Conversão de Medidas de Medicamentos

A conversão de medidas de medicamentos é um processo importante para evitar erros de dosagem e garantir a segurança dos pacientes.

As Unidades

As unidades mais comuns de medida de massa usadas em medicamentos são o kilograma (kg), a grama (g), o miligrama (mg) e o micrograma (mcg). Para converter entre essas unidades, basta lembrar que:

  • 1 kg = 1000 g
  • 1 g = 1000 mg
  • 1 mg = 1000 mcg

Assim, para converter uma medida de uma unidade para outra, basta multiplicar ou dividir por 1000, dependendo se a unidade é maior ou menor.

Por exemplo, para converter 5 g em mg, basta multiplicar por 1000 e obter 5000 mg. Para converter 200 mcg em mg, basta dividir por 1000 e obter 0,2 mg.

É importante prestar atenção nas casas decimais e nos zeros à esquerda ou à direita, pois um erro pode levar a uma diferença significativa na quantidade de medicamento administrada.

Por isso, recomenda-se usar uma calculadora ou uma tabela de conversão para facilitar o cálculo e evitar confusões.

​Transformar de: ​ Para: Ação:
​Grama (g) ​Miligrama (mg) ​Multiplicar por 1.000
​Miligrama (mg) ​Grama (g) ​Dividir por mil 1.000
​Grama (g) ​Micrograma (mcg) ​Multiplicar por 1.000.000
​Micrograma (mcg) ​Grama (g) ​Dividir por 1.000.000
​Miligrama (mg) ​Micrograma (mcg) ​Multiplicar por 1.000
​Micrograma (mcg) ​Miligrama (mg) ​Dividir por mil 1.000

Referência:

  1. https://guiafarmaceutico.hsl.org.br/informacoes-de-apoio/informacoes-de-apoio-equipe-multifuncional/sistema-de-conversao

Que Medicamento é Esse?: Levotiroxina

A Levotiroxina é indicado pelo médico para a reposição ou suplementação hormonal em doenças relacionadas com a glândula tireoide (nos casos em que o organismo não está produzindo ou produz hormônios tireoidianos em quantidade insuficiente), tais como: hipotireoidismo (diminuição da produção dos hormônios tireoidianos), tratamento ou prevenção de bócios (aumento do volume ou presença de nódulos na tireoide), tireoidite (inflamação da glândula) e também nas situações onde a glândula precisa ser retirada, como por exemplo, na presença de tumores ou outras alterações que assim o exigem.

Este medicamento pode ser utilizado, também, como agente diagnóstico, por exemplo, nos casos em que o médico precisa avaliar o funcionamento da tireoide ou a produção de hormônios relacionados à tireoide.

Como Funciona?

A tiroxina normalmente é produzida no organismo pela glândula tireoide. Ele age regularizando ou suprindo a quantidade deste hormônio no organismo, nas situações em que a glândula tireoide não está apresentando um funcionamento adequado ou nas situações em que há necessidade de retirada parcial ou total da glândula tireoide por cirurgia.

O início da ação da levotiroxina varia em função da gravidade da doença.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alteração dos batimentos cardíacos, dor no peito, nervosismo, dor de cabeça, insônia, cansaço, fraqueza muscular, cãibras, intolerância ao calor, suor excessivo, febre, perda de peso, alterações menstruais, diarreia ou vômito.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em caso de alergia a qualquer componente da fórmula, infarto do coração recente, histórico de níveis de hormônio tireoide elevados, insuficiência da glândula suprarrenal e hipertireoidismo não tratado.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Monitorar os sinais vitais, especialmente a pressão arterial e a frequência cardíaca, pois a levotiroxina pode causar efeitos colaterais cardiovasculares, como taquicardia, arritmias, angina e infarto .
  • Orientar sobre as interações medicamentosas da levotiroxina, que podem reduzir sua absorção ou potencializar seus efeitos. Alguns exemplos são: antiácidos, suplementos de ferro ou cálcio, omeprazol, pantoprazol, anticoagulantes e anticonvulsivantes .
  • Avaliar a adesão ao tratamento e a resposta clínica, observando se há melhora dos sintomas do hipotireoidismo, como cansaço, ganho de peso, pele seca, queda de cabelo, constipação e depressão.
  • Educar o paciente sobre a importância de manter uma alimentação saudável e equilibrada, rica em iodo, selênio e vitaminas, que são essenciais para o funcionamento da tireoide.
  • Incentivar a prática de atividade física regular, que ajuda a controlar o peso, o colesterol e o humor.

Efeito Placebo Vs. Nocebo

Você já ouviu falar dos efeitos placebo e nocebo? Eles são fenômenos psicológicos que podem influenciar a nossa saúde de maneiras surpreendentes.

Entenda os efeitos

O efeito placebo é a melhora de um sintoma ou de uma condição clínica após a administração de uma substância ou de um tratamento que não tem nenhum efeito farmacológico específico.

Por exemplo, se uma pessoa com dor de cabeça toma um comprimido de açúcar pensando que é um analgésico, ela pode sentir alívio da dor simplesmente por acreditar que o remédio funciona. Isso acontece porque o cérebro libera substâncias químicas que atuam como analgésicos naturais, como as endorfinas.

O efeito nocebo é o oposto do efeito placebo. É o piora de um sintoma ou de uma condição clínica após a administração de uma substância ou de um tratamento que não tem nenhum efeito farmacológico específico.

Por exemplo, se uma pessoa com dor de cabeça toma um comprimido de açúcar pensando que é um veneno, ela pode sentir mais dor ou até mesmo ter efeitos colaterais como náusea, tontura ou palpitações. Isso acontece porque o cérebro libera substâncias químicas que atuam como estimulantes do sistema nervoso, como a adrenalina.

As diferenças

As diferenças entre os efeitos placebo e nocebo estão relacionadas com as expectativas e as crenças que temos sobre os tratamentos que recebemos. Se esperamos que algo nos faça bem, podemos ter uma resposta positiva.

Se esperamos que algo nos faça mal, podemos ter uma resposta negativa. Essas expectativas podem ser influenciadas por vários fatores, como a informação que recebemos dos profissionais de saúde, dos meios de comunicação ou dos nossos familiares e amigos, a cor, o tamanho ou a forma dos comprimidos ou das injeções, o preço ou a marca dos medicamentos, entre outros.

Os efeitos placebo e nocebo podem ter um impacto significativo na nossa saúde e na nossa qualidade de vida. Por isso, é importante conhecer esses fenômenos e saber como usá-los a nosso favor. Algumas dicas para aproveitar o efeito placebo e evitar o efeito nocebo são:

  • Ter uma atitude positiva em relação aos tratamentos que recebemos, confiando na sua eficácia e segurança;
  • Buscar informações confiáveis e científicas sobre os benefícios e os riscos dos tratamentos que recebemos, evitando fontes duvidosas ou alarmistas;
  • Seguir as orientações dos profissionais de saúde que nos atendem, respeitando as doses, os horários e as contraindicações dos medicamentos;
  • Manter um estilo de vida saudável, cuidando da alimentação, da hidratação, do sono, da atividade física e do controle do estresse;
  • Procurar ajuda psicológica se tivermos medos, ansiedades ou depressão relacionados com a nossa saúde ou com os tratamentos que recebemos.

Referência:

  1. 1. Teixeira MZ. Bases psiconeurofisiológicas do fenômeno placebo-nocebo: evidências científicas que valorizam a humanização da relação médico-paciente. Rev Assoc Med Bras [Internet]. 2009;55(1):13–8. Available from: https://doi.org/10.1590/S0104-42302009000100008

A Rastreabilidade e as cores de etiquetas de Medicamentos

Falhas no processo de medicação são situações frequentes que ocorrem no mundo todo. A principal delas envolve a administração equivocada de medicamentos relacionada à dose, via de administração e tipo de droga. Alguns medicamentos são considerados críticos e denominados Medicamentos ou Drogas de Alta Vigilância (DAV).

Esses medicamentos exigem medidas especiais de segurança para evitar que erros aconteçam.

A RDC nº 54, de dezembro de 2013, exige a criação do IUM – Identificador Único do Medicamento. Ele é um código alfanumérico gerado a partir dos seguintes dados, na seguinte ordem:

  • Número do registro do medicamento na Anvisa;
  • Número serial, único e gerado aleatoriamente;
  • Data de validade, no formato MM/AA;
  • Número do lote.

Esse código será aplicado no medicamento por meio de um código em duas dimensões, chamado Data Matrix. Essas informações também deverão estar legíveis para o olho humano, em fonte de altura mínima de 1,6mm.

Agregação

Além dos códigos em cada medicamento, a RDC nº 54 também exige que seja gerado um identificador único para cada caixa de transporte. Esse “código pai” no servidor da farmacêutica agregará todos os identificadores únicos contidos dentro dele. Isso permite agilidade na logística, basta escanear um único código para controle de todas as unidades dentro da caixa.

Cores de Etiquetas

Cada Instituição Hospitalar, padronizam cores de acordo com o tipo de medicamento.

É utilizado como uma estratégia de segurança do paciente, que também faz parte da Meta 3 da Segurança do Paciente  além de facilitar a identificação visual para os profissionais da enfermagem e farmácia.

Junto com as etiquetas e embalagens coloridas também disponibilizam com etiquetas impressas com nome, lote, validade, código de barra, e sequencial numérico.

Lembrando que os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) devem ser aplicados os seguintes itens:

  • Armazenamento em locais seguros e separados dos demais medicamentos: em armários identificados na farmácia e em gavetas chaveadas nos postos de Enfermagem sob responsabilidade da enfermeira;
  • Dispensação em embalagem plástica vermelha selada com etiqueta adesiva amarela;
  • Dupla checagem pela enfermagem na administração desses medicamentos.

Referências:

  1. https://www.promtec.com.br/rdc-no-54-etiquetas-para-agregacao-e-identificacao-unica-de-medicamentos-ium/
  2. Forte EC, Pire DEP, Padilha MI, Martins MMFP. Medication errors and consequences for nursing professionals and clients: an exploratory study. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2017 [cited 2018 Feb 12];26(2):e01400016. Available from: http://www.scielo.br/pdf/tce/v26n2/pt_0104-0707-tce-26-02-e01400016.pdf

As Cores de Equipos

Os Equipos são dispositivos muito utilizados em âmbito hospitalar para infusão de medicamentos e hemocomponentes em geral, e dietas.

Mas existe características muito marcante nestes equipos, que são as cores da extensão, e em alguns casos, as pontas distais e proximais destes.

As Cores dos Equipos

  • Equipos de Cores Roxas: São identificados com esta cor para infusão de dieta enteral (seja em sistema fechado ou aberto), além de que nestes equipos em específico possuem sua ponta proximal também de cor roxa e de formato ponta cruz e sua ponta distal escalonado (para utilização somente de frascos de dieta e para encaixe de sonda enteral/gastrostomia/jejunostomia, não podendo ser utilizado para medicamentos);
  • Equipos de Cores Azul: São identificados com esta cor para infusão de água enteral para intervalo (frasco de sistema aberto), e em alguns casos, para infusão de dieta enteral de sistema aberto;
  • Equipos de Cores Brancas: São identificados com esta cor para infusão de medicamentos comuns, e também de hemocomponentes;
  • Equipos de Cores Laranjas: São identificados com esta cor para infusão de medicamentos caracterizados como fotossensíveis.

Veja também:

Os Tipos de Equipos Hospitalares

O Equipo Bureta

Intervalo para troca de equipos: Saiba quais são!

Injetor Lateral do Equipo: Entenda sua importância

Equipo PVC Free

Equipo Fotossensível

Equipo Dial a Flow

Notícias da Enfermagem

Enfermeiro pode prescrever medicamento manipulado

Enfermeiros especialistas em estomaterapia, dermatologia ou podiatria estão habilitados para prescrever medicamentos ou fórmulas manipuladas para tratar lesões de pele. Parecer da conselheira Emília Miranda, aprovado por unanimidade pelo plenário do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nesta quinta-feira (24/11), confirma a legalidade das prescrições, na rede pública e privada. “A prescrição de medicamento a ser […]

Que Medicamento é Esse?: Ácido Acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico está indicado para:

  • O alívio sintomático de dores de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite;
  • o alívio sintomático da dor e da febre nos resfriados ou gripes.

Como Funciona?

Este medicamento contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, que pertence ao grupo de substâncias antiinflamatórias não-esteroides, com propriedades anti-inflamatória (atua na inflamação), analgésica (atua na dor) e antitérmica (atua na febre). O ácido acetilsalicílico inibe a formação de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, propiciando alívio da dor.

Os Efeitos Colaterais

Como qualquer medicamento, o ácido acetilsalicílico pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • Efeitos comuns: dor de estômago e sangramento leve (micro-hemorragias);
  • Efeitos ocasionais: náuseasvômitos e diarreia;
  • Casos raros: podem ocorrer sangramentos e úlceras do estômago, reações alérgicas em que aparece dificuldade para respirar e reações na pele, principalmente em pacientes asmáticos e anemia após uso prolongado, devido ao sangramento oculto no estômago ou intestino;
  • Casos isolados: podem ocorrer alterações da função do fígado e dos rins, queda do nível de açúcar no sangue e reações cutâneas graves. Doses baixas de ácido acetilsalicílico reduzem a excreção de ácido úrico e isso pode desencadear ataque de gota em pacientes susceptíveis.

O uso prolongado pode causar distúrbios do sistema nervoso central, como dores de cabeçatonturas, zumbidos, alterações da visão, ou anemia devido à deficiência de ferro.

Se ocorrer qualquer uma dessas reações indesejáveis ou ao primeiro sinal de alergia, você deve parar de tomar ácido acetilsalicílico. Informe o médico, que decidirá quais medidas devem ser adotadas.

Se notar fezes pretas, informe o médico imediatamente, pois é sinal de séria hemorragia no estômago.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

O ácido acetilsalicílico não deve ser utilizado nas seguintes situações:

  • se for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a salicilatos ou a qualquer dos ingredientes do medicamento, se não tiver certeza de ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico;
  • asma brônquica;
  • se tiver tendência para sangramentos;
  • se tiver úlceras no estômago ou no intestino;
  • se já tiver tido crise de asma induzida pela administração de salicilatos ou outras substâncias semelhantes;
  • se estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana;
  • se tiver alteração grave da função dos rins;
  • se tiver alteração grave da função do fígado;
  • se tiver alteração grave da função do coração;
  • se estiver no último trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Administrar por via oral.
  • Observar sinais de superdosagem.
  • Orientar o paciente sobre risco de hemorragia.

Nos casos de superdosagem, o paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, sangramento oculto, rash cutâneo e hematomas.

Farmacologia: Agonista Vs Antagonista

Na farmacologiaagonista refere-se às ações ou estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva.

Agonista inverso causa uma ação oposta do agonista.

Os denominados antagonistas agem como bloqueadores dos receptores, ou seja, diminuem as respostas dos neurotransmissores, presentes no organismo. O antagonismo pode diminuir ou anular o efeito do agonista.

Os medicamentos sem prescrição médica, se misturados podem ser perigosos, podendo os mesmos interagir entre si.

Exemplos: morfina, fenilefrina e isoproterenol, benzodiazepinas e barbitúricos agem como agonistas.

Classificação

Os antagonistas são classificados em:

  • parcial/total
  • reversível/irreversível
  • competitivo/alostérico

O antagonista parcial não anula totalmente o efeito de um agonista, sendo este mais utilizado, já o total atua somente no problema, não interferindo nas partes que estão funcionando. Em caso de intoxicação é aconselhável o antagonista total, pois protege melhor o organismo.

No antagonista reversível/irreversível, o agonista tem ao poder de reverter e o outro de inibir os efeitos do antagonista. Já o antagonista competitivo impede o agonista de se encaixar, competindo com o mesmo e o alostérico atua em receptores que tem o efeito diminuidor liberado pelo agonista.

O efeito de um antagonista sobre o agonista se torna inferior devido as constantes estimulações.

Exemplos: Betabloqueadores, bloqueadores musculares, antagonistas benzodiazepínicos, antagonista dos receptores opioides.

Referências:

  1. Leff P. The two-state model of receptor activation. Trends Pharmacol Sci 1995;16:8997. (Fornece a base teórica para a Equação 2.6; discute o tratamento quantitativo das interações fármacoreceptor.)
  2. Pratt WB, Taylor P, eds. Principles of drug action: the basis of pharmacology. 3rd ed. New York: Churchill Livingstone; 1990. (Contém uma discussão detalhada de farmacodinâmica.)

Que Medicamento é Esse?: Ácido Fólico

O Ácido Fólico é um medicamento é indicado como suplemento nutricional contra anemia e preventivo de malformações no sistema nervoso fetal.

Como Funciona?

Este medicamento age como um suplemento de ácido fólico, que é uma vitamina do complexo B, usado como suplemento nutricional e contra anemia para suprir as necessidades em pacientes como gestantes ou pacientes com anemias causadas pela carência dessas substâncias.

É importante no desenvolvimento do sistema nervoso fetal. Ao ser absorvido, após cerca de 60 a 90 minutos o ácido fólico já inicia a sua ação farmacológica.

Os Efeitos Colaterais

  • Gastrintestinais: náuseas (enjoo), distensão abdominal (aumento do volume da barriga), alteração do paladar (gosto amargo na boca), flatulência (gases).
  • Sistema Nervoso Central: irritabilidade e alterações do sono;
  • Sistema Imunológico: reações de hipersensibilidade (alergia), com quadros de urticária, rash cutâneo, prurido (coceira) e eritema (vermelhidão na pele).
  • Reações raras: existem relatos na literatura de que doses de 15 mg ou mais possam produzir alterações no Sistema Nervoso Central, decorrentes do aumento na síntese de aminas cerebrais além de eventuais distúrbios gastrintestinais. Doses elevadas (acima de 15 mg/dia) podem comprometer a absorção intestinal do zinco e levar a uma precipitação de cristais de ácido fólico nos rins. Com doses elevadas, ocorre coloração amarelada na urina, que não requer atenção médica.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado em pacientes que apresentarem histórico de hipersensibilidade (alergia) conhecida ao ácido fólico, à lactose ou a qualquer outro componente da fórmula do produto.

Contraindicado para pacientes com anemia perniciosa, pois o ácido fólico pode mascarar os sintomas da anemia perniciosa (carência da vitamina B12).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Ácido Fólico deve ser ingerido com água ou um pouco de líquido.
  • O tratamento da deficiência de Ácido Fólico deve ser acompanhado por uma dieta de suplementação alimentar equilibrada.
  • A dose recomendada é de 1 comprimido ao dia, ou a critério médico.

Guia Online de Diluição de Medicamentos

Vale lembrar que a padronização vai variar muito de cada instituição (conforme POP), portanto cabe identificar a utilização do que é feito em seu setor!

Referências:

  1. uptodate/Usp
  2. ATB Sanford 2019