de Bolsa coletora de urina

Quando se trata de cuidados médicos, especialmente para pacientes com dificuldades de mobilidade ou condições específicas que afetam a função urinária, as bolsas coletoras de urina são dispositivos essenciais.

Elas permitem a coleta e o armazenamento seguro da urina, facilitando o monitoramento e a análise da saúde do paciente. Vamos explorar os diferentes tipos de bolsas coletoras de urina e seus usos específicos:

Sistema Aberto

O sistema aberto de coleta de urina é frequentemente utilizado em ambientes hospitalares para pacientes acamados ou em recuperação pós-operatória. Este sistema permite o escoamento da urina diretamente do cateter não invasivo como o uripen para a bolsa coletora, que pode ser esvaziada conforme necessário. A principal vantagem é a facilidade de monitoramento visual do volume de urina, o que é crucial para avaliar a função renal e ajustar tratamentos.

Sistema Fechado

O sistema fechado, por outro lado, é um método mais higiênico e seguro de coleta de urina. Ele é composto por um cateter ligado diretamente da bexiga do paciente a uma bolsa coletora, formando um circuito que impede a entrada de ar e reduz o risco de infecções. Este sistema é ideal para uso prolongado, especialmente em pacientes com incontinência ou aqueles que necessitam de medições precisas da diurese para monitoramento clínico.

Diurese Horária

A bolsa coletora de diurese horária é projetada para medir a quantidade de urina produzida por hora. Este tipo de bolsa é essencial em unidades de terapia intensiva (UTI), onde é necessário um controle rigoroso do balanço hídrico do paciente. Através dela, os profissionais de saúde podem avaliar rapidamente a função renal e responder a mudanças na condição do paciente.

Bolsa de Perna

Por fim, a bolsa coletora de urina de perna é uma solução prática para pacientes que precisam de mobilidade mas sofrem de incontinência urinária. Ela é fixada à perna do usuário, permitindo que ele se movimente livremente sem preocupações. Este tipo de bolsa é discreto, confortável e pode ser usado sob a roupa, proporcionando autonomia e qualidade de vida ao paciente.

Cada tipo de bolsa coletora de urina tem seu propósito e aplicação específicos, e a escolha do tipo adequado depende das necessidades individuais do paciente e das recomendações médicas. É importante que os pacientes e cuidadores estejam bem informados sobre o uso correto desses dispositivos para garantir a eficácia e a segurança no monitoramento da saúde urinária.

Referências:

  1. BBraun
  2. Medsonda
  3. Utilidades Clínicas
  4. Angular Saúde

Trach Care: Sistema fechado de aspiração

O “Trach Care” ou sistema fechado de aspiração de secreções, remove secreções traqueais de pacientes com ventilação mecânica (VM) que não devem ser desconectados, quando houver secreção visível em via aérea, presença de ruído no tubo traqueal, desconforto respiratório do paciente, queda da saturação, oscilações da curva de fluxo do ventilador.

Indicação

Em pacientes isolados por aerossolterapia, garantindo maior segurança ao profissional envolvido no procedimento.

Materiais necessários para este procedimento

  • Sistema de aspiração fechado de número compatível com peso e idade;
  • Soro fisiológico;
  • Seringa;
  • Ampola de soro fisiológico;
  • Agulha;
  • Intermediário de aspiração;
  • Equipamentos de proteção individual.

Etapas

  • Higienizar as mãos;
  • Escolher conector e tubo avaliando a idade e peso;
  • Conferência de todos os materiais necessários;
  • Utilizar equipamentos de proteção individual na ordem a seguir: Avental, Máscara N95 ou FFP2 e Máscara cirúrgica, Face Shield ou Óculos de proteção ocular, Gorro e Luvas de procedimento.
  • Posicionar o paciente com cabeceira elevada à 30º – 45º;
  • Explicar procedimento ao paciente;
  • Realizar a abertura da sonda de aspiração;
  • Reservar o invólucro para auditoria;
  • Avaliar o tamanho do sistema do trach care que será conectado de acordo com o tamanho do tubo oro traqueal do paciente;
  • Retirar o conector do tubo oro traqueal e conectar o adaptador escolhido de acordo com o tamanho do tubo;
  • Conectar o circuito do respirador a segunda conexão do adaptador do trach care;
  • Identificar o circuito com fita adesiva colorida que compõe o kit do trach care de acordo com o dia da semana no qual o mesmo foi instalado (O tempo de troca do dispositivo será a cada 72h);
  • Conectar o intermediário de aspiração no vácuo;
  • Antes de conectar o sistema fechado ao paciente, realizar o teste de sucção ativando a válvula com o polegar;
  • Conectar a válvula de controle ao dispositivo de aspiração;
  • Conectar dispositivo lateral do conector ao sistema de ventilação;
  • Aspirar soro fisiológico em uma seringa;
  • Abrir e testar o funcionamento do sistema de aspiração;
  • Conectar o intermediário de aspiração (látex) no sistema de aspiração fechado;
  • Caso haja necessidade, ajustar no ventilador mecânico FO2 de 100% ou modo de aspiração se este estiver disponível, com o objetivo de pré-oxigenar antes do procedimento;
  • Girar a trava de segurança do sistema de aspiração para abrir o sistema;
  • Introduzir a sonda de aspiração do sistema fechado no tubo traqueal até perceber resistência, onde se encontra a carina, neste ponto elevar 1 a 2 centímetros da sonda;
  • Liberar o vácuo de aspirar apertando o clamp do sistema;
  • Realizar movimentos lentos de vai e vem e retirar lentamente a sonda ( *Este procedimento não deve durar mais de 10 segundos devido ao risco de hipoxemia);
  • Inserir a seringa no local recomentado contendo a solução fisiológica, lavar a sonda do sistema de aspiração, mantendo o vácuo ativado ao mesmo tempo da introdução do soro;
  • Realizar este procedimento quantas vezes forem necessárias;
  • Ao termino do procedimento lavar novamente o sistema de aspiração fechado;
  • Desconectar a seringa e e descarta-la;
  • Travar a válvula de segurança do sistema de aspiração fechado;
  • Desconectar o vácuo do sistema;
  • Colocar a tampa protetora do sistema de aspiração fechado;
  • Lavar o intermediário de aspiração;
  • Desligar o sistema a vácuo;
  • Identificar e armazenar o látex no conector lateral do sistema de aspiração;
  • Organizar o leito do paciente, fazer a retirada dos EPI’s na ordem a seguir: Luvas, Avental, Gorro, Face Shield ou Óculos de proteção ocular, Máscaras.

Lembrando que: Esta prática é indicada em pacientes com precaução por aerossóis; pacientes com sangramento pulmonar ativo e excesso de secreções nas vias aérea.

Referências:

  1. https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Tabela-Traduzida-EPI-OMS.pdf;
  2. http://www2.ebserh.gov.br/documents/17082/3086452/POP+REABILITA%C3%87%C3%83O+RESPIRAT%C3%93RIA+ADULTO.pdf/500f4ac4-2c60-493d-9c78-6779d3be6448 
  3. https://www.youtube.com/watch?v=fii379Gfgso
  4. https://www.salvavidas.eu/pt/el-proyecto/especial-covid-19;
  5. BRASIL, Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde / Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 2013.
  6. http://www.cfernandes.com.br/produto/sonda-aspiracao-sistema-fechado-bioteq/

Dieta Enteral: Sistema Aberto e Fechado

A dieta enteral é uma forma de nutrição que utiliza uma sonda para fornecer os nutrientes necessários ao organismo.

Existem dois tipos de sistemas para a administração da dieta enteral: o sistema aberto e o sistema fechado.

As diferenças

O sistema aberto requer uma manipulação prévia da dieta, que pode ser em pó ou líquida, e é acondicionada em frascos que devem ser trocados a cada 24 horas.

O sistema fechado utiliza dietas líquidas, estéreis e industrializadas, que são armazenadas em bolsas ou recipientes herméticos que se conectam diretamente ao equipo de infusão.

O sistema fechado tem menor risco de contaminação, mas requer o uso de uma bomba de infusão para controlar a vazão da dieta.

Ambos os sistemas têm vantagens e desvantagens, e devem ser escolhidos de acordo com as necessidades e condições do paciente.

Referência:

  1. Silva, S. M. R., Assis, M. C. S. de ., Silveira, C. R. de M., Beghetto, M. G., & Mello, E. D. de .. (2012). Sistema aberto ou fechado de nutrição enteral para adultos críticos: há diferença?. Revista Da Associação Médica Brasileira, 58(2), 229–233. https://doi.org/10.1590/S0104-42302012000200020

Cuidados Essenciais com a Nutrição Enteral

As nutrições enterais são dietas especificamente elaboradas para pacientes que durante o curso ou recuperação de uma doença, estão impossibilitados de receber alimentação via oral e portanto recebem via sonda.

A terapia nutricional enteral é um método simples e seguro que ajudará você a manter seu estado nutricional adequado.

A dieta enteral pode ser recomendada para pessoas em muitas condições e circunstâncias diferentes. Ela pode ajudar indivíduos com:

  • Problemas no aparelho digestivo (boca, esôfago ou estômago);
  • Problemas de deglutição, que os coloca em risco de asfixia, ou de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões;
  • Desnutrição, ou alimentação insuficiente.

Formas de administração a dieta enteral 

A dieta enteral pode ser administrada de forma intermitente ou contínua, se valendo de três métodos:

  • Por gravidade;
  • Por seringa;
  • Por bomba de infusão.

A escolha do método dependerá da necessidade e condições clínicas de cada paciente, cabendo ao médico a definição do diagnóstico e o melhor método para o caso do paciente.

Administração da dieta enteral intermitente por gravidade

A administração da dieta enteral por gravidade é a mais utilizada para os mais diversos casos.

Nela é utilizado um frasco descartável e é realizada em intervalos, como se fossem refeições em cada período do dia.

Aqui, é importante que o paciente fique sentado ou com as costas elevadas no momento do procedimento, evitando engasgos.

Com a refeição preparada, verifique se a pinça do equipo está fechada e coloque o frasco em suporte seguro elevado.

É importante que a refeição fique suspensa a no mínimo 60cm acima da cabeça do paciente.

Feito isso, sem conectar o equipo a sonda, abra a pinça, deixe o liquido preencher toda extensão da tubulação e feche-a em seguida.

Retire a tampa de proteção, faça o encaixe na sonda e abra a pinça novamente regulando a velocidade conforme orientação médica.

Após o término do conteúdo do frasco, feche a pinça e desconecte o equipo da sonda, que DEVE ser higienizada.

Para isso, utilize uma seringa para aspirar de 10 a 20ml de água limpa e filtrada e injete na sonda.

Feito isso, basta fechar a sonda com a tampa de segurança até o momento da próxima refeição.

Fique atento também a alguns cuidados importantes:

  • O paciente deve permanecer na posição sentada ou elevada de 20 a 30 minutos após as refeições;
  • O mesmo frasco não deve ficar conectado ao mesmo bico e à sonda por mais de 6h sobre o risco de contaminação;
  • O equipo e o frasco devem ser trocados, no máximo, a cada 24 horas.

Administração contínua por bomba de infusão

Caso o paciente esteja com uma sonda posicionada no duodeno ou jejuno, é possível realizar a administração contínua da dieta enteral, realizada por gotejamento, com o auxílio de uma bomba de infusão e que ocorre em um período de até 24 horas.

Para os cuidadores esse método é menos trabalhoso, uma vez que o processo é contínuo e o tempo controlado pela própria bomba.

A cada troca de frasco, porém, é necessário realizar a higiene da sonda, com o auxílio da seringa, e a troca do equipo.

É importante também manter a posição elevada.

Administração intermitente por seringa

Em casos de gastrostomia, a dieta enteral pode ser administrada através de seringas.

Para isso é necessário separar a quantidade de dieta prescrita em um vasilhame limpo, aspirando o conteúdo com uma seringa.

Retire a tampa de segurança da sonda, posicione a seringa e faça a administração cuidadosamente.

Esse processo deve demorar de 20 a 30 minutos ao todo.

É muito importante não apertar a seringa de forma a despejar o conteúdo todo de uma vez.

Validade

Os materiais utilizados para a administração da dieta ENTERAL devem ser utilizados por um período de 24 horas, ou de acordo com a orientação do médico(a)/nutricionista, isso também inclui a nutrição PARENTERAL.

– Frascos de Sistema aberto ou fechado;
– Equipos gravitacionais ou para bomba de infusão;
– Seringa própria para nutrição enteral

Devem ser todos DESCARTADOS após o período de 24 horas, realizando higienização da sonda enteral a cada troca!

Durante a infusão da dieta, a cada administração de medicamentos, a sonda deve ser lavada com mínimo de 20 ml e máximo de 40 ml (antes e depois de administrar). Por que?

Porque devido as sondas serem finas, pode entupir-se facilmente, impossibilitando a administração da dieta ou medicamento.

Referência:

  1. Ministério da Saúde