O Banho a Seco

Hoje vamos conversar sobre uma prática que se torna uma mão na roda (e um carinho extra) no cuidado com pacientes acamados: o banho a seco com lenço umedecido.

Sei que o banho tradicional com água é o padrão ouro, mas em certas situações, essa alternativa pode ser mais confortável, segura e igualmente eficaz para a higiene e bem-estar dos nossos pacientes. Vamos entender como e por que ele se tornou um aliado tão importante?

Quando a Água Não é a Melhor Opção: Entendendo as Indicações do Banho a Seco

O banho a seco com lenço umedecido não substitui o banho tradicional em todas as situações, mas ele se mostra uma excelente alternativa em alguns cenários específicos, como:

  • Pacientes com Mobilidade Severamente Reduzida: Aqueles que não conseguem se mover ou tolerar a movimentação necessária para um banho no leito convencional ou no chuveiro.
  • Pacientes Instáveis Clinicamente: Indivíduos com sinais vitais instáveis, em ventilação mecânica ou com outras condições que tornam a manipulação para o banho tradicional arriscada.
  • Pacientes com Dor Intensa: A movimentação para o banho com água pode exacerbar a dor, tornando o banho a seco uma opção mais suave e tolerável.
  • Pacientes com Curativos Extensos ou Dispositivos Invasivos: Em situações onde molhar curativos ou sítios de inserção de dispositivos (cateteres, drenos) precisa ser evitado.
  • Pacientes com Medo ou Ansiedade: Alguns pacientes podem sentir medo ou ansiedade em relação ao banho tradicional no leito.
  • Cuidados Paliativos: Em pacientes em cuidados paliativos, o conforto e a minimização do desconforto são prioridades, e o banho a seco pode ser mais gentil.
  • Quando Recursos são Limitados: Em situações com escassez de água ou de profissionais para auxiliar no banho tradicional.

Nesses casos, o banho a seco com lenço umedecido oferece uma forma eficaz de manter a higiene da pele, remover sujidades e odores, além de proporcionar conforto e bem-estar ao paciente.

Como Fazer Direito: O Passo a Passo do Banho a Seco com Lenço Umedecido

Realizar o banho a seco com lenço umedecido requer atenção aos detalhes para garantir a eficácia e o conforto do paciente. O ideal é seguir um passo a passo organizado:

  1. Prepare o Ambiente e o Paciente: Explique o procedimento ao paciente (mesmo que pareça não responsivo, a comunicação é importante) e garanta a privacidade. Reúna todo o material necessário: pacote de lenços umedecidos (preferencialmente sem álcool e hipoalergênicos), toalha limpa, creme hidratante (se indicado), roupa de cama limpa e roupa do paciente limpa.
  2. Lave as Mãos: A higiene das mãos é fundamental antes de qualquer contato com o paciente.
  3. Comece pelo Rosto: Utilize um ou dois lenços umedecidos para limpar delicadamente o rosto, incluindo testa, bochechas, nariz e queixo. Se necessário, utilize um lenço limpo para secar suavemente.
  4. Limpe os Braços e Mãos: Comece por um braço, limpando desde o ombro até os dedos, incluindo axilas e espaços entre os dedos. Seque suavemente com a toalha. Repita no outro braço.
  5. Higienize o Tórax e Abdômen: Limpe o tórax e o abdômen com movimentos suaves. Seque delicadamente com a toalha. Observe a pele em busca de irritações ou lesões.
  6. Pernas e Pés: Comece por uma perna, limpando desde a coxa até os dedos, incluindo a virilha e os espaços entre os dedos dos pés. Seque suavemente. Repita na outra perna.
  7. Região Íntima: A higiene da região íntima requer atenção especial. Utilize lenços limpos e troque-os a cada passada, limpando da frente para trás em mulheres e da ponta para a base do pênis em homens, com atenção às dobras da pele. Seque cuidadosamente.
  8. Costas e Região Glútea: Peça ajuda para virar o paciente de lado (se não houver contraindicação) ou posicione-o de forma que seja possível limpar as costas e a região glútea com lenços umedecidos. Seque bem, especialmente as áreas de dobra da pele, para prevenir dermatites.
  9. Aplique Hidratante (se indicado): Se a pele do paciente estiver seca ou houver prescrição médica, aplique um creme hidratante suave nas áreas limpas e secas.
  10. Vista o Paciente e Arrume o Leito: Vista o paciente com roupas limpas e troque a roupa de cama.
  11. Descarte o Material e Lave as Mãos: Descarte os lenços umedecidos e outros materiais utilizados de forma adequada e realize a higiene das mãos novamente.
  12. Registre o Procedimento: Anote no prontuário a data e hora do banho, as condições da pele do paciente e qualquer intercorrência.

É importante utilizar um número adequado de lenços para garantir a limpeza eficaz de todas as áreas do corpo, trocando os lenços conforme ficam sujos. Evite esfregar a pele com força; os movimentos devem ser suaves e delicados.

Nossos Cuidados Essenciais: O Olhar da Enfermagem no Banho a Seco

O banho a seco com lenço umedecido vai além da simples higiene. Envolve nosso cuidado atencioso e observação do paciente:

  • Avaliação da Pele: Aproveite o momento do banho para avaliar a integridade da pele, procurando por áreas de vermelhidão, irritação, lesões, sinais de infecção ou pontos de pressão. Documente qualquer alteração encontrada.
  • Observação do Conforto: Avalie o conforto do paciente durante e após o procedimento. Observe sinais de dor ou desconforto e ajuste a técnica conforme necessário.
  • Promoção da Circulação: A massagem suave durante a limpeza pode ajudar a estimular a circulação sanguínea, especialmente em áreas de maior risco para úlceras por pressão.
  • Fomento da Autoestima: Mesmo acamado, sentir-se limpo e cheiroso contribui para a autoestima e o bem-estar psicológico do paciente.
  • Comunicação Terapêutica: Utilize o momento do banho como uma oportunidade para conversar com o paciente, oferecer apoio emocional e fortalecer o vínculo terapêutico.
  • Educação do Paciente e Família: Se o paciente e a família estiverem envolvidos nos cuidados, oriente-os sobre a técnica correta do banho a seco.

Lembrem-se que cada paciente é único, e a forma como realizamos o banho a seco pode precisar de adaptações de acordo com as necessidades individuais e as condições clínicas.

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higiene das Mãos. Brasília: ANVISA, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicos-de-saude/publicacoes/seguranca-do-paciente-higiene-das-maos. (Embora o foco seja higiene das mãos, reforça a importância da técnica correta nos cuidados).
  2. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
  3. TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LEMONE, P.; LYNN, P. Fundamentos de Enfermagem: A Arte e a Ciência do Cuidado de Enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

A Troca da roupa de cama com paciente

arrumação do leito hospitalar é um procedimento essencial para garantir o conforto e a higiene dos pacientes acamados.

Como realizar?

Materiais Necessários:

  • Lençol de baixo limpo
  • Lençol de cima limpo
  • Lençol móvel ou meio limpo
  • Fronha(s) limpa(s)
  • Edredom ou cobertor limpo (opcional)

Passos:

  1. Remova a roupa de cama usada:
    • Retire o edredom ou cobertor (se houver).
    • Retire o lençol de cima, meio ou móvel e as fronhas.
    • Por fim, retire o lençol de baixo.
  2. Faça a cama:
    • Vire o paciente para um dos lados do leito.
    • Enrolar os lençóis da metade livre da cama, em direção às costas da pessoa.
    • Estender o lençol limpo na metade da cama que está sem lençol.
    • Virar a pessoa sobre o lado da cama que já tem o lençol limpo e remover o lençol sujo, esticando o resto do lençol limpo.
    • Coloque o lençol de baixo no colchão e prenda-o sob os quatro cantos.
    • Coloque o lençol de cima sobre o colchão, alinhando as bordas com as bordas do lençol de baixo.
    • Coloque as fronhas nos travesseiros, acomodando o paciente sobre o mesmo.
    • Por fim, arrume o edredom ou cobertor (se houver) sobre o lençol de cima.

Dicas:

  • Para facilitar, dobre o lençol de baixo ao meio no comprimento e depois ao meio na largura. Isso criará uma linha central que você pode usar para alinhar o lençol no colchão.
  • Para esticar o lençol de cima, segure dois cantos opostos do lençol e puxe-os firmemente sobre os cantos opostos do colchão.
  • Troque a roupa de cama regularmente para manter um ambiente limpo e higiênico.

Referência:

  1. POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne G.. Fundamentos de Enfermagem. 9.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

Placas de Identificação Beira Leito: Segurança do paciente

As placas de identificação beira leito são uma parte essencial dos protocolos de segurança em unidades de saúde.

Elas desempenham um papel fundamental na correta identificação dos pacientes, prevenindo erros que possam causar danos.

Importância das Placas de Identificação Beira-Leito

    • Meta Internacional de Segurança do Paciente: A identificação correta é a primeira meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a segurança do paciente. Ela deve ser realizada em todas as unidades de saúde.
    • Redução de Riscos: A identificação adequada evita erros, como administração de medicamentos errados ou procedimentos incorretos.
    • Uniformidade: As instituições de saúde devem adotar métodos uniformes para identificar os pacientes.

Indicadores Utilizados

    • Pulseira de Identificação: Os pacientes devem usar uma pulseira branca padronizada com no mínimo três indicadores: nome completo, data de nascimento e número do registro (prontuário).
    • Placa Beira Leito: Além da pulseira, é recomendado o uso de uma placa de identificação beira leito.

Cuidados de Enfermagem

    • Conferência Obrigatória: Antes de qualquer cuidado, os profissionais de saúde devem conferir os dados na pulseira e na placa de identificação.
    • Atualização Diária: As informações nas pulseiras e placas devem ser mantidas atualizadas.
    • Participação do Paciente/Familiar: O paciente ou familiar deve conferir as informações antes da instalação da pulseira.
    • Identificação em Macas: Para pacientes internados em macas, a placa beira leito deve ser fixada à maca.

 

Referências:

  1. PR.QAS_.001-00-Identificação-Segura.pdf (ints.org.br)
  2. 480277b0-267e-c03e-f304-5767c547a775 (saude.df.gov.br)
  3. Escola de Saúde

Banho no leito: Por onde começo?

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

Para estas pessoas que não tem experiência e o preparo profissional adequado, listamos algumas dicas de como realizar o banho no leito da forma correta e segura.

Dicas de como dar o banho no leito em pacientes acamados

Quando temos um paciente acamado, sem mobilidade ou com nenhuma condição de segurança para sair do leito até o chuveiro, o banho é realizado na própria cama. Há vários tipos banho no leito e produtos, e hoje vamos falar do banho com irrigação, realizado de forma segura, completa e se aproxima da experiência do chuveiro pois permite o uso de água corrente.

Este banho no leito úmido, é completo e se aproxima da experiência de um banho normal, que nós estamos acostumados, embora com um volume muito menor de água.

Materiais necessários e como é o passo a passo recomendado

  1. Tenha em mãos um jarro de água ou uma mangueira conectada ao chuveiro, para iniciar o preparo do banho. A água deve estar em temperatura adequada para o conforto do paciente (mais quente no inverno e ambiente no verão).
  2. Tenha uma bacia ou balde para desprezar a água utilizada durante o banho
  3. Produtos de higiene (uso pessoal) como sabonete, shampoo, algodão etc
  4. Toalhas (uma para o rosto e outras necessárias para o corpo)
  5. Roupas, fraldas e acessórios como pente, hidratantes, desodorantes para finalizar o pós banho

Durante o banho o paciente deve estar protegido do vento e de temperatura ambiente fria, e sempre que possível, o cuidador deve se atentar para o conforto, privacidade e dignidade do paciente, mantendo sempre uma postura ética durante o banho.

Passo a passo – Como realizar o banho no leito de forma correta

  1. Comece pela cabeça. Ao lavar os cabelos, é necessário que ela esteja posicionada na cabeceira da cama, para que a água possa fluir direto para a bacia. Nesse caso, irrigar a cabeça, passar o shampoo, massagear cabeça e fios, e em seguida enxaguar. Se for usar condicionador, repetir o processo. Secar bem a cabeça e enrolar em uma toalha, para proceder com o banho.
  2. Lavar o rosto, pescoço, orelhas, braços e mãos, parte por parte, dobra por dobra, utilizando o algodão molhado embebido em sabonete. Enxaguar com um algodão limpo e secar, sempre parte por parte do corpo, sempre cuidando para proteger com uma toalha seca, as partes já limpas e secas.
  3. Descendo, cuidamos da higiene do tronco – sendo homem ou mulher – lavando bem embaixo das mamas, axilas, tórax e abdômen. Com um algodão molhado, irrigamos cada região, secando cuidadosamente logo em seguida. Cobrimos com a toalha seca e seguimos adiante.
  4. A próxima etapa são os membros inferiores, começando pela virilha e sem seguida, a dobra das pernas e pés, dando atenção aos lugares mais suscetíveis a acumular resíduos que podem causar mal cheiro ou infecções. Novamente, após lavar cada área com o algodão, devemos irrigar com o algodão molhado em água limpa e em temperatura confortável. Feito o enxágue, devemos secar cuidadosamente e cobrir com toalhas limpas e secas.
  5. Finalmente, realizamos a higiene íntima do paciente lavando suas partes genitais. O procedimento varia, mas essencialmente a preocupação em deixar esta região por último é porquê o paciente pode urinar ou evacuar durante o banho.
  6. Tanto no paciente homem quanto na mulher, inicia-se a limpeza pela área frontal. No homem, deve-se abaixar um pouco a glande do pênis, limpando cuidadosamente e observando se há a existência de resíduo de pomada próximo à uretra. Se houver algum resíduo, recomenda-se usar um pouco de óleo (de amêndoas ou de girassol), normalmente já prescrito ao paciente. Na mulher, o algodão é passado por fora dos grandes lábios vaginais. Novamente, há que se ter cuidado para não entrar em contato com a uretra, para evitar infecções urinárias. Tendo feito a higiene e tendo enxaguado, é hora de cuidar da parte posterior. Nesse momento, é necessário que o paciente seja virado (decúbito lateral), para que toda a área posterior do seu corpo possa ser higienizada. Novamente, evitar o uso de pomadas e dar preferência ao óleo prescrito pelo médico, para hidratar e evitar assaduras.
  7. Finalmente, lavamos toda a parte posterior do paciente (costas), encerrando com esta etapa o banho no leito.
  8. Vista o paciente e em seguida, retorne a área do banho ao seu estado original recolhendo os itens utilizados no banho.

Lembre-se sempre que o banho é um conforto para o paciente, e que não apenas ajuda na prevenção de infecções da pele, como também pode contribuir para o relaxamento e autoestima do seu paciente.

Referência:

  1. HUFSC

Transferência: Do leito para cadeira de rodas (Vice Versa)

O cuidado com o paciente durante a transferência do leito para a cadeira de rodas é crucial para garantir a segurança e o conforto do paciente.

Passo a Passo detalhado

Comunicação e Consentimento:

Antes da realização de qualquer procedimento de transferência, deve-se orientar a pessoa a ser transferida sobre todo o procedimento, fazendo com que a pessoa se torne conhecedora de cada movimento que será realizado.

Transferência realizada por uma pessoa

  • Transferência da cadeira de rodas para cama ou vice versa;

Procedimento:

  • O primeiro passo é organizar o entorno, ou seja, o paciente e a cadeira. O paciente deve estar sentado e a cadeira de rodas a 45 graus da cama. O profissional que irá realizar transferências deve estar na frente do paciente e ao lado da cadeira de rodas.
    • Uma dica importante: se o cliente tem um lado do corpo comprometido, vamos deixar o lado são virado para a cadeira.
    • O paciente deve estar sentado na beira da cama, com os pés bem apoiados no chão e o tronco inclinado para frente.
    • O profissional deve se posicionar à frente do paciente, pedir que ele coloque as mãos sobre os ombros do profissional (se um braço estiver comprometido, só será apoiado o braço são). As mãos do profissional podem estar sobre os ombros do cliente, sobre as escápulas ou ainda segurando a calça/short.
  • O segundo passo é orientar o paciente o que será feito e como ele deve participar. O profissional combinará com o paciente que ao contar três (1, 2, 3…) ele será elevado em direção à cadeira de rodas e deve participar o máximo que conseguir.
    • Em seguida, o profissional faz a contagem, inclinando mais o corpo do cliente à medida que conta e, quando o paciente levantar, continua a dar a orientação ao paciente, pedindo para ele girar o corpo em direção à cadeira.
  • O terceiro passo consiste em sentá-lo e perceber se está bem posicionado no assento, com o tronco sobre o encosto, para que os pés possam ser colocados sobre os apoios e o braço da cadeira abaixado.
    • Lembre-se de que o correto posicionamento do paciente não apenas influencia o conforto, mas também afeta sua resposta clínica e recuperação. Portanto, execute a transferência com cuidado e atenção aos detalhes .

Transferência realizada por duas pessoas

  • Da cama para a cadeira ou vice versa;
  • Da cadeira para a maca ou vice versa;

Profissional nº1: Fica atrás do paciente, com uma de suas pernas ao lado da cadeira de rodas e a outra posicionada já em cima do local que o paciente irá ser transferido (quando possível). Ele abraça o paciente pelo tórax, segurando pelos braços.

O profissional precisa apoiar a parte inferior do tórax com seus antebraços, prevenindo a elevação da coluna e o alongamento do paciente durante o levantamento.

Profissional nº2: fica em pé de frente à lateral da cama. Ele eleva os MMII do paciente, com um dos braços sob as coxas e o outro sob as pernas ou ambas as pernas.

Procedimento:

A pessoa nº1 ou nº2 que estará realizando a transferência agirá como comandante da transferência (geralmente a pessoa que fica no tronco é quem comanda), ele irá explicar a pessoa transferida todo o procedimento além de dar os comandos para a segunda pessoa que estará auxiliando na transferência.

O comandante contará até três e em sincronia com a segunda pessoa irá levantar o paciente e coloca-lo no local destinado.

Referências:

  1. Artmed
  2. Portalenf

Sedestação: O que é?

A Sedestação beira leito é uma técnica de reabilitação que consiste em colocar o paciente sentado na beira da cama, com os pés apoiados no chão ou em um banquinho. Essa posição ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a respiração, a postura e o equilíbrio.

Além disso, estimula a independência e a autoestima do paciente, que pode realizar atividades simples como escovar os dentes, pentear o cabelo ou se alimentar e também ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a respiração, a postura e o equilíbrio, além de prevenir complicações como úlceras de pressão, trombose e pneumonia.

Indicação

A sedestação beira leito pode ser realizada com pacientes acamados por longos períodos, que apresentam fraqueza muscular, dificuldade de movimentação ou risco de quedas.

O tempo e a frequência da sedestação dependem da condição clínica e da tolerância de cada paciente, mas geralmente varia entre 10 e 30 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

A sedestação beira leito deve ser feita com o acompanhamento de um profissional de fisioterapia, que orienta o paciente sobre a forma correta de se sentar, respirar e relaxar, além de monitorar os sinais vitais e possíveis desconfortos.

Dispositivos para o auxílio

As estratégias atuais para sedestação à beira do leito em UTI incluem, comumente, a utilização de mais do que um profissional para garantir a segurança da mobilização, além de uma equipe preparada para o auxílio no momento dos exercícios durante a sedestação.

A utilização de dispositivos como cadeira confeccionada de tubos de PVC para ser colocada beira leito para auxiliar o paciente a se acomodar confortavelmente.

E o uso de poltronas em alguns casos onde o paciente consegue ajudar no momento da mobilização.

O desenvolvimento de dispositivos que permitam a mobilização precoce na beira do leito em UTI e que proporcione segurança aos profissionais e ao paciente, poderá aumentar a adesão da equipe multiprofissional a esse tratamento e reduzir o risco de eventos adversos associados à mobilização, contribuindo para a redução do tempo de internação e beneficiando a saúde do paciente na prevenção e no tratamento dos efeitos deletérios da imobilidade no leito, dentre eles a fraqueza muscular adquirida em UTI.

Referências:

  1. Dispositivo Para Posicionamento Seguro Em Sedestação a Beira Leito De Pacientes Adultos Internados Em Unidade De Terapia Intensiva Para Mobilidade Precoce. 2019.
  2. https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hulw-ufpb/acesso-a-informacao/gestao-documental/pop-procedimento-operacional-padrao/2019-1/urft-unidade-de-reabilitacao-de-fisioterapia-1/pop-urft-075-sedestacao-no-leito.pdf/@@download/file
  3. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/202542
  4. da Rocha, F. O., da Costa, K. D. P., de Sousa, L. P., Lins, A., & de Souza, D. P. (2023). O impacto da sedestação beira leito no desmame ventilatório em pacientes em uso de ventilação mecânica invasiva. Brazilian Journal of Development, 9(9), 27316–27327. https://doi.org/10.34117/bjdv9n9-115

Anatomia da Ferida

A ferida é uma lesão que afeta a integridade da pele e dos tecidos subjacentes.

A ferida pode ser classificada de acordo com a causa, a profundidade, a extensão, o grau de contaminação e o estágio de cicatrização.

A anatomia da ferida envolve a compreensão das estruturas que compõem a pele e os tecidos subjacentes, bem como os processos fisiológicos que ocorrem na resposta inflamatória, na formação do tecido de granulação, na contração da ferida e na remodelação do tecido cicatricial.

O conhecimento da anatomia da ferida é essencial para o diagnóstico, a avaliação e o tratamento adequados das feridas.

A Anatomia

As margens, leito e pele perilesional determinam os limites anatômicos das feridas.

  • Perilesional: área que se estende ao redor da ferida;
  • Margem: contorno externo da ferida, limite anatômico entre a borda e a pele perilesional;
  • Leito: área central da ferida no qual a extremidade é limitada pela borda.

Características das Margens

  • Macerada: apresenta pele de coloração esbranquiçada, pode estar intumescida, fato que ocorre devido ao contato acentuado com exsudato;
  • Fibrótica: apresenta um tecido de coloração amarela ou branca que adere ao leito da ferida, mostra-se rígida e com consistência endurecida decorrente de áreas cicatrizadas;
  • Desnivelada: o leito da ferida é mais denso (profundo) do que a margem;
  • Epibolia: as margens das feridas dobram entre si.

Referência:

  1. CESARETTI IUR. Processo fisiológico de cicatrização da ferida. Pelle Sana. 1998; 2: 10-2.

Materiais para Banho no Leito

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

Se preparando para o Estágio em Enfermagem?

Preparando o material necessário

Antes que você ponha a mão na massa, é necessário separar o equipamento e o material necessários. Garantindo que não esqueceu nada, você evita ter que se afastar constantemente, poupando tempo e diminuindo riscos. Por isso, antes de prosseguir, tenha os seguintes itens à mão:

  • roupas e lençóis limpos;
  • uma toalha de banho;
  • duas gazes, preferencialmente estéreis;
  • três litros de água morna, em uma bacia;
  • duas esponjas macias;
  • sabonete líquido adequado à pele do paciente.

Como proceder ao banho no leito?

Tipos de Banho Hospitalar

Combinando o roteiro com o paciente

Para evitar contratempos durante o banho, é necessário realizar alguns combinados com o paciente. O primeiro deles é o horário: o banho no leito deve ser realizado em um momento confortável tanto para você quanto para ele. Assim, não haverá urgência e o banho será mais adequado.

Outra dica para ficar de olho é em relação às necessidades fisiológicas do paciente. Garanta que ele estará de bexiga vazia e sem vontade de evacuar no momento — isso evitará que ele necessite de outro banho em um curto espaço de tempo. No momento do banho no leito, especificamente, não se esqueça de comunicar ao paciente tudo o que você estiver fazendo.

Desbridamento de Feridas

O desbridamento de feridas consiste na remoção do tecido não viável, detritos celulares, exsudado e todos os resíduos estranhos, de forma a minimizar a infecção da ferida e promover a sua cicatrização.

Este procedimento é executado regularmente em meio hospitalar e em ambulatório, mas casos de gravidade moderada a elevada são enviados para o hospital, para uma maior vigilância e acompanhamento.

É um procedimento de moderado a altamente invasivo, muitas vezes doloroso, sendo necessário recorrer a analgesia eficaz, embora nem todos os casos necessitam.

Devendo ser executado por enfermeiros capacitados, o familiar de referência e/ ou prestador de cuidados pode estar presente a quando da execução deste procedimento, a menos que a sua presença interfira com a prestação de cuidados adequados ou a pedido do utente.

A presença de tecido necrótico, detritos celulares, exsudato e outros resíduos podem atrasar o processo de cicatrização da ferida, uma vez que promovem a proliferação bacteriana e causam inflamação crónica do tecido recém-formado.

São utilizadas uma ou várias técnicas de desbridamento na limpeza da ferida e remoção de resíduos a fim de impulsionar a cicatrização.

O que é essencial conhecer do desbridamento, antes do procedimento?

  • Avaliar o que o utente/ prestador de cuidados/ familiar de referência sabe sobre o desbridamento;
  • Fornecer informações sobre o desbridamento da ferida e abordar as questões/ problemas;
  • O utente pode sentir dor significativa durante e após o procedimento, bem como ansiedade antecipatória relacionada com experiência prévia de desbridamento doloroso;
  • Se o utente comunica verbalmente, questioná-lo acerca da dor (5º Sinal Vital) vivida durante o procedimento;
  • A dor deve ser avaliada através da escala numérica referenciada Circular Normativa nº 09/DGCG;
  • A analgesia ou anestesia deve ser aplicada para controle da dor.  Se o utente referir ansiedade em relação ao procedimento, ensinar exercícios de respiração profunda abdominal e outras técnicas de redução do stress, conforme necessário;
  • Se o utente se apresentar não comunicativo, não devemos assumir à partida que este não vai sentir dor. Se existe forte potencial para dor, administrar analgésico prescrito de forma adequada antes do procedimento;
  • Monitorizar a linguagem corporal (comunicação não-verbal) e caso necessário os sinais vitais durante o procedimento para despiste de dor;
  • Registar no processo do utente todas as informações anteriormente referenciadas;
  • Explicar o procedimento ao utente/ prestador de cuidados/ familiar de referência;
  • Obter o seu consentimento informado;
  • Em termos de material necessário, este varia consoante o tipo de desbridamento que se irá executar, mas de uma forma geral utiliza-se: Luvas estéreis; Analgésico prescrito; Apósitos para o desbridamento; Instrumentos para o desbridamento cortante; Material de penso diverso;
  • Realizar lavagem das mãos e calçar luvas, para assim reduzir o risco de infecção da ferida. No desbridamento cortante é utilizada a técnica asséptica cirúrgica, sendo nos restantes utilizada a técnica asséptica médica (técnica limpa).

Técnicas de Desbridamento

Desbridamento Autolítico

O desbridamento autolítico é um processo natural que pode ser promovido através do uso de produtos que têm por base o princípio da terapia em ambiente húmido, sendo que surge da conjunção de três fatores: hidratação do leito da ferida, fibrinólise e a ação de enzimas endógenas sobre os tecidos desvitalizados.

Este tipo de desbridamento é seletivo, atraumático, não requer habilidades técnicas muito específicas e geralmente é bem tolerado pelos utentes.

Contudo é o método de desbridamento mais lento, não devendo assim ser utilizado quando se necessita de um desbridamento urgente. Todo o tipo de material de penso que promova o ambiente úmido é um excelente veículo de promoção de desbridamento autolítico, salientando-se os hidrogeles, hidrocolóides, espumas, filmes transparentes ou alginatos de cálcio.

Estes criam um ambiente úmido no interface da ferida, que estimula a atividade das enzimas proteolíticas endógenas dentro da ferida, liquefazendo e separando o tecido necrótico do tecido saudável.

Desbridamento Enzimático

Este método de desbridamento passa fundamentalmente pela aplicação tópica de enzimas proteolíticas ou exógenas no leito da ferida, como a Colagenase, Fibrinolisina ou Papaína-Ureia.

Os agentes Enzimáticos podem ser usados como método principal de desbridamento, especialmente quando não é possível o desbridamento cortante, bem como em combinação com outros métodos de desbridamento (desbridamento cortante conservador e desbridamento autolítico).

A colagenase é a única preparação enzimática tópica existente no mercado português, apresentando-se na forma galênica de pomada que, contém colagenase clostridiopeptidase A, parafina líquida e vaselina branca.

Trata-se de uma enzima derivada do Histolyticum do Clostridium que, quando aplicada, trabalha seletivamente do “fundo para o topo”, quebrando as fibras de colagênio que unem o tecido não viável ao leito da ferida.

A colagenase está indicada no desbridamento de tecido necrosado e desvitalizado, devendo ser aplicada em tecido húmido, uma vez que a enzima requer humidade para exercer a sua atividade biológica pretendida, podendo esta humidade ser obtida através do exsudado da própria ferida10, 21.

É seletiva pois funciona apenas em tecido inviável e não é prejudicial ao tecido de granulação.

Trata-se de uma escolha segura e eficaz no desbridamento da ferida, sendo que os efeitos secundários tendem a ser suaves e transitórios.

Procedimento:

  • Limpar a ferida com NaCl 0.9%;
  • Por vezes há necessidade de efetuar alguns cortes, com bisturi, de forma a permitir a penetração do produto;
  • Aplicar uma camada fina de pomada no tecido necrosado;
  • Ter em conta que determinados ions metálicos (por ex. prata) inativam a atividade biológica da colagenase;
  • Vigiar e proteger a pele perilesional, uma vez que a colagenase potencia a resposta inflamatória o que leva a um aumento da produção de exsudado;
  • Utilizar um apósito secundário que mantenha um ambiente úmido, para o agente enzimático exercer a sua atividade;
  • A aplicação diária da colagenase pode ser mudada para cada 48 horas;
  • A aplicação deve ser interrompida quando o desbridamento é conseguido e o tecido de granulação se encontra bem definido.

Desbridamento Cortante

O desbridamento cortante, surge como uma opção eficaz, rápida com boa relação custo-eficácia.

É considerada como prática de referência para o desbridamento de feridas (“gold standard”), pela maioria dos peritos na área no entanto há falta de evidência (nomeadamente dados de estudos experimentais) que comprovem a sua vantagem sobre os outros métodos.

Quem efetua o desbridamento cortante deve possuir competências para lidar com eventuais complicações, e conhecimento da anatomia da região, principalmente no que respeita à proximidade de estruturas vasculares, nervosas ou tendinosas.

O desbridamento cirúrgico, consiste na remoção de tecido morto, juntamente com uma margem de tecido saudável, de forma a torná-la numa ferida efetivamente limpa. Só pode ser efetuado por Cirurgiões.

Por seu lado o desbridamento cortante conservador, consiste na remoção de tecido morto com bisturi ou tesoura esterilizados, acima do nível do tecido viável, cuidadosamente, camada por camada: Não tem por objetivo a remoção de todo o tecido necrótico numa só sessão, devendo ser complementado com outros métodos.

  • Suspender na presença de dor ou sangramento, indicadores de tecido viável;
  • Deve ser realizado em local tranquilo, com boa iluminação, onde existam condições para realização de técnica asséptica e atendimento para possíveis complicações;
  • Pode ser realizado por Médico ou Enfermeiro;
  • Associado a taxas de cicatrização elevadas;
  • Indicado em necrose aderente ou tecidos desvitalizados. Pode e deve ser usado em feridas infectadas;
  • É fundamental uma documentação rigorosa das características e evolução das feridas;

Precauções:

  • Membros inferiores com presença de isquemia;
  • Doentes anticoagulados;
  • Feridas em regiões com tendões;

Contra-Indicações:

  • Doentes com dedos isquêmicos/mumificados;
  • Necrose estável dos calcâneos (sem rubor, drenagem ou flutuação na área adjacente);
  • Perturbações de coagulação;
  • Feridas malignas/oncológicas;
  • Áreas próximas de: Estruturas vasculares, próteses, fístulas para diálise;
  • No caso de hemorragia, fazer compressão local e aplicar penso hemostático (ex: alginato de cálcio).

Técnicas para desbridamento cortante conservador

Cover: Utiliza-se uma lâmina de bisturi para descolamento dos bordos do tecido necrótico. Após o descolamento completo dos bordos e melhor visão do comprometimento tecidular, inicia-se a retirada da área comprometida separando-a do tecido integro, até que toda a necrose saia em forma de uma tampa.

Slice: Com uma lâmina de bisturi remove-se em “fatias” a necrose que se apresenta na ferida de forma desordenada.

O Desbridamento Cortante Conservador Parcial, consiste em cortes paralelos e perpendiculares com o bisturi (técnica “square”).

Têm por objetivo potenciar a ação do desbridamento enzimático e autolítico. Com uma lâmina de bisturi faz-se pequenos quadrados no tecido necrótico. Usada para facilitar a penetração de substâncias desbridantes.

Desbridamento Biológico

As larvas foram utilizadas durante muitos séculos para promover a cicatrização de feridas, removendo o tecido necrótico e infectado a partir da superfície das feridas.

As larvas segregam enzimas proteolíticas que com segurança removem o tecido necrosado/ infectado, e desinfetam a ferida.

A terapia de desbridamento larvar (TDL), tem como vantagem ser eficaz e indolor, mas pode levar de 15-30 minutos para uma aplicação segura.

Modo de aplicação da TDL:

  • Fornecer informações sobre o TDL na ferida, abordar as questões/ preocupações;
  • Obter o consentimento informado do utente;
  • Limpar a ferida com soro fisiológico para remover detritos residuais;
  • Executar proteção da pele perilesional, produtos à base de óxido de zinco ou penso hidrocolóide;
  • Aplicar larvas estéreis por meio de BIOBAG® (BioFOAM®) ou diretamente no leito da ferida (permanecer até 72h);
  • Executar penso secundário como forma de fixação da TDL;
  • Proporcionar sempre que possível analgesia 30 minutos antes do procedimento ou mudança de penso, uma vez que pode ser doloroso.

Desbridamento Mecânico

A abordagem do desbridamento mecânico pode ser efetuada segundo o método compressa úmida/ compressa seca, método hidroterapia (“whirlpool”) e método de irrigação da ferida (lavagem pulsátil).

O método de compressa úmida/ compressa seca quanto ao modo de aplicação:

  • Aplicar compressa seca no leito da ferida;
  • Umidificar (embeber) a compressa com NaCl 0,9%;
  • Colocar compressa seca em cima da compressa umidificada;
  • Remover compressa quando esta estiver seca.
  • Este método tem a vantagem de usar materiais mais baratos (por exemplo, compressas e soro fisiológico), mas é não seletivo, ou seja, remove tecidos viáveis e inviáveis, podendo causar dor ao utente e hemorragia na ferida.

Alguns especialistas recomendam este método somente para as feridas infectadas e não passíveis de outro método.

A hidroterapia (“whirlpool”) é um tipo de desbridamento mecânico em que o utente é colocado numa banheira de hidromassagem por 10-20 minutos. A ação de agitação da água amacia e solta os detritos da ferida.

Este procedimento é geralmente executado por fisioterapeutas. As desvantagens deste método é que requer equipamento caro, pode aumentar o risco de infecção devido à contaminação da água em turbilhão por outros utentes e pode traumatizar o leito da ferida ou macerar o tecido viável.

O desbridamento por lavagem pulsátil é executado utilizando a combinação da irrigação e sucção.

A lavagem pulsátil promove um desbridamento efetivo, mas necessita de equipamentos especializados caros, muitas vezes causa desconforto e pode levar à condução das bactérias aos tecidos profundos da ferida.

Desbridamento Quimico Independentemente da sua concentração, as soluções de hipoclorito, como a Solução de Dakin, tem efeitos nocivos nas células envolvidas no processo de cicatrização de feridas:

  • Tóxico para a circulação capilar do tecido de granulação;
  • Retarda a angiogénese;
  • Danifica tecido saudável subjacente e circundante;
  • Interfere com função dos fibroblastos e com a síntese do colagênio;
  • Outros exames, tratamentos ou procedimentos podem ser necessários antes e depois do desbridamento da ferida toma do analgésico (PO) deve ser efetuada 30 minutos antes de um procedimento de desbridamento potencialmente doloroso, a anestesia geral pode ser necessária para o desbridamento cirúrgico;
  • Os analgésicos podem ser prescritos para controlar a dor pós desbridamento;
  • Se a ferida apresenta sinais de infecção clínicos de infecção, realizar zaragatoa/ biópsia para identificação do agente patogênico ( de acordo com prescrição médica ou protocolo de serviço), para posteriormente ser medicado com antibiótico adequado.

ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS

O aparecimento de febre, inflamação, material purulento na ferida entre outros sinais, sugere infecção localizada, que pode evoluir para septicemia e possivelmente a morte se não for adequadamente tratada.

Informar o médico caso estes aspectos estejam presentes. Na aplicação de produtos, por exemplo a colagenase, a pele ficar irritante ao redor da ferida, deve-se aplicar produtos barreira como forma de prevenção.

O exsudado liberado pela ferida é prejudicial a pele peri-lesional. Por isso, deve protegê-la com cremes barreiras e com material adequado à quantidade de exsudado liberado.

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Esponja Para Banho no Leito

O Mercado Hospitalar sempre inova com tecnologias que facilitam o cuidado ao paciente, acamado em âmbito hospitalar e domiciliar.

Atualmente, há produtos com tecnologias inovadoras ao banho do paciente, que permitem a facilidade e a não utilização de produtos pessoais convencionais, oferecendo suporte com produtos próprios e com Ph correto para a pele do paciente.

E a Esponja para Banho no leito é uma dessas inovações.

Ela é impregnada com gel dermatológico pH 5.5, que ao entrar em contato com água, o mesmo se desprende formando espuma.

Indicação de Uso

Indicada para higienização pessoal em várias condições, a esponja de banho possui ênfase em pacientes acamados ou com restrição de mobilidade. Esta característica permite ao profissional de saúde oferecer o banho no leito com maior praticidade e agilidade, reduzindo o tempo gasto para o banho.

esponja de banho para acamados limpa, hidrata, suaviza e ativa a circulação, eliminam células mortas, evita contágio por bactérias e fungos, evita a desidratação da pele, sendo indicado para qualquer tipo de pele.

Outras Indicações:

  • Para higiene pessoal, facilita o banho de pessoas acamadas ou com restrição de mobilidade;
  • Duas esponjas são suficientes para o banho: uma para a região genitoanal e outra para o restante do corpo.

Do que é confeccionada?

  • Confeccionada em poliéster, macia, altamente absorvente e isenta de impurezas;
  • Cada unidade mede aproximadamente 18cm x 12cm e 0,5cm de espessura;
  • pH: 5.5

Como utilizar estas esponjas?

Deve umedecer parcialmente a esponja com água morna, retirar o excesso de água, ensaboar a pele do paciente suavemente, enxaguar ou retirar o excesso de espuma com uma toalha, conforme necessidade, secar.

Alguns cuidados:

  • Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada;
  • Inspecione a esponja antes do uso. Se apresentar algum tipo de dano, rasgo, sujidade não utilizar;
  • Produto de uso único, descartar após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar;
  • Este produto se destina à higiene corporal. Indicada para todos os tipos de pele;
  • Em caso de irritação da pele, suspender o uso;
  • Não utilizar em feridas com tecido vitalizado. Não utilizar em mucosa;
  • A esponja reage com a água liberando o sabonete formando espuma;
  • Use quantidades reduzidas de água para não liberar todo o sabonete de uma só vez;
  • Avalie atentamente a região a ser higienizada para decidir pelo enxague ou não;
  • O enxague é se necessário. Podendo ser removido o excesso de espuma com uma toalha úmida e posterior secagem com uma toalha seca;
  • Fazer a higienização da pele com delicadeza e suavidade, não é necessário aplicar força ou pressão para remover qualquer sujidade;
  • A esponja deve ser trocada entre a lavagem da cabeça, dos membros, tronco e genitais;
  • Considerar o uso de EPI adequado para o procedimento de higienização corporal;
  • Não há contraindicações conhecidas.

Veja também:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

Referência:

  1. Kolplast