Consistência de líquidos para pacientes Disfágicos

A consistência dos líquidos é um aspecto crucial no manejo de pacientes com disfagia, uma condição que dificulta a deglutição. Essa condição pode afetar a segurança alimentar e nutricional dos pacientes, tornando essencial compreender as diferentes consistências e suas implicações.

Os Tipos de Consistência para Pacientes Disfágicos

Néctar:

    • Descrição: A consistência de néctar é utilizada principalmente para disfagias leves.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de néctar são mais fluidos do que o mel ou o pudim.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com dificuldades leves de deglutição.

Mel:

    • Descrição: A consistência de mel é mais espessa do que a de néctar.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de mel têm uma viscosidade intermediária.
    • Indicação: Indicado para pacientes com disfagia moderada.

Pudim:

    • Descrição: A consistência de pudim é a mais espessa entre as três.
    • Características: Os líquidos espessados nessa consistência são densos e lentos para fluir.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com disfagia grave.

A Importância da Padronização das Consistências

  • Segurança do Paciente: Fornecer a consistência correta é fundamental para evitar riscos de engasgos ou aspiração.
  • Confusão Terminológica: Múltiplos rótulos e definições podem causar confusão entre profissionais de saúde e cuidadores.
  • Desfechos de Tratamento: Uma terminologia clara permite melhores condições de tratamento e resultados positivos.

Em resumo, a padronização das consistências dos líquidos é essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes com disfagia. É importante que os profissionais de saúde e cuidadores estejam cientes dessas diferenças e sigam as orientações adequadas para cada paciente.

Referências:

  1. Disfagia.org
  2. Nutriçãoclínica
  3. Enutri

Hidrocefalia

A Hidrocefalia é uma doença na qual ocorre um aumento da quantidade de líquor no cérebro, que, quando em excesso, aumenta a pressão dentro do crânio, podendo causar danos importantes ao órgão.

O líquor é produzido no interior do cérebro e circula por uma série de “espaços” chamados ventrículos, até ser reabsorvido na sua parte mais externa.

Qual é a função do LCR?

O cérebro produz constantemente um líquido (mais precisamente líquido cefalorraquidiano, ou líquor), que tem a função de proteger o encéfalo e a medula de danos, remover resíduos do metabolismo cerebral e fornecer ao cérebro hormônios necessários para seu funcionamento adequado.

Pode ocorrer o surgimento da hidrocefalia se:

  • o líquor for produzido em excesso;
  • existir um bloqueio no caminho do líquor até o local onde ele será reabsorvido na parte mais externa do cérebro, ou;
  • se existir algum problema na reabsorção do líquor;

Tipos de Hidrocefalia

Hidrocefalia congênita

Está presente no nascimento. Estima-se que cerca de 1 a cada 1000 bebês nascem com este problema. Pode estar associada a outros problemas congênitos, como a espinha bífida ou pode resultar de uma infecção materna durante a gestação, como rubéola, sífilis, citomegalovírus, toxoplasmose, entre outros.

A causa mais comum é um bloqueio na circulação do líquor. Os bebês que nascem com hidrocefalia frequentemente têm características físicas peculiares, como por exemplo:

  • a cabeça pode parecer maior que o normal;
  • a pele da cabeça pode parecer mais “fina” e brilhante que o normal, com veias bem aparentes;
  • as fontanelas ( ou “moleiras”) podem estar mais tensas;
  • o bebê pode parecer que está sempre olhando para baixo (o chamado “olhar de sol poente”).

Além dos sinais físicos, a criança também pode apresentar alguns sintomas, como:

  • dificuldade de alimentação;
  • irritabilidade;
  • sonolência;
  • vômitos;
  • Também podem ocorrer atrasos em algumas fases do desenvolvimento do bebê (ex: engatinhar, sentar).

Hidrocefalia adquirida

Ocorre após o nascimento. Geralmente se desenvolve após um grande trauma na cabeça ou como consequência de uma doença subjacente, como acidente vascular cerebral (AVC, “derrame”) ou tumor cerebral. Os sintomas incluem:

  • dor de cabeça;
  • náuseas e vômitos;
  • perda do apetite;
  • irritabilidade;
  • sonolência;
  • alterações de personalidade;
  • desorientação;
  • problemas visuais, como visão borrada;
  • convulsões;
  • dificuldade para caminhar;
  • incontinência (geralmente urinária).

Hidrocefalia de pressão normal

Geralmente só ocorre em pessoas de mais idade, acima dos 50 anos. É uma doença mais rara e pouco compreendida. Pode ocorrer após um traumatismo craniano, infecção ou AVC, mas na maior parte dos casos a causa é desconhecida.

Diferentemente dos outros tipos de hidrocefalia, neste caso os sintomas se desenvolvem lentamente, ao longo de muitos meses ou anos.

Geralmente o primeiro sintoma de hidrocefalia de pressão normal é uma dificuldade progressiva para caminhar, especialmente para dar o primeiro passo.

A seguir podem ocorrer crises de incontinência urinária e uma progressiva lentidão do pensamento (lentidão para responder a perguntas, reagir a determinadas situações ou processar informações).

Cuidados de Enfermagem

  • Prevenção de lesões de decúbito na cabeça;
  • Instituir medidas de higiene geral e cuidados de pele;
  • Mudar a posição a cada duas horas; ao movimentar manter a cabeça apoiada p/ evitar tensão extra sobre o pescoço;
  • Manutenção da hidratação e da nutrição;
  • Instituir horários de refeições flexíveis;
  • Oferecer refeições pequenas e frequentes;
  • Aplicação de medidas de conforto;
  • Realizar higiene geral;
  • Proporcionar estimulação tátil;
  • Encorajar a participação dos pais aos cuidados;
  • Redução da ansiedade dos pais;
  • Oferecer apoio aos pais;
  • Explicar os procedimentos e o plano médico;
  • Responder às perguntas;
  • Oferecer orientação antecipada;
  • Orientação quanto à assistência pós-hospitalização;
  • Encaminhar a instituição adequada (saúde pública, serviço social, serviços especiais de pediatria);
  • Providenciar colocação em instituição de assistência a longo prazo.

Referências:

  1. Hydrocephalus [Internet]. England: NHS Choices. 2009 [updated 2009 Mar 31; cited 2010 Feb 8]. Disponível em:  https://www.nhs.uk/Conditions/Hydrocephalus/Pages/Introduction.aspx